Mostrando postagens com marcador sonhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sonhos. Mostrar todas as postagens

sábado, 24 de agosto de 2013

Cientistas brasileiros associam esquizofrenia ao mecanismo do sonho

Artigo publicado na Folha de S. Paulo de 23/08/13:

Experimento com cobaias liga esquizofrenia a sonho

RAFAEL GARCIA

A esquizofrenia é um transtorno psiquiátrico que em muitos aspectos lembra o estado onírico, gerando ideias desconexas e alucinações, e um estudo com ratos acaba de revelar como essa confusão acontece no cérebro.

A descoberta saiu de uma pesquisa realizada pelo Instituto do Cérebro da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), que desenvolveu um método para gravar impulsos elétricos no sistema nervoso de ratos, e criou um modelo para estudar a esquizofrenia em cobaias.

Reproduzir esse transtornos psiquiátrico em animais sempre foi um desafio. Como saber se um animal tem algo similar à esquizofrenia sem poder perguntar a ele se está alucinando e sem poder avaliar sintomas clínicos como a fala confusa e paranoia?

Para estudar o problema em ratos, os cientistas de Natal injetaram nos animais o anestésico quetamina, que em pequenas doses é conhecido por induzir delírio e sintomas psicóticos.

Depois, mediam as "ondas cerebrais" geradas pelas variações de impulsos elétricos, enquanto analisavam o comportamento dos animais.

"É claro que o rato não tinha como dizer se estava sonhando ou tendo alucinações", diz Adriano Tort, líder do grupo de pesquisa. "Mas o padrão de ondas que nós encontramos estava alterado, e era um padrão que já tinha sido visto antes em 'sono REM', o momento do sono associado aos sonhos."

O resultado --que analisou ondas cerebrais do hipocampo, estrutura cerebral importante para a memória e a consciência-- corroborou uma suspeita que já existia. Psicólogos já enxergavam semelhança entre o estado onírico e o tipo de alucinação que ocorre em esquizofrenia.

O estudo de Tort, Sidarta Ribeiro e colegas da UFRN, saiu na "Scientific Reports".



MACACOS

Um outro trabalho semelhante ao dos brasileiros, publicado no periódico "PNAS", descreve nesta semana um experimento semelhante, no qual a quetamina foi administrada em macacos resos.

Ricardo Gil-da-Costa, cientista português do Instituto Salk, de San Diego (EUA), descobriu um outro desvio nas ondas cerebrais dos animais. Desta vez, a anomalia estava associada à dificuldade que os animais tinham para se deixarem atrair por estímulos sonoros, e depois manterem atenção neles.

Uma das inovações aplicadas por Gil-da-Costa foi uma touca de encefalografia adequada para que se possa comparar o cérebro símio com o humano, algo essencial para estudar o transtorno.

"Um modelo animal melhor pode ser usado em investigação pré-clinica e para se desenvolver novas terapias", diz. "Muitas empresas farmacêuticas nos têm contatado precisamente por isso", afirma Gil-da-Costa.



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Cientistas querem ler o que você sonha

Sonhos: a última fronteira!

Parodiando a série Jornada nas Estrelas, talvez não seja o espaço a última fronteira, mas os sonhos, o território onírico onde nenhum homem jamais esteve, pelo menos de maneira real.

É exatamente este campo pouco explorado da mente humana que cientistas japoneses, do Laboratório de Computação em Neurociência ATR, sediado em Tóquio, estão querendo investigar.

Obviamente, como o nome "ciência" indica, a abordagem não será psicanalítica, à moda de Sigmund Freud ou Carl Jung, ainda que todo o simbolismo dos sonhos continue sujeito às mais variadas formas de interpretação.

O problema que se pode vislumbrar desde já é se uma técnica de, digamos, "leitura" dos sonhos não se limite à interpretação, mas se desvirtue em controle da mente ou manipulação das pessoas, apenas para citar dois efeitos colaterais danosos do procedimento.

Os sonhos revelam os segredos mais íntimos de todas as pessoas, mesmo aqueles que são tão secretos a ponto de que o próprio sonhador os desconheça. Logo, por que submeter a um desconhecido a abertura desse envelope selado dos recônditos mais obscuros de sua alma?

Os pesquisadores japoneses recorreram a uma estratégia moderna, sem dúvida, mas não muito diferente daquela utilizada para desvendar os segredos das civilizações passadas.

Veja o caso dos hieróglifos egípcios, por exemplo. Eram um total mistério até 1822, quando o francês Jean-François Champollion finalmente os decifrou através da leitura da Pedra de Roseta, que havia sido descoberta em 1799.

Para sorte da humanidade, a Pedra de Roseta era um artefato do século II a. C., período em que os gregos dominavam o Egito, e nela estava insculpido um mesmo texto em 3 idiomas: o egípcio antigo (hieróglifos), o egípcio daquela época e o grego arcaico.

Era, obviamente, muito mais fácil traduzir o grego antigo, e, a partir dele, decifrar o que queria dizer cada hieróglifo.

No caso dos sonhos atuais, a técnica usada no Japão é muito mais avançada, mas segue a mesma solução de Champollion, e a semelhança com os hieróglifos vai mais além: os cientistas também leem imagens. Neuroimagens.

A grosso modo, a experiência consiste em despertar os voluntários sonhadores participantes no momento em que se detectam padrões de ondas cerebrais correspondentes ao início do sonho. Esses padrões são exaustivamente estudados previamente para, digamos, "calibrar" a leitura do eletroencefalograma do paciente.

Constatado o início do sonho, os pesquisadores perguntam ao sonhador o que exatamente ele acabou de sonhar, anotam, e o colocam de novo para dormir, sempre por um período de 3 horas, entre 7 e 10 vezes em dias distintos, sendo que os participantes eram despertados até 10 vezes por hora.

Cá entre nós, só mesmo a paciência oriental para se submeter a um teste como esse...

Os dados obtidos revelaram uma média de 6 a 7 sonhos visuais por hora, que levaram os cientistas a obter 200 relatos de sonhos, mediante os quais puderam extrair palavras-chave conforme a frequência com que apareciam, por exemplo: "carro", "masculino", "feminino", "computador", etc, dividindo-as em 20 categorias.

Agora, com os voluntários já despertos, os pesquisadores lhes apresentavam fotografias relativas a essas palavras-chave, e associavam as ondas cerebrais correspondentes a cada uma delas, separando-as inclusive pelas regiões do cérebro que elas afetavam.

Desta forma, por comparação com fatos e valores já conhecidos de antemão, se pode chegar a uma conclusão sobre o que a pessoa está sonhando mediante o gráfico de suas ondas cerebrais. Uma Pedra de Roseta mais moderna, sem dúvida, mas igualmente decifrável.

A primeira grande descoberta, entretanto, foi constatar que tanto o sentido da visão (quando a pessoa está desperta) como as imagens dos sonhos são processadas na mesma região do cérebro.

Já a leitura científica dos sonhos, propriamente dita, pode dar origem a uma assustadora "polícia dos sonhos", levando a usos perigosos por indivíduos e governos mal intencionados.

Do ponto de vista jurídico, por exemplo, até que ponto são invioláveis a consciência e a liberdade de um cidadão para se proibir que uma ordem legal qualquer invada os seus sonhos?

Não se trata somente de controle mental, mas a tecnologia pode ser desenvolvida até o ponto de manipular alguém a ter determinados sonhos ou assumir certas verdades alheias como suas.

Enfim, são muitas as possibilidades de aplicação da pesquisa científica japonesa, embora, cá entre nós, elas pareçam ser muito mais maléficas que benéficas. Talvez aquele recente filme, "A Origem" ("Inception") não seja tão ficção científica assim...

Pelo menos por enquanto, os seus sonhos são só seus. Mas só por enquanto... aproveite!

Fonte: Nature



segunda-feira, 7 de maio de 2012

Coisas que você deveria saber sobre seus sonhos

Artigo interessante do Oddee traduzido e adaptado por Luan Galani para o HypeScience:

7 Fatos curiosos sobre os sonhos

Os sonhos nos intrigam desde tempos imemoriais. Acredita-se que havia até mesmo intérpretes de sonhos nas cortes reais das primeiras civilizações. Mais tarde, o austríaco Sigmund Freud e seu sucessor Carl Jung revolucionaram nosso entendimento sobre o mundo dos sonhos. Desde então, muito tem sido estudado sobre esse campo. Confira alguns fatos curiosos sobre os sonhos:

1 – INCORPORAÇÃO

Quem nunca sonhou que estava urinando e no meio do sonho acordou apertadíssimo para ir ao banheiro? Muitas vezes incorporamos coisas que estão ocorrendo ao nosso redor enquanto dormimos em nossos sonhos: alguém falando próximo de você pode tornar-se alguém falando no seu sonho. Não é raro pessoas sonharem que estão com fome ou com sede, ou que estão fazendo alguma ação diferente, até que elas acordam e fazem a atividade com a qual sonhavam.

2 – ELES FALAM EM LINGUAGEM INDIRETA

Muito já foi dito e pesquisado sobre símbolos, sonhos e suas interpretações. Segundo especialistas, os sonhos carregam significados profundos e pessoais, mas apenas o subconsciente pode entender.

3 – SONHAMOS COM O QUE É PROIBIDO

Outro fato impressionante é o de tendermos a sonhar com coisas proibidas. Por exemplo, se alguém não pode comer chocolate, é bem provável que essa pessoa sonhe que está devorando uma caixa de bombons. É comum que, durante o processo de parar de fumar, pessoas sonhem que estão fumando.

4 – DISTÚRBIOS DO SONO PODEM LEVAR À PSICOSE

Dormir e sonhar, que ocorre no estágio de sono REM (sigla em inglês para Movimento Rápido dos Olhos), são extremamente importantes para uma vida saudável. Em recente pesquisa, estudantes eram acordados durante o ciclo REM. Notou-se, então, que eles se tornavam mais irritadiços, tinham algumas alucinações, psicose e perdiam o interesse em tudo que faziam. Por isso, uma boa noite de sono, combinada com sonhos regulares, também é chave para ficarmos em forma.

5 – OS ANIMAIS TAMBÉM SONHAM

Estudos revelaram que os animais, e, mais especificamente, os mamíferos, sonham como os humanos. Até mesmo o seu cachorrinho ou o seu gato podem estar sonhando noite após noite sem você saber.

6 – CRIANÇAS TÊM MAIS PESADELOS QUE ADULTOS

Esse é fato consumado e chancelado por todos os pesquisadores da área: as crianças têm mais pesadelos que os adultos. Muitas crianças sofrem de terrores noturnos e acordam gritando. A condição desaparece nos anos seguintes.

7 – ALGUMAS INVENÇÕES FORAM VISLUMBRADAS PRIMEIRO DURANTE O SONO

Embora tendamos a esquecer cerca de 90% de nossos sonhos quando acordamos, várias mentes brilhantes já fizeram descobertas durante seus sonhos. Essas pessoas acordavam e anotavam as ideias que tinham tido. Entre eles estão Isaac Newton, Graham Bell e alguns poetas, que se inspiravam a partir de seus sonhos.



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O mito das 8 horas de sono

Não fique tão preocupado se você estiver passando por alguns problemas de insônia. É claro que se isso te incomoda profunda e rotineiramente, você deve procurar um médico que lhe auxilie a tratá-la, mas se o problema é ocasional, pode ser que isto se deva ao fato de que a recomendação das 8 horas seguidas de sono seja uma tendência muito nova na história da humanidade, segundo a notícia abaixo que vem do La Nación da Argentina. Talvez fracionar o sono em 2 turnos possa ser uma solução... confira:

O MITO DE DORMIR 8 HORAS

É comum que nos preocupemos em perder o sono durante a noite, sem saber que isso poderia nos ajudar. Tanto a ciência como a história parecem confirmar, cada vez mais, que oito horas de sono poderiam ser antinaturais.

No começo da década de 1990, o psiquiatra Thomas Wehr realizou uma experiência na qual se deixava um grupo de pessoas na escuridão durante 14 horas por dia durante um mês.

Levou algum tempo para que o sono se normalizasse, mas na quarta semana os indivíduos haviam adquirido um padrão muito diferente: primeiro dormiam durante quatro horas e depois ficavam acordados por uma ou duas horas antes de cair em outro sono de quatro horas.

Ainda que os cientistas do sono tenham ficado impressionados com a pesquisa, a ideia de que devemos dormir por oito horas consecutivas se mantém entre o público em geral.

Em 2001, o historiador Roger Ekirch da universidade Virginia Tech, publicou um artigo que se mostrou premonitório - baseado em 16 anos de investigação - que revelava uma enorme quantidade de provas históricas de que os humanos costumavam dormir em dois turnos diferentes de tempo.

Seu livro "At Day's close: Night in the past" [um jogo de palavras em inglês parecido com algo como "Perto do Dia: Noite no Passado"] foi publicado há quatro anos e desenterrava mais de 500 referências de padrões segmentados de sono, que ele havia encontrado em diários, livros de medicina e literatura, além de notas de tribunais, desde a Odisseia de Homero até resenhas antropológicas de tribos modernas da Nigéria.

Assim como na experiência de Wehr, essas referências descrevem um primeiro sono que começa por volta de duas horas depois do anoitecer, seguido por um período de uma ou duas horas de vigília e por um segundo sono.

A HISTÓRIA DO SONO

"O relevante não é somente a quantidade de referências, mas a maneira em que elas se referem a esse fato, como se fosse algo conhecido por todos", diz Ekirch.

Durante o período de vigília, essas pessoas estavam bastante ativas. Frequentemente se levantavam, iam ao banheiro, fumavam e alguns inclusive visitavam os vizinhos. A maioria das pessoas ficava na cama, lendo, escrevendo ou rezando.

Incontáveis manuais de oração do final do século XV traziam rezas especiais para as horas de vigília. E essas horas não eram completamente solitárias. As pessoas costumavam conversar ou ter relações sexuais com seus companheiros de cama.

Um manual médico francês do século XVI inclusive aconselhava aos casais que o melhor momento para conceber não era no final de um dia longo de trabalho, mas "depois do primeiro sono", quando "se desfruta mais e se faz melhor".

Ekirch descobriu que as referências ao primeiro e segundo sono começaram a desaparecer no final do século XVII. Esta tendência começou nas classes altas da Europa do Norte e ao longo de 200 anos se espalhou ao resto da sociedade ocidental.

Já em 1920, a ideia de um primeiro e segundo sono havia desaparecido por completo do imaginário coletivo. Uma das razões para essa mudança, segundo o especialista, se deveu às melhoras na iluminação pública, à chegada da eletricidade às casas e à proliferação dos salões de café, que em certas circunstâncias ficavam abertos durante toda a noite.

OS PERIGOS DA NOITE

Na medida em que a noite se converteu em um momento legítimo para realizar atividades e a atividade noturna aumentou, diminuiu o tempo que as pessoas dedicavam ao descanso.

Em seu novo livro, "Evening's Empire" ("O Império do Entardecer"), o historiador Craig Koslofsky propõe uma versão de como isso aconteceu.

"Aquilo que se relacionava à noite, antes do século XVII, não era bom", assegura. A noite era um momento povoado por pessoas de má reputação, como criminosos, prostitutas e bêbados.

"Inclusive os ricos, que podiam comprar muitas velas, tinham coisas melhores nas quais gastar seu dinheiro. Não havia prestígio nem algum valor social associado ao fato de se manter acordado por toda a noite".

Isso mudou na época da Reforma Protestante e da Contra-Reforma. Protestantes e católicos se acostumaram a celebrar missas e cultos secretos à noite durante os períodos de perseguição.

Se anteriormente a noite havia pertencido aos depravados, agora as pessoas "respeitáveis" se habituavam a aproveitar as horas de escuridão.

Esta tendência se transferiu também ao âmbito social, mas somente no caso daqueles que eram capazes de ter luz artificial em casa.

Com a chegada da iluminação às ruas, entretanto, poder socializar à noite começou a se estender às classes sociais mais baixas.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cientistas dizem que visões de anjos na Bíblia seriam "sonhos lúcidos"

Curioso artigo publicado na LiveScience e traduzido por Bernardo Staut para o HypeScience:

Visões de anjos descritas na Bíblia podem ter sido sonhos lúcidos

Cientistas que estudam o sono afirmam que muitas das visões angelicais e outros encontros religiosos descritos na Bíblia provavelmente são “produtos de sonhos lúcidos espontâneos”.

Em um estudo americano, 30 voluntários foram instruídos a realizar uma série de exercícios antes de acordar, ou exercícios de lucidez durante a noite, para que tivessem experiências extracorpóreas com anjos. Metade obteve sucesso.

Para ser mais específico, os voluntários tiveram que tentar recriar a história de Elias, o profeta que está no Tamuld, na Bíblia e no Alcorão. Em uma das histórias no Livro dos Reis, da Bíblia, Elias foge para o interior e dorme sob um junípero (uma árvore), exausto e pronto para morrer. Subitamente, um anjo o chacoalha e o manda comer. Ele olha em volta e, para sua surpresa, vê um pedaço de pão assado e uma jarra de água. Ele come e volta a dormir.

O líder da pesquisa, Michael Raduga, afirma que esse evento foi escolhido entre muitas outras passagens bíblicas que envolvem visões durante a noite porque “em termos de resultados verificáveis, anjos são a escolha ideal, já que a cultura ocidental oferece uma imagem bem estabelecida (asas, roupas brancas, auréolas)”.

A pesquisa, que ainda não foi publicada, oferece suporte para outros pesquisadores de visões religiosas. Mas vale lembrar que muitos encontros com anjos, descritos nos livros religiosos, aconteceram durante o dia, o que sugere que poderiam não ser sonhos.

Sonhando com Elias

Durante as quatro semanas do estudo, 24 dos participantes afirmaram ter pelo menos um sonho lúcido. Eles foram instruídos a tentar se “separar do corpo” toda vez que estavam semiacordados ou acordados durante a noite. Se eles conseguissem sonhar que haviam se separado do corpo, deveriam procurar por anjos em suas casas. Se não conseguiam ter a experiência, podiam voltar a dormir e tentar na outra noite.

15 dos 24 participantes que tiveram sonhos lúcidos afirmaram conseguir recriar a história do profeta durante suas experiências de sonho, em parte ou completa. 9 conseguiram sonhar com a comida e o anjo, enquanto 6 sonharam apenas com o anjo.

Raduga, que possui alguns livros práticos de como ter sonhos lúcidos, criou o experimento para testar sua teoria de que muitos dos encontros milagrosos são decorrentes desse estado de sonho real. Se ele conseguisse fazer com que as pessoas tivessem esse tipo de experiência religiosa realística, poderia provar que eles são apenas produtos da imaginação.

Encontros angelicais

Aqueles que tiveram sucesso em enxergar anjos descreveram os encontros para os pesquisadores. Um deles, identificado como Anton M., recorda uma das vezes em que conseguiu se separar do corpo: “Eu deixei meu corpo e chamei meu ‘guia’, e ele veio na forma de um anjo. Eu pedi para ele algumas bolachas e água. Ele logo me deu. Eu comi tudo, experimentando cada sensação do paladar com satisfação. Eu retornei para meu corpo e logo adormeci”.

Apesar do trabalho do grupo de Raduga não ter sido revisado ou publicado ainda, outros pesquisadores acham os resultados interessantes e sugestivos.

Hobson afirma que a ideia dos encontros religiosos como sonhos lúcidos não é nova. “Willian James, o grande e muito tolerante filósofo-psiquiatra, escreveu um livro em 1912 com o título ‘Variedades de Experiências Religiosas’, no qual ele afirma que muitas visões eram provavelmente aparições em sonhos”.

“E há também a história de Emmanuel Swedenborg, professor sueco, que ficou sem dormir, e não demorou muito para que anjos aparecessem e dissessem para que ele fundasse a Igreja da Nova Jerusalém”, comentou Hobson.

Já Ursula Voss, professora de psicologia dos sonhos e do sono na Universidade de Bonn, na Alemanha, concorda que alguns encontros religiosos são produtos da mente humana, “mas teorias diferentes também são possíveis”. Se as visões são fruto da imaginação, ela argumenta que eles não aconteceriam durante um sonho lúcido, mas seriam exemplos de “alucinações hipnagógicas”, que acontecem pouco antes da pessoa dormir, quando o cérebro está mais apto ao poder das alucinações.

Brigitte Holzinger, psicóloga que não esteve envolvida no estudo, afirma que muitas histórias bíblicas aconteceram durante o dia; assim, provavelmente não foram sonhos.

“O que podemos aprender com isso é que precisamos de uma definição melhor para sonhos lúcidos, e a partir daí distinguir eles de outras formas de transe, visões e até alucinações”, diz.



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Você é o que você sonha

Não, este não é um artigo de trololó gospel. É sobre a "ciência dos sonhos" a matéria da LiveScience traduzido por Natasha Romanzoti e publicado no HypeScience:

7 fatos incríveis sobre os sonhos

Nem todo mundo que dorme, apaga. Não se você considerar as células do cérebro que se ativam para produzir os sonhos às vezes vivos, e por vezes absolutamente assombrados que ocorrem durante o estágio de sono do movimento rápido dos olhos (REM).

Por que algumas pessoas têm pesadelos, enquanto outras passam suas noites com tranquilidade? Assim como o sono, os sonhos são fenômenos misteriosos. Mas conforme os cientistas são capazes de explorar mais profundamente a nossa mente, eles estão encontrando algumas respostas. Confira um pouco do que sabemos sobre o que se passa na terra dos sonhos:

1 – Sonhos têm significado

Se você sonha em ganhar na loteria ou se acidentar, você deve se preparar para alguma dessas coisas? Se você respondeu “sim”, você não está sozinho.

Pesquisadores descobriram que as pessoas têm fé em seus sonhos, e julgam os que se encaixam com suas próprias crenças como mais significativos do que aqueles que vão contra essa corrente.

“Interpretações psicólogas do significado dos sonhos variam muito”, disse o pesquisador Carey Morewedge. “Mas nossa pesquisa mostra que as pessoas acreditam que seus sonhos fornecem informações significativas para si e seu mundo”.

Em um estudo, 182 pessoas de Boston, EUA, imaginaram que um desses quatro cenários aconteceu na noite anterior a uma viagem agendada: nível de ameaça nacional foi elevado; eles conscientemente pensavam que seu avião ia cair; eles sonharam com um acidente de avião, ou um acidente de avião de verdade ocorreu na rota que eles pretendiam tomar.

Os resultados mostraram que o sonho com o acidente de avião era o que mais provavelmente afetava os planos de viagem do que qualquer outro pensamento sobre uma falha ou um aviso do governo. O sonho também produziu um nível similar de ansiedade que a queda real.

Em outro estudo, 270 homens e mulheres completaram uma pesquisa online em que eles foram convidados a se lembrar de um sonho que tiveram sobre uma pessoa que eles conheciam.

As pessoas atribuíram mais importância aos sonhos agradáveis sobre uma pessoa que gostavam do que com uma pessoa de que não gostavam. E estavam mais propensas a relatar um sonho negativo como mais significativo se era sobre uma pessoa de que não gostavam do que com um amigo.

2 – Pesadelos violentos: alertas de saúde

Como se os pesadelos não fossem ruins o suficiente, um distúrbio raro do sono leva as pessoas a “atuar” seus sonhos, às vezes com movimentos violentos, chutes e gritos.

Segundo estudos, tais sonhos violentos podem ser um sinal precoce de desordens do cérebro, incluindo mal de Parkinson e demência. Os resultados sugerem que estágios iniciais dessas doenças neurodegenerativas podem começar décadas antes de uma pessoa ser diagnosticada.

3 – Pessoas noturnas = mais pesadelos

Ficar acordado até tarde tem suas vantagens, mas sonhos bons não é uma delas. Uma pesquisa publicada esse ano revelou que as corujas são mais propensas do que quem acorda cedo a experimentar pesadelos.

No estudo, 264 estudantes universitários classificaram quantas vezes tiveram pesadelos em uma escala de “0″ (que significa “nunca”) a “4″ (que significa “sempre”). Os tipos mais noturnos tiveram uma média de 2,10, em comparação com os tipos matutinos que tiveram uma média de 1,23.

Os pesquisadores disseram que a diferença era significativa, mas que eles não sabiam o que causava essa ligação entre hábitos de sono e pesadelos. Entre suas ideias, está o hormônio do estresse, cortisol, que atinge seu pico de manhã, logo antes de uma pessoa acordar, um momento em que estamos mais propensos ao sono REM, fase do sonho. Se a pessoa ainda estiver dormindo nesse momento, talvez o aumento do cortisol possa provocar sonhos vívidos ou pesadelos.

4 – Sonhos podem resolver problemas

Os cientistas há muito se perguntam por que nós sonhamos, com respostas que vão desde a ideia de Sigmund Freud de que os sonhos satisfazem nossos desejos até a especulação de que essas viagens melancólicas são apenas um movimento rápido dos olhos, ou sono REM.

Pelo menos parte da razão para sonharmos pode ser o pensamento crítico, de acordo com a psicóloga Deirdre Barrett. Ela descobriu que os sonhos podem nos ajudar a resolver quebra-cabeças que nos assolam durante o dia.

De acordo com Barrett, é o aspecto visual e muitas vezes ilógico dos sonhos que os tornam perfeitos para o tipo de pensamento “fora do comum” que é necessário para resolver alguns problemas.

“Seja qual for o estado em que estamos de sono, nós ainda estamos trabalhando nos mesmos problemas”, disse Barrett, acrescentando que os sonhos podem ter evoluído para uma outra finalidade, mas provavelmente foram aperfeiçoados ao longo do tempo para várias tarefas, inclusive ajudar a “reiniciar” o cérebro e resolver problemas.

5 – Homens têm mais sonhos eróticos

Nenhuma surpresa aqui: os homens são mais propensos do que mulheres a sonhar com sexo. Pior: as mulheres são mais propensas a ter pesadelos.

Em um estudo com quase 200 homens e mulheres com idades entre 18 a 25 anos, a psicóloga Jennie Parker descobriu que os pesadelos das mulheres podiam ser divididos em três categorias: sonhos temerosos (ser perseguida ou ter a vida ameaçada), sonhos que envolvem a perda de um ente querido, ou sonhos confusos.

“Se as mulheres têm que relatar o sonho mais importante que já tiveram, elas são mais propensas do que os homens a relatar um pesadelo muito perturbador”, disse Parker. “As mulheres relatam mais pesadelos, e seus pesadelos são emocionalmente mais intensos que os dos homens”.

Isso não significa que as mulheres não “se divertem” em seus sonhos. Um estudo apresentado em 2007 revelou que, dos cerca de 3.500 relatos de sonhos, aproximadamente 8% continham algum tipo de atividade sexual. O sonho sexual mais comum envolvia penetração, seguido de proposições sexuais, beijos, fantasias e masturbação.

6 – Você pode controlar seus sonhos

Se você estiver interessado em sonhos lúcidos, melhor começar a jogar videogame. Ambos representam realidades alternativas, de acordo com Jayne Gackenbach, psicóloga canadense que estuda o assunto. É claro que eles não são completamente iguais; enquanto os videogames são controlados por computadores e consoles, os sonhos surgem da mente humana.

“Os jogadores são usados para controlar seus ambientes de jogo, de modo que isso pode se traduzir em sonhos”, diz. Sua pesquisa mostrou que as pessoas que frequentemente jogam videogames são mais propensas a ter sonhos lúcidos onde se veem fora de seus corpos, e também são mais capazes de influenciar seus sonhos, como se controlassem um jogo.

Esse nível de controle também pode ajudar os jogadores a tornar um pesadelo horripilante em um sonho tranquilo. Esta espécie de controle poderia ajudar veteranos de guerra que sofrem de síndrome do estresse pós-traumático (TEPT).

