Mostrando postagens com marcador Joyce Meyer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Joyce Meyer. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O guarda-costas de Joyce Meyer

Houve um tempo, muito tempo atrás, que evangelistas, apóstolos e pastores, andavam a pé, comendo poeira mesmo, e não se preocupavam com nenhum tipo de segurança, já que - mesmo cruelmente perseguidos até a morte - estavam todos seguros debaixo da graça de Deus. Não temiam nem os leões. 

Também não faz nem 100 anos que muitos evangelistas andavam a pé e em lombo de burro pelo sertão do Brasil, expostos aos salteadores e sem esperar ganhar nada para si por causa disso.

(Não há registro de que eles tenham editado uma Bíblia exclusiva com os comentários deles, que - naquela boa época - serviam apenas como anotações para a edificação pessoal ou da comunidade à qual serviam)

Eles - olha que incrível para os "crentes" atuais, tão isentões e moderninhos - se afastavam de pessoas "cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro (1ª Timóteo 6:5)" e acreditavam no que a Bíblia diz em Salmo 34:7 - "O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra". 

Hoje, entretanto (que anjo!, que nada!), telepastores, pseudoapóstolos e "profeteiros" de ocasião (e de retrovisor) precisam desesperadamente de aviões, limousines e um aparato de segurança para protegê-los sabe Deus de quê (talvez da ganância das ovelhas menos afortunadas ou da ira das enganadas, vai saber...). 

Aí acontecem situações bizarras como a que está enfrentando a midiática pregadora gospel Joyce Meyer nos Estados Unidos. 

É que, na última quinta-feira, dia 05 de maio 2011, o seu guarda-costas Christopher Coleman, que a acompanhava em suas viagens, foi condenado pelo bárbaro assassinato de sua esposa, Sheri, e seus dois filhos, Garett (de 11 anos) e Gavin (9), crime cometido exatamente dois anos antes, em 5 de maio de 2009. 

O monstro em questão (que também é filho de pastor) ainda trabalhava como segurança de Joyce Meyer à época dos fatos, e estrangulou esposa e filhos enquanto esses dormiam, tudo para esconder um caso que tinha com uma "amiga" da esposa, que se tivesse sido descoberto, faria com que Coleman perdesse seu emprego que lhe pagava polpudos (inclusive para os padrões norteamericanos) 100.000 dólares anuais.

Aí reside boa parte da controvérsia, porque Coleman muito provavelmente não teria cometido o crime se não tivesse sido alertado por alguém de que seu caso já não era mais segredo, pois ele sabia que seus empregadores não aceitariam este tipo de comportamento, que causaria a sua demissão por violar o código de conduta moral estabelecido pela entidade. 

O fato (louvável) da organização ter um "código de ética" não tem o condão de eximi-la, entretanto, das consequências nefastas do ato insano de Coleman.

É que esta semana a família de Sheri iniciou um processo contra o ministério Joyce Meyer por eles terem falhado em reconhecer que o então guarda-costas era uma ameaça para a própria família. 

Enquanto isso, Coleman aguarda o veredito final, que pode ser uma condenação à morte que, no entanto, possivelmente não será levada a cabo porque a pena de morte foi abolida no Estado de Illinois no último mês de março, e - embora a vedação só entre em vigor a partir de 1º de julho - o atual governador (do Partido Democrata) Pat Quinn se comprometeu a comutar as penas fatais em prisão perpétua para todos os que forem condenados neste interregno.

É óbvio, amigos e leitores, que Joyce Meyer não tem nenhuma culpa pelo crime hediondo. Isto nem de longe se discute aqui. 

Como dissemos anteriormente, conta pontos a seu favor o fato de que a associação que ela dirige tenha um código de conduta moral que seja do conhecimento de todos os seus membros, ainda que não os exonere de serem questionados perante a legislação e as autoridades estadunidenses. 

O que chama a atenção é que uma mulher que se diz tão privilegiada por visões e revelações divinas não tenha percebido que o perigo - gigantesco - estava bem do seu lado. 

Afinal, "o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade" (1º João 5:6).  

Nunca é demais lembrar aos fãs da telepastora, entretanto, que Paulo ordena que os profetas que se levantam na igreja sejam julgados (1ª Coríntios 14:29 - "E falem os profetas, dois ou três, e os outros julguem"), pois "os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas" (1ª Coríntios 14:32).

Se quiserem se aprofundar no tema, leiam o artigo "Chamados para julgar", publicado neste blog no começo de 2011.

Ler a Bíblia sempre ajuda quem tem esse costume de sair criticando à torta e à direita, não é mesmo?

Se e puderem e quiserem ler um pouco mais, consultem as fontes que citamos abaixo e verão que não estamos inventando uma notícia. Não precisa nem entender inglês, basta usar o tradutor do Google.

Ah... antes que algum fã da guia gospel venha aqui alegar que Judas também era próximo de Jesus (o que revela esse estranho "endeusamento" de pastores), é bom lembrar que o papel de Judas no cumprimento de uma profecia está bem claro na Bíblia (João 17:12), Jesus sabia quem ele era, e o próprio Judas terminou "estrangulando" a si mesmo.

Fontes: Christian Today e CBS

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails