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domingo, 9 de novembro de 2014

Médicos americanos querem ressuscitar mortos

A matéria é da BBC Brasil:

Médicos que 'ressuscitam mortos' querem testar técnica em humanos

David Robson

"Quando seu corpo está com temperatura de 10 graus, sem atividade cerebral, batimento cardíaco e sangue - é um consenso que você está morto", diz o professor Peter Rhee, da universidade do Arizona. "Mas ainda assim, nós conseguimos trazer você de volta."

Rhee não está exagerando. Com Samuel Tisherman, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, ele comprovou que é possível manter o corpo em estado "suspenso" por horas.

O procedimento já foi testado com animais e é o mais radical possível. Envolve retirar todo o sangue do corpo e esfriá-lo até 20 graus abaixo da sua temperatura normal. Quando o problema no corpo do paciente é resolvido, o sangue volta a ser bombeado, reaquecendo lentamente o sistema. Quando a temperatura do sangue chega a 30 graus, o coração volta a bater.

Os animais submetidos a esse teste tiveram poucos efeitos colaterais ao despertar. "Eles ficam um pouco grogue por um tempo, mas no dia seguinte já estão bem", diz Tisherman.

Testes com humanos

Tisherman causou um frisson internacional este ano quando anunciou que está pronto para fazer testes com humanos. As primeiras cobaias seriam vítimas de armas de fogo em Pittsburgh, na Pensilvânia.

Nesse caso, são pacientes cujos corações já pararam de bater e que não teriam mais chances de sobreviver, pelas técnicas convencionais. O médico americano teme que, por conta de manchetes imprecisas na imprensa, tenha-se criado uma ideia equivocada da sua pesquisa

"Quando as pessoas pensam no assunto, elas pensam em viajantes espaciais sendo congelados e acordados em Júpiter, ou no [personagem] Han Solo, de Guerra nas Estrelas", diz Tisherman.

"Isso não ajuda, porque é importante que as pessoas saibam que não se trata de ficção científica."

Os esforços para trazer as pessoas de volta do que se acredita ser a morte já existem há décadas. Tisherman começou seus estudos com Peter Safar, que nos anos 1960 criou a técnica pioneira de reanimação cardiorrespiratória. Com uma massagem cardíaca, é possível manter o coração artificialmente ativo por um tempo.

"Sempre fomos criados para acreditar que a morte é um momento absoluto, e que quando morremos não tem mais volta", diz Sam Parnia, da Universidade Estadual de Nova York.

"Com a descoberta básica da reanimação cardiorrespiratória nós passamos a entender que as células do corpo demoram horas para atingir uma morte irreversível. Mesmo depois que você já virou um cadáver, ainda existe como resgatá-lo."

Recentemente, um homem de 40 anos no Texas sobreviveu por três horas e meia com a reanimação cardiorrespiratória.

Segundo os médicos de plantão, "todo mundo com dois braços foi chamado para se revezar fazendo as compressões no peito do paciente".

Durante a massagem, ele continuava consciente e conversando com os médicos, mas caso o procedimento fosse interrompido, ele morreria. Eventualmente ele se recuperou e acabou sobrevivendo.

Esse caso de ressuscitação ao longo de um grande período só funcionou porque não havia uma grande lesão no corpo do paciente. Mas isso é raro.

'Limbo'

A técnica desenvolvida agora por Tisherman é baseada na ideia de que baixas temperaturas mantêm o corpo vivo por mais tempo - cerca de uma ou duas horas.

O sangue é retirado e no seu lugar é colocada uma solução salina que ajuda a rebaixar a temperatura do corpo para algo como 10 a 15 graus Celsius.

Em experiência com porcos, cerca de 90% deles se recuperaram quando o sangue foi bombeado de volta. Cada animal passou mais de uma hora no "limbo".

"É uma das coisas mais incríveis de se observar: quando o coração começa a bater de novo", diz Rhee.

Após a operação, foram realizados vários testes para avaliar se houve dano cerebral. Aparentemente nenhum porco apresentou problemas.

O desafio de obter permissão para testar em humanos tem sido enorme até agora. Tisherman e Rhee finalmente receberam permissão para testar sua técnica com vítimas de tiros em Pittsburgh.

Um dos problemas a ser contornado é ver como os pacientes se adaptam com o sangue de outra pessoa. Os porcos receberam o próprio sangue congelado, mas no caso dos humanos será necessário usar o estoque do banco de sangues.

Se der certo, os médicos acreditam que a técnica poderia ser aplicada não só vítimas de lesões, como tiros e facadas, mas em pessoas com ataque cardíaco.

A pesquisa também está levando a outros estudos sobre qual seria a melhor solução química para reduzir o metabolismo do corpo humano.



domingo, 20 de abril de 2014

Ressurreição em tempos modernos

A imagem fala por si só, e com bom humor:





quinta-feira, 25 de abril de 2013

Lázaro ressurge: médico diz que algumas pessoas podem ser ressuscitadas horas depois da "morte"

"A Ressurreição de Lázaro", por Rembrandt

Já publicamos aqui vários relatos sobre experiências de quase-morte, e agora um médico americano escreve um livro afirmando que é possível ressuscitar alguém horas depois de sua "morte". Não por acaso o título do livro é "O Efeito Lázaro".

A matéria é da BBC Brasil:

Pacientes podem ser ressuscitados horas após morte, diz médico

William Kremer

Um médico defende que uma pessoa pode ser ressuscitada várias horas depois de seu coração parar de bater. Será que isto pode mudar a forma como encaramos a morte?

Carol Brothers não consegue se lembrar da hora em que "morreu", há três meses.

"Eu sei que era uma sexta-feira, na hora do almoço, porque a gente tinha acabado de voltar do supermercado", conta a britânica de 63 anos. "Mas não me lembro de ter saído do carro."

Já seu marido David tem memórias muito mais claras daquele dia. Ele abriu a porta de casa e viu a mulher caída no chão, ofegante e pálida. Carol acabara de sofrer uma parada cardíaca. Por sorte, um vizinho conhecia os procedimentos básicos de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) e rapidamente começou a pressionar seu tórax repetidas vezes na tentativa de reanimá-la.

Os paramédicos chegaram logo em seguida e, em algum momento entre 30 e 45 minutos depois do ataque cardíaco, o coração de Carol voltou a bater. "Apesar de 45 minutos ser um tempo enorme que levaria muitas pessoas a acreditarem que ela estaria morta, hoje sabemos que há pessoas que voltaram a vida três, quatro, cinco horas após morrerem e depois disso tiveram vidas normais", diz o médico Sam Parnia, diretor de pesquisa sobre ressuscitação na Stony Brook University, em Nova York.

Muitas pessoas consideram uma parada cardíaca como sinônimo de morte, diz ele. Mas muitas vezes não é o fim.

O efeito de Lázaro

Parnia é autor do livro, Lazarus Effect ("O Efeito de Lázaro", em tradução livre, uma alusão à passagem bíblica que relata que Jesus ressuscitou Lázaro quarto dias após sua morte). Ele explica que depois que o cérebro para de receber oxigênio por meio da circulação sanguínea, não morre imediatamente, mas entra em estado de hibernação, uma forma de se defender do processo de decomposição.

E o "acordar" desse estágio de hibernação pode ser o momento mais crítico de todos, já que o oxigênio pode se tornar tóxico para o cérebro. O efeito, compara Parnia, é como o de um tsunami após um terremoto, e a melhor resposta é resfriar os pacientes, de 37ºC para 32ºC.

"A razão pela qual a terapia de resfriamento funciona bem é porque desacelera a decomposição do cérebro", diz Parnia.

E foi nesse momento que Carol Brothers teve sorte. Depois que seu coração voltou a bater, ela foi transferida para um helicóptero, onde um médico a resfriou utilizando pacotes de comida congelada que ela havia acabado de comprar.

Depois de dias em coma na UTI, durante os quais exames sugeriam que ela estava com morte cerebral, Carol acordou.

"Ela me disse três palavras", relembra a filha Maxine. "Estou voltando para casa", teria dito Carol, sussurrando.

Deus ou diabo

Sam Parnia é fascinado por relatos de pacientes que sentiram a morte de perto.

"Pessoas no mundo todo descrevem experiências semelhantes, mas a interpretação do que eles veem depende muito de sua crença", diz ele.

