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sábado, 24 de março de 2012

Quando tocam o hino que debocha do teu país na hora de receber a medalha

Manja aquela emoção toda de subir ao pódio para receber a medalha de ouro enquanto tocam o hino sacrossanto do teu país? Provavelmente não, já que poucas pessoas têm essa honra na vida, mas dá para imaginar como é que o vencedor se sente. E se o DJ da cerimônia, talvez na pressa de baixar o hino, não percebeu que a música, na verdade, se trata de uma sátira muito ofensiva do teu país? Pois é isso o que aconteceu com Maria Dmitrienko, do Cazaquistão, que foi campeã numa competição de tiro ao alvo no Kuwait, e na hora de por a mão no peito e se preparar para a homenagem, teve que ouvir o "hino-deboche", que fala, entre outras barbaridades, que as prostitutas do país são as mais "limpinhas" da região (com exceção das colegas do Turcomenistão), que lá existe um gueto judeu chamado JewTown, que o sistema de abastecimento de água elimina 80% dos dejetos humanos e, por fim, convida os estrangeiros a visitarem ao país para tocar no "poderoso pênis" do líder deles. Para piorar o "impiorável", o "hino" fake é cantado em inglês (que deve parecer russo para quem só fala árabe) e veio do filme Borat, que satiriza impiedosamente o Cazaquistão. Depois do incidente, ao perceberem a tragédia diplomática que acabara de ser consumada, os organizadores do torneio trataram de pedir desculpas oficiais e marcaram uma nova cerimônia de premiação, desta vez com o hino correto do país. No primeiro vídeo abaixo, aparece a coitada da Maria Dmitrienko, constrangida durante a execução do "hino", e no segundo vídeo está a versão com letras do hino de Borat. Agora esta coisa de tocar o hino do Cazaquistão em cerimônias oficiais é uma espécie de tragédia anunciada: não dá certo nem no próprio país. No terceiro vídeo abaixo, durante o recente festival de esqui em Kostanay, lá mesmo, na hora das autoridades se perfilarem para a execução do hino nacional, o DJ local mandou ver "Livin' la Vida Loca", do Ricky Martin. Constrangimento geral:







Agora, vamos homenagear o Cazaquistão com o seu verdadeiro hino, acompanhado de belas imagens do país:



O Cazaquistão foi uma das 15 repúblicas que formaram a extinta União Soviética, cujo desaparecimento, apesar de comemorado mundo afora, teve pelo menos um triste efeito colateral: baniu para sempre um dos mais belos hinos nacionais já compostos pelo talento humano, o da finada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que os menos jovens nunca se cansaram de ouvir nas cerimônias olímpicas de premiação, já que eles ganhavam quase tudo. Independentemente do que se pense daqueles tempos comunistas, o mundo nunca pode se esquecer que, se hoje estamos livres do nazismo - que esteve por um fio de vencer a guerra -, isso se deve em grande parte ao sacrifício de mais de 20 milhões de russos, moídos no morticínio em levas sucessivas de milhares de combatentes que se batiam contra as (até então) invencíveis forças alemãs, e boa parte deles tombou na cruel Batalha de Stalingrado, que marcou a primeira grande derrota de Hitler e a virada definitiva no curso do conflito. Este episódio deverá ser sempre lembrado e contado para as novas gerações. O hino belíssimo da URSS era esse:





segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Governo do Cazaquistão quer controlar religiões

Depois do Tadjquistão, agora é a vez de outra ex-república soviética de maioria muçulmana, o Cazaquistão, começar a tomar medidas rígidas visando reprimir aquilo que eles chamam de "extremismo religioso ideológico". Aparentemente, se trata de uma preocupação em evitar o radicalismo islâmico que perturba a região central da Ásia, mas na mesma bacia vão todas as religiões do país. O programa de controle da religião se chama, curiosamente, "Um País, Uma Nação", ainda que a maioria muçulmana não seja tão expressiva assim e a convivência entre as religiões seja tranquila comparativamente aos padrões da região, já que existe uma antiga tradição de tolerância religiosa. Há uma forte presença de cristãos de origem russa na composição demográfica do Cazaquistão, que, também por ser um país vital no tênue balanço da produção e comércio mundial de petróleo, recebe muitos ocidentais. O nome do programa foi dado pelo próprio presidente cazaque, Nursultan Nazarbaev, que declarou textualmente: "É necessário suprimir estritamente o avanço da ideologia religiosa extremista no país, em especial as ações abertas que objetivam minar o sistema constitucional, além de se tornar uma ameaça às vidas e a saúde dos cidadãos". Só que, com base nessas premissas, atitudes aleatórias, desmedidas e aparentemente injustificadas estão sendo tomadas, como o fechamento da mesquita de Ahmadi, em caráter ainda provisório devido a uma liminar judicial, e o processo criminal contra um pastor protestante que orava por uma pessoa doente, sob a alegação de que estava colocando a saúde dela em risco. A cristã Igreja de Nova Vida também teve que mudar seu local de reunião, após o fechamento do templo em que estava devidamente registrada. Sinais enigmáticos vêm do Cazaquistão, justo o país que - inadvertidamente - fez sucesso nos cinemas do mundo todo com um personagem de humor duvidoso, o Borat (criado e interpretado por um judeu britânico)...

As informações acima foram colhidas do site Eurasia Review, e a notícia abaixo é da Rádio Vaticano:

CAZAQUISTÃO: "UMA NAÇÃO, UMA RELIGIÃO"

Roma, 1º ago (RV) - “Uma nação, uma religião”. Esta é a posição expressa no Cazaquistão pelo Departamento para Assuntos Religiosos, que está preparando um programa definido como projeto de “Desenvolvimento do Islã moderado”. O Presidente cazaque, Nursultan Nazarbayev, declarou na semana passada que “é necessário suprimir com decisão a propagação da ideologia de extremistas religiosos”, especialmente as atividades voltadas “a desestabilizar o sistema constitucional”.

No país – refere a agência AsiaNews - também foram anunciadas reformas para aumentar o controle estatal sobre os grupos religiosos. Declarações que causam grande preocupação nas minorias porque já no mês de abril, o Presidente Nazarbayev tinha invocado um maior controle contra uma não especificada “ideologia religiosa extremista”.

De acordo com fontes locais, o Departamento para Assuntos Religiosos, criado no último dia 18 de maio, também está pedindo para que a lei sobre a liberdade religiosa seja ainda mais restritiva. A superfície do Cazaquistão é nove vezes maior do que a Itália. A população é de quase 16 milhões de habitantes. Os muçulmanos são mais de 70%, os cristãos 25% e os budistas 5%. (SP)

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