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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Doença estranha faz turistas crerem que são "profetas" em Israel

Oliver MacAfee, mais um "profeta" assumido e sumido em Israel...

Se bem que o que tem de "profetas" e "profetadas" aqui por nossos lados... não é pouco, não!

A notícia pitoresca saiu na BBC Brasil:

Síndrome de Jerusalém, o curioso transtorno que faz as pessoas acreditarem que são profetas ou messias


O misterioso desaparecimento em novembro do turista britânico Oliver McAfee no deserto de Negev, em Israel, jogou luz sobre um transtorno psiquiátrico insólito: a síndrome de Jerusalém. Os médicos agora temem que o jovem sofra do problema.

McAfee, um jardineiro de 29 anos, é um devoto cristão que chegou a Israel em 2017.

Ele deixou seu emprego em Essex, na Inglaterra, em abril do ano passado. Queria percorrer a Europa de bicicleta, uma viagem que seus amigos descrevem como "descoberta pessoal".

Foi visto pela última vez na cidade israelense de Mitzpe Ramon.

Seus familiares entraram em contato com a polícia do país no final de dezembro para informar o desaparecimento. Desde então, foram feitas buscas com helicópteros, cachorros e equipes de resgate - nada até agora deu certo.

As autoridades israelenses acreditam que McAfee esteja vivo, segundo Micky Rosenfeld, superintendente e porta voz da polícia local. Viajantes encontraram na área alguns pertences do jovem, como uma bolsa, chaves e comprimidos. "Ainda estamos examinando sua bicicleta e outros objetos pessoais", disse à BBC.

O porta voz acrescenta que a polícia também encontrou folhas com citações bíblicas e uma área com areia rodeada por um número significativo de pedras.

'Braço direito de Jesus'

Enquanto a busca continua, vários psicólogos em Israel têm falado sobre a síndrome de Jerusalém, uma estranha condição psiquiátrica que poderia ter afetado McAfee.

Estima-se que a síndrome afete uma centena de pessoas por ano, que desenvolvem uma espécie de angústia mental ao visitar lugares sagrados da região.

Há algo comum na maneira como esse transtorno se manifesta nos pacientes. "O denominador comum é que as pessoas pensam que estão vivendo um momento de redenção iminente, que vai acontecer em Jerusalém ou, no caso do turista no deserto de Negev, em qualquer lugar próximo da região percorrida por Jesus", diz Pesach Lichtenberg, professor de psiquiatria da Universidade Hebrea.

"A pessoa acredita que vai desempenhar um papel importante nesta segunda vinda de Jesus: ou para avisar ao mundo ou ser o braço direito de Jesus", diz Lichtenberg, que também é o fundador e diretor do Soteria House, um centro de tratamento holístico para psicoses. No local, atualmente há várias pessoa que pensam que são um messias.

O acadêmico desconhece o caso de McAfee e acredita que existe muita especulação a respeito.

Segundo Lichtenberg, a síndrome de Jerusalém pode se manifestar de várias maneiras. "Normalmente as pessoas, antes de chegarem a Jerusalém, já apresentam algum tipo de problema mental prexistente", explica. Quando desembarcam na cidade, o transtorno acaba por se manifestar.

A síndrome se sobrepõe a uma doença mental ou enfermidade que o paciente já tinha.

"Talvez eles venham para Jerusalém atraídos por uma sensação de que têm uma espécie de missão a cumprir. Talvez eles abram a Bíblia, encontrem um verso e sintam uma espécie de chamado", explica Lichtenberg.

O psiquiatra comenta também que normalmente essas pessoas são bastante religiosas e podem pertencer a várias denominações, como a muçulmana, a judaica ou a cristã.

Cem turistas por ano

"Mas mesmo pessoas que não têm um passado religioso podem ser dominadas por uma sensação de espiritualidade ou de transcendência, que pode se cristalizar em algo religioso", explica o psiquiatra.

"Qualquer turista que venha a Jesusalém pode sentir algo incomum, uma intensidade no ambiente, algo que as empurra para o 'outro lado'", diz Lichtenberg.

Segundo um artigo publicado em 2000 na revista British Journal of Psychiatry, uma média de 100 turistas é encaminhada a cada ano para a clínica de saúde mental Kfar Shaul com síndrome de Jerusalém.

Os casos com os quais Lichtenberg trata são de israelenses. Quando os pacientes são estrangeiros, normalmente são tratados em seus países, longe de Jerusalém.



terça-feira, 12 de setembro de 2017

O inusitado cemitério bizantino na Chapada Diamantina


O Brasil tem suas belezas e seus mistérios, como o que você pode ver no sertão da Bahia.

A matéria é do Globo Repórter, com vídeo na página indicada, exibido em abril de 2015:

Epidemia na Chapada Diamantina faz cemitério ser erguido em montanha

Globo Repórter visita cemitério bizantino criado nos tempos de garimpo após epidemia de cólera em Mucugê, quando decreto proibiu enterros nas igrejas.

Nos bons tempos dos garimpos, dinheiro sobrava no bolso dos barões do diamante e sobrava tanto que eles deixaram registros para as futuras gerações da vida abastada que levaram na Chapada. Alguns contrataram arquitetos do exterior para projetar seus túmulos no cemitério.

Globo Repórter: A história deste cemitério começa com uma epidemia. Como é que foi esta história?

Nélia Paixão, arquiteta: Por volta de 1855, houve uma epidemia de cólera em Mucugê! E morreram muitas pessoas. Por causa de um decreto, o Brasil era um império não poderia mais enterrar pessoas nas igrejas, como era comum e aí eles escolheram um espaço para construir este cemitério.

Embaixo da montanha e de frente para a cidade. Com a proibição do sepultamento nas igrejas, os túmulos foram erguidos com muito capricho, como pequenas imitações dos templos católicos. Ao logo dos anos o cemitério foi preservado como uma obra de arte das mais importantes. É um dos patrimônios histórico da Chapada. Atração turística de Mucugê.

Globo Repórter: Aqui ninguém foi enterrado a sete palmos?

Nélia Paixão: Não, não, pode, é rocha. Rocha sobre rocha. Não tem como.

Labirinto embaixo da terra leva equipe do Globo Repórter até um belo cartão postal

Está na natureza o patrimônio mais valioso da Chapada. Descemos um despenhadeiro cercado de rochas. Fomos conhecer um misterioso labirinto embaixo da terra. Na escuridão é parecido ter cuidado para não cair do precipício. A caverna é pequena – das menores da Chapada. Em compensação tem um poço que chega a ser chocante de tão bonito que é.

O poço tem o encantamento de uma caverna inundada, mas durante cinco meses do ano, o sol produz na água o cenário de um belo cartão postal.

“Ver este azul, saber que não é da água e que quando a incidência da luz chega aqui. Deixa a gente pequeno! Deixa a gente emocionado”, diz a psicóloga Carolina Couto.

O povo da região costuma dizer que esse é o Caribe da Chapada, claro que é uma brincadeira, mas pelo menos, na cor e na transparência da água, parece o caribe mesmo.

Miguel, que é guia, também é um dos responsáveis por cuidar da caverna. Aos turistas ele explica como ocorre o fenômeno e avisa: ninguém onde entrar no poço. É só para a alegria dos olhos a paisagem encantada.

Vinte quilômetros adiante, em outra caverna, o banho é permitido: o poço azul. O povo da região costuma dizer que ele é o Caribe da Chapada.

“Nós somos do Recife é a minha trigésima terceira vez que estou aqui. É como se fosse a primeira vez”, conta o professor Denis Andrade.

Há milhares de anos, quando a Chapada era o paraíso da fauna pré-histórica, o poço azul muitas vezes foi uma fonte para os animais que buscavam água para matar a sede. Em 2005, 45 esqueletos de animais pré-históricos foram retirados daquelas águas por uma equipe de paleontólogos e mergulhadores, o maior deles estava a 21 metros de profundidade, era o esqueleto de uma preguiça gigante.

Quantas histórias guardadas. Quantos segredos escondidos. Da energia ainda há muito o que se descobrir e sentir. Da beleza, admiração. Um pedaço do Brasil difícil de esquecer.



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

10.000 brasileiros mórmons vivem em Utah

O Templo - centro da devoção mórmon em Salt Lake City e no mundo.

Mesmo sem ser mórmon, tive o prazer de conhecer o Estado de Utah duas vezes, passando pela capital Salt Lake City em 2014 e 2015.

Utah é uma terra de grandes belezas naturais, com seus lindos e imensos parques nacionais, além dos pontos turísticos que fazem parte do inconsciente coletivo mundial como o Monument Valley.

Na segunda oportunidade, tomei mais tempo para conhecer um pouco da capital, em especial a praça do templo onde estão instalados os principais órgãos diretivos dos mórmons no mundo, além do Templo que é sede da religião.

Quando puder, ainda que de passagem, visite o Utah e a sempre bela e 

As fotos que ilustram esta matéria são de minha autoria e os artigos abaixo foram escritos por Cláudia Trevisan e publicados no Estadão de 27/11/16:

Dez mil brasileiros vivem o ‘sonho americano mórmon’

No centro mundial da religião, ainda reside o veterano Cláudio dos Santos, de 101 anos, que embarcou para Salt Lake City em 1955

SALT LAKE CITY - Ser mórmon no Brasil de 1955 era integrar uma minoria de 500 pessoas, entre as quais estava Cláudio dos Santos. Naquele ano, ele decidiu se mudar com a família para Salt Lake City, o centro mundial da religião fundada nos Estados Unidos na década de 1820. Aos 101 anos, Santos é o veterano dos cerca de 10 mil brasileiros que vivem na cidade, a maioria dos quais integrantes da igreja.

Em 1955, ele embarcou com a mulher e os três filhos para Miami em uma Fortaleza Voadora, um avião militar de quatro motores usado na 2.ª Guerra Mundial. De lá, eles viajaram por uma semana de ônibus até Utah, o Estado do Oeste americano cuja paisagem árida e montanhosa foi um dos cenários preferidos para os clássicos filmes de cowboy hollywoodianos.



Placa de boas-vindas na fronteira sul do Estado, com o Arizona, já anunciando o esplendor do Monument Valley a seguir.


Quando se fala no País, a especialidade lembrada é o rodízio

Feijoada ainda aparece, mas em segundo plano; grande parte dos funcionários é brasileira e busca aprender inglês

SALT LAKE CITY - Rodízio é sinônimo de Brasil nos Estados Unidos e, em Salt Lake City, a concorrência de espetos é acirrada. Na capital do Estado de Utah também há lugares de prato feito, feijoada, pudim e brigadeiro, regados a guaraná. Com o nome gringo de Rodizio Grill, o restaurante da família Utrera abriu as portas na cidade em 1998, quando a rede que já tem 19 endereços no país ainda engatinhava.

Dos 70 funcionários da empresa em Salt Lake City, 70% são brasileiros, na maioria integrantes da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, segundo Nicolas Utrera, filho do fundador do negócio, Ivan Utrera. Entre eles está Diego Souza, que se batizou como mórmon em 2007, quando tinha 16 anos, e se mudou para a capital de Utah em 2014.

Depois de estudar inglês por alguns meses, ele entrou na LDS Business College, a escola de negócios ligada à igreja –a sigla de três letras se refere à versão em inglês de Santos dos Últimos Dias. Os mórmons são a força dominante em Utah e representam 60% da população do Estado. Além da igreja, eles controlam algumas das melhores instituições de ensino locais e oferecem a seus seguidores estrangeiros as mesmas anuidades que cobram dos americanos – em geral, os estudantes internacionais estão sujeitos a preços mais elevados.

Souza estuda contabilidade e se formará no fim de 2017. No ano passado, ele se casou com uma americana que conheceu na igreja, com a qual pretende ter o primeiro filho em breve. “No Brasil, eu era pobre. Aqui eu também sou pobre, mas tenho carro e consigo viajar para o exterior e pensar em comprar uma casa”, disse Souza, que trabalha como garçom e churrasqueiro. Enquanto ele falava com a reportagem, um de seus colegas passou anunciando o resultado de um jogo entre Corinthians e Flamengo: “2 a 1 para o Coringão!”.

Diego Cavalcante Quiroga, de 32 anos, chegou a Salt Lake City em abril com a mulher, Jessica, e os dois filhos, de 5 e 2 anos. Mórmon como o xará, ele é garçom da Rodizio Grill, estuda inglês e pretende entrar em uma faculdade de Utah. “Para ter algo melhor, eu precisava do inglês e vim para cá para aprender mais rápido”, disse Quiroga, que é de uma família mórmon.

Feijoada. O Rodizio Grill é um dos pelo menos seis restaurantes brasileiros que existem na região de Salt Lake City – em sua maioria churrascarias. Uma das exceções é o Sweet Spot, da família Drogueti, especializado em feijoada, salgadinhos, pratos feitos e doces brasileiros. Atrás do balcão, o patriarca Reinaldo Drogueti atende cerca de 150 brasileiros a cada sábado em busca de feijoada.

A cearense Lucy Filizola, que não pertence ao mundo dos restaurantes, se mudou para Salt Lake City em 1997, quando tinha 17 anos. “Minha mãe queria que eu viajasse”, disse a filha de uma família mórmon de classe média alta do Ceará. A brasileira se casou no ano seguinte e teve seis filhos, seguindo a tradição de grandes famílias da igreja. Formada em contabilidade na LDS Business College, Lucy é separada e cria sozinha os seus seis filhos, um dos quais tem paralisia cerebral. “Não tenho empregada e todos ajudam com o irmão na cadeira de rodas”, disse a cearense, dona de uma empresa de consultoria. “Não é como no Brasil. Aqui, eles são autossuficientes e cada um é responsável por suas coisas.”

Saída em missão é ritual de ‘transição’ para a vida adulta

Aos 17 anos, Vitor, o filho de Solange Cruz e de Silvio, prepara-se para seus dois anos como missionário, um ritual que todos os homens da igreja são encorajados a desempenhar. As mulheres servem por períodos menores – 18 meses – e representam um número crescente dos jovens mórmons que tentam converter pessoas ao redor do mundo. Atualmente, a igreja tem 75 mil missionários, alguns dos quais trabalhando nos Estados Unidos.

Há 16 meses, a brasileira Luiza Renta saiu de Porto Seguro para ser missionária em Salt Lake City. Sua função é ficar na Praça do Templo para explicar a visitantes os princípios e a história da igreja, em um misto de relações públicas e busca de convertidos para a religião. Missionárias de diferentes países trabalham no local, levando crachás com suas respectivas bandeiras. Como os homens, elas andam em dupla. A atual companheira de Renata é da Mongólia, mas o par muda a cada duas semanas. “Não trocaria os 18 meses por nada.”


Placa de boas-vindas na fronteira norte de Utah, com o Idaho, na rodovia I-15 que leva a Salt Lake City.


Clã Neeleman fica entre EUA e Brasil há 60 anos

Missionários chegaram ao País na década de 1950; família reúne hoje cerca de 80 pessoas

SALT LAKE CITY, UTAH - “Você voltaria para o Brasil comigo?” foi a primeira pergunta que Gary Neeleman fez à então namorada, Rose Lewis, quando retornou a Utah, depois de servir por dois anos como missionário mórmon no interior do Paraná e Santa Catarina. “Mas você acabou de voltar”, ela respondeu. “Sim, mas ainda não acabei”, justificou ele.

O ano era 1956. Dezoito meses mais tarde, o casal chegava a São Paulo com seu filho de 4 meses, John. Nos dez anos seguintes, Neeleman trabalharia como correspondente da agência de notícias United Press Internacional no Brasil. Nesse período, 3 dos 7 filhos do casal nasceram no Hospital Samaritano, na capital paulista, entre os quais David, dono da empresa de aviação Azul.

Sessenta e dois anos depois de pisar pela primeira vez no Brasil, Neeleman ainda não terminou sua história com o País. Desde 2001, ele é cônsul honorário do Brasil em Salt Lake City, responsável por atender uma comunidade estimada em 20 mil pessoas nos Estados de Utah, Idaho, Wyoming, Montana e Oeste do Colorado. Nove de seus descendentes foram missionários no Brasil, entre os quais um neto e uma neta que ainda estão servindo em São Paulo e no Rio Grande do Sul.

Além dos sete filhos, Neeleman e Rose têm 35 netos e 21 bisnetos, a maioria dos quais detentores de cidadania americana e brasileira. Com maridos e mulheres que foram agregados à família, o clã é formado por 80 pessoas.

“Eu gostei do Brasil e gostei dos brasileiros”, disse Neeleman, lembrando sua experiência de meados da década de 1950. Aos 82 anos, ele caminha com ajuda de uma bengala fabricada por outro empreendedor da família, Mark, dono de uma fábrica de produtos de bambu no Brasil.

Ao lado de Rose, que tem 81 anos, Neeleman fez seis viagens à Amazônia nos últimos anos para entrevistar pessoas e levantar dados para dois dos quatro livros sobre o Brasil que escreveram juntos: Trilhos na Selva, de 2011, e Soldados da Borracha, publicado no ano passado.

O primeiro conta a história fracassada da construção da ferrovia Madeira-Mamoré, no início do século 20, na qual cerca de 10 mil trabalhadores faleceram, vítimas de doença tropicais. O outro fala da história de milhares de seringueiros que morreram na Amazônia durante a Segunda Guerra Mundial para garantir o crucial fornecimento de borracha para as forças aliadas durante o conflito. Em uma das viagens que fizeram à Rondônia para levantar dados para os livros, Rose e Gary passaram uma noite na estrada, quando o carro em que os levava a Jaci-Paraná quebrou.

