Mostrando postagens com marcador Líbia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Líbia. Mostrar todas as postagens

sábado, 27 de maio de 2017

Egito ataca Estado Islâmico para vingar cristãos martirizados



Este mundo está cada vez mais louco...

A notícia é do Estadão:

Egito ataca base do EI na Líbia após 
atentado que matou 28 cristãos

Mascarados atiraram contra o ônibus que transportava fiéis a um mosteiro copta, deixando também 24 feridos; ação ocorre pouco mais de um mês após os atentados do Estado Islâmico a igrejas coptas no Dia de Ramos

CAIRO - O presidente egípcio, Abdel-Fatah al-Sissi, ordenou nesta sexta-feira um ataque aéreo contra bases de treinamento do Estado Islâmico na Líbia horas após um atentado contra cristãos coptas deixar 28 mortos e 24 feridos. Ele também apelou ao presidente americano, Donald Trump, que lidere a luta contra o terrorismo.

Homens mascarados abriram fogo com armas automáticas contra um ônibus e outros veículos que transportavam fiéis para o mosteiro copta de São Samuel, na Província de Minia. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.

O atentado, a oeste da localidade de Al Adua, coincide com a ofensiva iniciada há alguns meses pelo braço egípcio do grupo extremista Estado Islâmico (EI) contra a minoria cristã copta no país – que representa cerca de 10% dos 90 milhões de habitantes do Egito – em meio à perda de terreno do grupo no Iraque e na Síria.

Forças de segurança iniciaram uma busca pelos agressores, montando dezenas de postos de verificação e patrulhas na estrada desértica.

O ataque ocorreu na véspera do início do mês muçulmano sagrado do Ramadã e na esteira de uma série de atentados a bomba contra igrejas cristãs coptas no Egito reivindicados pelo EI. Em 9 de abril, atentados contras as catedrais coptas de São Jorge, na cidade de Tanta, no Delta do Rio Nilo, e de São Marcos, em Alexandria, deixaram 45 mortos e um ataque suicida em 11 de dezembro contra a Igreja de São Pedro, no Cairo, matou 29 fiéis, a maioria mulheres e meninas.

Após os atentados do Domingo de Ramos, o presidente egípcio declarou estado de emergência por três meses. Na ocasião, ele acusou os jihadistas de tentar dividir o país com ataques contra minorias.

Os coptas são uma das comunidades cristãs mais importantes do Oriente Médio, e uma das mais antigas. Os muçulmanos sunitas são maioria no Egito.

A Justiça civil anunciou na semana passada o envio à Justiça militar de 48 pessoas suspeitas de envolvimento nos ataques contra as três igrejas coptas realizados desde dezembro.

Segundo a Promotoria, os acusados comandavam ou pertenciam a “duas células” vinculadas ao EI, no Cairo e no sul do Egito, e participaram em “treinamento militar em campos na Líbia e na Síria”.

Um braço do grupo extremista atua ao norte da Península do Sinai, onde ataca com frequência as forças de segurança, sobretudo desde que o Exército destituiu em 2013 o presidente Mohamed Morsi, ligado à proscrita Irmandade Muçulmana.

A comunidade cristã do Egito recebeu no mês passado o apoio do papa Francisco. Durante uma visita de dois dias, o pontífice defendeu a tolerância e o diálogo entre muçulmanos e cristãos. Fervoroso defensor do ecumenismo, Francisco reuniu-se na ocasião com o papa copta ortodoxo do Egito, Teodoro II, e com o imã Ahmed Al-Tayeb, da mesquita de Al-Azhar, a instituição mais prestigiosa do Islã sunita.

Em um comunicado, o Vaticano disse que o papa ficou “muito triste” com o “bárbaro” ataque. Em uma mensagem de condolências, o papa afirmou que continuará com sua “intervenção pela paz e a reconciliação” no Egito.

“O incidente de Minia é inaceitável para os muçulmanos e os cristãos e atenta contra a estabilidade do Egito”, afirmou o imã Al-Tayeb em um comunicado. Em sua página oficial no Facebook, a Irmandade Muçulmana disse que, como em outras ocasiões, o “derramamento do sangue egípcio é proibido” e os ataques são um “crime”.

A Igreja copta apelou, por sua vez, “por mais medidas para prevenir esses incidentes que prejudicam a imagem do Egito”.



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Embaixador dos EUA na Líbia teria sido torturado e sodomizado antes de sua morte

Conforme já divulgamos aqui anteontem, 12 de setembro de 2012, o embaixador norteamericano na Líbia foi barbaramente perseguido e morto em decorrência da divulgação de um polêmico filme sobre Maomé e o Islã, produzido pelo controvertido pastor evangélico Terry Jones.

Naquela ocasião, já havia a suspeita de que ele havia sido linchado, embora não se conheçam os detalhes até hoje, mas começam a circular rumores - ainda não confirmados - de que ele teria sido não só torturado como sodomizado pela turba ensandecida que o atacou.

Pouparemos os leitores do blog de algumas fotos terríveis que mostram o embaixador ensanguentado, mas elas já estão - infelizmente - disponíveis na rede para quem tiver a mórbida curiosidade de vê-las.

Basta dizer que não só as fotos, como os depoimentos colhidos até agora, indicam que - de maneira proposital - o embaixador Christopher Stevens foi barbarizado do mesmo modo que o ex-ditador líbio Muamar Khadafi, sobre o qual pairam as suspeitas de que teria sido também estuprado por seus atacantes.

O horror, ah, o horror...

As informações aqui repassadas foram colhidas pelo site Atlas Shrugs.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Filme de pastor sobre Maomé provoca assassinato de embaixador dos EUA na Líbia

A Líbia está em polvorosa desde ontem, outro fatídico 11 de setembro para os norteamericanos, quando o embaixador dos Estados Unidos no país foi atacado e morto por uma multidão de muçulmanos radicais. Há informações não confirmadas de que ele teria sido linchado pelos algozes.

O embaixador Christopher Stevens estava no consulado de Bengasi (leste da Líbia), juntamente com outros três empregados da representação diplomática, quando estourou a revolta muçulmana contra o filme "A Inocência dos Muçulmanos", patrocinado pelo polêmico pastor americano Terry Jones, que alcançou fama mundial ao queimar um Alcorão em abril deste ano.

Indignado com a exibição pública do rosto do profeta (o que é proibido pelo Islã) e a maneira pejorativa como os muçulmanos são apresentados no filme, um grupo de milicianos líbios atacou o prédio do consulado, incendiando o prédio em protesto contra a difusão de um trecho do filme por uma TV americana, e o embaixador Stevens foi atingido pelos tiros disparados pelos manifestantes quando forças de segurança tentavam tirá-lo de carro do fogo cruzado.

O governo dos Estados Unidos protestou imediatamente contra o acontecido, ao mesmo tempo em que tenta acalmar os ânimos em outros países muçulmanos, como o Egito, onde houve também manifestações contra o filme. O governo líbio, por sua vez, pediu desculpas pelo ocorrido.

Por seu lado, o porta-voz do pastor Terry Jones culpou genericamente a segurança das embaixadas americanas ao redor do mundo pelo ataque ao diplomata na Líbia, enquanto divulgava um trecho de 13 minutos do filme na igreja de Gainesville (Florida).

O pastor Jones aproveitou também para soltar uma nota dizendo que a película "é uma produção norteamericana cujo objetivo não é atacar os muçulmanos, mas mostrar a ideologia destrutiva do Islã".

O produtor do filme é Sam Bacile, um corretor de imóveis de 54 anos que tem dupla cidadania, estadunidense e israelita. Segundo ele, "o filme é político, não religioso" e ajudará os judeus a mostrar ao mundo os perigos do Islã.

Bacile contou ao The Wall Street Journal, ainda, que o filme foi financiado em 5 milhões de dólares por doadores judeus que pediram que seus nomes não fossem revelados.

Independentemente do que se pense a respeito do filme, o fato ocorrido ontem na Líbia prenuncia uma carreira explosiva para a sua exibição. Fogo de cá chama fogo de lá e o incêndio ameaça nos queimar a todos.

A fonte das informações aqui reunidas são duas matérias do jornal espanhol El País:





domingo, 23 de outubro de 2011

Em 1987 série americana previu morte de Kadhafi para 2011

"Second Chance" foi uma sitcom (série) levada ao ar pela rede americana de TV Fox, entre 1987 e 1988, cujo roteiro consistia basicamente de pessoas que morriam e chegavam ao palácio de São Pedro no ano de 2011, em que um julgamento rápido decidia se eles deviam ir para o céu ou para o inferno. Não teve sucesso e a série foi cancelada depois de uma temporada apenas. Num dos episódios, entretanto, uma das pessoas "encaminhadas" a São Pedro no dia 29 de julho de 2011 era o ditador líbio Muammar Kadhafi, que é condenado a passar a eternidade no inferno com bombas amarradas ao corpo, que explodem a cada 2 minutos (naquela época ninguém se ofendia ao ver a mistura de dogmas católicos com muçulmanos, bons tempos aqueles, não é mesmo?). A sitcom errou a previsão em apenas 3 meses, o que, nesses tempos bicudos em que Harold Camping já marcou (e errou) 3 vezes o fim do mundo, é de se admirar. Prato cheio pra quem gosta de teorias da conspiração. Será que os EUA mandam mensagens subliminares ou codificadas (de efeito retardado) através de suas séries de TV? Confira:





domingo, 3 de abril de 2011

Muçulmanos e cristãos unidos na rebelião líbia

A exemplo do que já aconteceu no Egito, cristãos e muçulmanos se rebelaram juntos contra um ditador, no caso Muammar Gaddafi da Líbia. Espera-se, entretanto, que essa trégua religiosa perdure por muito tempo e não seja ditada por alianças políticas e militares de ocasião, para que não fique na corda bamba como aconteceu na Tunísia. A notícia foi publicada na Folha de S. Paulo de ontem, 02/04/11:

Luta contra ditador aproximou cristãos e islã, diz líder religioso

No sermão de sexta, xeque de Benghazi prega para 5.000 pessoas

SAMY ADGHIRNI
ENVIADO ESPECIAL A BENGHAZI

A aliança entre rebeldes líbios e potências ocidentais contra Muammar Gaddafi prova que muçulmanos e cristãos são parceiros, conforme determinação divina.

Esta é a interpretação religiosa do conflito na Líbia segundo o xeque Ali al Maghribi, um dos mais importantes clérigos de Benghazi.

"O Corão diz que somos muito próximos dos cristãos. Agora sabemos o quanto isso é verdade", disse Maghribi, numa referência ao apoio político e militar fornecido aos insurgentes por França, Reino Unido, Itália e EUA.

"A coalizão salvou nosso povo e continua nos ajudando", afirmou o xeque diante de 5.000 pessoas reunidas numa praça à beira do mar Mediterrâneo para ouvir a pregação de sexta-feira, dia sagrado dos muçulmanos.

Maghribi pediu às potências ocidentais que não tenham medo de fornecer armas e treinamento bélico às forças anti-Gaddafi.

"Não somos a Al Qaeda nem o Hizbollah [grupo xiita libanês]. Prometemos que as armas que vocês nos fornecerão jamais serão usadas contra vocês", afirmou, numa aparente alusão ao precedente afegão -milícias armadas pelos EUA para combater os russos acabaram ajudando a criar a rede terrorista Al Qaeda.

CRÍTICAS

Maghribi insistiu em que a democracia está na raiz do pensamento islâmico e pediu que todos os países sigam o exemplo da França, que reconheceu oficialmente o governo rebelde de Benghazi.

O xeque, entretanto, se dirigiu em tom crítico aos governos que relutam em apoiar abertamente os rebeldes, como Brasil, Rússia, Índia e China.

"Àqueles que pedem diálogo em vez de luta, digo que não há diálogo possível com Gaddafi. Só queremos que ele saia", disse Maghribi, sem citar os países alvejados pelas críticas, com exceção da Turquia.

"Apreciamos as posições históricas da Turquia em apoio aos palestinos contra o inimigo Israel. Mas os turcos perderão seus contratos e suas amizades na Líbia se continuarem defendendo Gaddafi", bradou.

O clérigo, sunita como quase todos os líbios, também lançou um ultimato aos soldados líbios leais a Gaddafi e aos mercenários africanos a serviço do ditador.


LinkWithin

Related Posts with Thumbnails