7 – Sonhos podem nos ajudar a relaxar

Cientistas descobriram que durante a fase de sonho do sono (também chamada de sono REM), os nossos cérebros mostram uma diminuição dos níveis de certas substâncias químicas associadas ao estresse.

“Sabemos que durante o sono REM há uma diminuição acentuada dos níveis de norepinefrina, um produto químico do cérebro associado ao estresse”, disse o pesquisador Matthew Walker. “Ao reprocessar experiências emocionais anteriores neste ambiente neuro-quimicamente seguro de norepinefrina baixa durante o sono REM, acordamos no dia seguinte e essas experiências foram ‘amolecidas’ em sua força emocional. Nos sentimos melhores sobre elas, sentimos que podemos lidar com esses problemas”, explica.

As conclusões do estudo podem explicar porque pessoas com síndrome do estresse pós-traumático (TEPT), como veteranos de guerra, tem tanta dificuldade em se recuperar de experiências dolorosas e sofrem pesadelos recorrentes. Também pode ser uma explicação para o motivo pelo qual sonhamos – para nos sentirmos melhores e lidarmos melhor com nossos problemas.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ciência explica caso do "fantasma tarado" que molestava vovó inglesa

A notícia é do LiveScience, traduzida por Bernardo Staut para o HypeScience:

Caso do “fantasma tarado” é explicado

Uma mulher britânica afirma que ela foi tocada e apalpada por uma presença invisível durante a noite, e suspeita que o autor seja um fantasma pervertido.

Doris Birch, uma avó de Herne Bay, na Inglaterra, afirma que “é como um polvo. Começou meses atrás. Eu estava deitada na cama quando senti um par de mãos sinistras. Eu chutei freneticamente e ele foi embora. Na segunda vez eu atirei o edredom no chão”.

E aconteceram várias vezes desde então. Imaginando que a experiência talvez fosse causada pelas cobertas, Birch tentou dormir sem edredom, e até trocou o colchão. Mas a coisa continuou. A blogueira Alexandra Holzer sugeriu que a melhor forma para investigar o fenômeno seria com um caçador de fantasmas e um conhecimento maior da história da casa. Ela deu a entender que Birch estava sendo atormentada pelo fantasma de um pervertido sexual que abusou de outras mulheres no passado. Mesmo a morte não pode parar o rapaz, e seu espírito ainda abusa de avós durante o sono.

Essa pode ser a explicação, mas antes de chamar caçadores para lidar com o abuso além do túmulo, Birch talvez se interesse por uma explicação mais plausível, uma do livro “Investigação Científica Paranormal”, de Benjamin Radford.

Na verdade, relatos de fantasmas que apalpam não são tão raros assim. Enquanto a maioria das notícias de fantasmas envolvem figuras borradas ou pontos brancos, em fotografias ou pessoalmente, muitas aparecem como a de Birch, que não vê, mas sente a presença à noite.

Crença e psicologia geralmente têm um papel importante nos fenômenos de fantasmas. A melhor pista para entender o que acontece no quarto de Birch é o fato de que as sensações ocorrem sempre à noite, quando ela está dormindo ou quase dormindo ou acordando.

Psicólogos sabem que o cérebro é muito suscetível a alucinações e sonhos lúcidos durante esses momentos, em que a consciência diminui. As pessoas geralmente têm visões quando estão acordando ou quase dormindo. Isso não é mais real do que um sonho, mas pode causar medo e preocupação se a pessoa acredita que as experiências são fruto de um fantasma ou entidade ruim.

Elas geralmente descrevem essas situações como assustadoras, paralisantes, marcantes, e como sendo puxadas ou seguradas por uma força invisível. Muitas também estão convencidas de que estavam completamente acordadas. O relato de Birch bate com esse fenômeno, que tem sua relação com o mito da sucubus: um demônio feminino sensual que abusa dos homens quando estão dormindo.

É importante notar que muitas pessoas completamente sãs e racionais têm essas experiências. O estudioso de lendas David Hufford, em seu livro “O terror que vem a noite”, estima que 15% das pessoas têm esse tipo de experiência alguma vez na vida. Os “ataques” são resultado de funções comuns cerebrais, e a forma e as especificidades são produto do sistema de crenças da pessoa.

Essa explicação psicológica – em oposição à paranormal – também responde dois aspectos da experiência de Birch. O estranho fenômeno parou assim que ela chutou, porque estava completamente acordada no momento. É por isso também que trocar o colchão não levou o fantasma embora; o problema não estava nele, nem na casa, mas nos distúrbios de sono.

Não é surpresa que as pessoas que não possuem conhecimento de psicologia interpretem suas experiências como reais, assustadoras, e causadas por um fantasma. Ironicamente, os caçadores de fantasmas acabam pondo mais fogo nos medos como o de Birch do que ajudando. E no final, a verdade é mais confortante do que acreditar que você está sendo apalpado por um fantasma de um pervertido desencarnado.



terça-feira, 8 de março de 2011

Premonição: sim e não

A revista ISTOÉ publicou uma longa matéria sobre premonição na sua última edição, que foi rebatida pelo jornalista Carlos Orsi, do Estadão. A quem interessar possa, a polêmica pode ser acompanhada pelos excertos e links abaixo:

A premonição sob a luz da ciência

Estudo feito por um renomado psicólogo da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, reacende o debate sobre a capacidade humana de antever o futuro

Num diálogo do livro “Alice no Outro Lado do Espelho”, de Lewis Carroll, a continuação do clássico “Alice no País das Maravilhas”, a Rainha Branca diz à Alice que tem memória nos dois sentidos, para o passado e para o futuro. Tese que a menina considera um absurdo: “Ninguém pode acreditar em coisas impossíveis”, rebate. A soberana, no entanto, explica que é somente uma questão de prática e a aconselha a imaginar ao menos seis coisas impossíveis antes mesmo do café da manhã. Menos cético que a carismática personagem, o renomado professor americano Daryl J. Bem, um dos mais proeminentes pesquisadores de psicologia de sua geração, segundo o “The New York Times”, ousou deixar de lado a regra silenciosa que paira sobre o ambiente acadêmico, segundo a qual tudo o que foge de uma explicação racional deve ser solenemente ignorado. E desobedeceu a esse hermetismo em grande estilo, ao investigar a capacidade humana de antever o futuro, popularmente conhecida como premonição. Tal qual a Rainha Branca, ele crê na memória com a seta indicando para a frente.

(continue lendo no site da ISTOÉ)




Não, a ciência não encontrou provas de precognição

por Carlos Orsi

Confesso que desde novembro do ano passado eu vinha esperando algum veículo da imprensa brasileira resolver divulgar, de forma sensacionalista, o artigo “Feeling the Future: Experimental Evidence for Anomalous Retroactive Influences on Cognition and Affect“, de autoria do pesquisador Daryl Bem e que relata nove experimentos que testaram a capacidade humana de prever o futuro — alguns dos quais, segundo o autor, obtiveram resultados positivos.

O IG já havia publicado uma extensa entrevista com Daryl Bem em janeiro, agora em março a revista Mente e Cérebro trouxe artigo a respeito e houve um artigo bem ponderado e nada sensacionalista de Hélio Schawrtsman, mas faltava a abordagem sensacionalista. Confirmando o dito de H.L. Mencken, segundo o qual pensar mal dos outros pode ser um pecado, mas raramente será um erro, eis que no domingo de carnaval encontro a IstoÉ nas bancas com a seguinte chamada de capa: “Premonição Existe“.

O tempora! O mores!

(continue lendo no site Amálgama)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sonhos, como interpretar?

Existem várias escolas para a interpretação dos sonhos. Particularmente, eu prefiro as idéias inspiradas em Carl Jung adaptadas para o contexto particular de cada pessoa. Assim, não existe uma interpretação padrão que sirva para todo mundo. Os sonhos, em geral, estão ligados ao contexto de vida de cada pessoa, às suas motivações, aos seus amores, desejos, medos, traumas, etc. Eles vêm em símbolos, que muitas vezes significam o oposto da realidade, do que significariam no mundo real, mas isso depende do contexto do próprio sonho ligado à vida da pessoa. Por isso, é muito importante que quem interpreta os sonhos tenha um mínimo de referências da vida da pessoa que sonhou. Também existe o inconsciente coletivo, ou seja, todos nós trazemos uma carga genética e cultural de símbolos que nos dizem alguma coisa. Se eu falo lobo, cobra, poço, trevas, 99,99% das pessoas vão associar essas palavras a coisas más. Se eu falo mar, céu, anjo, cão, 99,99% das pessoas vão associá-las a coisas boas. Nos sonhos, essas referências se cruzam, e, dependendo do contexto, podem significar exatamente o contrário. Quanto a sonhos premonitórios, minha experiência diz que são raríssimos, e quando acontecem, geram uma sensação de desconforto tal que deixa a pessoa muito incomodada até que a premonição se cumpra. Entretanto, a premonição raras vezes é premonição mesmo. As coisas estão acontecendo à nossa volta, e nós não percebemos, mas o nosso inconsciente está registrando e processando tudo aquilo, e como se fosse um centro de alerta independente instalado dentro do nosso cérebro, ele solta as informações truncadas num sonho, que antevê algo que efetivamente vai acontecer, mas que tudo indicava que iria acontecer, mas conscientemente não havíamos percebido.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails