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sábado, 22 de abril de 2017

Sobre falar, engasgar e soltar pum


Alegre o seu feriadão com a leitura divertidíssima da crônica de Luis Fernando Verissimo, publicada no Estadão em 06/04/17:

Em comum

Uma das teorias sobre o nascimento de fonemas é que o ser humano teria começado a imitar os sons dos animais, sendo a última vez em que o mundo teve uma linguagem comum

O homem é o único animal que fala pela mesma razão que é o único animal que se engasga. Algo a ver com a localização da laringe. Ou é da faringe? Enfim, algo no homem lhe dá o dom da expressão verbal que nenhum bicho tem, mas os bichos, em compensação, nunca se veem na situação embaraçosa de dizer o que não deviam ou se engasgar na mesa.

O fato também sugere uma questão: foi a necessidade que o homem — ou, mais provavelmente, a mulher — sentiu de falar que determinou a eventual localização privilegiada da laringe, ou foi o acaso da laringe humana evoluir como evoluiu que determinou a fala?

O ser humano desenvolveu a fala por um acidente anatômico e assim virou gente ou a linguagem foi uma etapa lógica da sua evolução, porque para ser gente só faltava falar?

O próprio Darwin chegou a especular que a fala começou com a pantomima, com os órgãos vocais inconscientemente tentando imitar os gestos das mãos.

A linguagem oral teria se desenvolvido porque, antes da invenção do fogo, a linguagem gestual não era vista no escuro e as pessoas, ou as pré-pessoas, não podiam se comunicar. A linguagem é filha da noite!

Teorias estranhas sobre a origem da linguagem não faltam.

No século XVII um filólogo sueco afirmou com certeza que no Jardim do Éden Deus falava sueco, Adão falava dinamarquês, e a serpente falava francês (Sempre a má vontade com os franceses).

Na sua infância — a palavra “infância”, por sinal, vem do latim “incapacidade de falar” — a humanidade não produzia palavras mas certamente produzia sons, e uma das teorias sobre o nascimento de fonemas é que o ser humano teria começado a imitar os sons dos animais para identificá-los e que esta foi a última vez em que o mundo teve uma linguagem comum.

Foi chamada de “teoria bow-wow”, e o nome já a desmentia, pois “bow-wow” é como latem os cachorros anglo-saxões, enquanto os luso-brasileiros fazem “au-au” e os japoneses, segundo os japoneses, “bau-bau”.

A única linguagem comum a toda a humanidade é a dos ruídos involuntários do nosso corpo.

Toda a espécie humana espirra e tosse da mesma maneira, não há como variar a pronúncia de um arroto e nada simboliza melhor a nossa igualdade intrínseca do que o pum, que todos dão da mesma maneira, não importa o que digam do pum alemão.

Eis uma receita para o entendimento, inclusive entre os grupos e facções em choque no Brasil de hoje, esquerda x direita, políticos x Lava-Jato etc. Todos os confrontos entre partes litigantes deveriam começar com um coro de ruídos elementares, para enfatizar nossa humanidade em comum.



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Garoto africano abandonado por "bruxaria" ganha vida nova 1 ano depois

O menino chamado Hope ("Esperança" em português), um ano depois de ser resgatado, tudo a ver. 

A matéria é do G1 Mundo:

Um ano depois, menino abandonado por 'bruxaria' tem foto recriada na Nigéria

Hope, de três anos, começou a frequentar escola exatamente um ano após ser resgatado desnutrido e vagando pelas ruas por voluntária dinamarquesa.

Exatamente um ano após ser resgatado das ruas desnutrido e abandonado, acusado de bruxaria, o menino Hope começou esta semana a frequentar uma escola na Nigéria. A dinamarquesa Anja Ringgren Lovén, que o retirou das ruas, recriou a foto do dia em que o encontrou pela primeira vez, em 30 de janeiro de 2016, e deu a ele água.

Desta vez, porém, Hope aparece bastante saudável, usando tênis e roupas novas e com uma pequena mochila nas costas. As duas imagens têm exatamente um ano de diferença, segundo Anja, mas a de 2017 marca o primeiro dia em que o menino de três anos foi para a escola.

No ano passado, a imagem da dinamarquesa dando água e biscoitos ao menino, nu e extremamente magro, impressionou pessoas em todo o mundo e ajudou a arrecadar mais de US$ 1 milhão, segundo o jornal britânico “Independent”.

Oito semanas depois, Anja divulgou novas fotos que mostravam a primeira etapa da recuperação de Hope, já com uma aparência completamente diferente e brincando com outras crianças na instituição que ela mantém com seu marido, David.

Há quatro anos o casal criou a African Children’s Aid Education and Development Foundation, uma instituição que abriga mais de 30 crianças, todas abandonadas após serem acusadas de bruxaria.

Em uma entrevista ao Huffington Post, Lovén contou que em sua primeira visita à Nigéria conheceu uma criança que havia sido espancada quase até a morte por causa da superstição. Sem conseguir esquecer o caso, ela vendeu tudo o que tinha na Dinamarca e se mudou para o país africano, onde criou a fundação.

Ela contou ainda que, em janeiro de 2016, recebeu um telefonema com o aviso de que um menino com idade entre dois e três anos estava sozinho nas ruas e sobrevivendo com restos de comida que algumas pessoas davam a ele. Foi então que ela encontrou Hope, que passou oito meses abandonado.

O menino passou por uma transfusão de sangue e um tratamento para eliminar vermes e foi submetido a uma cirurgia para corrigir um defeito congênito na uretra.



quarta-feira, 16 de março de 2016

Dinamarca terá mesquita liderada só por mulheres

Sherin Khankan
A informação é do HuffPost Brasil:

Dinamarca ganha mesquita especial que é liderada totalmente por mulheres

Antonia Blumberg

Uma nova mesquita em Copenhague, capital da Dinamarca, tem todas as características de uma casa de oração muçulmana tradicional, exceto pelo fato de que a Mesquita Mariam é liderada totalmente por mulheres imãs, ou pregadoras no culto islâmico.

A fundadora da mesquita, Sherin Khankan, uma conhecida escritora e comentarista política na Dinamarca, disse ao jornal dinamarquês Politiken que decidiu abrir o templo Mariam, em fevereiro, porque “nunca se sentiu em casa nas mesquitas existentes”.

"Muitas mulheres e jovens nem sequer entram nas mesquitas, que são um espaço patriarcal dominado por homens, no qual um homem tem o chão [para orar], [onde] um homem lidera as orações; os homens são o foco e dominam. É por isso que estamos abrindo uma mesquita sob os nossos termos”, disse Khankan.

Tradicionalmente, homens e mulheres sentam separados durante o culto nas mesquitas, muitas vezes com divisórias entre eles.

Algumas mulheres dizem que essas imposições de separação afetam sua experiência de louvor, ao bloquear a visão do imã.

Khankan, que é uma das imãs na Mesquita Mariam, considera a casa de oração um “projeto feminista”.

“Normalizamos estruturas patriarcais em nossas instituições religiosas. Não apenas no islã, mas também no judaísmo, cristianismo e outras religiões. E gostaríamos de desafiar isso”, disse Khankan à agência France Presse.

A mesquita ficará aberta aos homens na maioria dos dias, exceto nas preces de sexta-feira, segundo a AFP.



segunda-feira, 27 de julho de 2015

Dinamarca bane rituais religiosos no abate de animais


O governo dinamarquês anunciou na última semana que não será mais permitido o abate de animais de acordo com os preceitos religiosos judeus e islâmicos.

Para que a carne seja consumida de acordo com os princípios de cada uma dessas religiões, uma série de requisitos devem ser obedecidos. No judaísmo, este processo é conhecido como "kosher" e no islamismo, "halal", e para cada um deles existe uma certificação própria.

A legislação comum europeia exige que os animais sejam atordoados ou anestesiados antes de serem abatidos, abrindo uma exceção para judeus e muçulmanos, cuja tradição manda que os animais estejam conscientes no matadouro.

Os legisladores dinamarqueses, desta vez, proibiram qualquer exceção, o que deixa esses grupos religiosos sem opção para o consumo de carne.

As reações não tardaram a vir. Os judeus dinamarqueses acusaram o governo de antissemitismo, enquanto os muçulmanos se queixaram da "clara interferência na liberdade religiosa".

Em entrevista à TV2 da Dinamarca, o Ministro da Agricultura, Dan Jørgensen, defendeu a nova lei dizendo que "os direitos dos animais vêm antes da religião".

A repercussão já se fez sentir em Israel, onde o Ministro de Assuntos Religiosos, rabino Eli Ben Dahan, disse que "o antissemitismo europeu está mostrando as suas verdadeiras cores por toda a Europa, e está se intensificando na esfera governamental".

O grupo islâmico "Halal Dinamarquês", por sua vez, lançou uma petição contra o banimento, dizendo que a nova legislação "limita os direitos de muçulmanos e judeus em praticar sua religião na Dinamarca.

A informação é do jornal britânico The Independent.



domingo, 9 de março de 2014

Dinamarca diz que poluição sonora ofende direitos humanos


O que vai ter de gente querendo para que essa "moda" pegue no Brasil! A notícia é do UOL:

Justiça da Dinamarca decide que barulho viola direitos humanos

Moradores da Dinamarca ganharam na Justiça o reconhecimento de que a poluição sonora viola os direitos humanos.

A mais alta corte do país dedicada a assuntos ambientais considerou inaceitável o sofrimento físico e psicológico causado pelo barulho de obras públicas realizadas na capital do país, Copenhague.

O epicentro da polêmica é a construção de uma nova linha de metrô. Uma das estação fica próxima à Igreja de Mármore, um dos principais pontos turísticos da capital dinamarquesa.

Ali o barulho chega a superar a faixa de 75 decibéis, maior do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O tribunal afirmou que a Dinamarca não respeitou a convenção internacional e obrigou as autoridades a consultar os cidadãos sobre a poluição auditiva.

A corte também proibiu que obras sejam realizadas durante a noite.

A psicóloga Maya Glem, que mora perto da futura estação de metrô, diz usar protetores auditivos para enfrentar o som das britadeiras e dos martelos.

"Estou muito preocupada com os meus filhos. A OMS diz que esse barulho pode causar deficiências auditivas, prejudicar a concentração e criar dificuldades de motivação e de comunicação", afirmou ela à BBC.

O dinamarquês Tom Manzcak alega que vem sofrendo depressão por causa do barulho.

"É incrível que em um país como a Dinamarca, que se orgulha de respeitar os direitos humanos como nenhum outro, não olha para o seu próprio quintal", critica.

Prazos

As autoridades locais argumentam, entretanto, que as obras não podem parar, sob pena de não cumprirem o prazo.

Segundo elas, é preciso avançar pelo menos 30 metros de túnel todos os dias. Caso contrário, haverá atrasos, o que elevará o custo das obras.

O objetivo é concluir a construção até 2018 a um custo estimado de US$ 3,9 bilhões (R$ 9,1 bilhões).

A nova linha faz parte do sistema integrado de transportes da cidade, considerada uma das mais "verdes" da Europa.

Para contornar o problema, o governo dinamarquês liberou verbas da ordem de US$ 15 milhões (R$ 35 milhões) para indenizar moradores afetados pelo barulho.



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