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domingo, 31 de março de 2013

Ressurreição: o fim do começo


por Lloyd John Ogilvie:

Leitura bíblica: João 19:30; 17:4-13; 6:38

Versículo-chave: “Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito.” (João 19:30)

Meditação: O que estava consumado? Jesus não disse: “Estou consumado”, mas “está consumado”. A obra que ele veio realizar, com o clímax da cruz, estava completa. Ele viera revelar o amor de Deus, comunicar a graça, trazer a realidade do Reino e libertar as pessoas do poder do pecado e da morte. Sua obra estava realizada, e, contudo, apenas havia começado.

Pense por um instante no que teria sido a obra consumada de Cristo sem a ressurreição. Pode ser que nos lembrássemos dele como um grande líder que sacrificou tudo, mas teria a sua mensagem e os seus atos continuado a viver? Não, temos certeza de que teriam sido enrolados nas páginas da história e esquecidos.

Deus deu a palavra final. Ele tomou a obra consumada de Cristo e fê-la o fundamento da salvação do homem para sempre. Terminada sua obra na carne, sua obra eterna continua. O episódio seguinte no drama da revelação de seu propósito e plano foi a ressurreição.

A obra de Cristo não está consumada. Continua em mim e em você. Devemos experimentar a morte do eu e a ressurreição para uma nova qualidade de vida. Jesus Cristo está vivo, e continua a fazer o que começou tanto tempo atrás.

Quando, ao máximo de nossa capacidade, terminamos o que Deus nos deu para fazer, a ressurreição de nossos fracos esforços encontra-se próxima. Ele tomará nossas tentativas humanas e as usará para sua glória, fazendo algo glorioso daquilo que batalhamos por fazer grande.

Pensamento do dia: Ao terminarmos, Cristo estará apenas começando.

(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 08 de abril)




Cristo já ressuscitou, aleluia!




sábado, 1 de janeiro de 2011

O melhor ano da sua vida

Leitura bíblica:

"Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês", diz o Senhor, "planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro. Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei. Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração."

(Jeremias 29:11-13)

Meditação:

O sinal seguro de que temos um relacionamento autêntico com Deus é crermos mais no futuro que no passado. O passado não pode ser fonte de confiança nem de condenação. Na sua graça, Deus dividiu nossa vida em dias e anos para que pudéssemos abrir mão de nossos ontens e antegozar os nossos amanhãs. Para os erros passados, ele oferece-nos o perdão e a habilidade de esquecer. Para nossos amanhãs, ele nos dá a dádiva da expectação e da emoção.

O que o Senhor disse ao povo de Israel que se definhava no exílio babilônico aplica-se a qualquer de nós que nos encontramos exilados dele, sem esperança para o futuro. Ele tem planos para cada um de nós - bons planos para nosso crescimento em sua graça - a fim de que tenhamos um futuro com esperança. Emil Brunner disse: "O que o oxigênio é para os pulmões, a esperança é para a alma." A esperança possibilita uma qualidade de vida imprescindível; liberta-nos para ousar, dá-nos a confiança para as frustrações diárias e a coragem para viver a vida venturosamente. A dádiva da esperança para o futuro é a chave que abre as comportas do poder do Senhor e destranca o fluxo de suas possibilidades surpreendentes e ilimitadas.

Muitos dizem: "Precisamos ter esperança!" como se a esperança fosse algo que pudéssemos conseguir por nós mesmos. A esperança vem de algo ou de alguém. A esperança autêntica vem de Cristo, por causa do que ele é e do que ele pode fazer. Sua ressurreição é a fonte suprema de esperança. Nada pode derrotar a Cristo". O pior que o homem fez no Calvário foi seguido da melhor esperança para todas as eras. Ele se encontra conosco hoje a fim de dar-nos ânimo para o futuro.

Ele está no controle deste novo ano. Ele tem um plano! Entregue-lhe o ano que você tem pela frente, agradeça ao Senhor, pois tudo o que lhe vai acontecer está de acordo com o que ele planejou a fim de ajudar-nos a nos tornarmos mais à sua semelhança. Tenha um ano cheio de alegria!

Pensamento do dia:

O melhor que Deus tem para a minha vida começa com uma esperança vibrante para o futuro.

(Lloyd John Ogilvie, em "O que Deus tem de melhor para a minha vida", Ed. Vida, meditação de 1º de janeiro)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal é o tempo do perdão em duas mãos


UMA LISTA DO QUE ESQUECER



por Lloyd John Ogilvie

Leitura bíblica: Efésios 4:25-32

Versículo-chave: “Antes dede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou.” (Efésios 4:32)

Meditação: A prova de fogo de que aceitamos a dádiva do amor e perdão de Deus é sermos livres para dar início à comunicação do que recebemos. Paulo nos admoesta a não entristecermos o Espírito Santo. Fazer tal é negar o motivo por que Deus veio em Cristo: amar-nos e tornar-nos amáveis. Billy Graham disse: “Deus nos deu duas mãos – uma para receber e outra para dar”. Precisamos celebrar o Natal com ambas as mãos!

Quem, em sua vida, está sofrendo de má nutrição espiritual por falta da sua aprovação, aceitação e confirmação? A quem você precisa perdoar? Perdão de quem você precisa procurar? Pense em como seria o Natal se todas as mágoas fossem expressas e houvesse verdadeiras reconciliações. Muitos estão sobrecarregados com a tensão interior dos “se tão-somente” e dos “que poderia ter sido” da vida. Estou certo de que a frustração que muitos sentem na época do Natal acontece em virtude das coisas lindas que fazemos e damos e que contradizem nosso verdadeiro sentimento. Talvez precisemos de dois tipos de listas de presentes: uma para os presentes que queremos dar e outra para as pessoas a quem precisamos perdoar e de quem precisamos receber perdão.

Natal é a época de lembrar e de esquecer. 


O problema é que a maioria de nós tem memória melhor do que a de Deus. Lembramo-nos das mágoas e as acariciamos. A seguir gastamos nossas forças retribuindo, retirando e matando as pessoas à distância. Um dos maiores presentes que podíamos dar a nós mesmos na época do Natal é amor em ação. Henry Ward Beecher certa vez afirmou: “Dizer ‘posso perdoar mas não consigo esquecer’ é outro modo de dizer ‘não perdoarei!’”. Natal é a época de olhar para o rosto do Pai e dizer-lhe que você aceitou o seu presente de perdão e então reembrulhar a dádiva e dá-la aos outros.

Pensamento do dia: “Errar é humano; perdoar é divino”.

(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 19 de dezembro)

segunda-feira, 8 de março de 2010

O maior milagre




Leitura bíblica: Colossenses 1:1-29

Versículo-Chave: “Porque aprouve a Deus que nele residisse toda a plenitude” (Colossenses 1:19)

Meditação: O próprio Cristo é o maior milagre de todos os tempos. A encarnação, como o milagre central da história, ajuda-nos a interpretar os milagres realizados pelo “Eu Sou”, Yaveh conosco (Êxodo 3:15). Esses atos especiais do poder de Deus, presente, conosco no Emanuel, foram sinais, prodígios e maravilhas do Todo-Poderoso Senhor de toda a criação. Não são infrações da lei natural, mas intervenções de uma lei mais alta de amor, que veio ao encontro da necessidade humana. Todos os milagres de Jesus faziam parte do negócio do seu Pai que ele veio realizar, como Deus encarnado. Cada obra poderosa foi para que alguém, seus seguidores e todo o Israel conhecesse o “Eu Sou!” (Yaveh). Alguém disse que os milagres de Jesus foram e são o toque de jantar, chamando-nos ao banquete preparado para que participemos com ele.

A pergunta é: ainda acontecem milagres? Sim! O milagre da vida, da salvação, da transformação da personalidade e das intervenções específicas de cura e bênção. Um exame dos milagres leva-nos ao tipo de fé que diz que tudo é possível para o viver diário e para nossas necessidades. O grande Médico ainda realiza curas físicas, emocionais, e espirituais por meio do Espírito Santo.

Pense nas necessidades das pessoas no contexto do poder miraculoso que está à nossa disposição. Fyodor Dostoievsky tinha razão, ao dizer: “A fé que a pessoa realista tem não surge dos milagres, mas sim os milagres é que surgem da fé”. Cremos que a fé vem do resultado da atenção que o Espírito nos leva a dispensar ao amor e perdão da cruz; essa fé, então, ousa crer que, como milagres de Deus, podemos esperar milagres ao nosso redor e ter prazer especial neles.

Pensamento do dia: “O próprio Jesus foi um milagre singular, convincente e permanente” (Ian Maclaren)

(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 08 de março)

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O coração de Deus

Leitura: Lucas 4:31-32; Marcos 1:22; Romanos 8:12-17

Romanos 8:12-17

“Portanto, irmãos, estamos em dívida, não para com a carne, para vivermos sujeitos a ela. Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão, porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os adota como filos, por meio do qual clamamos: “Aba, Pai”. O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. Se somos filhos, então somos herdeiros,; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória.”

Versículo-chave: “E muito se maravilhavam da sua doutrina, porque a sua palavra era com autoridade.” (Lucas 4:32)

MEDITAÇÃO:

Emerson, referindo-se a Sêneca, disse: “Seus pensamentos são excelentes, se tão-somente ele tivesse o direito de expressá-los”. Jesus não somente tinha o direito, mas também o poder de expressar os seus pensamentos. Ele podia iluminar, revelar e comunicar a Deus porque ele era o Deus encarnado. Reivindiquemos hoje o que sabemos acerca de Deus em virtude de sua própria Palavra a respeito de si mesmo e de Jesus Cristo.

Cristo apresentou Deus:

- como Pai amoroso vitalmente interessado por todas as necessidades dos seus filhos, um Pai que conhece a alma individualmente e se importa com ela.
- como Deus que constantemente busca os seus filhos.
- como Deus que não espera que seus filhos estejam preparados nem adequados.
- como Deus que perdoa antes que o homem confesse – não por causa da confissão, mas para que ele possa confessar.
- como Deus que, em virtude do seu amor, permitiu que seus filhos fossem livres e permanece a seu lado ainda que falhem e causem dor a si mesmos ou a outros.
- como Deus que exerce sua soberania sobre o Universo e mostra seu poder no amor sofredor da cruz para curar o ódio, as enfermidades e as dores.
- como Deus que está constantemente reunindo seus filhos de todas as raças e credos a fim de serem irmãos, porque ele é Pai.
- como Deus que está totalmente disponível a seu povo através do diálogo criativo da oração como uma fonte de orientação, poder e paz.
- como Deus que criou o homem para um relacionamento eterno, que a morte não pode destruir.
- como Deus que é o Senhor de toda a história... Aquele que era, é e para sempre será.


PENSAMENTO DO DIA: Jesus tem autoridade porque é o Autor da vida.

(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 26 de dezembro)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A janela do coração

Leitura bíblica: Mateus 6:16-18; Atos 13:2-3; 14:23

Versículo-chave: “Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas” (Mateus 6:16)

Meditação: O rosto é a janela do coração. Ou devia ser. No mundo dos cosméticos e da cirurgia plástica, nem sempre podemos ver através dessa janela. O que é ainda mais sério, muitos desenvolvem certo dualismo, de modo que o rosto passa a contradizer o coração. Demonstramos esse fato quando nos encontramos tristes e fingimos estar alegres. Mas também é verdade quando não expressamos no brilho do rosto a alegria que estamos sentindo. O conduto de nossa mensagem é o que se encontra em nosso rosto, não em nossas palavras. Muitas vezes o rosto nega a fé. O rosto pode ser uma apresentação a Cristo ou uma negação do que ele poderia significar nas vidas dos outros. Quem é que gostaria de conhecer a Cristo pessoalmente pelo que se encontra no rosto do leitor?

Examinaremos o ensino do jejum, da perspectiva dos fariseus. Alguns deles desfiguravam o rosto ou lançavam cinza sobre a cabeça para que o povo soubesse que estavam jejuando. O jejum devia tê-los levado para mais perto de Deus e, assim, dado um brilho em seu rosto. O propósito do jejum fora tão distorcido que era identificado por um rosto triste. Haviam perdido a alegria. Isso nos leva a perguntar: Qual deve ser a aparência de nosso rosto uma vez que falamos com Deus?

Em hebraico, a palavra para “rosto” e “presença” é a mesma. Quando o Senhor fez a seguinte promessa a Moisés: “A minha presença irá contigo” (Êxodo 33:14), também queria dizer: “Meu rosto irá contigo”. Próximo ao fim do seu ministério, Moisés deu uma bênção que incluía a segurança de que a face de Deus brilharia sobre o povo. A face de Deus em Cristo é a fonte do brilho de nossos rostos.

Pensamento do dia: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti” (Números 6:24-25)


(Lloyd John Ogilvie, em “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 30 de julho)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Âncoras seguras na tempestade

Leitura bíblica: Atos 27:27-44

Versículo-chave: “E, receosos de que fôssemos atirados contra lugares rochosos, lançaram da popa quatro âncoras, e oravam para que rompesse o dia.” (Atos 27:29)

Meditação: Quais são suas âncoras na tempestade? O que, em seu interior, estabiliza o navio da vida em meio aos ventos cortantes da dúvida, do mar amargo da dor, das rochas afiadas da tentação? É o que nos acontece na tempestade, não na calma ou na tranqüilidade dos portos da vida, que testa a nossa fé.

Paulo partiu para Roma sob a guarda romana. Na viagem de Creta a Malta, um vento nordeste, chamado Euro-aquilão, soprou das montanhas de Creta, apanhando o navio e atirando-o à deriva por vários dias. Só Paulo tinha confiança em meio ao desespero. Enquanto o navio vagava ao léu, perto da costa de Malta, os marinheiros lançaram sondas e, temendo dar contra as rochas, abaixaram quatro âncoras. E Paulo orava para que despertasse o dia. A vida é assim. Que quatro âncoras seriam capazes de estabilizar nossa alma no mar turbulento do tempo? Paulo possuía mais que âncoras físicas. Em oração, ele lançou as verdadeiras âncoras da vida.

Ele tinha a âncora da confiança na ajuda presente de Deus. Mediante o seu ministério, Deus havia sido fiel em cada crise. Paulo podia confiar nele agora. A seguir, ele tinha a âncora da esperança. A esperança de Paulo estava firmada no Senhor da história, que o havia ajudado a atravessar fielmente cada dificuldade. O salmista tinha razão: “Espere no Senhor”.

Mas Paulo também tinha a âncora do propósito. Ele sabia que sua obra ainda não estava terminada. Ele devia ir à presença de César. Deus terminaria o que havia começado. O propósito nos liberta dos temores e nos dá coragem. Nosso propósito é glorificar a Deus e desfrutar dele para sempre, a despeito do que acontece ou do que as pessoas dizem. Finalmente, havia a âncora da comunhão: “Deus por sua graça te deu todos quantos navegam contigo”. Aqueles que aceitaram a mensagem de Paulo deviam responder por ele. Deus sempre provê alguém que sabe, compreende, ouve e ama. São essas as nossas âncoras até romper a aurora de um novo dia.

Pensamento do dia: Há âncoras para a tempestade.

(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 17 de agosto)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Através de tudo

Daniel 3:8-30

“Foi nessa hora que alguns astrólogos aproveitaram a ocasião para acusar os judeus. Eles disseram ao rei Nabucodonosor:
- Que o rei viva para sempre! O senhor deu a seguinte ordem: “Quando ouvirem o som dos instrumentos musicais, todos se ajoelharão e adorarão a estátua de ouro. Quem desobedecer a essa ordem será jogado numa fornalha acesa.” Ora , o senhor pôs como administradores da província da Babilônia alguns judeus. Esses judeus – Sadraque, Mesaque e Abede-Nego – não respeitam o senhor, não prestam culto ao deus do senhor, nem adoram a estátua de ouro que o senhor mandou fazer.
Ao ouvir isso, Nabucodonosor ficou furioso e mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Eles foram levados para o lugar onde o rei estava, e ele lhes disse:
- É verdade que vocês não prestam culto ao meu deus, nem adoram a estátua de ouro que eu mandei fazer? Pois bem! Será que agora vocês estão dispostos a se ajoelhar e adorar a estátua, logo que os instrumentos musicais começarem a tocar? Se não, vocês serão jogados na mesma hora numa fornalha acesa. E quem é o deus que os poderá salvar?
Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam assim:
- Ó rei, nós não vamos nos defender. Pois, se o nosso Deus, a quem adoramos, quiser, ele poderá nos salvar da fornalha e nos livrar do seu poder, ó rei. E mesmo que o nosso Deus não nos salve, o senhor pode ficar sabendo que não prestaremos culto ao seu deus, nem adoraremos a estátua de ouro que o senhor mandou fazer.
Ao ouvir isso, Nabucodonosor ficou furioso com os três jovens e, vermelho de raiva, mandou que se esquentasse a fornalha sete vezes mais do que de costume. Depois, mandou que os seus soldados mais fortes amarrassem Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os jogassem na fornalha. A ordem do rei tinha sido cumprida, e a fornalha estava mais quente do que nunca; por isso, as labaredas mataram os soldados que jogaram os três jovens lá dentro. E, amarrados, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego caíram na fornalha.
De repente, Nabucodonosor se levantou e perguntou, muito espantado, aos seus conselheiros:
- Não foram três os homens que amarramos e jogamos na fornalha?
- Sim, senhor! – responderam eles.
- Como é, então, que estou vendo quatro homens andando soltos na fornalha? – perguntou o rei. – Eles estão passeando lá dentro, sem sofrerem nada. E o quarto homem parece um anjo.
Aí o rei chegou perto da porta da fornalha e gritou:
- Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saiam daí e venham cá!
Os três saíram da fornalha, e todas as autoridades que estavam ali chegaram perto deles e viram que o fogo não havia feito nenhum mal a eles. As labaredas não tinham chamuscado nem um cabelo da sua cabeça, as suas roupas não estavam queimadas, e eles não estavam com cheiro de fumaça. O rei gritou:
- Que o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja louvado! Ele enviou o seu Anjo e salvou os seus servos, que confiam nele. Eles não cumpriram a minha ordem; pelo contrário, escolheram morrer em vez de se ajoelhar e adorar um deus que não era o deles. Por isso, ordeno que qualquer pessoa, seja qual for a sua raça, nação ou língua, que insultar o nome do Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja cortada em pedaços e que a sua casa seja completamente arrasada. Pois não há outro Deus que possa salvar como este.
Então o rei Nabucodonosor colocou os três em cargos ainda mais importantes na província da Babilônia.”

Versículo-chave:

- Ó rei, nós não vamos nos defender. Pois, se o nosso Deus, a quem adoramos, quiser, ele poderá nos salvar da fornalha e nos livrar do seu poder, ó rei. E mesmo que o nosso Deus não nos salve, o senhor pode ficar sabendo que não prestaremos culto ao seu deus, nem adoraremos a estátua de ouro que o senhor mandou fazer.
(Daniel 3:17-18)

Meditação:

Duas palavras apenas, mas que nos dão a fé para passarmos pelas fornalhas da vida: “Se não”. A fé que Sadraque, Mesaque e Abede-Nego tinham firmava-se profundamente na soberania de Deus sobre toda a criação e em seu cuidado para com seu povo na Babilônia. Mas se Deus não decidisse tirá-los da fornalha, ainda assim não adorariam o bezerro de ouro de Nabucodonosor. A história do que aconteceu a Daniel e a seus amigos é uma fonte de ânimo e confiança para nós hoje. Jamais ficamos a sós em nossas fornalhas. O Senhor está conosco quando as chamas das dificuldades e provações nos envolvem. Ele está pronto a unir-se a nós no calor da vida, se pudermos dizer: “Se Deus pode ajudar-me nesta situação, ele me ajudará. Mas ainda que ele decida não intervir da maneira que eu gostaria, não desistirei, pois estou vivo para sempre. Nada nesta vida pode separar-me do seu amor.”
Esse tipo de submissão da dor e dos problemas da vida solidifica a crença de que jamais estamos sozinhos. As palavras que trouxeram o quarto homem, libertarão o seu poder hoje. Há um maravilhoso encontro de poder e paz sempre que sabemos com certeza que fornalha alguma ficará sem o Senhor, e que nada pode destruir nosso relacionamento com ele. Podemos ter o gozo do Senhor se possuirmos uma qualidade de fé que prossegue a despeito de tudo. Nossa esperança não se baseia no conseguir que Deus faça o que queremos, mas em desejar a ele, a despeito de como os eventos se resolvem.

Pensamento do dia:

“Através de tudo, através de tudo, aprendi a confiar em Deus” (André Crouch).

(“O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Lloyd John Ogilvie, Ed. Vida, meditação de 08 de dezembro)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Não procrastine!




"Procrastinar é
questionar no escuro
o que
Deus prometeu em claro.
...
A procrastinação é, geralmente, a alternativa preferida do covarde. Todos sabemos disso. Quando ignoramos a presença e o poder do Senhor na análise de um desafio, o pânico nos atinge e adiamos uma ação ou decisão importante. O que Deus esclareceu na luz, questionamos na escuridão. Coragem é o temor que fez suas orações. Procrastinação é o temor que esqueceu o prometido nas orações."

(Lloyd John Ogilvie, no livro "O Senhor do Impossível", Ed. Vida, págs. 93/94)

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