Mostrando postagens com marcador Apocalipse. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Apocalipse. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Novo fim do mundo está marcado para sábado, dia 23/9


Essa turnê do fim do mundo é o show bizarro que não termina nunca de circular, não é mesmo?

A data do apocalipse da vez foi divulgada no Estadão:

Numerólogo defende que 'fim do mundo' será daqui a uma semana

De acordo com David Meade, o mundo vai acabar no dia 23 de setembro, quando um planeta chamado Nibiru vai colidir com a Terra

Teorias sobre quando será o "fim do mundo" surgem o tempo todo – e um numerólogo britânico garante que esse fim está muito próximo. David Meade é autor do livro Planet X - The 2017 Arrival e acredita que o mundo vai acabar no dia 23 de setembro.

De acordo com sua teoria, um planeta chamado Nibiru, que ele também chama de Planeta X, vai colidir com a Terra em breve. Entretanto, a Nasa nega que esse planeta sequer exista.

Meade diz que passagens bíblicas reforçam sua teoria. Anteriormente, ele havia dito que a colisão entre a Terra e Nibiru seria em outubro, mas agora ele adiantou o "fim". O numerólogo ainda disse que o Grande Eclipse Americano que aconteceu no dia 21 de agosto, indicava a aproximação do Planeta X à Terra.

"O Grande Eclipse Americano do dia 21 de agosto é um grande, enorme prenúncio", disse o numerólogo ao The Daily Star, jornal da Inglaterra.

Ele conta que se baseia em trechos do 13º capítulo do livro de Isaías no Velho Testamento da Bíblia, que diz: "Vejam, o Dia do Senhor está vindo – um dia cruel, com ira e fúria – para tornar a Terra desolada e destruir os pecadores dentro dela. As estrelas do céu e suas constelações não vão se iluminar. O sol será escuro e a Lua não mostrará sua luz".

Além disso, Meade ainda fala que sua teoria tem como base uma série de coincidências com o número 33. "A lua vai ficar preta. Isso ocorre a cada 33 meses. Na Bíblia, o nome de Elohim [um dos nomes de Deus] aparece 33 vezes em Gênesis. O eclipse começou em Oregon, o 33º Estado", falou ele ao Daily Star.



terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Fator Trump acelera o relógio do fim do mundo


Parece que, neste caso, a ordem dos fatores altera significativamente o produto.

A informação curiosa é da BBC Brasil:

Para grupo de cientistas, mundo pode estar mais próximo do apocalipse

Um grupo de cientistas diz que o mundo se aproximou do apocalipse no último ano, diante de um cenário de segurança que vem se tornando obscuro e dos comentários do novo presidente americano, Donald Trump.

O Boletim dos Cientistas Atômicos (BPA, na sigla em inglês) moveu o ponteiro do relógio Doomsday, que simboliza quão próximos estamos de uma hecatombe, de três minutos para dois minutos e meio antes da meia-noite - quanto mais perto dela, mais iminente está o fim do mundo, na avaliação dos pesquisadores.

É o mais próximo que o relógio chegou da meia-noite desde 1953, quando o ponteiro foi movido para dois minutos por causa de testes de bomba de hidrogênio feitos pelos EUA e pela Rússia.

Em um relatório, o BPA disse que as declarações de Trump minimizando as mudanças climáticas, a expansão do arsenal nuclear dos EUA e o questionamento acerca das agências de inteligência contribuíram para o aumento do risco global.

A chefe da BPA, Rachel Bronson, pediu aos líderes mundiais que "acalmem mais do que alimentem as tensões que podem levar à guerra".

O que é o relógio Doomsday?

O ponteiro dos minutos no Relógio do Juízo Final é uma metáfora de quão vulnerável à catástrofe o mundo está.

O dispositivo simbólico foi criado pelo Boletim dos Cientistas Atômicos em 1947 - o BPA havia sido fundado na Universidade de Chicago em 1945 por um grupo de cientistas que ajudaram a desenvolver as primeiras armas atômicas.

Hoje, o coletivo inclui físicos e cientistas ambientais de todo o mundo, que decidem como ajustar o relógio após consultar também o Conselho de Patrocinadores do grupo - que inclui 15 prêmios Nobel.

Por que ele se moveu meio minuto para mais perto da meia-noite?

Nos últimos dois anos, o ponteiro do Relógio do Juízo Final permaneceu fixado em três minutos antes da meia-noite. Mas o BPA diz que o perigo de desastre global é ainda maior em 2017, e decidiu mover o marcador 30 segundos para a frente.

"Os comentários perturbadores sobre o uso e proliferação de armas nucleares feitos por Donald Trump, bem como a descrença no consenso científico sobre a mudança climática expressa por Trump, e por vários dos nomeados para o seu gabinete, afetaram a decisão da diretoria, assim como o surgimento de nacionalismo estridente em todo o mundo."

Outros fatores listados no relatório da BPA incluem dúvidas sobre o futuro do acordo nuclear do Irã, ameaças à segurança cibernética e o surgimento de notícias falsas.

A decisão da diretoria de mover o ponteiro em menos de um minuto - algo que nunca fez antes - é porque Trump só recentemente assumiu o cargo e muitas de suas nomeações ainda não estão atuando no governo.

Como a ameaça se compara aos anos anteriores?

Quando foi criado em 1947, os ponteiros do relógio estavam em sete minutos antes da meia-noite. Desde então, isso mudou 22 vezes, variando de dois minutos para a meia-noite em 1953 a 17 minutos para a meia-noite, em 1991.

O relógio foi ajustado pela última vez em 2015, quando foi transferido de cinco para três minutos antes da meia-noite, diante de perigos como as mudanças climáticas e a proliferação nuclear. Esse foi o mais próximo que ele chegou da meia-noite em mais de 20 anos.

A última vez em que esteve no patamar dos três minutos foi em 1984, quando as relações entre os EUA e a União Soviética atingiram seu ponto mais crítico.


Donald J. Trump: um país e um planeta que não se reconhecem mais...




sexta-feira, 21 de outubro de 2016

TV russa diz que 3ª Guerra Mundial já começou


Apocalípticos de plantão, divulgai as vossas teorias da conspiração, o Armagedom está próximo... a matéria é do Estadão:

Para TV russa, 3.ª Guerra já começou

O cenário de um novo conflito mundial é remoto, mas quem ligar a televisão na Rússia vai se surpreender ao saber que, na verdade, ele já começou

O cenário de uma 3.ª Guerra é remoto, mas quem ligar a televisão na Rússia vai se surpreender ao saber que, na verdade, ela já começou. Na principal emissora pública do país, o apresentador do programa estrela do domingo à noite anunciou que as baterias antiaéreas russas na Síria vão “derrubar” aviões americanos.

O canal de notícias 24 horas Rossia 24 exibiu uma reportagem sobre a preparação de abrigos antinucleares em Moscou.

Em São Petersburgo, o canal digital Fontanka diz saber que o governador quer racionar o pão diante de uma futura guerra, embora as autoridades garantam que a única coisa que estão tentando fazer é estabilizar o preço da farinha.

Na rádio, debate-se sobre exercícios de “Defesa Civil”, os quais, segundo o Ministério de Situações de Emergência, mobilizam 40 milhões de russos durante uma semana. O objetivo: retiradas de edifícios e simulações de incêndio.

Se o visitante preferir passear pelas ruas de Moscou a ver televisão, é muito provável que esbarre em um dos imensos grafites “patrióticos” dos artistas pró-Putin da organização “Set”, que tomam os prédios. Em um deles, vê-se, por exemplo, um urso – símbolo da Rússia – distribuir coletes à prova de balas a pombas das paz.

Esse enaltecimento da iminência de uma “3.ª Guerra” ganhou cada vez mais espaço com a ruptura, em 3 de outubro, das negociações entre Washington e Moscou sobre a guerra síria, após o fracasso de um cessar-fogo negociado em setembro entre as duas potências em Genebra.

Uma ruptura com consequências. As bombas russas e sírias transformaram Aleppo em um “inferno na Terra”, segundo a ONU, avivando as críticas dos países ocidentais.

No terreno, o Exército russo mobilizou em sua base naval do porto sírio de Tartus baterias antiaéreas S-300, artefatos capazes de destruir caça-bombardeiros. Uma demonstração de força que não é dirigida aos extremistas, nem aos rebeldes sírios, mas à Marinha e aos aviões americanos.

Confrontação. Em Moscou, onde os jornalistas russos e ocidentais dormem e acordam com os comunicados do Ministério da Defesa, os veículos de comunicação plasmam e amplificam o clima de confrontação. O porta-voz do Exército russo, general Igor Konachenkov, lança advertências à Casa Branca, ao Pentágono e ao Departamento de Estado dos EUA.

“Lembro aos estrategistas americanos que os mísseis antiaéreos S-300 e S-400 que garantem a cobertura aérea das bases russas de Hmeimim e de Tartus têm um raio de ação que pode surpreender qualquer aeronave não identificada”, advertiu o general Konachenkov, em 6 de outubro, em uma ameaça velada aos Estados Unidos.

Na emissora pública Rossia 1, o apresentador Dimitri Kisilev, que também é chefe da agência de notícias Ria Novosti, resume a declaração do general Igor Konashenkov para “pessoas comuns, como eu e você”: “derrubaremos” os aviões americanos.

Em seguida, ele revela o “plano B” dos Estados Unidos na Síria. “O plano B é, em linhas gerais, que os Estados Unidos recorram diretamente à força contra as forças sírias do presidente Bashar Assad e contra a aviação russa”, relata. “Deve-se temer provocações? Foi assim que os Estados Unidos entraram em guerra no Vietnã”, conclui Kisilev, advertindo os ocidentais de que os mísseis estacionados em Kaliningrado, território russo próximo à Polônia, podem carregar ogivas nucleares.

“A Rússia atual está mais do que preparada, sobretudo psicologicamente, para a nova espiral de confrontação com o Ocidente”, resume o cientista político Gueorgui Bovt, em uma tribuna no veículo digital Gazeta.ru. Bovt avalia os cenários possíveis, levando-se em conta as dificuldades econômicas da Rússia.

No primeiro deles, otimista, as duas potências “chegam a um acordo sobre novas condições de coexistência, como uma espécie de Ialta-2”, referindo-se à distribuição das zonas de influência entre os Estados Unidos e a então União Soviética, após a 2.ª Guerra. O outro é catastrófico. A Rússia reagirá, partindo da máxima “se não se pode evitar o confronto, deve-se ser o primeiro a bater”.

Em recente entrevista à Ria Novosti, o último presidente soviético, Mikhail Gorbachev, alertou que o mundo flerta “perigosamente com a zona vermelha”. Há 30 anos, Gorbachev e o então presidente dos EUA, Ronald Reagan, promoviam o princípio do fim da Guerra Fria.

Na quarta-feira (12), surgiu o primeiro sinal de distensão, depois de dias de acusações verbais. Moscou anunciou uma reunião internacional sobre a Síria para sábado (15) em Lausanne. Visto como uma última chance de diálogo, o encontro colocará frente a frente, mais uma vez, o secretário de Estado americano, John Kerry, e o ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov.



terça-feira, 9 de junho de 2015

Fim do mundo já tem nova data: setembro de 2015


Você, meu amigo, minha amiga, que vive correndo atrás de uma profetada sobre o fim do mundo, trate de se agendar (de novo). 

Não se avexe e faça suas malinhas porque o próximo show (furado) da turnê do apocalipse já está marcado para o final do próximo mês de setembro, segundo noticia o Terra:

Terra deve acabar em setembro, apontam teorias, mas EUA já estariam se preparando

Teóricos da conspiração têm alertado que o Exército dos EUA tem praticado exercícios que seriam, na verdade, uma preparação para o caso de um asteroide colidir com a Terra e acabar com a humanidade.

No próximo mês, um grande treinamento militar chamado "Jade Helm" será realizado em vários Estados americanos com 1.200 soldados participantes, mas os detalhes de sua finalidade são escassos, de acordo com o jornal britânico "Daily Mirror".

Agora, conspiradores estão ligando este exercício às suas previsões de que um enorme asteroide irá atingir a Terra em setembro deste ano.

Um blogueiro do site Whistleblower800, que afirma investigar a corrupção no governo dos EUA, disse ter descoberto a razão para o treinamento.

Ele sugeriu que o "Jade Helm" seria uma "apólice de seguro" no caso de um asteroide se chocar com a Terra e tumultos proliferarem pelo país.

Ele escreveu: "Se chegarmos até o outono, este terá sido apenas um exercício de treinamento. Se não, teremos tropas de prontidão para lidar com o que seria pandemônio e caos. Os militares vão atirar em nós, porque seremos vistos como tolos que se recusam a aceitar os sacrifícios necessários para salvar o nosso planeta".

Vários blogueiros em sites de conspiração dizem ter previsto que a catástrofe iminente cairá em algum momento entre 22 e 28 de setembro.

Enquanto isso, teóricos bíblicos afirmam que o asteroide irá iniciar o arrebatamento e o início de uma tribulação --termo bíblico que descreve o período aflitivo que antecederia a volta de Jesus Cristo-- de sete anos.

A Nasa fez sua parte e divulgou um comunicado para tranquilizar as pessoas de que nenhum objeto grande é esperado para bater no planeta em "várias centenas de anos".

Um porta-voz disse: "A Nasa não conhece nenhum asteroide ou cometa atualmente em rota de colisão com a Terra, então a probabilidade de uma grande colisão é muito pequena. Na verdade, o melhor que podemos dizer, nenhum objeto grande deve atingir a Terra a qualquer momento nos próximos cem anos".



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Misterioso asteroide de seis caudas assombra cientistas


Considerando que Apocalipse 4:8 fala dos "quatro seres viventes que tinham seis asas", e o número da besta é 666, não vai tardar muito para que novas teorias sobre o fim do mundo venham à baila...

Se os cientistas já estão "assombrados" com a descoberta, segundo a notícia abaixo do Terra, imagine o povão quando ficar sabendo.

Anote: vem mais previsão do fim do mundo por aí:

Asteroide com seis caudas assombra cientistas

Um estranho asteroide que parece ter múltiplas caudas giratórias foi detectado pelo telescópio espacial Hubble, da Nasa, entre Marte e Júpiter, anunciaram astrônomos nesta quinta-feira.

Ao invés de se parecer com um pequeno ponto de luz, como a maioria dos asteroides, este tem meia dúzia caudas de poeira parecidas com as dos cometas, similares aos raios de uma roda, reportaram os cientistas no periódico Astrophysical Journal Letters.

"É difícil de acreditar que estamos olhando para um asteroide", disse o principal pesquisador, David Jewitt, professor do Departamento de Ciências da Terra e do Espaço na Universidade da Califórnia em Los Angeles.

"Ficamos assombrados quando o vimos. Surpreendentemente, as estruturas de sua cauda mudam dramaticamente em apenas 13 dias à medida que libera poeira", acrescentou.

O objeto foi denominado P/2013 P5, e os astrônomos acreditam que ele esteja cuspindo poeira por pelo menos cinco meses. O asteroide pode ter girado tão rápido que começou a se desintegrar, explicaram os cientistas.

Eles não acreditam que as caudas tenham resultado de um impacto porque um evento assim faria a poeira se espalhar de uma vez. Suas múltiplas caudas foram descobertas em imagens captadas pelo telescópio Hubble em 10 de setembro passado, depois de ter sido detectado pela primeira vez por um telescópio no Havaí.

Jewitt explicou que o objeto pode ter se originado da colisão de um asteroide 200 milhões de anos atrás. Seu padrão de poeira dispersa em espasmos e explosões pode significar que está morrendo lentamente.

"Na astronomia, onde você encontra um, acaba encontrando mais um montão", afirmou. "É um objeto surpreendente e quase com certeza será o primeiro de muitos outros", prosseguiu.



sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Livro grátis do dia para kindle - 6


A dica de livro grátis do dia para o e-reader kindle da Amazon é o livro "Commentary on Revelation (Commentary on the New Testament Book #19)", de Robert H. Gundry.

Trata-se de um comentário sobre o livro de Apocalipse, e o autor, Robert Horton Gundry (nascido em 1932), é um erudito americano que se aposentou como professor de Grego KOiné, Escatologia, Evangelhos e Teologia do Novo Testamento no Westmont College da California.

O e-book pode ser baixado no site brasileiro da Amazon.



sábado, 13 de abril de 2013

A incrível menina da selva


Lembra-se daquela profecia messiânica de Isaías 11?
6  Morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará; e o bezerro, e o leão novo e o animal cevado viverão juntos; e um menino pequeno os conduzirá.
7  A vaca e a ursa pastarão juntas, e as suas crias juntas se deitarão; e o leão comerá palha como o boi.
8  A criança de peito brincará sobre a toca da áspide, e a desmamada meterá a sua mão na cova do basilisco. 
Pois é, de vez em quando somos lembrados de que isso é possível aqui e agora, como na história real de Tippi Degré.


Quem trouxe a matéria sobre esta versão moderna e feminina do Tarzan (ou Mogli) foi o portal Update or Die:



A INCRÍVEL TIPPI DEGRÉ DA ÁFRICA

Essa nas fotos é a pequena Tippi Degré.

Tippi é filha de um casal de fotógrafos franceses, da National Geographic, Alain Degré and Sylvie Robert. Nasceu e cresceu na Namíbia, principal base de trabalho de seus pais.



Como não haviam crianças por perto, acabou fazendo amizade com aqueles que estavam no seu amplo quintal: um elefante de 28 anos de idade chamado Abu, um leopardo chamado J&B, um avestruz, um crocodilo, alguns leões, girafas, um filhote de zebra, cobras, um gepardo, sapos gigantes, camaleões e quem mais quisesse aparecer na sua frente.

Uma tarzãzinha, mogli versão menininha.

Tippi também é considerada uma criança Indigo, um termo utilizado para descrever uma geração de crianças especiais com habilidades sociais mais refinadas, maior sensibilidade e empatia e, segundo alguns, um ser mais evoluído. Sua hiperatividade é mais uma característica. O que ela é ou deixa de ser eu não sei, mas especial certamente é. Gente do tipo que fecha os olhos.

E para nossa sorte, com pais capazes de fazer belos registros.

Com 13 anos, Tippi se mudou com os pais para Paris e foi matriculada na escola. Depois de 2 anos, precisou ser educada em casa, por ter “pouca coisa em comum” com as outras crianças. Com 16 anos foi convidada a volatr a Africa com o Discovery Channel para uma série de 6 documentários. Hoje Tippi tem 23 anos e estuda cinema na Sorbonne Nouvelle University.










quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Os profetas mineiros que a Inquisição matou

Eita terrinha que tem profetas como Minas Gerais, viu.... a tradição vem de longe, segundo informa o blog História Viva:

De Minas para a morte

Dois profetas saídos das Gerais não conseguiram se livrar da execução, mesmo com previsões otimistas para Portugal

Adriana Romeiro

Lugar de riquezas minerais, Minas Gerais foi também um solo especialmente fértil para as profecias. Lá surgiram dois profetas que pagariam com a própria vida o preço de suas convicções religiosas nada comuns. O primeiro deles foi o padre Manuel Lopes de Carvalho, que nasceu na Bahia em 1682, mas acabou se transferindo para Minas em 1717, quando virou pároco da pequena Vila do Ouro Branco. O outro foi o português Pedro de Rates Henequim, que chegou às Gerais por volta de 1702 e lá permaneceu por quase vinte anos, vivendo em Sabará, Vila Rica e Itacambira.

Lopes de Carvalho percorreria um longo caminho até se transformar no profeta furioso que assombraria Lisboa. Durante anos ele frequentou o Colégio da Companhia de Jesus em Salvador, entrando em contato com os debates que agitavam os discípulos e adversários do padre Antônio Vieira. Enquanto muitos compartilhavam apaixonadamente das teses proféticas do célebre pregador, divulgando-as em obras manuscritas, outros contestavam a validade delas, acusando-o de interpretar livremente o sentido das Escrituras. E não faltaram mesmo aqueles que se determinaram a escrever a própria obra profética, propondo novas interpretações. Mas um episódio em particular o marcaria para o resto da vida: a aparição nos céus da Bahia, em fevereiro de 1698, de um “fatal cometa.” Seu professor, o jesuíta e astrônomo morávio Valentim Estancel (1621-1705), deu ao cometa a forma de uma baleia.

O evento levou Lopes de Carvalho a estudar Astronomia e a computação dos tempos, que o estimularam a realizar “várias experiências pelos mares, e pelas luas, consultando, no mesmo tempo, homens práticos marítimos”. Seus estudos levaram-no à conclusão de que a conta dos tempos estava errada, e que era preciso retornar à Igreja Primitiva. O retorno à Igreja Primitiva esteve durante séculos no centro dos movimentos religiosos que se opuseram à Igreja romana, considerada por seus seguidores uma distorção dos verdadeiros valores pregados por Cristo, que antecedera o Concílio Niceno, ocorrido no ano 325, cuja revogação permitiu a integração da Igreja oriental, do judaísmo e do cristianismo numa única religião.

Mas foi nas Minas Gerais, em 1717, que suas tendências místico-proféticas ganharam força, estimuladas pelo contato com os círculos milenaristas locais. Ao que tudo indica, ali viviam letrados especialmente interessados em profecias e vaticínios, entre os quais estavam judeus familiarizados com a cabala e com as correntes messiânicas em voga na Europa. Uma obra em especial teve um impacto profundo sobre ele: o pequeno tratado De Regno Christi in terris consummato, do jesuíta Mateus Faletti, sobre as ideias desenvolvidas por Vieira na Clavis Prophetarum. Convencido de que o final dos tempos se aproximava, o padre baiano foi para o Rio de Janeiro e embarcou para Lisboa, disposto a anunciar a todos a boa-nova sobre o advento do Quinto Império. Antes, porém, era preciso denunciar os erros da Igreja Católica, preparando o mundo para a chegada do Messias. Ele pretendia falar com o rei D. João V (1689-1750) e se encontrar com o papa.

A chegada à Corte de um padre determinado a emendar a conta dos tempos causou assombro. As profecias de Lopes de Carvalho atraíam um círculo de admiradores e letrados que incluía o cosmógrafo-mor Manuel Serrão Pimentel – o maior estudioso da geografia e da navegação da época. A Inquisição de Lisboa, que até então ignorara as denúncias, começou a se preocupar com a repercussão das ideias do visionário.

Para não ter que prender um padre nos cárceres do Santo Ofício, o que causaria escândalo e comoção, a Inquisição fez de tudo para obter a retratação de Lopes de Carvalho, apostando que ele abandonaria suas heresias em respeito à Igreja e ao rei. Teólogos e juízes foram chamados para convencê-lo dos seus erros, mas os dias iam se passando e nada parecia surtir efeito. De profeta ele passou a se apresentar como o Messias anunciado no Antigo Testamento, defendendo o judaísmo como a única e verdadeira religião. Sua missão era libertar o povo de Israel e destruir a Igreja Católica. Ao mesmo tempo, afirmava ser o filho de Nossa Senhora, e prometia a D. João V a realização de todas as promessas de Vieira, segundo as quais Portugal viveria glórias superiores às de Salomão, rei de Israel. Vencidos, os inquisidores o jogaram nos cárceres secretos do Santo Ofício.

O processo contra Lopes começou a se arrastar, mas diante da inabalável obstinação do réu, a Inquisição decidiu condená-lo à morte pelo fogo. Finalmente, em 1726, Lisboa se preparou para assistir ao auto de fé mais concorrido de todos os tempos, protagonizado por um padre judaizante. No último instante, quando já saía em procissão, o rei em pessoa dignou-se a visitá-lo, numa tentativa desesperada de evitar o escândalo. Ofereceu proteção e uma pensão em troca de sua abjuração. Convicto, o padre recusou tudo. Mas o pior ainda estava por vir. De passagem por Lisboa, o naturalista francês Charles de Merveilleux assistiu àquele fatídico auto de fé.

