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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

É de uma muçulmana o rosto dos protestos anti-Trump nos EUA


O artigo foi traduzido e publicado no UOL Notícias:

Conheça Munira, a muçulmana cujo rosto se tornou um símbolo da resistência a Trump

Christina Cauterucci, para o Slate

Além das imitações de Donald Trump feitas com pães de queijo, Munira Ahmed talvez tenha sido o rosto mais visível nos protestos durante a posse no último fim de semana e na Marcha das Mulheres em Washington. Uma foto de Ahmed, uma muçulmana de 32 anos e intérprete autônoma que vive no bairro de Queens, em Nova York, serviu de inspiração para uma das imagens mais populares da resistência a Trump: uma mulher usando uma bandeira americana como "hijab", o lenço de cabeça usado por algumas muçulmanas.

Shepard Fairey, o artista que criou a imagem icônica "Esperança", da candidatura de Barack Obama, transformou a foto de Ahmed feita por Ridwan Adhami em um retrato da resiliência muçulmana e da contestação feminina, interpretadas em vermelho, branco e azul. Fairey faz parte do conselho consultivo da Fundação Amplifier, um grupo de artistas-ativistas que ofereceu várias imagens dele e de outros de graça para download e impressão nas semanas que antecederam a posse de Trump. A imagem de Ahmed foi um dos cartazes mais comumente vistos nos protestos e na marcha.

Ahmed participou dos protestos na McPherson Square, em Washington, no dia da posse, e esteve na Marcha das Mulheres no National Mall no dia seguinte. Ela falou comigo por telefone sobre o significado da imagem original, o que significou posar com um hijab, sendo que normalmente ela não usa o lenço, e como se sentiu ao ver seu rosto como símbolo da resistência à agenda de Trump. (Nossa conversa foi condensada e editada para ficar mais clara.)

Slate: Quando foi tirada a foto original em que você usa o hijab de bandeira?

Munira Ahmed: Foi tirada em 2007, durante uma sessão de fotos para a revista "Illume". Na época, era uma pequena publicação voltada para questões muçulmano-americanas, e as capas eram muito atraentes. [O fotógrafo Ridwan Adhami] teve a ideia de tirar a foto na frente do prédio da Bolsa de Nova York --na época havia uma grande bandeira americana pendurada na fachada. A proximidade do Ponto Zero [do atentado de 11 de Setembro] lhe dava um significado impactante. Desde então ela foi usada várias vezes em artigos e editoriais online. Com frequência sou assinalada em comentários no Facebook que dizem "Ei, é você, não é?". Certa vez, quando minha amiga me marcou e disse: "Quero que você saiba que sionistas pró-Israel que estão online usam essa imagem e fizeram uma espécie de editorial sobre os muçulmanos que são americanos, dizendo que são lobos em pele de cordeiro e não são confiáveis". Essa foi a imagem que usaram. Eu disse: "Puxa, que maravilha". [Risos]

Slate: Você esperava que a foto durasse tanto?

Ahmed: Eu sabia que ela tinha um aspecto atemporal, mas não esperava que tivesse tanta repercussão. Sei que é uma linda foto, tecnicamente bem iluminada, mas não sabia quanta gente diria "Seu olhar naquela foto, meu Deus!" Eu apenas pensava, honestamente, que pareceria qualquer mulher muçulmana usando uma bandeira no estilo de um hijab. Eu realmente não via o aspecto de eu estar lá. Tenho parentes, nenhum dos quais é meu amigo no Facebook, que me perguntam até hoje: "Então, qual é a história daquela foto sua usando uma bandeira como hijab? É uma linda foto, mas nunca ouvi você falar sobre isso".

Slate: O que passou pela sua cabeça quando Ridwan tirou a foto perto do Ponto Zero?

Ahmed: Havia muitas emoções misturadas. Eu nasci em Nova York, e vi o segundo avião [do 11 de Setembro] da janela da minha classe quando eu estava no colegial. Meu colégio era o Brooklyn Tech. Eu não sabia até aquele dia, para ser muito franca, que o centro do Brooklyn era tão próximo geograficamente do centro de Manhattan. Eu era uma garota de Queens que pegava o trem G, evitava Manhattan para chegar à escola. Por isso não fazia sentido para mim quando o céu se encheu de fumaça preta. Pensamos que fosse um incêndio em uma casa ou um prédio. Estávamos no quinto ou sexto andar do prédio. Houve um aviso pelo alto-falante alguns minutos depois, dizendo o que estava acontecendo, então olhamos pela janela e todos diziam "Oh, meu Deus, é isso, bem ali, o World Trade Center". E literalmente vimos o segundo avião chegar.

Todos ficaram arrasados naquele dia. Durante anos depois disso, quando eu pensava a respeito, tinha de parar o que estivesse fazendo, sentar-me e chorar. E [a foto do hijab] foi em 2007, acho. Então foi seis anos depois, e foi naquele lugar, e [eu estava pensando] aqui é tão escuro. Estar realmente perto daquele ataque como uma nova-iorquina.

Eu sabia que havia muita coisa acontecendo que fazia os muçulmanos serem acusados. Mesmo nós, que éramos pessoas comuns, ouvíamos: "Você não se manifesta o suficiente. Você não fala contra esses terroristas". E eles não têm ideia de que estamos constantemente fazendo isso --dizendo que eles não são como nós, que são pessoas que cometem pecados contra o islã. Quando dizemos essas coisas, os EUA não escutam. Houve muitas emoções de simplesmente me sentir cansada, mas também realmente dominada pela emoção de onde eu estava.

Slate: Como a foto acabou chegando a Shepard Fairey para o cartaz de resistência?

Ahmed: Pelo que eu sei, [a Fundação Amplifier] tinha imagens em mente para recriar para essa campanha. E Mark Gonzales, seu diretor de parcerias estratégicas, disse que apresentou essa imagem dizendo que devia ser considerada. Shepard me disse que lhe apresentaram muitas imagem de mulheres usando uma bandeira americana como hijab. Ele falou: "Munira, não sei se você sabe disso, mas há muitas fotos que têm uma mulher muçulmana usando uma bandeira como hijab". E: "Quando eu vi a sua, decidi na hora". E ele fez um comentário sobre a resiliência em meus olhos ou algo assim. E apenas disse: "Parece que você é uma pessoa normal --muitas outras fotos parecem modelos posando, e a sua foto fala sobre o que estava acontecendo muito mais que as outras".

Slate: Você sabia antes que a foto fosse escolhida que poderia ser o centro de uma enorme campanha?

Ahmed: Não! Eu não sabia de nada até que o fotógrafo me procurou, há cerca de um mês, e me disse: "É isso que vamos fazer, e eu quero que você seja a primeira a saber... e preciso da sua aprovação e autorização para fazer isso".

Slate: Você hesitou antes de aceitar?

Ahmed: Sim. Eu sou dessas pessoas que precisam saber de todos os detalhes possíveis antes de seguir em frente com qualquer coisa. Eu sempre estou meio na retaguarda desse jeito. Precisava ter mais consciência do que realmente ia acontecer com essa foto. Quando eu recebi mais informação foi quando troquei e-mails com Mark Gonzales. Então comecei a me sentir mais à vontade e embarquei.

Slate: O que a imagem simboliza para você? E o que você acha que as pessoas sentem quando a veem em um cartaz?

Ahmed: O que é mais aparente e simbólico na imagem, não importa quem esteja olhando, é que é uma mulher muçulmana e americana, e ela é as duas coisas e não está fazendo um compromisso.

Slate: Como essa intersecção de identidades ocorre na sua vida?

Ahmed: Sou uma mulher muçulmana --fui muçulmana toda a minha vida, e também sou americana desde que nasci. Por isso não posso separar as duas coisas. Não poderia nem que quisesse. Mesmo que um dia eu pensasse em deixar minha religião --o que não vou fazer--, ser muçulmana está entranhado em quem eu sou.

Já tive alguns choques racistas, mesmo com desconhecidos. Houve um em particular --eu estava sentada em um ônibus e uma mulher começou a falar alto e deixar claro que falava sobre mim, e dizia para sua amiga: "Esta aqui, não sei de que maldito lugar ela vem". E as pessoas ignoravam o que estava acontecendo, ou apontavam e riam, divertindo-se com a cena. Quando eu percebi o que estava acontecendo, eu disse: "Desculpe-se", para que ela soubesse que eu estava escutando. E ela disse: "Volte para o seu maldito país". E eu: "Eu nasci aqui, sua cadela", porque não consegui segurar a raiva que senti. Não acho apropriado chamar alguém que você não conhece de cadela, mas também acho que eu não devia deixar de me defender. Realmente me fez sentir que não sou deste país porque não sou parecida com você.

Slate: Eu li que você normalmente não usa hijab. O que você pensou ao fazer essa foto e se tornar um símbolo da mulher com hijab?

Ahmed: Quando Ridwan me apresentou o conceito, lembro que pensei: "É apropriado alguém que não usa hijab posar com um hijab?" Porque eu não vejo isso como uma simples roupa. Sei que é um símbolo de muito mais. Mas também sei que sou tão muçulmana quanto uma mulher com hijab. E quero que elas saibam que respeito sua escolha. É bonito. Muitas mulheres realmente se tornam mais poderosas e radiantes quando o usam, ao contrário do que as pessoas pensam, que é oprimida ou vítima patriarcal.

O que me fez achar que devia fazer isso foi quando naquela época li algo que disse que David Chapelle era muçulmano. E quando alguém lhe perguntou sobre sua identidade islâmica, ele disse: "Eu realmente não quero falar sobre isso, porque não quero que alguém associe as coisas ruins que há em mim com algo que é tão bonito". E quando eu li isso pensei: "Puxa, não seria bacana se ele não se importasse e simplesmente fosse muçulmano, e todo mundo neste país saberia que uma das figuras mais populares da cultura deste país é muçulmano, que isso fosse sabido por todos?" Eu queria que as pessoas vissem que você pode ser alguém que não é perfeito, tem vícios, talvez fale palavrões, talvez estrele um filme chamado 'Pra Lá de Bagdá', e ainda pode ser um muçulmano. Não somos caricaturas, somos pessoas reais.

Slate: Como foi ver seu rosto em toda parte nos protestos da posse e na Marcha das Mulheres?

Ahmed: Foi realmente surreal. Eu não sabia que ia estar em todo lugar daquele jeito. Sabia que muita gente baixou a foto no site da Amplifier. Só não sabia se seria principalmente nas cidades onde há sedes da Amplifier, ou em Nova York. Não sabia que na própria Washington estaria em todo lugar, na marcha principal. Foi incrível! Só digo isso, foi incrível. Mas o interessante é que ninguém me reconheceu nela. Não é uma cópia exata da foto. É como uma versão de quadrinhos de super-herói daquela foto, o que foi legal, porque eu pude me aproximar das pessoas que seguravam a foto e dizer: "Oi, posso tirar uma foto sua com esse cartaz?" Havia uma mulher que a usava como um broche. Eu apontei e disse: "Oi, gostei do seu broche", só para ser simpática. E ela: "Este broche? Este?", e eu disse: "Bacana". Só queria ver o que ela diria, por que ela gostava da imagem. E afinal ela tirou o broche e o deu para mim. Foi quando percebi que ela era surda. Quando tentei devolver, ela insistiu que eu o guardasse e indicou que tinha muitos outros iguais.

Foi um lindo dia. Sinceramente, acho que o que fizemos foi algo que realmente entrará na história. Todas as marchas de irmãs em todo o mundo fizeram-me sentir que eu faço parte de uma coisa obviamente muito maior que eu, mas que também me inclui.

Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves



domingo, 20 de novembro de 2016

A arte de mentir em tempos de pós-verdade

Eleitores de Trump e o próprio em êxtase.
Quanto desta cena é verdade?
Ou pós-verdade...

Sim, é isto mesmo o que você leu no título, a mentira virou uma forma de "arte" nesses tempos em que a verdade não basta mais por si só, ela precisa de um "plus".

Qualquer semelhança com o discurso político único supostamente "ético" que ouvimos diariamente no Brasil não é mera coincidência.

Leia o artigo abaixo, publicado no The Economist, traduzido e reproduzido no Estadão, que você vai entender o porquê:

Arte da mentira

Na política, a verdade já não é mais é falseada ou contestada; tornou-se secundária no debate público

Os políticos sempre mentiram. Faz alguma diferença se resolverem deixar a verdade totalmente de lado?

A essa altura deve estar claro que Donald Trump habita um mundo onde os fatos são, quando muito, imigrantes indesejáveis. Nesse mundo de fantasia, Barack Obama usa uma certidão de nascimento falsa e é o fundador do Estado Islâmico (EI), os Clinton são assassinos e o pai de um dos adversários do magnata nas primárias esteve com Lee Harvey Oswald quando este distribuía panfletos pró-Cuba.

Trump é o principal expoente da política “pós-verdade”, um estilo de atuação na esfera pública que se distingue pelo uso frequente de afirmações aparentemente verdadeiras, mas sem qualquer respaldo na realidade. O descaramento do bilionário não é penalizado, sendo antes tomado como prova de que o eleitor está diante de alguém que não abaixa a cabeça para as elites no poder.

E Trump não é o único. Na Grã-Bretanha, um dos argumentos utilizados pela campanha que venceu o referendo de junho foi o de que, se não aprovassem a saída da União Europeia (UE), os britânicos seriam invadidos por uma horda de imigrantes, já que a Turquia estaria prestes a ingressar no bloco.

Se, como The Economist, o leitor acredita que a política deve se basear em fatos, isso é preocupante. As democracias mais sólidas dispõem de mecanismos de defesa para se proteger da pós-verdade. Países autoritários são vulneráveis.

Mas a pós-verdade é mais que uma simples invenção de elites que ficaram a ver navios. A expressão põe em evidência o cerne do que há de novo na política: a verdade já não é falseada ou contestada; tornou-se secundária. No passado, o objetivo das mentiras políticas era criar uma visão enganosa do mundo. As mentiras de homens como Trump não funcionam assim. Seu intuito não é convencer, e sim reforçar preconceitos.

São os sentimentos, não os fatos, que importam nesse tipo de discurso. A incredulidade dos adversários legitima a mentalidade “nós-contra-eles” que os candidatos anti-establishment exploram com sucesso. E se os oponentes tentam mostrar que as palavras não correspondem à realidade, veem-se obrigados a lutar no campo de batalha escolhido pelos líderes pós-verdade. Quanto mais os defensores da permanência da Grã-Bretanha na UE se esforçavam para mostrar que os partidários do Brexit usavam cálculos superestimados ao determinar os valores gastos pelo país por fazer parte do bloco europeu, por mais tempo mantinham a magnitude desses gastos sob os holofotes.

A política pós-verdade tem muitos pais. Alguns são dignos de louvor. Submeter as instituições e as autoridades a questionamentos é uma virtude democrática. Assumir uma atitude cética e desafiadora diante dos líderes é o primeiro passo para reformar uma sociedade. O colapso do comunismo foi acelerado graças a pessoas corajosas para contestar a propaganda oficial.

Acontece que há também forças corrosivas em ação. Muitos eleitores sentem que foram enganados e deixados para trás, ao passo que as elites continuam a viver no bem-bom. Detestam os tecnocratas que diziam que o euro contribuiria para melhorar suas vidas . Nas democracias ocidentais, as pessoas já não confiam como antes nos especialistas e nas instituições.

Mídia. A evolução da mídia também ofereceu terreno fértil para que a pós-verdade florescesse. A fragmentação das fontes noticiosas criou um mundo atomizado, em que mentiras, rumores e fofocas se espalham com velocidade alarmante. Mentiras compartilhadas online, em redes cujos membros confiam mais uns nos outros do que em qualquer órgão tradicional de imprensa, rapidamente ganham aparência de verdade. Confrontadas com evidências que contradizem crenças que lhes são particularmente caras, as pessoas preferem fechar os olhos para a realidade. Práticas jornalísticas bem-intencionadas também têm culpa no cartório. A busca da “imparcialidade” na veiculação de notícias com frequência cria um falso equilíbrio, às custas da verdade. Os cientistas da Nasa dizem que Marte provavelmente é desabitado; o professor Zureta diz que pululam alienígenas no planeta. Opinião por opinião, cada qual que escolha a sua.