Essas descrições incluem viagens em túneis iluminados, encontros com figuras angelicais, recordações de eventos passados e, em alguns casos, a sensação de se observar a mesa de cirurgia da perspectiva de quem está "fora do corpo".

O médico está atualmente trabalhando com vários hospitais para investigar relatos desse tipo de experiências "fora do corpo". Como parte do estudo, os pesquisadores posicionaram objetos em prateleiras em salas de operação, que só podem ser observados do alto.

Caroline Watt é psicóloga na Universidade de Edimburgo especializada em examinar relatos paranormais. De mente aberta, ela é também crítica. Ela foi coautora de um artigo que sugere que a sensação da morte pode ser baseada em atividades neurológicas.

Ela afirma que um estudo indica que cerca de metade dos pacientes que disseram ter visto a morte de perto tiveram essa experiência sem estar perto de morrer. Essa sensação foi vivida em momentos de grande expectativa de experiência traumática, como no caso de um nascimento, quando se da à luz, por exemplo. Isso sugere que, qualquer que tenha sido essa sensação, ela não chega a ser uma amostra do que pode ser experimentado perto ou depois da morte.

Ruth Lambert diz ter tido a sensação da morte depois que uma queda interrompeu a circulação de sangue para seu cérebro.

"Foi uma sensação de boas-vindas e de estar indo para um lugar melhor", relembra. "Eu senti a presença forte de Deus, de que não era a minha hora, e então eu acordei".

Desde então, ela disse ter ouvido relatos de outras pessoas que quase morreram. Ela se lembra especificamente de um homem que voltou do coma horrorizado.

"Ele achava ter visto o diabo se aproximando e dizendo: você é meu agora, peguei você."

Se Carol Brothers viu Deus ou o Diabo, ela não se lembra.

"Nenhum dos dois me quis. Eles jogaram cara ou coroa e a moeda caiu em pé."



domingo, 31 de março de 2013

Ressurreição: o fim do começo


por Lloyd John Ogilvie:

Leitura bíblica: João 19:30; 17:4-13; 6:38

Versículo-chave: “Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito.” (João 19:30)

Meditação: O que estava consumado? Jesus não disse: “Estou consumado”, mas “está consumado”. A obra que ele veio realizar, com o clímax da cruz, estava completa. Ele viera revelar o amor de Deus, comunicar a graça, trazer a realidade do Reino e libertar as pessoas do poder do pecado e da morte. Sua obra estava realizada, e, contudo, apenas havia começado.

Pense por um instante no que teria sido a obra consumada de Cristo sem a ressurreição. Pode ser que nos lembrássemos dele como um grande líder que sacrificou tudo, mas teria a sua mensagem e os seus atos continuado a viver? Não, temos certeza de que teriam sido enrolados nas páginas da história e esquecidos.

Deus deu a palavra final. Ele tomou a obra consumada de Cristo e fê-la o fundamento da salvação do homem para sempre. Terminada sua obra na carne, sua obra eterna continua. O episódio seguinte no drama da revelação de seu propósito e plano foi a ressurreição.

A obra de Cristo não está consumada. Continua em mim e em você. Devemos experimentar a morte do eu e a ressurreição para uma nova qualidade de vida. Jesus Cristo está vivo, e continua a fazer o que começou tanto tempo atrás.

Quando, ao máximo de nossa capacidade, terminamos o que Deus nos deu para fazer, a ressurreição de nossos fracos esforços encontra-se próxima. Ele tomará nossas tentativas humanas e as usará para sua glória, fazendo algo glorioso daquilo que batalhamos por fazer grande.

Pensamento do dia: Ao terminarmos, Cristo estará apenas começando.

(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 08 de abril)




Cristo já ressuscitou, aleluia!




quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Russa descarta corpo após esperar ressurreição de marido por 3 anos

E quando você achava que já tinha visto e ouvido de tudo quanto é loucura, eis que surge essa notícia do Terra para te desmentir:

Russa guarda corpo do marido por 3 anos à espera de ressurreição

Autoridades russas informaram que uma mulher manteve o corpo do marido morto em seu apartamento por quase três anos após a morte dele, informa a rede de notícias americana CBS.

