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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

10 anos de blog e 1 adeus


No longínquo dia 2 de fevereiro de 2008, começamos este blog com os melhores propósitos, mas ainda sem saber ao certo aonde iríamos chegar e até quando estaríamos no ar.

O tempo — este velho senhor da razão — se encarregou de nos dar a resposta. 

Dez anos no ar, mais de 4.000 artigos publicados, alguns milhões de páginas vistas por alguns milhões de visitantes, um infarto (do Helio) e um AVC (do Gustavo) vencidos e superados, muitas amizades que foram e continuam sendo verdadeiros presentes, algumas divergências pontuais mas nenhuma inimizade, zilhões de informações cuidadosa e imperfeitamente filtradas para serem compartilhadas, pequenas decepções e enormes alegrias, enfim... no balanço final, ficamos extremamente felizes com os resultados obtidos, muito além do que esperávamos quando demos o primeiro passo desta prazerosa jornada.

Afinal, O Contorno da Sombra durou mais tempo do que prevíamos e foi uma experiência muito mais fascinante do que imaginávamos.

Os queridos leitores já sabem que tudo que aqui divulgamos foi feito com enorme carinho e dedicação, sem interesses escusos nem quaisquer perspectivas de ganhos financeiros.

Muitos artigos tiveram uma repercussão gigantesca e se tornaram referência para gente de todo tipo, desde pessoas que buscam auxílio para algum problema existencial que as aflige até trabalhos acadêmicos de universidades conceituadas, e também serviram de "gancho" para ótimas conversas e "incubadora" para grandes amizades.

E tudo começou com a proposta de se ter um olhar diferente do comportamento religioso na esfera pública, fora das 4 paredes das igrejas e do território do sagrado, para tentar compreender as suas muitas imbricações socioeconômicas, culturais, políticas e (às vezes) jurídicas com a realidade da vida, do cotidiano duro da gente feliz ou sofrida de todo o planeta.

Empenhamo-nos por publicar um amplo espectro de vertentes e visões de mundo de maneira que todos se sentissem representados e respeitados no nosso ambiente conjuntamente construído para a convivência pacífica de polos contrários. 

Exatos dez anos depois, portanto, chegou a hora de — serenamente — dizer adeus.

Julgamos que a nossa missão foi cumprida. 

Foi uma experiência válida e validada por nossos leitores, além de muito gratificante.

Esforçamo-nos para deixar um legado bastante variado de textos e artigos criteriosamente selecionados que — até quando for possível — continuarão no ar e poderão ser lidos, relidos, pensados, debatidos, reconsiderados e contextualizados como o retrato detalhado e marcado com a profundidade de uma larga janela de tempo (no Brasil e no mundo) que teve seus dilemas próprios característicos identificados e esmiuçados.

Talvez daqui a 200 anos, se ainda existir o universo, eles proporcionem a um pesquisador do futuro um belo insight de um período em que, independentemente da angústia que caracteriza a busca humana por significado, fomos felizes e vivemos intensamente.

Chegamos à conclusão de que é hora de baixar as portas de maneira tranquila e sensata.

Aprendemos a identificar os sinais dos tempos em todas as áreas da vida e não temos nenhuma dificuldade em admitir que o ciclo deste blog se encerrou.

Resta-nos uma certa nostalgia no ar, permeada de ótimas recordações que nos animam a prosseguir em outras áreas, mas nos convence e conforta a ideia de que o fluxo e refluxo naturais e  inexoráveis das ondas e dos sabores e saberes das nossas vidas devem ser assimilados e não teimosamente resistidos.

Tanto quanto for possível, manteremos no ar nossas páginas no twitter e no facebook. Siga-nos, adicione-nos e curta-nos por lá que, de vez em quando, segundo se nos apresentar a ocasião, compartilharemos artigos e avisos que nos parecerem relevantes para o conhecimento de todos.

Só este blog ficará sem atualizações constantes, talvez alterando apenas uma ou outra informação pontual que precise ser corrigida ou complementada. Se necessário, alguns comentários serão eventualmente respondidos e publicados.

Esporadicamente, quando sentirmos vontade de matar a saudade de emitir nossa opinião ou reflexão, publicaremos os textos no nosso outro blog, o Peregrinauta, que será atualizado sempre que se nos ocorrer a feliz conjunção de desejo e oportunidade. 

Pensamos, agora, em nos dedicarmos a novos desafios, especificamente no portal e-cristianismo, onde temos uma atuação mais teologicamente concentrada em estudar e fornecer subsídios àqueles que — com um coração puro — procuram humildemente servir ao Senhor (2ª Timóteo 2:22).

É num desses lugares (ou em todos, não sabemos ao certo se e quando os atualizaremos), que os amigos do blog poderão nos encontrar quando quiserem nos rever ou descobrir por quais paragens estamos caminhando.

As matérias serão mais específicas e o trabalho será mais pontual e menos frequente, mas manteremos nosso foco na qualidade do material oferecido.

Resta-nos, portanto, agradecer o carinho, a atenção e o respeito com que nossos amigos leitores nos brindaram e  prestigiaram ao longo desta década.

Esperamos tê-los servido bem dentro de nossas limitadas possibilidades humanas, e desejamos a todos vocês o melhor para suas vidas e suas buscas pessoais, intelectuais e/ou espirituais.

Permitam-nos que nos despeçamos ouvindo a aveludada e poderosa voz de Yolanda Adams cantando "Victory" no mais autêntico gospel, logo abaixo.

Reflete bem o espírito de gratidão e celebração com que anunciamos a nossa retirada deste pequeno palco virtual que  nos deixa tão boas recordações.

Fecham-se as cortinas, recolhemo-nos aos bastidores, mas — apesar das despedidas e dos sobressaltos — o espetáculo da vida continua para todos nós. Desfrute-o!

Por gentileza, não se esqueçam de serem felizes!

Muito obrigado e adeus!










quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Morre 16º presidente mundial dos mórmons aos 90 anos de idade

Thomas S. Monson, 1927-2018 


Faleceu na noite passada, na cidade de Salt Lake City, capital do Estado de Utah nos EUA e sede mundial da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (também conhecidos como SUD ou mórmons), o presidente da instituição, Thomas S. Monson.

Depois de longa enfermidade, o passamento do Sr. Monson ocorreu na sua residência, cercado por sua família, às 22:01 h locais do dia 2 de janeiro de 2018, 3:01 h do dia 3 de janeiro de 2018 pelo horário de Brasília,

Nascido em 1927, o presidente Monson faleceu a um mês de completar 10 anos no cargo que assumiu em 3 de fevereiro de 2008 (sucedendo Gordon B. Hinckley), e o novo líder mórmon será escolhido pelo chamado Quórum dos Doze Apóstolos da igreja logo após o seu funeral.

Thomas Monson esteve no Brasil para dedicar o templo mórmon de Curitiba (PR) em 1º de junho de 2008.

Aos mórmons, nossos sentimentos.

As informações aqui repassadas foram publicadas no portal da sala de imprensa mórmon no Brasil.



domingo, 20 de agosto de 2017

Adeus, Jerry Lewis!

Jerry Lewis, um ícone do humor com talento espetacular.

Em maio de 2014, passei alguns dias em Las Vegas, e fiquei surpreso ao ver que Jerry Lewis, um dos comediantes que marcaram minha infância, fazia show no hotel em que me hospedei de sexta-feira a domingo, às 7:30 da noite.

O hotel é o South Point Casino, e, como os horários, shows e passeios já estavam agendados, não houve como ver o show de Jerry Lewis, o que me deixou um tanto quanto incomodado, já que ele foi um dos maiores comediantes que este mundo viu, e eu nunca havia imaginado que poderia ter - um dia - a chance de vê-lo ao vivo, o que - lamentavelmente - não pode acontecer.

Chega hoje a notícia de que Jerry Lewis morreu, aos 91 anos de idade. Viveu bastante e viveu bem. Criou seu próprio estilo de humor quase "infantil", e fez muitos e muitos filmes (sobretudo nos tempos da parceria com Dean Martin) que se incorporaram ao acervo coletivo de memórias afetivas da humanidade.

Fica a saudade e a lembrança de cenas inesquecíveis como essa famosíssima da máquina de escrever imaginária:




sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Adeus, Luiz Melodia!


O cantor e compositor Luiz Melodia, pérola rara da música popular brasileira, faleceu esta madrugada no Rio de Janeiro (RJ), em decorrência de um câncer na medula óssea que, lamentavelmente, se revelou devastador.

O nosso ex-país perde, portanto, uma de suas grandes referências musicais.

Luiz Melodia tinha 66 anos de idade, nos deixa muito cedo mas como uma vastíssima obra da melhor qualidade.

Em sua homenagem, ouçamos então, os superclássicos "Estácio, Holly Estácio" e "Pérola Negra":






sábado, 13 de maio de 2017

Adeus a Antonio Candido, o intelectual que melhor entendeu os caipiras


O Brasil perdeu ontem Antonio Candido, um de seus poucos e valorosos "gênios da raça".

"Perdeu" não é o verbo correto, pois o que ganhamos com sua profícua vida de 98 anos de idade é algo absolutamente imensurável.

"Perdemos" a sua existência corporal, a sua presença entre nós como farol intelectual digno do que esta palavra "intelectual", ultimamente tão banalizada, significa em toda sua abrangência, profundidade e extensão.

Sociólogo, crítico literário e - mais precisamente - um "pensador" do Brasil, do tipo que - lamentavelmente - talvez tenha sido o derradeiro, foi professor da USP e da UNICAMP, agraciado com honrarias as mais variadas ao redor do mundo, sobretudo na América Latina.

Para nós, paulistas do interior, "caipiras" segundo a definição que muito nos honra, deixou de legado sua magnífica obra "Parceiros do Rio Bonito", onde faz um detalhado estudo de como surgiu e se desenvolveu essa subcultura brasileira tão marcante e marcada como o "r" retroflexo que insistimos - orgulhosamente - em falarrrrrr.

Abaixo, transcrevemos alguns trechos de Parceiros do Rio Bonito. Estudo sobre o caipira paulista e a transformação dos seus meios de vida. Livraria Duas Cidades e Editora 34, 2001.

Divirta-se desvendando nossos segredos, sabendo de onde viemos e conhecendo-nos melhor:




      “De qualquer modo, há para cada cultura, em cada momento, certos mínimos abaixo dos quais não se pode falar em equilíbrio. Mínimos vitais de alimentação e abrigo, mínimos sociais de organização para obtê-los e garantir a regularidade das relações humanas. Formulado nestes termos, o equilíbrio social depende duma equação entre o mínimo social e o mínimo vital.” (p. 32)

     “Sobretudo quando encaramos a obtenção dos meios de vida, observamos que algumas culturas não conseguem passar de um equilíbrio mínimo, mantido graças à exploração de recursos naturais por meio das técnicas mais rudimentares, a que correspondem formas igualmente rudimentares de organização. O critério para avalia-las, nestes casos, é quase biológico, permitindo reconhecer dietas incompatíveis com as necessidades orgânicas, correlacionadas geralmente a técnica pobre, estrutura social pouco diferenciada além da família, representações míticas e religiosas insuficientemente formuladas. É o que se observa em povos ‘marginais’ da Patagônia e sobretudo Terra do Fogo, em nômades como os sirionós, ou os nambiquaras.” (p. 34)

[...]

     “O ponto de partida para compreender essa situação deve ser buscado na própria natureza do povoamento paulista, desde logo condicionado pela atividade nômade e predatória das bandeiras. Do ponto de vista deste estudo, o bandeirismo pode ser compreendido, de um lado, como vasto processo de invasão ecológica; de outro, como determinado tipo de sociabilidade, com suas formas próprias de ocupação do solo e determinação de relações intergrupais e intragrupais. A linha geral do processo foi determinada pelos tipos de ajustamento do grupo ao meio, com a fusão entre a herança portuguesa e a do primitivo habitante da terra; e só a análise desse processo pode dar elementos para compreender e definir a economia seminômade, que tanto marcou a dieta e o caráter do paulista.” (p. 46)

[...]

   “Mas como se dispunha e vivia no campo o grosso da população? Qual a relação efetiva entre a população do núcleo e a do território, frequentemente vasto, de que era o centro?

    Leiamos um documento eloquente e pitoresco: a informação enviada em 1797 pela Câmara da vila de Atibaia ao ouvidor-geral da comarca de São Paulo, como elemento requerido por este, a fim de opinar sobre o pedido de elevação a vila da freguesia de Jaguari, atual Bragança Paulista:
       Tem a capital de Jaguary vinte e cinco fogos existentes, a saber: o Rdo. Coadjtor, o Alferes Aleixo Correia da Cunha, Manoel Rodrigues Freyre que ambos sam Dizimeyros, o alferes José Paes da Silva oficial de sapateyro e selleiro, cujos officios se desligará por falta de vista, e que vive hoje de lavouras, Capitam José Pedroso Pinto oficial de selleiro, e dizem que também tem loja de fazenda seca, o Alferes Joam de Almeyda, velho e mutio doente, por cuja cauza largou o Sitio, e veyo para aquele ARayal, Francisco Pinto oficial de Ferreyro, Joachim Gomes de Moraes Taverneyro, hum carapina que de fora foy para fazer a obra da Igreja. Vicente Gomes Sapateyro, Ignacio bastardo, sapateyro em cujo fogo mora também o Vintenário Francisco Luis Penna, José Teixeyra das Neves mestre de taypas, Roza Domingues mulher branca solteira e pobríssima, Maria de Nazaareth cazada que vive separada de seu marido, Miguel dias Cortes homem branco, cazado e pobríssimo, Anna Maria de Toledo, viúva e pobre, Genoveba de tal branca e pobre, Anna de tal aleijada, Quiteria escrava com taberna, Joam Leme bastardo sego, Maximiano Nunes e Joachim Nunes, ambos pobres.
      Tem o destricto de Jaguary quatro mil, e quatrocentos e tantas Almas: destas as pessoas que tem possibilidade, e cabedais sam o Capitam Jacyntho Rodrigues Bueno, o Alferes Aleixo Correa da Cunha e Manoel Rodrigues Pereira, os quaes conforme o estado daquela freguesia, nella se tem por ricos, e abaxo destes Lourenço rodrigues, o Capitam Antonio Leme, José Xavier e Francisco de Lima que tem seu modo de viver; e fora destes sam raras as cazas onde se nelas se procurar a quantia de 12$800 se achem. Este Povo é grosseiro, sem cultura nem civilidade, sam raros os que sabem ler, e escrever etc.”
(Documentos interessantes etc., vol. XV, 1904, pp. 105-6. Apesar destas ponderações dos camaristas de Atibaia, Jaguari foi elevada a vila em seguida)
     Cobradores do dízimo e da vintena, oficiais de ofício, comerciantes, o padre, indigentes e pessoas sem qualificação ocupavam as 25 casas do povoado; mas pelo território da freguesia espalhavam-se mais de 4.400 pessoas; quase mil famílias, talvez. Qual a sua unidade de agrupamento? A freguesia, no conjunto, centralizada pelo que se costumava chamar a sua ‘capital’? Não, certamente; mas sim aquelas unidades fundamentais referidas acima: os grupos rurais de vizinhança, que na área paulista se chamaram sempre bairro.

     Esta é a estrutura fundamental da sociabilidade caipira, consistindo no agrupamento de algumas ou muitas famílias, mais ou menos vinculadas pelo sentimento de localidade, pela convivência, pelas práticas de auxílio mútuo e pelas atividades lúdico-religiosas. As habitações podem estar próximas umas das outras, sugerindo por vezes um esboço de povoado ralo; e podem estar de tal modo afastadas que o observador muitas vezes não discerne, nas casas isoladas que topa a certos intervalos, a unidade que as congrega.” (pp. 79-81)

[...]

    “Em verdade, esse mecanismo de sobrevivência, pelo apego às formas mínimas de ajustamento, provocou certa anquilosidade de sua cultura. Como já se tinha visto no seu antepassado índio, verificou-se nele certa incapacidade de adaptação rápida às formas mais produtivas e exaustivas de trabalho, no latifúndio da cana e do café. Esse caçador subnutrido, senhor do seu destino graças à independência precária da miséria, refugou o enquadramento do salário e do patrão, como eles lhe foram apresentados, em moldes traçados para o trabalho servil. O escravo e o colono europeu foram chamados, sucessivamente, a desempenhar o papel que ele não pôde, não soube ou não quis encarnar. E, quando não se fez citadino, foi progressivamente marginalizado, sem renunciar aos fundamentos da sua vida econômica e social. Expulso da sua posse, nunca legalizada; despojado da sua propriedade, cujos títulos não existiam, por grileiros e capangas – persistia como agregado, ou buscava sertão novo, onde tudo recomeçaria. Apenas recentemente se tornou apreciável a sua incorporação à vida das cidades, sobretudo como operário.” (p. 107)

     “Mas ao lado destes elementos de fixação, uma característica importante da antiga vida caipira era a presença de terras disponíveis, que desempenhavam papel duplo e de certo modo contraditório. De um lado constituíam fator de reequilíbrio, na medida em que permitiam reajustar, sempre que necessário, situações tornadas difíceis economicamente pela subdivisão da propriedade, devida à herança, ou pela impossibilidade de provar os direitos sobre a terra. Estes fatores, aliás, eram mais poderosos como estímulo à mobilidade do caipira do que a instabilidade pura e simples, que se tem querido explicar, inclusive como decorrência da mestiçagem com o índio; mas cujas principais determinantes são sociais, sobrelevando o caráter precário dos títulos de propriedade. A posse, ou ocupação de fato da terra, pesou na definição da sua vida social e cultural, compelindo-o, freqüentemente, ao status de agregado, ou empurrando-o para as áreas despovoadas do sertão, onde o esperava o risco da destruição física ou da anomia social. A respeito desta, invoca-se quase sempre como causa a preguiça, que seria um traço fundamental do caipira e responsável pelo baixo nível da sua vida.” (p. 109)


"O caipira picando fumo", quadro de Almeida Junior (1893)

"O Violeiro", quadro de Almeida Junior, 1899




domingo, 30 de abril de 2017

Adeus, Belchior!

Capa do especial "70 anos de Belchior" publicado pelo jornal O Povo de Fortaleza (CE) em 26/10/16

Poxa, 2017, dá um tempo, vai...

Não é porque 2016 levou tanta gente boa que você pode botar o pé no acelerador da colheitadeira e ceifar tanta gente talentosa como tem feito este ano também, né...

Afinal, nós somos apenas uns rapazes latinoamericanos, sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindos do interior.

Tudo é divino, tudo é maravilhoso...


Mal pudemos voar de avião, mas sabíamos que o amor podia vencer qualquer medo, além de nos dar um belo pretexto para segurar na mão da pessoa amada.

Que coisa adolescente, James Dean...


Viver é melhor que sonhar

E eu sei que o amor é uma coisa boa

Mas também sei

Que qualquer canto é menor do que a vida

De qualquer pessoa

Por isso cuidado meu bem

Há perigo na esquina

Eles venceram e o sinal

Está fechado pra nós

Que somos jovens...


Já faz tempo eu vi você na rua

Cabelo ao vento, gente jovem reunida

Na parede da memória esta lembrança

É o quadro que dói mais...

Minha dor é perceber

Que apesar de termos feito tudo o que fizemos

Ainda somos os mesmos e vivemos

Ainda somos os mesmos e vivemos

Como os nossos pais...

Obrigado, Belchior!



domingo, 23 de abril de 2017

Adeus, Jerry Adriani!


É difícil para as novas gerações acreditarem nisso, mas houve um tempo em que não havia tantos cantores nem tantas oportunidades de ouvi-los nos mais variados meios de divulgação de suas obras.

O rock era algo novo e o pop não passava de um projeto que começava a ganhar forma num mundo marcado pelas mudanças nas atitudes e nos costumes.

Nada seria igual como era antes.

Foi nesse contexto que floresceu toda uma geração conhecida como Jovem Guarda, da qual Roberto Carlos foi o maior expoente nos anos 1960, mas também havia outros menos consagrados, que nem por isso deixaram de fazer sucesso e marcar a história de tanta gente.

LEGIÃO ITALIANA

Jerry Adriani era um desses cantores, alguém que transitou com raro sucesso naquela época, com sua voz, seu timbre e seu estilo de cantar e atuar, que inspirou gente como Renato Russo, vocalista do Legião Urbana.

No vídeo abaixo, você vê os dois conversando animadamente enquanto Tim Maia dava uma entrevista no prêmio Sharp de Música de 1995, um ano antes de Renato morrer.


Dez anos depois lá estava Jerry Adriani com Dado VilLa-Lobos no programa Altas Horas do Serginho Groismann relembrando uma década do passamento de seu amigo Renato:


Seguindo os passos de Renato que havia gravado um álbum em italiano (Equilibrio Distante, 1995), Jerry verteu canções do Legião para o idioma de Dante também, lançando "Forza Sempre" em 1999:


Tratava-se, na verdade, de um retorno às origens, já que a discografia de Adriani havia se iniciado em italiano com Italianissimo e "Credi a Me", em 1964.

MALUCO-BELEZA

Pouca gente se lembra de que Jerry foi um dos melhores amigos e um dos caras que incentivou Raul Seixas a buscar sua sina de sucesso.

Neste raro vídeo de 1983, os dois aparecem no programa de J. Silvestre cantando "Doce, Doce Amor", o grande sucesso que marcou a carreira de Jerry Adriani.


Nessa entrevista a Danilo Gentili em 2011, Jerry Adriani conta como conheceu Raulzito e descreve com riqueza de detalhes como era a cena musical da época:


Sorte do Raul Seixas que não havia a universal do Edir Macedo para exorcizá-lo na época.

Enfim, havia dois malucos-beleza na música brasileira e pouca gente sabia disso (risos).

ROY ORBISON

Ainda nessa entrevista, Jerry conta que sua grande influência vocal foi o roqueiro americano Roy Orbison, a quem Elvis Presley teria atribuído o título de "voz mais linda de todos os tempos" e de quem nós sempre fazemos questão de nos lembrar:



Pausa para uma dica, amigos: pegar uma das highways da California ouvindo Roy Orbison cantando "I Drove All Night" e "California Blue" é uma das coisas mais legais a se fazer na vida.



Essa nossa pequena aventura musical não nos detém a lágrima mas sintetiza adequadamente, a nosso ver, a vida de um grande chamado Jerry Adriani.

Descanse em Paz, Jerry! Obrigado por tantos momentos bons!

No último dia 29 de janeiro, você tinha completado 70 anos de vida. 

Entretanto, um câncer devastador o levou rápido demais. Mal houve tempo para tratá-lo.

Aquele mundo em que você foi estrela não existe mais, mas tenha certeza de que seu brilho, sua generosidade e seu talento não serão esquecidos jamais.



domingo, 19 de março de 2017

Adeus a Chuck Berry, o "pai" do rock!


É provável que Chuck Berry não seja exatamente, como muitos o chamam, o "pai do rock", mas foi o primeiro cara que, digamos, o fez funcionar.

Até o começo dos anos 1950, os ritmos que se fundiriam no que hoje chamamos de "rock", eram como, se nos permitem recorrermos à obra-prima de Luigi Pirandello, "seis personagens em busca de um autor".

A analogia teatral se justifica por que estavam ali pulsando pelo Sul dos Estados Unidos o jazz, o jump blues, o boogie-woogie, o rhythm and blues, o country, o folk, tudo ainda na esteira das big bands dos anos 1940, como que prenunciando o nascimento de um estilo musical que dominaria o mundo a partir de então.

Foi então que surgiu essa figura autoral, na pessoa de Chuck Berry, que fez a síntese de toda essa gestação de sons, ritmos e etnias, para apresentar ao mundo canções como Roll Over Beethoven:


Ainda outro dia lembramos aqui de sua parceria com Etta James cantando "Rock and Roll Music" no nosso circuito off carnaval.

Infelizmente, Chuck Berry nos deixou ontem, aos 90 anos de idade, sabendo que o mundo já o considerava e sempre o considerará alguém que marcou a nossa história com um antes e um depois.

Melhor então terminarmos essa pequena homenagem ouvindo Chuck Berry e John Lennon cantando "Johnny B. Goode", outro de seus clássicos que reverberarão pela posteridade:



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Adeus, Bill Paxton!

Bill Paxton e Helen Hunt em Twister (1996): inesquecível!

O domingo de carnaval terminou com a triste notícia do falecimento do ator americano Bill Paxton, aos 61 anos de idade, em decorrência de complicações após uma cirurgia cardíaca.

Bill Paxton atuou em vários filmes de enorme bilheteria, como Titanic, Aliens, o Resgate, Apolo 13, Limite Vertical, U-571 A Batalha do Atlântico, entre tantos outros que ficarão para sempre guardados nos corações dos fãs do cinema.

Paxton sabia, como poucos, transmitir credibilidade através de suas ótimas interpretações dos personagens que lhe tocava assumir no cinema e na televisão.

Twister (1996), entretanto, deve ser o filme pelo qual ficará lembrado, não só pela química perfeita de sua parceira de cena Helen Hunt, com quem caçava furacões, como pelas fascinantes cenas de ação que marcaram toda uma geração.

Eu mesmo confesso que, passando de carro pelo Meio-Oeste americano, ali pelos Estados de Nebraska, Wyoming e South Dakota, uma região de beleza ímpar e céus infinitos sobre as grandes pradarias, ficava de olho nas estranhas e gigantescas formações das nuvens para me assegurar de que não seria surpreendido por nenhum twister daqueles.

Era, obviamente, inevitável recordar os apuros de Helen Hunt e Bill Paxton no filme em questão.

Uma pena que um excelente ator tenha nos deixado numa idade ainda tão produtiva.

Hoje todos os seus fãs dirão, relembrando Apolo 13, "Houston, we have a problem!". A big and sad problem indeed.

Descanse em paz, Bill!



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Adeus, Al Jarreau!


Faleceu ontem, 12/02/17, em Los Angeles, California, o grande cantor Al Jarreau, faltando exatamente um mês para que ele completasse 77 anos de idade.

Um dos maiores intérpretes de jazz, rhythm and blues e soul music que esse mundo já teve a oportunidade de ver e ouvir, o americano nascido em Milwaukee, Wisconsin, deixa uma obra imensa de rara qualidade para as novas e futuras gerações apreciarem um estilo todo dele de cantar.

Descanse em paz, Al Jarreau!

Em sua homenagem, abrindo esta porta imorredoura da saudade, ouçamos então "Mornin'" (1983):


"We're in This Love Together" (1981):


"After All" (1984):


E de brinde, encerramos com "Summer Breeze", executada por Al Jarreau na companhia do não menos talentoso George Benson, gravada ao vivo no festival de Montreux em 2007:


Ou cantando "Flor de Liz" com Djavan:


Sim, meus amigos, Al Jarreau, Djavan e George Benson são retratos saudosos de um tempo em que o bom gosto musical quebrava quaisquer barreiras e imperava no planeta Terra.



domingo, 29 de janeiro de 2017

Adeus, John Hurt!


John Hurt foi um monstro da história do cinema, um ator que valorizava cada filme para o qual era convocado.

Uma pena que ele tenha nos deixado no último dia 25 de janeiro, vítima de complicações de um câncer no pâncreas, aos 77 anos de idade.

Participou de grandes obras do cinema, desde um papel coadjuvante no clássico "O Homem Que Não Vendeu Sua Alma" ("A Man For All Seasons", 1966) até "A Lenda de Tarzan" ("The Legend of Tarzan", 2016), passando por "O Expresso da Meia-Noite" (1978), "O Homem Elefante" (1980), "Rob Roy" (1995), "V de Vingança" (2005), além do papel recorrente do Sr. Olivaras na série Harry Potter e tantas outras aparições igualmente brilhantes.

Entretanto, a cena que todos se lembrarão de John Hurt é aquela icônica e "estomacal" de "Alien, o Oitavo Passageiro" (1979), quando - no meio de uma refeição coletiva aparentemente inofensiva - o monstrinho alienígena explode o peito do seu personagem Kane, que involuntariamente se torna hospedeiro do mal que vai devastar a nave, a sua tripulação e assustar a plateia como poucos outros monstros na história das telonas fizeram.

Com o coração já cheio de saudades, fiquemos então com essa cena antológica, celebrando a vida e a obra deste artista insuperável e inesquecível:




segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Adeus, Ricardo Piglia!

Se existe um terreno em que a Argentina é extremamente fértil, é no campo da literatura.

Talvez os escritores mais conhecidos entre "los hermanos del Sur" sejam Jorge Luis Borges, Ernesto Sábato, Julio Cortázar e Adolfo Bioy Casares, entre tantos outros de igual qualidade e importância.

Na sexta-feira passada, dia 6 de janeiro de 2017, nos despedimos de Ricardo Piglia, outro grande entre os grandes autores argentinos, um adeus sentido que deixou a literatura mundial, particularmente a sul-americana, muito menos rica.

Celebrando sua vida e obra, reproduzimos abaixo o obituário publicado no Estadão:

Morre o escritor argentino Ricardo Piglia

Autor transitava com maestria no universo do crime

UBIRATAN BRASIL

Um romance do escritor argentino Ricardo Piglia é como um novelo que, ao se desenrolar, surpreende o leitor com suas inúmeras e diferentes camadas. Com isso, consolidou-se como herdeiro de grandes nomes da literatura de seu país, como Jorge Luis Borges e Julio Cortázar. Inquieto, radical, Piglia era um gigante literário. Na tarde de sexta-feira, 6, foi anunciada sua morte, aos 75 anos, vítima de uma parada cardíaca, segundo noticiou o jornal Clarín. A morte já o cercava, pois, em 2014, foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença que ataca os neurônios controladores dos movimentos musculares.

Piglia era considerado um incansável pensador da literatura, posição que dividia com seu grande amigo Juan José Saer, também já falecido. Eclético, escreveu não apenas romances, mas também críticas, ensaios e roteiros, além de apresentar programas de TV e de atuar como professor de literatura da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, durante 15 anos.

Nascido em Adrogué, província de Buenos Aires, em 24 de novembro de 1941, Piglia teve como primeira atividade literária dirigir a coleção Série Negra, especializada em ficções policiais, e lançou na Argentina escritores como Raymond Chandler e Dashiel Hammett. A partir daí, tornou-se um produtivo pesquisador da literatura argentina, com ensaios importantes sobre Roberto Arlt, Jorge Luis Borges e Macedônio Fernández. Inquieto, sempre se preocupou em recuperar escritores que estavam esquecidos e, principalmente, redefinir imagens cristalizadas.

Publicou contos na década de 1960, quando desenvolveu uma curiosa linha de raciocínio - para ele, uma narrativa curta sempre conta duas histórias: uma visível que esconde outra, invisível. “O conto reproduz a busca sempre renovada de uma experiência única que nos permite ver, sob a superfície opaca da vida, uma verdade secreta”, afirmava Piglia.

A consagração, no entanto, veio com Respiração Artificial, em 1980. Romance polifônico, é ambientado durante a ditadura argentina, iniciada em 1976, e apresenta como narrador Emilio Renzi, revelador da verdadeira história do país e personagem que voltaria em outras obras.

A investigação permitiu que Piglia exercesse seu talento ao revelar os meandros de uma sociedade construída a partir de uma violência camuflada, que torna inertes seus habitantes. Com isso, conseguiu expor o arbítrio e a violência em todo o seu horror. Em enquete realizada com 50 escritores argentinos, Respiração Artificial figurou na lista dos dez melhores romances da história literária do país.

A realidade inspirava a escrita de Piglia que, a partir de fatos verdadeiros, conseguia construir histórias tão eletrizantes que nem pareciam baseadas em acontecimentos reais. É o caso de Dinheiro Queimado, título brasileiro para Plata Quemada, lançado originalmente em 1997 e editado aqui pela Companhia das Letras. O ponto de partida foi um assalto a um carro-forte, acontecido em Buenos Aires, em 1965. Para oferecer aos leitores uma escrita vibrante, Piglia pesquisou documentos confidenciais, cercando-se de detalhes que incriminavam policiais e políticos corruptos.

Outro crime, agora no pampa argentino, tornou-se o mote para Piglia retornar ao romance noir em Alvo Noturno, lançado em 2010. Na verdade, trata-se de uma trama policial sociológica - como já fizera em Respiração Artificial e Plata Quemada, Piglia revelou-se aqui inquieto, radical, insatisfeito ao delinear uma história que, além de transcorrer em ritmo ágil e direto, é complexa graças à sobreposição de impressões sobre o assassinato.

Já em Formas Breves, de 1999, Piglia reuniu textos que lhe permitem transitar na fronteira entre a ficção narrativa e o exercício crítico. São relatos em que trata tanto da relação entre psicanálise e literatura como da importância social embutida nos romances policiais. Em ambos, apresenta conclusões surpreendentes - se, no primeiro, afirma que James Joyce conhecia profundamente o trabalho de Freud, no segundo, acredita que o mundo do crime é o universo com que os homens devem dialogar nos tempos atuais.

Desde que foi diagnosticado com ELA, Piglia apressou-se em escrever sua autobiografia, Diários de Emilio Renzi, dividida em três volumes. O primeiro, Anos de Formação, foi publicado em 2015, enquanto o segundo, Anos Felizes, saiu em setembro passado - nenhum foi traduzido ainda no Brasil. A ideia de utilizar Renzi como protagonista veio durante a filmagem do documentário 327 Cadernos, no qual o diretor Andrés Di Tella acompanhou Piglia na leitura de seus diários escritos desde a adolescência.

FRASES

"Minha relação com a escrita continua a mesma. São horas de grande plenitude que estão no centro da minha vida. O difícil é, como sempre, passar para o outro lado, entrar na escrita e deixar o real em suspenso"

"A experiência da doença é a da injustiça em estado puro: ‘Por que eu?’, você se pergunta, e qualquer explicação é ridícula e sem sentido. O sentimento de injustiça convida à rebelião e à luta, então você não se queixa e isso é um alívio"

"Às vezes, escreve-se melhor quando se está em plena ação e se vive melhor quando se está sozinho"



quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Adeus, Carrie Fisher e Debbie Reynolds




Ainda faltam 3 dias para 2016 acabar e já cansamos de dizer adeus a grandes astros e estrelas da música e do cinema. Já chega, não é mesmo?

Nos dois últimos dias faleceram Carrie Fisher, a princesa Leia de Star Wars, e sua mãe, a atriz da época de ouro do cinema, Debbie Reynolds.

A relação conturbada de mãe e filha não impediu que cada uma delas deixasse sua marca profunda na cultura popular.

Em homenagem a ambas, segue uma cena de "Cantando na Chuva" (1952):




segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Adeus, George Michael


O dia pós-Natal amanheceu triste com a notícia da morte de Georgios Kyriacos Panayiotou, mais conhecido como o ídolo pop dos anos 80 e 90, George Michael.

Polêmicas à parte, que afinal pareciam fazer parte fundamental de sua vida, não conseguiram empanar o talento e a obra de uma alma inquieta que nos deixou precocemente, aos 53 anos de idade.

Relembramos, em sua homenagem, dois clássicos - entre outros tantos - que permanecerão para sempre, "Careless Whisper" e "Father Figure":





quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Falece Bispo Tid, filho de Estevam e Sonia Hernandes


Após longa enfermidade, faleceu hoje Fellipe Daniel Hernandes, filho de Sonia e Estevam Hernandes, fundadores da igreja Renascer em Cristo, mais conhecido como Bispo Tid. 

Abaixo, a nota oficial do portal da denominação, o iGospel, que o homenageou com a ilustração acima:

Comunicado oficial da Igreja Renascer em Cristo

Nesta quarta-feira, o Senhor recolheu o nosso irmão, Bispo Tid

É com profunda tristeza que a Igreja Renascer em Cristo comunica que nosso amado irmão, Bispo Fellipe Daniel Hernandes, conhecido carinhosamente como Bispo Tid, foi recolhido pelo Senhor nesta quarta-feira, 14 de dezembro de 2016.

Filho amado do apóstolo Estevam Hernandes e da Bispa Sonia Hernandes, o Bispo Tid sempre foi um grande referencial de servo de Deus, homem que dedicou sua vida inteira à obra do Senhor nesta terra com muito amor e dedicação.

Seu exemplo e sua história de vida sempre estarão vivos e presentes em nosso meio. Seus familiares agradecem as orações e homenagens prestadas, na certeza que um dia todos nós estaremos juntos novamente na presença de Jesus Cristo.

“Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé.” (2º Timóteo 4.7).

Informações do velório e sepultamento:

O velório será realizado nesta quarta-feira (14), no Hospital Albert Einstein, a partir das 20 horas. O sepultamento está marcado para quinta-feira (15), às 10 horas, no Cemitério do Morumbi (Rua Dep Laércio Corte, 468).

São Paulo, 14 de dezembro de 2016



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