segunda-feira, 31 de maio de 2010

Deus na Copa do Mundo

Matéria do jornal americano San Francisco Chronicle traduzida e transcrita no blog do Juca Kfouri:


Deus vai aparecer na África do Sul?


Do “San Francisco Chronicle”, de ontem:

A FIFA está preocupada que Deus vai dar as caras na África do Sul.

Deus nunca fez uma aparição completa nos gramados das copas.

O mais próximo a que ele chegou foi quando mostrou sua mão ao ajudar Diego Maradona marcar o famoso gol com a “mão de Deus” durante a copa de 1986 – uma concepção imaculada.

E Ele também já mandou suas bençãos através de seus agentes – o Papa abençoou a seleção irlandesa antes da copa de 90, o que não foi suficiente para levar os irlandeses à glória.

Desde então, Ele voltou a ser misterioso e fazer o que melhor faz – cegar árbitros em momentos cruciais.

Pergunte aos irlandeses sobre Thierry Henry, ou aos ingleses sobre Maradona.

Mas agora a FIFA se depara com a possibilidade de Deus levantar a taça da Copa do Mundo.

E com tantas visões Dele voando pelo mundo nos dias atuais, alguém pode acabar se ofendendo.

Por isso, a Fifa está rezando para que o Brasil não ganhe a Copa.

Seu capitão, Lúcio, é zagueiro de Deus, e a estrela do time, Kaká, é o seu goleador.

Na final da Copa das Confederações do ano passado na África do Sul, ambos os jogadores tiraram as camisetas da equipe para revelar mensagens sugerindo que Deus era o verdadeiro vencedor da competição.

E a fé deles pode ter sido fortalecida pelo fato de que o Brasil virou um jogo de um 2-0 para derrubar a separação da igreja e dos futebolistas americanos.

A FIFA está advertindo as confederações nacionais para certificar-se de que vitória e celebrações de gols continuem sendo humanas e não divinas.
Nenhuma imposição religiosa será exposta sob qualquer cor nacional.

A questão é esta: Kaká e outros discípulos – incluindo Steven Pienaar, da África do Sul, outro serviçal do Senhor, vão seguir a Palavra da FIFA ou a Palavra do Todo Poderoso?

O chefão da FIFA, Sepp Blatter, que também tem um poder fantástico, vai jogar um raio em qualquer um que questione a onipotência do futebol.

Sejamos intelectualmente sãos por um momento.

Sem dúvida, a Copa do Mundo é positivamente darwiniana – os mais fortes sobrevivem – onde nações de futebol em desenvolvimento podem agora estar maduras para arrancar o Manto Sagrado das mãos das poucas nações escolhidas – Brasil, Itália, Alemanha e Argentina.

(OK, basta. É Deus demais para um domingo…)

domingo, 30 de maio de 2010

Big Bang versus Universo Eterno

Entrevista com o físico Mario Novello publicada na Folha de S. Paulo de hoje, 30/05/10:

Cientista ataca Big Bang e visão "estreita" dos físicos

Para Mário Novello, muitos viraram apenas "técnicos muito competentes'

Pesquisador critica a preocupação excessiva com carreira e prêmios; para ele, dados poderão provar Universo eterno

DE SÃO PAULO

Para Mário Novello, físico do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, a cosmologia virou, com frequência, "uma coisa trivial, simplesmente saber qual porcentagem de matéria dessa categoria ou daquela tem no Universo".

Tão preocupante quanto isso, diz, é o esnobismo dos cientistas com a filosofia e a metafísica, que os impede de refletir sobre o que fazem. São apenas "técnicos extremamente competentes".

Novello está lançando o livro "Do Big Bang ao Universo Eterno" (Zahar), que resume sua defesa da ideia de que o Big Bang não foi o começo de tudo. Segundo ele, essa interpretação está conquistando cada vez mais físicos. Confira a entrevista abaixo.

(RICARDO MIOTO)

Folha - A ideia de um universo eterno está conquistando os físicos?
Mário Novello - Ninguém tem dúvidas de que o Universo esteve muito condensado no passado. O problema foi a identificação daquele momento, em que começa a expansão, como o começo de tudo. Sou contra definir o Big Bang como o marco zero. Isso é contra a atitude científica. Mas o cenário está mudando. Entre os cientistas há uma tendência a aceitar que chegou o momento de ir além do Big Bang como o começo.

Mas, quando jovem, o sr. não era partidário do Big Bang como o começo de tudo?
Eu não era. Era uma questão de princípio. A ciência é a tentativa de explicar racionalmente tudo que existe. Eu sabia muito bem que a ideia de singularidade [a concentração de toda a massa do Universo em um único ponto que teria dado origem a tudo que se conhece] significava abdicar de fazer ciência ao longo de toda a história do Universo, significava dizer que a ciência tinha limite. Eu não podia aceitar isso.
Na minha época, havia uma visão global do que era atividade humana. Havia cadeira de filosofia, de sociologia, tínhamos contato com o mundo. Existe uma falta de fundamentos, hoje, do que é fazer ciência. Você pode ser um técnico extremamente competente, mas fora da área técnica pode ser um ignorante completo, sem saber o que está por trás do que você está fazendo na sua área.

Mas aparentemente a maioria dos físicos ainda discorda do sr. sobre o Big Bang...
Se você entrevista cem físicos, 98 dizem que o Big Bang é verdade e dois malucos dizem que não. É razoável que a mídia fique em dúvida. Primeiro você precisa ver quem são essas pessoas. Eu criei a cosmologia no Brasil, tive mais de 50 alunos de doutorado, você precisa ver que não sou um bobo. Mudanças são lentas. E você sabe que os cientistas são extremamente reacionários.

Ser minoria não incomoda?
Quando você faz ciência, você precisa dialogar com a natureza, e não com os seus colegas. Se o seu objetivo é ganhar uma bolsa, ganhar fama, ganhar prêmio, isso não é ciência. Pode ser no mundo em que a gente vive. Estou pouco me importando com a opinião dos outros. Mas isso não significa isolacionismo, porque publico em revistas científicas.

Mas o senhor já tem uma carreira estabelecida. Um doutorando não deveria se preocupar com os pares?
Não deveria. Se ele começa a se preocupar lá, vai se preocupar a vida toda. Hoje em dia a cosmologia virou uma coisa trivial, ridícula, simplesmente saber qual porcentagem de matéria dessa categoria ou daquela tem no Universo. Isso não tem interesse nenhum. Quando começa a entrar nesse estágio, é o momento de mudar.

É possível fazer com que os cientistas se preocupem menos com os pares?
Ainda não conseguimos controlar a vaidade. É um sistema todo de premiação, bolsa disso, prêmio Nobel, tudo valoriza o indivíduo. E dá impressão de que, se você não valoriza o indivíduo, ele não vai fazer nada. E o prazer em fazer as coisas? O Garrincha dava de dez a zero em qualquer um desses caras aí de hoje em dia. E morreu com dez mil réis no bolso.
Você vai dizer que o exemplo que eu estou dando é de um maluco, uma pessoa totalmente pirada, uma mentalidade que nunca saiu dos 12 anos de idade. Tudo bem, é um exemplo extremo. Mas mostra que algo se perdeu.

Mas a vaidade sempre existiu, não?
Sim, claro, sempre existiu. Nem estou dizendo que o sistema, antigamente, era diferente. O que estou querendo dizer é que a razão pela qual Newton fazia aquilo não tinha nada ver com a razão pela qual um bolsista faz as coisas hoje em dia.

No caso do Big Bang, há expectativa de que alguma observação possa dar mais respostas sobre a sua legitimidade como marco zero?
Sim. Já foi lançado o satélite Planck. Ele, nos próximos anos, poderá ajudar a dizer, observacionalmente, se houve uma fase anterior ao colapso. Existe uma possibilidade de que o Universo esteja se acelerando. Ela surgiu de uns dez anos para cá. Isso não bate com as previsões do Big Bang como singularidade, como começo de tudo. Se o Universo estiver se acelerando, então aquilo que sustentou durante mais de 25 ou 30 anos o Big Bang acabou.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Folha faz propaganda de arma usada no crime

Algo muito estranho está acontecendo na imprensa brasileira. A Folha.com noticia o bárbaro crime cometido na noite de 26/05/10, no hipermercado Extra em Guarulhos, quando um indivíduo surtado esfaqueou três pessoas, matando uma delas. O problema é que - no próprio texto da notícia - a Folha faz propaganda da faca utilizada no assassinato, como se fosse a coisa mais normal do mundo. É provável que se trate de um ato falho ou um erro de programação que associa produtos a notícias (como o horrível "até 30% de desconto em frutas e legumes" também incluso na nota), mas de qualquer forma é um triste exemplo de como a banalização da morte e o consumismo desenfreado conseguem se combinar nos momentos mais improváveis. Imagino que corrigirão o absurdo em breve, mas fica abaixo o registro de um dos pontos mais baixos já alcançados pelo jornalismo brasileiro. Seria cômico, não fosse trágico:

Homem que esfaqueou três em mercado de SP foi contido meia hora após ataque

AFONSO BENITES
DE SÃO PAULO

"Quem quer morrer?", dizia o auxiliar de pedreiro que matou uma pessoa e feriu duas com uma faca de churrasco anteontem à noite num hipermercado de Guarulhos, na Grande São Paulo.

José Marcelo de Araújo, 27, percorreu quase todas as seções do Extra, no centro, ameaçando as pessoas. Empunhava uma faca de churrasco, que furtou no próprio local (Tramontina, modelo Ultracorte, pacote com quatro tamanhos: R$ 53,90).

Era dia de promoção --a Quarta Extra (até 30% de desconto em frutas e legumes). A loja estava cheia.

A primeira vítima foi o comerciante chinês Ding Yu Chi, 60, esfaqueado próximo à banca de tomates, ao lado da mulher. Sem motivo aparente, Araújo deu-lhe duas facadas na barriga. Afastou-se e voltou a esfaqueá-lo. Ao todo, desferiu oito golpes.

Ding andou por 30 metros e pediu ajuda. Seguranças disseram para ele se deitar no chão e esperar o socorro. Gemendo, no colo da mulher, dizia: "Não aguento mais".

Uma poça de sangue se formou debaixo de seu corpo. Clientes começaram a gritar que um "maluco" tinha esfaqueado um homem. Seis mulheres desmaiaram.

A segunda vítima foi outro comerciante. Ele se deparou com Araújo, tentou fugir, mas foi ferido nas costas. Antes de fazer a terceira vítima (um fiscal do Extra atingido no abdômen), Araújo tentou esfaquear outro cliente, que jogou um carrinho de compras contra ele.

Pânico e correria duraram quase meia hora. "Quando começou a confusão, eu tinha acabado de passar minha primeira compra no caixa, às 20h41. Quando acabou, eu terminei. Eram 21h13", disse a dona de casa Karina Marques, 31, exibindo o cupom fiscal com horários.

Um policial disparou dois tiros no meio da loja --mais gritos, mais pânico. Não o atingiram o agressor, que acabou detido pela PM.

A família de Ding estuda processar o Extra por omissão de socorro. Testemunhas dizem que ele sangrou sem parar na loja e só foi removido ao fim da confusão. Morreu ao entrar no hospital.

O Extra não divulgou cenas de câmeras internas. Em nota, informou ter "tomado todas as medidas cabíveis". Também disse que acionou a PM, "lamenta profundamente o ocorrido" e se mantém "à disposição das autoridades".

Preso, Araújo afirmou que era perseguido desde sua casa, em Guararema, a 40 km de Guarulhos, mas não disse quem o seguia. Segundo a polícia, ele não conhecia as vítimas. Na delegacia, disse não se lembrar de nada. Não parecia estar sob efeito de drogas nem alcoolizado.

A polícia ainda tem poucos dados dele. Só sabe que nasceu em São Bento do Una (PE) e nunca foi condenado. As outras duas vítimas passaram por cirurgias e não correm risco de morte.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Rick Warren e a "vitimização" evangélica

Outro dia li uma mensagem de Rick Warren no Twitter, reencaminhada por uma das pessoas que sigo ali, que dizia o seguinte:

@RickWarren: The greatest churches in history are YET to be! Will you pay the price of conflict & criticism to be used greatly by God?

Tradução: "As melhores igrejas na história AINDA estão por vir! Você pagará o preço do conflito e da crítica para ser usado grandemente por Deus?"

Não sigo Rick Warren no Twitter, apenas tomei conhecimento desta mensagem porque alguém da minha lista utilizou a ferramenta Retweet, o que me permitiu conhecer um pouco mais por onde anda atualmente o pastor da Saddleback Church e escritor do bestseller "Uma Vida Com Propósitos", livro que eu até comprei alguns anos atrás, mas logo desisti de ler por considerá-lo mais um exemplar do gênero "auto-ajuda gospel", lindo na superfície, mas sem substância e profundidade. Difícil de ler e fácil de esquecer.

A mensagem em questão revela dois pontos nevrálgicos que dizem muito sobre o estado do evangelicalismo no mundo moderno. Em primeiro lugar, esta convicção ilusória de que as maiores e melhores igrejas de Deus ainda vão existir se tornou uma espécie de mantra evangélico que justifica "teologias" e práticas novidadeiras que tentam transformar o evangelho numa espécie de entretenimento inócuo e passageiro para almas cansadas, não de Deus, mas dos transtornos naturais da vida cotidiana de qualquer um, que demandam uma fuga temporária, preferencialmente espiritualizada, da análise da sua condição humana afastada do divino. Esta declaração de Rick Warren é falsa, porque as maiores e melhores igrejas de Deus JÁ existiram. Elas estão tanto no passado remoto, com as igrejas primitivas espalhadas pelas regiões banhadas pelo Mediterrâneo, como nas primeiras igrejas da Reforma Protestante. Todas elas enfrentaram o poder institucionalizado para pregar, defender e preservar a pureza do evangelho. Obviamente, há inúmeras outras igrejas que - provavelmente - sequer ficamos sabendo de sua existência, mas que desempenharam um papel fundamental na consolidação e expansão do cristianismo ao longo dos milênios nas regiões em que se localizavam. Nós, cristãos do século XXI, não estamos aqui para competir com as igrejas do passado ou do presente, mas para desempenhar humildemente a parte que nos cabe nesta imensa fraternidade atemporal que prega - sem interesses próprios e mesquinhos - o evangelho da graça de Deus manifesta em Jesus Cristo. Dizer, portanto, que as melhores igrejas ainda estão por vir é passar um atestado de arrogância e completo desconhecimento da história da Igreja cristã, além de mostrar desrespeito e ingratidão a milhares de mártires que deram suas vidas para que hoje possamos pregar o santo evangelho de Jesus Cristo, ainda que alguns prefiram propagar uma versão pirata.

Isto nos remete ao segundo ponto da declaração de Warren, que é a questão que ele formula para os cristãos atuais, perguntando-lhes se estão dispostos a pagar o preço do conflito e da crítica para serem grandemente usados por Deus. Esta afirmação significa, no fundo, dizer que os cristãos atuais devem se oferecer em sacrifício propiciatório pelo evangelho, não como Jesus nos manda carregar nossa cruz diária, mas como se fôssemos nós mesmos os cordeiros imolados no altar para que Deus nos use grandemente. Parece que há uma campanha subreptícia de "vitimização" do povo evangélico, como se o sacrifício de Jesus Cristo já não mais bastasse e todos devessem se crucificar literalmente para que Deus fizesse algo por nós e por este mundo. Isto justificaria tantas campanhas de barganhas com Deus, de salvação pelas obras e pelas contribuições financeiras que vêm assolando a Igreja. Também não fica claro o que significa este outro jargão evangélico, "ser usado grandemente por Deus". Afinal, quem define o que é isso? O próprio crente, a sua igreja, o pastor? Como é que podemos mensurar e atestar que uma pessoa foi enormemente usada por Deus? Apenas pelo que os nossos olhos veem ou o nosso coração sente? Há critérios objetivos, quantificáveis, para esta contabilidade? Certamente, o Senhor tem métodos muito melhores (e infalíveis) para aferir quem é que se enquadra neste quesito. Em resumo, Rick Warren perdeu mais uma excelente oportunidade de ficar calado.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Materazzi e Mourinho têm coração

O primeiro é mais lembrado pela cabeçada que ganhou de Zinedine Zidane na final da Copa 2006. O segundo gosta de ser chamado de "the special one" e se considera o melhor treinador da história do futebol. Entretanto, ao se despedir do time da Internazionale de Milão, depois da vitória sobre o Bayern Munique na final da Liga dos Campeões da Europa, na saída do estádio Santiago Bernabeu em Madrid, os dois se debulharam em lágrimas. Ao que consta, Materazzi tinha pedido para Mourinho ficar, mas alguns milhões a mais na conta bancária o fizeram ir para o Real Madrid. De qualquer maneira, milhões a mais, milhões a menos, ainda existe espaço para a emoção e amizade no futebol, e os dois terminam contribuindo para mais um momento meigo do blog. Afinal, os brutos também amam...