Promotores da região de Yaroslavl, no centro da Rússia, descreveram a mulher, mãe de cinco filho, como uma devota cristã pentecostal com históricos psiquiátricos que ficou tão perturbada com a morte do marido, de causas naturais em 2009, que acreditou que o corpo estava "destinado a ressuscitar".

Uma investigação foi aberta após o corpo ser encontrado dentro de um saco plástico dentro do lixo em julho deste ano, após a família se desfazer do corpo. Os promotores disseram na segunda-feira que, anteriormente, a mulher mantinha o corpo em uma cama e pedia para que seus filhos conversassem com ele e o alimentassem.

A decisão de descartar o corpo teria sido tomada por dois filhos quando a família se mudou de apartamento.



terça-feira, 20 de setembro de 2011

Pastora americana ensina crianças a ressuscitar mortos

Becky Fischer é uma pastora e missionária norteamericana, que se diz especializada no trabalho com crianças. Entretanto, controvérsia é o que não falta no seu ministério, a começar pelos "pastores" e "apóstolos" a que se associa, como Cindy Jacobs e Rick Joyner. A primeira é mais conhecida por seu forte envolvimento político com os movimentos mais conservadores dos Estados Unidos, e o segundo por suas "umbandas gospel". Não por acaso, todos fazem parte do movimento dos "novos apóstolos". Becky Fischer foi a protoganista - involuntária - de uma polêmica causada por um documentário chamado "Jesus Camp", autorizado por ela própria e realizado em 2006 (último vídeo abaixo), em que foi acusada de doutrinar crianças que apontavam suas mãos a um cartaz com uma foto do então presidente George W. Bush e se defendeu dizendo que estava apenas levando as crianças a orar pelo seu presidente. A reação foi tão forte que Becky teve que parar de fazer seu "Jesus Camp" (uma espécie de retiro para crianças) nos Estados Unidos, e hoje viaja pelo mundo todo utilizando o mesmo título "Jesus Camp" para seus encontros com crianças patrocinados pelas igrejas que ela visita.

O primeiro vídeo abaixo foi gravado numa visita de Becky Fischer a uma igreja de Singapura, cidade-Estado no leste asiático, e parece mais uma (in)versão bizarra gospel do filme "O Sexto Sentido" (lembra-se do "I see dead people" - "eu vejo pessoas mortas"?). Em uma reunião com crianças de tenra idade, e com tantas coisas úteis e saudáveis para ensinar sobre o evangelho, tantas histórias bíblicas que poderiam ser mais inspiradoras ao seu público, Becky decide fazer uma, digamos, performance no mínimo questionável: ela passa a ensinar as crianças como ressuscitar uma criança que - porventura (valha-nos Deus!) - venha a morrer numa circunstância qualquer em que elas estejam presentes. Se já é esquisito falar do assunto "morte" com crianças sem o devido preparo e a supervisão de pais e especialistas treinados no assunto, imagine então fazer isso de sopetão e ainda pedir para as crianças se voluntariarem a se passar por mortas, enquanto outras farão o papel de "ressuscitadores". Pois é exatamente isto o que acontece. Becky Fischer faz duas "representações" de ressurreição com crianças voluntárias, e todos os demais "aprendem" a orar pedindo a ressurreição da pessoa. Fischer faz isso com a mais absoluta naturalidade, como se nenhuma importância devesse dar à fragilidade das crianças e à gravidade do tema. É realmente assustador, e dá combustível de sobra a todos os críticos, principalmente ateus, que querem impedir que crianças sejam expostas àquilo que eles chamam de "abuso emocional". Se Becky Fischer tão-somente tivesse orado pedindo sabedoria, ela certamente teria encontros e palavras muito mais saudáveis e edificantes para dividir com as crianças.



Abaixo o documentário "Jesus Camp":




domingo, 24 de abril de 2011

A ressurreição e um piano

Não precisa entender as poucas legendas em inglês do vídeo abaixo. Basta apreciar as obras de arte que compõem um painel da vida, morte e ressurreição de Jesus, ao som de "Clair de Lune" de Claude Debussy, na brilhante execução ao piano de Rory Sade.

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