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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

As freiras peruanas que montaram uma banda de rock


É, "Mudança de Hábito" existe na vida real, que o diga a BBC Brasil, com vídeo mais abaixo:

O grupo de rock formado por freiras que já fez show para o papa

Uma banda de rock peruana composta totalmente por freiras virou uma sensação na internet - elas já se apresentaram até para o papa Francisco.

Segundo a irmã Mônica Nobl, o grupo musical, chamado Siervas ("Servas" em espanhol), se formou em um convento em Lima.

Conversando sobre música, as freiras perceberam que várias delas sabiam tocar diferentes instrumentos.

“As pessoas se esquecem de que as freiras eram pessoas normais antes de se tornarem freiras. Nós somos como você, nós ouvimos música pop e rock a vida toda”, disse a religiosa.

A banda compôs músicas e gravou vídeos que viralizaram - para encontrá-la nas redes sociais, basta procurar por @SiervasMusica.

As freiras se apresentaram para o papa Francisco durante uma visita dele ao México.

Depois disso, passaram a receber convites para se apresentar em diversos países.

“Nós vamos para onde Deus aponta. Não temos planos preestabelecidos”, contou a irmã Mônica Bobl.





sábado, 5 de março de 2016

Eike Batista paga R$ 700 mil para Iemanjá devolver sua fortuna


Depois dessa, se não der certo a mandinga, não duvido nada que algum "pastô" venda a "unção de Jonas" para o Eike por uns 600 "pila".

A informação é do Extra:

Eike Batista faz oferenda de R$ 700 mil a Iemanjá, e vidente diz: ‘Ele vai voltar ao topo’

No último dia 2 de fevereiro, Dia de Iemanjá, Eike Batista despachou no mar de Ipanema, na Zona Sul do Rio, uma oferenda que, se achada, poderia valer um tesouro. Aproximadamente R$ 700 mil foram gastos com a oferenda à rainha do mar. Eike foi aconselhado por dois videntes a “fazer as pazes com Iemanjá”. “Falei com ele que tudo o que havia tirado do mar teria que ser devolvido e agradecido. Tudo que ele explorou nos últimos anos estava ligado ao oceano”, diz um destes videntes, que prefere se manter no anonimato.

Eike chegou à Urca, também na Zona Sul do Rio, numa lancha grande, e encontrou um babalorixá à sua espera com a oferenda pronta. No barco foram colocadas flores, perfumes importados, garrafas de champanhe, imagem da entidade e 700 moedas de ouro. As moedas não têm um valor exato. Mas para se ter uma ideia, uma destas moedas comemorativas da Copa do Mundo de 2014 pode ser encontrada no mercado por R$ 1 mil.

O despacho aconteceu numa cerimônia muito íntima no mar de Ipanema, do qual só participaram Eike, a tripulação e o pai de santo. “Ele vai voltar a ser o homem mais rico do Brasil em questão de meses”, profetiza. Em junho de 2015, na primeira entrevista que deu após meses sem fazer declarações públicas, Eike Batista disse que sua dívida de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 4 bilhões, estava zerada e que ele iria recomeçar. O empresário, que já foi o sétimo mais rico do mundo segundo a “Forbes”, em 2011, no entanto, continua pedindo aos céus uma ajudinha extra, com um X bem grande.

Esta não é a primeira vez que Eike Batista recorre ao oculto, Supersticioso, o empresário chegou a ir para Cusco, no Peru, após oos conselhos de uma vidente carioca que o mandou alinhar os chacras e a fazer uma readaptação cósmica. O ex-marido de Luma de Oliveira ficou deitado por pelo menos cinco minutos no alto de uma colina, meditando sobre seu futuro. Depois disso, por indicação de um guia, chegou até uma mulher que fazia previsões com folhas de coca. Na mesma viagem, nos anos 90, deu de cara com um sol inca, numa barraquinha de souvenir, e teve a ideia de colocar aquele símbolo como logomarca de suas empresas.

“Ele vai voltar ao topo”

O mago Ubirajara Pinheiro é um velho conhecido de Eike Batista. Ele é responsável pela Casa do Mago, situada no Humaitá, na Zona Sul do Rio, frequentada por políticos e celebridades. É no templo que Eike costuma ir há anos em busca de alento espitirual. “Falo o que tenho para falar na lata, como falo para qulquer pessoa que busca esta casa. E avisei a ele de tudo o que aconteceria”, diz Ubirajara, que foi entrevistado pelo EXTRA.

O senhor aconselhou Eike Batista a fazer uma oferenda a Iemanjá?

O aconselhei assim como aconselho a todos. Eike sabe que é filho de Iemanjá com Oxóssi, Nossa Senhora e São Sebastião.

Mas precisava ser algo muito caro?

Quantidade não é questão de fé. A fé é maior sempre. Você pode me dar potes de ouro e uma broa de milho, que adoro, e eu preferir a broa...

O senhor acredita que Eike Batista estava endividado espiritualmente?

Você não retira o minério da terra sem agradecer, sem devolver a ela benfeitorias. Nem sempre estamos preparados para os castigos de Deus, e só vamos perceber o que fizemos depois.

Ele é um homem muito místico. Finalmente fez as pazes com as entidades?

Apesar de não ser um religioso, ele conta com luz de Luma (de Oliveira, ex-mulher do empresário). É na força dela que ele consegue a dele.

Ele vai voltar ao topo?

Vai. É questão de meses.



domingo, 26 de outubro de 2014

Eleição em cidadezinha peruana é decidida no cara-ou-coroa


Esperamos que as eleições brasileiras de hoje não precisem recorrer a este tipo de desempate.

A vila peruana tem o curioso nome de Pillpinto e a matéria é do Brasil Post:

Eleição em pequena cidade do Peru termina empatada e é decidida na "moedinha"

André Carvalho

Que a disputa de “cara ou coroa” já decidiu a classificação de equipes de futebol e de seleções nacionais em competições importantes, como Eliminatórias da Copa do Mundo, Olimpíadas e até mesmo em uma semifinal de Eurocopa, isto é sabido.

Nesta quarta-feira (22), porém, Pillpinto, cidade peruana da província de Paruro, próxima a Cuzco, foi palco de um inusitado desempate na “moedinha” e desta vez, os protagonistas não foram capitães de uma equipe de futebol e sim candidatos à prefeitura da cidade. Sim, o surreal pleito, vejam vocês, foi decidido na “sorte”.

Após empate em 236 votos na eleição realizada em 5 de outubro, o Júri Eleitoral Especial de Cuzco, decidiu que o desempate entre os candidatos Wilbert Medina, da Força Inca Amazônica, e José Cornejo Carpio, do Sempre Unidos, seria decidido no inusitado método.

“Medina, da Força Inca Amazônica, escolheu cara, enquanto seu adversário José Cornejo Carpio, do partido Sempre Unidos, preferiu coroa”, informou a Andina, agência estatal de notícias local.

O candidato derrotado, José Cornejo Carpio, não contestou o resultado. O vencedor, Wilbert Medina, por outro lado,disse que vai trabalhar para conquistar a confiança dos 236 eleitores que não votaram nele.



domingo, 22 de dezembro de 2013

25 anos sem Chico Mendes

Em maio de 2012, tive a oportunidade de realizar uma viagem sonhada desde a infância, até Macchu Pichu, por um meio que até bem recentemente era impossível: por rodovia.

No retorno de Cuzco a Cuiabá, fiz questão de entrar em Xapuri, no Acre, pequena cidade que fica a apenas 12 km da Rodovia Interoceânica, ou Rodovia do Pacífico, que liga o Brasil ao Peru.

Minha visita a Xapuri foi para conhecer o local onde viveu e morreu esse grande herói brasileiro, Chico Mendes.

Visitando o Acre, ainda que de passagem de ida e volta pela Amazônia brasileira/peruana, pude parar o suficiente para ver com meus próprios olhos a pujança da região, a alegria e as dificuldades do povo em lidar com a selva hostil, a complicada, animada e escancarada conurbação de Brasileia e Epitaciolândia com Cobija (Bolívia), a pacífica fronteira da simpática Assis Brasil com Iñapari (no Peru) conturbada pela "invasão" dos haitianos, e as chagas do desmatamento nas matas acrianas.

Como você percebe, trata-se de uma tríplice fronteira bem diferente daquela patrocinada por Brasil, Argentina e Paraguai na região de Foz do Iguaçu (PR), mas igualmente movimentada, só que em menores proporções.

Sim, existe vida no Acre, posso garantir pois eu mesmo tive o privilégio de constatar. Vida bela e aguerrida de um povo digno e alegre como há em qualquer outra região do Brasil. E, se existe vida nas franjas amazônicas do extremo oeste brasileiro, isso se deve - em grande parte - à luta de gente como Chico Mendes.



A foto acima é da casa de Chico Mendes, local onde ele foi assassinado exatos 25 anos atrás, e foi tirada por mim mesmo. Um registro para a história que serve também como minha homenagem a esse grande brasileiro.

A matéria abaixo é do Terra:

Há 25 anos, morria Chico Mendes, mártir do meio ambiente

Francisco Alves Mendes Filho levou um tiro no pátio de casa por defender seus ideais contra fazendeiros

Em 22 de dezembro de 1988, um tiro de espingarda disparado em Xapuri, no interior do Acre, ecoou por toda a Amazônia. Estirado no pátio de casa, assassinado a mando de fazendeiros, o seringueiro e sindicalista Francisco Alves Mendes Filho, conhecido como Chico Mendes, aos 44 anos, converteu-se em mártir da causa ambientalista, chamou a atenção do mundo inteiro para a proteção das florestas e promoveu o debate ecológico no Brasil.

Duas semanas antes, em entrevista ao jornalista Edilson Martins, Chico Mendes anunciou que estava sendo ameaçado de morte pelos irmãos Darly e Alvarinho Alves, da Fazenda Paraná. Contava, inclusive, com policiais militares que lhe faziam segurança 24 horas por dia. Mas tinha medo de que a proteção não seria suficiente. Estas foram suas últimas palavras na entrevista: "Se descesse um enviado dos céus e me garantisse que minha morte iria fortalecer nossa luta, até que valeria a pena. Mas a experiência nos ensina o contrário. Então eu quero viver. Ato público e enterro numeroso não salvarão a Amazônia".

No Jornal do Brasil, a matéria foi publicada três dias depois da morte do ativista. Pelo crime, Darly Alves da Silva, como mandante, e seu filho Darci, como executor, foram condenados a 19 anos de prisão. Em 1993, os dois fugiram da cadeia e só foram detidos três anos depois. Da pena, cumpriram seis anos em regime fechado. Então progrediram para o regime semiaberto e domiciliar.

De fato, o enterro de Chico Mendes não salvou a Amazônia. Porém sua morte, de forma trágica, fortaleceu a sua luta. Seus ideais ganharam manchetes, seu nome formou institutos de preservação da natureza, as políticas em prol do meio ambiente se fortaleceram, as Reservas Extrativistas se expandiram e as áreas de proteção ambiental se multiplicaram.

Na semana passada, o ativista foi reconhecido, por lei, como patrono nacional do meio ambiente. Em sessão solene na Câmara dos Deputados, sua filha, Ângela Mendes, apontou conquistas no Acre, onde 47% do território são reservas extrativistas, mas observou que ainda há muito o que fazer. "Meu pai nunca gostou de títulos. Por isso, eu ouso dizer, sem medo de errar, que o título de herói nacional e patrono do meio ambiente brasileiro só terá valor, de fato, quando não houver mais nenhuma morte por conflito de terra, quando não houver mais injustiças e ameaças contra aqueles que, de fato, defendem o meio ambiente", afirmou.

Foi justamente para defender o meio ambiente e os direitos dos seringueiros que Chico Mendes aprendeu a ler, aos 20 anos. Nascido em 15 de dezembro de 1944, em Xapuri, trabalhou desde criança no seringal Porto, com seu pai. Aprendeu desde cedo as injustiças que eram cometidas contra os trabalhadores da floresta – e contra a própria floresta. A partir de 1973, passou a se envolver em conflitos de terras com fazendeiros. Dois anos depois, criou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia. Então ganhou mais destaque ao promover os "empates", manifestações pacíficas de seringueiros que protegiam as árvores com o próprio corpo. Em 1977, fundou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri e foi eleito vereador na Câmara Municipal. Um ano depois, recebeu sua primeira ameaça de morte. Em 1980, foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores no Acre.

Com aumento da repercussão internacional a respeito da situação da Amazônia e dos seringais, representantes da Organização das Nações Unidas visitaram Xapuri em 1987. Lá presenciaram a devastação da floresta e a expulsão dos seringueiros provocadas por projetos financiados por bancos estrangeiros. Mendes chegou a levar as denúncias ao senado americano, sem falar uma palavra em inglês. E obteve êxito: os financiamentos foram suspensos. Assim, o ativista enfrentou outro problema: foi acusado de prejudicar o progresso do Acre, especialmente por fazendeiros e políticos da região. No ano de sua morte, ganhou o prêmio Global 500, oferecido pela ONU.

Desmatamento

Desde 1988, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais analisa e apresenta as taxas anuais do desflorestamento da Amazônia Legal. Naquele ano, 21.050 km2 de florestas foram devastadas. Em 25 anos, o desmatamento anual foi reduzido em mais de 70%. Em 2013, a destruição ficou em 5.843 km2, a segunda menor taxa da história, atrás de 2012.

De acordo com Danicley Saraiva de Aguiar, coordenador da Campanha da Amazônia do Greenpeace, a criação de gado segue como um dos maiores vetores de desmatamento. "Basta uma análise mais cuidadosa para percebermos que os rebanhos bovinos na região aumentaram nas últimas décadas, a taxas mais altas do que no resto do país. Mesmo que localizadamente, o cultivo de grãos continua sendo uma ameaça considerável, e com um forte potencial de destruição", explica.

Para o Greenpeace, que atua na proteção das florestas da região amazônica e se inspira nos ideais de Chico Mendes, essa melhora no índice não é suficiente. "Zerar o desmatamento da Amazônia deveria estar entre os interesses estratégicos do Brasil, pois lideramos um seleto grupo de países que dominam as maiores riquezas naturais do mundo e que, em vez de utilizá-las com sabedoria para gerar um ciclo sustentável de riqueza, ainda se utiliza de um modelo de desenvolvimento ecocida. O Desmatamento Zero está na essência de qualquer estratégia na qual a floresta é um ativo, e não um obstáculo", acredita Aguiar.



domingo, 29 de abril de 2012

Próxima parada: Machu Picchu



Comunico os amigos e irmãos que esta noite iniciarei uma pequena aventura há muito desejada. Voo à noite para Cuiabá, onde devo ficar amanhã aproveitando o calor cuiabano, para depois, com meu amigo e irmão Marcos, irmos de carro pela recém-pavimentada Rodovia Interoceânica até Cusco, aproximadamente 3.000 km depois, onde realizaremos um sonho de infância que é conhecer Machu Picchu.

Como vocês percebem, será uma aventura e tanto, passando pela Amazônia brasileira e peruana, subindo até 4.750m de altitude na Cordilheira e depois baixando até os 3.600m de Cusco e 2.600m de Machu Picchu. Tanto quanto possível, relatarei aqui (e postarei fotos) da viagem. O vídeo abaixo, com o perdão da medonha trilha sonora (que não é a minha - abaixe o volume) dá uma ideia das curvas e paisagens que teremos pela frente.

Enquanto isso, o blog já tem textos programados para serem postados nos próximos 15 dias, e qualquer problema durante esse período o co-editor Gustavo estará de prontidão para resolvê-lo.

Conto, portanto, com a torcida dos amigos e as orações dos irmãos para que possamos ir, ver e vir em paz e segurança.

Até breve, então!




sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Matança de pajés na Amazônia peruana teria motivação religiosa

Balsapuerto, um distrito da província do Alto Amazonas, na Região de Loreto no Peru, se transformou numa estação de caça aos pajés das tribos locais, já que 14 deles foram assassinados nos últimos 12 meses, sem que ninguém tenha sido condenado pelas mortes, embora não faltem testemunhas que indicam quem está por trás dos crimes, segundo informa o investigador Róger Rumrrill para a revista eletrônica Contacto Latino. O maior suspeito seria o próprio prefeito de Balsapuerto, Alfonso Torres, tido como autor intelectual dos assassinatos, que teriam sido executados por seu irmão Augusto, também apelidado de "Mata-Bruxos" ("Matabrujos"). A RPP Noticias os acusa de terem motivações religiosas para cometer os crimes, já que fariam parte de uma organização missionária evangélica que atua na região e que precisaria limpá-la da "feitiçaria" que existe por ali. O fato é que o clima de impunidade é um incentivo para que a hostilidade e as ameaças contra os pajés continuem crescendo e se radicalizando, e - além da nebulosa questão religiosa - o que não lhes faltam são inimigos, que reúnem um arco de grupo sociais que ninguém imaginaria ver juntos numa situação como essa. Movimentos sem-terra se unem a donos de terras, à população ribeirinha e aos poucos habitantes da cidade, geralmente comerciantes, para combater o xamanismo aborígene, utilizando para tanto de expedientes criminosos. Interesses econômicos se aliam a superstições da gente comum, que imputam a morte de pessoas às práticas xamânicas, autoridades políticas que não querem ver o seu poder contestado ou dividido, farmácias que não vendem seus produtos industriais por causa dos remédios naturais prescritos pelos pajés, missionários inescrupulosos que os veem como ameaça à sua pregação proselitista, todas essas coisas se acumulam e jogam contra os líderes religiosos dos povos Chayawitas, Shayabit, Jebero, Balsapuertino, Shiwila, Shawis, entre outros. Os curandeiros assassinados são em sua maioria da etnia Shawi. Não é de hoje que o conhecimento das poções e plantas da selva andino-amazônica é cobiçado pelas indústrias farmacêuticas, sendo que muitas delas são acusadas de biopirataria, ao aproveitar a sabedoria medicinal ancestral, transmitida ao longo de gerações das tribos indígenas, copiá-las e patenteá-las em seus países de origem sem qualquer retribuição ao povo de onde "roubaram" a informação. No caso da chacina dos pajés peruanos, uma região pobre, onde habita uma gente sofrida e supersticiosa, de um povo que já sofreu os horrores da Inquisição colonial e o extermínio que lhes foi infligido pelos europeus, mais um genocídio latinoamericano está em curso, e muito provavelmente, para nossa tristeza geral, ninguém os socorrerá. Ignorância, apesar da rima óbvia, não combina com tolerância. Abaixo, dois vídeos que tratam do tema:







quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Terremoto de hoje foi na fronteira entre Peru e Brasil

Pelo jeito os terremotos começam a ficar diários. Depois do sismo de ontem na Costa Leste dos Estados Unidos (que atingiu Washington e Nova York sem grandes danos), com intensidade de 5,9 graus na escala Richter, hoje a região atingida foi a da fronteira entre Peru e Brasil, com avaliação preliminar de 6,8 graus, e que teve seu epicentro a cerca de 205 km a oeste de Cruzeiro do Sul, no Estado do Acre, e a 82 km ao norte do vilarejo peruano de Pucallpa (já em território peruano, portanto). O abalo se produziu a 145 km de profundidade, segundo informam o Estadão e a Reuters. O sismo ocorreu às 14:45 h e foi identificado pelo serviço geológico norteamericano, o USGS. Não há relatos de vítimas ou danos sérios ainda, mas provavelmente não afetará muita gente, já que se trata de uma região pouco habitada e sem infra-estrutura urbana, a não ser que Pucallpa, com cerca de 270 mil habitantes, tenha sido muito atingida, embora não haja notícias neste sentido ainda. Problema terá o rabino Levin, de Nova York, para justificar o terremoto de hoje, já que o de ontem, na sua cidade, ele disse que foi causado pela aprovação do casamento gay no Estado de Nova York (vídeo abaixo). A não ser que alguma tribo indígena do Amazonas tenha seguido o mesmo caminho recentemente, sem ninguém saber...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Lima, capital do Peru, já tem seu Cristo Redentor

Seria ótimo se os políticos, em vez de levantarem estátuas de Cristo, procurassem pelo menos viver segundo seus ensinamentos. Ainda mais quando tem empreiteira brasileira participando da obra, não é mesmo? Afinal, o Peru não deve ter problemas graves que precisam de muito dinheiro investido. A notícia de mais essa megalomania latinoamericana despropositada vem do Terra:


García pede bênção ao Peru na inauguração do "Cristo Redentor"

O presidente do Peru, Alan García, pediu nesta quarta-feira a bênção de Deus para proteger o povo peruano na inauguração do "Cristo do Pacífico", uma estátua em Lima inspirada no Cristo Redentor, financiada pelo dinheiro do próprio governante e da construtora brasileira Odebrecht. O líder disse que o monumento busca prestar "uma homenagem a todos os peruanos que, em sua imensa maioria, acreditam em Deus e em seu filho Jesus Cristo".

Aos pés da estátua de Cristo de braços abertos em frente à baía de Lima, García explicou que queria erigir este monumento para lembrar "o quanto devemos pensar em servir aos demais e em nos preparar para a vida posterior". A obra de 22 metros de altura, que será embelezada por luzes de 26 cores, provocou uma série de comentários e críticas especialmente por parte da prefeita de Lima, Susana Villarán, que se queixou por não ter sido informada da colocação deste monumento sobre o morro solar do distrito de Chorrillos.

Em declarações aos jornalistas, García, que deixará o poder no dia 28 de julho, reiterou que nunca pensou que um tema assim suscitasse alguma crítica, pois não custou nada ao orçamento nacional, já que o presidente pagou do próprio bolso, além do financiamento do grupo Odebrecht.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Deputada italiana e presidente do Peru dizem que morte de Bin Laden foi obra de João Paulo II

Numa hora de comoção internacional como a que estamos vivendo hoje, horas após a anunciada morte de Osama Bin Laden, sempre aparece alguém com as declarações mais estapafúrdias e impensadas, como parece que é o caso da deputada italiana Michaela Biancofiore, que representa atualmente a Campania pelo PdL (Il Poppolo della Libertà - "O Povo da Liberdade"), partido presidido pelo atual primeiro-ministro italiano, o não menos polêmico magnata Silvio Berlusconi. Aproveitando o fato do Vaticano ter celebrado ontem a beatificação do papa João Paulo II, em cerimônia conduzida pelo papa Bento XVI, a deputada Biancofiore (que reside em Bolzano, província de Trentino-Alto Adige) disse que "a eliminação, por parte das forças dos EUA, do sheik do terror Osama Bin Laden, no dia seguinte ao da beatificação de João Paulo II pode ser lida como um novo e enorme milagre concedido ao mundo pelo papa mais amado, que tanto combateu a rede do terror", segundo noticia o site italiano Alto Adige. A nota da parlamentar acrescenta que "o mal é sempre acompanhado do bem. Depois do mal sempre aparecem o bem e a justiça universal, conforme demonstrado neste momento. O mundo do bem, as famílias das muitas vítimas dos atentados terroristas - especialmente o do 11 de setembro - e os povos democráticos não acreditavam mais na possibilidade de dar fim ao símbolo universal do ódio e do mal absoluto em que havia se transformado Bin Laden, mas a fé, a esperança, a raiva e o orgulho das forças do bem puderam ter ainda uma volta por cima, como a história do mundo nos confirma".

Já Alan Garcia, presidente do Peru, pra não ficar atrás na histeria coletiva, segundo noticia o jornal norteamericano The Washington Post, durante a inauguração de uma usina hidroelétrica nesta manhã de segunda-feira, disse que o primeiro milagre do papa (agora beato) João Paulo II "foi remover do mundo a encarnação do mal, a encarnação demoníaca do crime e do ódio, dando-nos a notícia que a pessoa que apagou do mapa as torres e os prédios já não existe mais". Alan Garcia ainda elogiou o ex-presidente George W. Bush por ter tomado a decisão de punir Bin Laden e não desistir até os "presentes frutos" de sua iniciativa, o que agradou muito o The Washington Post, que pertence a Rupert Murdoch, o ultraconservador mega-empresário que também é dono da Fox News.

Tanto a deputada italiana como o presidente peruano perderam uma excelente chance de ficar calados. Ao misturar religião num evento que tem repercussão com gigantesca carga explosiva, apenas jogaram combustível à fogueira. É muito provável que outras tantas pessoas estejam fazendo a mesma associação entre a beatificação de João Paulo II e a morte de Osama Bin Laden algumas horas depois, mas agora não é hora de cantar vitórias ou tripudiar sobre derrotas alheias, ou ainda expressar convicções íntimas que careçam de um mínimo de coerência com o assunto que domina as pautas da imprensa e as conversas nas ruas de qualquer cidade ou vilarejo do planeta hoje.

Pelo menos poderíamos sonhar um pouco e nos unirmos em busca de um objetivo comum: paz!

sábado, 17 de abril de 2010

Índios "cristãos" neonazistas? No Peru tem...

A notícia do site Operamundi bem que podia ser uma pegadinha de mau gosto ou um chiste de 1º de abril, mas infelizmente não é, pois no Peru, boa parte de indígenas descendentes dos incas são integrantes de um partido com a sigla INCA, que quer dizer (pasmem!) Igualdade Nacional Cristã Autônoma (!?!?), sendo, além de antisemita, antichileno, dadas as cicatrizes não curadas da Guerra do Pacífico (1879-1883), que envolveu Peru e Bolívia de um lado, e Chile do outro. Se há algum lado eventualmente bom nessa história relatada pelo artigo abaixo, deve ser mais um tormento pra Hitler no inferno, já que nem ossos o belzebu deixou pra se revirarem no túmulo:

Neonazismo no Peru: movimento racista poderá participar de eleições em 2011

Pouco mais de um ano antes das eleições gerais peruanas, um movimento político de inspiração neonazista foi inscrito no registro eleitoral nacional e estará apto para indicar candidatos a prefeito e governador em outubro de 2011.

O tribunal eleitoral peruano, chamado Jurado Nacional de Elecciones (JNE), inscreveu no dia 12 de março o INCA (Igualdade Nacional Cristã Autônoma) no Registro de Organizações Políticas. O líder do movimento é Ricardo de Spirito, conhecido por propagar ideais neonazistas por meio da internet e outros veículos de comunicação e que até 2007 vestia um uniforme idêntico ao usado pela tropa de assalto alemã nazista, a Sturmabteilung, ou SA.



