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sábado, 19 de agosto de 2017

O que fazer quando seu filho é neonazista?

Foto: Evelyn Hockstein / The Washington Post

Pergunta dura e atual inclusive para brasileiros que veem assustados o crescimento do fascismo no Brasil, especialmente nos arraiais que se dizem "evangélicos".

A matéria é do Estadão:

Quando seu filho se torna um neonazista

Se em outros tempos o racismo era absorvido em casa, internet mudou a lógica da radicalização

Jessica Contrera / THE WASHINGTON POST

Durante o fim de semana inteiro, Tefft ficou de olhos fixos na TV. Em sua casa, em Dakota do Norte, passava de um canal de notícias para outro, vendo os manifestantes agitando bandeiras com suásticas, gritando “vocês não nos substituirão”, levantando o braço como nos tempos de Hitler.

E pensou em seu pai, que lutou na 2.ª Guerra, e em sua mãe, que cuidou dos soldados que quase morreram lutando contra os ideais nazistas de superioridade racial. Agora via na TV esses ideais sendo exaltados, pensando se veria o rosto conhecido de um manifestante em meio aquela multidão.

No domingo, esse manifestante bateu a sua porta. Fugira de Charlottesville, Virgínia. Tefft deixou que ele entrasse. Afinal, ainda era seu filho. Há mais de dois anos Tefft vinha discutindo com Peter, seu filho de 30 anos, na esperança de que ele abandonasse todo esse “lixo” racista e sexista que encontrou online. Agora tinha a prova inegável de que seu filho mais novo havia assimilado tais ideias. Como pai, o que deveria dizer?

Durante o fim de semana inteiro, Tefft ficou de olhos fixos na TV. Em sua casa, em Dakota do Norte, passava de um canal de notícias para outro, vendo os manifestantes agitando bandeiras com suásticas, gritando “vocês não nos substituirão”, levantando o braço como nos tempos de Hitler.

E pensou em seu pai, que lutou na 2.ª Guerra, e em sua mãe, que cuidou dos soldados que quase morreram lutando contra os ideais nazistas de superioridade racial. Agora via na TV esses ideais sendo exaltados, pensando se veria o rosto conhecido de um manifestante em meio aquela multidão.

No domingo, esse manifestante bateu a sua porta. Fugira de Charlottesville, Virgínia. Tefft deixou que ele entrasse. Afinal, ainda era seu filho. Há mais de dois anos Tefft vinha discutindo com Peter, seu filho de 30 anos, na esperança de que ele abandonasse todo esse “lixo” racista e sexista que encontrou online. Agora tinha a prova inegável de que seu filho mais novo havia assimilado tais ideias. Como pai, o que deveria dizer?

“Disse-lhe que suas ações eram inaceitáveis e o que eu pretendia fazer”, lembra Pearce Tefft. O que fez foi publicar uma carta no jornal local de Fargos, o Forum, e denunciar abertamente as crenças do seu filho. A carta seria publicada na manhã seguinte.

“Tenho compartilhado minha casa e meu coração com amigos e conhecidos de todas as raças, gêneros e crenças. Ensinei a meus filhos que homens e mulheres são criados iguais. Que temos de amar a todos da mesma maneira. Evidentemente Peter não quis aprender essas lições”, disse em sua carta.

Em outros tempos, se uma pessoa era abertamente racista, supunha-se que suas convicções já vinham de casa, ensinadas pela família. Mas hoje esses conceitos racistas estão disponíveis para qualquer um que tenha uma conexão de internet.

Do mesmo modo que contribuiu para a radicalização de muçulmanos e disseminar as teorias de conspiração, a internet oferece um terreno fértil para os supremacistas brancos, neonazistas e a ciência mentirosa que pretende apoiar suas crenças. Uma pessoa pode digerir e internalizar tudo isso, alterando drasticamente seus conceitos sem nunca ter encontrado aqueles que as persuadiram a pensar desse modo.

Quando jornalistas disseram à mãe de James Alex Fields Jr. que seu filho de 20 anos fora preso por lançar seu carro contra pessoas contrárias aos manifestantes em Charlottesville, ela se surpreendeu quando soube de que tipo de manifestação seu filho estava participando. “Não sabia que se tratava de um encontro de supremacistas brancos”, disse Samantha Bloom. E acrescentou que seu filho já teve um amigo negro.

Investigadores averiguavam fotos de manifestantes que participaram da concentração para identificar seus nomes, idades, cidade natal e empregadores. Com cada nome descoberto, havia a possibilidade de que em algum lugar mais um pai descobrisse em seu filho era um racista declarado. E no caso dos que já sabiam – bem, agora era de conhecimento geral também, e muitos não hesitariam em expor sua repulsa.

Como Tefft, esses pais se defrontarem com uma pergunta: o que fazer quando descobre que seu filho simpatiza com nazistas? Amá-lo incondicionalmente, sabendo que sofrerá a ira da sociedade? Ou acusar publicamente o filho e perder a chance de fazer com que ele mude seus hábitos?

Basta perguntar a Sherry Spencer, mãe de Richard Spencer. Seu filho ficou conhecido por uma conferência logo após a eleição de 2016, quando encerrou seu discurso gritando “Heil Trump! Heil nosso povo!”, enquanto o público fazia a saudação nazista. Ele se tornou um líder da “direita alternativa”, que defende um Estado só de brancos.

Na cidade natal da família, Whitefish, Montana, membros da comunidade exigiram que Sherry renegasse publicamente as crenças do filho. Um corretor de imóveis enviou a ela uma declaração para que assinasse, na qual ela reconhecia que a presença do filho na cidade estava “causando danos aos moradores”. Ela não assinou e fez uma postagem em um blog afirmando que o corretor a estava ameaçando.

Os membros da família de Tefft, especialmente a mãe de Peter, receberam uma avalanche de mensagens na mídia social e telefonemas de pessoas que compartilhavam ou aprovavam suas opiniões. A situação se agravou no fim de semana quando a conta no Twitter @YesYoureRacist postou uma foto de Peter na manifestação de Charlottesville com a legenda: “Esse encantador nazista é Pete Tefft, de Fargo, ND”.

Seu pai disse que as mensagens recebidas de “culpa por associação” eram tão infames que não as repetiria. E cancelou sua linha de telefone fixo.

Tefft soube pela primeira vez das ideias do filho há alguns anos, quando Peter insistiu para que ele visse os sites que estava lendo. Tefft sempre insistiu com os filhos para tentarem compreender o mundo a partir de múltiplas perspectivas. Assim, não se surpreendeu com o fato de Peter procurar ampliar seu conhecimento. Mas o que encontrou nos sites não tinha nada a ver com os valores que procurava incutir na família.

“Eu apontava o que estava errado e ele rejeitava, dizendo ‘não, você não está entendendo’. Dizia a ele que os judeus são brancos e ele respondia, ‘não são’. E também sempre negou o Holocausto. É ridículo”.

Eles discutiam sobre evidências e por que o avô, seu irmão, os irmãos mais velhos de Peter, todos haviam prestado o serviço militar. “Para lutar por um país onde todos se respeitam”, dizia o pai. E discutiam também sobre igualdade das mulheres e essa parte foi a que mais inquietou Tefft.

“Ele dizia coisas estúpidas quando começava a comparar mulheres e assuntos do gênero”, disse Tefft. Ele dizia ao filho: “Deus, você tem quatro tias, quatro irmãs, o que acontece com você?”

Nada funcionou. Quando Peter retornou a Dakota do Norte no domingo, Tefft disse que a partir de então ele não seria mais bem-vindo nas reuniões de família. Prometeu que sempre falaria com ele, mas outros parentes tinham dito que se retirariam se ele aparecesse. Estavam muito zangados com o ódio do qual eram vítimas por causa do ódio que Peter disseminava.

Às 8h21 da segunda-feira a carta foi publicada no site do jornal local. Nessa carta, Tefft lembrou-se de algo que o filho disse certa vez: “A questão é que nós, fascistas, não acreditamos em liberdade de expressão. Você pode dizer o que quiser, nós simplesmente lançamos no forno”. “Peter, você terá de colocar nossos corpos no forno, também. Por favor, renuncie ao ódio, aceite e ame a todos”, suplicou na carta. Depois disso, não teve mais notícias do filho. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

"Mulher atingindo o neonazi com uma bolsa", clássica imagem
do fotógrafo sueco Hans Runesson




terça-feira, 15 de agosto de 2017

Rio de Janeiro faz "esfihaço" para abraçar imigrante sírio que foi vítima de xenofobia

O imigrante sírio feliz da vida na foto de Matheus Pereira, do G1

Meus amigos "evangélicos góspeis", é essa a atitude cristã em relação aos fracos e desfavorecidos, não essa xenofobia e esse ódio aos pobres e ao diferente que vocês demonstram ao apoiar um certo candidato cujo nome não deve nem merece ser pronunciado, mas dificilmente vocês entenderão.

Cristãos acolhem, amam e pregam o evangelho puro de Jesus Cristo, e se tiverem que morrer para tanto, serão martirizados como "ovelhas destinadas ao matadouro" (Romanos 8:36), sem mais.

Como Tertuliano já dizia, "o sangue dos mártires é a semente da igreja", mas quem era Tertuliano (±160-220 d.C.) perto dos nobilíssimos, santíssimos e poderosíssimos líderes evangélicos brasileiros atuais, não é mesmo?

Não são "apóstolos do ódio", como alguns famosos "pregadores" hoje se propõem, simples assim...

Talvez somente quando alguns dedos misteriosos escrevam "mene mene tequel parsim" nas paredes dos seus lautos banquetes de autolouvaçao desenfreada (Daniel 5), meus caros religiosos fascistas, vocês perceberão que o seu tão propalado "reino" político-ideológico padece de autofagia.

Aí será tarde demais...

A matéria é do G1:

Cariocas fazem fila em 'esfihaço' para apoiar refugiado sírio agredido em Copacabana

Após divulgação de vídeo em que é hostilizado por outros ambulantes, Mohamed Ali recebe apoio dos brasileiros. Perto dali, no Arpoador, grupo protestou contra muçulmanos.

Matheus Rodrigues


Uma longa fila se formou neste sábado (12) nas ruas de Copacabana em torno de um carrinho de salgados árabes. Ninguém duvida do sabor das esfihas e quibes, mas o motivo para tanta gente em torno do vendedor é outro: dar apoio ao refugiado sírio Mohamed Ali, que dias atrás foi vítima de hostilizado por outros ambulantes, na esquina da Rua Santa Clara com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana.

Entre uma foto e outra entrevista, Mohamed não sabia definir o que estava sentindo. Muitos cariocas foram à mesma esquina para prestar solidariedade.

Os insultos foram registrados por quem passava e a imagem, rapidamente, se espalhou pelas redes sociais (veja nas reportagens acima). Mohamed Ali foi agredido verbalmente depois de ter o carrinho empurrado pelos agressores. Algumas mercadorias caíram no chão.

O ambulante que aparece no vídeo com dois pedaços de madeira na mão fala para Mohamed voltar para o país dele, sair do Brasil, e o ofende.

"Sai do meu país! Eu sou brasileiro e estou vendo meu país ser invadido por esses homens-bomba miseráveis que mataram crianças, adolescentes. São miseráveis. Vamos expulsar ele!", disse.

Mohamed não postou o vídeo e não foi à polícia. "Eu não quero problemas, só quero trabalhar. Eu não quero problema para ninguém", disse Mohamed Ali.

Solidariedade


O evento teve fila de quem estava disposto a ajudar...
Um empresário promoveu o “esfihaço” deste sábado e iniciou uma "vaquinha on line" para conseguir um food truck para o amigo. Guilherme Benedictis resolveu promover o evento “Comer esfiha na barraca do Mohamed” em uma rede social. Até este sábado, o evento tinha confirmação de 11 mil pessoas e despertou o interesse de outras 33 mil.

Mohamed tem 33 anos, é filho de pai sírio e mãe egípcia, nasceu na Síria e foi criado no Egito, de onde saiu há três anos. Diz que no Brasil as pessoas respeitam a religião do outro, e ele pode viver "em paz". Mesmo após a agressão, ele defende o país. "Eu amo o Brasil".

O sírio é casado com uma brasileira e tem um filho. Fugiu da guerra no Oriente Médio e não quer mais conflitos por aqui. "Eu fui para a guerra lá, cheguei aqui e não quero guerra aqui."

Na quinta-feira (10), Mohamed recebeu das mãos do prefeito Marcelo Crivella uma licença para trabalhar em Copacabana.

Protesto contra muçulmanos


Mas o ódio "religioso" nunca pode ser ignorado, há sempre gente disposta ao pior que o ser humano pode oferecer...


Enquanto o sírio era homenageado após sofrer ataques de xenofobia e intolerância religiosa, um grupo de cerca de 20 pessoas fez um protesto com ataques contra muçulmanos a poucos quilômetros dali, no Arpoador. Vestidos de preto e com cartazes com palavras como "muçulmanos: assassinos, sequestradores, estupradores", eles caminhavam em silêncio.

A educadora Débora Garcia estranhou a movimentação e, ao ler os cartazes, resolveu fotografar.

"Minha primeira reação foi não entender o que estava acontecendo. Até porque as mensagens pareciam misturar alhos com bugalhos. Pareceu um movimento 'cristão' radical contra muçulmanos, [grifamos] fazendo algum tipo de analogia louca com assassinatos, sequestros e estupros. Como se pra cometer esses crimes tivesse que ter alguma relação com algum credo em especial", disse, em entrevista ao G1.

"Estranhei a quantidade de cartazes e o uniforme preto. Primeiro, achei que era em defesa de migrantes, estrangeiros. Depois, que vi que eram totalmente contra praticamente um pedido para que saiam daqui", contou.



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Charlottesvile mostra o perigo de ser complacente com fascistas em geral

Na próxima vez em que o seu amiguinho burro disser que nazismo é uma ideologia de esquerda, mostre-lhe a matéria abaixo em que eles se assumem "de direita" e, de preferência, desenhe o que isso significa porque eles têm uma dificuldade enorme em compreender as obviedades.

Na próxima vez em que a sua amiguinha burra disser que é fãzóca do projeto "escola sem partido", mostre-lhe a matéria abaixo e lhe pergunte quem é que vai ensinar às crianças que nazismo e fascismo são atitudes e posições ideológicas imbecis, para dizer o mínimo. Talvez seja necessário desenhar também...

Na próxima vez em que os seus amiguinhos "evangélicos" disserem que vão votar para presidente do Brasil num candidato fascista cujo nome não deve nem ser pronunciado, mostre-lhes a matéria abaixo, e lhes diga que os "evangélicos" americanos apoiaram Donald Trump, mesmo sabendo que ele está relacionado com esta gente que defende a "supremacia dos brancos", tanto que não os criticou veementemente pelo acontecido, o que está gerando enorme reação inclusive por parte dos republicanos que o apoiavam.

Quem sabe ainda haja lugar para arrependimento e salvação no que restou da alma deles, se é que restou alguma coisa.

Não se assuste, entretanto, se nada disso funcionar, porque raciocínio e bom senso costumam faltar a esses acéfalos, mas faça a sua parte, denuncie e tente salvar o máximo de pessoas dessa desgraça chamada nazismo.

Lembre-se sempre que aqueles que não aprendem com os erros que a História lhes ensina, estão condenados a repeti-los.

A matéria é do G1:

"Sou nazista, sim": O protesto da extrema-direita dos EUA contra negros, imigrantes, gays e judeus

Autoproclamados fascistas, supremacistas, nacionalistas e alt-right marcham à luz de tochas e promovem eventos em cidade do sul americano.

Centenas de homens e mulheres carregando tochas, fazendo saudações nazistas e gritando palavras de ordem contra negros, imigrantes, homossexuais e judeus.

Foi a cena - surreal, para muitos observadores - que desfilou aos olhos da pacata cidade universitária de Charlottesville, no Estado americano de Virgínia.

O protesto, na noite da sexta-feira, foi descrito pelos participantes como um aquecimento para o evento "Unir a Direita", que acontece na tarde deste sábado na cidade e promete reunir mais de mil pessoas, incluindo os principais líderes de grupos associados à extrema direita no país.

A cidade, de pouco mais de 50 mil habitantes e a apenas duas horas de Washington, foi escolhida como palco dos protestos após anunciar que pretende retirar uma estátua do general confederado Robert E. Lee de um parque municipal.

Durante a Guerra Civil do país (1861-1865), os chamados Estados Confederados, do sul americano, buscaram independência para impedir a abolição da escravatura. Atualmente, várias cidades americanas vêm retirando homenagens a militares confederados - o que tem gerado alívio, de um lado, e fúria, de outro.

Os participantes do protesto desta sexta-feira carregavam bandeiras dos Confederados e gritavam palavras de ordem como: "Vocês não vão nos substituir", em referência a imigrantes; "Vidas Brancas Importam", em contraposição ao movimento negro Black Lives Matter; e "Morte aos Antifas", abreviação de "antifascistas", como são conhecidos grupos que se opõem a protestos neonazistas.

Estudantes negros do campus da universidade da Virginia, onde ocorreu a marcha, e jovens que se apresentavam como antifascistas tentaram fazer uma "parede-humana" para impedir a chegada dos manifestantes à parada final do marcha, uma estátua do terceiro presidente americano, Thomas Jefferson.

"Fogo! Fogo! Fogo!", gritavam os manifestantes, enquanto se aproximavam do grupo de estudantes.

Em número bem menor, o grupo que fazia oposicão à marcha foi expulso da estátua em poucos minutos. A reportagem flagrou homens lançando tochas sobre os estudantes, enquanto estes, por sua vez, dispararam spray de pimenta nos olhos dos oponentes.

A polícia, que acompanhou todo o protesto de longe, interviu e separou os dois grupos, enquanto ambulâncias se deslocavam ao local para socorrer feridos pelo confronto.

"Esta manifestação é ilegal", afirmou um dos oficiais aos manifestantes, que se afastaram. A polícia não confirmou se houve presos.

Nazis

"Sim, eu sou nazista, eu sou nazista, sim", afirmou um homem, em frente à reportagem, durante uma discussão com um dos membros do grupo opositor.

Ao contrário das especulações anteriores, a marcha incluiu muitas mulheres, que também seguravam tochas.

A BBC Brasil conversou com um pai e uma mãe que levaram a filha de 14 anos ao protesto. "Eu aprendi com meu pai que precisamos defender a raça branca e hoje estou passando este ensinamento para a minha filha", afirmou o pai.

"Se não fizermos algo, seremos expulsos do nosso próprio país", disse a mãe. A conversa foi interrompida por um homem forte e careca. "Vocês estão falando com um estrangeiro. Olha o sotaque dele!", afirmou, rindo, em referência ao repórter.

A família se afastou e se juntou ao coro, que cantava "Judeus não vão nos substituir". Os três seguravam tochas.

Outro homem afirmou que estava ali porque "têm o direito de se expressar".

"Gays, negros, imigrantes imundos, todos eles se manifestam e recebem apoio por isso. Porque quando homens brancos decidem gritar por seus direitos e sua sobrevivência vocês fazem esse escândalo?", questionou o homem a um grupo de jornalistas.

Perto dali, sozinho, um rapaz jovem extendia a mão e fazia uma saudação nazista, enquanto era fotografado por fotojornalistas e gritava "Vocês não vão nos substituir".

As tochas são uma marca da Ku Klux Klan, grupo fundado pouco depois da guerra por ex-soldados confederados - derrotados no conflito. Originalmente concebida como um clube recreativo, a KKK rapidamente começou a promover a violência contra populações negras do sul dos EUA.

Por muitas décadas, grupos supremacistas brancos promoveram linchamentos, enforcamentos e assassinatos de negros.

Não houve referências ao presidente americano Donald Trump durante todo o ato. Mas as críticas à imprensa eram constantes e faziam coro com o slogan de Trump: "Não temos medo de 'fake news', seus mentirosos".

Chorando muito, uma estudante era amparada por amigos. "É pior do que a gente pensava. É muito pior. Isso vai virar um inferno."

"A negra está assustada!", gritou uma mulher, rindo junto a um grupo de homens portando tochas.

Alt-right

O prefeito de Charlottesville divulgou uma nota após a marcha, classificando o ato como "uma parada covarde de ódio, fanatismo, racismo e intolerância".

"A Constituição permite que todo mundo tenha o direito de expressar sua opinião de forma pacífica, então aqui está a minha: não só como prefeito de Charlottesville, mas como membro e ex-aluno da universidade de Virginia, fico mais do que incomodado com essa demonstração não-autorizada e desprezível de intimidação visual em um campus universitário".

Para o protesto deste sábado, são esperadas figuras como Richard Spencer, criador do termo alt-right, uma abreviação de "alternative right", ou "direita alternativa", em português. O grupo é acusado de racismo e antissemitismo e têm representantes no governo de Donald Trump.

Esta é a segunda vez que a cidade se torna sede de protestos de grupos supremacistas. Em 8 de julho, aproximadamente 40 membros da sede local da Ku Klux Klan também acenderam tochas em Charlottesville.

Presidente de um organização que define como "dedicada à herança, identidade e ao futuro de pessoas de ascendência europeia nos EUA", Spencer ganhou visibilidade internacional por fazer a saudação "Hail Trump, hail nosso povo, hail vitória", logo após a eleição do republicano.

Formado em filosofia política na Universidade de Chicago, Spencer já declarou que o ativista negro Martin Luther King Jr. era uma "fraude" e um símbolo da "desconstrução da Civilização Ocidental".

Também disse que imigrantes latinos nos EUA estavam "se assimilando ao longo das gerações rumo à cultura e ao comportamento dos afro-americanos" e lamentou que o país estivesse se tornando diferente da "América Branca que veio antes".



quarta-feira, 7 de junho de 2017

Irã é a bola da vez do Estado Islâmico


Parece que ódio para o Estado Islâmico é algo assim como um esporte a mais: eles entram em campo não importando o adversário.

Só que - neste caso - o "esporte" é matar...

A notícia é da Deutsche Welle:

Parlamento do Irã é alvo de ataque

Atiradores invadem sede do Legislativo iraniano, e homens-bomba atacam mausoléu do aiatolá Khomeini. "Estado Islâmico" reivindica os dois atentados, que deixam ao menos 12 mortos.

Homens armados invadiram nesta quarta-feira (07/06) o Parlamento iraniano em Teerã, enquanto outro grupo realizava um ataque simultâneo ao mausoléu do aiatolá Khomeini, a cerca de 20 quilômetros da sede do Legislativo.

Um parlamentar afirmou à emissora Irib que a invasão ao Parlamento foi realizada por ao menos quatro atiradores, armados com fuzis e uma pistola. Segundo a agência, um homem-bomba detonou explosivos no local.

A agência Irib citou um funcionário do mausoléu do líder revolucionário iraniano, dizendo que atiradores abriram fogo no local, onde uma mulher realizou um ataque suicida, detonando explosivos. Um jardineiro morreu durante a invasão, segundo informações da agência de notícias Isna.

O ministério iraniano da Inteligência, citado por uma emissora de televisão do país, atribuiu o ataque a grupos terroristas e afirmou que conseguiu deter um terceiro atentado. "Nesta manhã, dois grupos terroristas atacaram o Parlamento e o mausoléu do imã Khomeini. Membros de um terceiro grupo foram presos antes de realizarem um ataque", afirmou a emissora.

Mais de três horas após o início dos ataques, a imprensa local informava que o incidente no Parlamento estava encerrado e que quatro terroristas foram mortos no local.

Segundo a mídia iraniana, 12 pessoas morreram e 42 ficaram feridas nos dois ataques. Não está claro se os ao menos quatro agressores do Parlamento e dois suicidas do mausoléu estão incluídos no total de mortos.

O grupo extremista "Estado Islâmico" (EI) assumiu a responsabilidade pelos dois atentados. A agência de notícias Amaq, ligada ao grupo, afirmou que "combatentes do EI atacaram o templo de Khomeini e Parlamento em Teerã". Esta é a primeira vez que o EI reivindica a autoria de um ataque em solo iraniano.



sábado, 27 de maio de 2017

Egito ataca Estado Islâmico para vingar cristãos martirizados



Este mundo está cada vez mais louco...

A notícia é do Estadão:

Egito ataca base do EI na Líbia após 
atentado que matou 28 cristãos

Mascarados atiraram contra o ônibus que transportava fiéis a um mosteiro copta, deixando também 24 feridos; ação ocorre pouco mais de um mês após os atentados do Estado Islâmico a igrejas coptas no Dia de Ramos

CAIRO - O presidente egípcio, Abdel-Fatah al-Sissi, ordenou nesta sexta-feira um ataque aéreo contra bases de treinamento do Estado Islâmico na Líbia horas após um atentado contra cristãos coptas deixar 28 mortos e 24 feridos. Ele também apelou ao presidente americano, Donald Trump, que lidere a luta contra o terrorismo.

Homens mascarados abriram fogo com armas automáticas contra um ônibus e outros veículos que transportavam fiéis para o mosteiro copta de São Samuel, na Província de Minia. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.

O atentado, a oeste da localidade de Al Adua, coincide com a ofensiva iniciada há alguns meses pelo braço egípcio do grupo extremista Estado Islâmico (EI) contra a minoria cristã copta no país – que representa cerca de 10% dos 90 milhões de habitantes do Egito – em meio à perda de terreno do grupo no Iraque e na Síria.

Forças de segurança iniciaram uma busca pelos agressores, montando dezenas de postos de verificação e patrulhas na estrada desértica.

O ataque ocorreu na véspera do início do mês muçulmano sagrado do Ramadã e na esteira de uma série de atentados a bomba contra igrejas cristãs coptas no Egito reivindicados pelo EI. Em 9 de abril, atentados contras as catedrais coptas de São Jorge, na cidade de Tanta, no Delta do Rio Nilo, e de São Marcos, em Alexandria, deixaram 45 mortos e um ataque suicida em 11 de dezembro contra a Igreja de São Pedro, no Cairo, matou 29 fiéis, a maioria mulheres e meninas.

Após os atentados do Domingo de Ramos, o presidente egípcio declarou estado de emergência por três meses. Na ocasião, ele acusou os jihadistas de tentar dividir o país com ataques contra minorias.

Os coptas são uma das comunidades cristãs mais importantes do Oriente Médio, e uma das mais antigas. Os muçulmanos sunitas são maioria no Egito.

A Justiça civil anunciou na semana passada o envio à Justiça militar de 48 pessoas suspeitas de envolvimento nos ataques contra as três igrejas coptas realizados desde dezembro.

Segundo a Promotoria, os acusados comandavam ou pertenciam a “duas células” vinculadas ao EI, no Cairo e no sul do Egito, e participaram em “treinamento militar em campos na Líbia e na Síria”.

Um braço do grupo extremista atua ao norte da Península do Sinai, onde ataca com frequência as forças de segurança, sobretudo desde que o Exército destituiu em 2013 o presidente Mohamed Morsi, ligado à proscrita Irmandade Muçulmana.

A comunidade cristã do Egito recebeu no mês passado o apoio do papa Francisco. Durante uma visita de dois dias, o pontífice defendeu a tolerância e o diálogo entre muçulmanos e cristãos. Fervoroso defensor do ecumenismo, Francisco reuniu-se na ocasião com o papa copta ortodoxo do Egito, Teodoro II, e com o imã Ahmed Al-Tayeb, da mesquita de Al-Azhar, a instituição mais prestigiosa do Islã sunita.

Em um comunicado, o Vaticano disse que o papa ficou “muito triste” com o “bárbaro” ataque. Em uma mensagem de condolências, o papa afirmou que continuará com sua “intervenção pela paz e a reconciliação” no Egito.

“O incidente de Minia é inaceitável para os muçulmanos e os cristãos e atenta contra a estabilidade do Egito”, afirmou o imã Al-Tayeb em um comunicado. Em sua página oficial no Facebook, a Irmandade Muçulmana disse que, como em outras ocasiões, o “derramamento do sangue egípcio é proibido” e os ataques são um “crime”.

A Igreja copta apelou, por sua vez, “por mais medidas para prevenir esses incidentes que prejudicam a imagem do Egito”.



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Atentado contra ônibus mata 23 cristãos no Egito


A trágica notícia vem da Agência Brasil:

Ataque contra ônibus de cristãos no Egito deixa pelo menos 23 mortos

Pelo menos 23 pessoas morreram nesta sexta-feira (27) e 27 ficaram feridas em um ataque feito por um grupo de homens desconhecidos contra um ônibus de cristãos no povoado de Al Adua, na província de Minia, no Sul do Egito, informou à Agência EFE e o porta-voz do Ministério da Saúde egípcio, Jaled Muyahid.

Entre os feridos, sete estão em estado grave, segundo uma fonte de segurança.

Segundo declarou essa mesma fonte à Agência EFE, o ataque aconteceu quando o ônibus, que transportava cristãos coptas, dirigia-se ao mosteiro de São Samuel, a poucos quilômetros de Al Adua.

A fonte de segurança afirmou que um número indeterminado de homens armados, que estavam em quatro veículos, rodearam o ônibus e começaram a disparar enquanto o veículo circulava por um caminho perto de Al Adua, a caminho do mosteiro.

Os feridos foram levados, segundo o porta-voz, a três hospitais nos povoados de Magaga, Al Adua e Bani Mazar, na província de Minia.

O número de vítimas poderia aumentar pelo estado de saúde das pessoas feridas, segundo a fonte de segurança.

Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque e ainda não se sabe quantas pessoas contribuíram pelo ocorrido.

A minoria cristã copta foi vítima de numerosos atentados nos últimos meses, pois em 9 de abril, Domingo de Ramos, o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) cometeu dois ataques nas catedrais de São Jorge, na cidade de Tanta (delta do Nilo), e de São Marcos de Alexandria (costa mediterrânea), nas quais morreram 46 pessoas.

Além disso, em 11 de dezembro um terrorista filiado ao EI se explodiu no interior da Igreja de São Pedro, situada junto à catedral copta da capital egípcia do Cairo, e matou uns 30 fiéis, a maioria mulheres e crianças.

Os coptas egípcios representam entre 10% e 12% da população.

Edição: Graça Adjuto



sábado, 29 de abril de 2017

Após vitória de Le Pen em sua cidade, prefeito francês renuncia para não "dedicar sua vida a um bando de imbecis"

A notícia é da Rádio França Internacional:

Prefeito de cidade que votou em Marine Le Pen anuncia demissão

O prefeito socialista da cidade de Annezin, no norte da França, Daniel Delomez, declarou que não iria “dedicar sua vida a um bando de imbecis”.

Annezin é uma pequena cidade de 6000 habitantes situada no norte do país. Neste domingo (23), no primeiro turno da eleição presidencial, 38,09% de sua população votou na representante do partido de extrema-direita Frente Nacional, Marine Le Pen. Uma desilusão difícil de superar para o Daniel Delomez, de 70 anos, prefeito da cidade há nove anos. “É uma catástrofe!”.

Nesta segunda-feira (23),o prefeito admitiu “ que se exasperou”, mas a essência de sua opinião “continuava a mesma”. Ele também disse que o clima de domingo à noite na cidade o incomodou. “Fiquei incomodado com tantas pessoas votando na Frente Nacional”, explicou Delomez.

Extrema-esquerda em segundo lugar

Boa parte da população de Annezin representa o eleitorado padrão de Marine Le Pen, formado por operários de baixa renda e pouca instrução. Na cidade, o candidato da extrema-esquerda, Jean Luc Mélenchon, obteve 19,25% dos votos e o do centro, Emmanuel Macron, 17,29% dos votos. No cômputo geral, a candidata da extrema-direita teve 21,5% dos votos e Macron 23,7%. Esta é a primeira vez na história da França que a extrema-direita obtém esse resultado.



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Discurso de ódio apertou gatilho da chacina de Campinas


Estamos vivendo tempos perigosíssimos.

A chacina da noite de Ano Novo, ocorrida em Campinas (SP), que vitimou treze pessoas, ainda terá capítulos que se desdobrarão para tentar explicá-la.

As investigações certamente envolverão questionamentos de insanidade mental, abuso sexual e alienação parental.

Entretanto, a julgar pela carta que o assassino deixou, há claros sinais de como o extremismo político-ideológico influenciou uma mente já perturbada e a levou a perpetrar o absurdo ato.

O discurso de ódio que é divulgado fartamente na imprensa e nas redes sociais (sobretudo nas cartas do leitor e caixas de comentários), por gente aparentemente "normal", seus amigos, parentes, irmãos da igreja, não é muito diferente da carta-testamento da infâmia que o atirador deixou.

Todo cuidado é pouco quando se está lidando com extremistas e fanáticos em geral.

Faça sua parte: melhor contar até 10 antes de compartilhar esse tipo de lixo tóxico.

A matéria é do Estadão:

Autor de chacina em Campinas escreveu carta sobre seu plano; veja trechos

Homem que matou a ex-mulher, o filho e mais dez pessoas em festa de réveillon enviou texto a amigos dizendo: "vou levar o máximo de pessoas daquela família comigo"

CAMPINAS - O técnico de laboratório Sidnei Ramis de Araújo, de 46 anos, deixou cartas e áudios gravados tentando justificar por que matou a ex-mulher, o filho e mais dez pessoas na noite de Réveillon. No material, obtido com exclusividade pelo Estado, ele afirma que as acusações de que teria abusado do menino são mentira, diz que foi vítima de uma injustiça e de uma “sacanagem” e que não conseguia mais “suportar tudo isso.”

Para se referir à ex-mulher, Isamara Filier, à mãe dela e a outras mulheres da família dela, ele só usa uma palavra, o tempo todo: “vadia”. E revela os planos de matá-las. “Quanto mais ela distanciar ele de mim, mais ódio eu fico dela e menos peso na minha consciência eu vou ter”, diz em um dos áudios, endereçado “aos policiais”, modificado pela última vez no dia 30.

Logo no começo deste arquivo, ele pede desculpas. “Quero pedir desculpa até mesmo para a polícia, para o resgate. Vou gerar muito transtorno para vocês.” O plano original, pelo que diz nos arquivos, era cometer o crime no Natal. “Eu tentei pegar a vadia no almoço do Natal e dia da minha visita, assim pegaria o máximo de vadias da família, mas como não tenho prática não consegui.”

A princípio, parecia que não tinha a intenção de também matar o filho, já que ele direciona cartas a ele e também fala diretamente com o menino nos áudios. Mas em um dado momento, no final da gravação “aos policiais”, parece ter outra ideia, ao se comparar a Deus. “Filho, papai te ama muito. Julguem o que quiser julgar, cada um tem seu jeito de amar. Deus não crucificou o filho dele por amor aos outros filhos, como fala na Bíblia? Eu não vou deixar você sofrer na mão dessa vadia mais não, filho”, diz.

Antes, alega inocência e acusa Isamara e a mãe dela, já morta, de mentirosas. Diz que quer ir para o inferno para “buscar essa velha maldita”, em relação à ex-sogra. “Até peço para meus amigos... eles sabem que eu não acredito mais em Deus porque Deus sabe da verdade. Existem quatro seres que sabem da verdade. Deus, o diabo, a vadia e a mãe dela. Elas sabem que eu nunca fiz mal para o João Victor. Se me garantir que eu vou para o inferno me enterrar de ponta-cabeça, eu peço para me enterrarem de ponta-cabeça.”

Veja abaixo alguns trechos de duas cartas. Foram excluídas citações que ele faz de outras pessoas e acusações sem comprovação. Foram deixadas apenas as partes em que ele relata seu plano de matar a família e comentários políticos. Também foi mantida a sua própria grafia.
"Não tenho medo de morrer ou ficar preso, na verdade já estou preso na angustia da injustiça, além do que eu preso, vou ter 3 alimentações completas, banho de sol, salário, não precisarei acordar cedo pra ir trabalhar, vou ter representantes dos direito humanos puxando meu saco, tbm não vou perder 5 meses do meu salário em impostos.

Morto tbm já estou, pq não posso ficar contigo, ver vc crescer, desfrutar a vida contigo por causa de um sistema feminista e umas loucas. Filho tenha certeza que não será só nos dois quem vamos nos foder, vou levar o máximo de pessoas daquela família comigo, pra isso não acontecer mais com outro trabalhador honesto. Agora vão me chamar de louco, más quem é louco? Eu quem quero justiça ou ela que queria o filho só pra ela? Que ela fizesse inseminação artificial ou fosse trepar com um bandido que não gosta de filho.

No Brasil, crianças adquirem microcefalia e morrem por corrupção, homens babacas morrem e matam por futebol, policiais e bombeiros morrem dignamente pela profissão, jovens do bem (dois sexos) morrem por celulares, tênis, selfies e por ídolos, jornalistas morrem pelo amor à profissão, muitas pessoas pobres morrem no chão de hospitais para manter políticos na riqueza e poder!

Eu morro por justiça, dignidade, honra e pelo meu direito de ser pai! Na verdade somos todos loucos, depende da necessidade dela aflorar! A vadia foi ardilosa e inspirou outras vadias a fazer o mesmo com os filhos, agora os pais quem irão se inspirar e acabar com as famílias das vadias. As mulheres sim tem medo de morrer com pouca idade.

Aproveitando, peço aos amigos que sabem da minha descrença, que não rezem e por mim, se fazerem orações façam por meu filho ele sim irá precisar! Quero ser enterrado com a cabeça para baixo se garante que assim posso ir pro inferno buscar a velha vadia (que era até ministra de comunhão na igreja) que morreu antes da hora. Demorei pra matar ela pq me apaixonei por um anjo lindo!

(...)

Ela não merece ser chamada de mãe, más infelizmente muitas vadias fazem de tudo que é errado para distanciar os filhos dos pais e elas conseguem, pois as leis deste paizeco são para os bandidos e bandidas. A justiça brasileira é igual ao lewandowski, (um marginal que limpou a bunda com a constituição no dia que tirou outra vadia do poder) um lixo!

Se os presidentes do país são bandidos, quem será por nós?

Filho, não sou machista e não tenho raiva das mulheres (essas de boa índole, eu amo de coração, tanto é que me apaixonei por uma mulher maravilhosa, a Kátia) tenho raiva das vadias que se proliferam e muito a cada dia se beneficiando da lei vadia da penha!

Não posso dizer que todas as mulheres são vadias! Más todas as mulheres sabem do que as vadias são capazes de fazer!

Filho te amo muito e agora vou vingar o mal que ela nos fez! Principalmente a vc! Sei o qto ela te fez chorar em não deixar vc ficar comigo qdo eu ia te visitar. Saiba que sempre te amarei! Toda mulher tem medo de morrer nova, ela irá por minhas mãos!"

"(...) eu ia matar as vadias (eu já tinha a arma e raspei a numeração pra não prejudicar quem me vendeu, ela precisava de dinheiro). Família de policial morto não recebe tantos benefícios com a família de presos. Cadê os ordinários dos direitos humanos? Estão sendo presos por ajudar bandidos né? Paizeco de bosta.

Sei que me achava um frouxo em não dar uns tapas na cara dela, más eu não podia te dizer as minhas pretensões em acabar com ela! Tinha que ser no momento certo. Quero pegar o máximo de vadias da família juntas.

A injustiça campineira me condenou por algo que não fiz! Espero que eles sejam punidos de alguma forma. Chega!! Ela tem que pagar pelo que fez."




terça-feira, 1 de novembro de 2016

Mossul pode marcar o fim do Estado Islâmico

Quando o Estado Islâmico chegou em Mossul, muita gente se atreveu a comemorar. Arrependeram-se.

Interessante lembrar que a palavra "muçulmano" tem sua origem em Mossul, na bíblica província de Nínive, hoje no Iraque.

A informação é da BBC Brasil:

Três motivos pelos quais a batalha de Mossul contra o Estado Islâmico é tão importante

Até 2014, antes de cair no domínio do grupo autodenominado Estado Islâmico, Mossul era a próspera capital petroleira da província de Nínive, no Iraque. Também era o centro político, econômico e cultural do noroeste do Iraque.

Agora, depois de três meses de planejamento, forças de segurança iraquianas lançaram nesta semana uma enorme ofensiva na cidade, com reforço de combatentes peshmerga (Exército curdo no Iraque), grupos tribais sunitas e milícias xiitas, todos apoiados pela coalizão internacional encabeçada pelos Estados Unidos.

O objetivo é expulsar o grupo extremista da segunda cidade mais importante do Iraque. Mas por que é tão importante recuperar Mossul?

1. É o último grande bastião do EI no Iraque

Mossul, com 1,5 milhão de habitantes, era uma das cidades mais diversas do Iraque, com uma população de árabes, curdos, sírios, turcos e muitas minorias religiosas.

"Mossul foi onde o EI ganhou reputação global, já que antes de tomar a cidade era apenas um grupo local", diz Caroline Hawley, correspondente de assuntos diplomáticos da BBC.

"Então, quando tomaram Mossul com um ataque impressionante que o Exército iraquiano não foi capaz de reagir, todos começaram a ouvir falar do EI e o grupo virou uma grave ameaça que deveria ser levada a sério."

Por que somos míopes?

Seis meses antes de tomar Mossul, o grupo, que então se denominava "Estado Islâmico do Iraque e do Levante", já havia tomado a cidade de Faluja e depois conquistou vitórias importantes na guerra civil da Síria.

Mas quando entraram em Mossul, entre 10 mil e 30 mil soldados e forças de segurança iraquianas abandonaram seus postos e fugiram diante de cerca de 800 extremistas.

Desde então, o EI destruiu a autoridade do Estado iraquiano na região, estabeleceu um regime brutal que levou a um êxodo em massa de moradores e impôs sua autoridade perseguindo minorias e matando opositores.

Os extremistas continuaram avançando e tomaram boa parte da região de Nínive, além de outras áreas, em questão de dias.

2. É um centro cultural, político e econômico vital

Dias depois de tomar Mossul, o líder do grupo, Abu Bakr al Baghdadi, declarou o "califado", ou seja, um "Estado" governado segundo a lei islâmica, a sharia.

A partir de Mossul, o EI estabeleceu sua operação para recrutar seguidores pelo mundo. Pela proximidade com a Síria, tornou-se um reduto de combatentes estrangeiros e se tornou o prêmio maior do grupo extremista.

Mossul era a principal área de maioria sunita em um país dominado pelos grupos xiitas e, antes da invasão do EI, também era a cidade com maior população cristã do Iraque.

Os membros do EI são jihadistas que fazem uma interpretação extrema do ramo sunita do Islã e acreditam ser os únicos reais fiéis. Veem o resto do mundo como infiéis que querem destruir sua religião.

No começo, muitos moradores sunitas de Mossul pareciam receber bem os extremistas. Mas a oposição começou a crescer conforme escalou a brutalidade do regime.

A cidade fica perto de importantes poços de petróleo e não muito longe de Síria e Turquia. Com uma importante rede de estradas, é um centro comercial chave na região. Mossul se tornou uma fonte importante de receita para o EI, com impostos, trabalhos forçados e extorsões. Perder a cidade seria um enorme golpe para as finanças do grupo extremista.

Antiga cidade síria, também é patrimônio cultural no Iraque, rica em antiguidades e pontos históricos, muitos dos quais foram destruídos pelo Estado Islâmico.

3. Poderia ser o começo do fim do EI

Na batalha para recuperar Mossul, participam cerca de 35 mil membros das forças de segurança do Iraque, combatentes curdos, grupos tribais sunitas e forças paramilitares xiitas, com apoio da coalizão internacional dirigida pelos Estados Unidos.

Para analistas, a ofensiva deverá ser extremamente difícil. O secretário de Defesa dos EUA descreveu a batalha como "momento decisivo" para derrotar o EI.

Calcula-se que o EI tenha entre 5 mil e 8 mil combatentes prontos para defender Mossul. Acredita-se que eles estejam escondidos entre a população, estimada em 1,5 milhão de pessoas - 200 mil possivelmente serão desalojadas nas próximas semanas.

O Estado Islâmico levou meses para se preparar para essa batalha e, segundo a correspondente da BBC Caroline Hawley, é provável que empregue táticas não convencionais para vencer as forças iraquianas, como emboscadas, bombas e franco-atiradores.

"Se o EI perder Mossul, perderá uma base urbana extremamente importante", explica Hawley.

"Mas sabemos que o EI luta de maneiras pouco convencionais e temos visto que quando eles se veem sob pressão no campo de batalha, voltam a se defender com ataques terroristas", diz.

A queda de Mossul também seria um golpe nos extremistas em termos de rotas de abastecimento entre Iraque e Síria. E isso facilitaria uma operação da coalizão em Raqqa, considerada a capital do grupo na Síria.



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