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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Em 1777, padre espanhol escondeu mensagem ao futuro em lugar bastante inusitado


A informação esquisitona é da revista Galileu:

Padre usou bunda de estátua de Jesus como "cápsula do tempo"

Esta pode ter sido a primeira vez que um local tão peculiar foi escolhido como esconderijo

Um padre na Espanha do século 18 encontrou um local inesperado para esconder uma mensagem secreta para o futuro: o traseiro de uma estátua oca de Cristo crucificado, chamado Cristo del Miserere. A carta foi encontrada durante a restauração da peça quando especialistas tiraram uma parte do objeto de madeira — mais precisamente o pano que cobre as nádegas de Jesus.

Aparentemente o intuito da estátua realmente era servir como "cápsula do tempo". "Embora seja habitual que muitas esculturas estejam vazias, não é tão difícil encontrar documentos manuscritos dentro", explicou o historiador Efrén Arroyo, membro da Fraternidade da Semana Santa de Sotillo de la Ribera, à Agencia EFE.

O documento foi escrito em 1777 por Joaquín Mínguez, capelão da Catedral do Burgo de Osma, e seu conteúdo conta com a descrição da vida da época, assim como considerações sobre o rei Carlos III, vários regentes e eventos da época.

A carta também detalha as culturas cultivadas na região (trigo, centeio, cevada e aveia e uvas para vinho); as doenças mais comuns (como malária e febre tifóide); e as atividades mais populares da população (como cartas, jogos de bola e jogos de bar).

Ele ainda fornece informações mais gerais, como: "O Tribunal está em Madri, há um Correio e uma Gazeta para as notícias, [e] há uma Inquisição, para a qual não existem erros contra a Igreja de Deus". De acordo com Arroyo, esses detalhes indicam fortemente que Mínguez queria deliberadamente deixar uma mensagem para ser lida no futuro. Resta saber se o padre não ficou com a consciência pesada de guardar esse recado em um local tão peculiar...

(Com informações de Science Alert.)



sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Iconoclastas sem causa

Neste mundo de simplificações absurdas e reducionismo doentio, sempre aparece alguém, geralmente ateu, para apontar o dedo nos crimes praticados em nome da religião. 

Afinal, ser iconoclasta é fácil.... é só sair por aí destruindo templos e dogmas, o difícil mesmo é propor algo em troca.... se é verdade que a religião produz aberrações, também é verdade que produziu muita coisa boa, como a caridade e o respeito aos direitos humanos, baseado no Direito Natural, que é, em essência, uma releitura humanista dos princípios religiosos. 

Se é verdade que os religiosos foram, por muito tempo, coniventes com a escravidão e o desrespeito aos povos indígenas, também é verdade que o movimento de respeito a esses direitos começou dentro da própria igreja, 3 séculos atrás. 

Jonathan Edwards (1703-1758), que foi um grande pregador puritano, pregou um sermão clássico chamado "Pecadores nas Mãos de um Deus Irado", mas foi também o primeiro missionário entre os índios norte-americanos. 

Ao entrar em contato com esse mundo indígena, passou a defender a idéia do respeito a esses povos e sua cultura, o que lhe resultou uma perseguição dentro da própria igreja, mas se ele não tivesse começado esse movimento tão precocemente na história da humanidade, seria muito provável que os indígenas do mundo estivessem extintos totalmente hoje em dia. 

O tragicômico é que os que atacam os problemas (reais) da religião, se esquecem convenientemente de delatar os problemas daqueles que a atacaram, como o regime ateu de Stalin e Mao Tse Tung que mataram juntos algo em torno de 100 milhões de pessoas. 

O ateu Pol Pot, com suas 3 milhões de vítimas no Comboja, é fichinha perto deles... mas vamos varrer esses crimes anti-religião pra baixo do tapete, não é mesmo?!

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