Quando a política começa a ficar parecida com um ringue de luta-livre, a sociedade arca com os custos. Ao insistir em dizer - para perplexidade de alguns dos conservadores mais empedernidos - que Obama fundou o EI, Trump impede a realização de um debate sério sobre como lidar com extremistas violentos. Governar é complicado; aos olhos da política pós-verdade, porém, a complexidade é só um truque ilusionista que os especialistas usam para levar todo mundo no bico.É tentador pensar que, quando ideias vendidas sem amparo na realidade começarem a soçobrar, os eleitores abrirão os olhos e perceberão que se deixaram levar por líderes que não se dão o trabalho nem de disfarçar as mentiras. A pior parte da pós-verdade, porém, é que não se deve contar com esse movimento de autocorreção. Quando as mentiras tornam o sistema político disfuncional, é possível que os resultados negativos acabem por realimentar a mesma alienação e o mesmo descrédito nas instituições que estão na própria origem da política pós-verdade.

Políticos “pró-verdade”, às armas. Para enfrentar essa situação, os políticos comprometidos com os fatos e com a democracia precisam partir para o contra-ataque e incorporar uma linguagem mais aguerrida . Assumir uma posição de humildade e reconhecer os equívocos a que foram levados pela arrogância e pelo excesso de confiança também ajudaria. A verdade conta com forças poderosas a seu lado.

As democracias também têm instituições que podem ajudar. Sistemas judiciários independentes dispõem de mecanismos para estabelecer a verdade. O mesmo se aplica a órgãos criados para orientar a implementação de políticas públicas - em especial os que têm laços com a comunidade científica.

Se Trump for derrotado em novembro, a política pós-verdade parecerá menos ameaçadora, muito embora o bilionário tenha feito sucesso demais nos últimos meses para que ela suma do mapa de uma hora para a outra. Bem mais preocupante é a situação de países como Rússia e Turquia, onde autocratas recorrem à pós-verdade para silenciar os adversários. Deixadas à deriva num oceano de mentiras, as pessoas não terão em que se agarrar. Embaladas pela novidade da política pós-verdade, correm o risco de se ver nas mãos da opressão à moda antiga. / TRADUÇÃO DE ALEXANDRE HUBNER



Erasmo Carlos cantando "Pega na Mentira" em 1981. Premonitório?




segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Como os escoceses reagem ao haka do rugby neozelandês?


Veja na divertida propaganda abaixo:





quarta-feira, 17 de setembro de 2014

O dedo corredor

Só para lembrar a você, homem já na casa dos 40 (ou mais) anos de idade, sobre a importância do exame de próstata, com muito bom humor:




terça-feira, 19 de novembro de 2013

Bola de Neve quer vetar livro sobre igreja

A matéria é do UOL:

Bola de Neve tenta barrar ‘biografia’ sobre marketing e igreja

ANNAVIRGINIA

A Bola de Neve, igreja evangélica liderada por um pastor surfista que usa pranchas como púlpito, tentou barrar na Justiça o livro “A Grande Onda Vai te Pegar – Marketing, Espetáculo e Ciberespaço na Bola de Neve Church”.

Virou marola a ação apresentada na 2ª Câmara de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo: uma liminar para proibir o lançamento da obra foi negada aos advogados da igreja.

O título teoriza sobre supostas estratégias de mercado adotadas pelo apóstolo Rina, que fundou a “church” em 1999. Trata-se de um tipo que dispensa gravatas e adota leve topetinho (com cabelo mais tosado nos lados) para combinar com o estilo “mamãe passou Cenoura & Bronze em mim”, popular entre os jovens, formado em marketing e pós-graduado em administração.

Alguns subcapítulos do livro da discórdia:

Marketing ‘de Jesus’ e teologia da prosperidade Conhecendo/acessando a lojinha/shopping/Planet Bola É dando à igreja que se recebe de Deus: preparando davis para as finanças Nós somos a dobradiça da porta: as mulheres do Bola como costela

Eduardo Meinberg Maranhão, 40 anos, o “Du”, foi fiel da igreja entre 2005 e 2006. Já ex-“bolado”, defendeu em 2010 uma dissertação de mestrado em história, na Universidade do Estado de Santa Catarina, sobre a instituição. O trabalho acadêmico virou livro, que logo virou dor de cabeça para seu autor.

No último 30 de outubro, durante o lançamento da obra na USP, Du foi interpelado por um advogado da Bola. “Ele tentou me persuadir, dizendo que eu teria problemas caso lançasse o livro.”

Nos autos do processo, o juiz cita o artigo 20 do Código Civil –que veta biografias não autorizadas e que Roberto Carlos e Caetano Veloso, antes de procurarem se desentender, lutavam para preservar.

Para o juiz Alexandre Marcondes, a utilização desse dispositivo “apenas será tolerada quando seja possível afastar, de imediato, a presunção constitucional de interesse público”. O que não seria o caso aqui: “O interesse público é inegável”.

Para ele, o trabalho é acadêmico, e a igreja, apesar de ser pessoa jurídica de direito privado, “congrega interesses públicos e privados”.

MARCA

Conversei com uma advogada da igreja, Taís Amorim, por telefone e e-mail. Ela defende que o x da questão nada tem a ver com censura prévia, e sim com o uso indevido “da marca”.

“O autor utiliza, sem qualquer autorização, o nome da igreja na capa do livro, induzindo a erro especialmente os milhares de membros da entidade, que poderiam confundir a publicação como sendo da própria igreja (como de fato foi possível constatar no pouco de divulgação via Facebook).”

Taís também diz que, pela sinopse do livro, “foi possível deduzir que o juízo de valor promovido pelo autor não condizia à realidade da entidade”. Enxergar a Bola de Neve como uma “agência mercadológica é uma inverdade e, portanto, uma ofensa à entidade, que tem como único alvo e fomentador de seus trabalhos o Senhor Jesus Cristo”.

A advogada foi a primeira a me ressaltar a formação em marketing do apóstolo. Ela diz que Du procurou Rina com algumas perguntas sobre a igreja –mas decidiu ignorar suas respostas. Como aquela em que líder religioso teria dito: “Rasguei e joguei fora todos os livros e aprendizado que obtive na faculdade, pois quem dá o crescimento à igreja é Deus”.

O autor afirma que conversou com Rina pelo Facebook, em setembro. As respostas só teriam chegado há cinco dias do lançamento, sem tempo hábil para inseri-las no livro, que a essa altura já estava na gráfica.

NO PRINCÍPIO ERA…

Janeiro de 2005. Du, cantor de rock nas noites paulistanas, havia se mudado para Florianópolis no dia 31 de dezembro, “atrás de vida nova”. Já conhecia wicca, bruxaria, kardecismo, “mil igrejas evangélicas” –com direito a “heavy metal gospel”.

Até que uma amiga chegou com a proposta:

- E aí, Du, você já foi à Bola de Neve?

Ele perguntou se era o nome de uma sorveteria local.

“Rindo de mim, ela me explicou que se tratava de uma igreja evangélica de surfistas, que tocava reggae e rock e tinha a fama de ser liberal em relação a muitos costumes, inclusive permitindo que os fiéis ‘ficassem’ durante o culto e que fumassem maconha na igreja”, escreve no livro.



Nota rápida da blogueira: em 2011, visitei dois cultos da Bola de Neve no templo da Pompeia, zona oeste de São Paulo, e não vi nada disso: o que testemunhei de mais radical foi uma adolescente de bandana na cabeça, estilo Axl Rose, e uma camisa do Bob Esponja que dizia algo mais ou menos por aí: “Nada de amarelar: chega de absorver pecados!”

Em 266 páginas, o autor intercala análises acadêmicas com sua experiência na Bola de Neve. Narra um evento que foi com a namorada: “Nos sentamos próximos ao altar-palco e exatamente à nossa frente estavam Monique Evans e Cida Marques, [...] as duas vestidas de minissaia e blusa (bem) decotada”.

Diz ele: “Em minha dissertação, termos como agência religiosa, marketing, espetáculo e midiatização são entendidos de forma diferente do senso comum, que trata e tende a ver os mesmos do lado oposto da dimensão do sagrado. Tais termos não têm sentido negativo nem positivo, na minha opinião são categorias de análises – rasuráveis, como proponho”.

Responsável pela publicação, a Fonte Editorial espera a entrega da primeiro tiragem comercial do livro, de até 1.000 exemplares, segundo o editor Eduardo de Proença (o autor calcula que cada um custará em torno de R$ 40).

Em seu catálogo, “A Grande Onda Vai te Pegar” se somará a títulos como “O Evangelho Segundo os Simpsons”, “O Lado Bom do Calvinismo” e “Deus, Diabo e Dilma: Messianismo Evangélico nas Eleições 2010”.



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Mulheres indianas fazem anúncio sarcástico contra estupro


A exemplo do que ocorre em tantos outros lugares do mundo, o estupro é um colossal problema na Índia, onde fatores culturais perversos agem como "justificadores" da violência sexual contra a mulher que, por exemplo, está voltando do trabalho sozinha à noite.

As autoridades políticas, policiais e judiciárias que, supostamente, deveriam combater esse crime bárbaro, tendem a culpar as próprias vítimas pelo fato delas terem corrido o risco de se expor ao mórbido desejo masculino.

Se alguém procurasse escapar pela via religiosa, tampouco teria sucesso. 

Por exemplo, o guru Asaram Bapu, um dos mais famosos do país, disse que a mulher, ao invés de resistir, deveria rezar para Deus e chamar os estupradores de "bhaya" ("irmão" em hindi), o que - milagrosa e automaticamente - as pouparia da agressão.

Já que nem o hinduísmo, religião majoritária na Índia, serve de refúgio, o jeito foi um grupo de mulheres do meio artístico e humorístico local gravarem um vídeo mostrando, com o mais absoluto sarcasmo, como esses conceitos incriminadores da vítima devem ser "lidos" na prática.

Há quem diga, na Índia, que o chow mein (comida chinesa da qual o nosso popular yakisoba é uma variação) é extremamente afrodisíaco, e abriria as  comportas dos instintos mais primitivos dos homens. 

Registre-se, por oportuno, que a denúncia das mulheres indianas não serve só para o seu país, mas para todos os outros em que a mulher continua sendo desrespeitada, abusada e violada, e mesmo assim há quem as culpe por "tentarem" os pobres machos indefesos e sedentos de prazer.

O resultado do vídeo "É Sua Culpa" você pode ver abaixo, com legendas em português:




quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Pais, protejam seus filhos dos pedófilos!


O vídeo abaixo foi produzido pela UNICEF no Chile, para alertar os pais quanto à responsabilidade que eles têm no cuidado, na prevenção e na educação de seus filhos, para que os pequeninos não sejam presas fáceis das armadilhas típicas dos pedófilos.

Na produção chilena, um homem vestido de algodão doce vai a um parque de Santiago, capital do país, e - sem fazer nenhum esforço - as crianças vão se aproximando pela curiosidade natural da infância, e obviamente pelo doce colorido que atrai seus olhos e seu apetite.

Afinal, imagine-se na pele de uma criança: quer coisa mais fofa do que um "monstro" de algodão doce ambulante do qual você pode tirar pedaços e comer?

A situação toda é tão meiga que os próprios pais se aproximam do homem de algodão doce para pegar alguns pedaços para os seus filhos.

Terminada a guloseima, o homem então distribui um cartão a cada pai e mãe ali presente, com os seguintes dizeres:
É assim tão fácil para um pedófilo atrair uma criança.
Estejamos alertas!
O semblante desconcertado e o olhar perdido no infinito dos pais faz com que eles voltem à realidade dura e crua das ruas, e percebam como aquela situação poderia facilmente colocar seus filhos à disposição de predadores sexuais.

O resultado do vídeo é, portanto, assustadoramente espetacular:



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Papa não foi bom garoto-propaganda do Fiat Idea

Vamos combinar: não deve ser fácil a vida de papa, né não? Agora quando ela se mescla com as obrigações de um garoto propaganda, aí a coisa complica de vez, segundo conta matéria publicada no jornal Valor Econômico de 05/09/13:

Nem papa Francisco salva vendas do Idea

Eduardo Laguna

Já se passou mais de um mês, mas a cena permanece nítida na memória de muita gente. O papa Francisco, em sua primeira visita ao Brasil desde a eleição no conclave, desembarca na Base Aérea do Galeão e, após cumprimentar autoridades, entra a bordo de um Idea em direção ao centro do Rio de Janeiro. No meio do trajeto, o carro para em um congestionamento na avenida Presidente Vargas, sendo cercado por centenas de fiéis. Com os vidros abertos, Francisco saúda o povo, que tenta tocar e tirar fotos do pontífice. Alguns conseguem apertar sua mão e, em dado momento, o papa chega a beijar um bebê.

Para os organizadores da visita, o episódio foi motivo de constrangimento. Já para a Fiat - a fabricante do carro "ilhado" no congestionamento do Rio -, foi um momento de impagável exposição às câmeras que transmitiram as imagens para todo o mundo.

O efeito comercial de ter um papa como garoto-propaganda foi, contudo, praticamente nulo - pelo menos até o momento. Números divulgados na segunda-feira pela Fenabrave, a entidade que representa as concessionárias de veículos, mostram que as vendas do Idea, o "carro do papa", caíram em agosto para o nível mais baixo em seis meses (veja gráfico ao lado).

A escolha do pontífice pela minivan compacta foi incapaz de inverter a trajetória de queda do modelo, assim como não impediu que a Fiat acompanhasse a inflexão de todo o mercado ao terreno negativo em agosto. No acumulado de janeiro a agosto, as vendas do Idea recuaram quase 9%. Quando se acrescenta os demais modelos de seu portfólio, a Fiat, líder no mercado brasileiro, registrou queda de 5,7% em igual período, mais do que a retração média de quase 2% de toda a indústria de veículos leves.

Marcos Morita, especialista em marketing e professor da Universidade Mackenzie, diz que o Idea já é um modelo em fase de declínio no chamado "ciclo de vida do produto". "Isso pode ser comprovado não apenas pelas vendas em declínio, mas também pelo tempo que o modelo está no mercado e a falta de investimento da montadora em novas versões ou mudanças mais profundas", afirma.

Mas diante da desaceleração do consumo de veículos no país, a queda da Fiat não seria evitada por mais que o papa estimulasse o interesse pelo Idea. O modelo, embora seja o segundo em seu segmento, não tem escala para determinar crescimento ou queda da marca italiana. Suas vendas, de pouco mais de 26 mil unidades no ano passado, são muito inferiores às dos carros mais populares da montadora, caso do Uno e do Palio - cujos volumes somaram 255,8 mil e 186,4 mil carros em 2012, respectivamente.

A montadora diz que o interesse dos consumidores pelo carro cresceu, mas o efeito nas vendas não foi imediato porque os estoques do modelo nas concessionárias estavam baixos. Segundo Marco Antônio Lage, diretor de comunicação e sustentabilidade da Fiat, o contato com a equipe encarregada pelo deslocamento do papa no Brasil foi relativamente rápido. Uma semana antes da chegada da comitiva, a montadora colocou toda sua linha à disposição e entregou os veículos na noite anterior ao desembarque de Francisco no Galeão.

A Fiat chegou a propor o utilitário esportivo Freemont, mas a opção foi vetada pela equipe do Vaticano, que considerou o carro sofisticado demais para o estilo espartano transmitido pelo pontífice. O Idea agradou por seu bom espaço interno e ampla área envidraçada da janela traseira, valorizada por permitir um melhor contato visual com o público. "Entregamos os carros sem qualquer preparação especial, acessórios ou opcionais. Exatamente iguais aos encontrados nas concessionárias e disponíveis para o público", afirma Lage.

A Fiat foi discreta nas ações de marketing e não explorou o caso em grandes campanhas publicitárias. Agiu apenas nas redes sociais, onde a repercussão do episódio atingiu mais de 1 milhão de pessoas, segundo a própria empresa. No dia 22 de julho, quando as imagens do papa preso no congestionamento do Rio retratavam sua chegada ao país, a marca publicou uma foto do carro em sua página no Facebook com a mensagem "Boa Idea, Francisco".






Agora, cá entre nós, pra crentaiada que gosta de "decretar", "determinar" bênçãos materiais, fica a dica:





terça-feira, 27 de agosto de 2013

Como usar Hitler numa propaganda

Uma rápida passada d'olhos na TV aberta mostra que os profissionais de marketing costumam testar os limites da publicidade quase que diariamente.

Esforçam-se inclusive para que eventuais exageros sejam inicialmente julgados pelos seus pares, como ocorre no Brasil com o CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária.

Alunos da Academia de Cinema de Ludwigsburg, na Alemanha, resolveram fazer uma espécie de propaganda (não autorizada) do sistema de prevenção de colisão dos automóveis da montadora Mercedes-Benz, partindo da premissa: "Já que o sistema funciona bem, o que teria acontecido se ele tivesse sido desenvolvido muito tempo atrás?"

Para tanto, imaginaram Hitler ainda criança na sua cidade natal Braunau am Inn (Áustria), com os moradores encantados com um Mercedes-Benz do século XXI passeando pelo vilarejo e a sua mãe gritando "Adolf!".

O vídeo chegou ao conhecimento da montadora, que o considerou "inapropriado", mas talvez pelas milhões de visualizações até agora, não forçou os estudantes a retirá-lo do ar, pelo menos por enquanto.

O resultado surpreendente, com o alerta "Detecte o problema antes que ele apareça" e o menino Hitler em posição de suástica no final, você vê no vídeo abaixo:





domingo, 21 de julho de 2013

McDonald's será o restaurante oficial da JMJ Rio 2013

Ops! o papa já é outro, mas foi
Bento XVI que agendou o evento!
Habemus fritam! É... O papa é franciscano, mas o evento é capitalista, "merrrmão"! 

Já pensou se os "pastores" da prosperidade resolverem "patrocinar" seus eventos também? Hã?! Já patrocinam? Abafa!

A notícia é do Brasil de Fato:

McDonald´s será o restaurante oficial da visita do Papa Francisco ao Brasil

Acordo firmado com a organização da Jornada Mundial da Juventude prevê a entrega de um cartão especial com o qual os participantes poderão comprar lanches da rede de fast food

A visita do Papa Francisco ao Brasil para participar da Jornada Mundial da Juventude terá como restaurante oficial o McDonald´s. A rede de fast food assinou, no final do mês de junho, um acordo de exclusividade com a organização do evento, que acontece no Rio de Janeiro a partir da terça-feira (23) e espera reunir 2 milhões de pessoas.

Os participantes ganharão um cartão especial com o qual poderão comprar lanches no restaurante. O McDonald´s teria, inclusive, desenvolvido até um “combo do peregrino”, composto por um sanduíche mais acompanhamentos.

Não é novidade a parceria do McDonald´s com grandes eventos. Nas Olimpíadas de Londres, em 2012, a rede de fast food e a Coca-Cola tiveram exclusividade na comercialização de alimentos e bebidas. Na ocasião, o McDonald´s construiu o maior restaurante da rede no mundo, com capacidade para 1.500 pessoas sentadas, para receber os turistas.

O McDonald´s é patrocinador oficial dos eventos da FIFA, como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, o que lhe garante exclusividade de publicidade e comercialização de alimentos.

Irregularidades

A rede de fast food, no entanto, enfrenta diversas denúncias de irregularidades trabalhistas no Brasil. Recentemente, um inquérito foi aberto pela Polícia Federal para investigar o McDonald´s por suspeita de submissão de seus funcionários a condições análogas à escravidão. A PF instaurou o inquérito policial, que corre sob segredo de Justiça, após denúncia de não pagamento de salários a uma funcionária durante os oito meses em que ela trabalhou em um dos restaurantes da rede.

Além disso, em março deste ano, a Justiça do Trabalho determinou que a rede de fast food regularize a jornada de trabalho dos 42 mil funcionários das 600 lojas da Arcos Dourados, maior franquia do McDonald´s no país. A decisão atendeu a uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Pernambuco contra a jornada móvel e variável praticada pela rede de fast food. A cláusula contratual estabelecia que os trabalhadores seriam remunerados pela hora trabalhada, sem terem uma jornada diária fixa pré-determinada, ficando à disposição das necessidades da empresa.

A decisão judicial também determinou uma série de adequações trabalhistas. Entre elas, obrigou o McDonald´s a permitir que os funcionários possam levar sua própria alimentação para consumir nas dependências da empresa durante o expediente. Conforme constatado pelo MPT/PE, os trabalhadores só podiam comer os lanches fabricados pela própria rede de fast food e eram proibidos de se ausentarem das lojas da rede nos horários de refeição.





quinta-feira, 30 de maio de 2013

Um pedido de casamento norueguês à italiana

A gente precisava limpar a barra da Noruega aqui no blog, que ficou tão negativamente marcada por aquele triste episódio do "terrorista cristão" que provocou dezenas de mortes em julho de 2011, algo que esperamos jamais se repita em qualquer parte do mundo.

Chega de um pequenino povoado da Noruega, na ilha de Røvær, com apenas 110 habitantes e um só automóvel, um momento singelo e mágico, em que um jovem morador chamado Daniel planeja pedir sua namorada, Gerda, em casamento.

Daniel sabe que Gerda gosta da Itália, e ele não vê outro modo mais romântico de pedi-la em casamento do que à italiana.

Na impossibilidade de irem juntos à Itália, Daniel resolve trazer a Itália à Noruega, de preferência ao som de "O Sole Mio!".

Para tanto, consegue a cumplicidade dos moradores de Røvær e a ajuda de uma empresa de materiais de construção e decoração, que aproveita a ocasião para fazer a sua propaganda.

O resultado deliciosamente romântico você pode ver no vídeo abaixo:


Dica do Uhull



sexta-feira, 8 de março de 2013

A dança do pônei


Ok, é só uma propaganda, mas é sempre bom se divertir com esses estranhos e simpáticos animais, os pôneis, que as meninas adoram e a quem sempre parece estar faltando alguma coisa (menos dançar, com direito a moonwalk do Michael Jackson):




sábado, 2 de fevereiro de 2013

A melhor recepção de aeroporto do mundo

OK, já faz mais de 2 anos que essa promoção publicitária invadiu o aeroporto de Heathrow, em Londres, mas bem que a gente podia sonhar um pouco em receber as boas vindas dessa maneira inusitada, né não?




sábado, 29 de dezembro de 2012

Não confie na foto do perfil

OK, a propaganda da câmera da Samsung é de 2009 (o que a torna antiga para os padrões tecnológicos atuais), mas continuam valendo as dicas para esconder aquelas, digamos, "imperfeições" que incomodam tanto na hora de se mostrar nas redes sociais:






terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Uruguai evita o fim do mundo

Como faltam só 10 dias para o fim do mundo, segundo o calendário maia, o jeito é apelar para uma saída bastante improvável, mais ao sul, e de preferência com sorvete, porque o calor tá de matar...


Dica do Treta




sábado, 1 de dezembro de 2012

O poder das palavras



Às vezes tudo o que você necessita para mudar a sua visão e a sua posição no mundo é trocar as palavras com as quais você o enfrenta. Ou contratar um bom profissional de marketing, se é que um não vai passar na sua frente e te ajudar de graça:





sábado, 20 de outubro de 2012

Como fazer propaganda eleitoral



A sua campanha para vereador não deu certo? Mal teve os votos da família?

Aprenda então a fazer propaganda direito para não fazer feio nas próximas eleições.

Finalmente, um vídeo altamente instrutivo para ensinar você a ser o seu próprio marketeiro eleitoral:





sábado, 15 de setembro de 2012

Photoshop de propaganda de prefeitura quase acaba com casamento


Tome cuidado quando autorizar o uso da sua imagem por quem quer que seja. Você nunca sabe o que o photoshop é capaz de fazer com ela. A notícia vem do G1:

'Photoshop' da Prefeitura quase acaba com casamento em Ribeirão

Revista institucional usou montagem com foto de pedreiro e falsa família.
Trabalhador diz que uso da imagem foi indevido e pede R$ 124 mil em ação.

Um pedreiro de 34 anos entrou com uma ação contra a Prefeitura de Ribeirão Preto (SP), alegando que teve sua imagem publicada na capa de uma revista de prestação de contas da administração municipal ao lado de uma mulher e uma criança, desconhecidas dele, mas que são descritas como sendo sua família. O advogado Telmo Gilciano Grepe, um dos três que defende o trabalhador, alega que a montagem quase destruiu o verdadeiro casamento da vítima. No total, 60,7 mil exemplares da publicação foram distribuídos.

Grepe contou que o homem foi abordado por um assessor de imprensa da Prefeitura em novembro do ano passado, enquanto trabalhava em uma obra no bairro Jardim Paiva. O servidor teria oferecido R$ 50 para fotografar o pedreiro sozinho, afirmando que o material seria utilizado em uma campanha institucional.

“Levaram ele para outro bairro e em nenhum momento disseram como a imagem seria usada. Ele também não assinou nenhum documento e só soube do resultado quando alguns amigos viram a revista e ficaram fazendo piadas”, disse Grepe.

Ainda segundo o advogado, a mulher do pedreiro chegou a dizer que pediria a separação, exigindo que ele procurasse a mulher da foto para comprovar que não se tratava de um caso fora do casamento. O pedreiro também ligou para a Prefeitura, pedindo que as fotos fossem retiradas de circulação, mas não obteve sucesso.

Para o advogado, o dano moral existe porque, além de serem publicadas na revista que chegou a ser distribuída gratuitamente no bairro onde o casal reside, as fotos foram expostas em pontos de ônibus e vidros traseiros dos coletivos urbanos. “É uma situação muito humilhante e que causou um desconforto muito grande para a família”, afirmou o advogado, que pede no processo uma indenização no valor de 200 salários mínimos, o equivalente a R$ 124,4 mil.

Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Ribeirão Preto informou que o pedreiro autorizou, documentalmente, a utilização de sua imagem, de acordo com o artigo 90 da Lei n°9.610/1998 – Lei dos direitos autorais e uso de imagem.

Segundo a assessoria do governo municipal, as informações e documentos serão apresentados aos órgãos competentes quando solicitadas.



quarta-feira, 18 de julho de 2012

Candidata a vereadora pelo PSDB/SP exorciza marxista

Este é um desses momentos constrangedores de vergonha alheia em que a gente não sabe ao certo o que criticar, até porque tudo parece ser uma piada de mau gosto.

No vídeo abaixo, que se presume seria uma propaganda da sua candidatura à Câmara de Vereadores da capital paulista, um (supostamente petista) marxista - vestido com uma camiseta vermelha da Adidas - aparece para atrapalhar o "trabalho" de Dani Schwery (curioso: desde quando ser candidato a qualquer coisa é "trabalho"?), e do nada surge a figura de um padre exorcista que tira o capeta do militante vermelho.

Exorcizado, o ex-comunista convertido ao capitalismo, já com uma camiseta azul da Nike, é incentivado a "assistir CQC", "jogar o currículo no mercado", seja na Catho, na Infojobs, e depois ele se diz "uma nova pessoa, graças a Dani Schwery" e passa a defender o direito do leiteiro e do açougueiro de venderem seus produtos (?!).

Aparentemente, a candidata Dani Schwery existe, e a gente fica sem saber o que exatamente ela está satirizando, se está fazendo uma autocrítica de sua condição de "patricinha" da Praça do Por-do-Sol ("um dos importantes ícones da cidade de São Paulo", segundo ela diz), se ironiza os exorcismos televisivos, se tem alguma coisa contra o CQC, Adidas, Nike e/ou as agências de emprego online, ou mesmo se ela tem alguma pretensão real a ser eleita para qualquer coisa.

Tudo bem que o objetivo foi atingido (ela ficou conhecida), mas o vídeo, no fundo, nem divertido consegue ser, é uma tremenda aula de contrapropaganda mesmo, só não se sabe contra o quê...





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