Mostrando postagens com marcador acidente nuclear. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador acidente nuclear. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Maluco sueco queria fazer bomba atômica no fogão caseiro

Hamlet até que era um maluco simpático que causou uma enorme tragédia shakesperiana, mas a Dinamarca que se cuide, pois há algo de podre no reino da Escandinávia. Outro dia foi o maluco norueguês que, julgando-se uma espécie de "vingador cristão", matou dezenas de jovens e explodiu prédios do governo. Agora ficamos sabendo de um sueco que queria produzir uma bomba atômica no fogão da sua cozinha, segundo noticia a Folha.com (vide abaixo). Se fosse tão fácil, Einstein teria feito muito mais churrasquinhos em casa, não é mesmo?

Sueco é preso por tentar criar fissão nuclear no fogão de casa

A polícia prendeu um sueco pela tentativa de quebrar átomos na cozinha de sua casa --praticamente uma bomba atômica caseira. Os experimentos, disse ele nesta quarta-feira, eram apenas um hobby.

Richard Handl, 31, mantinha elementos radioativos --como rádio, amerício e urânio-- no edifício onde morava.

Handl explicou que, durante meses, tentou construir um reator nuclear. Em seu blog, ele descrevia como havia criado uma pequena fissão dentro de um fogão.

Só mais tarde o sueco se deu conta que suas tentativas poderiam ser ilegais. Ao questionar o órgão máximo de energia nuclear na Suécia, recebeu como resposta uma denúncia à polícia.

"Sempre fui interessado em física e química", comentou Handl. Ele acrescentou que queria ver se era realmente possível dividir átomos em casa.

O sueco pode pegar até dois anos na prisão, embora afirme que a polícia não detectou níveis perigosos de radiação no apartamento.

Preso no fim do mês de julho, ele reconheceu que seu projeto não foi uma das melhores ideias. "De agora em diante, vou ficar com a teoria", disse.

domingo, 10 de julho de 2011

Japão treme de novo na mesma região

Felizmente, não há registro de vítimas ou grandes estragos, mas a sucessão insistente de terremotos e suas réplicas se tornou uma preocupação onipresente no traumatizado Japão, a ponto de um tremor de 7,3 na escala Richter (o que já é gigantesco) se tornar "normal". A notícia é do Terra:

Tremor de 7,3 reaviva lembrança da tragédia de março no Japão

Um terremoto de 7,3 graus na escala Richter atingiu neste domingo, sem causar danos, a mesma área arrasada pelo forte tremor de 11 de março no Japão, episódio que completa quatro meses nesta segunda-feira com uma gigantesca tarefa de reconstrução ainda pela frente. O novo tremor ocorreu às 9h57 deste domingo (21h57 de sábado, horário de Brasília) com epicentro no mar a 180 km do litoral da província nordeste de Miyagi e a 34 km de profundidade, como informou a Agência Meteorológica japonesa, que o considerou uma réplica do terremoto de março.

Este recente tremor reaviou a lembrança da tragédia nas províncias de Miyagi, Iwate e Fukushima, onde, da mesma forma como aconteceu há quatro meses, minutos após o abalo foi declarado alerta de tsunami para os moradores de áreas próximas ao litoral e às desembocaduras dos rios para que procurassem às regiões elevadas. Desta vez, no entanto, o tsunami foi pequeno, com ondas de 10 cm nas províncias de Miyagi e Fukushima e no porto de Ofunato, em Iwate, e o alerta foi retirado menos de duas horas após o terremoto sem o registro de danos.

Embora de pequena magnitude, o deste domingo foi o primeiro tsunami desde 11 de março no Japão, que nos últimos quatro meses sofreu seis terremotos superiores a 7 graus Richter, mais de cem com magnitude maior do que 6 graus e outros 500 superiores a 5 graus na escala Richter. Um porta-voz da Agência Meteorológica advertiu que ainda podem ocorrer réplicas de magnitude superior a 7 e espera-se que ainda sejam frequentes tremores entre 3 e 5 graus, e insistiu na necessidade de "vigilância contínua".

As consequências do dia 11 de março
O Japão fica no chamado Anel de Fogo do Pacífico, por isso que os movimentos sísmicos são corriqueiros e o país está muito preparado, com rígidas normas de construção, protocolos de emergência e códigos de resposta que a população convive desde a infância. No entanto, a magnitude do grande terremoto do março e, principalmente, o tsunami posterior, ultrapassaram qualquer previsão e suplantaram as medidas de prevenção, com o resultado de 20.927 mortos e desaparecidos, pelos números da Polícia.

Quatro meses após a tragédia, os números ainda mudam diariamente diante da localização de novos corpos e as novas recontagens de sobreviventes, enquanto os moradores atuam diariamente nas tarefas de reconstrução com a ajuda de centenas de voluntários. Calcula-se que em Fukushima, Miyagi e Iwate estejam acumuladas 22 milhões de toneladas de escombros. Para remover todo esse entulho são necessários de dois a três anos, conforme estimativas do Ministério do Meio Ambiente.

Aos esforços para levantar infraestruturas, casas e outras instalações, com custos calculados em 140 bilhões de euros, soma-se a luta para controlar a central de Fukushima Daiichi, foco da pior crise nuclear em 25 anos. O terremoto deste domingo fez com que os técnicos da planta tivessem de ser temporariamente levados para áreas altas pelo alerta de tsunami, mas não ocorreram novas anomalias nas instalações, como informou a Agência de Segurança Nuclear do Japão. Também não foram detectadas incidências na vizinha central de Fukushima Daiini, paralisada desde 11 de março, nem na planta de Onagawa, situada no litoral de Miyagi.

As réplicas dificultaram desde o início os trabalhos dos operários que tentam esfriar os reatores 1, 2 e 3 de Fukushima Daiichi, cujos sistemas de refrigeração foram danificados pelo tsunami de março. Entre as prioridades está colocar em funcionamento o sistema de descontaminação das toneladas de água radioativa acumuladas na central, para que a mesma possa ser utilizada para refrigerar os reatores. O dispositivo de limpeza de água começou a operar há uma semana, mas neste domingo teve de ser interrompido novamente após a descoberta de um vazamento de produtos químicos injetados no sistema.

Segundo Tokyo Electro Power (TEPCO), operadora da central, calcula-se que até agora escaparam à superfície 50 litros, mas que a empresa garante não ser tóxico. O sistema para reciclar a água radioativa é vital para resfriar os reatores da planta, que TEPCO espera levar ao estado de "parada fria" até janeiro de 2012.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Urina de crianças de Fukushima tem traços de Césio 134 e 137

Embora o UOL Notícias (vide abaixo) se refira apenas a Césio 134, o jornal inglês The Guardian inclui o isótopo 137 na trágica equação radioativa que atinge as frágeis crianças de Fukushima, depois do terremoto e do tsunami que devastou o país e provocou o grave acidente nuclear. Para tristeza de toda a humanidade, o fantasma de Hiroshima persegue o Japão:

Governo japonês recomenda evacuação de mais de 100 famílias em Fukushima

Tóquio, 30 jun (EFE).- O Governo do Japão recomendou nesta quinta-feira a mais de cem famílias de quatro localidades da província de Fukushima (nordeste) que evacuem o local perante os elevados níveis de radioatividade na região, informou a agência local "Kyodo".

As autoridades fizeram a recomendação a um total de 113 famílias da zona de Date, perto da usina de Fukushima Daiichi, após detectar que nas imediações de suas residências a radiação superava o limite anual de 20 milisievert (msv).

A recomendação desta quinta-feira é a primeira transmitida após a fase inicial de elaboração de um mapa de "pontos quentes" em Fukushima, que identifica os lugares habitados onde a radioatividade é especialmente elevada.

As famílias que seguirem o conselho terão ajuda do Governo para transporte e acomodação, principalmente as mulheres grávidas e as crianças, considerados os mais vulneráveis perante a radioatividade.

Pouco depois do acidente nuclear, o Governo japonês ordenou a evacuação de cerca de 80 mil pessoas em um raio de 20 quilômetros em torno da usina, e recomendou àqueles entre 20 e 30 quilômetros que deixassem a área.

A difícil situação na central de Fukushima Daiichi, onde continuam os esforços para restaurar a refrigeração dos reatores, aumentou a preocupação pela saúde dos residentes na região.

Uma ONG francesa denunciou nesta quinta-feira que se encontraram restos de material radioativo na urina de dezenas de crianças da cidade de Fukushima, capital da província do mesmo nome, o que aponta à possibilidade que tenham estado expostos a radiação interna.

Segundo as análises, a quantidade mais elevada de césio-134 teria sido identificada na urina de uma menina de 8 anos, que apresentou um nível de 1,13 becquereles por litro, indicou "Kyodo".

O porta-voz do Governo, Yukio Edano, assinalou que as autoridades examinarão essas análises e realizarão outras similares entre a população da região.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O apocalipse nuclear dos animais de Fukushima

Ainda houve muitos japoneses que tentaram salvar seus bichos de estimação deixados para trás na hora do desespero provocado pelo terremoto, tsunami e pelo acidente nuclear de março deste ano, só que para quase todos o socorro chegou tarde demais. Os poucos que ainda vivem estão comprometidos e contaminados pela radioatividade. Por isso, esta notícia do Gizmodo Brasil é daquelas de partir o coração:

Os animais abandonados de Fukushima


Após muitos estudos, o governo japonês finalmente criou uma zona de evacuação obrigatório ao redor da usina nuclear de Fukushima. Os humanos, pelo menos, devem ficar seguros agora. Mas não podemos dizer o mesmo dos milhares de animais que foram deixados para trás.

No meio de um apressado plano de evacução, as criaturas — entre elas animais domésticos e bichos de fazendas — foram abandonadas. De acordo com o The Telegraph e a ABC News, centenas de milhares de animais estão agora por conta própria na zona morta — cerca de 3.400 vacas, 31.500 porcos e 630.000 galinhas. O professor D.L Brown, do Departamento de Ciência Animal da Universidade de Cornell, especula que todas as galinhas já devem estar mortas, e que os sobreviventes estão em péssimas condições. Seja lá quantos sobreviveram, eles não durarão muito — o governo está matando os animais por medida de precaução.

E há também os animais domésticos. Estima-se que quase 6 mil cachorros abandonados estejam vivendo na zona radioativa, mas não há números concretos de quantos ainda estão vivos. O governo japonês está fazendo o possível para salvar os animais, e com a ajuda de ONGs tentam cuidar deles até um novo dono surgir. Mas, muitas vezes, antigos moradores que visitam temporariamente suas casas com permissão do governo ficam completamente desanimados com o que encontram. Quando Hatsuo Sakamoto, de 63 anos, voltou rapidamente para sua casa em busca de seu gato desaparecido há meses, o animal simplesmente fugiu de seu dono. “O gato pode ter ficado assustado porque há dois meses não nos vemos — e também porque nós estamos vestidos como alienígenas”, lamentou sua esposa. Mas as buscas são uma prova de amor que essas pessoas têm por seus animais, correndo risco ao visitar uma área radioativa — muitas vezes, apenas para dizer adeus.

Foi o caso de Shoichi Akimoto, um dos moradores da área evacuada de Fukushima, que voltou para uma breve visita à sua antiga casa. Quando ele procurou por John, seu cachorro, encontrou o animal morto, ainda amarrado em sua coleira, após cavar um pequeno buraco no chão para descansar. Com apenas 15 minutos restantes na área, antes de serem obrigados a voltar, Akimoto e Nobuichi Kobayashi, um líder local, colocaram incensos ao redor do animal falecido, já que eles não poderiam levar o corpo embora. “Em minha próxima visita, eu irei enterrar seu corpo”, prometeu. Histórias como essa — comuns em toda a região de Fukushima — demonstram o grande sofrimento que um desastre desta magnitude traz, e também a garra das pessoas afetadas por ela.

sábado, 19 de março de 2011

The Nuclear Boy

O recente acidente nuclear de Fukushima fez com que as autoridades japonesas tivessem uma dificuldade adicional às enormes preocupações com os perigos da radioatividade: como explicar às milhões de crianças o que tudo isto significa? A maneira encontrada de responder a esta pergunta foi um desenho animado (vídeo abaixo), na melhor tradição do animé (アニメ) japonês, criando o personagem Nuclear Boy que, devido a um problema no estômago, estaria sofrendo de gases e diarreia. As legendas estão em inglês, mas é fácil entender o roteiro. Tanto os gases como o cocô que o Garoto Nuclear elimina são muito fedidos e podem fazer mal à saúde. Mesmo a possibilidade de se colocar "fraldas" no Nuclear Boy é complicada, já que não se sabe o que fazer depois para descartar a "fralda suja" do cocô radioativo do menino. Por isso, existe um personagem chamado "Sniffer Man" ("Homem Farejador") que fica medindo o nível do "fedor" dos gases do Nuclear Boy. Os médicos estão se revezando 24 horas por dia para dar "remédios" ao Garoto Nuclear, já que ele está no mesmo nível do acidente nuclear de Three Mile Island, nos Estados Unidos, e ninguém quer que ele "faça cocô na sala", como aconteceu em Chernobyl, na Ucrânia. Não deixa de ser uma maneira bem inventiva de permitir que as crianças tenham uma ideia razoável do que está acontecendo à sua volta.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Ser brasileiro também é ser solidário



Imigrantes brasileiros estão fazendo o possível para ajudar não só os dekasseguis que estão nas regiões mais afetadas pelo terremoto/tsunami e pelo desastre nuclear, mas também os próprios japoneses que lá vivem. Esta matéria do Jornal Hoje da Rede Globo merece ser lida, vista e ouvida (com vídeo no link indicado acima):

Brasileiros ajudam vítimas em área devastada por tsunami no Japão

Os enviados especiais Marcos Uchôa e Sérgio Gilz acompanharam os brasileiros que estão ajudando os desabrigados de Sendai. A cidade fica a cerca de cem quilômetros da usina de Fukushima.

Só de olhar para as áreas destruídas, fica claro que limpar, arrumar, reconstruir tudo isso vai levar tempo. O que não se entende é porque as vítimas do terremoto e do tsunami também tenham que esperar. Afinal, o frio, a sede e a fome delas são bem mais urgentes.

Alguns japoneses estavam muito alegres esperando a chegada de uma caravana da salvação. Logo depois chegaram cinco veículos, microônibus e caminhões carregados de água, comida, roupas e cobertores.

Tudo trazido por brasileiros que tiveram uma iniciativa raríssima para os japoneses. Heber Iyama, líder dessa boa ação estava emocionado ao chegar depois de 31 horas de estrada. “Todo mundo falava pra não ir. Eu falei que eu ia, alguns falavam que era perigoso, outros que iam comigo, e são eles que estão aí”.

Onze pessoas, um time inteiro entrou em campo e inventou uma corrente de solidariedade. Num dos caminhões que tinha muita coisa misturada era necessário fazer uma triagem. Brasileiros e japoneses se misturavam. Água e grandes sacos de arroz eram passados de um para o outro, para serem distribuídos para quem mais necessita.

Só em Sendai são mais de um milhão de habitantes e falta comida para todo mundo. Se mais japoneses botassem o pé na estrada o problema seria menor.

Uma coisa curiosa é a diferença de culturas. No terremoto do Chile, no começo de 2010, as estradas estavam lotadas de voluntários, pessoas que saiam das suas casas levando mantimentos para ajudar as vítimas do terremoto.

No Japão não foi isso que se viu, apenas os brasileiros estavam na estrada com caminhões cheios de mantimentos para ajudar as pessoas. “A gente trouxe por nossa própria vontade mesmo. Uma pessoa falou para gente: ‘ah, mas está vindo navios dos Estados Unidos’. Mas o navio vai chegar daqui a uma semana. Quem tá com fome, tá com fome hoje, não amanhã”, afirma Anderson Santos.

domingo, 13 de março de 2011

Imagens impressionantes do tsunami no Japão

O site australiano ABC News tem uma página com fotos impressionantes da devastação provocada na costa nordeste japonesa pelo tsunami que se seguiu ao terremoto naquela região. As imagens estão postadas no formato "hover", em que você, movimentando o cursor, consegue visualizar como era o local antes e como ficou depois da catástrofe. Abaixo seguem dois exemplos que dão uma pequena ideia da tragedia, mas você pode conferir várias fotos na página indicada acima:






O site do jornal americano Boston Globe também tem uma coleção de fotos assustadoras e emocionantes dos muitos dramas vividos pelas pessoas comuns:




As imagens do tsunami atingindo a cidade costeira de Miyako também são aterradoras:



Veja também as imagens da explosão dos reatores da usina nuclear de Fukushima, onde foi reportado vazamento de material radioativo:




Como é sobejamente sabido, o Japão tem seu território localizado na junção de 3 placas tectônicas (a Eurasiana, a das Filipinas e a do Pacífico), sendo, portanto, um convite indesejável aos cataclismas sísmicos decorrentes (com o perdão da redundância) da movimentação e do atrito entre essas mesmas placas. Logo, a pergunta que não quer calar é a seguinte: por mais desenvolvido (e carente de recursos hídricos) que seja o país, ¿como é que permitiram o uso intensivo da energia nuclear? E ainda: já que era inevitável usar este tipo de energia, ¿como é que não tomaram os cuidados mais extremados, com planos A, B, C, ... até Z, de contingência nuclear?





Excelente infográfico de Luciana Pimenta e Pedro Turano, do jornal O Povo

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails