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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Cuidadores e advogados são os profissionais que menos dormem


A informação foi publicada no portal Nação Jurídica:

Advogados estão em 2º lugar no ranking dos 10 profissionais que menos dormem

Um ranking americano elaborado pela rede de colchões Sleepy’s fez um levantamento dos dez profissionais que menos dormem. Em comum, as profissões lidam com situações de vida e morte ou são extremamente estressantes.

O ranking se baseia em quase 30 mil entrevistas à Pesquisa Nacional de Saúde Americana, feita pelo governo norte-americano. Os entrevistados declaram sua média de sono e suas ocupações. A pesquisa foi divulgada no site do jornal New York Times.

Confira abaixo os 10 profissionais que menos dormem:

1. Acompanhantes de pessoas doentes (6h57min)

2. ADVOGADOS (7h)

3. Policiais (7h1min)

4. Médicos e paramédicos (7h2m)

5. Economistas (7h3min)

6. Assistentes sociais (7h3min)

7. Programadores de computador (7h3min)

8. Analistas financeiros (7h5min)

9. Operadores de máquinas em fábricas (7hmin)

10. Secretárias (7h8min)

Por Amanda Previdelli
Fonte: Guia do estudante



domingo, 22 de fevereiro de 2015

É possível "aprender dormindo"?


A matéria é da BBC Brasil:

A ciência de 'aprender dormindo'

David Robson

A ideia de aprender enquanto dormimos é tão atraente quanto controversa. Na literatura e no cinema, o mais comum é que ela tome a forma de uma mente inconsciente absorvendo novas informações a partir de uma gravação tocando ao fundo.

Hoje, se sabe que este tipo de aprendizado durante o sono é quase certamente impossível. Embora estudos iniciais tivessem sugerido que as pessoas sejam capazes de guardar alguns fatos durante o sono, a verdade é que os cientistas nunca puderam descartar que elas não tivessem simplesmente acordado levemente e ouvido a gravação.

Para testar essas suspeitas, Charles Simon e William Emmons conectaram eletrodos ao couro cabeludo de voluntários e se asseguraram de que suas 'cobaias' estavam dormindo no momento em que gravações fossem tocadas. As pesquisas, feitas nos anos 1950, confirmaram as suspeitas: as pessoas não aprenderam nada do que foi tocado para elas enquanto dormiam.

Apesar de ser impossível ensinar habilidades do zero a uma pessoa durante o sono, há muitas maneiras, básicas ou sofisticadas, de ajudá-la a consolidar conhecimento adquirido enquanto descansa.

Quando dormimos, nosso cérebro pode não enxergar ou escutar novas informações, mas está absorvendo as experiências do dia anterior, enviando memórias do hipocampo, onde os cientistas acreditam que elas se formam, para as várias áreas do córtex, onde são armazenadas a longo prazo.

"O sono ajuda a estabilizar as memórias e a integrá-las a uma rede de recordações mais antigas", diz Susanne Diekelmann, da Universidade de Tubingen, na Alemanha. Dormir também possibilita a generalização daquilo que aprendemos, para podermos aplicar o conhecimento em novas situações.

'Manipulando' sonhos

Assim, vários experimentos têm buscado estimular o cérebro durante o sono com a finalidade de ajudá-lo a consolidar fatos e habilidades aprendidos durante o dia.

Entre os métodos existentes para alcançar esse fim, o mais simples deriva de uma pesquisa realizada no século 19 pelo nobre francês Marquês d’Hervey de Saint-Denys.

Explorando maneiras de manipular seus sonhos, ele descobriu que podia evocar certas lembranças com odores, sabores e sons. E usava esses estímulos durante o sono para ter noites com sonhos mais prazerosos.

Essa mesma abordagem pode fazer o cérebro reproduzir, durante o sono, habilidades e fatos adquiridos, reforçando o aprendizado.

Diekelman fez uma experiência com voluntários na qual pediu para eles memorizarem uma sequência de objetos enquanto inalavam um aroma artificial e sutil. Quando os voluntários dormiam, a cientista borrifou o mesmo aroma nas narinas de alguns deles.

Uma tomografia mostrou que eles apresentavam uma comunicação maior entre o hipocampo e as áreas do córtex. No dia seguinte, esses voluntários lembraram de 84% dos objetos na sequência, enquanto o grupo que não foi submetido ao aroma durante o sono lembrou de apenas 61%.

Upgrade tecnológico

Em um futuro próximo, a tecnologia poderá oferecer novas maneiras de incentivar os ciclos do sono no cérebro. Cientistas acreditam que a consolidação da memória ocorre durante oscilações específicas e lentas da atividade elétrica cerebral. Por isso, estão tentando estimular esse tipo de onda no cérebro sem acordar o paciente.

Jan Born, da Universidade de Tubingen, é um dos pioneiros nesse tipo de experiência. Recentemente, Born testou uma espécie de touca de eletrodos que medem a atividade neural enquanto um fone de ouvidos toca sons em sincronia com as ondas cerebrais.

"O método aprofunda o sono de ondas lentas e o torna mais intenso. É uma maneira mais natural de fazer o sistema funcionar em um certo ritmo", explica.

Já Miriam Reiner, do Instituto de Tecnologia Technion, em Haifa, em Israel, está elaborando um tipo de "neurofeedback" que permite aos voluntários controlar sua atividade neural enquanto estão acordados. Um eletrodo ligado à cabeça dos voluntários envia sinais a um jogo no qual cada pessoa tem que dirigir um carro com o poder do pensamento.

Quando o eletrodo registra a frequência correta de ondas cerebrais, normalmente associada com a consolidação da memória durante o sono, elas aceleram. A mudança no estado mental é visível. "Me sinto mais relaxada, como se estivesse em um lugar sereno e bonito", diz Reiner.

A ideia é dar um impulso à consolidação da memória logo após o aprendizado, o que faz com que o cérebro funcione melhor durante o sono.

Pesquisas

Ainda são necessários testes mais abrangentes e com mais voluntários antes que essas técnicas sejam adotadas no dia-a-dia. Para Reiner, ainda precisamos nos perguntar se seria correto começar a manipular as memórias das pessoas, ainda que com boas intenções.

"O sono é um estado vulnerável", observa ela.

Mas a cientista ressalta que questões como essa não devem conter o interesse em aprender dormindo.

Em última instância, pesquisas sobre o assunto podem mudar a maneira como percebemos essa parte tão subestimada de nossas vidas.

Em uma cultura ocidental onde ser workaholic é aceitável, o sono às vezes tende a ser considerado uma perda de tempo que tentamos vencer com uma boa dose de cafeína. Mas quem sabe um dia comecemos a valorizar o dormir como uma parte do dia rentável na qual não precisamos fazer nada, a não ser relaxar.



sábado, 24 de janeiro de 2015

Pesquisa associa dormir tarde à depressão

late night

A matéria é do Brasil Post:

Dormir tarde pode intensificar o pensamento negativo e a preocupação


The Huffington Post | De Carolyn Gregoire

Dormir menos que o necessário e ficar acordado até tarde da noite podem indicar que você se encaminha para uma espiral negativa de preocupação constante e pensamento negativo, segundo uma pesquisa nova da Universidade Binghampton.

Os pesquisadores pediram a cem estudantes que completassem vários questionários e duas tarefas computadorizadas para avaliar o pensamento negativo repetitivo (PNR), medindo quanto os sujeitos se preocupavam com alguma coisa, a remoíam na cabeça ou ficavam obcecados por ela. Os sujeitos também responderam a perguntas sobre seus horários de atividade e seus hábitos ao dormir.

O estudo concluiu que as pessoas que se descreveram como “noturnas”, além daquelas que dormem menos horas por noite, têm mais pensamentos negativos que as que se descrevem como pessoas “matinais” e as que dormem mais horas por noite. Embora os dados sugiram uma correlação entre as duas coisas, não apontam para uma relação de causa e efeito. Os pesquisadores observam que é possível que a preocupação provoque transtornos na duração e no timing do sono, e não que o ir dormir tarde leve as pessoas a preocupar-se mais.

Os novos dados substanciam pesquisas anteriores que identificaram um vínculo entre pensamento negativo repetitivo e problemas de sono. Mas o estudo é o primeiro a sugerir uma ligação entre níveis de PNR e horários e duração do sono. Contudo, um estudo de 2013 publicado no Journal of Occupational Psychology encontrou uma correlação entre ir dormir tarde e sintomas de depressão.

Os pensamentos negativos repetitivos e indesejados como os que foram descritos pelos estudantes que ficam acordados até tarde muitas vezes são associados à depressão, ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo e transtorno de estresse pós-traumático.

“Se outras descobertas confirmarem a relação entre timing do sono e pensamento negativo repetitivo, isso poderá um dia levar a um novo caminho para o tratamento de pessoas com transtornos de internalização”, disse em comunicado uma das autoras do estudo, a Dra. Meredith Coles. “O estudo das relações entre a redução na duração do sono e a psicopatologia já demonstrou que focar sobre o sono na clínica também leva à redução dos sintomas de psicopatologia.”

As descobertas foram publicadas no periódico Cognitive Therapy and Research.



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O mito das 8 horas de sono

Não fique tão preocupado se você estiver passando por alguns problemas de insônia. É claro que se isso te incomoda profunda e rotineiramente, você deve procurar um médico que lhe auxilie a tratá-la, mas se o problema é ocasional, pode ser que isto se deva ao fato de que a recomendação das 8 horas seguidas de sono seja uma tendência muito nova na história da humanidade, segundo a notícia abaixo que vem do La Nación da Argentina. Talvez fracionar o sono em 2 turnos possa ser uma solução... confira:

O MITO DE DORMIR 8 HORAS

É comum que nos preocupemos em perder o sono durante a noite, sem saber que isso poderia nos ajudar. Tanto a ciência como a história parecem confirmar, cada vez mais, que oito horas de sono poderiam ser antinaturais.

No começo da década de 1990, o psiquiatra Thomas Wehr realizou uma experiência na qual se deixava um grupo de pessoas na escuridão durante 14 horas por dia durante um mês.

Levou algum tempo para que o sono se normalizasse, mas na quarta semana os indivíduos haviam adquirido um padrão muito diferente: primeiro dormiam durante quatro horas e depois ficavam acordados por uma ou duas horas antes de cair em outro sono de quatro horas.

Ainda que os cientistas do sono tenham ficado impressionados com a pesquisa, a ideia de que devemos dormir por oito horas consecutivas se mantém entre o público em geral.

Em 2001, o historiador Roger Ekirch da universidade Virginia Tech, publicou um artigo que se mostrou premonitório - baseado em 16 anos de investigação - que revelava uma enorme quantidade de provas históricas de que os humanos costumavam dormir em dois turnos diferentes de tempo.

Seu livro "At Day's close: Night in the past" [um jogo de palavras em inglês parecido com algo como "Perto do Dia: Noite no Passado"] foi publicado há quatro anos e desenterrava mais de 500 referências de padrões segmentados de sono, que ele havia encontrado em diários, livros de medicina e literatura, além de notas de tribunais, desde a Odisseia de Homero até resenhas antropológicas de tribos modernas da Nigéria.

Assim como na experiência de Wehr, essas referências descrevem um primeiro sono que começa por volta de duas horas depois do anoitecer, seguido por um período de uma ou duas horas de vigília e por um segundo sono.

A HISTÓRIA DO SONO

"O relevante não é somente a quantidade de referências, mas a maneira em que elas se referem a esse fato, como se fosse algo conhecido por todos", diz Ekirch.

Durante o período de vigília, essas pessoas estavam bastante ativas. Frequentemente se levantavam, iam ao banheiro, fumavam e alguns inclusive visitavam os vizinhos. A maioria das pessoas ficava na cama, lendo, escrevendo ou rezando.

Incontáveis manuais de oração do final do século XV traziam rezas especiais para as horas de vigília. E essas horas não eram completamente solitárias. As pessoas costumavam conversar ou ter relações sexuais com seus companheiros de cama.

Um manual médico francês do século XVI inclusive aconselhava aos casais que o melhor momento para conceber não era no final de um dia longo de trabalho, mas "depois do primeiro sono", quando "se desfruta mais e se faz melhor".

Ekirch descobriu que as referências ao primeiro e segundo sono começaram a desaparecer no final do século XVII. Esta tendência começou nas classes altas da Europa do Norte e ao longo de 200 anos se espalhou ao resto da sociedade ocidental.

Já em 1920, a ideia de um primeiro e segundo sono havia desaparecido por completo do imaginário coletivo. Uma das razões para essa mudança, segundo o especialista, se deveu às melhoras na iluminação pública, à chegada da eletricidade às casas e à proliferação dos salões de café, que em certas circunstâncias ficavam abertos durante toda a noite.

OS PERIGOS DA NOITE

Na medida em que a noite se converteu em um momento legítimo para realizar atividades e a atividade noturna aumentou, diminuiu o tempo que as pessoas dedicavam ao descanso.

Em seu novo livro, "Evening's Empire" ("O Império do Entardecer"), o historiador Craig Koslofsky propõe uma versão de como isso aconteceu.

"Aquilo que se relacionava à noite, antes do século XVII, não era bom", assegura. A noite era um momento povoado por pessoas de má reputação, como criminosos, prostitutas e bêbados.

"Inclusive os ricos, que podiam comprar muitas velas, tinham coisas melhores nas quais gastar seu dinheiro. Não havia prestígio nem algum valor social associado ao fato de se manter acordado por toda a noite".

Isso mudou na época da Reforma Protestante e da Contra-Reforma. Protestantes e católicos se acostumaram a celebrar missas e cultos secretos à noite durante os períodos de perseguição.

Se anteriormente a noite havia pertencido aos depravados, agora as pessoas "respeitáveis" se habituavam a aproveitar as horas de escuridão.

Esta tendência se transferiu também ao âmbito social, mas somente no caso daqueles que eram capazes de ter luz artificial em casa.

Com a chegada da iluminação às ruas, entretanto, poder socializar à noite começou a se estender às classes sociais mais baixas.



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