quarta-feira, 30 de junho de 2010

No nos importa el futbol

Esta é pra você, mulher, que achou que justo hoje, neste dia sem jogo da Copa do Mundo, poderia desabafar com o seu namorado/marido... vai que tem um amistoso bobo da 5ª divisão passando na TV pra curar a ressaca dos futmaníacos? Pois os seus problemas acabaram, renda-se ao prazer:


terça-feira, 29 de junho de 2010

Folha elimina Brasil da Copa 2010

Cabeças vão rolar na redação do jornal Folha de S. Paulo. Muito provavelmente, alguém clicou errado e publicou na edição que está nas bancas hoje o anúncio do supermercado Extra que estava reservado para uma eventual eliminação da seleção brasileira, o que - obviamente - não ocorreu ontem na partida contra o Chile. Será que eles conhecem o bom humor do Dunga? Confira o vexame:


Hermenêutica e Homossexualidade


Artigo de Alexander De Bona Stahlhoefer no excelente blog Collegia Pietatis:

HERMENÊUTICA E HOMOSSEXUALIDADE

Há alguns anos atrás li no jornal A Notícia (RBS, Joinville) o desabafo de um médico cansado de receber publicações da pesquisa médica atual com flagrantes contradições entre si. Imagine que você é medico e receba um estudo dizendo que o famoso Acido Acetilsalicílico (Aspirina) é prejudicial. Na outra semana você recebe outro estudo mostrando os benefícios de tal medicamento. Claro que toda droga tem seu efeito positivo aliado à possíveis danos (leia a bula e veja isto). Mas o que chamou à atenção daquele médico foi que as pesquisas eram favoráveis na medida em que eram patrocinadas pelo laboratório fabricante do medicamento. Desta forma a concorrência alertava os males de um medicamento, enquanto que o fabricante tratava de lançar um estudo sobre seus benefícios. Existe então objetividade e autonomia científica?

Desde a virada lingüística na filosofia, aprendemos que cada pessoa é condicionada pela sua experiência de vida. Logo, a minha história de vida influencia diretamente na forma como eu leio a realidade e me posiciono diante dela. Não existe um relato puro de um fato real, existem apenas interpretações da realidade. Portanto, aquela histórica de que "a ciência diz", "pesquisas comprovam" são apenas chavões, deveriam dizer que "existe alguma probabilidade de...". Afinal de contas, desde Heisenberg muita coisa tem mudado no dogma ex-catedra da objetividade científica.

Um exemplo da influência das experiências pessoais é o famoso relatório Kinsey que trata da homossexualidade. O tal relatório proclamou uma revolução sexual, dizendo que os seres humanos são bissexuais e não existe qualquer forma de impedimento natural para relações homo(bi)sexuais, o prazer é o limite. O hedonismo sexual do relatório Kinsey deve-se às experiências sexuais do seu autor. E o mercado se aproveita da "ciência" para fazer dinheiro. Foi esta a "grande sacada"de Hugh Hefner ao fundar Playboy. A grande revista da liberdade sexual foi quem patrocinou a educação sexual para crianças e jovens nos EUA, além de pagar estudos na área de sexualidade humana. Mas para quê a revista pagou estudos e medidas educacionais? Para mudar a consciência puritana e cristã dos EUA. Desta forma conseguiria alcançar uma geração toda para o seu negócio. Parece que conseguiu.

Poderíamos extrapolar este exercício para todas as áreas do conhecimento, e provavelmente, teríamos o mesmo resultado. Por isto reflita sobre sua formação pessoal, seu conjunto de crenças, pois tudo isto influencia a forma como você decide, e age. Não vivemos numa bolha, não somos autônomos, tudo nos influência e a muitos influenciamos. De que forma você quer influenciar e ser influenciado? Seja crítico, não aceite tudo que te dizem como verdade científica, pesquise mais, leia mais, forme a sua opinião.

domingo, 27 de junho de 2010

Não foi gol e ponto final!

A prova cabal de que a bola do chute do Lampard no jogo Alemanha 4 x 1 Inglaterra de hoje definitivamente NÃO ENTROU:

Estevam Hernandes quer um parque para chamar de seu

O belo e tradicional Parque da Aclimação na capital paulista corre o risco de mudar de nome, diante da megalomania que acomete o "apóstolo" da Renascer e seus discípulos. Leio no blog Uma Estrangeira do Mundo, que cita o Jornal do Cambuci & Aclimação, que o vereador (e cantor) Marcelo Aguiar, eleito com os votos dos seguidores da Renascer, apresentou projeto de lei na Câmara Municipal de São Paulo, com o glorioso objetivo de trocar o nome do Parque da Aclimação para "Estevam Hernandes", que não se trata exatamente do nome do "apóstolo", que se chama oficialmente Estevam Hernandes Filho. Não precisa ser muito inteligente para saber que a homenagem, em tese, seria ao pai do "paipóstolo", já falecido, que, segundo consta, nada fez pelo bairro ou pelo parque da Aclimação, a não ser o fato de ter gerado o rebento que comanda a igreja cuja sede desabou ali perto, na Av. Lins de Vasconcelos, em janeiro de 2009, matando 9 mulheres e deixando dezenas de feridos. O Parque da Aclimação é um dos lugares mais agradáveis de São Paulo, perto do centro e da Av. Paulista, e também ficou tristemente famoso em fevereiro de 2009, quando seu lago foi literalmente sugado esgoto abaixo devido a um rompimento do vertedouro.

A "homenagem", portanto, ainda que em nome do pai, alegraria muito o coração e o ego do filho, já que ninguém sabe o nome completo do "apóstolo", mais conhecido nos tribunais onde tramitam processos criminais que respondeu (e continua respondendo) nos EUA e no Brasil. O que chama a atenção neste episódio é, primeiramente, a desnecessidade de se eleger um vereador só porque ele representa uma denominação ou pretende falar em nome dos evangélicos. A análise da sua atuação parlamentar pode mostrar que o político dito "evangélico" serve muito mais a interesses particulares do que coletivos. Certamente, há coisas muito mais importantes na capital paulista para o nobre vereador se preocupar do que querer impor o nome de seu maior cabo eleitoral a um parque que serve milhares de paulistanos por dia, e cujo nome deu nome ao bairro que o circunda (e não o contrário). Por outro lado, é muito triste que homens que se proclamam "de Deus" se preocupem tanto com a homenagem (dissimulada) que outros homens queiram prestar-lhes, ainda que travestida de um projeto de lei de alguém eleito com o seu "poder". Talvez eles pensem que uma simples canetada oficial possa apagar uma má reputação. Sinal de que não leram as palavras de um verdadeiro apóstolo:

1ª Tessalonicenses 2

3 Porque a nossa exortação não procede de erro, nem de imundícia, nem é feita com dolo;
4 mas, assim como fomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações.
5 Pois, nunca usamos de palavras lisonjeiras, como sabeis, nem agimos com intuitos gananciosos. Deus é testemunha,
6 nem buscamos glória de homens, quer de vós, quer de outros, embora pudéssemos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados;

A melhor homenagem que um filho pode prestar a seu pai é viver uma vida que honre o sobrenome que este lhe deixou. Estevam Hernandes Filho pode ter todos os motivos do mundo para para prestar uma homenagem a Estevam Hernandes pai. Só não precisa se valer de subterfúgios políticos dissimulados e questionáveis para enfiá-la goela abaixo da população paulistana.

sábado, 26 de junho de 2010

O documentário do terror de Jim Jones

(obs.: texto atualizado em 18/11/2015)

Está disponível no youtube, com legendas em português, o documentário "Jonestown: Vida e Morte no Templo do Povo", dividido em 9 partes, num total de 86 minutos. 

Foi produzido em 2006 sob a direção de Stanley Nelson, e relata a tragédia ocorrida em 18 de novembro de 1978, quando o líder da igreja conhecida como Templo do Povo, Jim Jones, levou ao suicídio coletivo algo em torno de 1.000 pessoas (nunca foi possível precisar o número exato das vítimas). 

Das 9 partes em que foi dividido o documentário, os dois últimos são os mais difíceis de assistir, pois mostra o áudio do momento final do suicídio, em que só de crianças mortas foram quase 300. 

É o retrato do pior a que a humanidade pode chegar, a profundeza do horror sem fim. 