O Eldorado desembarca em São Paulo

Se você morar em São Paulo, ou estiver de passagem pela capital paulista de 29 de maio a 22 de agosto de 2010, não pode perder por nada neste mundo a exposição Ouros de Eldorado na Pinacoteca do Estado. O acesso é facílimo para qualquer pessoa, pois a Pinacoteca fica no Centro da cidade, na Avenida Tiradentes, entre as estações do metrô Luz e Tiradentes. A exposição é feita com parte do acervo do Museo Del Oro de Bogotá. Eu já tive oportunidade de visitar a capital colombiana duas vezes, e em ambas fui ao Museo Del Oro, instalado na caixa-forte do Banco de La República, no centro de Bogotá. É uma experiência absolutamente fantástica, que merece ser repetida quantas vezes for possível. Ali estão reunidas peças de ouro confeccionadas pelas diferentes civilizações pré-hispânicas que habitaram no território hoje politicamente organizado como Colômbia. Apesar da pilhagem e do vandalismo ao longo dos séculos, muita coisa foi preservada e a experiência vivida ao entrar no Museo Del Oro é única e deslumbrante, seja pela pouca iluminação que privilegia o brilho das peças expostas, seja por entrar em contato com manifestações místicas ancestrais repletas de beleza e religiosidade, como na representação dourada da balsa muisca, que simboliza o ritual do Eldorado que se fazia na lagoa do vulcão extinto Guatavita, onde o ouro e outros materiais eram ofertados às divindades muiscas. Dada sua importância, creio que a balsa muisca não será exibida em São Paulo. É um artefato pequeno, mas de profundas beleza e simbologia:



Por fim, uma palavra aos que – talvez – sequer pensem em visitar a Colômbia um dia, mais acostumados que estão com Buenos Aires do que Bogotá na América do Sul. Ao contrário do que as notícias na imprensa podem fazer você pensar, a Colômbia é um país maravilhoso de gente simples, feliz e acolhedora. Os problemas de segurança de lá não são maiores dos que temos no Brasil, e são perfeitamente administráveis para quem toma os cuidados comuns nas grandes cidades brasileiras. Quando tiver oportunidade, não deixe de visitar Bogotá, com o Museo Del Oro, o Parque de La 93 e o Mont Serrat incluídos no pacote. No quesito gastronomia, não deixe de provar o ajiaco criollo bogotano, papas criollas e a bandeja paisa, esta última especialidade de Medellín, capital da região de Antioquia, mas que se parece muito com a autêntica comida mineira, com sua bisteca de porco, torresmo e banana frita. Altamente calórico, portanto, mas este pecado – comedido - é permitido tanto para antioqueños como mineiros. Se puder, visite também a belíssima Catedral de Sal de Zipaquirá, e a Villa de Leyba, ambas não muito longe da capital colombiana. Só posso dizer que Bogotá (e a Colômbia) estão entre os lugares mais bonitos e agradáveis que já visitei na vida.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Os primeiros mártires do cristianismo

Nosso Senhor Jesus Cristo, antes de sofrer o martírio e falando aos seus discípulos sobre as coisas por vir, preveu que seus seguidores também seriam mártires, com as seguintes palavras:
(Lc 21:12) Mas antes de todas essas coisas vos hão de prender e perseguir, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, e conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome.

Até os dias de hoje, muitos cristãos sofrem martírio em países onde o cristianismo não é religião majoritária, ou em países cujo governo é totalitário ou ditatorial. Podemos perceber este fenômeno facilmente ao acessarmos sites de notícias dedicados a relatar casos de perseguição a cristãos em todo o mundo.

O martírio, embora seja um fenômeno que vem seguindo o cristianismo até mesmo com o martírio de Nosso Senhor, tem sido encarado de maneiras bastante distintas por seus membros. Atualmente muitos países são pacíficos em relação à religião em geral, o que poderia gerar um certo comodismo nos cristãos. Ser missionário em países com alta perseguição ao cristianismo poderia ser encarado como uma loucura por muitos. Pode-se também fazer uma reinterpretação da perseguição, como algo meramente verbal. Um ateu nos questionando sobre nossa fé poderia ser encarado como um martírio igualável aos piores martírios, sendo portanto suficientes para grande maioria dos cristãos.

Não estamos aqui defendendo que o martírio é algo obrigatório, necessário para a vida do cristão. Estamos na verdade destacando as diferenças entre a forma que os cristãos de hoje vêem o martírio, em relação aos primeiros cristãos. Sobre o ponto de vista antigo, Eusébio de Cesaréia dá um bom exemplo para nós, dedicando um livro inteiro para relatar sobre os mártires cristãos dos primeiros séculos de cristianismo.

É curioso observar como Eusébio coloca em alta estima o martírio. O martírio é encarado como uma grande recompensa, que pode ser observado quando ele diz “Havendo-se distinguido além de tudo isto por suas obras virtuosas na religião e por suas repetidas confissões do Cristo de Deus, suportou o combate pela religião no exercício de seu cargo de intendente geral e foi coroado com a diadema do martírio”.
Hoje em dia é fácil entender por que cristãos são perseguidos em países mulçumanos, ou em países comunistas. Mas provavelmente para nós é complicado entender como um império que possuía inúmeras religiões perseguia sistematicamente os cristãos. Os motivos para isto variam bastante dependendo da época que a perseguição foi realizada. Os motivos principais são promover determinado credo e acusações falsas feitas pelas mais variadas pessoas.

Em uma destas perseguições, é muito interessante observar uma carta escrita por Plínio, o Jovem, governador da Bitínia, para Trajano, imperador Romano3. Esta carta é interessante por que através dela se decide perseguir os cristãos simplesmente por serem cristãos. Até mesmo o mais incrédulo ateu teria dificuldades de negar o cumprimento exato das palavras de Cristo mencionadas acima, que pelo Seu nome, muitos seriam perseguidos. É sobre esta curiosa decisão que mais tarde Tertuliano diria em sua Apologia: “Ó miserável libertação - de acordo com o caso, uma extrema contradição! Proíbe-se que sejam procurados, na qualidade de inocentes, mas manda-se que sejam punidos como culpados. É ao mesmo tempo misericordioso e cruel. Deixa-os em paz, mas os pune. Por que entrais num jogo de evasão convosco mesmo, ó julgamento? Se vós os condenais, por que também não os inquiris? Se não quereis inquiri-los, por que não os absolveis?”.

Assim, temos uma visão geral dos mártires da igreja primitiva. Esperamos com isto contribuir para que o testemunho deles seja mais conhecido entre os cristãos de hoje.


Referências:

1-http://www.e-cristianismo.com.br/pt/historia/geral/167-eusebio-descreve-o-sofrimento-dos-martires


2-http://www.e-cristianismo.com.br/pt/atosforum/viewtopic.php?f=13&t=11


3-http://www.e-cristianismo.com.br/pt/historia/documentos/166-carta-de-plinio-a-trajano


4-http://www.e-cristianismo.com.br/pt/historia/apologistas/77-tertuliano-apologia

Homenaje a los hermanos argentinos

Hoje faz 200 anos da Revolución de Mayo, o episódio da história argentina que corresponde ao começo da independência do país, com o não reconhecimento da monarquia espanhola sob domínio de Napoleão. Na prática, o Vice-Reinado do Prata, que corresponde ao território hoje compreendido por Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai, alcança a sua autonomia a partir de 1810, mas a declaração formal de independência só vai acontecer em 9 de julho de 1816. Como tenho grandes amigos e irmãos argentinos, e aprendi a amar este país, resistindo à idiota rivalidade futebolística animada por Galvão Bueno, fica aqui minha homenagem a los hermanos del sur, com o que essa mesma rivalidade tem de bom: o desejo de ganhar, o medo de perder, mas acima de tudo, o respeito pelo contrário, tudo isso limitado a quatro linhas de uma belíssima diversão chamada futebol. Quando temos oportunidade de conhecer o país e conviver com as pessoas no dia-a-dia toda essa imagem de inimizade e arrogância desaparece rapidamente, e percebemos como somos parecidos, inclusive na paixão pelo futebol. É muito triste que o país enfrente uma crise política, econômica e institucional há tanto tempo, deixando os argentinos cada vez mais melancólicos e saudosos de um passado glorioso que não volta mais. Queira Deus que o bicentenário da independência sirva de estímulo a construir outro país, mais próspero, justo e solidário. Como diz o hino deles: "Al gran pueblo argentino, ¡salud!"


segunda-feira, 24 de maio de 2010

A "unção" da vagina

Peço desculpas antecipadamente pelo título esdrúxulo (e talvez chulo para alguns) deste texto, mas só expondo ao ridículo e ao rigor da lei algumas práticas safadas de alguns "pastores" evangélicos é que - queira Deus - podemos abrir os olhos de tanta gente enganada pela megalomania fetichista de alguns líderes. Como se não bastassem os escândalos e as heresias que vemos espoucando aqui e ali no Brasil, este povo ainda vai aprontar suas safadezas no exterior, e o cara ainda diz que quer voltar pra Goiânia agora, segundo informa o blog Webevangelista. Então, goianas, preparai-vos, porque leio no Tela Crente (com fonte no site Parkear) a notícia bizarra abaixo:

Escândalo em Everett: vítima conta como foi abusada por Elimar Gomes-Alves

Wanderley Resende
e Jehozadak Pereira
Agência Metropolitan
editor@parkear.com

A reportagem de A Notícia ouviu com exclusividade uma das vítimas de Elimar Gomes-Alves e deu detalhes de como era molestada. Os detalhes dos abusos sofridos por pelo menos cinco mulheres vieram a tona no dia 5 de abril quando uma delas procurou um dos obreiros da igreja que levou ao conhecimento dos pastores da igreja que obtiveram de Elimar Gomes-Alves o reconhecimento de que havia cometido os abusos contra as mulheres.

Até o fechamento desta edição, pelo uma das mulheres havia denunciado o abusador na Delegacia de Polícia de Everett, e que outras duas mulheres concordaram que seus nomes fossem citados na queixa.

O METROPOLITAN de sexta-feira, 15, mostrou a confirmação de que Elimar Gomes-Alves foi excluído da Assembly of God Fellowship, Ministério de Madureira em Everett, mesmo passo tomado pela CONAMAD, entidade que reune as igrejas da mesma convenção nos EUA. Com emoção e indignação o depoimento foi dado diante de duas testemunhas e gravado em audio. Confira a seguir os detalhes do que foi dito.

O casal teve problemas no casamento e a mulher buscou conselhos com o pastor Elimar, que fazia orações e dava conselhos num longo processo que durou cerca de quatro anos. Numa destas visitas há mais ou menos dois anos quando o marido não estava presente, Elimar tocou no seio dela por dentro da blusa, e disse que ela era como filha dele e que aquilo não era nada. A mulher tomou um susto e ficou sem saber o que fazer.

Quando ela disse ao marido o que havia acontecido ele tomou um choque e pensou que devia ser um acidente e não quis acreditar. Elimar dizia que as dificuldades do casal podia ser alguma coisa hereditária e que precisava orar.

O marido disse para a esposa que não fosse mais sozinha e quando ele ia Elimar orava normalmente e as vezes pedia para que o marido colocasse a mão nos órgãos genitais da esposa e colocava a mão dele por cima.

Numa outra vez que a mulher foi sozinha ele tocou nela por dentro da saia e falou que tinha que ungí-la, e ela perguntou a ele o que estava acontecendo, afirmando que aquilo estava errado, mas Elimar retrucou dizendo que tinha que ungir porque Deus estava mandando que ele fizesse. Uma certa vez Elimar Gomes Alves foi na casa do casal que que havia se desentendido e disse que ia orar por ela, mas que o marido teria que ficar dentro do quarto para que ele pudesse fazer a oração na sala sozinho com a mulher.

Nesta ocasião Elimar abaixou a roupa dela e ela puxou de volta e disse que daquele jeito ela não permitiria. Quando o marido soube e foi falar com ele, Elimar confessou o que havia feito, mas que não era o que o homem estava pensando e ainda citou um texto da Bíblia dizendo que ‘Todas as coisas são puras para quem é puro e todas as coisas são impuras para quem é impuro’. “Quando soube disto eu falei que tinha que fazer alguma coisa.

Porém tinha medo de falar na igreja e ninguém acreditar e segurei tudo isto já há um ano”, diz o homem. Marido e mulher foram falar com Elimar e exigiram conversar com a esposa dele, e sempre que tocavam no assunto, eram levados na conversa e pensavam que Elimar podia estar certo por causa do modo como ele falava. Quando o casal descobriu que Elimar estava agindo e abusando de outras mulheres resolveram buscar ajuda e chegaram à conclusão de que tinham que tomar uma providência urgente. “Ele estava de safadeza e procurei os pastores”, continua o homem.

Os pastores foram na casa do casal que contou a eles tudo o que havia acontecido e foram até Elimar que confessou os abusos, escreveu uma carta para a igreja pedindo perdão e foi lavrada uma ata na igreja e quando saiu de lá inverteu as coisas dizendo que as pessoas estão inventando coisas a seu respeito, diz o depoimento.

“Está sendo duro demais e soube que ele fez um churrasco na casa dele junto com algumas pessoas e para não fazer nada contra ele vou procurar as autoridades”, diz o homem que se mostra abalado e inconformado com as histórias que ouviu de abusos contra as outras mulheres em comportamentos semelhantes de Elimar Gomes-Alves. “Conversei com uma delas e é o mesmo modo de ação, e Elimar dizia que agia daquele modo porque Deus estava mandando que ele ungisse as mulheres nas partes íntimas”, conclui.

As palavras que estão sendo ouvidas na igreja é que Elimar Gomes-Alves faltou com o decôro eclesiástico, quando se fala entre o povo é é que na realidade ele enfiava as mãos dentro das saias e blusas das mulheres abusando delas durante anos sem que elas tivessem coragem de buscar ajuda e denunciá-lo pelos abusos que sofreram. “A característica principal destas mulheres que foram abusadas pelo Elimar é a fragilidade emocional, das quais ele tirou proveito e abusou delas”, diz um membro da igreja que pede para que seu nome seja preservado.

O pastor da seleção


Notícia publicada no jornal O Estado de S. Paulo de hoje:


Pastor 'reforça' a seleção na África


Anselmo Alves, da Primeira Igreja Batista de Curitiba, terá contato com sete atletas que comungam da mesma fé


Luiz Antônio Prósperi - O Estado de S.Paulo
ENVIADO ESPECIAL / CURITIBA

Pastor Anselmo Alves, 51 anos, não tem o peso de Dunga na seleção brasileira. Não se trata também de um ilustre desconhecido. Evangélico da Primeira Igreja Batista de Curitiba, Anselmo é o guardião de um grupo influente de jogadores no elenco de Dunga. E já tem encontro marcado com os atletas em Johannesburgo assim que a seleção desembarcar na África.

O pastor ministra, na Igreja Batista em Curitiba, um enorme templo encravado no bairro Batel, no centro da cidade. E não foi possível encontrar os jogadores de Dunga no CT do Atlético-PR, quartel da seleção. O motivo: Anselmo Alves está na Itália e de lá parte na próxima semana para Johannesburgo.

A missão do pastor Anselmo é orar e encorajar os jogadores evangélicos, apontados como o núcleo forte da seleção. Entre os 23 convocados por Dunga, sete deles comungam da mesma fé: os zagueiros Lúcio e Luisão, os volantes Gilberto Silva e Felipe Melo, o lateral Daniel Alves, o atacante Luís Fabiano e Kaká.

Pastor Anselmo revelou que orou pela recuperação plena de Kaká e deve continuar com as orações durante da Copa. Desde o Mundial de 2002, o religioso acompanha a seleção. Naquele Mundial, ele foi decisivo na recuperação emocional de Lúcio, declarou o zagueiro.

"Lembro que ele estava arrasado com a falha que cometeu no gol de Owen no jogo contra a Inglaterra (o Brasil depois virou e venceu por 2 a 1, gols de Ronaldinho Gaúcho e Rivaldo, em confronto válido pelas quartas de final). O Lúcio chorou muito. Nos reunimos e oramos e ele se recuperou para os jogos finais", contou o pastor em sua página na internet.

De 2002, passando pela Copa de 2006, a presença do pastor Anselmo tem sido constante nas andanças da seleção, em Eliminatórias e outros eventos."Sempre que a seleção está reunida em algum lugar do mundo, ele viaja até o local e ministra aconselhamento, faz um encontro diário, para estudar a Bíblia", conta o pastor Rogério Leite em seu blog da Igreja Batista Passo D"areia. "Alguns céticos e perseguidores do cristianismo falam contra, e até especulam que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) paga as despesas de viagem e hotéis para o pastor Anselmo, mas todas essas despesas são pagas segundo ele, por amigos, irmãos da igreja e também jogadores de dentro e fora da seleção."

Futebol no sangue. Anselmo, antes de se tornar pastor, era jogador de futebol. Nos anos 1980 atuou como ponta-direita do Atlético-PR, mas não teve sucesso como atleta profissional e abandonou a carreira.


Presidente da CGADB será suplente na chapa de Quércia ao Senado

O Painel da Folha de S. Paulo, edição de hoje, informa que José Wellington Bezerra da Costa, pastor da Assembleia de Deus e presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB), cujo 1º vice-presidente até outro dia era Silas Malafaia, será o primeiro suplente da candidatura de Oreste Quércia (PMDB) ao Senado pelo Estado de São Paulo nas próximas eleições legislativas. Diz ainda o Painel que "a escolha teve a bênção de Gilberto Kassab, cujo DEM tem entre seus vereadores paulistanos Marta Costa, filha do pastor". O ex-governador paulista foi alvo de várias denúncias durante seu governo, que lhe renderam vários processos na Justiça, e cuja repercussão fez com que não fosse mais eleito a nenhum cargo desde o fim de seu mandato, em 1990. É no mínimo constrangedor que - uma vez mais - se misture religião com política, com a candidatura do presidente de uma das maiores convenções da maior denominação evangélica brasileira, ainda no calor da recente saída de Silas Malafaia da organização. Bons tempos aqueles em que os pastores se preocupavam apenas em pregar o evangelho...

sábado, 22 de maio de 2010

Desejo de matar

Os recentes acontecimentos envolvendo a situação nuclear do Irã, inclusive com "pronunciamento" público e pago de Silas Malafaia a respeito, revelam o quanto todos nós somos peças insignificantes no tabuleiro de interesses econômicos que realmente dá as cartas no jogo da guerra: a indústria de armamentos. A revelação feita ontem, 21/05/10, pela agência Reuters, da existência de uma carta de Obama a Lula em que o presidente americano dava sinal verde à tentativa de acordo diplomático do presidente brasileiro, duas semanas antes de sua visita ao Irã, para depois de formalizado o acordo, voltar atrás com ameaça de novas sanções ao país persa, mostra como "forças ocultas" agem por trás das melhores vontades políticas. Tudo indica que Lula tenha pago um king kong ao ter acreditado em Obama, e talvez seja tarde demais para o Irã voltar atrás no jogo do qual participou com (mau) gosto desde o início. Notícia de ontem do The New York Times revela mais uma contradição gritante: os Estados Unidos concordaram em que a Rússia venda - agora - armas ao Irã, especialmente baterias antiaéreas, em troca do apoio russo às sanções anti-Irã. Algo parecido como ameaçar a guerra com uma mão, e com a outra dar algumas armas para que haja um mínimo esboço de defesa, beneficiando a indústria bélica um terceiro país, levando o setor bélico global a um delírio lucrativo. Ações explodem na bolsa, ganhos se multiplicam e se concentram nas mãos de poucos, e o grande derrotado, além do Irã, é o desejo de paz no mundo, ferido de morte pela ganância de alguns, e que - pasmem! - inspira "pastores" a publicar matéria paga nos jornais brasileiros defendendo a guerra.

Igreja antigay americana quer impedir funeral de metaleiro

É cada coisa que a gente lê que é difícil acreditar. E o cara ainda tem Dio no sobrenome... notícia do site Vírgula:


Fanáticos religiosos querem impedir funeral de Ronnie James Dio


De acordo com o site da Metal Hammer, uma organização religiosa está planejando impedir o funeral do ícone do heavy metal, Ronnie James Dio, marcado para acontecer no dia 30 de maio, em Los Angeles, Estados Unidos.

Dio, como era conhecido pelos fãs, morreu no último domingo (16) aos 67 anos, após perder a luta contra um câncer no estomago.

A responsável pelo plano é a polêmica igreja batista de Westboro, conhecida nos Estados Unidos pela abordagem racista e homofóbica (o site da igreja se chama www.godhatesfags.com; em português, "Deus odeia bichas"). Outros artistas já foram alvo da igreja, como Lady Gaga.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A masmorra erótica carioca do padre polonês pedófilo

Incrível como cabe uma combinação tão bizarra de adjetivos no título de um texto do blog, mas infelizmente é a realidade dos fatos, conforme noticia a Folha Online:

Padre suspeito de transformar igreja em "masmorra erótica" é procurado no Rio

DIANA BRITO
da Sucursal do Rio

A Justiça do Rio enviou nesta sexta-feira à Polícia Civil o decreto de prisão preventiva do padre polonês Marcin Michal Strachanowski, 44, suspeito de transformar a casa paroquial da igreja Divino Espírito Santo, em Realengo (zona oeste), numa espécie de "masmorra erótica". Policiais da 33ª DP (Realengo) fazem buscas para tentar localizar o sacerdote.

O padre não foi localizado na paróquia nesta manhã. Segundo a polícia, o passaporte do suspeito foi apreendido no ano passado e a Polícia Federal já foi alertada.

O TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) informou que o pedido de prisão foi decretado na quinta-feira (20) pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Bangu, Alexandre Abrahão Dias Teixeira. Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, o religioso teria algemado um jovem, na época com 16 anos, a uma cama e feito sexo oral nele, na casa paroquial. A vítima afirmou que o sacerdote chegou a oferecer dinheiro com a exigência de "silêncio" e o ameaçou, dizendo que "já sabia as flores que colocaria em seu caixão".

"As provas colhidas durante a investigação apontam o indiciado como uma pessoa compulsivamente ligada a sexo com adolescentes. O acusado arregimentava esse rebanho de inocentes jovens para levá-los a sua casa paroquial, subestimando sua alta relevância espiritual para transformá-la numa espécie de 'masmorra erótica' onde submetia estes jovens, inclusive com emprego de algemas, as orgias descritas entre risos nas 'conversinhas' mantidas com seus amigos na internet", escreveu o juiz na decisão.

No processo, o jovem detalha as tentativas do padre em aliciá-lo, inclusive com "beijos lascivos mediante emprego de constrangimento". O adolescente havia deixado a igreja em 2006, após dois anos servindo como coroinha, mas o sacerdote o convenceu a voltar a frequentar a paróquia em 2007. O abuso teria ocorrido próximo ao Carnaval daquele ano.

"Ele solicitou a presença do jovem na casa paroquial, que estava deserta. No quarto, no segundo andar, após algemá-lo à cama, o despiu e nele praticou sexo oral e tentativa de sexo anal ", mostra a denúncia.

Ainda de acordo com a denúncia, em 2006 a vítima --que exercia a função de coroinha na paróquia-- se desligou do grupo religioso, sendo novamente procurado pelo padre denunciado no final do mesmo ano e no início de 2007, ocasião em que iniciaram conversação e troca de correspondências e mensagens de "cunho pornográfico" via internet.

"O denunciado, ainda usando de coerção, colocou um dinheiro no bolso da vítima, e exigiu silêncio, ameaçando que todos ficariam sabendo do ocorrido. Posteriormente, percebendo a recusa do menor em receber suas ligações, o denunciado, ao ser atendido ameaçou de morte a vítima. E o perfil desenhado pela prova indiciaria sua franca capacidade de usar sua postura de padre para executar 'lavagem cerebral'", destaca a denúncia.

O padre é acusado pelos crimes contra os costumes e corrupção de menores. Se condenado por atentado violento ao pudor, ele pode pegar até dez anos de prisão. Embora o crime atualmente tenha sido revogado por lei, à época dos fatos estava previsto no Código Penal.

A Folha tentou contato com a arquidiocese do Rio, mas ainda não obteve retorno. Segundo o TJ-RJ, o padre pode apresentar sua defesa em dez dias.

Malafaia publica anúncio pago contra Irã

Na falta de coisa melhor a fazer com milhares de reais, Silas Malafaia, na qualidade de presidente da Associação Vitória em Cristo e vice-presidente da CIMEB (Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil), publicou matéria paga nos principais jornais do país ontem, 20/10/2010, atacando o acordo que o governo brasileiro, juntamente com o turco, intermediou com o Irã, com os seguintes dizeres:


ACORDO BRASIL-IRÃ, QUE VERGONHA!

Lamentamos profundamente o fato de o Brasil ter-se colocado, perante toda a comunidade mundial, como um dos fiadores do acordo de enriquecimento do "urânio iraniano".

Como o Brasil pode ser fiador de um acordo envolvendo um nação que, em várias ocasiões, tem manifestado, de maneira clara e aberta, o desejo da destruição total do Estado de Israel, que é uma nação sobera e democrática?