Guerra Civil. O mais recente livro do casal, A Migração Confederada ao Brasil, conta a história dos americanos que imigraram para o Brasil no fim do século 19, deixando o Sul dos Estados Unidos, depois da derrota para o Norte na Guerra Civil americana (1861-1865).



quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Turista holandês é preso por perturbar culto budista em Myanmar


Lembrando que Myanmar é o nome atual do país que antigamente se chamava Birmânia. A matéria foi publicada no Estadão:

Turista é preso em Myanmar por desligar som de cânticos budistas

Eu sempre comento que nós, brasileiros, ainda estamos engatinhando nessa história de viajar. Europeus e australianos viajam o mundo há muito tempo. Pra eles é super normal, por exemplo, tirar um ano sabático depois da escola e seguir viajando o mundo em qualquer idade. Mas me engano quando acho que o fato de terem o hábito de viajar mais, faz com que tenham maior noção de mundo e diferenças culturais.

Já falei aqui uma vez sobre as pessoas que deixam a educação em casa na hora de viajar. E a última notícia de turista sem-noção foi a de um holandês de 30 anos que ficará preso por três meses em Myanmar por desligar um amplificador de som que transmitia um hino budista. Ele se hospedava em um hostel em Mandalay no dia 23 de setembro quando um centro budista próximo começou a transmitir as citações religiosas. Muitas organizações budistas em Myanmar frequentemente usam amplificadores com o volume alto para transmitir sermões, performar rituais ou pedir doações. E, como relatou o jornal New York Times, Klaas Haijtema foi considerado culpado por perturbar um grupo envolvido em culto religioso.

Em depoimento ao tribunal, ele contou: “Eu estava muito cansado aquela noite e acordei com o barulho. Fiquei nervoso e achei que as crianças estavam tocando música. Falei pra elas abaixarem o volume antes de desligar o amplificador, mas elas não me entenderam. Por isso eu desliguei” – simples assim; como se o mundo girasse ao redor do turista e as crianças budistas não tivessem percebido.

Viajar para outro país, principalmente para os do Oriente e se deparar com costumes diferentes do seu não é fácil para o ego. Dá uma vontade de criticar e avisá-los de que estão “fazendo tudo errado”… Para segurar a onda, desenvolvi uma técnica muito simples: lembrar que sou uma visita na casa de outra pessoa, portanto eu tenho mais é que baixar a bola. Funciona para pessoas com o mínimo de educação, com aquela ideia de “não faça na casa dos outros o que não gostaria que fizessem na sua casa”. E, para completar, se eu tenho dúvida de `como fazer´, eu observo ou pergunto; não saio fazendo de qualquer jeito.

A palavra que resume essas atitudes é respeito – o que mais se precisa numa viagem para outra cultura, mas o que é mais esquecido na hora de fazer a mala.



sábado, 23 de janeiro de 2016

Taiwan terá igreja sapatinho de cristal para atrair mulheres


Parece que a mescla entre consumismo e religiosidade anda assumindo formas mais, digamos, concretas, segundo noticia a BBC Brasil, com vídeo do Wall Street Journal mais abaixo:

Taiwan inaugura igreja em forma de sapatinho de cristal 'para atrair mulheres'

Uma igreja de 16 metros de altura feita de vidro e em forma de sapatinho de cristal foi construída em Taiwan, aparentemente para atrair mais mulheres.

A igreja fica na província litorânea de Chiayi e, com seu enorme formato de salto, parece ter sido perdida por uma Cinderela gigante em fuga.

O edifício foi feito com 320 painéis de vidro colorido azul e tem mais de dez metros de largura. O custo da construção: 23 milhões de novos dólares taiwaneses (cerca de R$ 2,7 milhões).

A igreja deve ser aberta ao público no dia 8 de fevereiro, a tempo do Ano Novo Chinês.

Imagens aéreas mostram que construção inclui um palco aberto, também em azul, com refletores.

Inspiração

A igreja em forma de sapatinho de cristal foi ideia do órgão local responsável pelo turismo.

Pan Tsuei-ping, gerente do órgão, disse à BBC que a igreja não será usada para missas de rotina, apenas sessões de fotos de casamento e as próprias cerimônias de casamento.

"Nosso plano é fazer um local feliz e romântico... Toda menina imagina como será quando se vestir de noiva", afirmou.

O sapato-igreja foi criado para homenagear uma mulher da região - e sua história não tem nada a ver com o mito de Cinderela.

Na década de 1960, Wang era uma jovem pobre de 24 anos que morava na região, ficou doente e teve as duas pernas amputadas, o que levou ao cancelamento de seu casamento. Ela continuou solteira e passou o resto da vida morando em uma igreja.

Críticas

A igreja do sapatinho de cristal não foi unanimidade nas redes sociais.

"Além de cópia , que tipo de padrão esta igreja tem?", perguntou um taiuanês no fórum da web PTT.

"Por que desta vez as pessoas não falam (que a igreja) está objetificando as mulheres?", disse uma outra usuária do fórum.

"O que as autoridades estavam pensando quando encomendaram esta construção horrível naquela área? Só é desrespeitoso", disse um usuário da rede de microblog chinesa Weibo.

Outra usuária do Weibo, Jessie Chou, afirmou: "De qualquer modo eu uso chinelo...".

No entanto, outras usuárias da rede defenderam a igreja do sapatinho de cristal.

"Se o sapato serve, porque não usar? Eu gosto, é mais bonita que a maioria das igrejas modernas", disse Lao Fu Qing.

Outra usuária, da província de Shandong, afirmou: "A maioria das meninas adoram contos de fadas, é ótimo que as autoridades queiram se concentrar nas mulheres pelo menos uma vez."








terça-feira, 15 de setembro de 2015

Família argentina vai aos EUA de Kombi para ver o papa


A matéria é da Gaudium Press:

Família argentina viaja em uma kombi para o Encontro Mundial das Famílias

Catire, Noël, Carmin, Mia, Dimas e Cala são a Família Walker, que desde março embarcaram em uma grande aventura desde Buenos Aires, Argentina, rumo a Filadélfia, Estados Unidos para assistir ao Encontro Mundial das Famílias que ocorrerá de 22 a 27 de setembro. Dentro de uma kombi, que chamaram de 'Francisca', os seis membros desta família argentina percorreram um total de 18 mil quilômetros na rota pan-americana para não perder o encontro internacional e celebrar o dom da família.

"E chegamos aos Estados Unidos! Parecia tão distante e de repente estávamos cruzando a última fronteira. Emoção e nostalgia por tudo o vivido. As crianças pegaram a bandeira número 13 em Francisca e seguimos a rota até Laguna Vista, Texas. Nos receberam os Sippel-Fish com um riquíssimo barbecue", contam os Walker a partir de sua fanpage no Facebook, uma vez que chegaram ao território norte-americano no dia 1º de setembro.

Mas como surgiu esta ideia? Eles mesmos contam no website 'América em Família', o qual dispuseram para narrar suas experiências, que por ocasião do Encontro Mundial com o Papa Francisco na Filadélfia, "decidimos concentrar um projeto que sonhávamos 'para quando as crianças fossem grandes' e convertê-lo em uma experiência de família".

Para isso deixaram tudo na Argentina, conseguiram a kombi modelo 1980 e empreenderam esta viagem com vários objetivos. Um deles é justamente o de celebrar a família. "É um presente que nos fazemos e que queremos deixar para nossos filhos. Não são férias, tão pouco uma viagem. Queremos dedicar tempo ao que mais queremos: a família; e fazendo algo que nos agrada a todos: viajar", contam. Tudo isso, também, para sair ao encontro de outras famílias, "para nutrir-nos de experiências e realidades que veremos ao longo deste caminho".

Outro dos objetivos foi o de evangelizar e dar a conhecer o Encontro Mundial das Famílias. "Cremos na família como força de mudança para um mundo melhor e como espaço privilegiado para viver e ser feliz. O Papa Francisco, que tanto nos inspirou, está trabalhando intensamente para proteger e impulsionar as famílias. Queremos somar-nos a esta celebração, dar a conhecer o Encontro e identificar-nos com o lema: 'A família plenamente viva'". (GPE/EPC)





domingo, 17 de maio de 2015

Turistas brasileiros são os que mais fazem amizades quando viajam

A informação é do Brasil Post:

Brasileiros são os que mais fazem amizades quando viajam, aponta pesquisa

Larissa Baltazar

Uma pesquisa feita com mais de 5.500 pessoas entre 16 e 65 anos de idade, de 13 países diferentes, revelou o que todo mundo já sabia: Brasileiros são ótimos em fazer amizades. Na verdade, são os melhores.

comendada pela rede de hotéis Mercure, o objetivo da pesquisa era calcular quais nacionalidades fazem mais amigos em viagens. O Brasil, com 84% dos entrevistados confirmando a tese, deixou a média mundial de 56% no chinelo.

Do outro lado do mundo, e também do ranking, no Japão apenas 11% confirmaram que fizeram novas amizades durante das viagens. A pesquisa ficou assim:

  1. Brasileiros - 84%
  2. Italianos- 73%
  3. Chineses- 71%
  4. Espanhóis- 63%
  5. Portugueses- 61%
  6. Polônia - 60%
  7. Australianos- 57%
  8. Belgas- 56%
  9. Alemães-54%
  10. Franceses- 46%
  11. Holandeses- 44%
  12. Britânicos- 44%
  13. Japoneses-11%


Outro destaque foi para as muitas formas que os brasileiros utilizam para manter contato com esses novos amigos: chamadas de voz, de vídeo, redes sociais, e-mails e todas as possíveis derivações são utilizadas acima da média em comparação aos outros países da lista.

E já que a ideia é fazer amizades, os brasileiros também se destacam por procurar amigos de amigos quando viajam. Com o segundo lugar no ranking, 67% dos brasileiros confirmam que já adotaram a medida, perdendo somente para os chineses com 77%.

A pesquisa indica que 52% dos entrevistados recorrem aos amigos dos amigos para ter dicas e conselhos práticos sobre a viagem, 44% para ter um contato local em caso de emergência e, em 39% dos casos, para ter alguém com quem sair.



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Resoluções de Ano Novo para a vida toda

new year

Penúltimo dia de 2014, uma boa hora de reexaminar as prioridades da vida e traçar seus planos para 2015.

Talvez a leitura do artigo abaixo, publicado no Brasil Post, possa ser um bom esboço de mapa para o seu Ano Novo:

11 coisas que pessoas de 50 desejariam ter feito de forma diferente aos 25


The Huffington Post | De Yagana Shah

Você pode chamar isso de experiência de vida ou se deparar com a dura realidade, mas aos 50 todos nós já temos uma retrospectiva de quais decisões foram boas e quais delas foram resultado da ingenuidade juvenil. Mas se você acredita firmemente que "tudo acontece por uma razão", ou se deseja de todo o coração que os gênios do Google um dia desenvolvam uma máquina do tempo, você provavelmente já deve ter aprendido uma ou duas coisas com suas falhas.

Os seguidores da página HuffPost50 no Facebook responderam o que eles desejariam saber aos 25 e que sabem agora.

Aqui está o que eles disseram que todos os jovens de 20 e poucos anos deveriam saber sobre a vida.



1. Fale mais


Como diz o ditado, é a roda estridente que consegue a graxa. Você é a única pessoa capaz de se defender de verdade; por isso, nunca tenha medo de se impôr e falar o que pensa, porque o arrependimento é uma b****.




2. Saiba quando dar no pé

Muitos leitores expressaram que se afastar de algo, mesmo que pareça uma decisão difícil, às vezes é a melhor coisa que você pode fazer por si mesmo. E quanto mais rápido você chegar a essa conclusão, mais chances você tem de se libertar.



3. Economize mais dinheiro


A aposentadoria não é brincadeira, como você descobrirá aos 50. Ao encarar a realidade sombria do seu plano de aposentadoria, você pode se deparar com o fato de estar contando cada centavo ao ver todo seu dinheiro desperdiçado em gastos sem sentido. Então, comece a preparar seu próprio almoço, encontre um estacionamento na rua (ou use o ônibus) e lembre-se que uma moedinha economizada é um moedinha a mais no bolso, por mais cafona que isso possa parecer.



4. Pense bem qual carreira quer seguir


Alguns leitores mencionaram como eles desejariam ter escolhido melhor a carreira, ou até mesmo que teriam pensado duas vezes antes de largar a universidade.



5. Viaje mais


Você é jovem apenas uma vez na vida. Portanto, antes de ficar amarrado por responsabilidades como uma hipoteca, um cônjuge e filhos, é uma boa ideia explorar o mundo e tudo o que ele tem a oferecer — desde que você não quebre a banca! Considere trabalhar no exterior. Visite a cidade que você sonha conhecer. Simplesmente vá a algum lugar que irá fazer você olhar para o alto e para o mundo ao seu redor, em vez de para baixo e para a tela do seu smartphone.



6. Faça menos dívidas


Não compre coisas que você não precisa e pense muito antes de obter um cartão de crédito. Não importa o que digam, não é dinheiro grátis; não importa o quão alto seja o seu limite, você não deveria gastar tudo em roupas de grife ou em férias sofisticadas. Ter dívidas não tem graça. Em vez disso, concentre-se em construir um histórico de crédito sólido para fazer o financiamento da casa própria.



7. Use mais protetor solar


Aquecer-se ao sol pode dar certo no curto prazo, pois você ficará com um bronzeado incrível; a longo prazo, ele causa manchas de velhice, rugas e flacidez da pele. Então pegue seu protetor solar de todos os dias, aproveite o autobronzeamento ou apenas aceite o seu tom de pele como ele é.



8. Pense muito bem antes de se casar


Vários leitores expressaram que deveriam ter esperado para se casar. Uma leitora disse que ela teria esperado até pelo menos os 30 anos. Enquanto não há nenhuma regra rápida e inflexível que todos possam utilizar, é um bom conselho, para qualquer idade, pensar cuidadosamente antes de se casar.



9. Desacelere


Muitos de nós desperdiçamos momentos preciosos porque estamos muito ocupados com nossos dispositivos digitais ou com as mídias sociais; ou ainda, nos preocupando com o próximo passo na carreira. A vida é curta. Aproveite-a. Pensamos que a leitora Trisha C. Mokoshsq fez uma perfeita colocação a respeito: "Eu não teria focado tanto em ser bem sucedida, trabalhar 80 horas por semana todos esses anos para me tornar uma sócia da empresa. Eu teria demorado mais. Eu teria definido mais para mim mesma do que o que eu fiz para viver".



10. Ter uma boa educação


Como diz o ditado, ninguém pode tirar suas conquistas de você. A educação é uma dessas conquistas. Muitos leitores desejariam ter ido para uma faculdade ou ter concluído um curso. A educação é sempre uma boa escolha, seja da forma que for.



11. Considere questões de saúde


Aos 25 você pode ter notado que seu metabolismo começa a diminuir. Mas cuidar de si mesmo ao envelhecer é muito mais do que desistir da sua dieta de pizza por vaidade. Trata-se da criação de hábitos (rompendo aqueles que nos fazem mal) que levarão você a uma longa vida, uma em que você estará saudável o suficiente para fazer tudo o que sempre quis fazer. Então, pare de fumar ou diminua o álcool. Pequenas mudanças podem levar a grandes benefícios a longo prazo.



sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Turista que não pôde viajar tem direito a devolução de 80% do pacote contratado


Vem chegando o verão e muita gente já está com os pacotes turísticos comprados para aproveitar as merecidas férias.

Entretanto, não desejamos a ninguém mas, se acontecer algum imprevisto, uma decisão do Superior Tribunal de Justiça pode aliviar o bolso dos turistas que eventualmente tiverem que cancelar suas viagens.

Ao menos o prejuízo pode ser minimizado, de acordo com esta notícia publicada na página do STJ:

Consumidor que desistiu de pacote turístico tem direito à restituição de 80% do valor pago

Cláusula contratual que estabelece a perda integral do preço pago, em caso de cancelamento do serviço, constitui estipulação abusiva, que resulta em enriquecimento ilícito.

Com esse entendimento, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reformou acórdão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) que determinou a perda integral do valor de R$ 18.101,93 pagos antecipadamente por um consumidor, que desistiu de pacote turístico de 14 dias para Turquia, Grécia e França.

Segundo o processo, o consumidor desistiu da viagem e propôs ação de rescisão contratual cumulada com repetição do indébito contra a empresa Tereza Perez Viagens e Turismo Ltda., postulando a restituição de parte do valor pago pelo pacote.

Multa de 100%

O juízo de primeiro grau julgou os pedidos procedentes e determinou a restituição ao autor de 90% do valor total pago. A empresa apelou ao TJMG, que reconheceu a validade da cláusula penal de 100% do valor pago, estabelecida no contrato para o caso de cancelamento. O consumidor recorreu ao STJ.

Para o relator do recurso, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, o valor da multa contratual estabelecido em 100% sobre o montante pago pelo pacote de turismo é flagrantemente abusivo, ferindo a legislação aplicável ao caso, seja na perspectiva do Código Civil, seja na perspectiva do Código de Defesa do Consumidor.

Citando doutrina e precedentes, o relator concluiu que o entendimento adotado pelo tribunal mineiro merece reforma, pois não é possível falar em perda total dos valores pagos antecipadamente, sob pena de se criar uma situação que, além de vantajosa para a fornecedora de serviços, mostra-se excessivamente desvantajosa para o consumidor.


Abuso

Segundo o ministro, a perda total do valor pago viola os incisos II e IV do artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor, que determina: “São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: II – subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga, nos casos previstos neste código; IV – estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada.”

“Deve-se, assim, reconhecer a abusividade da cláusula contratual em questão, seja por subtrair do consumidor a possibilidade de reembolso, ao menos parcial, como postulado na inicial, da quantia antecipadamente paga, seja por lhe estabelecer uma desvantagem exagerada”, afirmou o relator em seu voto.

Paulo de Tarso Sanseveino também ressaltou que o cancelamento de pacote turístico contratado constitui risco do empreendimento desenvolvido por qualquer agência de turismo, e esta não pode pretender a transferência integral do ônus decorrente de sua atividade empresarial aos consumidores.

Assim, em decisão unânime, a Turma deu provimento ao recurso especial para determinar a redução do montante estipulado a título de cláusula penal para 20% sobre o valor antecipadamente pago, incidindo correção monetária desde o ajuizamento da demanda e juros de mora desde a citação.



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