Realmente, é muito difícil ter estômago para acompanhar essas duas partes finais. 

É a banalização do mal em essência, algo que - guardadas as devidas proporções e circunstâncias - relembra o holocausto perpetrado pelos nazistas. 

Em comum, talvez, ambos os acontecimentos tenham o elemento religioso como agente causador do fanatismo e da chacina. 

Os 7 primeiros capítulos  entretanto, servem para ter uma ideia do perigo que representa deixar-se controlar por alguém que diz deter uma revelação divina especial e particular, que lhe permitiria manipular as mentes e os corações de uma legião de seguidores. 

Assim como no nazismo, os sinais prenunciavam a tragédia muito antes da fuga para a Guiana inglesa. 

Bastava o assédio sexual chulo e explícito de Jim Jones aos homens e mulheres que o seguiam para saber que aquilo não vinha de Deus, mas mesmo assim muitos o seguiram até o fim. 

Fica claro no documentário que não houve exatamente "suicídio" de muitos dos seguidores, já que, além da tortura psicológica, a outra opção era enfrentar os tiros dos seguranças armados. 

Como Jim Jones já havia "ensaiado" um suicídio coletivo anteriormente - sem veneno - para testar a lealdade dos seguidores, é possível que alguém tenha pensado que era mais uma de suas loucuras. 

De qualquer maneira, a frase de George Santayana que estava escrita numa placa acima do "trono" de Jim Jones em Jonestown segue sendo - paradoxal e tetricamente - um conselho válido: "aqueles que não relembram o passado, estão condenados a repeti-lo".

O horror, ah, o horror...




Atualização de 18/11/15:

Infelizmente os vídeos do documentário foram retirados do youtube. Conseguimos localizar a versão abaixo, na qual você deve clicar no campo próprio para ativar as legendas em português.

Mais abaixo,  oferecemos uma outra versão que, embora resumida, também dá uma triste dimensão do que foi a tragédia de Jonestown:





A seguir, a matéria exibida no programa "Fantástico", da Rede Globo, em 28 de novembro de 1978, com a reportagem de Hélio Costa e Lucas Mendes.

Nela, você fica sabendo que Jim Jones chegou a morar no Brasil por algum tempo. Não "um ano em Belo Horizonte", como eles afirmam, talvez pela falta de informações à época, mas de 1961 a meados de 1963 em BH, quando se mudou para o Rio de Janeiro, de onde retornou aos EUA em 1965.

Sua estadia em terras brasileiras teria acrescentado o sincretismo religioso à sua já malfadada visão de mundo religiosa e ideológica.

Eis o vídeo do Fantástico:



Recomendamos também: O desafio de ser filho de Jim Jones





sexta-feira, 25 de junho de 2010

Governo de SP não quer punir queimadas nos canaviais

Pelo jeito, os usineiros mandam no Estado de São Paulo e no Brasil em geral. Se você mora ou está de passagem pelo interior, já deve ter percebido como as queimadas dos canaviais poluem o ar e sujam as cidades, matando os poucos animais que ainda resistem, situação que se repete em outras regiões do país. Se já não bastasse Nosso Amado Guia ter dito que os usineiros são verdadeiros "heróis" brasileiros, e o Ministério Público de São Paulo ter feito um acordo para permitir as queimadas até 2017 (isto mesmo: você tem mais 7 anos para morrer sufocado!), agora é a Secretaria do Meio-Ambiente (sic) do Estado de São Paulo que diz que não vai mais criminalizar os perpetradores desses crimes ambientais, conforme noticia a edição de Ribeirão Preto da Folha de S. Paulo, do dia 22/06/10:

Estado estuda descriminalizar queimadas de cana

A Secretaria de Estado do Meio Ambiente estuda deixar de punir queimadas de cana-de-açúcar não planejadas pelos produtores.

A medida atende a uma demanda dos próprios produtores, que reclamam das multas e de não poder colher a cana queimada mesmo quando, supostamente, os incêndios são criminosos.

Segundo o gerente do projeto Etanol Verde, Ricardo Viegas, os incêndios provocados passaram a se destacar com a mecanização implantada nos canaviais.

"Antes achávamos que a reclamação dos moradores com esse tipo de incêndio [criminoso] era "choradeira", mas hoje, com o fim das queimadas, eles ganharam relevância", disse Viegas.

Pelo protocolo ambiental firmado entre a secretaria, produtores rurais e usinas, a queima da cana tem que ser requisitada previamente.

Segundo Viegas, a Secretaria do Meio Ambiente estuda como detectar a intenção criminosa de uma queimada.

Critérios técnicos, como o histórico de mecanização de uma área, já foram definidos para que a medida seja efetivada. Faltam acertos jurídicos, segundo Viegas.

O presidente da Orplana, Ismael Perina Júnior, disse que os produtores são os mais prejudicados pelas queimas causadas acidentalmente ou criminosas.

"Alguém joga uma ponta de cigarro na beira da rodovia, o fogo entra no canavial e ainda podemos ser multados e perder tudo."

Determinar que o incêndio não é culpa do produtor é fácil, disse. "Em uma área que há três anos o corte é mecanizado, não tem pedido de queima, então o produtor não vai queimar nada ali."

O promotor do Meio Ambiente Marcelo Pedroso Goulart diz que a mudança esbarra na legislação. Segundo Goulart, mesmo que não sejam os autores das queimadas, os produtores têm "responsabilidade objetiva."

terça-feira, 22 de junho de 2010

O crente Kaká contra o ateu Juca Kfouri

Conforme já divulgado aqui no blog, Juca Kfouri é ateu e critica a mistura entre religião e futebol. Agora, se já não bastassem os problemas de Dunga com a Globo, numa entrevista coletiva nesta manhã (vídeo abaixo), Kaká aproveitou uma pergunta de André Kfouri, filho do jornalista em questão, para dizer o seguinte: "repetidamente em seu blog, os canhões do teu pai têm me atingido. O motivo pelo qual Juca me ataca não é profissional, ele já deixou claro muitas vezes que me ataca porque eu defendo publicamente a minha fé em Jesus. Mas da mesma forma que eu respeito ele como ateu, gostaria que ele respeitasse a mim e a milhões de brasileiros que crêem em Jesus Cristo" (fonte: eBand).

Pelo andar da carruagem, com esta mistura explosiva de futebol, religião e - obviamente - política, se o Brasil ganhar a Copa, aí sim vai ser um milagre...


O dia de fúria do Dunga

Alerta: linguagem explícita, mas muito engraçado:




Continuação: O Dia de Fúria do Dunga - parte 2




O Dia de Fúria do Dunga - parte 3



O Dia de Fúria do Dunga - final


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Casa de Davi desliga Davi

Dois meses atrás, houve toda a repercussão do caso da retratação pública das mentiras contadas por Davi Silva nos onze anos que serviu ao lado de Mike Shea na Casa de Davi. Segundo aquele comunicado, Davi Silva se submeteria a um tratamento interno na instituição e depois revelaria detalhadamente todas as mentiras que havia contado ao longo desses onze anos. Entretanto, no último dia 18 de junho, a Casa de Davi soltou outro comunicado, informando que Davi Silva foi desligado da instituição por não ter se submetido ao "tratamento" combinado. Confira:

Irmãos da família de Deus,

No dia 12 de abril de 2010, Davi Silva e Mike Shea vieram a público, acompanhados de outros integrantes do ministério Casa de Davi, através de um vídeo publicado em nosso site. O objetivo era a retratação pelas mentiras que Davi praticava em certos testemunhos – isso como ministro e um dos líderes da Casa de Davi.

Na retratação, assumimos, sob a palavra do Davi, o compromisso de publicar um documento discriminando as mentiras e esclarecendo quais eram as verdades em tais testemunhos. Essa atitude visava colocar o público, a quem ele e outros do ministério haviam ministrado, a par de tudo, pois, tanto nós do ministério como outros inúmeros irmãos conhecidos em três continentes, “ecoamos” muitos desses testemunhos ao longo dos anos, andando em amor e confiança. Desejávamos alinhar e apurar seus testemunhos para que, uma vez restaurado, Davi pudesse voltar ao ministério; além de dar uma satisfação a você, que tem nos acompanhado há tantos anos.