O que o Brasil está fazendo pode ser muito bem ilustrado pela seguinte situação: na rua onde você mora tem um vizinho rico e poderoso que fala para todo mundo que pretende destruir um outro vizinho que mora na mesma rua. O vizinho, soberbo e rico, diz que deseja matar, não somente o vizinho que ele odeia, mas destruir também toda a sua família e sua casa. Como esse vizinho poderoso nunca ameaçou você, e você tem interesses comerciais com ele, você finge que não sabe de nada, que nunca ouviu nenhuma ameaça dele contra o outro vizinho. Você se faz de surdo, movido por interesses egoístas. Que vergonha!

Onde estão os nossos princípios de cidadania, os nossos valores humanitários? O que estamos ensinando aos jovens que nos observam e o que ensinaremos às gerações futuras?

O Brasil jamais pode ser fiador de uma nação que apregoa suas intenções declaradamente irascíveis e exterminadoras.

Isto é um absurdo! Que vergonha!

Associação Vitória em Cristo
Silas Malafaia
Vice-Presidente do CIMEB (Conselho de Pastores do Brasil)


Primeiramente, toda e qualquer pessoa tem o direito de se opor e criticar qualquer ação governamental, conforme a liberdade de expressão assegurada pela Constituição brasileira. 

O estranho é que Malafaia faça isso em nome de sua Associação e dos evangélicos do Brasil, já que apresenta, no anúncio, a CIMEB para o leigo como "Conselho de Pastores do Brasil", o que dá a impressão de que fala em nome de todos os evangélicos do país. 

Um anúncio como este, nas proporções em que foi editado, não sai por menos de R$ 50.000,00 em cada um dos veículos utilizados, e em São Paulo, por exemplo, saiu na Folha e no Estadão. 

Logo, o que levaria Malafaia a gastar milhares de reais atacando um acordo que - ainda que infimamente - poderia significar uma tentativa de levar paz àquela região conturbada do globo? 

Ninguém é obrigado a considerar Lula um bom diplomata, afinal seus escorregões na área são públicos e notórios, mas Malafaia parece seguir a linha de boa parte dos críticos da iniciativa, ou seja, se é pra prejudicar o Lula, eles não se importariam com uma guerra nuclear. 

Outro ponto a ser analisado é saber quem está interessado em assinar como cristão uma publicação pró-Israel e contra o Irã, num momento tão complicado para as religiões do mundo, em que são mais necessários os pacificadores do que os incendiários. 

Será que Malafaia tem lido o sermão da montanha ultimamente - "Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus" (Mateus 5:9), ou ele se enquadra no time dos que não são? 

Precisa, então, de sementes de paz e fé, e não de R$ 1.000,00. 

Afinal, o que leva alguém - que é tido como representante dos evangélicos do Brasil - a gastar tubos de dinheiro para defender Israel e a guerra contra o Irã numa matéria paga de jornais de grande circulação no país? 

Obviamente, este apoio público não tem grande serventia, seja pela sua irrelevância na discussão, seja porque os fatos e as alianças políticas caminham por si só, sem depender do apoio de Malafaia and his friends. 

Restaria aos demais evangélicos, portanto, investigar quais seriam as reais motivações do Sr. Malafaia. 

Que grande parte dos pastores brasileiros está mais envolvido num projeto de poder travestido de cristão, poucos podem ainda duvidar. 

Que o mesmo dinheiro que poderia ser investido na pregação do evangelho agora serve para matérias pagas no jornal, e é irrigado de cá pra lá e de lá pra cá sem que ninguém saiba sua origem e destino, tampouco. 

As recentes alianças de Malafaia com Morris Cerullo, Mike Murdoch, e agora Israel, lançam uma cortina de fumaça sobre as suas reais intenções. Afinal, a quem serve Malafaia?

terça-feira, 18 de maio de 2010

Show de imagens do vulcão de nome impronunciável

Sean Stiegemeier gravou e editou as imagens espetaculares abaixo, do vulcão cujo nome ninguém consegue pronunciar - Eyjafjallajökull -, que mostram a terrível força da natureza na Islândia. A gravação foi feita com aceleração de imagens, o que a deixa ainda mais bela:


Iceland, Eyjafjallajökull - May 1st and 2nd, 2010 from Sean Stiegemeier on Vimeo.

Crise leva desemprego a pastores nos EUA

A crise econômica americana tem levado muitos pastores a serem demitidos de suas igrejas, e, ainda que a causa aqui não seja exatamente a mesma, é muito provável que a "concorrência desleal" da "centralização de dízimos e ofertas" promovida por alguns telepastores, com a promessa fácil e inconsequente do paraíso na terra, leve muitas igrejas a não terem mais condições de sustentar seus pastores. Veja o que noticiou o jornal Valor Econômico de ontem, 17/05/10, reproduzindo matéria do The Wall Street Journal:


Doação em queda faz igrejas dos EUA demitirem pastores

Joe Light, The Wall Street Journal


Quando Tim Ryan foi convidado para uma reunião urgente ano passado para discutir seu trabalho como pastor da juventude na Igreja Evangélica Livre West Shore, sentiu na hora que algo estava errado.

"É muito difícil. Não sei como fazer isso", disse o pastor executivo John Nesbitt, um dos líderes do rebanho de 2,5 mil pessoas da megaigreja em Mechanicsburg, no Estado da Pensilvânia.

A igreja, parte da denominação Igrejas Evangélicas Livres da América, tem crescido rapidamente, mas as doações tinham ficado bem abaixo das previsões devido aos efeitos da recessão nos fiéis. Por isso Ryan estava perdendo seu emprego, assim como estava outro pastor.

Embora a economia dos Estados Unidos pareça estar se recuperando da pior recessão em gerações, mais sacerdotes estão desempregados e as igrejas continuam lutando contra o declínio das doações. Em 2009, o governo contabilizou mais de 5 mil religiosos procurando empregos, ante 3 mil em 2007 e 2 mil em 2005. Os funcionários administrativos das igrejas também estão sentindo os efeitos da crise. Numa pesquisa em outubro, cerca de um em cada cinco membros da Associação Nacional de Administradores de Igrejas, que reúne várias denominações e tem mais de 3 mil associados, disseram que foram obrigados a demitir durante a recessão.

O índice oficial de desemprego do clero nos EUA está em 1,2%, bem menor que a média nacional, mas as demissões podem ser especialmente dolorosas para essas pessoas. As igrejas não contribuem com os fundos de seguro-desemprego, então os demitidos não podem receber os mesmos benefícios que os outros trabalhadores.

A West Shore manteve Ryan, de 42 anos, e o outro pastor na folha de pagamento por cinco meses enquanto procuravam outros empregos, mas muitas igrejas não oferecem pacotes de rescisão, dizem especialistas.

"As igrejas vacilam tanto na hora de demitir as pessoas que na hora em que precisam não têm os recursos para um bom pacote de indenização", diz Bob Clarke, que dirige um programa de assistência a pastores em dificuldades da Igreja Presbiteriana na América.

Duas coisas contribuíram para as demissões: o declínio de longo prazo na participação em várias denominações, combinado aos estresses de curto prazo da recessão.

Quase 30% dos fiéis disseram que reduziram o dízimo desde novembro de 2009, segundo uma pesquisa com 1.008 adultos realizada no fim de janeiro e início de fevereiro pela Barna Group, uma firma de Ventura, na Califórnia, que pesquisa tendências religiosas e presta consultoria a igrejas. Quase metade dos 3.000 integrantes da Associação Nacional de Administradores de Igrejas diz que teve de reduzir ou congelar salários e benefícios.

Algumas lideranças religiosas temem que as doações não voltarão ao nível de antes da recessão enquanto o desemprego continuar alto. Pesquisas com as igrejas descobriram que as doações desabaram a partir de novembro de 2008, quando o desemprego estava em 6,7%. Desde então, as contribuições caíram junto com a expansão do desemprego.

Algumas das mais prejudicadas pela recessão foram as megaigrejas, ou as que comportam 2 mil fiéis ou mais num culto. Ano passado, a Igreja Comunitária de Granger, no Estado de Indiana, com seus 6 mil membros, teve de demitir 8 empregados e cortar o horário de 15 outros.

A saída de um pastor pode ter um impacto especialmente emocional sobre uma congregação. Quando a West Shore anunciou quais pastores seriam demitidos, vários membros na audiência mostraram choque. "As pessoas sabiam que não andavam doando muito, mas não acho que entendiam que a situação chegaria a isso", disse Ryan.

Além de Ryan, a igreja demitiu o pastor que cuidava dos 60 fiéis com deficiências físicas. O pastor, que agora trabalha num asilo no Estado de Nova York, não respondeu a pedidos de entrevista.

Um ajudante de garçom de 44 anos que tem problemas cerebrais disse a várias pessoas que começou a chorar quando o pastor anunciou que estava indo embora. "Tive de sair da sala para tomar um ar fresco. Foi difícil para a gente", disse ele.

Até que ponto os pastores são suscetíveis a demissões depende em parte da igreja ou denominação em que trabalham. Os bispos católicos e metodistas unidos indicam seus pastores. Assim, quando uma paróquia se vê obrigada a eliminar um cargo, o bispo pode transferir o sacerdote para outra igreja que possa mantê-lo. Enquanto isso, escritórios de colocação de rabinos afirmam que o período médio que esses sacerdotes passam procurando emprego aumentou, mas poucos templos e sinagogas tiveram de demitir.

Mas pastores de outras denominações cristãs ficam praticamente sozinhos na hora de enfrentar o desemprego e a busca por um novo trabalho. No momento, a Igreja Presbiteriana na América, que tem 1,7 mil igrejas, tem cerca de cinco pastores procurando emprego para cada uma de suas 54 vagas, o dobro de antes da recessão, disse o administrador do grupo, John Robertson.

A forte concorrência não é o único obstáculo enfrentado pelos sacerdotes. Cada emprego tem uma lista extensa de qualificações que às vezes são até mais específicas que o habitual no setor privado. Os tribunais têm se negado a interferir na contratação de membros do clero por enxergarem na primeira emenda constitucional, que trata da liberdade religiosa, um impedimento. Assim, as proibições da constituição americana à discriminação com base em deficiências físicas, idade e sexo não se aplicam, diz Dianna Johnston, advogada da Comissão de Igualdade nas Oportunidades de Emprego, agência que fiscaliza as leis federais de combate à discriminação no trabalho.

Uma oferta de emprego na Flórida para um pastor, no site da Convenção Batista do Sul, por exemplo, exige que o interessado seja casado e tenha entre 30 e 49 anos. Outro anúncio para um cargo de meio período no Kansas alerta que o comitê não vai considerar os candidatos divorciados.

Ryan, que trabalhou na West Shore por um ano e meio mas nunca foi ordenado, resolveu não mudar a mulher e os quatro filhos e aceitou um emprego laico com reformas caseiras, oferecido por um integrante da congregação.

O novo trabalho? Carpintaria. A profissão de Jesus e de seu pai, José, segundo a Bíblia. "Entendo muito bem a ironia disso", disse Ryan.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Padre da Canção Nova teria assediado PM e adolescente

Em complemento à notícia da prisão do padre Silvio Andrei, divulgada aqui anteriormente, outros dados chegaram a conhecimento público nesta manhã, conforme informa o UOL Notícias:

Padre é preso por ato obsceno, embriaguez e corrupção

Curitiba - O padre Silvio Andrei, de 40 anos, pároco da Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, na região episcopal Sé da Arquidiocese de São Paulo, foi preso nesta madrugada em Ibiporã, no norte do Paraná. Ele é acusado de ato obsceno, corrupção ativa e embriaguez ao volante.

O primeiro pedido de fiança e concessão de liberdade foi negado nesta tarde por falta de documentos. O advogado do padre tentava providenciá-los para conseguir a liberdade ainda hoje.

A Polícia Militar de Ibiporã conta que o padre teria ido a Londrina, região na qual trabalhou durante alguns anos, para realizar um casamento. Durante a madrugada, policiais que estavam em uma das avenidas centrais de Ibiporã foram abordados por um homem nu que havia descido de um carro. Ele teria feito uma proposta sexual aos policiais. Logo depois teria saído com o carro, mas foi seguido pelos policiais, que o pararam no bairro Jardim Pastor. Segundo os policiais, pouco antes ele teria abordado um menor, que fugiu. Ao examinarem os documentos perceberam que se tratava de um padre. No banco de trás do carro encontraram as vestimentas sacerdotais.

De acordo com a Polícia Militar, Andrei teria oferecido dinheiro aos policiais para que não o encaminhassem à delegacia. Ele também teria se recusado a fazer o teste de bafômetro, mas o relatório da PM aponta que o hálito denotava que havia tomado bebida alcoólica, além de apresentar olhos avermelhados e fala desconexa.

O advogado de Andrei, José Adalberto Almeida da Cunha, disse que não há nada que prove as acusações feitas pelos policiais. Ele afirmou que, antes de celebrar o casamento, o padre teria tomado alguns remédios, em razão de estar depressivo e para relaxamento muscular. Depois da celebração foi à festa, onde "se excedeu um pouco no vinho". Na hora de voltar Andrei teria tomado o caminho de Ibiporã ao invés do centro de Londrina.

De acordo com o advogado, como o padre teria se sentido mal, acabou vomitando e tirou a maior parte das roupas. Logo depois, teria parado o carro e perguntado a um rapaz a direção de Londrina. Posteriormente teria sido abordado pelos policiais. O advogado negou as acusações de propina e de assédio o menor.



Veja ainda o vídeo da prisão



e a entrevista do adolescente abordado pelo padre:

domingo, 16 de maio de 2010

Padre da Canção Nova é preso dirigindo bêbado e peladão no Paraná

Pelo menos é isso o que noticia a Folha Online:

16/05/2010 - 16h26

Padre é preso ao dirigir embriagado e sem roupas no Paraná


GIULIANA MIRANDA
da Agência Folha

O padre Silvio Andrei, 40, foi preso na madrugada deste domingo por dirigir embriagado em uma rodovia em Ibiporã (394 km de Curitiba), no interior do Paraná. De acordo com a Polícia Militar, o padre estava "praticamente nu" e tentou subornar os agentes para não ser preso --o que ele nega.

Andrei se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi encaminhado à delegacia da cidade. Seu advogado já entrou com pedido de revogação da prisão temporária, que ainda não foi analisado.

Sacerdote há quase dez anos, Silvio Andrei é pároco da Paróquia Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos, em São Paulo. Ele também apresenta um programa na TV Canção Nova.

Seu advogado, José Adalberto Almeida da Cunha, contesta a versão dos policiais. Ele confirma que Andrei bebeu, mas diz que o comportamento alterado foi provocado pela mistura do álcool com um medicamento.

"Ele bebeu um pouco de vinho em um casamento que celebrou em Londrina [PR]. O padre tinha tomado um antidepressivo e acabou com uma reação de confusão", afirmou.

De acordo com o advogado, o sacerdote só tirou a roupa porque vomitou na batina, por causa dos efeitos do vinho e do antidepressivo.

"Depois de vomitar, a batina ficou suja e ele precisou tirá-la." A vestimenta foi encontrada no banco de trás do carro. O defensor nega, porém, que o padre estivesse nu. "Quando eu cheguei, ele estava de camiseta e cueca", afirmou.



Confira ainda a notícia atualizada:

Padre da Canção Nova teria assediado PM e adolescente


sábado, 15 de maio de 2010

Uma igreja pra chamar de sua

O anúncio da já prevista saída de Silas Malafaia da CGADB – Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil, um dos ramos da denominação no país, pelo próprio telepastor em seu programa, é apenas mais um dos inúmeros espetáculos grotescos que regem a divisão de igrejas pelo Brasil. Só nos últimos meses, o bispo Zé Bruno saiu da Renascer dos Hernandes, e Roberto Damásio saiu da denominação de Valdemiro Santiago, que por sua vez havia saído das barras de Edir Macedo. Todos alegam uma “visão de Deus”, embora o “Deus” em questão se deva escrever com “d” minúsculo, e costume atender pelo nome de Ego. Ninguém ajunta, a não ser temporária e convenientemente. Todos espalham. Não é à toa que uma das palavras mais esquecidas de Jesus é aquela que Ele diz em Mateus 12:30, “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha”, ao contrário do versículo anterior, que fala de “amarrar o valente”, para delírio dos que dizem “tá amarrado!” pra tudo. Por sinal, o que não falta na igreja evangélica brasileira são valentões, a discordar de tudo e de todos, arrotando apostolados, primazias e revelações especiais que lhes autorizariam comandar todos e não serem liderados por ninguém. Como já alertava Pedro: “Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade; também, movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio; a condenação dos quais já de largo tempo não tarda e a sua destruição não dormita (2 Pedro 2:1-3).


No fundo, todos têm uma incapacidade crônica de submeter-se não só a outros líderes, mas ao Espírito Santo e à Sua Palavra. Criam um “evangelho” próprio, cheio de “sabedoria” humana, como as pílulas de vaidade dos gurus a que servem (vide Mike Murdoch). É a Bíblia que deve se adaptar ao seu discurso e não o seu ministério que tem que se adequar à Palavra. Não aprenderam o que é humildade, e fogem da palavra “servir” que Jesus tanto prezava. Ao contrário, querem ser servidos por robôs cegos travestidos de ovelhas dóceis, “engodando as almas inconstantes, tendo um coração exercitado na ganância, filhos de maldição, [...] especialmente aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas concupiscências, e desprezam toda autoridade. Atrevidos, arrogantes, não receiam blasfemar das dignidades, [...] falando palavras arrogantes de vaidade, nas concupiscências da carne engodam com dissoluções aqueles que mal estão escapando aos que vivem no erro (2Pe 2:10, 14,19-20). Profanam o bom nome do Senhor alegando – hoje - visões vindas dEle, que desdizem revelações que alegavam ter recebido ontem e contrariam aquelas que proclamarão amanhã como se fossem grandes novidades descidas do alto. Como se julgam infalíveis, blasfemam, portanto, ao atribuir o papel de mentiroso ao Santo Espírito de Deus, nome santo que se torna um joguete ao sabor de sua obstinação materialista e egocêntrica. Nada de novo, infelizmente. Talvez estejamos “apenas” testemunhando a nefasta e arrastada crônica da morte anunciada da igreja evangélica brasileira. Mas, graças a Deus, restarão ainda 7.000 que não dobrarão seus joelhos a Baal.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O viralata que agita a Grécia e conquista o mundo

Já que os humanos estão meio desanimados e não estão nem conseguindo se ajuntar pra protestar, uma ajuda canina é sempre bem-vinda, e o cachorro viralata de nome Louk está fazendo sucesso nos protestos dos gregos contra o pacote econômico do seu governo para tentar conter a crise que ameaça quebrar o país. Louk, como a coleira azul indica na Grécia, é um cão de rua devidamente vacinado que se tornou uma celebridade mundial, com direito a comunidade no Facebook, já que não perde nenhum enfrentamento com a polícia que apareça na sua frente. Confira:




Agora faça a sua parte, adote um viralata!


Bancada evangélica quer enfiar canais religiosos goela abaixo da população brasileira

Os nobres deputados evangélicos, Robson Rodovalho à frente, estão tentando forçar a barra das TV's a cabo para enfiar goela abaixo dos telespectadores os canais religiosos mantidos por algumas igrejas poderosas. O sistema must carry (traduzido, seria algo como "deve carregar") funciona mais ou menos assim: toda televisão por assinatura leva obrigatória e gratuitamente alguns canais ao público que serve, daí haver muitos canais comunitários e legislativos, por exemplo. Na falta de algo melhor que fazer, a bancada evangélica do Congresso está se movimentando para garantir que os canais religiosos sejam incluídos no pacote. Obviamente, nenhuma operadora de TV por assinatura disponibiliza gratuitamente os sinais obrigatórios. Ainda que digam que não cobram por eles, há inúmeras maneiras de diluir os seus custos entre todos os assinantes. Desta forma, até ateus financiarão os canais do R. R. Soares, do Malafaia, do Rodovalho, do Edir, do Valdemiro, etc. Outro aspecto a ser considerado é a constitucionalidade da medida, já que o Estado é laico e não deve patrocinar nem forçar ninguém a patrocinar atividades religiosas. Há que se observar, também, que as operadoras de TV por assinatura pagam impostos, enquanto as igrejas não, e ficaria no mínimo estranho certos "pastores" ficarem pedindo dinheiro o dia inteiro na TV sem pagar nenhum imposto por isso, enquanto quem os patrocina teria a obrigação de recolhê-los. Ainda bem que Jesus não precisou de televisão, internet, nem a franquia dos correios romanos para pregar a sua mensagem...

Vi a notícia no blog Tela Crente e fui buscar a fonte original no Teletime News:

PL 29 sofre alterações de redação na CCJ

terça-feira, 11 de maio de 2010, 17h12


O relator do PL 29/2007 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ), apresentou um complemento de voto logo no início da sessão desta terça-feira, 11, que votou e aprovou o projeto. O complemento foi aprovado na íntegra, gerando pequenas alterações no texto do projeto. O PL 29 pretende unificar as regras do setor de televisão por assinatura, além de criar um programa de fomento ao conteúdo nacional. As mudanças sugeridas por Cunha foram fruto de negociações realizadas nas últimas semanas e pretendem resolver pendências que apareceram apenas nesta última etapa de tramitação do texto na Câmara dos Deputados.

O complemento de voto traz três novas emendas de relator. Uma delas toca na principal polêmica aberta na CCJ: o carregamento de canais religiosos pelas empresas de TV paga. A mudança proposta por Cunha é que esses canais tenham prioridade na escolha feita pela Anatel quando a operadora alegar dificuldades técnicas ou financeiras para cumprir todo o must carry.

Pela regra prevista no projeto, as operadoras que tiverem dificuldade em cumprir a obrigatoriedade de carregamento dos canais podem procurar a agência reguladora e pedir exceções. Neste caso, caberá à Anatel a escolha de quais canais devem ser carregados dentro das limitações da operadora. Fica a dúvida de como a Anatel classificará os canais religiosos e como serão justificadas as prioridades a conteúdos religiosos em detrimento de educativos, culturais e informativos, estes sim previstos na Constituição

Escolha

A emenda proposta mantém o poder de escolha nas mãos da Anatel, mas define que essa seleção deverá ser feita "priorizando após as geradoras locais de conteúdo nacional ao menos um canal religioso em cada localidade, caso existente, na data da promulgação desta Lei". Esse malabarismo foi acordado não só para apaziguar a bancada evangélica, representada especialmente pelo deputado Rodovalho (PP/DF), mas também para evitar novos atritos com as emissoras comerciais de TV aberta.

O drama em torno dos canais religiosos começou com a ameaça, sobretudo da Sky, de que uma vez aprovado o PL 29, essas geradoras não teriam mais o seus sinais carregados. A discussão se complicou na semana passada, quando os deputados perceberam que as empresas de DTH poderiam alegar impossibilidade técnica de carregar os canais abertos, inclusive os com conteúdo religioso, justificando que não há como garantir o carregamento de todas as emissoras locais.

Para salvaguardar que as emissoras com conteúdo religioso não sejam as mais prejudicadas por essa dificuldade técnica, foi apresentada a nova emenda. A ressalva de que as "geradoras locais de conteúdo nacional" sempre terão prioridade sobre os demais canais de radiodifusão tem como objetivo evitar que os principais canais abertos acabem ficando em segundo plano na escolha da Anatel, dada a regra de preferência pelos canais religiosos. Um detalhe importante é que não há uma definição legal do que é "canal religioso" e o próprio PL 29 não faz esse tipo de distinção. No projeto, há referências apenas a "programação religiosa".

Must carry em todas as tecnologias

Uma segunda emenda inédita foi apresentada por Cunha, também envolvendo o must carry. A proposta altera o projeto definindo que toda prestadora deve tornar disponíveis, sem ônus ao cliente, os canais de distribuição obrigatória, "independentemente da tecnologia de distribuição empregada". Vale lembrar que se mantém intacta a ressalva de que dificuldades técnicas ou financeiras podem ser alegadas para reduzir essa obrigação. Na prática, a nova emenda apenas define que não será criado nenhum regime especial para qualquer tecnologia, valendo para todas as operadoras, sejam de cabo, DTH, TVA ou MMDS, a obrigação de carregamentos dos canais de radiodifusão.

Acordo das TVAs

A primeira polêmica surgida na CCJ, as mudanças propostas pelo relator eliminando as regras de transição das operadoras de Serviço Especial de TV por Assinatura (TVA), foram resolvidas por meio de acordo e da ação da Anatel. A agência reguladora validou no mês passado as outorgas de TVA, que estavam há anos sem prorrogação ou declaração clara de vigência. Com essa decisão da agência, o relator cumpriu o acordo de retirar três das quatro emendas supressivas propostas no seu primeiro parecer.

A emenda mantida deixou de ser "supressiva" e tornou-se "modificativa". A alteração foi feita para esclarecer que apenas as concessões de TVA "em vigor" poderão ser adaptadas para o novo Serviço de Acesso Condicionado (SAC), criado pela nova lei. Antes, a redação definia uma transição sumária das licenças dessa modalidade, sem considerar que até pouco tempo elas não estavam claramente válidas por não terem sido prorrogadas pela Anatel.

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