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quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Fofoca no trabalho gera indenização por danos morais



MULHER DEVERÁ INDENIZAR COLEGA POR DISSEMINAR INFORMAÇÃO INVERÍDICA EM AMBIENTE DE TRABALHO

Juiz do 1º Juizado Especial Cível de Brasília julgou procedente o pedido de indenização feito por uma profissional de saúde que passou por abalo psicológico após uma colega divulgar no ambiente de trabalho que a autora estaria viciada em um medicamento.

A autora afirma que recentemente teve de fazer uso do remédio dolantina, após indicação médica, em razão de problemas de saúde. Acrescenta que a colega divulgou no ambiente de trabalho das partes que a autora estaria viciada no referido medicamento, o que lhe causou profundo abalo psicológico. Assim, a autora pediu a condenação da ré em obrigação de não fazer e no pagamento de indenização pelos danos extrapatrimoniais suportados.

A ré, devidamente citada e intimada, não compareceu à audiência, motivo pelo qual foi decretada sua revelia, e os fatos narrados foram considerados verdadeiros.

De acordo com o juiz, a presunção de veracidade decorrente da revelia está confirmada pela vasta documentação adicionada aos autos pela autora, que denotam o encaminhamento médico da requerente ao especialista clínico, para emissão de parecer, em razão do estado emocional decorrente dos fatos narrados na inicial.

Para o magistrado, a situação vivida pela autora não pode ser interpretada como mero desconforto ou aborrecimento incapaz de gerar abalo psíquico a repercutir intimamente na sua honra e dignidade e, consequentemente, caracterizar um dano moral. Para ele, a disseminação de informação inverídica sobre a autora, profissional de saúde, a quem foi atribuída a pecha de viciada em medicamento, no seu ambiente de trabalho, sem sobra de dúvida, gera ansiedade, aflição e desconforto. Não há dúvida de que o constrangimento causado à autora sai do campo do mero aborrecimento para invadir a esfera do desgaste psicológico e abalo emocional, capazes de efetivamente gerar dano de natureza moral.

Assim, levando em conta esses fatores, o juiz fixou a indenização no montante de R$ 1.000,00, quantia que considerou suficiente para cumprir a dupla função de compensar o prejuízo suportado pela vítima e penalizar o ato ilícito praticado pela ré, levando em conta a repercussão do dano e a dimensão do constrangimento. Ainda condenou a ré na obrigação de não tecer qualquer comentário a respeito da requerente, sob pena de multa.

Cabe recurso.

PJe: 0718968-95.2015.8.07.0016



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Papa diz que falar com Jesus é melhor que fofocar e ver novelas


A matéria é do UOL:

Papa diz que falar com Jesus é melhor que ver novela e fofocar com vizinhos


O papa Francisco afirmou nesta terça-feira (3) que "escutar Jesus" é melhor que "assistir a telenovelas" e "fofocar com os vizinhos".

Francisco fez a declaração durante a tradicional missa matinal na residência de Santa Marta, no Vaticano. Na ocasião, ele discursou sobre uma passagem do Evangelho em que Jesus se encontra no meio de uma multidão e pediu para que os católicos mantivessem o olhar e os ouvidos fixos nas palavras de Jesus.

O papa orientou os fiéis a fazerem "orações de contemplação" a Jesus e criticou os que dizem "não ter tempo para isso".

"Em sua casa, por 15 minutos, pegue o Envangelho, uma passagem curta. Imagine o que aconteceu e fale com Jesus. Dessa forma, seu olhar estará fixo em Jesus, e não nas telenovelas. O seu ouvido estará fixo nas palavras de Jesus, e não nas fofocas dos vizinhos", afirmou Francisco.

Quase todas as manhãs, o papa celebra missa para funcionários e para o público em geral da residência de Santa Marta.



sábado, 8 de novembro de 2014

Pesquisa diz que fofoca faz bem à autoestima

A pesquisa esquisitona foi publicada no Brasil Post:

Fofoca faz bem? Fofocar faz bem para a autoestima, diz pesquisa

Carol Castro

Vai dizer que você não se interessa por uma fofoquinha às vezes? É normal. E até bom. Já disseram que é um ótimo jeito de começar uma amizade. Mas há ainda outro ponto favorável: fofocar faz bem à autoestima. Desde que você não seja o alvo das fofocas, claro.

Foi o que descobriram pesquisadores holandeses após entrevistarem um grupo de pessoas para saber como elas reagiam às fofocas. As fofocas positivas sobre outras pessoas costumavam fazer muito bem aos ouvintes: eles tendiam a se sentir mais capazes de aprimorar as próprias capacidades.

Quando o comentário era negativo, os voluntários relatavam que se sentiam mais confiantes para falar de si, causar uma boa impressão. Mas, nesses casos, também se preocupavam mais em se proteger de fofocas.

"Escutar histórias positivas sobre outras pessoas pode ser informativa, já que elas sugerem caminhos para você mesmo progredir”, explica Elena Martinescu, uma das autoras da pesquisa. “Escutar fofoca negativa pode fazer com que você se sinta lisonjeado, porque isso sugere que os outros podem ser piores do que nós”, conclui.

Claro que um ambiente repleto de fofoca não faz bem a ninguém. Só serve para criar conflitos e insegurança. Mas uma fofoquinha assim de leve, um desabafo com o mais chegado do escritório, está liberado, ok?





domingo, 5 de janeiro de 2014

Prazer com desgraça alheia pode não ser tão ruim

Que tal fazer uma viagem profunda aos inescrutáveis labirintos da alma humana lendo o artigo abaixo, publicado no UOL Bem-Estar?

Sentir prazer com o constrangimento alheio não é tão ruim, diz psicólogo

Christie Aschwanden 
The New York Times

A espetacular decadência do atleta mais bem pago do mundo teve início quando ele bateu um Cadillac utilitário em um hidrante e uma árvore. Os relatos iniciais do acidente de Tiger Woods, ocorrido em 2009, davam conta de que sua esposa tinha quebrado a janela do veículo com um taco de golfe para tirá-lo lá de dentro, mas quando se espalhou a notícia de que o casal tinha tido brigas motivadas por alegações de infidelidade de Woods, a janela quebrada se tornou uma metáfora do desmoronamento da sua reputação.

À medida que o escândalo foi se desenrolando, a celebridade esportiva que tinha construído um império baseado na sua imagem de homem de família íntegro foi se revelando um viciado em sexo extraconjugal, autor de mensagens de mau gosto para amantes e acompanhantes pagas. Quase de um dia para o outro, Woods passou a ser ridicularizado, inclusive com um site e uma conta no Twitter cujo único propósito era de publicar piadas sobre ele.

O prazer perverso sobre o rumo desses acontecimentos é designado por uma palavra alemã tão perfeita para ele que passamos a adotá-la em inglês. "Schadenfreude", ou "alegria perante o prejuízo", é o prazer derivado do infortúnio de outrem, e Richard H. Smith, professor de psicologia da Universidade de Kentucky, dedicou a carreira a estudá-la, pesquisando ainda outras emoções ligadas ao convívio social, tendo inclusive publicado uma antologia sobre a inveja, parente próximo do "schadenfreude".

Função adaptativa

Por mais perverso que esse sentimento possa parecer, ele tem uma função adaptativa, argumenta Smith neste agradável livro. Trata-se de uma emoção que decorre de comparações sociais que nos permitem avaliar os nossos talentos e perceber qual a nossa posição na ordem social. O desejo de fazer essas comparações parece ser um padrão recorrente - estudos mostram que até macacos e cães se comparam com os seus pares.

O "schadenfreude" nos dá uma ideia do que os psicólogos Roy F. Baumeister e Brad J. Bushman têm chamado de "o conflito mais básico da psique humana" – o atrito entre os nossos impulsos egoístas e o autocontrole. "Somos todos selvagens por dentro", escreveu Cheryl Strayed em sua coluna Dear Sugar no site The Rumpus. "Todos nós queremos ser o escolhido, o amado e o estimado."

Porém, a vida nem sempre é assim, e quando nos deparamos com alguém mais escolhido, amado ou estimado do que somos, o nosso instinto natural é querer colocá-lo no nosso nível. Se esse desejo imoral é por acaso atendido, o sentimento de "schadenfreude" se manifesta. Clive James capturou o espírito desse sentimento em um poema que tira seu título de sua primeira linha: "O livro do meu inimigo foi descartado / E eu estou satisfeito".

Quando a inveja invoca dor, o "schadenfreude" fornece um antídoto poderoso. O sucesso de Woods no campo de golfe e a sua vida aparentemente perfeita - sua linda esposa e família, sua reputação ilibada – "representavam um contraste agudo para a maioria das pessoas, mesmo que elas não estivessem interessadas em golfe", escreve Smith. Embora algumas pessoas tivessem sido certamente inspiradas por ele, talvez um número maior ainda delas se sentisse diminuído. A sua decadência o trouxe para mais perto do nível dessas pessoas, e, assim, permitiu que aqueles que o invejavam se sentissem melhor consigo mesmos.

Reality shows

O filósofo do século 17 Thomas Hobbes afirmou que o humor muitas vezes vem de uma súbita sensação de superioridade, e Smith escreve que a nossa cultura se desenvolve com base em comparações feitas a partir de uma posição de superioridade que proporcionam essa "glória repentina".

"Será que assistimos aos reality shows em busca de conhecimentos preciosos sobre a condição humana?", pergunta ele. "Por favor. Nós assistimos a esse tipo em programa em busca daquelas cenas constrangedoras que nos fazem sentir um pouquinho melhores quanto às nossas próprias vidinhas anônimas."

Uma sensibilidade semelhante alimenta as revistas de fofoca. Em uma análise que investigou durante dez semanas as publicações da The National Enquirer, Smith e Katie Boucher, psicóloga da Universidade de Indiana, descobriram que quanto mais alto for o status de uma celebridade, maior a probabilidade de encontrar um artigo sobre ela focado em infortúnios.

Sentimos ainda mais prazer quando o "schadenfreude" parece merecido, como acontece quando o status mais elevado de alguém abala a nossa autoimagem. Uma pesquisa feita por Benoît Monin, um psicólogo social de Stanford, mostra que a mera presença de um vegetariano pode fazer os onívoros se sentirem moralmente inferiores, já que eles preveem que serão julgados.

"Os vegetarianos não precisam dizer uma palavra; o mero fato de existirem, do ponto de vista de um comedor de carne, causa uma irritação moral", escreve Smith. Descobrir que a pessoa de comportamento supostamente superior está sendo hipócrita alivia essa irritação, de modo que pegar um vegetariano devorando um pedaço de carne faz com que os amantes de bife sintam uma explosão de "schadenfreude": "Nós não somos tão inferiores quanto fomos levados a acreditar; agora podemos assumir a posição contrastante de superioridade moral".

Segundo as suas definições tradicionais, o "schadenfreude" é uma emoção passiva sentida pelos espectadores que não desempenham funções nos infortúnios experimentados pela pessoa que têm como alvo, mas Smith argumenta que essa demarcação é "estreita demais", alegando que embora a ação "complique a situação", ela não elimina o "schadenfreude".

No entanto, ampliar o sentido do termo de modo a incluir a vingança e outras ações tira a especificidade da característica de satisfação da palavra. É a falta de participação por parte das testemunhas que adiciona um sentido de deleite ao "schadenfreude" e torna o seu reconhecimento permissível – a pessoa que você tinha secretamente como alvo se deu mal, e você não teve nada a ver com isso.

Embora este livro seja destinado para leitores leigos, a escrita às vezes parece acadêmica, e o autor se mostra muito propenso a fazer resumos, oferecendo citações sucessivas de outros estudiosos, quando seria melhor uma síntese mais forte ao leitor. E, embora seja provavelmente verdade que as comparações sociais subjacentes ao "schadenfreude" ajudaram a alimentar o antissemitismo na Alemanha nazista, um capítulo sobre o papel do "schadenfreude" no Holocausto se apresenta como uma tentativa de dar ao assunto uma gravidade desnecessária.

Apesar de suas falhas, vale a pena ler este livro curto para conhecer os seus insights sobre o lado sombrio da natureza humana e as ilustrações maravilhosas que aparecem periodicamente no texto. Feitos pela filha do autor, Rosanna Smith, esses desenhos – uma tartaruga erguendo o braço para expressar vitória, a formiga e o gafanhoto de Esopo dividindo uma refeição – dão a mesma sensação de prazer suscitada pelas ilustrações que apimentam as páginas da revista The New Yorker.

Smith conclui que "o 'schadenfreude' não precisa ser demonizado". É melhor aproveitar a oportunidade que ele oferece de saciar nossos lados sombrios do que negar a sua existência. Enquanto permanecer passivo, o "schadenfreude" pode melhorar a nossa autoestima e nos lembrar de que até mesmo as pessoas mais invejáveis são falíveis – assim como nós.

Sobre o livro:

'The Joy of Pain: Schadenfreude and the Dark Side of Human Nature'
("A alegria diante da dor: o Schadenfreude e o lado sombrio da natureza humana", em tradução livre)
Por Richard H. Smith
256 páginas. Oxford University Press. U$ 24,95

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Afastados três padres acusados de violar email do bispo de Foz do Iguaçu

Cuidado, D. Dirceu Vegini! O perigo mora ao lado...

Coisas estranhas andam acontecendo na Tríplice Fronteira, e não é contrabando, a não ser de fofocas...

Em Foz do Iguaçu (PR), não vale muito o ditado "vá reclamar com o bispo". 

Lá é o bispo  - D. Dirceu Vegini - que anda se queixando dos seus párocos, inclusive apelando à Lei Carolina Dieckmann (12.737/2012) para enquadrar os sacerdotes na esfera criminal.

Vem chegando o verão e muita água ainda vai rolar por aquelas cataratas, conforme a notícia abaixo do G1 Paraná:

Após suposta violação de e-mails, igreja afasta três padres no Paraná

Caso aconteceu em agosto de 2012 e só foi divulgado em julho de 2013.
Segundo advogado, mensagens continham críticas a vários religiosos.

Fabiula Wurmeister

Após investigações de denúncias de violação de e-mails envolvendo a Cúria Diocesana de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, a Igreja Católica decidiu afastar três padres supostamente envolvidos no escândalo. O decreto que determina a suspensão das funções sacerdotais foi entregue aos religiosos na sexta-feira (1º) e dava prazo para que eles deixassem as paróquias até o fim da tarde deste sábado (2). Foram afastados os padres Sérgio Bertoti, Agostinho Gatelli – de Foz do Iguaçu – e Paulo de Souza, que havia sido transferido para Guarapuava.

A determinação de afastamento é assinada pela Congregação para o Clero, com sede no Vaticano, e se baseia em denúncias feitas pelo bispo Dom Dirceu Vegine e por fiéis apontando que sete padres tiveram acesso a mensagens eletrônicas confidenciais. O crime virtual envolvendo a Cúria Diocesana vem sendo investigado pela Polícia Civil e internamente pela própria igreja. A distribuição dos mais de 200 e-mails ocorreu em agosto de 2012, mas o caso só foi divulgado no dia 16 de julho de 2013 após o bispo denunciar a invasão de privacidade à polícia. O conteúdo das mensagens está sob segredo de justiça.

Procurados pelo G1, os padres confirmaram o afastamento, mas preferiram não se pronunciar. A equipe também tentou entrar em contato com o bispo de Foz do Iguaçu, mas até a publicação desta reportagem ele não havia sido encontrado para comentar o assunto.

Em nota, a Cúria Diocesana informou que a Santa Sé solicitou a investigação prévia dos três sacerdotes conforme exige o Código de Direito Canônico, a qual será feita pelo Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Cascavel, também no oeste. "O Decreto Administrativo do Tribunal Eclesiástico determinou que, durante a investigação processual, os sacerdotes citados fossem afastados de suas funções ministeriais e ofícios. As disposições atuais poderão ser revogadas ou findarão ao cessar o Processo Penal Canônico", diz o comunicado assinado pelo chaceler do Bispado, padre Mariano Venzo.

Na época em que o caso foi divulgado, o advogado Álvaro Albuquerque, que representa os sacerdotes, alegou que um funcionário roubou a senha do bispo e acessou mensagens eletrônicas confidenciais trocadas entre Dom Dirceu e outros religiosos. As mensagens continham críticas a alguns padres, cardeais e até ao Papa Francisco.

“Nestes e-mails, eles [o bispo e outros religiosos] falam mal das pessoas. O bispo falando mal do próprio Papa [Francisco], que acabou de ser eleito (...). E basicamente xingando, falando pejorativamente, colocando apelidos e denigrindo a imagem de, pelo menos, dez a 20 padres aqui da diocese”, afirmou o advogado dos padres denunciados. Ainda segundo Albuquerque, pelo menos 50 paróquias da cidade tiveram acesso ao conteúdo das mensagens particulares.

Bispo nega acusações

No dia 19 de julho, Dom Dirceu falou sobre o caso em uma entrevista coletiva concedida à imprensa. Na ocasião, ele negou que teria falado mal dos sacerdotes e afirmou que não fez denúncia pessoal a ninguém. “Eu não conheço estas críticas e queria dizer mais: a pessoa que teve acesso ao meu correio eletrônico, ela pôde, também, escrever o que ela quis. E, para me incriminar, enviar para as pessoas as quais ela achou conveniente”, defendeu-se ao dizer que só procurou a polícia para esclarecer o caso.



terça-feira, 3 de setembro de 2013

Papa Francisco ataca seu mais novo inimigo: a fofoca

Dado o conflito de interesses não tão secreto dentro do Vaticano, que resultou no escândalo Vatileaks, que de certa forma foi decisivo na renúncia de Bento XVI, soa um tanto quanto enigmática a recente investida do papa Francisco contra as fofocas, conforme se pode ler em artigo publicado no IHU:

"Quem faz fofoca mata os irmãos", afirma Francisco

"Aqueles que, em uma comunidade, fazem fofoca sobre os irmãos, sobre membros da comunidade, querem matar". Foi o que disse o Papa Francisco na homilia da missa celebrada nessa segunda-feira de manhã, em Santa Marta, a primeira com os grupos depois da pausa do verão europeu.

A reportagem é do jornal Corriere della Sera, 02-09-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Ciúme e inveja", com o seu séquito de boatos, não são apenas sentimentos antigos, mas são repropostos "todos os dias no nosso coração e nas nossas comunidades".

"Inveja é o diabo quem semeia": é o que o Papa Francisco reafirma, notando que "uma comunidade, uma família é destruída pela inveja que o diabo semeia no coração e faz com que um fale mal do outro e, assim, se destrua". Adverte o papa: "Nunca matar o próximo com a nossa língua. Para que haja paz em uma comunidade, em uma família, em um país, no mundo, devemos estar com o Senhor, e onde está o Senhor não há inveja, não há criminalidade, não há ódio, não há ciúmes, mas há fraternidade".

"Fofocas matam": Francisco estigmatiza hábitos estabelecidos com base nos quais "o primeiro dia se fala bem de quem vem até nós; no segundo, não tanto; no terceiro se começa a fofocar e depois se acaba esfolando-o", e acusa: "Aqueles que, em uma comunidade, fazem fofoca sobre os irmãos, sobre os membros da comunidade, querem matar", lembrando o versículo do apóstolo João que diz: "Aquele que odeia o seu irmão no seu coração é um homicida".

"Estamos acostumados às fofocas e aos boatos, mas – lamenta o papa – quantas vezes as nossas comunidades e até mesmo as nossas famílias são um inferno, onde se gere essa criminalidade de matar o irmão e a irmã com a língua".



"Nunca mais a guerra": o Papa Francisco repetiu depois, em uma mensagem no Twitter, as palavras por ele proferidas no domingo com relação à crise síria: "Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra!". É a mesma expressão utilizada por Pio XII na mensagem de rádio do Natal de 1951 e assumida por João Paulo II em janeiro de 2003, para esconjurar a guerra no Iraque, mas também por Paulo VI e Bento XVI em diversas ocasiões.



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