Neste momento, viemos comunicar:

1. No dia 20 de maio de 2010, Davi Silva interrompeu o processo assumido por ele junto ao ministério, que visava sua restauração pessoal e ministerial, e o esclarecimento dos relatos inverídicos.
2. Com isso, Davi Silva deixou a liderança e a participação do ministério na Casa de Davi.
3. Todos e quaisquer esclarecimentos acerca dos testemunhos pessoais de Davi Silva – conforme compromissado no vídeo e no texto postados em 12 de abril de 2010 em nosso site – são, a partir de agora, de inteira responsabilidade de Davi Silva.
4. Com sua saída, toda e qualquer declaração ou solicitação deve ser dirigida a ele através do e-mail: davisilva2404@gmail.com .
5. O ministério Casa de Davi informa que, desde agosto de 1999 até maio de 2010, andamos em amor e na luz com o irmão Davi Silva. Em nenhum momento Casa de Davi acobertou pecados de qualquer ministro. Tratamos tudo o que vem à luz nas devidas proporções, a fim de estender misericórdia e amor em proteção aos irmãos.Valorizamos a importância da postura ativa no arrependido para que haja uma verdadeira transformação.Afirmamos que Casa de Davi desejou acompanhar o Davi num processo de restauração ministerial. Sua confissão pública se fez necessário pela natureza do pecado e sua expansão. Pelos valores que vivemos do Reino, expomo-nos junto com o Davi, pois o amamos. Ressaltamos, ainda, que a publicação do vídeo contendo a confissão do irmão Davi Silva em 12 de abril de 2010 foi feita em concordância entre ambas as partes.
6. Hoje, removemos o referido vídeo de retratação de nosso site. Deixaremos sua transcrição, até o momento oportuno, como ponto de referência para maior entendimento deste comunicado.
7. O ministério Casa de Davi não endossa nenhum dos testemunhos contados pelo Davi Silva durante seus anos no ministério, uma vez que descumpriu o passo de esclarecer os mesmos.
8. Expressamos nosso amor pelo Davi e por sua família.
9. Expressamos nossa profunda tristeza com tudo que tem transcorrido. Procuramos todos os meios de proporcionar amor, perdão, e misericórdia dentro de princípios do Reino de Deus que resguardassem a integridade do ministério e a pessoa do Davi. Nos expomos em prol do amor e na luta pela verdade que fundamenta a igreja verdadeira do Senhor. Como diretor do ministério, peço perdão à família de Deus pelo escândalo que tanto feriu aos amados. Lamentamos por todo o ocorrido e desejamos que o Senhor nos ajude.

Peço que o Senhor tenha misericórdia de todos nós.

Com pesar e tristeza,

Mike Shea
Casa de Davi

sábado, 19 de junho de 2010

Pai herói

A notícia abaixo, publicada na Folha de S. Paulo de hoje, 19/06/10, faz a gente se maravilhar, ainda que de maneira dolorida, com o que a humanidade é capaz de fazer por amor, no caso, de um pai a seu filho, assim como mostra que ainda existem bons juízes no Brasil. O pai em questão se chama Adolfo Celso Guidi, e segundo vi nesta página na internet (de onde vem a foto ao lado), é evangélico e não desiste nunca. Ao contrário de muitos evangélicos que têm verdadeira fixação com a morte e a desgraça, Adolfo Guidi luta pela vida de seu filho Vítor todos os dias, e o seu sorriso nas fotos acima e abaixo é uma enorme demonstração de fé e graça. A notícia merece ser divulgada não só pelo belíssimo exemplo de amor e dedicação paternais, mas também para que mais pessoas possam ser beneficiadas por esta solução encontrada pela juíza do caso, até então desconhecida da quase totalidade dos mortais:


Justiça ajuda pai de filho com doença rara

Quase despejado de casa, pai recebe verba de fundo pecuniário para saldar dívida

JULIANNA GRANJEIA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Uma decisão inédita da Justiça reverteu verba do fundo pecuniário -recolhido de condenações judiciais- para quitar a casa de um pai que abandonou o emprego para pesquisar a doença rara e incurável do filho. Ele seria despejado por não pagar.

A história -que lembra a do filme "Óleo de Lorenzo"- aconteceu em Curitiba. O engenheiro mecânico Adolfo Celso Guidi, 52, deixou o cargo de gerente de uma concessionária em 2000, ao descobrir que o filho Vitor, à época com dez anos, tinha gangliosidose GN1 tipo 2.

"Nenhum médico no Brasil conseguiu diagnosticá-lo. Larguei tudo e fiquei uma semana em Buenos Aires, onde diagnosticaram a gangliosidose. Quando retornei, um médico me disse que não tinha o que fazer", afirmou.

Inconformado com a resposta, o engenheiro começou a estudar a doença na biblioteca da faculdade de medicina da UFPR (Universidade Federal do Paraná).

"A gangliosidose impede a reprodução de neurônios, que degeneram. Por meio de um processo homeopático, a gente fornece essa enzima e o organismo trabalha", explicou o pai, que encontrou a "fórmula" em 2001.

Para alcançar o resultado, Guidi diz que gastou, na época, cerca de US$ 80 mil (R$ 149.500 atualmente) e deixou de pagar as prestações de sua casa, que foi a leilão.
O processo da Caixa Econômica Federal, financiadora da casa, contra Guidi teve início em 2001. Após recursos, o caso chegou à juíza federal Anne Karina Costa.

"Já estava tramitando em julgado. Caso ele não pagasse, teria que sair do imóvel. Então, durante uma audiência de conciliação, ele disse que queria explicar o motivo de não ter pago a dívida e contou a história do filho."

O banco reduziu a dívida para R$ 48.500, mas ele ainda não podia pagar. Sua renda passara a vir de trabalhos esporádicos na oficina que montou em sua casa.

A juíza se lembrou, então, do fundo que a Justiça mantém com penas pecuniárias. "O dinheiro arrecadado vai para entidades assistenciais. Eu tive a ideia de inscrever Guidi como um projeto."

DECISÃO INÉDITA

Em decisão, que segundo a juíza é inédita no Brasil, o Ministério Público Federal e a 1ª Vara Criminal autorizaram que o fundo fosse utilizado para o pagamento da dívida de Guidi. A audiência final foi em novembro de 2009.

A juíza diz esperar que a decisão se repita e sensibilize as instituições financeiras. Hoje, Guidi cuida do filho sozinho -há três anos ele se separou da mulher- e auxilia duas outras crianças com a mesma doença. "Com a enzima e a alimentação que pesquisei, ele está muito melhor. Ele não tem mais dificuldades de engolir e a musculatura não é mais contraída."

Aos 21 anos, Vitor usa cadeira de rodas e frequenta uma escola especial. Para Guidi, sua história é uma "grande obra de Deus". "Sempre soube que não ia perder minha casa."



Fonte da foto: Paraná Online


Adolfo Celso Guidi tem, também, um texto interessante no blog que, ao que parece, apenas começou a escrever, e que merece ser destacado aqui:

Como evangelizar um deficiente, vítima de degeneração cerebral ???


Por alguns anos questionei ao meu Senhor, como alcançar estes seres maravilhosos , puros, amorosos, carentes de atenção?

Então na busca da intimidade por uma resposta, o espírito de Deus abriu o entendimento, "é pela família que se evangeliza um deficiente".

Iniciei um solitário projeto de evangelização, no início de 2009, pude assistir a família de um portador de down com complicações cardíacas , resgatar a dignidade de vida da mãe, reformar a casa deles devolvendo-lhes a dignidade de viver, re-evangelizamos a mãe, aproximando-a à uma denominação, com os retornos, agregava novas ajudas, como cestas de alimentação e higiene, assistência a problemas renais e pudemos observar o progresso do menino na escola.

Como é maravilhoso ver que sua ação resulta no resgate de pessoas, progrediram mãe e filho juntamente.

no amor com Deus, na saúde, na alegria de viver.

Este é o Projeto 29, deficientes e suas famílias para Cristo.

Expondo o pregador da "briba"

Um crássicu cóspel do youtube revelado e revisitado:







O original:

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Homossexualidade e pedofilia na igreja medieval

O excerto do artigo abaixo, publicado no site História Viva, tem como autor Jean Verdon, que escreveu o livro "Plaisir au Moyen Âge" ("Prazer na Idade Média), e dá um panorama cheio de detalhes (às vezes explícitos, devo alertar) sobre a influência do celibato nas práticas homossexuais e pedófilas dos padres e monges medievais. Não é uma leitura fácil, mas dá uma ideia de como a Igreja Católica leva séculos para rever as suas doutrinas e práticas internas, se é que algum dia vai rever.


Homossexualidade na Igreja:
uma tradição medieval


Documentos do século XIV mostram que relações sexuais entre religiosos maduros e jovens aprendizes é muito mais antiga que o atual escândalo enfrentado pelo Vaticano

por Jean Verdon

Apesar de perseguido, o homossexualismo esteve muito presente na Idade Média. Segundo John Boswell, autor de Christianisme, tolérance sociale et homosexualité (Cristianismo, tolerância social e homossexualismo), a prática teve uma importância no período que só seria igualada em nossos dias. Boswell atribui a disseminação do homossexualismo à renascença carolíngia, ao desenvolvimento das cidades e à cultura eclesiástica.

Na Idade Média, o meio monástico era um terreno propício para a sodomia: a Regra de São Bento previa que os monges deviam dormir cada um em uma cama, de preferência em um mesmo local, com sacerdotes mais antigos que cuidariam deles. Os regulamentos de Cluny proibiam que os noviços ficassem sozinhos ou na companhia de um só professor. Se um dentre eles, à noite, tivesse de sair para satisfazer suas necessidades, tinha de estar acompanhado por um mestre e por outro jovem munido de lanterna.

Foi em meio a esse ambiente que Arnaud de Verniolle, subdiácono fugido das prisões da ordem dos franciscanos no século XIV, acusado de heresia e de sodomia, afirmou ter sido iniciado nas práticas homossexuais por um colega mais velho, que se tornara padre. Aos 12 anos, seu pai o colocou em uma escola de Pamiers comandada pelo mestre Pons de Massabuc para aprender gramática. Arnaud dividia o quarto com seu professor e outros jovens. “Quando eu morava naquele quarto, fiquei dormindo na mesma cama, durante cerca de seis semanas, com Arnaud Auréol. Depois de duas ou três noites que passamos juntos, ele, pensando que eu dormia, me tomou nos braços e me prendeu entre suas coxas, colocando seu membro viril entre as minhas e, como se estivesse com uma mulher, se mexeu e ejaculou em minhas pernas. Quase sempre, a cada noite que dormíamos juntos, ele recomeçava esse pecado. Como eu, naquele tempo, era ainda uma criança, apesar de não gostar do ato, não ousava contá-lo a ninguém, por pudor.”

Arnaud declarou que, anos depois, sentia um mal físico quando se abstinha por mais de oito ou quinze dias de ter relações com um homem ou uma mulher. Tinha, então, experiências heterossexuais, mas uma aventura o fez renunciar às mulheres. Segundo o frei Pierre Record, encarcerado na mesma cela que Arnaud por alguns dias, o subdiácono lhe contou que “na época em que se queimavam os leprosos, ele morava em Toulouse, tendo relações com uma mulher da vida; depois de cometer esse pecado, seu rosto inchou, o que o fez acreditar que estivesse com lepra. Por isso, jurou que a partir de então nunca mais teria relações carnais com mulheres.”

continue lendo no História Viva

Um dos detalhes interessantes da continuação deste artigo é a ilustração da época que mostra como os católicos pintavam a seita dos cátaros como composta de homossexuais:

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Christ Christ Baby

Mais um momento medonho - em duas versões horríveis - do pior da música cóspel internacional, à la Vanilla Ice:








via Scotteriology

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Louco de carteirinha

Peço antecipadamente desculpas pelo título acima, já que o assunto é sério, mas talvez ridicularizá-lo seja a maneira mais eficiente de chamar a atenção para o absurdo que se comete contra quem sofre de esquizofrenia no Estado de São Paulo. Esquizofrenia é uma doença séria, que pode acometer qualquer pessoa em seus diferentes graus de manifestação, e é geralmente tratável mediante remédios controlados. É provável que você conviva com algum esquizofrênico e nem tenha percebido isso. Entretanto, o estigma social da esquizofrenia costuma ferir mais do que a própria enfermidade, tanto quem a sofre como seus familiares. Se quiser saber mais sobre isso, leia o livro - altamente recomendável - "Uma Mente Inquieta", de Kay Redfield Jamieson, que é a autobiografia real de uma médica psiquiatra, acostumada a cuidar de esquizofrênicos, e que, de uma hora para outra, passa a sofrer de esquizofrenia também. O relato dela é impressionante e vale a pena ser lido, algo parecido como o tratador de uma fera no zoológico que fica do lado de fora da jaula, mas que a partir de um certo momento tem que tratar a fera do lado de dentro, e a conviver com ela por um longo tempo.

Dito isto, algo estranho acontece no sistema de saúde pública do Estado de São Paulo. Parece mentira, mas infelizmente não é. Para retirar os remédios controlados que recebem do Estado, os esquizofrênicos de São Paulo estão tendo que usar uma carteirinha amarela (vide abaixo) em que aparece - com letras garrafais - a palavra ESQUIZOFRENIA. Imagine o constrangimento da pessoa que já tem que lutar contra uma enfermidade grave, ao ter que expor a todos a sua condição. Por isso, transcrevo abaixo o texto da página do deputado estadual Fausto Figueira (PT), que tem uma carta dolorida e emocionante de um esquizofrênico exposto a este tipo de situação:



A utilização de uma carteira, emitida pela Secretaria de Saúde do Estado, por pacientes dos serviços de atendimento à saúde mental, com a palavra “esquizofrenia” estampada em letras graúdas, levou o deputado estadual Fausto Figueira (PT) a pedir providências ao promotor de Direitos Humanos na área de Saúde Pública, Arthur Pinto Filho, contra o que considera uma discriminação de inspiração nazista.

Segundo o deputado, o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, “é o gestor da saúde pública no Estado de São Paulo, e tem o dever de impedir que pacientes sejam discriminados, notadamente o doente mental.”

A denúncia partiu de um paciente, autor da carta “A Esquizofrenia e a Estrela de David”, encaminhada à Comissão de Saúde da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, presidida por Figueira. Na mensagem, o paciente diz que no dia 20 de abril, ao retirar o medicamento do qual faz uso na Farmácia de Medicamentos Especializados, em Santos, gerenciada pela Cruzada Bandeirante São Camilo, sob os auspícios da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, recebeu uma carteira amarela com a palavra “esquizofrenia” estampada em letras graúdas.

O paciente, sentindo-se discriminado, equiparou a carteira recebida ao período nazista e argumentou que a carteira afronta a Lei 10.216 (chamada Lei Paulo Delgado), pois quebra do sigilo do diagnóstico estabelecido em prontuário.

“Sabe-se – diz o deputado na justificativa da sua representação - que o estigma traz problemas (..) como a exclusão do individuo com doença mental nas suas relações sociais. (...) As doenças mentais devem ser encaradas do mesmo modo que as doenças físicas. Tal como o câncer e as doenças de coração, sabe-se que muitas doenças mentais têm causas definidas, requerendo cuidados e tratamento específicos. Quando os cuidados e o tratamento são prestados, é de esperar uma melhoria ou recuperação, permitindo às pessoas regressarem à comunidade e retomarem vidas normais. Infelizmente, os preconceitos impedem que as pessoas, uma vez recuperadas ou tratadas, consigam dar os passos para reingressar na vida familiar e social, com total plenitude.”

Segundo Figueira, “a ‘Carteira do Esquizofrênico’, assim denominada pela denúncia do paciente discriminado, também contraria a Declaração de Direitos do Deficiente Mental, da Organização das Nações Unidas e a própria Constituição Federal, merecendo ser repudiada”.

Abaixo, a íntegra da carta do paciente encaminhada à Comissão de Saúde e Higiene da Assembleia Legislativa:

A Esquizofrenia e a Estrela de David

“Em 1938, a chamada “Noite dos Cristais” marca o início da perseguição aos judeus na Alemanha e na Áustria. Posteriormente, os judeus são confinados em bairros determinados e obrigados a andar com a estrela de David estampada em papelete amarelo e pregada junto a roupa, de forma que fossem facilmente identificados.

