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domingo, 6 de novembro de 2016

Obesidade infantil em busca de novos tratamentos

Artigo publicado no HuffPost Brasil:

Diga não às dietas em crianças e 
respeite a fome do seu filho

Sophie Deram

A maioria dos programas de "combate" à obesidade infantil incentivam as crianças a "fechar a boca e malhar", ou seja, é a responsabilidade da criança reduzir o que ela come e aumentar exercício físico com a ajuda dos adultos ao seu redor. Essa abordagem não tem funcionado e existem razões para isso. Tentativas de tratamento com dietas, remédios e cirurgia, não têm dado resultados satisfatórios e têm muitos efeitos secundários. O corpo volta a engordar na maioria das vezes.

A criança é vítima do seu meio ambiente. Vamos falar de prevenção e não "combate".
Por isso em vez de "combate" deveríamos falar de prevenção e ajudar a ampliar o foco não somente na criança. A noção de "combate" pressupõe que a criança obesa de alguma maneira tem uma responsabilidade na situação na qual se encontra. Existe uma estigmatização da criança obesa como sendo preguiçosa e sem nenhuma força de vontade ou disciplina. Isso prejudica muito essas crianças que na realidade estão presas num corpo sem saber o que fazer para mudar a situação. Isso pode até levar essas crianças a sofrer bullying e depressão.

Fechar a boca e malhar não funcionam.
É claro que ser ativo é saudável, mas excesso de atividade física pode prejudicar. Fazer dieta restritiva desregula o cérebro, aumenta o apetite, a obsessão por comer e o comer emocional. O seu cérebro percebendo uma falta de comida reduz o metabolismo e começa a "economizar". Esses efeitos são ainda mais fortes em crianças que estão em desenvolvimento. Em vez de ajudar a criança com restrições, você estressa o cérebro dela, levando à tristeza, depressão ou mesmo comer escondido. O comer escondido não é uma escolha da criança, dá muita vergonha e isso é o começo de uma vida de compulsão e relação equivocada com a comida, algo difícil de reverter.

Hoje sabemos que quase todo transtorno alimentar começa com uma dieta restritiva. Então, basicamente, fazendo dieta a criança entra no caminho de engordar e/ou de desenvolver um transtorno alimentar. Estudos mostram que adolescentes que fazem dietas aumentam em até três vezes o risco de se tornar obesas quando comparados a outros que não fizeram restrições. Até mais preocupante é o fato do que um estudo mostrou que dietas severas (diminuindo calorias ou pulando refeições) aumentam em 18 vezes o risco de desenvolver transtornos alimentares em adolescentes, enquanto dietas restritivas moderadas aumentam o risco em cinco vezes.

A obesidade infantil é evitável.
Apenas alguns casos são geneticamente inevitáveis. A Organização Mundial da Saúde (OMS) é clara sobre isso: a obesidade é evitável, mas é difícil de tratar. Quando estudamos a genética da obesidade vemos que têm mais do que 500 fatores genéticos associados a obesidade. Todos nós temos um pouco de predisposição à obesidade! Quem puxa o gatilho é o seu meio ambiente, estilo de vida, e também o estresse psicológico, remédios, desregulamento de hormônios, falta de sono e muito mais. Não é só comer demais ou ser preguiçoso!

Hoje está cada vez mais claro e comprovado que devemos enfatizar uma abordagem chamada "mindful eating" ou alimentação consciente. É uma forma compassiva e holística para conseguir-se uma alimentação saudável. Ela não somente foca nos alimentos que comemos, mas também como comemos e como nosso corpo se sente. Devemos respeitar a fome e prestar atenção à vontade e saciedade, conexões emocionais com a comida e os relacionamentos envolvidos em comer. Essa alimentação consciente concentra-se em aspectos positivos e não negativos.

Diga não às dietas em crianças
Devemos urgentemente parar de incentivar a fazer dietas, é uma questão de Saúde Pública! Há muitos anos que sou ativista contra dietas restritivas, especialmente em crianças. Fui até a Câmara dos Deputados em outubro de 2013 para participar de um seminário sobre obesidade infantil e falar sobre "O papel da alimentação no combate a obesidade infantil". Me coloquei como defensora da criança que é muito mais vítima do que culpada dessa dificuldade do excesso de peso.

Ainda em 2013 fui convidada a fazer um TEDx sobre o assunto com a palestra "O peso das dietas". Logo me deparei com o fato do que não adianta falar sobre crianças se você não muda as crenças dos pais e educadores. Finalmente, aceitei em 2014 uma proposta para escrever um livro "O peso das dietas" para alertar os adultos e desse jeito conseguir ajudar as crianças.

Uma notícia sensacional do final de agosto de 2016 foi a decisão da Academia Americana de Pediatria (AAP) de lançar novas diretrizes recomendando a prevenção conjunta da obesidade e de transtornos alimentares em adolescentes. Eles estabelecem de maneira clara que a dieta restritiva é um fator de risco tanto para obesidade, quanto para transtornos alimentares. "O foco deve ser num estilo de vida saudável ao invés de peso". SIM!!

Copio aqui uma tradução das principais recomendações da AAP a pediatras, que são principalmente direcionadas aos pais como agentes de mudança. Pais são incentivados a ser modelos saudáveis, que fornecem acesso fácil à alimentos saudáveis, limitam a disponibilidade de bebidas doces (seja com açúcares naturais ou adoçantes artificias) e oferecem refeições "caseiras" para os filhos. Pais devem ativamente desencorajar dietas e respeitar a fome de todos.

As diretrizes para a prevenção da obesidade e transtornos alimentares em adolescentes:

1. Desencorajar dietas, pular refeições ou remédios. Incentivar uma alimentação saudável e atividade física que pode ser mantida no longo prazo. Procurar um estilo de vida e hábitos saudáveis em vez de focar no peso.

2. Promover uma imagem corporal positiva nos adolescentes. Não encorajar insatisfação com o corpo ou usar essa insatisfação como uma razão para fazer dieta. 

3. Procurar ter mais refeições em família.

4. Incentivar as famílias a não falar sobre o peso (weight talk), mas a falar de alimentação saudável e de ser ativo para se manter saudável. Facilitar alimentação saudável e atividade física em casa.

5. Informar-se sobre uma possível história de bullying (weight teasing) e intimidação em adolescentes com sobrepeso e obesidade e abordar a questão em família.

Você é responsável pela rotina e pela qualidade da comida. A criança é dona da sua fome. Não restrinja o seu filho! Respeite a fome do seu filho!

Referência: Golden N, Schneider M, Wood C (2016). Preventing Obesity and Eating Disorders in Adolescents. Pediatrics: publicado online August 22, 2016.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27550979

*****

Esta informação não se destina a tratar, diagnosticar, curar ou prevenir qualquer doença. Todo o material neste artigo é fornecido apenas para fins educacionais. Procure sempre o aconselhamento do seu médico ou outro profissional de saúde qualificado com qualquer dúvida que tenha a respeito de uma condição médica antes de iniciar qualquer dieta, exercício, ou outro programa de saúde.



quarta-feira, 8 de abril de 2015

Dieta propõe reduzir risco de Alzheimer em 50%


A matéria é do Brasil Post:

Esta dieta pode cortar seus riscos de Alzheimer em 50%

The Huffington Post | De Carolyn Gregoire

E se houvesse uma medida preventiva que pudesse cortar pela metade o risco de desenvolver mal de Alzheimer?

Alguns nutricionistas podem ter encontrado a fórmula: uma dieta mediterrânea com muitos nutrientes e pequenas quantidades de açúcar e gorduras não-saudáveis.

A dieta ganhou o nome de MIND (em inglês, a palavra significa mente e compõe a sigla de intervenção mediterrânea para retardar a degeneração neurológica) e pode ser eficaz mesmo que não seguida à risca, segundo um novo estudo da Universidade Rush . Pesquisadores descobriram que as pessoas que seguiram a dieta de perto tinham uma probabilidade 53% menor de desenvolver Alzheimer. Aqueles que a fizeram de forma moderada baixaram em 35% o risco de desenvolver dessa doença devastadora.

A dieta MIND incorpora elementos da dieta mediterrânea – muito peixe, gorduras saudáveis, vegetais e grãos integrais, uma combinação que pode reduzir o risco de doenças cardíacas e câncer – e da DASH (sigla em inglês para abordagem dietética para evitar a hipertensão) – que tem muitas frutas, vegetais e laticínios de baixo teor de gordura e pode reduzir o risco de hipertensão, ataques do coração e derrames.

Em um comunicado de imprensa, os pesquisadores afirmam que a dieta MIND é mais fácil de seguir que a dieta mediterrânea completa, que exige consumo diário de peixe e várias porções de frutas e vegetais.

Eis um dia típico da dieta MIND:

3 porções de grãos integrais
Uma salada mais um vegetal
Um copo de vinho
Nozes para o lanche
Mirtilo ou morangos
Frango ou peixe
Feijões (dia sim dia não)

Além de ingerir esses alimento saudáveis, o protocolo MIND exige evitar comidas como manteiga e queijo, carne vermelha, doces e comidas fritas ou processadas.

No geral, a dieta “enfatiza comidas baseadas em plantas e consumo limitado de carne animal e comidas com gorduras saturadas, além de especificar o consumo de frutas silvestres e verduras”, diz o estudo.

Para avaliar o efeito protetor da dieta, os pesquisadores olharam para os dados de consumo de comida de 900 americanos mais velhos que já participavam do Projeto Rush de Memória e Envelhecimento. O projeto começou em 1997 e estuda problemas relacionados ao envelhecimento. Em vez de pedir que os voluntários do estudo seguissem a dieta MIND, eles analisaram dados de uma década dos participantes que já se alimentavam segundo os princípios da dieta, assim como aqueles que baseavam sua alimentação nas dietas mediterrânea e DASH.

Ao longo de um período de cinco anos, a equipe coletou dados de incidência de Alzheimer. O estudo controlou vários fatores que têm influência conhecida no desenvolvimento da doença, como educação, atividade física, fumo e condições cardiovasculares.

A equipe descobriu que a dieta MIND reduzia os riscos de Alzheimer em 53%, enquanto a dieta mediterrânea reduzia os riscos em 54% e a DASH, em 39%. Mas, mesmo quando a dieta MIND era seguida de forma parcial, o risco de desenvolver Alzheimer foi reduzido em 35%. No caso das outras dietas, os benefícios foram negligenciáveis.

“Foi surpreendente descobrir que até mesmo os indivíduos que faziam a dieta MIND de forma moderada tiveram redução no risco de Alzheimer”, disse por email ao The Huffington Post Martha Morris, autora do estudo. “Não foi o caso com a dieta DASH ou a mediterrânea. Para ambas, só uma aderência completa mostrou benefícios.”

A explicação deve residir no fato de que a dieta MIND foi desenvolvida especificamente para refletir as pesquisas mais recentes sobre nutrição e cérebro, diz Morris. Se seguida por muitos anos, a dieta é muito promissora na prevenção do mal de Alzheimer.

“As pessoas que se alimentam conforme essa dieta ao longo dos anos têm a melhor proteção”, diz Morris em um comunicado.

Muitos fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença – incluindo genética, ambiente e estilo de vida --, mas a pesquisa sugere que a dieta certamente está entre esses fatores. Portanto, a nutrição pode ser uma medida preventiva eficaz.

A pesquisa foi publicada na edição de março do Journal of the Alzheimer’s Association.



sábado, 25 de outubro de 2014

Banho de sol pode ajudar a emagrecer

A matéria é da BBC Brasil:

Luz do sol pode reduzir ganho de peso e controlar diabetes, diz estudo

A exposição ao sol pode desacelerar o ganho de peso e o desenvolvimento de diabetes tipo 2, segundo pesquisa realizada em ratos.

Cientistas descobriram que a radiação ultravioleta em ratos superalimentados fez com que os animais comessem menos. Mas a vitamina D, produzida pelo corpo em resposta à luz solar, não estaria envolvida no fenômeno, disse o estudo.

Após o tratamento com luz ultravioleta, os ratos do estudo também apresentaram menores sinais de alerta de diabetes tipo 2, tais como níveis anormais de glicose e resistência à insulina (condição em que a insulina produzida pelo corpo é insuficiente ou ineficiente para processar a glicose nas células).

Estes efeitos estavam ligados ao óxido nítrico, que é liberado pela pele após a exposição à luz solar. O mesmo efeito foi obtido quando um creme contendo este composto foi aplicado sobre a pele dos ratos.

Os pesquisadores disseram que os resultados devem ser interpretados com cautela, pois ratos são animais noturnos, cobertos de pelo, e que normalmente não são expostos a muita luz solar.

A descoberta, feita por cientistas de Edimburgo (Escócia), Southampton (Inglaterra) e Perth (Austrália), foi divulgada na publicação científica Diabetes. Mais pesquisas são necessárias para descobrir se a luz do sol tem o mesmo efeito em humanos, disseram especialistas.

"Nós sabemos de estudos epidemiológicos que aqueles que tomam sol vivem mais do que aqueles que passam a vida na sombra. Estudos como esse nos ajudam a entender como o sol pode ser bom para nós", disse Richard Weller, professor de dermatologia da Universidade de Edimburgo.

"Precisamos lembrar que o câncer de pele não é a única doença que pode matar e talvez devessemos equilibrar o nosso conselho de exposição ao sol".

Shelley Gorman, do Instituto Telethon Kids, de Perth, na Austrália, e principal autora do estudo, disse que os resultados mostraram que a luz do sol era um elemento importante de um estilo de vida saudável.

"Eles sugerem que a exposição ocasional da pele à luz solar, juntamente com a prática de exercícios e uma dieta saudável, pode ajudar a prevenir o desenvolvimento da obesidade em crianças".



sábado, 31 de maio de 2014

Receita grega para envelhecer bem


Matéria publicada no Brasil Post:

5 coisas que os gregos podem nos ensinar sobre envelhecer bem

Yagana Shah

Sem dúvida, podemos aprender muito com a cultura grega. Alguns dos maiores (e mais sábios) pensadores que já existiram eram gregos… como Sócrates, Platão e Aristóteles, só para mencionar alguns. Devemos a eles a existência da democracia, as Olimpíadas e do Teorema de Pitágoras. Ah, e não vamos esquecer das delícias culinárias, como o moussaká.

E o país em si, com suas ilhas ensolaradas, rodeadas pelas límpidas águas azuis do Mediterrâneo, onde se fazem algumas das comidas mais deliciosas do mundo – nos levam a conclusão de que é bom ser grego. Mas os gregos não estão apenas vivendo bem, eles também estão vivendo mais.

Ikaria, uma pequena ilha grega, é considerada uma "zona azul" , um dos poucos lugares no mundo onde as pessoas vivem de forma saudável e continuam ativas além dos 100 anos de idade. A porcentagem de pessoas que vivem mais do que 90 anos em Ikaria é muito maior do que a média da Europa inteira.

Uma pesquisa revelou que as pessoas que vivem nessa ilha chegam aos 90 anos três vezes mais do que os americanos, e têm a probabilidade bem menor de desenvolver o mal de Alzheimer ou depressão. Para os pesquisadores, isso não é uma mera coincidência.

O estilo de vida com pouco estresse, o nível de atividade física da população e alguns outros hábitos peculiares à cultura da ilha podem ser o segredo da longevidade dessas pessoas.

