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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Preso pastor que circuncidava fiéis com tesoura na Costa Rica

Essa estranha mistura que alguns judaizantes fazem entre cristianismo e judaísmo continua produzindo loucuras mundo afora.

É uma profusão de arcas, shofares, bandeiras, vestes e danças hebraicas, que apenas revelam que para certos "cristãos" o sacrifício de Cristo já não é mais suficiente.

Tente imaginar a trágica cena: um tarado travestido de pastor inventa um rito de circuncisão para tocar nos pênis dos homens adultos (no caso costarriquenho também um menor de idade) de sua congregação.

Isto tem outro nome: fetiche! Assim como não deixa de ser fetiche os usos e costumes judaicos que alguns hereges tentam introduzir naquilo que entendem por "cristianismo".

Como já dizia o profeta Oseias (4:6), "o meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento".

No fundo, é uma falta de respeito com ambas as religiões e com a singeleza e singularidade das revelações, tradições e rituais que são próprios de cada uma delas. 

Ao judaísmo o que é do judaísmo, e ao cristianismo o que é do cristianismo, e que todos convivamos tolerantemente bem com nossas semelhanças e diferenças. Simples assim.

A notícia é do Terra:

Pastor é preso por circuncidar fiéis com tesouras na Costa Rica

As autoridades judiciais da Costa Rica detiveram nesta quarta-feira um pastor de uma igreja evangélica que foi denunciado por abusos sexuais e por circuncidar fiéis com tesouras.

O pastor de sobrenome Gutiérrez e de 44 anos de idade foi interrogado hoje pelas autoridades e está preso na comunidade de Santa Cruz, província de Guanacaste, a 280 quilômetros de San José, informou hoje a imprensa local.

Segundo os depoimentos dos litigantes, divulgados pelo jornal Diario Extra e o Canal 7 da televisão local, o pastor abusou sexualmente de pelo menos quatro pessoas, uma delas menor de idade, com a justificativa de expulsar o demônio de seus corpos através da unção de seus genitais.

Além disso, um homem, identificado somente pelo seu sobrenome Arroliga, denunciou que teve seu órgão sexual mutilado durante uma circuncisão feita pelo pastor com tesouras, analgésicos e gaze.

"Ele anestesiou minha genitália e, utilizando tesouras, fez dois cortes no meu prepúcio, o que provocou muito sangramento, depois fez um curativo com uma gaze", declarou Arroliga ao Diario Extra.

O homem relatou que ficou sem poder andar por três dias e que a intervenção lhe trouxe problemas de saúde e na relação com sua companheira.

José Flores, supervisor nacional da igreja evangélica, disse ao jornal que o sacerdote foi suspenso após reconhecer que ele tinha realizado uma circuncisão sem ser médico. O caso está sendo investigado pelas autoridades e o pastor pode ser acusado por abuso sexual e lesão corporal.



sexta-feira, 31 de maio de 2013

Corte Interamericana quer obrigar Costa Rica a permitir inseminação artificial

A notícia vem da agência católica Zenit. Considerando que a fertilização in vitro é uma prática rotineira permitida em muitos países do mundo (inclusive no Brasil), a grande questão que fica no ar e não é respondida no artigo é a seguinte:

- por qual razão um casal que quer ter filhos e não é religioso tem que se submeter a considerações religiosas para realizar seu sonho de serem pais?

Corte Interamericana condena Costa Rica por não aprovar a inseminação artificial

Um documento internacional, no entanto, defende as razões do país centro-americano

Roma, 27 de Maio de 2013
Ilaria Nava

Médicos, filósofos, biólogos e, especialmente, juristas estão entre os signatários de um novo e importante documento de bioética elaborado a propósito de um caso internacional. Trata-se da Declaração de Guanajuato, de 20 de abril, firmada na cidade mexicana homônima por uma equipe multidisciplinar. Em seguida, a declaração foi aberta às assinaturas de todos os que queiram apoiar o seu conteúdo.

O documento é o resultado da análise da sentença do Tribunal Interamericano de Direitos Humanos, que, em 28 de novembro de 2012, condenou a Costa Rica por ter rejeitado a inseminação artificial. No pequeno país da América Central, qualquer forma de fertilização in vitro está hoje proibida. A decisão da Corte Suprema da Costa Rica, em 15 de março de 2000, declarou inconstitucional o decreto que regulamentava tais técnicas, sancionando assim a sua proibição.

Um recente projeto de lei que pretende reintroduzir a inseminação artificial no país foi rejeitado pelo Legislativo em junho de 2011. Mas o recurso de alguns casais contra o Estado levou o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos, que condenou o país por ter proibido a fertilização in vitro. A Declaração de Guanajuato analisa o julgamento, destacando diversos aspectos de legitimidade duvidosa tanto do ponto de vista científico quanto jurídico, sujeitando-os à atenção da comunidade internacional. Por causa desses erros, os signatários da carta afirmam que o seu valor se limita ao caso concreto e não tem força vinculativa para o Estado.

"O termo 'concepção', referido no artigo 4.1 da Convenção Americana sobre os Direitos Humanos, deve ser entendido da mesma forma com que foi definido quando da sua assinatura em 1969, isto é, como a união de óvulo e espermatozoide. O argumento de que a implantação no útero seria o fato definidor da concepção é falso; a implantação termina o ciclo da concepção, que, entre outras coisas, permite diagnosticar a gravidez. A prática de fertilização in vitro mostra que o desenvolvimento do embrião começa no momento da fecundação".

Na pequena república centro-americana, que é um dos países mais avançado do mundo na proteção dos direitos das pessoas com deficiências e no qual o aborto é proibido, a sentença do tribunal acendeu as reações da opinião pública. A procuradora da República, Ana Lorena Brenes, continua defendendo a tese da proibição da inseminação artificial: "O embrião tem direito à vida e nós estamos surpresos de ter sido condenados por proteger a sua existência".

O jornal local Diario Extra já tinha condenado duramente as pressões exercidas sobre o país pela Corte Interamericana em favor da introdução das técnicas de inseminação artificial. O presidente da Conferência Episcopal da Costa Rica e arcebispo de San José, dom Hugo Barrantes Ureña, tinha manifestado as razões pelas quais convidava o legislativo a não aprovar a normativa: "É uma técnica que, para atingir os seus objetivos, elimina, em seu processo, um grande número de embriões fecundados, ou seja, vidas humanas nascentes".

Além disso, ao expressar "solidariedade aos cônjuges que não podem satisfazer o desejo legítimo de ter filhos", ele destacou que "uma criança é sempre um dom" e, portanto, nunca um meio para "satisfazer uma necessidade ou um desejo, porque a sua dignidade inviolável de pessoa exige que ela sempre seja tratada como um fim".



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