“Esse segregacionismo também é estendido aos ciganos, comunistas, homossexuais e, inclusive, aos doentes mentais. A Alemanha de Hitler exterminou e perseguiu milhões de pessoas, constituindo-se como uma das mais horrendas e vergonhosas páginas da história do Homem. Infelizmente o preconceito e perseguição às minorias chegam até os nossos dias, seja pelo viés das piadas e comentários de gosto duvidoso, seja por grupos organizados como os ‘skinheads’.

“Em 20 de abril de 2010, ao retirar o medicamento do qual faço uso na Farmácia de Medicamentos Especializados, em Santos, gerenciada agora pela Cruzada Bandeirante São Camilo, sob os auspícios da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, recebo uma carteira amarela com enormes carimbos estampados: ESQUIZOFRENIA.

“Confesso que num primeiro momento a única coisa em que pensei foi que havia em minha testa uma tatuagem, um carimbo com meu diagnóstico estampado para que todos pudessem apontar e dizer: ‘Lá vai o esquizofrênico’. Teria sido apenas um ‘ato falho’ da burocracia? Quem sabe uma ação inconsciente do recém-admitido gestor da farmácia? Ou seria, então, uma política pensada e planejada para expor e reafirmar o estigma das pessoas?

“A Lei 10.216 (chamada Lei Paulo Delgado), assim como outras leis específicas da legislação médica, é ferida frontalmente na medida em que o sigilo do diagnóstico estabelecido em prontuário médico é, escancaradamente e em letras garrafais, divulgado. A Carteira do Esquizofrênico, nesse sentido, é uma afronta ao bom senso. Mais do que isso, é ilegal, dissemina o preconceito, ofende a ética e, sobretudo, causa revolta.

“Todo o trabalho, treinamento, aprimoramento, debates, documentos, fóruns, leis promulgadas, etc., é jogado por terra por atos que denotam a verdadeira face de governantes descomprometidos com os avanços conquistados pelas lutas dos doentes mentais. A Carteira do Esquizofrênico mostra a verdade, ela rotula nossas misérias para calar a nossa voz.

Um governo que se nega a convocar a Conferência Estadual de Saúde Mental; que pouca importância dá à Saúde Mental de nosso município; que sucateou os serviços do Hospital Guilherme Álvaro para entregá-lo à iniciativa privada; que sucateou a antiga Farmácia de Medicamentos de Alto Custo para mais uma vez entregar um serviço público à iniciativa privada e que, em conjunto com a Prefeitura Municipal de Santos, vem precarizando os NAPS, só poderia mesmo mostrar todo o seu pensamento em relação a nós, usuários dos serviços, num ‘ato falho’: a ‘Carteira de Louco’.

“A burocracia burra e mal intencionada é um dos braços desta máquina de estigmatização. Primeiros os loucos, depois os pobres, depois os negros, e assim por diante, até que todas as vozes contrárias sejam suprimidas.

“O passo seguinte ao de retirar a nossa voz é nos colocar novamente nos manicômios (ou nos trinta novíssimos leitos psiquiátricos recém-abertos pela Cruzada Bandeirante São Camilo) e, retrocedendo ainda mais, aplicar-nos castigos como o eletrochoque, a solitária e outros métodos sádicos, que brotam na mente dos que administram as instituições desse caráter, chegando, por fim, à tão sonhada volta da lobotomia, em que o Estado poderia estar livre de despesas e questionamentos.

“Não, não tenho vergonha de ser esquizofrênico. Mas também não posso dizer que é fácil lidar com o preconceito. Por todos os lugares onde tento fazer valer a minha cidadania, logo vem a taxação: é louco! Também não é raiva o que sinto, nem indignação. É um sentimento de impotência frente a esta máquina tão poderosa que fatalmente irá desconsiderar meu desabafo com apenas um argumento: “é louco”. E isto é o que faz minhas pernas e meu corpo fraquejarem, mas parafraseando Cazuza no final de sua vida, morro atirando.”

O último gol de Pelé

A Vivo fez um vídeo (publicitário, obviamente) para homenagear o Pelé que - aos 70 anos de idade - teria entrado num jogo Brasil x Argentina para, ao final, fazer um gol por cobertura do meio de campo. A ideia é interessante e a realização ficou ótima. Confira:

terça-feira, 15 de junho de 2010

Raio destrói estátua gigante de Jesus nos EUA


É melhor checar o pára-raio do Cristo Redentor...

A igreja chamada Solid Rock Church (Igreja da Rocha Sólida) em Monroe, Ohio, nos EUA, construiu uma escultura de Jesus em fibra de vidro de aproximadamente 19 metros de altura:



Leio no blog Scotteriology, que cita o Dayton Daily News, que na última madrugada (de 15/06/10) um raio atingiu a referida escultura, queimando-a completamente:






Será que é algum recado dos céus?


Padre culpa Lula por pedofilia na igreja

Eita costa-larga que tem o cara.... notícia do Último Segundo - iG:


Padre liga pedofilia a homossexualismo e PT


Luiz Lodi, da Diocese de Anápolis (GO), diz que bandeiras defendidas pelo governo Lula estimulam o “círculo vicioso” da pedofilia

Severino Motta, iG Brasília

O padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, da Diocese de Anápolis (GO), enviou a fiéis e pessoas ligadas à Associação Pró-vida, entidade da qual é presidente, um informativo imputando os recentes casos descobertos de pedofilia nas igrejas ao homossexualismo. O padre seguiu a linha do secretário de Estado do Vaticano, Tarcisio Bertone, que em abril alegou ser a homossexualidade, e não o celibato, a responsável pelos abusos. O religioso ainda afirmou que as políticas adotadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva “constituem um grande serviço” para a difusão da pedofilia, e que o quadro tende a piorar se o PT vencer as eleições.

Em seu artigo, intitulado “Pedofilia e homossexualismo: de mãos dadas (é incoerente combater um sem combater o outro)”, o padre diz que “homossexualismo e pedofilia estão de tal modo entrelaçados que é difícil, até no plano dos conceitos, separar um do outro”.

Para ele, “a explosão de escândalos de pedofilia nas últimas décadas coincide não com a adoção do celibato pelo clero (que já é bimilenar), mas com uma invasão de homossexuais aos seminários, nem sempre reprimida devidamente pelos reitores. Se o homossexualismo for erradicado dos seminários, os casos de pedofilia sofrerão uma enorme redução”.

Após dizer que a “pedofilia e o homossexualismo se alimentam mutuamente, em um círculo vicioso”, o padre diz que o governo Lula, “mais do que qualquer outro”, promove o homossexualismo e combate a castidade, o que seria “um grande serviço à difusão da pedofilia”.

Luiz Carlos Lodi conclui seu texto dizendo que “infelizmente, o Superior Tribunal de Justiça no dia 27 de abril de 2010 reconheceu a adoção de duas crianças por uma dupla de lésbicas. A situação tende a piorar se – Deus não o permita! – o Brasil for submetido a um novo governo do Partido dos Trabalhadores”.

Padre

A reportagem foi informada por funcionários da Associação Pró-vida que o padre Luiz Carlos Lodi não iria se manifestar sobre seus textos – também publicados no site da entidade – devido a falta de tempo.

PT

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que seu partido não vai dar “resposta a idiotas” e evitará comentar o assunto. "Se eu falar sobre isso o padre ganha palanque", pontuou.

O vice-presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), por sua vez, disse que posições radicais no campo das liberdades pessoais não são positivas para o debate. Ainda falou que tais temas não são prioritários na agenda nacional.

domingo, 13 de junho de 2010

Newton, Einstein e Deus

Artigo de Marcelo Gleiser na Folha de S. Paulo de hoje:

Newton, Einstein e Deus

Os dois gigantes da física tinham uma relação íntima com certa versão do que se costuma chamar de Deus

TALVEZ ISSO SURPREENDA muita gente, mas tanto Newton quanto Einstein, sem dúvida dois dos grandes gigantes da física, tinham uma relação bastante íntima com Deus.

É bem verdade que o que ambos chamavam de "Deus" não era compatível com a versão mais popular do Deus judaico-cristão.