De acordo com seu relato, o réu foi torturado antes de morrer, tendo a pele dos dedos arrancada, em castigo por tocar com eles a Bíblia. Do alto da fogueira, cheio de ódio, amaldiçoou Portugal, exclamando: “É uma grande infâmia e uma enorme vergonha tratar deste modo a um homem que morre por afirmar que há um Deus verdadeiro. Deus vos castigará, desgraçados, por de tal maneira o ofenderdes.” 

Não tardaria para que outro profeta saído das Minas percorresse uma trajetória muito parecida com a do profeta baiano. Homem de origens modestas, mas alfabetizado, Pedro de Rates Henequim se dedicou totalmente à mineração e ao estudo das Sagradas Escrituras. Os longos anos de estudo e o contato, nas Minas, com a erudição da cultura hebraica transformariam Henequim num visionário e cabalista sofisticado, absorvido por um projeto ambicioso: a redação de um tratado, que versaria sobre a iminência do Quinto Império, a localização do Paraíso Terrestre e as teses milenaristas do padre Antônio Vieira.

Em 1722, depois de concluir o tratado intitulado Paraíso Restaurado, Lenho da vida descoberto, ele regressou a Portugal para divulgar suas profecias sobre o final dos tempos. Durante anos perambulou pelas ruas de Lisboa, espalhando suas ideias entre homens analfabetos e letrados, todos fascinados com a eloquência com que expunha sua visão de mundo. Com o crescimento do número de curiosos que o seguiam por todos os lugares, a Inquisição farejou em suas profecias a marca da heresia e da apostasia, isto é, a renúncia à fé católica. Acabou ficando quase quatro anos preso nos cárceres do Santo Ofício, submetido a interrogatórios constantes. No fim, recebeu a sentença de morte na fogueira, acusado de ser um novo criador de heresias. Na última hora, porém, retratou-se de parte de suas crenças, e a pena foi “atenuada”. Em 21 de junho de 1744, Henequim foi estrangulado em praça pública, teve o corpo queimado e os restos jogados no Rio Tejo.

Mais perturbadora do que o seu destino trágico é a visão de mundo que Henequim elaborou a partir de múltiplas referências eruditas e populares. Influenciado pela obra do padre Vieira, profetizou que o Quinto Império teria como palco não Portugal, mas o interior do Brasil, onde, junto a umas serranias, estaria localizado o Paraíso Terrestre. Retomando os antigos mitos edênicos, dizia que Adão havia sido criado no Brasil, e que os índios americanos, vermelhos como ele, eram seus descendentes. Afirmava ainda que a árvore da vida e a árvore da ciência – mencionadas no livro do Gênesis – eram, na verdade, bananeiras, em cujas folhas Adão havia escrito mensagens aos homens. Quanto aos rios do Paraíso, ele os identificava como os rios São Francisco e Amazonas.

As profecias de Henequim também anunciavam um longo período de prosperidade para os lusitanos que viviam na América. O ano de 1734 inauguraria os novos tempos, quando, segundo ele, as tribos perdidas de Israel, que andavam espalhadas por toda a América, se reencontrariam. Para ocupar o trono do último Império de Cristo, Henequim escolheu o infante D. Manuel (1697-1766), irmão mais novo de D. João V, a quem tentou convencer a vir para o Brasil, onde seria aclamado imperador da América Meridional.

A trajetória desses dois homens teve um final trágico, mas põe em evidência o deslocamento, para Minas Gerais, do vasto acervo de articulações milenaristas que prometiam a Portugal um Quinto Império de glória e sucesso, quando se realizariam os velhos vaticínios que impregnavam a cultura ibérica. Para muitos, a descoberta do ouro, no final do século XVII, assinalava o início de um novo tempo para os portugueses. Nas Minas, esse acervo de tradições profético-milenaristas conheceria uma releitura radicalmente nova, transformando homens comuns como Manuel Lopes de Carvalho e Pedro de Rates Henequim em verdadeiros profetas.

Adriana Romeiro é professora da Universidade Federal de Minas Gerais e autora de Um visionário na corte de D. João V – revolta e milenarismo nas Minas Gerais (UFMG, 2001).

Saiba Mais - Bibliografia

CANTEL, Raymond. Prophétisme et messianisme dans l’oeuvre d’Antônio Vieira. Paris: Hispano-Americanas, 1960.
GOMES, Plínio Freire. Um herege vai ao paraíso – cosmologia de um ex-colono condenado pela Inquisição. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Milhões de muçulmanos aguardam o seu messias

O apocalipse é só uma questão de ponto de vista, segundo matéria publicada no IHU:

Mulçumanos aguardam a chegada de Mahdi, o último profeta do Islã

De acordo com uma nova pesquisa pela Pew Resarch, 672 milhões de mulçumanos aguardam a chegada do último profeta do Islã. Para a maioria deles, ele será o último profeta, que governará o mundo e derrotará os inimigos que não servem Alá.

A reportagem é publicada pelo sítio Religión Digital, 17-08-2012. A tradução é do Cepat.

Os resultados confirmam as predições do autor cristão Joel Richardson, que escreveu, em 2009, o livro intitulado “The Middle East Beast” (A Besta do Oriente Médio), o Anticristo islâmico.

Richardson tem alertado aos cristãos sobre isto, porque muitos mulçumanos esperam a vinda de Mahdi, ao que a Bíblia chama de “falso profeta”, que deve acompanhar o Anticristo em seu reinado de sete anos.

Uma pesquisa publicada pelo Istituto Pew Research mostra que no Oriente Médio, África do Norte, Ásia Meridional e Sudeste Asiático, “a metade ou mais dos mulçumanos acreditam que irão viver para ver a chegada de Mahdi”.

Esta expectativa é mais expandida no Afeganistão (83%), Iraque (72%), Tunísia (67%), Turquia (68%) e Malásia (62%). “Em alguns países, com grandes populações sunitas e xiitas, os pontos de vista sobre o retorno de Mahdi são diferentes. No Iraque, por exemplo, os xiitas são mais propensos a esperar a chegada de Mahdi, num futuro próximo, do que os sunitas. No Azerbaijão, a diferença entre os dois grupos também é grande (25 pontos percentuais)”, aponta o relatório.