Veja cinco coisas que os gregos podem nos ensinar sobre envelhecer com sucesso:

1. Eles sabem dar uma pausa no estresse da rotina diária

Como é o costume em muitos países com climas mais quentes, as pessoas na Grécia pausam no meio do dia para tirar um rápido cochilo para recarregar as energias. Em algumas regiões do país, até as lojas e estabelecimentos comerciais fecham nesse período para que os funcionários possam descansar. O pesquisador da universidade de Harvard, Dimitrios Trichopoulos, diz que apesar do cochilo aparentemente interromper o fluxo do seu dia, ele pode até duplicar a sua produtividade, provendo a energia e aquele pique renovado para a segunda metade do seu dia. É algo que poderia trazer um enorme benefício, especialmente para o ritmo de vida frenético que a maioria de nós enfrenta.

"A maneira em que a vida está organizada na nossa realidade, começamos o dia com o estresse de chegar até o trabalho e terminamos com o estresse de voltar para casa. Então, poder desfrutar de um momento no meio do seu dia em que você pode relaxar, só pode fazer bem – mal certamente não vai fazer”, disse o pesquisador em entrevista à radio NPR.

Em sua pesquisa, Trichopoulos descobriu que os homens gregos que cochilavam apenas meia hora por dia apresentavam um risco menor de ataque cardíaco, provavelmente devido à interrupção do estresse graças à “siesta” vespertina. Opa!

2. Eles brindam à saúde

Até o café dos gregos é melhor que o nosso. O café grego fervido não falta em Ikaria e ele não serve apenas para ajudar a acordar. Pesquisadores descobriram que o café grego contém grande quantidade de polifenóis e anti-oxidantes que combatem o envelhecimento e várias doenças crônicas. Descobriram também que as pessoas que bebem sempre esse ‘ouro líquido’ têm melhor função endotelial – que protege seu sistema circulatório – comparado com pessoas que bebem outros tipos de café.

E o que eles bebem no fim do dia? Um chá das montanhas, feito de ervas nativas incluindo sálvia, hortelã e alecrim.

3. Eles foram abençoados por Afrodite

Não se engane achando que sexo é coisa só de gente jovem. Uma boa transa pode continuar sendo divertida e trazer muitos benefícios em qualquer idade, algo que os nativos de Ikaria já sabem. Em uma pesquisa realizada com homens de Ikaria com 65 a 100 anos, quatro de cada cinco homens entrevistados afirmaram que ainda faziam sexo com frequência. E mais de 25% desses homens disseram que a qualidade de seu desempenho sexual era boa, e que relação tinha uma duração considerável. Com os benefícios que o sexo oferece, como o aumento da imunidade, alívio do estresse e combate do envelhecimento, não é de se admirar que eles vivam tanto tempo.

4. Eles têm uma dieta que faz bem ao coração

Quando se fala em culinária grega, talvez você só consiga pensar no famoso churrasco grego super gorduroso, ou para quem conhece melhor as iguarias das ilhas, spanakopita ou um pedaço super doce de baklava. Mas na verdade, os gregos comem de forma bem mais saudável. A dieta deles inclui azeite de oliva bem fresquinho, uma grande variedade de verduras, muitas lentilhas e feijão e pouca carne. No café da manhã, nada de lanches tipo fast food. Eles preferem algo com alto teor de proteína, como o iogurte grego com um pouco de mel. No almoço e no jantar, a refeição sempre inclui muitas verduras, frutas e legumes frescos.

A “dieta” deles é basicamente a famosa “Dieta Mediterrânea”. Essa dieta pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver doenças cardíacas e câncer e até mesmo o mal de Alzheimer.

5. A família é tudo

Se tudo que você conhece da cultura grega se resume ao filme "Casamento Grego"… você já tem uma boa ideia, pelo menos no que diz respeito à família. Um forte senso de vida em comunidade e fortes laços familiares são muito importantes para os gregos. É muito comum as famílias viverem juntas na Grécia, bem mais do que em outros países ocidentais.

A nossa própria Arianna Huffington lembra da sua criação em uma família muito próxima. “Eu tinha um vínculo muito forte com a minha família – a minha mãe morou comigo quando eu me casei e me ajudou a criar os meus filhos. Ela era como uma segunda mãe”, disse Huffington em uma entrevista para Into the Gloss.

Em Ikaria, a rotina comum às noites inclui visitar os vizinhos. É praticamente impossível ficar sozinho, o que é muito importante à medida que envelhecemos. “Os mais velhos ficam conosco. Existem lares para idosos, mas eles são apenas para pessoas que perderam a família. Para nós seria uma vergonha colocar uma pessoa idosa em um asilo. É por isso que vivemos tanto aqui”, disse Eleni Mazari, uma corretora de imóveis de Ikaria, ao jornal inglês The Guardian.

Estudos mostram que os idosos não só tendem a ter uma alimentação pior quando estão sozinhos, mas que a solidão na velhice pode resultar em uma saúde debilitada e uma morte antecipada.



sexta-feira, 7 de março de 2014

Jejum como prática religiosa e hábito saudável

Matéria publicada no IHU:

O guia de jejum dos monges


Jejuar não é uma questão de moda; é um costume que faz parte de quase todas as religiões, há milhares de anos. No entanto, na atualidade se trata menos de uma iluminação espiritual e mais de perder peso. 

A reportagem é de Tom de Castella, publicada pela BBC Mundo, 23-02-2014. A tradução é do Cepat.


Crescem as evidências apontando que dietas como as 5:2 – que restringem o consumo de calorias duas vezes por semana – podem ser uma forma sadia de eliminar alguns quilos.

Que conselho os monges e padres, que regularmente se privam de comida, podem oferecer?

O padre Alexander da Costa Fernandes, um monge católico da abadia Worth, na Inglaterra, tem uma experiência de 20 anos de jejuns.

Habitualmente, nas quartas e sextas-feiras só toma água e uma xícara de café.

Inicialmente, foi difícil e tinha dores de cabeça. Demorou nove meses para que pudesse jejuar seriamente.

Ele garante que o segredo está em se acostumar gradualmente com a ideia de jejuar. O corpo “anseia o que espera”.

Aconselha a começar deixando de tomar o café da manhã ou o biscoito do meio da manhã. Assim, dominando-se isso, desiste-se de outra coisa. Uma dieta de pão e água é, segundo ele, um enfoque sensato.

Tomar muito líquido é crucial, e o padre Alexander assinala que ajuda a criar a ilusão de um estômago cheio.

Diferentes enfoques

Os significados do jejum variam de pessoa para pessoa.

Um jejum absoluto, praticado por judeus durante 24 horas em Yom Kippur e Tisha B’Av, proíbe tanto a comida como a bebida.

E durante o Ramadã, o nono mês do calendário islâmico, os muçulmanos se abstém de sólidos e líquidos durante as horas do dia.

O jejum também é importante para os hindus, e alguns monges budistas e monjas renunciam as comidas da tarde.

No mundo laico, a dieta 5:2 define o jejum como um consumo de 500 calorias para as mulheres e 600 para os homens, durante dois dias não consecutivos da semana.

Essa forma de dieta não é própria para todo público, e não está isenta de críticas. A posição do sistema de saúde britânico é a de que é necessário realizar mais pesquisas sobre essas dietas intermitentes e aconselha que as pessoas consultem o médico antes de iniciar uma.

O jejum não é apenas fisicamente exigente. Também é psicologicamente duro, destaca o bispo anglicano de Manchester, o reverendo David Walker, que por um dia da semana, na última década, toma apenas café e água.

“À noite, antes de começar, você pensa: ‘como passarei o dia?’”, destaca o bispo Walker. Contudo, garante que nunca é tão difícil como se espera.

A chave é – aconselha – assegurar-se de se manter ocupado durante as horas das refeições. O corpo está condicionado a querer comida de acordo com uma rotina.

Para eliminar os pensamentos de fome da mente, o bispo sugere fazer algo que o mantenha absorto – como um programa favorito de televisão ou um quebra-cabeça – nas horas em que normalmente se estaria sentado na mesa para tomar o café da manhã, almoçar ou jantar.

Cinco dias

Segundo o padre Alexander, qualquer pessoa sadia e em forma é capaz de encarar um jejum curto. O tempo mais longo que ele conseguiu se privar de alimentos foi de cinco dias. “Há muito confete a respeito da comida”.

O padre acrescenta que as pessoas são bombardeadas com mensagens sobre a necessidade de energia e vitaminas. “O que meus cinco dias de jejum me ensinaram é que temos tanta energia em nosso corpo, em forma de gordura, que somente começa a ser usada após alguns dias”.

Os picos de fome são inevitáveis, inclusive para os mais experimentados. Especialmente, quando há um pão retirado do forno ou um sanduíche com bacon rondando por perto.

Quando isso ocorre, o que se pode fazer?

Aprender a disciplina da mente, aconselha o padre Alexander. “Se no dia do jejum você pensa em uma torta de chocolate ou em ter camarões no jantar, então é totalmente inútil”.

O religioso sugere eliminar sutilmente esses pensamentos e se concentrar em algo que se deveria estar fazendo.

Fazer algo como “parte de uma comunidade”, torna o jejum menos pesado, disse, por sua parte, o bispo Walker. Sendo assim, recomenda fazê-lo com amigos ou colegas para não se sentir isolado quando as coisas se tornarem duras.

Todas essas técnicas são úteis. Contudo, para os religiosos ter fome faz parte do trabalho.

“Algumas vezes a sensação de fome ajuda do ponto de vista espiritual”, concede o bispo Walker. “Quando tenho uma pontada de fome, recordo-me que estou jejuando por um propósito religioso. Isso faz com que minha mente vá até Deus e se torne um momento de oração”.

Elevação espiritual

Todas as religiões importantes, como o Sikhismo, usam o jejum para enfocar a mente de uma forma parecida.

Na Bíblia, Jesus disse “Não só de pão vive o homem”. Seus quarenta dias no deserto foi a inspiração para a Quaresma.

Os cristãos usam o jejum para pensar nos pobres, aqueles que têm fome não por decisão própria, mas pelas circunstâncias. Também é visto como uma ajuda para a concentração que aproxima de Deus.

Confidencialmente, um dos benefícios é perder peso. O bispo de Manchester perde uns três quilos em cada quaresma.

Porém, há algumas diferenças de tom e doutrina entre católicos e anglicanos.