Numa época em que existe tanta disputa sobre a compatibilidade da ciência com a religião, talvez seja uma boa ideia revisitar o pensamento desses dois grandes sábios.

No epílogo da edição de 1713 de sua obra prima "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural" (1686), Newton escreve que o seu Deus (cristão, claro) era o senhor do Cosmo e que deveria ser adorado por estar em toda a parte, por ser o "Governante Universal". Essa visão de Deus pode ser considerada panteísta, se entendermos por panteísmo a doutrina que identifica Deus com o Universo ou que identifica o Universo como sendo uma manifestação de Deus.

A visão que Einstein tinha de Deus, devidamente destituída da conotação cristã, ecoava de certa forma a de Newton. Einstein desprezava tudo o que dizia respeito à religião organizada, em particular a sua rígida hierarquia e ortodoxia.

Para ele, um Deus que se preocupava com o destino individual dos homens não fazia sentido. Sua visão era bem mais abstrata, baseada nos ensinamentos do filósofo Baruch Spinoza, que viveu no século 17.

Numa carta dirigida a Eduard Büsching, de 25 de outubro de 1929, Einstein diz: "Nós, que seguimos Spinoza, vemos a manifestação de Deus na maravilhosa ordem de tudo o que existe e na sua alma, que se revela nos homens e animais".

Em 1947, numa outra carta, Einstein escreveu: "Minha visão se aproxima da de Spinoza: admiração pela beleza do mundo e pela simplicidade lógica de sua ordem e harmonia, que podemos compreender".

Como essas posições podem ser usadas no debate sobre a compatibilidade da ciência com a religião?

De um lado, ateus radicais como Richard Dawkins, Christopher Hitchens e Sam Harris argumentam que não pode haver uma compatibilidade, que a religião é uma ilusão que precisa ser erradicada, que o sobrenatural é uma falácia.

De outro, existem vários cientistas que são pessoas religiosas e até mesmo ortodoxas, e que não veem qualquer problema em compatibilizar seu trabalho com a sua fé. O fato de existirem posições tão antagônicas reflete, antes de mais nada, a riqueza do pensamento humano. Nisso, vejo um ponto de partida para uma possível conciliação.

É verdade que o ateísmo radical está respondendo a grupos fundamentalistas que tentam evangelizar instituições públicas. "Guerra é guerra e devemos usar as mesmas armas", ouvi de amigos. Mas o pior que um fundamentalista pode fazer é transformar você nele.

Einstein e Newton encontraram Deus na Natureza e viam a ciência como uma ponte entre a mente humana e a mente divina.

Para eles, adorar a Natureza, estudá-la cientificamente, era uma atitude religiosa. Acho difícil ir contra essa posição, seja você ateu ou religioso. Religiões nascem, morrem e se transformam com o passar do tempo. Mas, enquanto existirmos como espécie, nossa íntima relação com o Cosmo permanecerá.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "Criação Imperfeita"

Montano e o montanismo

Montano, profeta que se revelou inopinadamente na Frígia, por volta dos anos 155-160, afirmava ser porta-voz do Espírito Santo e que, em sua própria pessoa, se encarnara o Paráclito prometido em João 14,16; 16,7; fundador do montanismo.

As motivações de sua afirmação são desconhecidas, mas o que lhe aplainou a estrada foi o mal-estar difuso na cristandade de seu tempo, por se haver enfraquecido a expectativa dos últimos tempos e entorpecido o fervor espiritual, ou seja, a consciência de se terem tornado tíbios em relação à vida cristã dos primeiros tempos. Os numerosos escritos de Montano e das duas mais importantes profetisas Prisc(il)a e Maximila, se perderam; apenas restam poucos oráculos transmitidos diretamente. Aquilo que sabemos sobre Montano e sobre o movimento a que deu vida é de fonte indireta (sobretudo Eusébio, História Eclesiástica 5,14-19 e Epif., Haer. 48s, que se valem dos primeiros escritos antimontanistas). Montano é inseparável o movimento da “nova profecia” (à qual, em seguida, os adversários deram, com intenção depreciativa, o nome de “montanismo”).

Caracteres e doutrina do montanismo. Os traços mais característicos são, antes de tudo, a glossolalia e uma linguagem espiritual tendente ao êxtase e ao entusiasmo. Tanto Montano quanto Priscila e Maximila (mas nenhum outro) pretendem ser a voz de Cristo e do Espírito Santo. Eles falam, por isto, com a autoridade deste Espírito e exigem fé incondicional e absoluta obediência às suas ordens. Negam toda autoridade eclesiástica. Conteúdo de sua profecia é o iminente fim do mundo, que Maximila prognostica para o tempo imediatamente posterior à sua morte. As guerras estouradas sob Marco Aurélio são interpretadas como sinais premonitórios. Como preparação para o fim são prescritos uma moral rigorosamente ascética, com a proibição do matrimônio (em seguida, apenas das segundas núpcias), jejuns severos, consistentes esmolas de toda espécie; encoraja-se o martírio, é probido subtrair-se às perseguições. Em referência a Apocalipse 21,1.10, a Nova Jerusalém, descida do céu, deverá localizar-se em Pepuza ou em Tymion (Frígia). Os crentes devem encontrar-se ali por ocasião da chegada do Senhor. Nenhuma posição herética, porém, é tomada no plano dogmático: permanecem no terreno da ortodoxia. Apenas mais tarde sustentou-se o contrário. Que os montanistas professassem também a ressurreição da carne é atestado explicitamente. O movimento é de restauração, até mesmo reacionário, não interessado em questões teológicas, e mesmo ingênuo. Alimenta-se com as antigas tradições proféticas e apocalípticas. A finalidade é reavivar e restaurar, com o recurso à autoridade do Paráclito, a antiga situação da igreja: eficácia do Espírito, falar em línguas, espera dos últimos tempos, ética rigorosa.

História do movimento. A doutrina do montanismo, dificilmente atacável do ponto de vista dogmático, criou dificuldades para a Igreja; não foi fácil a esta combatê-la eficazmente. Na Ásia Menor reuniram-se vários sínodos (provavelmente os primeiros da história da Igreja: Eusébio, HE 5,16,10; Anônimo) para porem um freio à expansão do movimento, perigosamente rápida e bem depressa também organizada. O ponto em que se centrava toda a questão era se se deveria considerar a “nova profecia” como uma real efusão do Espírito ou, então, como uma possessão demoníaca. Os meios tradicionais para desmascarar os falsos profetas (cf., por ex., as indicações da Didaquê) não eram suficientes ou não conseguiam golpear o movimento. Não bastava nem a exigência de um discurso mais claro nem a suposição de que os montanistas teriam sugestionado os bispos “consencientes”, impelindo-os á adesão (Eusébio, HE 5,16,17). Nem mesmo com o apelo às Escrituras do Antigo e do Novo Testamento obtiveram-se resultados. De fato, Montano, com a pretensão de que nele falava o Paráclito, afirmava estar acima da própria autoridade das Sagradas Escrituras.

Todavia, o movimento foi excomungado pela igreja naqueles sínodos microasiáticos e, com isto, forçadamente reduzido às dimensões de uma seita. O que por fim o levou à ruína foi a pretensão que se arrogara a si mesmo, e que contrastava com a exigência da Igreja de manter a tradição (normas canônicas, profissões de fé, ofício). Apesar disto, a seita se expandiu ulteriormente até no Ocidente. Em Roma parece que por longo tempo se haja levado em consideração seu reconhecimento (por volta de 177-8), impedido depois por Práxeas (Tertuliano, Adv. Prax. 1). Na Gália conheciam-se, neste mesmo período, adeptos de Montano, e seu talento profético suscitava grande impressão. Os mártires de Lião escreveram, em favor dos montanistas (evidentemente contra a opinião de outros setores da comunidade), cartas à comunidade da Ásia e da Frígia e ao bispo de Roma Eleutério, a fim de que se empenhassem na reconciliação. Quando, com a morte de Maximila (179), o fim do mundo por ela profetizado para aquele momento não se verificou, o movimento não se desconcertou, mas a frenética expectativa do fim foi aos poucos minguando nos montanistas, sem no entando extinguir-se completamente (cf. a relação de Firmiliano, Cipr., Ep. 75,10).

Começou nova fase do movimento (a partir de 200 aprox.), caracterizada principalmente por uma acentuação do rigorismo moral. Com isto estava preparado o desenvolvimento, com o qual o montanismo se auto-supera gradualmente dentro da própria Igreja. O movimento fez a experiência de que o espírito profético não podia naquela circunstância ter êxito, coisa que, antes dele, a igreja primitiva já havia provado. O representante mais importante do montanismo da segunda geração foi Tertuliano que, em 207, passou para o montanismo, sobretudo pelo motivo de seu forte rigor ético. Os numerosos escritos ascéticos e dogmáticos do período posterior ilustram, portanto, a personalidade de Tertuliano montanista, mas do que dão um quadro do movimento. Contudo, também Tertuliano reconheceu expressamente a função histórico-salvífica que Montano se havia arrogado. Com ele, qual Paráclito, ter-se-ia aberto nova fase da revelação divina, além da neotestamentária.

A história posterior do movimento não registra mais, como é natural, momentos de particular destaque. Os montanistas são ainda mencionados pelos escritores eclesiásticos posteriores, comparecem nas listas dos hereges, e são mencionados regularmente nas leis estatais contra os hereges, até o séc. VI. Isto não depõe necessariamente a favor de uma sobrevivência de certo modo significativa do movimento. Apenas na Frígia, e sobretudo em Pepuza, parece que a igreja montanista tenha continuado a manter alguma vitalidade. Pepuza foi a sede do governo da seita, dotada de uma estrutura organizativa intercomunitária (Jerônimo, Ep, 41,3s). No séc. IV, Epifânio (Haer. 49,1,2-4) fala de alguns montanistas que, para receberem a aparição de Cristo, dormiam no templo.

(“Dicionário Patrístico e de Antiguidades Cristãs”, Ed. Vozes e Ed. Paulinas, 2002, pp. 959-960)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Os piores momentos da música gospel

1) Nunca invente uma voz de criança no meio da canção, como se você fosse um dublador fracassado ou um ventríloquo que esqueceu o boneco em casa:



2) Tome cuidado com os gritinhos no uh-uh-uh, principalmente se você está cantando "Jesus loves you". Os ouvintes poderão pensar que você os odeia:



3) Se você apresentar um programa evangélico na TV, e alguém desprovido de qualquer talento ligar pedindo pra cantar uma música que ele quer gravar, procure se controlar para não cair na gargalhada. Lembre-se, principalmente, de recomendar ao seu companheiro apresentador a não tentar enganar o candidato a cantor gospel e cair na besteira de dizer que a performance do desafinado taquara-rachada é ex-ce-len-te (esse é sensacional):

domingo, 6 de junho de 2010

Lutero e a verdadeira riqueza

Martinho Lutero (1483-1546) pregou sobre o Sermão da Montanha (Mateus 5-7) semanalmente entre novembro de 1530 e abril de 1532, sendo suas anotações compiladas e publicadas logo em seguida. Lutero pregava sobre o evangelho de Mateus às quartas-feiras e sobre o evangelho de João aos domingos, o que revela uma certa busca de equilíbrio ao falar sobre a prática da vida cristã no meio da semana, reservando o dia do Senhor para as reflexões mais teológicas. Lutero analisou a fundo cada uma das bem-aventuranças de Mateus 5, e ao se deter sobre os bem-aventurados "pobres de espírito" do v. 3, faz algumas observações bastante interessantes que contrastam gritantemente com a interpretação exótica que muitos "teólogos" da prosperidade encampam modernamente. O texto completo desta bem-aventurança de Mt 5:3 pode ser lido no site e-cristianismo, mas destaco aqui alguns trechos:

Assim como essa prédica é amável e doce para os cristãos que são seus discípulos, do mesmo modo ela é aborrecedora e insuportável para os judeus e seus grandes santos. Pois já no início, ele lhes desfere um duro golpe com essas palavras, refuta e condena seu ensino e sua pregação, ensinando justamente o contrário, sim, proferindo um ai sobre sua vida e seus ensinamentos, conforme o refere Lucas 6[.24-26]. Pois a suma de seus ensinamentos era a seguinte: se uma pessoa é bem-sucedida aqui na terra, essa é bem-aventurada e está em boa situação. É nesse sentido que iam todos os seus pensamentos: se fossem piedosos e servissem a Deus, Deus lhes iria dar tudo na terra e não lhes deixaria faltar nada, como diz Davi a seu respeito no Salmo 144[.8,13,14]; esta é a sua doutrina:? "que todos os cantos e celeiros estejam abarrotados de provisões e as pastagens cheias de ovelhas que procriam muito e muitas vezes, e que o gado produza muito. E que, além disso, não sejam atingidos por nenhum dano, nem prejuízo, nem desgraça ou praga. A esses chamam de pessoas bem-aventuradas", etc.

Contra isso, Cristo ergue sua voz, dizendo que é preciso algo mais do que ter o suficiente aqui na terra, como a dizer: caros discípulos, quando forem pregar ao povo, irão constatar que todos ensinam e creem o seguinte: quem é rico, poderoso, etc., é completamente bem-aventurado e, por outro lado, quem é pobre e miserável, esse está rejeitado e condenado por Deus. Os judeus estavam firmemente persuadidos da crença de que, se uma pessoa é bem-sucedida, isso seria um sinal de que Deus lhe era gracioso, e vice-versa. A razão para isso era o fato de terem muitas e grandes promessas de bens terrenos e corporais da parte de Deus, que ele queria dar aos piedosos. Nisso confiavam, pensando que, se tinham essas coisas, estariam bem com Deus. O livro de Jó também foi escrito com esse objetivo, pois sobre esse ponto seus amigos discutem e debatem, insistem em que ele devia ter grande culpa perante Deus e o apontam como quem estava sendo castigado por causa disso. Por isso deveria confessar sua culpa, converter-se e começar uma vida pia, assim. Deus novamente tiraria o castigo, etc.

Por isso, essa prédica era necessária no começo, a fim de acabar com essa ilusão e arrancá-la do coração como um dos maiores empecilhos para a fé, que fortalece no coração o verdadeiro ídolo Mamon. Pois essa doutrina não podia resultar em outra coisa senão que as pessoas se tornassem avarentas e cada qual só tivesse uma preocupação: ter o suficiente e dias bons, sem qualquer carência e adversidade. E todos foram levados a pensar: se for bem-aventurada a pessoa que está bem de vida e tem o suficiente, então tenho que dar um jeito para não ficar para trás.

É isso que o mundo inteiro crê ainda hoje, especialmente os turcos que mais confiam e se apoiam nessa crença, concluindo que não seria possível que tivessem tanto sucesso e tantas vitórias, se não fossem o povo de Deus e se ele não lhes fosse mais favorável do que a outros. Entre nós, todo o papado igualmente crê nisso, e o fundamento de sua doutrina e vida é ter suficiente; baseados nisso, se apropriaram dos bens do mundo inteiro, como está à vista de todos. Em suma, essa é a crença ou a religião maior e mais difundida na terra, na qual todos os seres humanos permanecem segundo a carne e o sangue, e também não conseguem considerar outra como salvação. Por isso, Cristo prega um sermão totalmente novo para os cristãos. Se estão passando por dificuldade, sofrem pobreza e têm que dispensar riqueza, poder, honra e dias bons aqui na terra, não obstante serão bem-aventurados e receberão não uma recompensa temporal, e, sim uma recompensa diferente, eterna; no Reino dos céus eles terão abastança.

[...]

Tudo isso, para dizer que, enquanto vivemos, não façamos outro uso dos bens temporais e das necessidades corporais como o faz um hóspede num lugar estranho, onde passa a noite e pela manhã segue seu caminho. Ele nada mais precisa do que comida e cama, e não deve dizer: isto aqui é meu. Aqui quero ficar. Nem deve tomar posse da propriedade, como se lhe coubesse de direito. Senão terá que ouvir em breve o dono da casa dizendo: meu caro, acaso não sabes que és hóspede aqui? Segue teu caminho e vai para o lugar que te compete. O mesmo se dá aqui. Os bens temporais que tens, Deus tos deu para esta vida e te permite que os uses e enchas com eles o saco de vermes que carregas pendurado no pescoço. Mas não te prendas nem amarres neles o coração, como se quisesse viver eternamente, e, sim, como alguém que sempre segue adiante em busca de outro tesouro mais elevado e melhor que é teu e o será eternamente.

(LUTERO, Martinho. Prédicas semanais sobre Mateus 5-7 in Obras Selecionadas. São Leopoldo: Sinodal, Canoas: ULBRA, Porto Alegre: Concórdia. 2005,Tradução: Ilson Kayser, vol 9, .pp. 28-35)

sábado, 5 de junho de 2010

A estranha vida sexual da seleção argentina

Que o obelisco é o maior símbolo fálico do mundo, gloriosamente plantado na Av. 9 de Julio em Buenos Aires, os próprios argentinos sabem e se vangloriam. Que eles jogam futebol (quase) tão bem quanto os brasileiros, isso também é público e notório. Agora, parece que o jejum de 24 anos sem ganhar uma Copa está misturando as estações de los hermanos, conforme comenta o jornalista argentino Ariel Palacios, correspondente do Estadão e da Globo News naquele país, em seu blog:

Do outro lado do rio da Prata, enquanto isso, o assunto não são as declarações de bens presidenciais, mas sim as declarações de Carlos Salvador Bilardo, manager da seleção argentina, que prometeu publicamente que, em caso de vitória de seu país na Copa do Mundo na África do Sul, está disposto a ter sexo anal.

Bilardo, o segundo homem na hierarquia da seleção argentina depois do técnico Diego Armando Maradona, indicou que aceitará que o jogador protagonista do gol da hipotética vitória argentina seja o encarregado de praticar-lhe sexo anal. As declarações de Bilardo foram realizadas no canal de TV “Telefé” ao apresentador Matías Martín, no programa “Vértigo” (Vertigem).

“Se a Argentina for campeão, não me importa”, explicou Bilardo, para ressaltar que considera mais importante a obtenção da Copa do que a oferta de seu esfíncter anal.

Perante o olhar estupefato de Martín, que o entrevistava, Bilardo – médico de profissão e ex-técnico da seleção argentina de 1986 e 1990 – aprofundou sua explicação indicando que estava consciente que o sexo anal poderia implicar em dor. “Mas como o senhor sabe disso?”, inquiriu Martín. “Sei porque fazíamos retoscopias…e não sabe como os jogadores gritavam!”, ilustrou Bilardo, impassível.

POSIÇÕES APTAS PARA A COPA - Bilardo também recomendou aos jogadores argentinos que, na hora de manter relações sexuais, optem na posição de baixo. “Que eles deixem que as moças fiquem em cima. Elas são jovens, e portanto, que elas façam o trabalho”, ressaltou, para justificar a coreografia sexual que considera mais adequada para os tempos de Copa do Mundo.

Há duas semanas o técnico da seleção, Diego Armando Maradona, prometeu que em caso de conquistar o troféu da FIFA retirará sua vestimenta e correrá “en bolas” (expressão da gíria hispano-americana para referir-se à nudez) ao redor do Obelisco, o monumento-símbolo da cidade de Buenos Aires.

A série de promessas também expandiu-se mais além dos envolvidos de forma direta com o futebol. Esse foi o caso de uma das principais sex symbols do país, a modelo e playmate Luciana Salazar, que comprometeu-se a posar totalmente nua na frente do Obelisco em caso de vitória da Argentina na África do Sul.

SEXO ORAL – Bilardo fez referências ao sexo anal nesta semana. Mas, no ano passado, foi a vez do técnico DA Maradona de gerar polêmica com sua proposta de sexo oral aos jornalistas que cobriam o decisivo jogo da seleção argentina contra o Uruguai.

“Podem me chupar…e continuar chupando”, disse Maradona em frase direcionada aos jornalistas argentinos, que nos últimos meses desferiram intensas críticas contra a forma como Maradona treinava os “muchachos” da seleção.

Depois, reiterou o convite: “que a mamem” (“mamar” é a expressão usada em alguns países hispano-falantes, entre eles a Argentina, para designar a prática do sexo oral).

Em menos de uma hora, Maradona repetiu três vezes sua proposta de fellatio com os jornalistas, aos quais também chamou de “filhos da p…”.

De quebra, ao ser consultado por um jornalista de Buenos Aires, Maradona, antes de responder a pergunta, observou com outra referência sexual: “você tem uma dentro”.

Já o Yahoo Esportes acrescenta (mais) um detalhe grotesco:

Tevez explica por quê dorme sozinho na concentração argentina


O atacante argentino Carlitos Tevez tem uma razão no mínimo exótica para ser o único jogador da seleção sem ter um companheiro de quarto. Se você pensa que é apenas uma questão de número (se são 23 atletas, logicamente alguém fica sozinho), então leia a declaração do jogador logo abaixo:

"Se estou dormindo, não gosto de TV ligada e também gosto de andar pelado a todo momento", surpreendentemente declarou o argentino. Tevez aproveitou para negar qualquer tipo de problema de relacionamento com outros atletas da equipe, e frisou ser apenas uma questão pessoal a opção de ficar sozinho no quarto.

Mesmo após boa temporada pelo Manchester City, o jogador será reserva na seleção. Higuaín e Milito brigam pela vaga ao lado do craque Messi.

Perfeitamente compreensível, portanto. Se o Tevez vestido é a versão portenha do famoso "cão (perro) chupando manga", imagine pelado... ou, como diria o outro, vai que o rapaz dorme com as nádegas pra cima e alguém tropeça...

Suspeitas também são as práticas da seleção argentina nos seus treinos recreativos. A equipe perdedora fica debaixo da trave na posição em que Napoleão perdeu a guerra, e os colegas da equipe vencedora chutam bolas em seus traseiros. Estranha fixação...





Resumo da ópera: Parece que o saudoso cronista Sérgio Porto, mais conhecido pelo apelido de Stanislaw Ponte Preta, continua inspirando as tolices mundo afora. Ele, que criou o FEBEAPA - Festival de Besteiras que Assolam o País -, se vivo fosse, bem que podia cobrar direitos autorais pelo FEBEACOMU - Festival de Besteiras que Assolam a Copa do Mundo. Dunga, Jorginho, Maradona, Bilardo, Tevez, a concorrência é feroz...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Beautiful songs - 5

The House of Rising Sun ("A Casa do Sol Nascente") é uma antiga canção folclória norteamericana de origem desconhecida, com uma letra triste que revela o lamento dolorido por uma vida mal vivida e a sua esperança de redenção. Suas gravações mais conhecidas foram gravadas por The Animals, Frijid Pink e Bob Dylan, mas segue a baixo a belíssima versão reggae de Gregory Isaacs:




House Of The Rising Sun

There is a house in New Orleans
They call the Risin' Sun
And it's been the ruin of many a poor boy.
And God, I know I'm one.

My mother was a tailor.
She sewed my new blue jeans.
My father was a gamblin' man
Down in New Orleans.

Now, the only thing a gambler needs
Is a suitcase and a trunk
And the only time that he's satisfied
Is when he's all a-drunk.

Oh, Mother, tell your children
Not to do what I have done.
Spend your lives in sin and misery
In the house of the risin' sun.

Well, I've got one foot on the platform.
And the other's on the train.
I'm goin' back to New Orleans
To wear that ball and chain.

Well, there is a house in New Orleans
They call the Risin' Sun
And it's been the ruin of many a poor boy.
And God, I know I'm one

A Casa do Sol Nascente


Há uma casa em New Orleans.
Eles a chamam de Casa do Sol Nascente'.
E tem sido a ruína de muitos garotos pobres
E, Deus, Eu sei que sou um deles.

Minha mãe era costureira
Ela costurou meus novos jeans
Meu pai era um apostador
Em New Orleans.

A única coisa que um apostador precisa
É uma mala e um baú
E a única hora que ele se sente satisfeito
É quando está completamente bêbado.

Oh mãe, diga as suas crianças,
Para não fazerem o que eu fiz
Desperdiçar suas vidas em pecados e miséria
Na casa do sol nascente

Com um pé na plataforma
E o outro no trem
Estou voltando para New Orleans
Para colocar novamente aquelas correntes

Há uma casa em New Orleans.
Eles a chamam de Casa do Sol Nascente'.
E tem sido a ruína de muitos garotos pobres
E, Deus, Eu sei que sou um deles.

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