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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Bolsonaro confirma "banana" aos fãs evangélicos

Conforme havíamos repercutido aqui em novembro de 2016, parece que o deputado federal Jair Bolsonaro escolherá outro partido que não o evangélico PSC para se candidatar às eleições presidenciais do ex-país que um dia foi conhecido como Brasil, em 2018, se é que o calendário eleitoral será respeitado nesta ex-nação ou se o ex-Brasil chegará até lá.

Resta saber como ficarão seus "adoradores" evangélicos, ou melhor, como ficará o seu atual partido, o PSC, já que o eleitorado gospel certamente se bandeará para o candidato paradoxalmente defensor da tortura e contrário ao aborto por respeitar o "dom da vida".

O puro e santo evangelho de Jesus Cristo, este sim - não se preocupe-, passará bem longe de mais essa empreitada dita "evangélica".

De qualquer maneira, haverá viúvas na política, do PSC ou do mundinho varonil gospel. Até o Eymael (o "democrata cristão") rejeitou o Bolsonaro, vocês acreditam?

A saída, então, é ressuscitar o Enéas ("meu nome é Enéas!") e seu Prona.

Basta um polpudo fundo partidário para que milagres assim aconteçam...

A matéria é do Congresso em Foco:

Bolsonaro acerta filiação ao PEN para disputar a Presidência

Pré-candidato à Presidência, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) acertou sua transferência para o Partido Ecológico Nacional (PEN). Os três filhos dele com mandato político – o também deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), o deputado estadual Flávio Bolsonaro e o vereador do Rio Carlos Bolsonaro – devem seguir o mesmo caminho. A filiação deve ser assinada em duas semanas, segundo dirigentes da legenda.

Para se adequar ao perfil mais conservador do eleitorado de Bolsonaro, o PEN prepara mudança de nome. A tendência é que ressuscite o Prona, partido do recordista de votos na Câmara, Enéas Carneiro (SP), eleito em 2002 com o apoio de 1,57 milhão de eleitores. Enéas também disputou a Presidência três vezes (1989, 1994 e 1998). Outras denominações são estudadas pelo PEN, como Partido da Defesa Nacional ou Pátria Amada Brasil.

A saída de Bolsonaro do PSC foi antecipada em novembro do ano passado pelo Congresso em Foco. A relação do parlamentar com o presidente da sigla, Pastor Everaldo, que disputou a eleição presidencial em 2014, estava desgastada. Everaldo resistia a garantir ao deputado legenda para concorrer ao Planalto em 2018. Bolsonaro também estava contrariado com a coligação do PSC com o PCdoB e o PT em alguns municípios em 2016.

O deputado confirmou o acerto com o PEN em entrevista ao site O Antagonista. “Houve (o acerto). É verdade”, declarou. “É igual a um noivado. Você marcou a data do casamento. Em 99% das vezes, você casa”, emendou. Os números do PEN, por enquanto, são discretos: tem três deputados federais, 14 prefeitos e 13 deputados estaduais. Como mostra a nova edição da Revista Congresso em Foco, o deputado também tem produção legislativa pífia em seus 26 anos de mandato na Câmara.

Registrado em 2012, o PEN tem forte ligação com os evangélicos e chegou a oferecer abrigo à ex-senadora Marina Silva quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou a criação da Rede a tempo de ela disputar a eleição presidencial de 2014. Marina optou pelo PSB, em aliança com o então candidato Eduardo Campos (PSB), falecido em agosto daquele ano em um desastre aéreo. Com a morte de Campos, ela deixou a condição de vice para assumir a vaga dele e terminou a disputa na terceira colocação.

Há duas semanas Bolsonaro disse que namorava alguns partidos e que seu provável destino seria o PSDC, presidido por José Maria Eymael, que disputou a Presidência da República quatro vezes (1994, 2006, 2010 e 2014). Mas o flerte não foi correspondido. Por meio nota, a Executiva do Diretório Nacional da legenda negou que tivesse interesse na filiação do deputado: “Não existem esses entendimentos e não há interesse da Democracia Cristã”. Além disso, o partido afirma que terá candidato próprio nas eleições de 2018 e que a escolha se dará “entre os seus atuais filiados”, que será indicado no 7º congresso nacional da sigla a ser realizado em agosto.



quinta-feira, 8 de junho de 2017

Presidente do PSC jovem perde cargo após enviar "nudes"


PSC é aquele partido que se diz cristão e abriga na sigla muitos evangélicos como Pastor Everaldo (ex-candidato à Presidência da República) e o deputado federal Marco Feliciano.

A matéria é do BrasilPosts:

Presidente do PSC Jovem perde o cargo após enviar nude: 'Levarei na esportiva'

Na última segunda-feira, o PSC (Partido Social Cristão) anunciou o desligamento Caíque Marcatt do cargo de presidente do PSC Jovem. Recentemente, ele foi acusado por uma das coordenadoras do movimento Direita São Paulo de enviar fotos de suas partes íntimas durante uma discussão via Facebook, após Caíque ser duramente criticado em postagens do grupo militante.

(a troca de mensagens e a foto borrada podem ser vistos no link indicado acima)

Em nota, o partido “reafirma seus ideais cristãos democráticos e de profundo respeito ao ser humano” e informa que o advogado Samuel Oliveira (PSC-DF), até então secretário do PSC Jovem, passa a ocupar o cargo de presidente.

Nascido em Guarulhos (SP), Caíque tem 31 anos, e é filiado ao PSC desde 2006. Em 2010 atuou como líder do grupo jovem suprapartidário da campanha de Geraldo Alckmin na disputa a Governo do Estado.

Caíque, que é casado e tem filhos, vem ironizando nas redes sociais tanto a denúncia feita pela dirigente do movimento Direita São Paulo como também a decisão do PSC de afastá-lo de seu cargo.



Em uma postagem do Direita São Paulo, Caíque diz que vai levar a situação “na esportiva”: “Não precisa a intenção criminosa de vocês não vai me levar a tristeza e degradação como acontece com a maioria das vítimas desse tipo de crime que fizeram comigo, meu psicológico é mais forte do que vocês possam imaginar e levarei essa situação na esportiva, para vocês foi mais uma vitória para mim apenas um acontecimento”.

Há um mês, em seu Instagram, Caíque postou uma declaração de amor à mulher, com uma foto de seu casamento: “Em meu olhar brilha o desejo de estar sempre a seu lado”.





sábado, 6 de maio de 2017

Pastor batista demitido da presidência da FUNAI culpa pressões políticas

Cacique Raoni com pastor Antônio Fernandes: parceria que alguns "homens brancos" não gostaram. 

Conforme havíamos comentado aqui em janeiro deste ano, o pastor havia sido nomeado por indicação do PSC, partido que abriga, ao que parece, tudo o que há de pior no governo Temer, inclusive ruralistas e militares seguidores de Bolsonaro.

Parece também que o pastor Antônio Fernandes era uma rara e decente exceção.

O portal G1 da Globo, por exemplo, destaca que ele afirmou que "não compactua com os malfeitos do governo federal em relação às causas indígenas". 

É tão raro - hoje em dia - ver um evangélico preocupado com os pobres, os fracos e os oprimidos, que a gente até se assusta, não é mesmo?

A informação é da Agência Brasil:

Ex-presidente da Funai diz que foi exonerado por rejeitar “ingerência política"

Alex Rodrigues

Exonerado hoje (5) da presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai), Antônio Fernandes Toninho Costa atribuiu sua saída do cargo à “ingerência política” e à incompreensão de setores do governo sobre o papel institucional da fundação. Em entrevista coletiva, Costa criticou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Osmar Serraglio, e o líder do governo na Câmara dos Deputados, André Moura (PSC-SE), e disse que foi impedido de executar o que estabelece a Constituição.

“Há uma incompreensão por parte do Estado, que não entende que o papel do presidente [da Funai] é defender as políticas indígenas. Foi isso que eu fiz desde meu primeiro momento no cargo. Creio que isso deve ter contrariado alguns setores”, afirmou Costa na entrevista, concedida na calçada em frente à sede da fundação, em Brasília.

Costa disse que foi pressionado para contratar pessoas sem a devida qualificação técnica, por indicação do líder do governo, André Moura. mas que não aceitou as indicações. "A Funai é composta por cargos técnicos, por servidores concursados”, afirmou Costa. Ele considerou preocupante a situação dos povos indígenas e disse que há risco de a Funai ser extinta.

“A Funai está fragilizada. Ela foi esquecida pelo Estado brasileiro, não só pelo atual governo, mas também pelos anteriores, que deixaram a instituição em uma situação caótica”, ressaltou Costa, que estava no cargo desde janeiro. Formado em odontologia, ele é especialista em saúde indígena. Entre 2010 e 2012, foi coordenador-geral de Monitoramento e Avaliação da Saúde Indígena na Secretaria Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde.

Costa acusou o ministro Osmar Serraglio de representar os interesses dos ruralistas na pasta da Justiça, à qual a Funai está subordinada,. “Ele está sendo o ministro de uma causa que defende no Parlamento”, afirmou o ex-presidente. Como deputado pelo PMDB do Paraná, Serraglio foi relator de proposta que transferiria a atribuição de demarcar terras indígenas da Funai para o Congresso Nacional – o que, para o movimento indígena e entidades que o defendem, é uma forma de barrar a demarcação e o reconhecimento de novas áreas.

Pastor evangélico e ex-assessor parlamentar, Costa reagiu à avaliação do governo de falta de eficiência na Funai, criticando o recente corte no Orçamento federal, que afetou a fundação. Segundo ele, desde março, a Funai recebe os recursos previstos necessários para manter suas ações e projetos.

A presidência da Funai será ocupada interinamente pelo atual diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai, general Franklimberg Freitas.

Outro lado

Em nota, o ministro Osmar Serraglio justificou a exoneração de Costa afirmando que a Funai precisa de uma atuação “mais ágil e eficiente” e destacando que todos os órgãos do governo foram impactados pelo contingenciamento de recursos federais. Ao citar exemplos de “questões que demandam soluções e ações urgentes”, Serraglio citou o desbloqueio de rodovias e a falta de providências, pela Funai, para permitir que uma linha de transmissão de energia elétrica seja instalada em terras indígenas na Amazônia para garantir o abastecimento à população de Roraima.

A Agência Brasil não conseguiu contato com o líder do governo na Câmara dos Deputados, André Moura.

Edição: Lidia Neves



segunda-feira, 17 de abril de 2017

Levantando a bola: "pastor" Everaldo apoiou Aécio "pelo fim da corrupção" em 2014



É, a internet deixa rastros nem sempre honrosos, conforme você pode ver pelo tuíte abaixo, do então candidato "pastor" Everaldo, agora denunciado pela Odebrecht como beneficiário de R$ 6 milhões de reais para que ajudasse seu então (supostamente) oponente Aécio a ganhar as eleições presidenciais de 2014.






Não dá mais pra negar a autoria da declaração em questão porque ela foi referenciada pela  
BBC Brasil na época, viu....

Chato isso, não é mesmo?

Mas é também no Twitter que o ex-candidato tem procurado se defender com os seguintes argumentos:




Avalie você mesmo a defesa do "pastor". Te convence?

De qualquer maneira, certamente ele terá oportunidade de se defender nas instâncias competentes para dar ao caso o destino que lhe cabe.




domingo, 16 de abril de 2017

A dobradinha Aécio - Pastor Everaldo nos debates das eleições de 2014


O vídeo abaixo foi editado e publicado no youtube logo após os debates das eleições presidenciais de 2014. 

Dois anos e meio atrás, portanto. 

Premonitório?

Não. É que agora a gente sabe por quê e quem pagou tanto amor, não é mesmo?

Confira:




sábado, 15 de abril de 2017

Delator da Odebrecht diz que "pastor" Everaldo queria "vender" voto evangélico


O vídeo da delação premiada do ex-executivo da Odebrecht, Fernando Reis, sobre o tal "pastor" Everaldo é um escândalo, para dizer o mínimo.

Não se iluda com o nome ilusório "delação premiada". De "prêmio", só a redução da pena a quem delata, mas estamos falando de bandidagem, de criminosos que utilizaram dinheiro de procedência duvidosa com fins escusos, como é o caso da Odebrecht e seus executivos.

Qualquer político que se relaciona com eles, sabe bem com quem está falando...

No caso em questão, primeiramente, o delator afirma que o caso de Everaldo é um dos que mais demonstram como a própria empresa achacadora, a Odebrecht, perdeu o controle do esquema de corrupção.

Depois diz que quem lhe apresentou Everaldo foi o arroz-de-festa da corrupção gospel, o ex-deputado evangélico Eduardo Cunha, e que Everaldo tinha elaborado complicadas estatísticas sobre o destino de 26 milhões de votos evangélicos e quantos deles ele podia trazer para si ou direcionar segundo seu bel prazer.

Pasme: Everaldo se julgava "dono" de 8 milhões de votos evangélicos no país e tinha um discurso privatista que coincidia com a visão econômica de mundo da Odebrecht.

Houve várias outras reuniões em que Everaldo estava sempre acompanhado de Rogério Vargas, que o delator não sabia precisar se era secretário e/ou tesoureiro do partido (PSC - Partido Social Cristão).

Foi feito o primeiro pagamento pela Odebrecht no valor de R$ 1 milhão e, a partir daí, segundo o delator afirma, o ciclo começou a ficar vicioso, conforme o nome de Everaldo aparecia com pequenos índices nas primeiras pesquisas eleitorais para as eleições presidenciais de 2014.

Houve uma segunda contribuição, então, também de R$ 1 milhão e também como "caixa 2", com os codinomes "zelota" e "aquário 2", este último em referência ao símbolo do PSC, que é um peixe, e esses valores foram sempre entregues no escritório de advocacia do Sr. Rogério Vargas.

Conforme Everaldo foi crescendo nas pesquisas, chegando a ter algo em torno de 4,5 a 5% das intenções de voto, as "doações" foram subindo até alcançar o montante de R$ 6 milhões.

A Odebrecht chegou a orientar Everaldo a reforçar seu discurso privatista na entrevista que deu ao Jornal Nacional da Rede Globo de TV em 19 de agosto de 2014, mas com o acidente aéreo que matou o candidato Eduardo Campos (do PSB - Partido Socialista Brasileiro) pouco depois, e com a consequente ascensão de Marina Silva ao seu posto de candidato pelo PSB, praticamente todo o eleitorado evangélico migrou para a candidata, levando Everaldo a desaparecer nas pesquisas.

Everaldo teria percebido o golpe e a Odebrecht, sentindo-se "credora" do candidato, pediu-lhe que utilizasse o seu tempo no debate para ajudar Aécio Neves, do PSDB, fazendo perguntas "inócuas" e "escadas" para que o tucano pudesse ter mais tempo e se saísse bem para - assim - chegar ao segundo turno com Dilma, do PT.

Aí estaria, segundo o delator Fernando Reis, a "distorção" na "política de contribuições" da Odebrecht: era um valor muito grande ofertado a "quem tem muito pouco pra dar". A seu ver, esta foi uma "avaliação errada".

Veja a íntegra da delação especificamente quanto ao "pastor" Everaldo:




sexta-feira, 14 de abril de 2017

Balaão gospel: Odebrecht diz que pagou para Pr. Everaldo ajudar Aécio em debate na TV

Tutti buona gente...

Balaão, para aqueles que não leram a Bíblia, é o "profeta de programa" que foi pago para maldizer o povo de Israel em Números, capítulo 22.

Balaão anda fazendo muito sucesso ultimamente nas igrejas ditas "evangélicas" no Brasil. Já tivemos oportunidade de constatar este fenômeno e "homenageá-lo", sob diferentes ângulos, nos artigos:

As jumentinhas de Balaão (agosto de 2009)


Pois agora, entre tantas outras "profetadas", chega a notícia de que o "pastor" Everaldo, candidato do PSC à presidência do país em 2014, teria recebido propina para ajudar Aécio Neves, então candidato do PSDB, em um debate televisivo realizado às vésperas do 1º turno daquelas eleições.

Curioso que o delator confessa que o pagamento a mais esse Balaão tupiniquim foi “muito grande para quem tem muito pouco para dar”.

Muitos - mas muitos mesmo - "evangélicos" brasileiros copiaram a oração franciscana e se comportam agora na base do "é dando que se recebe". Que fase, meu Deus!!!

Espere sentado um pedido de perdão dos "pastores" e "portais" que te venderam a ideia de que certos "evangélicos" eram "santos".

Aliás, bem que a Lava-Jato podia chegar naquelas "ovelhinhas" que trabalhavam como formiguinhas para viralizar vídeos e artigos que favoreciam determinados candidatos, não é mesmo?

Será que algum daqueles "irmãos" tão "éticos" eram pagos pra isso?

Afinal, haveria mais blogs, portais, igrejas, "pastores", denominações e bocas que a Odebrecht teria alugado para seus amigos tucanos?

Gente que põe a política à frente da fé, cuja ideologia os define, "cujo deus é o ventre, cujo destino é a perdição" (Filipenses 3:19).

Pode ser que a resposta a essas perguntas não sejam conhecidas nesta vida, mas na vindoura, meus amigos,  pois guardai-vos: "Sua nudez será exposta e sua vergonha será revelada. Eu me vingarei; não pouparei ninguém" (Isaías 47:3 - NVI).

Só que aqui neste país cruel existem tantos bandidos graúdos que vai ser difícil, para não dizer impossível, chegar na mão-de-obra da ralé gospel, fiquem tranquilos!

Ou nem tanto...

A matéria é do G1 Operação Lava-Jato:

Odebrecht pediu a Pastor Everaldo para ajudar Aécio em debate de 2014, diz delator

Delator Fernando Reis afirmou em depoimento que empreiteira contribuiu para a campanha de Everaldo e sugeriu a ele que fizesse perguntas para ajudar tucano a chegar ao segundo turno.

O executivo Fernando Reis afirmou em depoimento de delação premiada que a empreiteira Odebrecht orientou em 2014 o então candidato a presidente Pastor Everaldo (PSC) a ajudar o candidato do PSDB, Aécio Neves, em um debate entre os presidenciáveis realizado durante a campanha.

Reis não informa qual foi o debate nem se Aécio tinha conhecimento do pedido. Segundo ele, o objetivo da empresa com a manobra foi “dar mais visibilidade” para o candidato tucano durante o debate e ajudá-lo a garantir vaga no segundo turno para disputar com a então presidente Dilma Rousseff, que concorria à reeleição.

O G1 falou por telefone com Pastor Everaldo, mas ele disse que não poderia dar entrevista naquele momento porque estava em uma reunião. Também procurou a assessoria de Everaldo, mas não conseguiu contato.

Fernando Reis afirmou que a Odebrecht repassou R$ 6 milhões para a campanha de Pastor Everaldo, a quem disse ter sido apresentado pelo ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

De acordo com o delator, após a morte de Eduardo Campos, candidato a presidente pelo PSB, os votos da comunidade evangélica migraram para Marina Silva, que o sucedeu como candidata. "Aí, ele [Everaldo] praticamente desapareceu nas pesquisas", disse.

Segundo Reis, Pastor Everaldo “tinha uma rixa com o PT”, partido de Dilma Rousseff, e “a ideia” da Odebrecht com o pedido de ajuda foi “ajudar Aécio a chegar num segundo turno”.

"Como a gente se sentia credor por ter contribuído tanto para a campanha dele, nós sugerimos a ele que usasse o debate sempre para perguntar ao candidato Aécio porque aí daria mais tempo ao Aécio. E analisando a transcrição do debate do primeiro turno se nota que ele fez perguntas absolutamente simples e inócuas para que o candidato Aécio pudesse ter tempo na televisão", afirmou.

Reis disse que a Odebrecht não tinha um candidato de preferência, "mas existia a intenção de ajudar aos dois [Dilma e Aécio] e eu acho que a ideia nesse momento era ajudar o Aécio a chegar ao segundo turno".

O delator afirma que a empresa concluiu depois que a contribuição à campanha de Everaldo foi “muito grande para quem tem muito pouco para dar”.

“A gente achou que ele poderia ter uma grande quantidade de votos. Mas foi uma avaliação completamente errada”, disse.



sábado, 21 de janeiro de 2017

Temer nomeia pastor batista para presidência da FUNAI


A informação é do portal Amazônia Real:

Governo Temer nomeia pastor a presidente da Funai e inclui um general do Exército na equipe, ambos do PSC

Elaíze Farias
12/01/2017 20:56

A indicação do pastor Antônio Toninho Costa (de blusa branca) ocorre em meio a exigência do governo para acelerar obras do PAC paralisadas por causa de demarcação de terras (Foto: Reprodução Youtube)

O Ministério da Justiça anunciou nesta quinta-feira (12) a nomeação do dentista, assessor parlamentar e pastor evangélico Antônio Fernandes Toninho Costa para presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), cargo que estava sendo ocupado interinamente há sete meses após a exoneração do ex-senador João Pedro Gonçalves (PT). O nome do pastor Antônio, como é conhecido na Primeira Igreja Batista no Guará, em Luziânia, em Goiás, é uma indicação do Partido Social Cristão (PSC).

Em um rápido contato com agência Amazônia Real, o pastor Antônio Toninho Costa disse que tinha “25 anos de militância nas políticas indígenas” e destacou ser especialista em Saúde Indigenista. Disse ainda que daria entrevista após a publicação de sua nomeação no Diário Oficial da União (DOU).

O Ministério da Justiça disse que a nomeação de Antônio Toninho Costa, que já atuou na questão indígena pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde, será publicada nesta sexta-feira (13) no DOU. Atualmente, ele trabalhava como assessor parlamentar do PSC na Câmara dos Deputados.

O nome de Antônio Toninho Costa foi anunciado pelo Ministério da Justiça menos de 24 horas após o presidente da República Michel Temer exigir do ministro Alexandre de Moraes que resolvesse a questão da Funai durante a reunião que discutiu a retomada do crescimento econômico nesta quarta-feira (11), em Brasília. Na reunião, Temer foi comunicado que haviam obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) inacabadas ou paralisadas por causa da demarcação de terras indígenas. Segundo a Globonews, nesta ocasião, Temer foi avisado que a Funai não tinha um presidente efetivo.

Tudo indica que o governo do presidente Temer escolheu o nome do pastor Antônio Toninho Costa por ser, aparentemente, mais técnico, já que a intenção sempre foi colocar um general do Exército na presidência da Funai, como queria o PSC. Ainda assim, um militar foi nomeado para um outro cargo da Funai. O Diário Oficial desta quinta-feira (12) publicou a nomeação pelo ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, do general do Exército Franklimberg Rodrigues de Freitas para o cargo de Diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai.

O general Franklimberg, que é assessor do Comando Militar da Amazônia, em Manaus, foi indicado, em agosto passado, para ser presidente da fundação pelo PSC, partido presidido pelo Pastor Everaldo Nascimento, que defende as bancadas ruralista e evangélica.

Desde a entrada de Temer no Planalto, o PSC lidera um movimento com indicações de militares para a Funai. Antes, o partido indicou o general Sebastião Roberto Peternelli, mas o governo acabou desistindo depois da reação do Movimento Nacional Indígena e de organizações que defendem os direitos indígenas e os direitos humanos. Lideranças indígenas também rejeitaram o nome do general Franklimberg.

Na Funai, o general Franklimberg vai ocupar o cargo no lugar de Antônio Nobre Mendes, funcionário de carreira e que foi exonerado pelo ministro Eliseu Padilha da Diretoria Promoção ao Desenvolvimento Sustentável. Entre os meses e junho a setembro, Nobre ocupou interinamente a presidência da fundação. Ele foi afastado da presidência, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, após repudiar, em nota oficial da Funai, a organização dos Jogos Paraolímpicos Rio 2016 por promover ofensas aos povos indígenas do Brasil. No lugar de Nobre, assumiu a Funai o interino Agostinho do Nascimento Netto, assessor especial do Ministério da Justiça.

Em declaração à reportagem da Amazônia Real, o general Franklimberg Ribeiro de Freitas disse que vai viajar para Brasília (ele não disse a data) para saber os procedimentos de sua posse no cargo.

A mudança no comando da Funai acontece em meio aos protestos que ocorrem desde o ano passado contra propostas do governo do presidente Michel Temer de alterar o processo de demarcação de terras indígenas e reestruturar a fundação. Na reestruturação, o governo prevê, conforme apurou a reportagem, um novo arranjo na fundação, que inclui uma eventual transferência do Departamento de Proteção Territorial, responsável pelo sistema de demarcação das terras indígenas, para a Casa Civil, hoje chefiada pelo ministro Eliseu Padilha.

Conforme o Ministério da Justiça, Antônio Fernandes Toninho Costa é graduado em Odontologia pela Universidade Federal de Alfenas (1995), com especialização em Saúde Indígena pela Universidade Federal de São Paulo (2010). Entre os anos de 2010 e 2012, foi coordenador-geral de Monitoramento e Avaliação da Saúde Indígena na Secretaria Especial de Saúde Indígena.

Desde maio de 2016, Antônio Toninho Costa era assessor parlamentar pelo PSC na Câmara dos Deputados, trabalhando como assistente técnico da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, presidida pelo deputado Victório Galli (PSC/MT). Também foi assessor técnico na Comissão de Legislação Participativa da Câmara (2015) e na Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara (2014).

Costa atuou como Consultor da Organização Pan-americana para Saúde Indígena (2009) e do Departamento de Saúde Indígena da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (2002/2005). Entre 2005 e 2009, trabalhou na ONG Missão Evangélica Caiuá, na saúde indígena.

Conforme apurou a agência Amazônia Real, como pastor evangélico, Antônio Toninho Costa é dirigente da Primeira Igreja Batista no Guará em Jardim Bandeirante, no município de Luziânia, em Goiás, fundada em 2006. A igreja é uma congregação da PIBGuará, que foi fundada em 1963, em Brasília. Hoje tem membros nos municípios de Benjamin Constante, no Amazonas, e em Islândia, no Peru. A PIB trabalha com a Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira, criada em 1907.

Repercussão entre indígenas

A nomeação do pastor Antônio Toninho Costa surpreendeu o Movimento Indígena Nacional. Estava sendo cotado para assumir o cargo de presidente da Funai o indígena Sebastião Manchineri, filiado ao DEM do Acre. Foi indicado também Noel Villas-Bôas, advogado do PSDB de São Paulo, filho do sertanista Orlando Villas-Bôas.

Nos últimos meses, Sebastião Manchineri recebeu apoio de várias organizações indígenas do país, que divulgaram notas em favor de sua nomeação, entre elas a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab). Em grupos de Whatsapp, lideranças se mostraram céticas em relação à nova gestão da Funai e já falam em intensificar as mobilizações.

Procurado pela reportagem, Sebastião Manchineri se mostrou frustrado com a decisão do governo de Michel Temer, apesar de todas as articulações que vinha realizando em Brasília e do apoio das lideranças indígenas, mas disse que não desistiu.

“Se vão nomear (Antônio Toninho Costa), não vamos desistir de tirar o que é nosso. Assim como eles acham que têm direito de impor, para nos intimidar, evangelizar, diminuir, oprimir, nós temos o direito à liberdade e a dignidade de defender a nossa autenticidade, princípios, valores e continuidade. Se é um jogo, vamos jogar. Se é para ser feito assim, vamos fazer”, disse Sabá.

Manchineri afirmou que nasceu com a missão de “lutar e buscar e defender aquilo que seja humano e digno” e que não vai apoiar “a exploração em detrimento da vontade e do interesse dos exploradores e das pessoas que vivem da miséria dos outros”.

Em entrevista à Amazônia Real, Nara Baré, vice-coordenadora da Coiab, afirmou que a decisão do governo confirma o retrocesso denunciado pelos indígenas nos últimos meses. Para ela, a governo Temer está tentando usar a Funai como manobra contra os próprios indígenas.

“Não vamos permitir que nosso próprio órgão indigenista, que existe para proteger e promover nossos direitos, venha contra nós”, disse Nara Baré.

Marcos Apurinã, representante dos povos indígenas de Rondônia no Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI), comentou a nomeação de Franklimberg Rodrigues de Freitas no cargo de diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável.

“Conversamos com ele anteriormente e me pareceu despreparado. Ele nos disse que só assumiria um cargo na Funai se fosse como presidente. É estranho que agora ele tenha aceitado uma diretoria. O que me parece é que ele assumiu para complicar a vida dos povos indígenas”, disse Apurinã.

Segundo a liderança, no cargo de Diretor de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável, Franklimberg Ribeiro de Freitas terá poder de autorizar licenciamentos sobre grandes obras, como hidrelétricas e rodovias. Para Apurinã, somente alguém comprometido com os povos indígenas, como o caso de Sebastião Manchineri, poderia barrar qualquer decisão contrária ao direito dos indígenas.

“Colocaram uma pessoa que pode prejudicar nossos direitos, nosso acesso aos recursos e a nossa sustentabilidade. Está entrando para complicar a Funai nesse setor, para que pessoas de fora, não indígenas, tenham acesso aos recursos das terras indígenas. Pode prejudicar a situação das comunidades. Não queremos nem paternalismo, nem ditadura. Queremos acesso à sustentabilidade”, disse Apurinã.

Promessa de manifestações

Nara Baré disse que o movimento indígena não está quieto e vai responder e reagir a qualquer tentativa de ataque aos seus direitos.

“Ano passado fizemos mobilizações. O Ocupa Funai. O Ocupa Sesai. Vamos lutar sempre. A gente não está para brincadeira. Se conversando não está resolvendo, vamos partir para ações mais concretas. Estamos sempre de prontidão. Quando menos esperarem, a gente ataca, vamos partir para a guerra. O governo não sabe do que somos capazes. Deixo minha casa, enfrento aqueles ‘Robocops’ de Brasília, levo bala de borracha. É pelas futuras gerações que faço isso, pelos meus filhos e minha terra”, disse Nara Baré, indígena da região do Alto Rio Negro (AM).

Para Nara Baré, Sebastião Manchineri não foi escolhido porque ele não “baixaria a cabeça” aos interesses anti-indígenas. “Eles [governo] não querem uma Funai fortalecida, mas uma Funai marionete dos interesses contrários aos nossos”.

(Colaborou Alberto César Araújo, da Amazônia Real)



sábado, 14 de janeiro de 2017

Pastor Everaldo e PSC na mira da Polícia Federal


Nesses tempos bicudos em que supostos "crentes" seguem cegamente seus lobos falsos líderes, não leem a Bíblia, especialmente versículos como este: "portanto, livrando-vos de todo tipo de impureza moral e aparência de maldade, recebei humildemente a Palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa vida" (Tiago 1:21 - versão King James Atualizada), não é surpresa, lamentavelmente, encontrar gente que arrota piedade e, apesar do apoio "gospel" que faz questão de promovê-los e divulgá-los, termina se envolvendo em páginas policiais.

Depois das peripécias do ex-deputado "evangélico" Eduardo Cunha, hoje preso, o "suspeito" da vez é o indivíduo que concorreu a Presidente da República em 2014 com o nome de "Pastor Everaldo", pelo PSC - Partido Social Cristão, sobre o qual também pesam gravíssimas acusações.

A matéria é do UOL Notícias:

"Desespero total": Pastor Everaldo (PSC) pediu dinheiro a Cunha, aponta PF

Leandro Prazeres, Flávio Costa e Mirthyani Bezerra

Mensagens de celular indicam que o presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo, teria pedido dinheiro para seu partido ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), aponta a Polícia Federal.

Em uma dessas mensagens, realizadas no ano de 2012, quando houve eleições municipais, Pastor Everaldo chega a afirmar a Cunha que estava em "desespero total" para receber os recursos.

A informação consta nos documentos da investigação sobre o suposto esquema de liberação de recursos da Caixa Econômica Federal para as companhias --dos ramos de frigoríficos, de concessionárias de administração de rodovias e de empreendimentos imobiliários-- por meio de direcionamento político, com participação de Cunha e do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que ocorreriam em troca de pagamento de vantagens ilícitas.

Na noite de 17 de agosto de 2012, Geddel, então vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa, enviou a seguinte mensagem ao celular de Cunha: "Caso da Dinâmica de Everaldo resolvido".

De acordo com a Polícia Federal, "ao que tudo indica, essa empresa seria a Dinâmica Segurança Patrimonial, cujo sócio-administrador é Edson da Silva Torre que, conforme mensagens de Eduardo Cunha, é um sócio do Pastor Everaldo".

PSC "perturbava" Cunha e Geddel

Ainda de acordo com a PF, "embora não haja outras mensagens que confirmem se tratar diretamente desse caso da 'Dinâmica', chamou atenção outros diálogos envolvendo o Partido Social Cristão, já que em outra conversa, do dia 11/09/2012, Eduardo Cunha o questiona [sobre repasses ao PSC] pois, 'tão me perturbando', no que Geddel também informa que estariam perturbando ele também".

Em seu pedido de busca e apreensão da Operação "Cui Bono" à 10ª Vara Federal de Brasília, o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes afirma que "tendo em vista o modo de operar da dupla Geddel e Eduardo Cunha, espera-se aprofundar sobre esse assunto da Dinâmica e os repasses de valores ao Partido Social Cristão".

Em mensagens trocadas por celular, Eduardo Cunha diz a Geddel que é melhor "soltar algo eu solto sexta para aliviar tão apertados (sic)", referindo-se ao PSC, de acordo com a PF.

Em outro trecho, Cunha usa a expressão "programado originar". A PF afirma que "existe a hipótese de que o 'programado originar' sejam doações legais e que, portanto, existem recursos que não se enquadrariam nessa classificação".

Geddel cita em conversa Cunha a um número "150", que, a PF suspeita, seriam recursos destinados ao PSC na Bahia.

No mesmo dia -- 11 de setembro de 2012 -- em que Geddel fez esta referência, Cunha e Pastor Everaldo trocaram mensagens de celular, afirma a PF.

"Na conversa, Pastor Everaldo justifica a necessidade de repasse ao dizer que 'estava muito com mal seu pessoal' e acrescenta, ainda, que não é apenas o diretório do partido na Bahia que necessita de recursos, mas também o PSC do Estado de São Paulo", lê-se no documento da Polícia Federal.

Cerca de 15 minutos depois, ainda de acordo com a PF, Cunha confirma ao Pastor Everaldo "que também estaria certo para São Paulo na sexta-feira, no que o Pastor Everaldo pede alguma coisa para o dia seguinte em São Paulo".

Nesta conversa, Pastor Everaldo afirma estar em "desespero total", referindo-se à necessidade dos repasses.

PF FEZ BUSCAS NA CASA DE GEDDEL VIEIRA LIMA

No pedido de busca e apreensão, o Ministério Público aponta que Geddel agia "internamente, em prévio e harmônico ajuste com Eduardo Cunha e outros, para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecia informações privilegiadas para outros membros do grupo criminoso".

Outro Lado

A assessoria do Pastor Everaldo afirmou que ele não se pronunciaria, pois não teve acesso aos documentos da investigação que o citam.

O PSC afirma, em nota, "não ter tido acesso a nenhuma informação referente à Operação Cui Bono". A nota acrescenta que "todas as doações feitas ao PSC obedecem à legislação eleitoral vigente e são devidamente informadas à Justiça Eleitoral por meio das prestações de contas."

Por meio de nota, um dos advogados de Cunha, Pedro Ivo Velloso, informou que a defesa do ex-deputado "não teve acesso até o momento à investigação, mas, desde já, rechaça veementemente as suspeitas divulgadas".

A reportagem tentou falar com Geddel Vieira Lima por telefone ao longo de toda a tarde desta sexta-feira, mas as ligações feitas para o seu telefone pessoal não foram atendidas.

A Caixa, por sua vez, disse, em nota, que o "banco está em contato permanente com as autoridades, prestando irrestrita colaboração com as investigações, procedimento que continuará sendo adotado".



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