“Uma vida de autoindulgência conduz ao desastre”, destaca o padre Alexander.

Fala da “mortificação” da carne – o jejum como penitência –, mas os anglicanos evitam essa palavra. “É uma disciplina espiritual, mas alegre”, esclarece o bispo Walker.

Contudo, um leigo pode sentir elevação espiritual com a dieta? O bispo Walker pensa que sim. “Se está aberto ao fato de que este processo de jejum abrirá as portas para um encontro espiritual, pode ser”.

O bispo acrescenta que o deixar de comer algum dia é algo básico da natureza. Recorda-se de uma vez que visitou o zoológico e leu um cartaz que dizia “Aos leões não se alimenta nas sextas-feiras”. Argumenta que se os carnívoros não necessitam comer todos os dias, nós também não.

Interromper o jejum não é o fim do mundo, destaca o padre Alexander. Seu prato favorito é peixe com batatas fritas, o prato das sextas-feiras à noite no mosteiro.

“Alguns dias, digo: ‘Ok, sorrindo, não posso mais. Preciso de peixe com batatas fritas’. Acredito que nisso há um pouco de sabedoria. É minha decisão pessoal. Não acredito que o jejum seja uma questão de vontade própria, trata-se de crescimento e da Graça Divina”.

Dessa maneira, o padre enfatiza que o benefício do jejum, em certas ocasiões, pode ser compensado pela companhia em compartilhar uma boa comida. Especialmente, quando se trata de peixe com batatas fritas.



sábado, 22 de fevereiro de 2014

Solidão mata mais que obesidade


Artigo de Carol Castro para o Superinteressante:

Solidão mata mais que obesidade

Um pouco de solidão faz bem: deixa você até mais criativo. Mas vê se não abusa do tempo longe dos amigos e familiares. Ficar muito tempo na solidão é mais perigoso que a obesidade.

Tão perigoso que mata até duas vezes mais, segundo pesquisa do psicólogo John Cacioppo, da Universidade de Chicago. Ele acompanhou, ao longo de seis anos, o impacto da solidão na saúde de mais de 2 mil pessoas com mais de 50 anos. E percebeu que os mais solitários correm mais riscos de morrer do que quem se sente amado e querido.

É que a solidão eleva a pressão arterial a níveis perigosos: perto da zona de perigo de ataques cardíacos e derrames. Além disso, o isolamento pode enfraquecer seu sistema imunológico, deixar você depressivo, e piorar a qualidade do seu sono. Pois é, a ausência de amigos faz você perder até o sono.

Segundo Cacioppo, quando nos sentimos isolados ficamos mais atentos a qualquer ameaça e por isso acordamos com qualquer barulhinho.

Viu só que perigo?



domingo, 17 de novembro de 2013

Diabetes atinge proporções epidêmicas no Brasil e no mundo


14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes, enfermidade que aumenta assustadoramente no Brasil e no mundo, conforme dados do Ministério da Saúde que mostraram um aumento de 40% no número de casos registrados no Brasil, com um percentual de pessoas que se declaram diabéticas que passou de 5,3% para 7,4% no período.

Cuide-se, portanto!

Além das informações disponibilizadas pelo Ministério da Saúde no link indicado acima, recomendamos a matéria abaixo, do Diário do Litoral:

Diabetes afeta 12 milhões de brasileiros

A doença está se tornando a epidemia do século e já afeta cerca de 371 milhões de pessoas no mundo, segundo o relatório da Federação Internacional de Diabetes

Na quinta-feira, 14 de novembro, é o Dia Mundial do Diabetes. O diabetes está se tornando a epidemia do século e já afeta cerca de 371 milhões de pessoas no mundo, segundo o relatório da Federação Internacional de Diabetes. Até 2030, a previsão é de que esse número chegue a 552 milhões.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, já são mais de 12 milhões de diabéticos no país, sendo que a metade desconhece tal condição. Diabetes mellitus é uma doença caracterizada pelo aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue. A glicose é a principal fonte de energia do organismo, mas em excesso pode trazer várias complicações.

Algumas pessoas desenvolvem diabetes após doenças no pâncreas. A maioria desenvolve e não se consegue descobrir a causa, mas sabe-se que, em qualquer das situações, o pâncreas não funciona corretamente, seja não fabricando nenhuma insulina (Diabete tipo I), pouca insulina ou uma insulina fraca (Diabete tipo II).

Quando não tratada, pode causar infarto do coração, derrame cerebral, insuficiência renal, problemas visuais e lesões de difícil cicatrização, inclusive com amputação de membros, entre outras complicações.

O diagnóstico pode ser feito por meio de um exame simples, onde a quantidade de glicose no sangue é dosada. É importante que esse exame seja feito após um jejum de 8 a 12 horas para que o valor encontrado seja o mais correto possível.

As pessoas que já sabem que são diabéticas devem tomar sua medicação corretamente, fazer dieta, evitar açúcares e doces, comer verduras, legumes, saladas, cereais, alimentos integrais e não deixar de realizar atividade física. Quem possui qualquer suspeita da doença, deve procurar atendimento médico o mais breve possível.



Diabético e vida saudável

Algumas orientações nutricionais são fundamentais para que o diabético leve uma vida saudável. Veja uma lista de alimentos proibidos e confira algumas receitas adaptadas para os diabéticos.

Alimentos de consumo proibido:

Açúcares (refinado, cristal, mascavo, invertido, light, de confeiteiro, orgânico), mel, caldo de cana, glucose de milho (Karo®), doces em geral.
Alimentos industrializados que contenham açúcar, como: achocolatados em pó, temperos prontos, geleias, pães doces, biscoitos recheados, balas, sorvetes, bolos confeitados, goiabada, marmelada, doces em compota, refrigerantes e sucos não dietéticos.
Leite integral, iogurte integral, creme de leite, leite condensado, nata, queijos com excesso de sal e/ou gordurosos: cheddar, parmesão, provolone, gorgonzola (visando controle de peso).
Carnes gordurosas e/ou processadas: presunto, mortadela, bacon, paio, linguiça, salame, salsicha, hambúrguer, carne seca, cupim, acém, picanha, miúdos em geral, carne de porco (exceto lombo).
Peixes gordurosos, processados e salgados: sardinha em lata, atum em lata (conservado em óleo), aliche, bacalhau, arenque, cavala, truta, frutos do mar.
Aves processadas: nuggets, stake de frango, hambúrguer de frango, lingüiça de frango, frango defumado.
Condimentos e molhos: molho inglês, molho de soja (shoyo), molho para saladas, maionese, amaciante de carnes, molhos prontos de tomate e para carnes, condimentos em pó/cubos, sopas prontas (liofilizadas que contenham sal).

Orientações gerais:

Reduza progressivamente o consumo de alimentos industrializados, substituindo-os por alimentos naturais e preparações caseiras.
Realce o sabor dos alimentos utilizando suco de limão, vinagre, especiarias/ervas aromáticas como alho, cebola, cebolinha, salsa, alecrim, colorau, hortelã, louro, manjericão, gengibre; Substitua o açúcar por adoçante (aspartame, sucralose, stévia).
Fracione as refeições com intervalos de 3 em 3 horas (↓ volume ↑vezes).
Não consumir mais do que um tipo de carboidrato na mesma refeição.
Ex.: arroz, batata, mandioca, mandioquinha, macarrão, farofa/farinha, pão.
Prefira cortes de carne magra (patinho, coxão mole, lagarto, paleta e alcatra), leites desnatados e queijos magros (minas frescal, ricota, cotage). Retire a pele do frango e a gordura da carne antes do preparo.
Aumente o consumo de fibras (frutas com casca, verduras de preferência cruas, cereais e massas integrais).
Consumir em torno de 3 a 5 porções de frutas por dia, variando os tipos e evitando grandes quantidades de uma só vez (uma porção de fruta por horário). Ex.: 1 maçã ou ½ mamão papaya pequeno ou 1 pires (chá) de morango.
O doce diet é uma boa opção, porém, muitas vezes esses alimentos são mais gordurosos do que a versão normal, portanto devemos consumi-los com moderação.
Utilize óleos em pequena quantidade (soja, milho, girassol, canola) e azeite extra-virgem.
Realize as refeições com calma, em ambiente tranquilo, mastigando bem os alimentos.





sábado, 22 de junho de 2013

Conheça as profissões que mais engordam


Matéria publicada no Terra:

Estudo lista profissões que mais engordam; estresse está entre causas

O seu emprego está contribuindo para o ganho de peso? Uma pesquisa apontou o cargo de recepcionista ou assistente administrativo como o que mais implica no acúmulo de quilos, contra o de cientista e trabalhadores de fábrica que não colaboram para engordar. Professores e engenheiros também tendem a ganhar peso por causa da profissão. As informações são do Daily Mail.

A empresa Jobsearch CareerBuilder - empresa com unidades em vários países, mas não no brasil - entrevistou cerca de 3,7 mil trabalhadores e constatou que 55% dos empregados se consideravam acima do peso. A pesquisa levantou que 41% dos participantes ganharam peso como resultado do trabalho; 59% engordaram mais de 10 quilos e pouco menos de um terço, 20 quilos. Por outro lado 16% disseram que tinham perdido peso com o trabalho atual.

Os trabalhadores que engordaram ficavam expostos a altos níveis de estresse e passavam longas horas atrás de uma mesa. Alimentação pouco saudável também pesou como causa para o ganho de peso do grupo. Menos de 50% dos entrevistados contaram praticar atividades físicas regulares, 30% esporadicamente e 11% eram sedentários.

Veja ranking dos empregos que mais engordam:

1- Assistente administrativo
2- Engenheiro
3- Professor
4- Enfermeira
5- Técnico de TI
6- Advogado e outros profissionais da lei
7- Operador de máquina ou operário de fábrica
8- Cientista




quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Gordinho bom de batuque

O vídeo abaixo não é nada politicamente correto, mas quem sabe não estão descobrindo um treinamento alternativo para a obesidade mórbida? Vai saber...




sábado, 8 de dezembro de 2012

Reduza o estômago para pagar menos nos restaurantes de Campinas

No mínimo, alguém precisa checar a água que os vereadores de Campinas (SP) estão bebendo...

Depois de surpreender o país com a oficialização municipal do Dia do Samurai e com a expulsão dos mendigos das ruas da cidade, eis que os nobres edis campineiros inovam de novo (com o perdão da redundância tola e propositalmente adequada ao fato).

Se você passou por uma cirurgia bariátrica, em vez de se contentar com uma banana ou uma maçã, já pode ir a Campinas e comer como um passarinho nos restaurantes da cidade. Detalhe: pela metade do preço.

Supostamente, você comeria metade daquilo que um cidadão comum come. Se, por acaso, engordar de novo e tiver que reduzir o irreduzível (com o perdão da nova "redondância"), quem sabe algum vereador de Campinas passe uma lei que faça você pagar 1/4 do preço daquele apetitoso rodízio da esquina. E ainda te darão grátis um cafezinho com adoçante.

Do jeito que a coisa anda, logo logo vão propor a lei da lobotomia: só pode ser eleito vereador em Campinas quem fizer redução do cérebro...

A notícia é da Folha:

Cirurgia bariátrica dará desconto em restaurantes de Campinas (SP)

MARÍLIA ROCHA

Uma lei que entrou em vigor ontem em Campinas obriga restaurantes a oferecer desconto de 50% ou meia refeição para clientes que passaram por cirurgia bariátrica (redução de estômago).

A fiscalização na cidade será feita pelo Procon e quem descumprir pagará multa de ao menos R$ 469,80.

A nova regra vale para restaurantes e estabelecimentos similares nas porções, nos pratos à la carte e nos serviços de rodízio. Ficam de fora pratos cobrados por quilo, bebidas e sobremesas.

Lanchonetes não são obrigadas a cumprir a medida, de acordo com o vereador Francisco Sellin (PMDB), autor da proposta que passou pela Câmara e foi sancionada pela prefeitura.

EXPERIÊNCIA

A primeira tentativa de emplacar o desconto foi em 2009, mas o projeto de lei acabou sendo arquivado. Segundo o vereador, há lei semelhante em Vila Velha (ES).

"Ouvimos muitas pessoas antes de elaborar a lei e é uma unanimidade que quem passa pela cirurgia não consegue comer metade de uma refeição para uma pessoa, mesmo assim pagava o preço inteiro", afirmou Sellin.

"Acho uma injustiça [a forma de cobrança antes da nova lei]", disse o vereador, que não fez a cirurgia e disse não ter nenhum familiar operado.

Para conseguir o benefício, o cliente deverá comprovar que passou pela redução de estômago, apresentando um laudo ou declaração assinada por um médico --que deve ser inscrito no Conselho Regional de Medicina.

De acordo com a lei, os restaurantes também são obrigados a colocar cartazes informando o direito ao desconto aos consumidores.

O sindicato de bares e restaurantes de Campinas critica a obrigação para o setor.

"Isso é legislar pelo prejuízo alheio, um desrespeito à liberdade do empresário", disse o porta-voz da entidade, Moretti Bueno.

Segundo ele, no entanto, o sindicato ainda vai aguardar para ver os efeitos da lei e só então definirá se vai contestar ou não a medida.





sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Médico receita cadeado para emagrecer

E quando você imaginava que já tinha visto de tudo na medicina brasileira, eis que chega essa notícia da Folha de S. Paulo:

Médico receita cadeados para mulher conseguir emagrecer na BA

NELSON BARROS NETO
DE SALVADOR

"Cadialina". Esse foi o "medicamento" indicado por um médico para uma dona de casa de Salvador combater dores no fígado e conseguir emagrecer.

A paciente, Adriana Santos, 33, diz que, ao perguntar sobre onde encontraria o remédio, o médico José Soares Menezes recomendou que ela procurasse um ferreiro e comprasse seis cadeados.

"Um para a sua boca, outro para a geladeira, outro para o armário, outro para o freezer, outro para o congelador e outro para o cofre de casa", relata a mulher, que diz ter 1,53 m de altura e 100 kg.

O caso ocorreu na semana passada em um posto móvel da Fundação José Silveira (conveniada à Secretaria de Saúde da Bahia) no bairro do Uruguai, onde Adriana mora, na periferia de Salvador.

Procurado, o médico limitou-se a responder: "Só usei uma linguagem figurada".

A fundação reconhece que houve a consulta e afirma que iniciará uma investigação.

O Conselho Regional de Medicina da Bahia recebeu ontem a queixa da dona de casa e prometeu abrir uma sindicância para apurar se houve infração ao código de ética da profissão.

Adriana disse ter contado que não poderia fazer uma cirurgia de redução do estômago. O médico, de acordo com ela, afirmou que sua filha chegou a realizar o procedimento, mas, como continuou sem fazer regime, acabou engordando novamente.

"Ele ainda falou que, se eu não quisesse os cadeados, o jeito seria fazer jejum em quatro dias da semana. E, nos outros três, só beberia água."

Em entrevista à TV Itapoan, afiliada da Rede Record no Estado, Menezes negou a segunda situação. O médico pediu desculpas "se foi mal interpretado" por Adriana.

"É uma paciente que tem compulsão por alimento. Infelizmente, ela vive numa comunidade que não tem capacidade de abstrair as coisas", afirmou o médico à TV.

A paciente afirmou que não aceita o pedido de desculpas de Menezes e que já teve consulta com outro médico, que pediu exames.






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