“Sobre este assunto, as diferenças entre xiitas e sunitas reflete o papel mais importante que o retorno de Mahdi possui para o islã xiita”.

Em resumo, estima-se que 672 milhões de mulçumanos esperam presenciar rápido o retorno de Mahdi. “Agora, pela primeira vez um estudo completo, incluindo dezenas de milhares de mulçumanos, em mais de 23 países, que foram questionados se acreditavam que a vinda de Mahdi era iminente ou ia acontecer em breve. Os resultados demonstram, de maneira concludente, que a advertência chegou há muito tempo”, disse Joel Richardson.

O projeto Pew também demonstra que os mulçumanos acreditam nos anjos, na predestinação, na vida depois da morte, no céu e no inferno. Por outro lado, acreditam que Mahdi virá acompanhado por Jesus, que negará o cristianismo e para mostrar que o Islã é a promessa da lealdade a Deus.



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Astrônomos já sabem como será o fim do mundo


É melhor contar até 10.000.000 antes de seguir seu profeta apocalíptico preferido, já que  - no caso da Terra - o fenômeno só acontecerá dentro de 5 bilhões de anos, se é que o planeta chegará até lá. A matéria está no UOL:

Planeta 'engolido' por estrela alimenta hipóteses sobre possível fim da Terra

Astrônomos encontraram evidências de um planeta que teria sido "devorado" por sua estrela, dando fôlego a hipóteses sobre qual poderia ser o destino da Terra dentro de bilhões de anos.

A equipe descobriu indícios de um planeta que teria sido "engolido" ao fazer uma análise sobre a composição química da estrela hospedeira. Eles também acreditam que um planeta sobrevivente que ainda gira em torno dessa estrela poderia ter sido lançado a uma órbita incomum pela destruição do planeta vizinho.

Os detalhes do estudo estão na publicação científica Astrophysical Journal Letters.

A equipe, formada por americanos, poloneses e espanhóis fez a descoberta quando estava estudando a estrela BD 48 740 - que é um de uma classe estelar conhecida como gigantes vermelhas. As observações foram feitas com o telescópio Hobby Eberly, no Observatório McDonald, no Texas.

Concentração de lítio

O aumento das temperaturas próximas aos núcleos das gigantes vermelhas faz com que essas estrelas se expandam, destruindo planetas próximos.

"Um destino semelhante pode aguardar os planetas do nosso sistema solar, quando o Sol se tornar uma gigante vermelha e se expandir em direção à órbita da Terra, dentro de cerca de cinco bilhões de anos", disseo professor Alexander Wolszczan, da Pennsylvania State University, nos EUA, co-autor do estudo.

A primeira evidência de que um planeta teria sido "engolido" pela estrela foi encontrada na composição química peculiar do astro. A BD 48 740 continha uma quantidade anormalmente elevada de lítio, um material raro criado principalmente durante o Big Bang, há 14 bilhões de anos.

O lítio é facilmente destruído no interior das estrelas, por isso é incomum encontrar esse material em altas concentrações em uma estrela antiga.

"Além do Big Bang, há poucas situações identificadas por especialistas nas quais o lítio pode ser sintetizado em uma estrela", explica Wolszczan. "No caso da BD 48 740, é provável que o processo de produção de lítio tenha sido desatado depois que uma massa do tamanho de um planeta foi engolida pela estrela, em um processo que levou ao aquecimento do astro."

Órbita incomum

A segunda evidência identificada pelos astrônomos está relacionada a um planeta recém-descoberto que estaria desenvolvendo uma órbita elíptica em torno da estrela gigante vermelha.

Esse planeta tem pelo menos 1,6 vezes a massa de Júpiter. Segundo Andrzej Niedzielski, co-autor do estudo da Nicolaus Copernicus University em Torun, na Polônia, órbitas com tal configuração não são comuns nos sistemas planetários formados em torno de estrelas antigas.

"Na verdade, a órbita desse planeta em torno da BD 48 740 é a mais elíptica já detectada até agora", disse Niedzielski.

Como as interações gravitacionais entre planetas são em geral responsáveis por órbitas incomuns como essa, os astrônomos suspeitam que a incorporação da massa do planeta "engolido" à estrela poderia ter dado a esse outro planeta uma sobrecarga de energia que o lançou em uma órbita pouco comum.

"Flagrar um planeta quando ele está sendo devorado por uma estrela é improvável por causa da rapidez com a qual esse processo ocorre", explicou Eva Villaver da Universidade Autônoma de Madri, na Espanha, uma das integrantes da equipe de pesquisadores. "Mas a ocorrência de tal colisão pode ser deduzida a partir das alterações químicas que ela provoca na estrela."

"A órbita muito alongada do planeta recém-descoberto girando em torno dessa estrela gigante vermelha e a sua alta concentração de lítio são exatamente os tipos de evidências da destruição de um planeta."



sábado, 27 de agosto de 2011

Historiador israelense critica identificação de Israel com religião


Os conflitos do Oriente Médio têm sido uma tônica desde o fim da Segunda Guerra Mundial e a criação do Estado de Israel em 1948. De certa forma, continuam definindo os grandes embates que envolvem países que se dizem cristãos, judeus ou muçulmanos (de forma oficial ou não), tendo como força propulsora exatamente isto: a religião. Um ramo do cristianismo conhecido como dispensacionalismo, originário dos Estados Unidos no século XIX, tem na existência do Estado de Israel o motor do seu discurso escatológico, já que preveem a batalha do Armagedom com base no intricado jogo de rivalidades políticas, religiosas e históricas que têm como epicentro o território em que hoje está Israel e a Palestina. O estabelecimento do Estado de Israel seria, nesta visão, uma forma de "apressar" o Apocalipse. Por isso também, existe uma espécie de "alinhamento automático" de cristãos (sobretudo norteamericanos) com os propósitos políticos do Estado de Israel. Basta ver que, no Brasil, muitas igrejas que seguem práticas cada vez mais judaizantes do culto cristão, utilizam a bandeira de Israel como se ela, por si só, detivesse poderes místicos, sem nenhuma indagação racional sobre a veracidade e a conveniência deste ritual muito mais ideológico do que teológico. Diante deste barril de pólvora de múltiplos interesses desencontrados, sobra pouco ou nenhum espaço para perseguir aquilo que deveria ser realmente buscado com todas as forças: a paz em Jerusalém. É no mínimo curioso, portanto, que venha de um historiador israelense uma crítica contundente a essa visão belicista e apocalíptica, conforme noticia a Folha de S. Paulo:

Historiador israelense defende que povo judeu é invenção do sionismo

FABIO VICTOR
DE SÃO PAULO


Na carteira de identidade do historiador israelense Shlomo Sand, no lugar reservado à nacionalidade está escrito que ele é judeu.

Sand, 64, solicitou ao governo que seja identificado de outro modo, como israelense, porque acredita que não existe nem um povo nem uma nação judeus.

Seus motivos estão expostos em "A Invenção do Povo Judeu". Best-seller em Israel, traduzido para 21 idiomas e incensado pelo historiador Eric Hobsbawm, o livro chega agora ao Brasil (Benvirá).

O autor defende que não há uma origem única entre os judeus espalhados pelo mundo. A versão de que um povo hebreu foi expulso da Palestina há 2.000 anos e que os judeus de hoje são seus descendentes é, segundo Sand, um mito criado por historiadores no século 19 e desde então difundido pelo sionismo.

"Por que o sionismo define o judaísmo como um povo, uma nação, e não como uma religião? Acho que insistem em ser um povo para terem o direito sobre a terra. Povos têm direitos sobre terra, religiões não", diz à Folha, por telefone, de Paris.

"Na Idade Média a palavra povo se aplicava a religiões: o povo cristão, o povo de Deus. Hoje, aplicamos o termo a grupos humanos que têm uma cultura secular -língua, comida, música etc. Dizemos povo brasileiro, povo argentino, mas não povo cristão, povo muçulmano. Por que, então, povo judeu?"

Valendo-se de fontes e documentos históricos, a tese de Sand, ele mesmo admite no livro, não é em si nova (cita predecessores como Boaz Evron e Uri Ram). "Sintetizei, combinei evidências e testamentos que outros não fizeram, pus de outro modo."

Ele compara: até meados do século 20, "a maioria dos franceses achava que era descendente direto dos gauleses, os alemães dos teutões e os italianos, do império de Júlio César". "São todos mitos", afirma, "que ajudaram a criar nações no século 19".

Neste século 21, sustenta, não há mais lugar para isso.

"Não só o Brasil é uma grande mistura. A França, a Itália, a Inglaterra são. Somos todos misturados. Infelizmente há muitos judeus que se acham descendentes dos hebreus. Não me sinto assim. Gosto de ser uma mistura."

Filho de judeus, nascido num campo de refugiados na Áustria, o autor lutou do lado israelense contra os árabes na Guerra dos Seis Dias, em 67, quando o país ocupou Cisjordânia e faixa de Gaza.

Em seguida virou militante de extrema esquerda e passou a defender um Estado palestino junto ao de Israel.

Professor na Universidade de Tel Aviv e na França, onde passa parte do ano, o historiador avalia que as hostilidades entre israelenses e palestinos, reavivadas nas últimas semanas, continuarão por tempo indeterminado.

"Enquanto o Estado palestino não for reconhecido nas fronteiras de 67, acho que a violência não vai parar."

A INVENÇÃO DO POVO JUDEU
AUTOR Shlomo Sand
EDITORA Benvirá
TRADUÇÃO Eveline Bouteiller
QUANTO R$ 54,90 (576 págs.)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O placar do arrebatamento

Na falta do que fazer, já existe o placar do arrebatamento, em que - diariamente - notícias do mundo todo são cotejadas para que se chegue a uma espécie de "arrebatômetro", ou seja, vários indicadores são minuciosamente dissecados para saber se o momento do arrebatamento está próximo ou não, algo parecido com as expressões "tá quente" e "tá frio" nas ingênuas brincadeiras de esconde-esconde, só que neste caso aplicadas ao fim do mundo. Trata-se do site The Rapture Index (algo como "O Índice de Arrebatamento"), que - digamos - "mede" os seguintes fatores, atualizados até 22/08/11:


(clique na imagem para ampliá-la)

Assim, você percebe que eles monitoram os seguintes acontecimentos:

1) falsos cristos
2) ocultismo
3) satanismo
4) desemprego
5) inflação
6) taxas de juros
7) a economia
8) preços e estoques de petróleo
9) dívida e comércio
10) desconforto financeiro
11) liderança
12) abuso de drogas
13) apostasia
14) sobrenatural
15) padrões morais
16) anti-cristãos
17) índice de criminalidade
18) ecumenismo
19) globalismo
20) tribulação do Templo
21) anti-semitismo
22) Israel
23) Gogue (Rússia)
24) Pérsia (Irã)
25) os falsos profetas
26) nações com poderio nuclear
27) tumultos globais
28) proliferação de armas
29) liberalismo
30) processos de paz
31) reis do Oriente
32) marca da besta
33) governo da besta
34) o anticristo
35) marcação de datas para o fim do mundo
36) vulcanos
37) terremotos
38) clima maluco
39) direitos civis
40) fome
41) seca
42) pragas
43) clima
44) suprimento de comida
45) enchentes

Só por esta lista você percebe que eles acompanham uma série de eventos humanos, sociais, além de catástrofes, dando "pontos" a cada um deles conforme o número de notícias do dia, a fim de elaborar um quadro de quantos desses fatores estão sendo "contemplados" num determinado dia, razão pela qual eles próprios dizem que o dia em que o arrebatamento esteve mais próximo (o recorde positivo) foi o último dia 8 de agosto de 2011, com 184 pontos, e o dia em que o arrebatamento esteve mais distante (recorde negativo) foi 12 de dezembro de 1993, com 57 pontos.

É curioso perceber a importância que eles dão a fatores econômicos como inflação, taxa de juros e preço do petróleo, por exemplo, o que reflete muito da preocupação norteamericana com o business, tipicamente capitalista e consumista, e que hoje é parte integrante da pregação de tantas igrejas pelo mundo. A julgar pelo tal "desconforto financeiro" que aflige tantos fiéis da teologia da prosperidade, o arrebatamento já era pra ter acontecido, não é verdade? Daí a tentar entender o que é que tudo isso tem a ver com o arrebatamento, ou que tipo de algoritmo eles utilizam (provavelmente na base do chutômetro), sentimos muito, mas são dados por demais subjetivos e esta tarefa hercúlea não temos condições de compreender nem de explicar...

sábado, 13 de agosto de 2011

Tatuagem eletrônica, a nova candidata a marca da besta



Os teóricos da conspiração podem começar animados o seu fim de semana, pois surgiu mais um candidato à marca da besta de Apocalipse 13, segundo noticia o BuzzFeed, em matéria traduzida, adaptada e publicada no Tecnoblog:

Essa tatoo eletrônica monitora sinais vitais e impressiona o sexo oposto

Componentes eletrônicos não são feitos exatamente dos materiais flexíveis. Mas um grupo de pesquisadores descobriu um método de deixá-los tão elásticos e finos que seria possível até colocá-los na pele sem problema de destruir o circuito. E com isso estava feita uma tatuagem que não só parece legal, para geeks que gostam de partes eletrônicas grudadas no corpo, como também tem um propósito útil: rastrear sinais vitais.

O objetivo da tatuagem é servir como um meio dos médicos rastrearem o progresso de um paciente sem depender de equipamentos espaçosos e pouco maleáveis. Ela tem pouco mais de 40 micrômetros de espessura e vem com componentes eletrônicos capazes de monitorar pressão sanguínea, movimento muscular e atividade cerebral. Sua aplicação e remoção é tão simples como uma tatuagem temporária: basta aplicar água que ele instantaneamente gruda na pele.

Seus criadores, um grupo de cientistas espalhados em universidades de Cingapura, China e liderados por John Rogers, da Universidade de Illinois, nos EUA, dizem que seus sensores são tão sofisticados que ao ser colocada no pescoço de pacientes, eles conseguiram usá-lo para reconhecer voz e controlar um jogo por meio da tatuagem com 90% de precisão.

Depois que serviu ao seu propósito, ela pode ser facilmente removida com um puxão rápido, que (bônus?) provavelmente também deve depilar a área em que foi aplicada. Veja no vídeo abaixo uma demonstração dela.

Componentes eletrônicos não são feitos exatamente dos materiais flexíveis. Mas um grupo de pesquisadores descobriu um método de deixá-los tão elásticos e finos que seria possível até colocá-los na pele sem problema de destruir o circuito. E com isso estava feita uma tatuagem que não só parece legal, para geeks que gostam de partes eletrônicas grudadas no corpo, como também tem um propósito útil: rastrear sinais vitais.

O objetivo da tatuagem é servir como um meio dos médicos rastrearem o progresso de um paciente sem depender de equipamentos espaçosos e pouco maleáveis. Ela tem pouco mais de 40 micrômetros de espessura e vem com componentes eletrônicos capazes de monitorar pressão sanguínea, movimento muscular e atividade cerebral. Sua aplicação e remoção é tão simples como uma tatuagem temporária: basta aplicar água que ele instantaneamente gruda na pele.

Seus criadores, um grupo de cientistas espalhados em universidades de Cingapura, China e liderados por John Rogers, da Universidade de Illinois, nos EUA, dizem que seus sensores são tão sofisticados que ao ser colocada no pescoço de pacientes, eles conseguiram usá-lo para reconhecer voz e controlar um jogo por meio da tatuagem com 90% de precisão.

Depois que serviu ao seu propósito, ela pode ser facilmente removida com um puxão rápido, que (bônus?) provavelmente também deve depilar a área em que foi aplicada. Veja no vídeo abaixo uma demonstração dela.

Leitoras do TB, confessem: vocês sairiam com um cara que tivesse essa tatuagem eletrônica no braço, certo? Não? Como assim, geek demais?

terça-feira, 3 de maio de 2011

Seria Bin Laden a besta de Apocalipse 13?

Este blog não é muito afeito a previsões sobre o fim do mundo, embora alguém até possa considerar alguns de nossos textos - eventualmente - um tanto quanto escatológicos, mas já há teorias da conspiração apocalíptica em relação à captura e morte de Osama Bin Laden pelas forças americanas. O site Unsettled Christianity, por exemplo, ainda que arquive a ideia como "humor" e "estupidez completa" ("sheer stupidity"), utiliza o seguinte excerto de Apocalipse 13 para exercitar suas inferências:

1 Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia.
2 A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade.
3 Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta;

O papel do mar aí se deve ao fato do corpo de Bin Laden ter sido ali jogado, com uma ferida mortal em uma das sete cabeças que é curada em seguida. A associação feita por esta teoria diz respeito ao fato do terrorista ter usado armas chinesas (o "leopardo" - "Flying Leopard" é o nome de um caça chinês), ter enfrentado os russos (o "urso") durante a invasão soviética do Afeganistão (iniciada no dia 25 de dezembro de 1979), período no qual atuou como colaborador da CIA (que são conhecidos como "lions" - "leões"). Por sinal, acrescentaríamos que o livro de Ken Follet, "Na Toca do Leão" ("Lie Down with Lions") é de 1986 e fala do Vale dos 5 Leões no Afeganistão, sobre um líder afegão que luta contra os russos, isso bem antes de Bin Laden ter se tornado inimigo dos Estados Unidos. O "dragão" da profecia, nessa interpretação pra lá de livre, se adaptaria melhor à China, mas você pode fazer outros exercícios mentais para ver quem se encaixaria melhor no papel.

Tudo fica no campo da mera futurologia inconsequente, obviamente, mas não deixam de ser tentativas interessantes de interpretação. Talvez por isso mesmo tanta gente se dedique a decifrar essas profecias. O problema acontece quando elas se tornam o fundamento último de suas vidas.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails