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sábado, 1 de abril de 2017

Você já sabia: repetição de mentiras = "ilusão da verdade". Mas como isso funciona?

A matéria é da BBC Brasil:

'Ilusão da verdade': A importância da repetição para o sucesso das mentiras

Tom Stafford*

A máxima de que "basta repetir uma mentira para que ela se torne verdade" é uma das regras básicas da propaganda política, constantemente atribuída ao nazista Joseph Goebbels.

Entre psicólogos, é conhecida como efeito da "ilusão da verdade". Um experimento típico mostra como isso funciona:

Voluntários avaliam o quanto de verdade há em algumas afirmações triviais. Algumas delas são reais e outras são mentiras muito parecidas com a verdade. Após um intervalo de alguns minutos ou de algumas semanas, os participantes fazem o teste novamente, mas desta vez algumas das afirmações são novas.

Os resultados mostram que as pessoas tendem a avaliar como sendo verdade afirmações que elas já ouviram antes, mesmo que sejam falsas. Isso porque simplesmente soam mais familiares.

E assim, em um laboratório de alguma universidade ou instituto de pesquisa, parece estar a explicação para essa ideia de que basta repetir uma mentira para ela ser percebida como verdade.

A importância do conhecimento

Se você olhar à sua volta, vai perceber que todo o mundo - de publicitários a políticos - parece estar tirando partido dessa característica da psicologia humana.

Mas se pudéssemos fabricar uma verdade apenas repetindo uma mentira, não haveria necessidade de tantas outras técnicas de persuasão que conhecemos.

Um obstáculo é aquilo que já sabemos. Mesmo quando uma mentira parece plausível, por que deixaríamos de lado aquilo que sabemos só porque a ouvimos repetidamente?

Recentemente, uma equipe da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, começou a testar como a "ilusão da verdade" interage com nossos conhecimentos anteriores.

Eles usaram afirmações aos pares - uma verdadeira e outra falsa -, mas também as dividiram de acordo com a probabilidade de os participantes saberem a resposta.

O grupo concluiu que a "ilusão da verdade" funcionou da mesma maneira para as afirmações verdadeiras e para as falsas, o que sugere que o conhecimento anterior não evita erros de julgamento.

Para ter certeza de que estavam cobrindo todas as áreas, os pesquisadores então realizaram um estudo em que os participantes precisavam avaliar o grau de verdade de uma afirmação, de 1 a 6, e outro em que deviam apenas dizer "falso" ou "verdadeiro".

A repetição levou algumas afirmações ao topo da escala e aumentou as chances de classificá-las como verdadeiras - mesmo as frases falsas ganharam mais credibilidade.

Checar os fatos

A princípio, tudo isso parece ser uma enorme tragédia para a racionalidade humana. Mas precisamos olhar para os números quando interpretamos a ciência psicológica.

O que os especialistas americanos de fato descobriram foi que a maior influência na decisão de um julgamento sobre uma afirmação ser verdadeira era justamente o fato de ela ser verdadeira.

A repetição não conseguiu mascarar a verdade - com ou sem ela, as pessoas ainda tinham mais propensão a acreditar nos fatos do que nas mentiras.

Isso mostra algo fundamental sobre a maneira como atualizamos nossas crenças: a repetição tem o poder de fazer algo parecer mais verdadeiro, mas não se sobrepõe ao conhecimento.

Sendo assim, nos perguntamos: por quê? A resposta está relacionada com o esforço necessário para sermos rigidamente lógicos sobre qualquer informação que nos chega aos ouvidos.

Como precisamos fazer julgamentos rápidos, usamos atalhos - heurísticas que estão mais certas do que erradas.

Confiar na frequência com que ouvimos algo é apenas uma estratégia. Qualquer universo onde a verdade é repetida mais vezes do que a mentira terá isso como pressuposto para se julgar uma afirmação.

Nossas mentes são presa fácil para a "ilusão da verdade" porque nosso instinto é usar atalhos para fazermos esse julgamento - isso funciona na maioria das vezes.

Agora que já conhecemos esse efeito, podemos ficar mais atentos. Uma boa maneira é se perguntar por que acreditamos no que acreditamos: será que se trata de algo plausível porque é verdade ou apenas porque foi repetido várias vezes?

Mas outra maneira é reconhecer nossa obrigação de parar de repetir mentiras. Vivemos em um mundo onde os fatos são importantes e precisam ser importantes. Se repetirmos coisas sem nos preocuparmos com sua veracidade, estamos apenas ajudando a fazer deste um mundo onde mentiras e verdades se confundem com facilidade. Portanto, por favor, pense bem antes de repetir o que ouviu.

*Tom Stafford é psicólogo e cientista da cognição na Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha.



quinta-feira, 7 de julho de 2016

Mídia evangélica quer verbas publicitárias do governo federal

Parece que todo aquele esforço de sítios e portais gospel arrotando "ética" em prol do golpe contra as autoridades constituídas finalmente vai ser recompensado, segundo denuncia O Globo.

Quando ainda era candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff, muitas dessas páginas evangélicas faziam campanha na internet pintando Michel Temer como "satanista", e, agora que o homem detém o poder da caneta e da verba (e que verba, meu irmão!), a opinião "evangélica" muda da água para o vinho num estalar de dedos, não é mesmo?

A tal "Associação Brasileira de Mídias Evangélicas" (ABME) foi fundada em 28 de junho de 2013, com a participação inicial de seis jornais, nove emissoras de rádio e uma emissora de TV online, segundo noticiou à época o Portal Metodista.

Ah... lembrete aos desavisados: este blog que vos fala nunca recebeu nem jamais receberá verba publicitária de quem quer que seja, ok!

Chapa branca aqui não...

Temer pode dar verba publicitária do governo a sites evangélicos

Presidente interino recebe associação de mídias evangélicas e aceita convite para discursar em simpósio

EDUARDO BARRETTO

BRASÍLIA — Um mês depois de cortar R$ 11 milhões de verba publicitária para blogs políticos, o presidente interino Michel Temer disse a evangélicos no Palácio do Planalto que veículos da religião poderiam receber verba de publicidade do governo federal, segundo o presidente da Associação Brasileira de Mídias Evangélicas (ABME). Ao receber cerca de 40 pessoas da associação nesta quarta-feira, Temer também aceitou um convite para discursar em um simpósio da ABME e comprometeu-se a sancionar o Dia da Mídia Evangélica quando o Congresso aprovar o projeto.

Em seu gabinete, em encontro registrado na agenda oficial, Temer falou em iniciar conversas para que veículos evangélicos também participem de campanhas do governo — e recebam verba. A despeito de não fechar compromisso, "uma porta foi aberta", segundo o presidente da ABME.

— O presidente Temer abriu uma porta para a inclusão de veículos evangélicos em campanhas publicitárias do governo federal. Abrimos um canal — afirma Orli Rodrigues, presidente da associação.

Em junho, o governo interino cortou mais de R$ 11 milhões para blogs políticos simpáticos à gestão petista. Os mais afetados foram Brasil 247, Diário do Centro do Mundo e Revista Fórum. A verba de propaganda viria principalmente do Banco do Brasil, Petrobras, Caixa e ministérios como Justiça, Saúde e Educação. De acordo com o Planalto, os sites emitiam opinião e contrariavam o interesse público.

Temer também disse que sancionará o Dia da Mídia Evangélica se o assunto for aprovado pelo Congresso. O líder do PRB no Senado e suplente de Marcelo Crivella — que licenciou-se para concorrer à prefeitura do Rio —, Eduardo Lopes (RJ), trabalha em um projeto de lei para fixar a data comemorativa, que seria em 26 de junho. Como tem acontecido nos últimos dias, Lopes foi mais um senador a ser recebido por Temer a pouco mais de um mês para a votação definitiva do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Os líderes da ABME também convidaram Temer para discursar na abertura de um simpósio sobre liberdade de imprensa, que acontecerá em 27 de agosto em Brasília. O presidente interino aceitou.

Depois da reunião no gabinete, o grupo dirigiu-se aos salões que sediam cerimônias. Um violinista homenageou o interino com "My Way", "Fascinação" e "Jesus, Alegria dos Homens".

— O presidente falou no meu ouvido: "Deus lhe abençoe. A música trouxe paz para os corações e para dentro do palácio" — contou o músico Thiago Proença.



terça-feira, 19 de novembro de 2013

Bola de Neve quer vetar livro sobre igreja

A matéria é do UOL:

Bola de Neve tenta barrar ‘biografia’ sobre marketing e igreja

ANNAVIRGINIA

A Bola de Neve, igreja evangélica liderada por um pastor surfista que usa pranchas como púlpito, tentou barrar na Justiça o livro “A Grande Onda Vai te Pegar – Marketing, Espetáculo e Ciberespaço na Bola de Neve Church”.

Virou marola a ação apresentada na 2ª Câmara de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça de São Paulo: uma liminar para proibir o lançamento da obra foi negada aos advogados da igreja.

O título teoriza sobre supostas estratégias de mercado adotadas pelo apóstolo Rina, que fundou a “church” em 1999. Trata-se de um tipo que dispensa gravatas e adota leve topetinho (com cabelo mais tosado nos lados) para combinar com o estilo “mamãe passou Cenoura & Bronze em mim”, popular entre os jovens, formado em marketing e pós-graduado em administração.

Alguns subcapítulos do livro da discórdia:

Marketing ‘de Jesus’ e teologia da prosperidade Conhecendo/acessando a lojinha/shopping/Planet Bola É dando à igreja que se recebe de Deus: preparando davis para as finanças Nós somos a dobradiça da porta: as mulheres do Bola como costela

Eduardo Meinberg Maranhão, 40 anos, o “Du”, foi fiel da igreja entre 2005 e 2006. Já ex-“bolado”, defendeu em 2010 uma dissertação de mestrado em história, na Universidade do Estado de Santa Catarina, sobre a instituição. O trabalho acadêmico virou livro, que logo virou dor de cabeça para seu autor.

No último 30 de outubro, durante o lançamento da obra na USP, Du foi interpelado por um advogado da Bola. “Ele tentou me persuadir, dizendo que eu teria problemas caso lançasse o livro.”

Nos autos do processo, o juiz cita o artigo 20 do Código Civil –que veta biografias não autorizadas e que Roberto Carlos e Caetano Veloso, antes de procurarem se desentender, lutavam para preservar.

Para o juiz Alexandre Marcondes, a utilização desse dispositivo “apenas será tolerada quando seja possível afastar, de imediato, a presunção constitucional de interesse público”. O que não seria o caso aqui: “O interesse público é inegável”.

Para ele, o trabalho é acadêmico, e a igreja, apesar de ser pessoa jurídica de direito privado, “congrega interesses públicos e privados”.

MARCA

Conversei com uma advogada da igreja, Taís Amorim, por telefone e e-mail. Ela defende que o x da questão nada tem a ver com censura prévia, e sim com o uso indevido “da marca”.

“O autor utiliza, sem qualquer autorização, o nome da igreja na capa do livro, induzindo a erro especialmente os milhares de membros da entidade, que poderiam confundir a publicação como sendo da própria igreja (como de fato foi possível constatar no pouco de divulgação via Facebook).”

Taís também diz que, pela sinopse do livro, “foi possível deduzir que o juízo de valor promovido pelo autor não condizia à realidade da entidade”. Enxergar a Bola de Neve como uma “agência mercadológica é uma inverdade e, portanto, uma ofensa à entidade, que tem como único alvo e fomentador de seus trabalhos o Senhor Jesus Cristo”.

A advogada foi a primeira a me ressaltar a formação em marketing do apóstolo. Ela diz que Du procurou Rina com algumas perguntas sobre a igreja –mas decidiu ignorar suas respostas. Como aquela em que líder religioso teria dito: “Rasguei e joguei fora todos os livros e aprendizado que obtive na faculdade, pois quem dá o crescimento à igreja é Deus”.

O autor afirma que conversou com Rina pelo Facebook, em setembro. As respostas só teriam chegado há cinco dias do lançamento, sem tempo hábil para inseri-las no livro, que a essa altura já estava na gráfica.

NO PRINCÍPIO ERA…

Janeiro de 2005. Du, cantor de rock nas noites paulistanas, havia se mudado para Florianópolis no dia 31 de dezembro, “atrás de vida nova”. Já conhecia wicca, bruxaria, kardecismo, “mil igrejas evangélicas” –com direito a “heavy metal gospel”.

Até que uma amiga chegou com a proposta:

- E aí, Du, você já foi à Bola de Neve?

Ele perguntou se era o nome de uma sorveteria local.

“Rindo de mim, ela me explicou que se tratava de uma igreja evangélica de surfistas, que tocava reggae e rock e tinha a fama de ser liberal em relação a muitos costumes, inclusive permitindo que os fiéis ‘ficassem’ durante o culto e que fumassem maconha na igreja”, escreve no livro.



Nota rápida da blogueira: em 2011, visitei dois cultos da Bola de Neve no templo da Pompeia, zona oeste de São Paulo, e não vi nada disso: o que testemunhei de mais radical foi uma adolescente de bandana na cabeça, estilo Axl Rose, e uma camisa do Bob Esponja que dizia algo mais ou menos por aí: “Nada de amarelar: chega de absorver pecados!”

Em 266 páginas, o autor intercala análises acadêmicas com sua experiência na Bola de Neve. Narra um evento que foi com a namorada: “Nos sentamos próximos ao altar-palco e exatamente à nossa frente estavam Monique Evans e Cida Marques, [...] as duas vestidas de minissaia e blusa (bem) decotada”.

Diz ele: “Em minha dissertação, termos como agência religiosa, marketing, espetáculo e midiatização são entendidos de forma diferente do senso comum, que trata e tende a ver os mesmos do lado oposto da dimensão do sagrado. Tais termos não têm sentido negativo nem positivo, na minha opinião são categorias de análises – rasuráveis, como proponho”.

Responsável pela publicação, a Fonte Editorial espera a entrega da primeiro tiragem comercial do livro, de até 1.000 exemplares, segundo o editor Eduardo de Proença (o autor calcula que cada um custará em torno de R$ 40).

Em seu catálogo, “A Grande Onda Vai te Pegar” se somará a títulos como “O Evangelho Segundo os Simpsons”, “O Lado Bom do Calvinismo” e “Deus, Diabo e Dilma: Messianismo Evangélico nas Eleições 2010”.



segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Papa não foi bom garoto-propaganda do Fiat Idea

Vamos combinar: não deve ser fácil a vida de papa, né não? Agora quando ela se mescla com as obrigações de um garoto propaganda, aí a coisa complica de vez, segundo conta matéria publicada no jornal Valor Econômico de 05/09/13:

Nem papa Francisco salva vendas do Idea

Eduardo Laguna

Já se passou mais de um mês, mas a cena permanece nítida na memória de muita gente. O papa Francisco, em sua primeira visita ao Brasil desde a eleição no conclave, desembarca na Base Aérea do Galeão e, após cumprimentar autoridades, entra a bordo de um Idea em direção ao centro do Rio de Janeiro. No meio do trajeto, o carro para em um congestionamento na avenida Presidente Vargas, sendo cercado por centenas de fiéis. Com os vidros abertos, Francisco saúda o povo, que tenta tocar e tirar fotos do pontífice. Alguns conseguem apertar sua mão e, em dado momento, o papa chega a beijar um bebê.

Para os organizadores da visita, o episódio foi motivo de constrangimento. Já para a Fiat - a fabricante do carro "ilhado" no congestionamento do Rio -, foi um momento de impagável exposição às câmeras que transmitiram as imagens para todo o mundo.

O efeito comercial de ter um papa como garoto-propaganda foi, contudo, praticamente nulo - pelo menos até o momento. Números divulgados na segunda-feira pela Fenabrave, a entidade que representa as concessionárias de veículos, mostram que as vendas do Idea, o "carro do papa", caíram em agosto para o nível mais baixo em seis meses (veja gráfico ao lado).

A escolha do pontífice pela minivan compacta foi incapaz de inverter a trajetória de queda do modelo, assim como não impediu que a Fiat acompanhasse a inflexão de todo o mercado ao terreno negativo em agosto. No acumulado de janeiro a agosto, as vendas do Idea recuaram quase 9%. Quando se acrescenta os demais modelos de seu portfólio, a Fiat, líder no mercado brasileiro, registrou queda de 5,7% em igual período, mais do que a retração média de quase 2% de toda a indústria de veículos leves.

Marcos Morita, especialista em marketing e professor da Universidade Mackenzie, diz que o Idea já é um modelo em fase de declínio no chamado "ciclo de vida do produto". "Isso pode ser comprovado não apenas pelas vendas em declínio, mas também pelo tempo que o modelo está no mercado e a falta de investimento da montadora em novas versões ou mudanças mais profundas", afirma.

Mas diante da desaceleração do consumo de veículos no país, a queda da Fiat não seria evitada por mais que o papa estimulasse o interesse pelo Idea. O modelo, embora seja o segundo em seu segmento, não tem escala para determinar crescimento ou queda da marca italiana. Suas vendas, de pouco mais de 26 mil unidades no ano passado, são muito inferiores às dos carros mais populares da montadora, caso do Uno e do Palio - cujos volumes somaram 255,8 mil e 186,4 mil carros em 2012, respectivamente.

A montadora diz que o interesse dos consumidores pelo carro cresceu, mas o efeito nas vendas não foi imediato porque os estoques do modelo nas concessionárias estavam baixos. Segundo Marco Antônio Lage, diretor de comunicação e sustentabilidade da Fiat, o contato com a equipe encarregada pelo deslocamento do papa no Brasil foi relativamente rápido. Uma semana antes da chegada da comitiva, a montadora colocou toda sua linha à disposição e entregou os veículos na noite anterior ao desembarque de Francisco no Galeão.

A Fiat chegou a propor o utilitário esportivo Freemont, mas a opção foi vetada pela equipe do Vaticano, que considerou o carro sofisticado demais para o estilo espartano transmitido pelo pontífice. O Idea agradou por seu bom espaço interno e ampla área envidraçada da janela traseira, valorizada por permitir um melhor contato visual com o público. "Entregamos os carros sem qualquer preparação especial, acessórios ou opcionais. Exatamente iguais aos encontrados nas concessionárias e disponíveis para o público", afirma Lage.

A Fiat foi discreta nas ações de marketing e não explorou o caso em grandes campanhas publicitárias. Agiu apenas nas redes sociais, onde a repercussão do episódio atingiu mais de 1 milhão de pessoas, segundo a própria empresa. No dia 22 de julho, quando as imagens do papa preso no congestionamento do Rio retratavam sua chegada ao país, a marca publicou uma foto do carro em sua página no Facebook com a mensagem "Boa Idea, Francisco".






Agora, cá entre nós, pra crentaiada que gosta de "decretar", "determinar" bênçãos materiais, fica a dica:





terça-feira, 27 de agosto de 2013

Como usar Hitler numa propaganda

Uma rápida passada d'olhos na TV aberta mostra que os profissionais de marketing costumam testar os limites da publicidade quase que diariamente.

Esforçam-se inclusive para que eventuais exageros sejam inicialmente julgados pelos seus pares, como ocorre no Brasil com o CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária.

Alunos da Academia de Cinema de Ludwigsburg, na Alemanha, resolveram fazer uma espécie de propaganda (não autorizada) do sistema de prevenção de colisão dos automóveis da montadora Mercedes-Benz, partindo da premissa: "Já que o sistema funciona bem, o que teria acontecido se ele tivesse sido desenvolvido muito tempo atrás?"

Para tanto, imaginaram Hitler ainda criança na sua cidade natal Braunau am Inn (Áustria), com os moradores encantados com um Mercedes-Benz do século XXI passeando pelo vilarejo e a sua mãe gritando "Adolf!".

O vídeo chegou ao conhecimento da montadora, que o considerou "inapropriado", mas talvez pelas milhões de visualizações até agora, não forçou os estudantes a retirá-lo do ar, pelo menos por enquanto.

O resultado surpreendente, com o alerta "Detecte o problema antes que ele apareça" e o menino Hitler em posição de suástica no final, você vê no vídeo abaixo:





quarta-feira, 12 de junho de 2013

Papa Francisco ganha duas motos Harley Davidson

Dia dos Namorados (só no Brasil, é bom lembrar)... Tem casal que adoraria dar um ao outro uma moto Harley Davidson, não é mesmo? Se bem que o gostoso deve ser ir de garupa, mas nunca é demais ter outra Harley na garagem.

Só que - justamente hoje - quem ganhou DUAS motos da renomada marca foi o Papa Francisco. A fabricante das consagradas motos justificou os insólitos presente e presenteado como sendo parte dos festejos dos seus 110 anos.

São 4 dias agendados para celebrar a marca em Roma, e o ponto alto das comemorações será a presença (esperada) de entre 1000 e 2000 felizes proprietários de Harley Davidson, devidamente acompanhados de suas possantes, na Praça de São Pedro no próximo domingo, dia 16 de junho de 2013, onde receberão uma bênção especial do pontífice por ocasião do tradicional Angelus dominical.

As expectativas de público, entretanto, são bem mais otimistas. Estima-se que, entre motociclistas e Harleymaníacos em geral, mais de meio milhão de fãs acorrerão ao Vaticano para o evento motopapal.

O evento já estava programado faz tempo. Em agosto de 2012, o Los Angeles Times já anunciava que o então papa Bento XVI abençoaria as motos em junho deste ano, para comemorar o 110º aniversário da fábrica.

Coube ao papa Francisco, entretanto, o presentão. Ele ganhou, inclusive, uma jaqueta da Harley Davidson, além de um quadro com a pintura de uma moto da marca em plena Praça de São Pedro, como você pode ver nas fotos abaixo.

Não se sabe ainda que destino o papa Francisco dará às duas motos que ganhou hoje de presente, mas é melhor não esperar ver o papa pilotando uma por aí, a não ser que ele siga o exemplo de seu antecessor Bento XVI e renuncie ao trono, no caso, por uma superbike.

De qualquer maneira, fique atento. Pode ser que em muito breve, em vez de frango assado, vai ter roleta de moto invocada na quermesse do Vaticano.

A informação veio através da Adnkronos International.







sexta-feira, 8 de março de 2013

A dança do pônei


Ok, é só uma propaganda, mas é sempre bom se divertir com esses estranhos e simpáticos animais, os pôneis, que as meninas adoram e a quem sempre parece estar faltando alguma coisa (menos dançar, com direito a moonwalk do Michael Jackson):




sábado, 2 de fevereiro de 2013

A melhor recepção de aeroporto do mundo

OK, já faz mais de 2 anos que essa promoção publicitária invadiu o aeroporto de Heathrow, em Londres, mas bem que a gente podia sonhar um pouco em receber as boas vindas dessa maneira inusitada, né não?




terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Uruguai evita o fim do mundo

Como faltam só 10 dias para o fim do mundo, segundo o calendário maia, o jeito é apelar para uma saída bastante improvável, mais ao sul, e de preferência com sorvete, porque o calor tá de matar...


Dica do Treta




sábado, 1 de dezembro de 2012

O poder das palavras



Às vezes tudo o que você necessita para mudar a sua visão e a sua posição no mundo é trocar as palavras com as quais você o enfrenta. Ou contratar um bom profissional de marketing, se é que um não vai passar na sua frente e te ajudar de graça:





sábado, 20 de outubro de 2012

Como fazer propaganda eleitoral



A sua campanha para vereador não deu certo? Mal teve os votos da família?

Aprenda então a fazer propaganda direito para não fazer feio nas próximas eleições.

Finalmente, um vídeo altamente instrutivo para ensinar você a ser o seu próprio marketeiro eleitoral:





sábado, 15 de setembro de 2012

Photoshop de propaganda de prefeitura quase acaba com casamento


Tome cuidado quando autorizar o uso da sua imagem por quem quer que seja. Você nunca sabe o que o photoshop é capaz de fazer com ela. A notícia vem do G1:

'Photoshop' da Prefeitura quase acaba com casamento em Ribeirão

Revista institucional usou montagem com foto de pedreiro e falsa família.
Trabalhador diz que uso da imagem foi indevido e pede R$ 124 mil em ação.

Um pedreiro de 34 anos entrou com uma ação contra a Prefeitura de Ribeirão Preto (SP), alegando que teve sua imagem publicada na capa de uma revista de prestação de contas da administração municipal ao lado de uma mulher e uma criança, desconhecidas dele, mas que são descritas como sendo sua família. O advogado Telmo Gilciano Grepe, um dos três que defende o trabalhador, alega que a montagem quase destruiu o verdadeiro casamento da vítima. No total, 60,7 mil exemplares da publicação foram distribuídos.

Grepe contou que o homem foi abordado por um assessor de imprensa da Prefeitura em novembro do ano passado, enquanto trabalhava em uma obra no bairro Jardim Paiva. O servidor teria oferecido R$ 50 para fotografar o pedreiro sozinho, afirmando que o material seria utilizado em uma campanha institucional.

“Levaram ele para outro bairro e em nenhum momento disseram como a imagem seria usada. Ele também não assinou nenhum documento e só soube do resultado quando alguns amigos viram a revista e ficaram fazendo piadas”, disse Grepe.

Ainda segundo o advogado, a mulher do pedreiro chegou a dizer que pediria a separação, exigindo que ele procurasse a mulher da foto para comprovar que não se tratava de um caso fora do casamento. O pedreiro também ligou para a Prefeitura, pedindo que as fotos fossem retiradas de circulação, mas não obteve sucesso.

Para o advogado, o dano moral existe porque, além de serem publicadas na revista que chegou a ser distribuída gratuitamente no bairro onde o casal reside, as fotos foram expostas em pontos de ônibus e vidros traseiros dos coletivos urbanos. “É uma situação muito humilhante e que causou um desconforto muito grande para a família”, afirmou o advogado, que pede no processo uma indenização no valor de 200 salários mínimos, o equivalente a R$ 124,4 mil.

Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Ribeirão Preto informou que o pedreiro autorizou, documentalmente, a utilização de sua imagem, de acordo com o artigo 90 da Lei n°9.610/1998 – Lei dos direitos autorais e uso de imagem.

Segundo a assessoria do governo municipal, as informações e documentos serão apresentados aos órgãos competentes quando solicitadas.



sábado, 30 de junho de 2012

A vida precisa de links afetivos

Se você tem dúvidas sobre o que ler no fim de semana, principalmente se não tiver muito tempo e quiser aprender algo útil para o resto de sua vida, leia a entrevista com Julio Ribeiro, presidente da agência de publicidade Talent, publicada pela Sonia Racy no Estadão de 25/06/12.

Assim, você não precisará chegar - como ele - aos 79 anos de idade para desfrutar da sabedoria que a maturidade traz, principalmente quanto a aproveitar melhor a sua vida.

A última frase da matéria é emblemática: "tem gente que está no paraíso e reclama da qualidade das toalhas". No mínimo, você repensará aquela sua ideia antiga de que publicitários não são seres humanos...

“DO QUE A VIDA PRECISA? DE LINKS AFETIVOS”

Aos 79 anos, Julio Ribeiro, fundador e presidente da agência de publicidade Talent, tem tempo para pintar, aprender jazz ao piano e participar, ativamente, da criação de campanhas para seus (poucos) clientes.

Também escreve livros sobre sua grande paixão. O mais recente (Marketing de Atitude – Como Fazer Suas Equipes e Seus Clientes Gostarem de Você) será lançado amanhã, no Iguatemi.

O segredo? “Faço o que gosto!” – desde que começou, em 1958, quando foi trabalhar na McCann Erickson. Depois, passou por Denison, Alcântara Machado e MPM. Em 1967, fundou sua primeira agência: Julio Ribeiro Mihanovich Publicidade, juntamente com Armando Mihanovich. E, em 1980, criou a Talent.

Após mais um dia de trabalho – quando foi informado de que a agência havia ganhado o Grand Prix na categoria rádio em Cannes (além de outros três leões) –, ele recebeu a coluna e falou sobre novas mídias, responsabilidade social, coisas que fazem mal à saúde, toalhas e, claro, vida.

A seguir, os melhores momentos da conversa com este Jerry Maguire brasileiro.

É preciso mesmo que o cliente goste de você?

Ninguém tem de fazer nada (risos). Mas interação é fundamental, sim. Você sabe que a Talent não perde um cliente há cinco anos? Tem a ver com isso, com certeza. O mais importante, claro, é que você goste de você. Eu, por exemplo, gosto de mim (risos). Quem não gosta de si mesmo não vai a lugar nenhum. E um ambiente de trabalho saudável é essencial – para que as pessoas possam fazer o que tem de ser feito com tranquilidade. Isso tem de ser passado para fora, para o cliente. Escrevi o livro por acreditar, piamente, nessa forma de trabalhar. Nós temos um cliente, um laboratório de exames médicos. Você entra e tem a impressão de que todos ali gostam de você. Essa experiência faz diferença. Por exemplo: você vai comprar uma bicicleta para seu filho. Ninguém sai procurando em dez lojas. Geralmente, vai a duas ou três. Ou seja, existe um filtro. E esse filtro está ligado à experiência que o comprador tem quando chega à loja.

Não tem a ver com preço?

Nem sempre. Pesquisas mostram que preço não é o fator mais importante. A interação com os atendentes e a experiência positiva da compra são essenciais. A Apple não me deixa mentir. Sempre que anuncia um produto novo, a fila na porta das lojas se forma uma semana antes do lançamento.

Às vezes, a empresa não ajuda.

Estava lendo um livro sobre gestão, estes dias, e um exemplo me chamou a atenção. Uma empresa americana especializada em limpeza de banheiros de estádios de futebol. Ninguém gostava de trabalhar lá, a rotatividade anual de funcionários beirava 100%. Um dia, um novo chefe de RH resolveu saber por que o turnover era tão alto. Sabe o que ele descobriu depois de uma pesquisa com os empregados? Que a maioria não gostava de trabalhar lá porque precisava pegar três conduções para ir de casa até a sede da companhia. O que a empresa fez? Criou uma linha de ônibus fretado. O turnover caiu para 40%.

Conhecer quem trabalha com você ainda é a alma do negócio?

As pessoas passam o horário nobre de suas vidas no escritório. Imagina: o funcionário tem um dia a dia horrível, chega em casa dizendo “eu vou acabar pedindo demissão” ou “eu não aguento mais aquele lugar, aquelas pessoas” e ouve da mulher que ele tem de pensar nas contas, na escola das crianças… Uma pessoa que vive assim não consegue brincar com os filhos, com o cachorro, não consegue ser atencioso com a esposa. Porque não existe a cabine do super-homem. Agora, quando você trabalha numa empresa em que as pessoas gostam de você, te respeitam, fica tudo mais fácil. São vantagens que mudam uma companhia. A criação desses links afetivos é o objetivo do meu livro.

É mais fácil estabelecer links afetivos em tempos de internet e redes sociais?

A internet dificilmente cria links afetivos. Eles só se estabelecem com relação pessoal.

A Talent nunca fez campanha para cigarro, bebidas destiladas e para o governo. Por quê?

Porque os três fazem mal à saúde (risos). Desde o início da Talent, em 1980, decidimos que não aceitaríamos – o que nos custa dinheiro, porque são clientes muito ricos. No que diz respeito à política, eu sigo um lema: “Quem dorme com cachorro acorda com pulga” (risos).

Qual foi seu primeiro cliente?

A Grendene. E, na época, o Alexandre (Grendene, fundador da empresa) estava com um problema. As sandálias de plástico eram consideradas coisa de pobre – ele não conseguia mudar esse conceito. Eu fiz uma pesquisa e descobri que o problema não era o produto, mas as pessoas. E as pessoas achavam o produto de baixo nível. O que não condizia com a realidade. Então, disse a ele: “Existem duas verdades: a primeira é o que os olhos veem; a segunda, a tela da TV Globo” (risos). A estratégia que adotamos? Fazer com que atrizes de novela usassem a sandália. Isso mudaria o conceito. Outra estratégia: convencer as mais influentes colunistas de moda de que o produto tinha charme. E conseguimos.

Atualmente, se critica muito as campanhas de TV. Elas estariam ficando menos inteligentes?

Acho que propaganda idiota sempre existiu. O que há, hoje, é mais mídia, mais formatos. O marketing dos dias atuais nasceu de três invenções simultâneas: o computador, o avião a jato e o satélite. Isso mudou tudo. Aproximou as pessoas, diminuiu as distâncias. Novas formas de se comunicar foram criadas. E vão se tornando nativas das gerações. O computador, por exemplo: eu ainda apanho, já meus netos aprenderam a mexer nele na escola. Agora, independentemente da mídia, o conteúdo não muda.

O meio é a mensagem?

Com certeza. Veja o exemplo deste filme que ganhou o Oscar, O Artista. Em tempos de cinema digital, 3D, venceu uma produção muda, em preto e branco. E por quê? Porque as aspirações são as mesmas, as formas é que mudam.

O que acha da proibição de publicidade voltada às crianças?

Toda vez que o governo mete a mão em alguma coisa, piora. Crianças gostam de brinquedos, sabem o que querem e não querem as mesmas coisas.

O politicamente correto atrapalha a vida da agência?

A gente se policia. Algumas vezes, nos antecipamos: “Ah, isso não vai passar pelo Conar”. Faz parte do processo social, a sociedade vai mudando. Deve fazer uns quatro anos que eu não recebo reclamação do Conar. Todo mundo sabe o que é socialmente incorreto. Mas somos contra intervenção do governo, de proibir propaganda para crianças ou de produtos que engordem. O cara come porque gosta, você não pode proibir o sujeito de comer. Agora, campanhas educativas ao estilo “coma de forma mais saudável”, isso a gente gosta. Quando comecei na carreira, durante as reuniões de criação, cortava-se a fumaça do cigarro com uma faca (risos). Hoje, não existe mais esse problema, ninguém fuma em ambiente fechado. E o processo foi, essencialmente, educativo. Outro exemplo: um dia, estava em casa fazendo a barba. Com a torneira aberta. Meu neto chegou e me deu bronca: “Você está desperdiçando a água do planeta, vovô!” Fechei a torneira na hora (risos).

O seu jeito low profile é um estilo criado ou é inerente a sua personalidade?

Tem gente que adora brilhar, aparecer na TV, badalar, sair em jornal e revista. Mas eu… não gosto. Uma vez fui escolhido para ser jurado em Cannes. Declinei. Ninguém acreditou! (risos) Não tenho vocação para board de empresa. Meu negócio é fazer planejamento e criação, é disso que eu gosto. É para isso que me pagam.

Você sempre trabalhou com poucos clientes. Num mundo voltado para o “quanto mais melhor”, isso é um problema?

A gente rejeita clientes com alguma frequência. E somos muito prósperos. Acho impossível ter uma boa agência e não ter limite de clientes. Porque, se você começa a pegar todos os que aparecem, acaba com um monte de coelhos numa sala (risos), não dá. Sempre fomos assim.

Acredita que a internet vai comer as outras mídias?


Não, porque a internet tem um problema: ninguém descobriu como ganhar dinheiro com ela. É uma obrigação das agências nos dias de hoje, você precisa investir nela, mas a verdade é que não dá dinheiro. Tem-se falado muito no iPad, mas também não o vejo como substituto de jornais e revistas. E os números mostram que os jornais têm crescido, apesar das mídias digitais. As revistas estão estáveis. O Bill Gates disse, há mais de uma década, que o papel iria desaparecer. Mas fez a biografia dele em papel (risos). 

Tem Facebook, Twitter?


Tenho tudo (risos). Mas minhas paixões são outras. Sou pintor, voltei a pintar. E estou estudando piano, jazz, porque gosto de improviso. Além disso, hoje fico mais com a família, cultivo mais os laços.

A que horas costuma chegar à agência?

Hoje, estou mais moderado (risos). Costumava chegar às 7h30 e sair às 19h. Agora, chego umas 9h, saio às 18h30.

Vida pessoal e profissional convivem em harmonia?

Eu me casei com minha primeira namorada. Tive meus filhos, tenho meus netos, escrevo meus livros, gosto do que faço. Acho que tudo pode conviver, sim, em harmonia. Mas depende, claro, de você. Tem gente que está no paraíso e reclama da qualidade das toalhas (risos).

DANIEL JAPIASSU



sexta-feira, 15 de junho de 2012

A linguiça do John Malkovich

Em propaganda da Apple para mostrar a utilidade do aplicativo Siri para o iPhone 4S, tendo o ator John Malkovich como estrela, vale até falar em bom português a nossa brasileiríssima "linguiça":





sábado, 14 de abril de 2012

Sua dose diária de drama

Numa praça simples de uma pequena cidade da Bélgica, onde nada acontece, alguém colocou uma base com um botão devidamente sinalizada com um cartaz "aperte o botão para adicionar drama", e os curiosos que fizeram isso tiveram uma bela surpresa. Tudo bem que se trata só de uma propaganda de uma rede de televisão, mas as pessoas que adoram viver os seus dramas diários, ainda que imaginários, bem que podiam arranjar uma solução fantasiosa, divertida e inofensiva como essa:





quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Guerra dos sexos

A velha batalha entre machistas e feministas é o pretexto escolhido pela Quilmes para vender cerveja. A propaganda foi gravada - obviamente - em castelhano com sotaque argentino, mas é perfeitamente compreensível porque essa linguagem é universal:





segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O dia em que a Mercedes-Benz se apropriou da estrela de Che Guevara

Faz tempo que Che Guevara deixou de ser somente um ícone da esquerda e um demônio para a direita - até porque esses dois conceitos ideológicos são tão confusos hoje em dia - para se tornar uma estrela pop mercadológica, com a sua mais conhecida foto reproduzida em camisetas, anúncios, e no que mais possa caber. Agora, entretanto, parece que a Mercedes-Benz errou feio ao utilizar a conhecida imagem do líder guerrilheiro argentino-cubano para promover seus automóveis, trocando até a estrela de cinco pontas da sua boina pelo logo da marca. Aliás, toda essa confusão de conceitos e personagens não é gratuita. Ela existe propositalmente para que as pessoas percam o referencial em todas as áreas da vida (individual e coletivamente considerada). Assim como na política, na ideologia e - por que não dizer - também na teologia, elas ficam sem saber como dizer se algo é certo ou errado, daí a profusão de bobagens e heresias que temos que enfrentar todos os dias. E alguém deve estar ganhando muita grana com isso. Confira a notícia do Brasil 247:

Mercedes usurpa imagem de Che e engata recuo



247 – Para quem conheceu Alberto Korda, o fotógrafo cubano que imortalizou Ernesto Guevara na foto ‘El Guerrillero Heroico’, que muitos consideram a mais reproduzida da história, é fácil saber o que ele faria. Diante da iniciativa da multinacional alemã Mercedes Benz, que, num evento promocional em Las Vegas, teve a ousadia de trocar a estrela original de cinco pontas, vermelha, na boina de Che pela de três pontas, dentro de um círculo, que identifica seus carros de luxo, Korda esfregaria as mãos, tomaria um gole de rum e, entre irado e animado, telefonaria para seu advogado. “Tenho olheiros em todas as partes do mundo”, lembrava Korda, sempre orgulhoso da repercussão de sua foto, mas igualmente atento à cobrança de direitos autorais sobre cada espertalhão que procurava usar a imagem que ele captou em benefício comercial próprio. “Quando descubro que minha foto está sendo usada para fins comerciais sem escrúpulos, como é típico dos capitalistas, não penso duas vezes antes de autorizar meus advogados a entrarem com processos pesados sobre os usurpadores. Muitas vezes, eles mesmos me avisam de processos em curso”.

Dessa, por sorte, a Mercedes escapou. Sem deixar herdeiros, Korda morreu em Paris, de enfarto, em 2001. E, pelo jeito, a campanha que tem como base a usurpação da foto do ícone das esquerdas não será levada adiante. Assim que a iniciativa foi divulgada, os sempre mobilizados exilados cubanos nos Estados Unidos emitiram sinais de forte oposição à troca de sinais na foto de Alberto Korda. O que a Mercedes tentou fazer – transformar El Che num vendedor de carros de luxo, sob o apelo de sua história de revolucionário – simplesmente não colou junto ao público. O rechaço dos cubanos que se sentem americanos certamente viria a ser correspondido de igual afastamento por parte da fatia de público mais identificada com o conjunto de ideais pelos quais Guevara, e o próprio Korda, com seu trabalho de divulgação da imagem do líder revolucionário, lutaram até a morte. Resultado: a campanha recém mostrada em Las Vegas foi arquivada. Para todas as partes envolvidas, melhor assim.



segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Até onde vai o seu preconceito?



Propaganda da Anistia Internacional contra o racismo e a xenofobia em Portugal:



Propaganda que mostra o racismo num elevador:





sábado, 8 de outubro de 2011

O gigante adormecido despertou!





Você pode até não gostar do comercial abaixo por ter sido produzido por uma marca de bebidas, mas há de concordar que se trata de uma boa ideia (da agência Neogama/BBH) com uma ótima execução da The Mill. A ideia de aproveitar o maciço do Pão de Açúcar (do Rio de Janeiro) como criatura antropomórfica gigante não é nova e os mais antigos se lembrarão do filme "Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa", de 1968, que explora a semelhança entre o monumento natural e um homem, assim como muitos morros, picos e montanhas lembram outras criaturas mundo afora. Para quem adota o slogan "Keep Walking, Brasil", entretanto, o resultado da propaganda ficou muito bom. O gigante do Pão de Açúcar tem até o cuidado de pousar delicadamente o bondinho na praia (ufa!). A campanha publicitária da Johnnie Walker estreia na TV amanhã, domingo, 9 de outubro. É isso aí, Brasilzão, agora vai...:




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