O JNE explicou que a inscrição do INCA foi legal. A lei peruana não exige a apresentação de um estatuto para a inscrição de um movimento regional, só para os partidos políticos. No Peru, movimentos regionais são como pequenos partidos que só podem pleitear cargos menores, como prefeituras e governos estaduais.

Os único requisitos exigidos pelo JNE são um determinado número de assinaturas em apoio e a constituição de comitês partidários locais. Caso ninguém apresente queixas após a publicação da inscrição no Diário Oficial, o JNE registra a agrupação e conclui o trâmite.

Baseado na cidade de Tacna, na fronteira com Chile, o INCA tem como símbolo uma suástica, usada por De Spirito em uma agrupação prévia, a Fredeconsa (Frente de Defesa do Consumidor Contra a Agiotagem e Usura). Esse movimento, fundado em 2002, tinha uma premissa fortemente anti-semita e anti-chilena, especialmente contra bancos e outras entidades financeiras de origem judaica. De Spirito conduziu em 2005 um programa de rádio – Controvérsias – e entre 2003 e 2004, um jornal, El Nacionalista, ambos com temáticas neonazistas.

Para um setor da população peruana o argumento anti-chileno é atraente. Peru e Chile se enfrentaram em 1879 na Guerra do Pacífico e Santiago conquistou o departamento de Tarapacá e a província de Arica. Tacna é considerada uma região mais patriota, pois sofreu ocupação chilena depois da guerra, porém, com a assinatura do Tratado de Lima em 1929, o Chile aceitou que que voltasse a ser peruana. Atualmente os países mantêm uma disputa pelo limite marítimo no Tribunal de Haia.

Após o registro do INCA, De Spirito – que deseja concorrer ao governo de Tacna – recuou e disse não desejar mal à comunidade judaica ou usar símbolos nazistas. Segundo ele, as fotos em que aparece portando uma bandeira com a suástica são uma montagem. Além disso, o líder do INCA nega a autoria de diversos textos anti-semitas disseminados pela internet, com sua assinatura.

Reações

Em entrevista ao site peruano IDL-Reporteros, que revelou o caso no finald e março, o ex congressista Henry Pease – um dos autores da lei dos partidos políticos – lembrou que quando o projeto de lei foi debatido, entre 2002 e 2003, as exigências para os movimentos regionais foram menores do que para os partidos políticos. “Os movimentos regionais não podem apresentar candidatos para o Congresso ou presidência da República. Só podem concorrer a cargos de prefeito ou presidente regional (governo estadual)”, lembrou.

Para o cientista político Fernando Tuesta – presidente da ONPE (Organização Nacional de Processos Eleitorais) entre 2000 e 2004 – o JNE deveria reverter a inscrição do INCA.

Tuesta, que é um dos principais especialistas em temas eleitorais no país, explicou que o JNE pode não ter tido acesso a informações sobre De Spirito, "porém, após ter conhecimento do fato, o JNE não deveria se eximir de responsabilidade. Estou certo de se tivesse sido um grupo de fachada do Sendero Luminoso haveria maior reação e o tribunal teria anulado o registro. Porém, como a rejeição afeta poucos setores da sociedade peruana, deixaram o processo seguir”, opinou.

Antecedentes

De Spirito, 50 anos, foi militante do Apra (Aliança Popular Revolucionária Americana), partido mais antigo do Peru e do qual faz parte o atual presidente peruano, Alan García. Entre as frases que publicou no site da Fredeconsa, há uma de clara orientação anti-semita. “Os juros são uma diabólica invenção judia. Os juros fazem com que o judeu não coma a partir do suor da própria testa, mas da testa dos outros”.

“Os piores governos do Peru são os democráticos e os melhores, os chamados de ditaduras”, disse De Spirito durante um programa da TV Panorama, em 2007. “Minha admiração por Benito Mussolini passa por uma questão histórica e pela minha herança familiar [o pai do peruano é italiano]. O marxismo e o comunismo foram paridos nas sinagogas”, acrescentou durante o programa.

De Spirito também afirmou que o Peru e a Bolívia “estão condenados a desaparecer da face da terra pelas mãos do sionismo chileno, que deseja se apropriar de quatro elementos fundamentais: água do Titicaca, gás de Camisea, ouro de Tacna e Puno e o mais importante, o lítio”.

Após o IDL-Reporteros reportar sobre o movimento, o blogDe Spirito apagou tais declarações e no lugar publicou uma mensagem de desculpas.

Detenções

Em janeiro de 2005 a revista peruana Caretas publicou a propaganda anti-semita e anti-chilena de De Spirito e revelou que o líder do INCA tinha na ficha policial uma acusação de delito contra a ordem pública (reprodução abaixo).



O futuro candidato ao governo de Tacna foi procurado pela justiça sete vezes entre 2000 e 2006 por chantagem, difamação e perturbação da ordem pública. Ficou na cadeia de Pocollay de novembro 2006 até agosto 2007 por um caso de difamação grave contra um pequeno empresário chileno.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Stolen beauty

Notícia da Folha de S. Paulo informa que o governo peruano reclama a devolução de mais de 40 mil peças retiradas "temporariamente" de Machu Picchu por Hiram Bingham em 1912, e levadas à Universidade de Yale, nos EUA. Por sua vez, a Yale University afirma que pretende devolver apenas 384 peças do tesouro arqueológico e não reconhece a existência de outras milhares. Este qüiproquó envolvendo países de terceiro e primeiro mundo é apenas mais um no meio de tantos roubos artísticos e culturais envolvendo países e culturas que se julgam mais avançados e dignos do que os outros. É claro que há exceções, como o regime taliban no Afeganistão e sua caça aos tesouros arqueológicos das antigas civilizações que por lá passaram na ancestral Rota da Seda. Entretanto, as intervenções militares por lá e no Iraque mostram que um mercado paralelo de tesouros arqueológicos se aproveitou da queda de Kabul e Bagdá para abastecer os acervos públicos e particulares europeus e americanos. Afinal, antiguidades e, principalmente, fluidos, acima e abaixo do solo, são muito visadas no Oriente Médio.

Tudo isto, entretanto, me revela uma outra faceta do império do primeiro mundo, que opera no nível inconsciente de seus corações e mentes. Eles não se conformam que, abaixo do Equador, entre negros africanos e índios americanos, houve civilizações muito mais avançadas do que aquelas que existiam nas suas equivalentes européias da época. Os espanhóis não dizimaram os aztecas, maias e incas apenas para conseguir ouro, mas deve ter sido uma tremenda ofensa ao homem do século XV encontrar uma civilização nova (e não cristã, diga-se de passagem) muito mais moderna do a que ele tinha deixado um oceano atrás. Da mesma maneira, toda e qualquer descoberta arqueológica que contrariasse o "destino manifesto" anglo-saxão de controlar o mundo, deveria ser imediatamente levado às suas universidades e aos seus museus, e por lá deveria ser escondida (perdão... "protegida"). Não é à toa que milionários americanos montam suas fundações com tesouros vindos do Egito, Sudão, Peru, Bolívia, etc. A beleza do mundo é roubada escancaradamente, e eles nem se envergonham por isto. E os corruptos somos nós...

sábado, 22 de março de 2008

Cólera en Sudamérica

Continuando nossa série cômica sulamericana, aquela já estrelada por Evo Morales e Maradona (Los 'Fanfarrones'), notícia do UOL dá conta de que Juvenal Silva, presidente do Cienciano, equipe de Cuzco, Peru, quer processar o presidente do Flamengo, Márcio Braga, pela campanha deste contra as partidas de futebol nos altiplanos andinos. Ainda segundo a notícia, "o dirigente afirmou para a agência oficial Andina que inclusive recorrerá às instâncias internacionais para denunciar que Braga prejudica a imagem do Peru ao exterior ao causar temor entre os turistas que visitam Cuzco, o principal destino arqueológico da América do Sul". Nada contra a alta, bela e histórica Cuzco, e sua divina vizinha Macchu Pichu, mais próxima ainda das nuvens, mas o buraco é mais embaixo. Nenhum turista vai às duas cidades para jogar 90 minutos de uma partida de futebol sem oxigênio suficiente. Pelo contrário, todo turista é, por definição, um bobo preguiçoso, sempre pronto para duas coisas: descansar e ser enganado, de preferência, comprando por 100 o que vale 10 (e se dizendo maravilhado com tudo isso). Também não se justifica essa tournée internacional do Márcio Braga contra nuestros hermanos que viven más allá del cielo. Que reclame e deixe que a FIFA decida. Se fizer mais do que isso, também se enquadra na categoria turismo pago pelo bolso dos rubronegros. Agora, acá entre nosotros, este episódio só consagra a opinião de que futebol e literatura estão muito mais próximos do que parece. Un hispanoamericano que se llama Juvenal yo sólo había leído en "El Amor en los Tiempos del Cólera", de mi querido Gabriel García Márquez. Precisamos arreglar uma Firmina para ele urgente!!! Antes que Florentino del Flamengo la encuentre...

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