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segunda-feira, 20 de março de 2017

Igreja belga vira bar após o culto

Bélgica e cerveja, tudo a ver, não é mesmo? E não só aquelas famosas cervejarias dos monges trapistas do país...

Segundo a notícia abaixo, do UOL Tabloide, uma igreja protestante de um vilarejo belga teve uma ideia no mínimo esquisita.

E se a moda pega?

Dá uma conferida pra ver o que você acha:

Único bar de cidade belga fecha e igreja passa a servir cerveja a fiéis

Sabe aquela cervejinha de domingo na hora do almoço? Em Brielen, uma pequena aldeia belga de apenas 700 habitantes, ela era uma tradição e costumava ocorrer sempre depois da missa. Mas, quando o último bar local fechou as portas, o padre (sim, o padre!) teve que tomar uma atitude, no mínimo inusitada: transformar a igreja em um botequim.

Para o padre, que também passou a quebrar um galho como garçom aos domingos, a transformação da igreja em bar após as missas foi uma oportunidade de unir a comunidade e atrair mais gente para a igreja protestante do lugar.

Para tal propósito, ele pediu permissão para as autoridades locais e, com o sinal verde, foi em frente com sua ideia. No domingo seguinte, após a missa, mesas com panos brancos e cadeiras foram instaladas na "casa de Deus" para que os frequentadores/fiéis se sentissem como se estivessem no antigo pub fechado.

Mas será que eles ficaram à vontade? Sim, ficaram. Segundo o padre, eles continuaram a beber o mesmo tanto que bebiam no bar, ainda que piadas, deboches, música e dança ficassem, obviamente, proibidos.

Outra restrição se deu no "horário de funcionamento": às 13h, sem atraso, era necessário fechar as torneiras do "chopp de Jesus". Além disso, para frequentar o "bar" era obrigatório assistir a missa antes.

Será que novos fiéis foram arrebanhados com a instalação do "bar celestial" na cidade?



domingo, 11 de setembro de 2016

Atleta belga pedirá eutanásia depois dos Jogos Paralímpicos



A informação é do Terra:


Atleta prepara eutanásia para depois dos Jogos Paralímpicos

Marieke Vervoort, que conquistou a medalha de ouro nos 100m em 2012, sofre de uma doença degenerativa na coluna vertebral

A belga Marieke Vervoort, de 37 anos, estará na pista de atletismo dos Jogos Paralímpicos Rio 2016 em busca de mais uma medalha de ouro. Mas, após o fim da competição, a atleta entrará com o pedido de eutanásia. As informações são do site Unilad.

Marieke sofre de uma doença degenerativa na coluna vertebral, que a deixou em uma cadeira de rodas quando tinha 14 anos. Mesmo assim, ela se tornou uma das maiores atletas paraolímpicas do mundo, conquistando a medalha de ouro na corrida de 100m e prata nos 200m, na classe T52, nos Jogos Paralímpicos Londres 2012.

Porém, a belga já decidiu que está será sua última participação nos Jogos. Em entrevista a um jornal francês, ela explicou sua condição. “Todo mundo me vê sorrindo com minha medalha de ouro, mas ninguém vê o lado escuro. Sofro muito e, às vezes, durmo apenas 10 minutos por noite. O Rio é o meu último desejo”.

A corredora explicou que, ao voltar para a Bélgica, vai analisar todas suas opções e decidir o que é melhor. “Depois do Rio, vou parar minha carreira desportiva. Quero ver o que a vida me traz e vou aproveitar os melhores momentos. Tenho uma lista do que quero fazer, como acrobacias no ar”.

“Mas já comecei a me preparar para a eutanásia. Apesar da minha condição, tenho sido capaz de experimentar coisas que os outros podem apenas sonhar”, concluiu. A eutanásia se tornou legal na Bélgica em 2002 e requer o consentimento por escrito de três médicos.



sexta-feira, 24 de junho de 2016

Rapaz belga pede eutanásia por não aceitar ser gay


Há pessoas que lamentavelmente vivem um inferno pessoal, segundo noticia a BBC Brasil:

Belga pede autorização para eutanásia por não se aceitar gay

Jonathan Blake

Um homem gay belga quer receber autorização legal para morrer. Para isso, argumenta que sofre psicologicamente por não conseguir aceitar sua sexualidade. Identificado apenas como Sébastien, ele diz já ter pensado cuidadosamente sobre o momento em que sua vida chegará ao fim.

“No momento em que puserem o soro em minhas veias, para mim será apenas um tipo de anestesia”, afirmou o belga, de 39 anos, ao programa Victoria Derbyshire, da BBC.

A eutanásia é legal na Bélgica desde 2002. No ano mais recente em termos estatísticos, 2013, houve 1.807 casos no país, a maioria deles de pessoas idosas sofrendo de doenças terminais - apenas 4% tinham distúrbios psiquiátricos.

Sébastien diz ter feito terapia durante 17 anos, além de tomar remédios, e acreditar não ter outra opção. Ele afirma sentir atração por homens jovens e adolescentes e ter traumas de infância.

“Minha mãe tinha demência, então eu também não estava bem mentalmente. Sentia-me absurdamente solitário, introvertido e inibido. Tinha medo o tempo todo”, contou.

“Tinha 15 anos quando me apaixonei por um rapaz. Mas era insuportável para mim, porque eu não queria ser gay.”

A lei belga estabelece que, para ter direito à eutanásia, os pacientes precisam demonstrar constante e insuportável sofrimento psicológico ou físico.

Nos casos de transtornos psicológicos, três médicos precisam concordar que pôr fim à vida do paciente, caso essa seja sua vontade, é a melhor opção. Mas Sébastien está determinado a buscar a autorização.

“Sempre pensei na morte. O que sinto é um sofrimento permanente, é como estar aprisionado em meu próprio corpo”, explicou.

“É uma constante sensação de vergonha, uma sensação de cansaço de estar atraído por quem você não deveria. É como se tudo fosse ao contrário do eu que gostaria.”

Há imenso apoio público à eutanásia na Bélgica. O número total de casos aprovados tem crescido anualmente desde 2002 - dois anos atrás, a lei foi alterada para permitir a prática inclusive para crianças em estado terminal.

Mas especialistas debatem se isso deveria se aplicar a pessoas que são mentalmente frágeis.

Caroline Depuydt, psicóloga que trabalha no hospital psiquiátrico Clinique Fond’Roy, em Bruxelas, diz que prefere encorajar pacientes a buscar tratamento.

“Sempre temos algo que pode funcionar. Tempo, remédios, psicoterapia - algo que precisamos tentar e perseverar. O psiquiatra sempre precisa dar esperanças ao paciente de que as coisas não terminaram”, afirmou ela.

“É uma lei difícil, que envolve questões filosóficas e éticas. Não há uma única resposta.”

Todas as mortes na Bélgica são revistas por um comitê de médicos e advogados. Para Gilles Genicot, professor de legislação médica da Universidade de Liége e membro do comitê que revê os casos de eutanásia, o caso de Sébastian não preenche o critério legal para a prática.

“É bem mais provável que ele tenha problemas psicológicos relacionados à sua sexualidade. Não consegui encontrar um traço de alguma doença mental nele. Mas o que você não pode fazer é simplesmente desconsiderar a opção de eutanásia para pacientes”, afirmou.

“Esses pacientes podem entrar no espectro da lei se todos os tratamentos prescritos pelos médicos falharem e três médicos concluírem que não há mais opções.”

À espera de análise

O pedido de Sébastien foi aceito inicialmente - ele precisa passar por mais exames para que seja determinado se a lei se aplica ao seu caso.

O homem mostra ceticismo ao ser questionado sobre a possibilidade de desistir da eutanásia.

“Se alguém me desse uma cura milagrosa, por que não? No momento, porém, eu não acredito mais. Estou cansado.”

Apesar de estar calmo a respeito da decisão de morrer, ele admite que isso afetará as pessoas à sua volta.

“O maior problema será contar para minha família. Se eu receber um sim (a autorização para morrer), esse será o maior problema.”



terça-feira, 17 de março de 2015

O humor contra o terror


A matéria é da BBC Brasil:

Bélgica aposta em humor para 
prevenir radicalização de jovens

Márcia Bizzotto

Uma peça de teatro humorística é a nova arma do ministério de Educação e Cultura da comunidade francófona da Bélgica para conter o extremismo e a radicalização entre os jovens.

Lançado há um mês, o projeto conta com a adesão maciça das escolas: até o final de março, mais de 11 mil alunos terão assistido a Djihad e outros 11.740 mostraram interesse, obrigando o ministério a abrir uma lista de espera e estender as representações até junho.

A iniciativa partiu da ministra de Educação e Cultura, Joëlle Milquet, que comandou o Ministério do Interior da Bélgica entre 2011 e 2014, quando a questão dos combatentes estrangeiros na Síria começou a chamar a atenção da União Europeia.

A Bélgica é o país europeu com o maior número de cidadãos nas filas do grupo extremista autodenominado "Estado Islâmico" em proporção a seu total de habitantes. Muitos desses jihadistas são menores de idade saídos diretamente da escola.

'Terreno fértil'

"A escola é um terreno fértil para a radicalização e tem um papel fundamental em combatê-la", afirmou à BBC Brasil Olivier Laruelle, porta-voz do Ministério de Educação da comunidade francófona belga.

"Durante seu período como ministra do Interior, Milquet foi interpelada por vários diretores de escolas que buscavam apoio para enfrentar esse novo fenômeno de estudantes que abandonavam a escola e iam para a Síria, que não sabiam como tratá-lo e como proteger os outros alunos."

A necessidade de lançar um plano contra a radicalização específico para as escolas veio à tona depois dos atentados de Paris, no início de janeiro, explicou Laruelle.

"Ouvi afirmações que me chocaram durante as discussões que tivemos em classe depois dos atentados", lembrou Claude Simar, professor do centro escolar Saint Marie de la Sagesse, em Bruxelas, que enviará todos os alunos ao teatro.

"Havia desde crianças que elogiavam os ataques a outras que condenavam, mas achavam que os cartunistas (da revista satírica francesa Charlie Hebdo) fizeram por merecer. Percebemos que há um grande trabalho a fazer com os alunos".

Sua escola fica em Schaerbeek, um bairro popular de maioria turca e muçulmana que, em abril de 2013, viu dois estudantes de 16 anos partirem para a Síria. Mas, segundo Simar, os discursos "chocantes" não se limitam a alunos com um determinado perfil.

Caricatura da realidade

Escrita por Ismaël Saïdi entre agosto e setembro de 2014, Djihad narra - de maneira caricatural e com humor - a aventura de três jovens belgas de origem árabe que, desiludidos, encontram conforto na religião muçulmana, se radicalizam e decidem se unir aos combatentes extremistas na Síria.

A peça atribui a radicalização dos personagens à manipulação dos preceitos da religião islâmica por parte de alguns e ao desconhecimento por parte de outros, sem deixar de criticar o tratamento dado pelas autoridades belgas às minorias e aos excluídos da sociedade.

"É a nossa história. Tudo isso acontece todos os dias nos bairros mais desfavorecidos de Bruxelas e da Bélgica em geral", disse à BBC Brasil o autor, ex-policial convertido ao cinema e ao teatro há dez anos, que também atua na peça.

Tanto ele como os dois outros atores - Ben Hamidou e Reda Chebchoubi - são muçulmanos de origem imigrante, criados em bairros populares da capital belga. "Djihad poderia ter acontecido com a gente. Quando eu era pequeno, no bairro, cansei de ouvir gente convidando para ir para o Afeganistão fazer a guerra santa. Hoje em dia é para a Síria", ressaltou.

Para o porta-voz do Ministério da Educação, essa proximidade, associada à leveza do texto, ajuda a passar a mensagem aos jovens, reforçada com um debate ao final de cada representação.

"As pessoas se reconhecem no palco, então ficam mais dispostas a escutar", acredita Laruelle.

Suleyman El Kadiri, de 14 anos, assistiu à peça entre gargalhadas, acompanhado de seus colegas de classe.

"Achei divertido, mas também me deu um pouco de medo ver na minha frente o que acontece quando eles estão ali (na guerra). E achei interessante porque mostra como alguém pode se tornar um monstro. Acho que pode ajudar as pessoas a ver o perigo e que a gente já tem bastante coisa pra lutar contra aqui", disse.

"Se (a peça) vai ajudar (a deter a radicalização) eu não sei. Mas o que eu sei, pela minha experiência no bairro, é que fazer nada é que não ajuda", defende Ismaël Saïdi.



segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O militante "brasileiro" do Estado Islâmico

Matéria publicada na Folha de S. Paulo de 06/09/14:

Radical de sangue brasileiro

Filho de mulher carioca que foi para a Bélgica, Brian de Mulder tornou-se membro do Estado Islâmico na Síria sob o nome Abu Qassem Brazili

DIOGO BERCITO

Em janeiro de 2013, Brian de Mulder deitou-se ao lado da irmã e disse que a amava, mas que não podiam mais se ver. Nascido na Bélgica, filho de uma imigrante brasileira, o garoto voou a Istambul e, de lá, chegou à capital síria.

Hoje, Brian, 21, já não responde pelo nome belga. Ele é chamado, nas fileiras da milícia radical EI (Estado Islâmico), de Abu Qassem Brazili --Abu Qassem Brasileiro, em tradução do árabe.

A despeito do nome de guerra, Mulder não é conhecido no Brasil. Esse jovem, porém, é constantemente citado pela mídia belga, e sua biografia tornou-se um dos exemplos mais assustadores de um pesadelo europeu.

O grupo de inteligência Soufan estimava, no fim de maio, 12 mil estrangeiros entre os combatentes na Síria, 3.000 deles vindos do Ocidente. A Bélgica tem a maior proporção deles, em relação à sua população total (250 a cada 1 milhão de pessoas). O número deve ser maior, agora, após os avanços do EI.

Mulder teve criação católica e não tinha, até recentemente, nenhum vínculo com a causa dos militantes que lutam, na Síria, pela deposição do ditador Bashar al-Assad e pela criação de um Estado regido por uma rígida interpretação da lei islâmica.

Atlético, ele usava um crucifixo no pescoço, presente de sua mãe durante a infância, e ouvia as músicas de Roberto Carlos. Até que o jovem foi dispensado do time de futebol local pelo qual jogava.

A mãe, Rosana Rodrigues, nascida no Rio, narrou em entrevistas o caminho percorrido pelo filho, da depressão a uma mesquita na Antuérpia, aonde foi levado por amigos marroquinos.

Lá, Mulder conheceu Fuad Belkacem, porta-voz da organização salafista Sharia à Bélgica. Ele foi convertido a uma versão radical do islã, deixou o emprego e os estudos e passou a se vestir como muçulmano conservador.

À época, a família mudou-se para o interior, para evitar a radicalização do garoto. À rede britânica BBC sua tia, Ingrid de Mulder, afirmou que ele se tornara um robô. "Ele começou a dizer que podia fazer o que quisesse e que não tinha medo de morrer."

Quando o rapaz sumiu, há mais de um ano, a mãe, Rosana, procurou a imprensa e pediu à presidente Dilma Rousseff que lhe ajudasse a trazer o filho de volta para casa. Mulder não foi registrado no consulado do Brasil e, assim, ainda não tem nacionalidade brasileira.

De acordo com a rede BBC, o garoto escreveu aos parentes que "vocês não são mais a minha família" e que "meus irmãos muçulmanos são minha família".

"Se eu voltar a contatá-los, terão de estar de joelhos pedindo perdão e se converter ao islã. Não vou voltar."

GUERREIRO

O nome "Brazili" é citado, na mídia belga, como o de um dos terroristas mais renomados no Estado Islâmico. Em holandês, ele também é conhecido como o "Syriëstrijder", ou "guerreiro sírio".

Seu paradeiro é acompanhado por blogs locais especializados em jihadismo belga, como o Emmejihad, que em fevereiro passado divulgou uma imagem de Mulder ao lado de Hicham Chaib, um dos principais líderes do Sharia à Bélgica. Ambos estavam armados, sorrindo.

"Mulder foi por muito tempo ativo no Facebook sob o apelido Abu Qassem Brazili, mas há algumas semanas sua conta desapareceu. Não está claro se ele ainda se comunica com extremistas na Bélgica, mas, a julgar pela recepção de sua nova foto, sua popularidade só cresceu", escrevia o blog. Também por meio de fóruns jihadistas e de sites especializados é possível supor que ele tenha se casado na Síria com uma jovem militante belga.

A Folha conseguiu comunicar-se com familiares de Mulder, por telefone. Eles pediram discrição e declinaram o pedido de entrevista, afirmando que Mulder "já disse que quer ficar lá" e que não há nenhum recurso disponível para forçá-lo a voltar para a Bélgica.

Seu retorno, de todo modo, seria delicado. Governos europeus têm se preocupado diante da possibilidade de que seus cidadãos, após treinamento e militância na Síria e no Iraque, voltem e ameacem os próprios países.



sábado, 9 de novembro de 2013

Cientistas descobrem novo ligamento no joelho


Ao longo da história da medicina, o corpo humano foi tão dissecado e examinado em minúcias que é difícil imaginar que ainda reste algum, digamos, "sistema" a ser descoberto.

Com o avanço da medicina esportiva, poucas articulações foram tão estudadas como o joelho, e mesmo assim ainda há quem diga que existem novidades ali.

Portanto, se você, nosso querido atleta de fim-de-semana, continua com aquele probleminha irritante no joelho, volte ao seu ortopedista brandindo a notícia abaixo, publicada na BBC Brasil.

Pode ser que a sua carreira de artilheiro da várzea não tenha chegado ao fim tão precocemente...

Médicos belgas dizem ter descoberto novo ligamento no joelho

Smitha Mundasad

Dois médicos belgas afirmam ter confirmado a existência de um novo ligamento no joelho, chamado de ligamento anterolateral (ou ALL, na sigla em inglês).

Em um artigo na publicação especializada Journal of Anatomy, Steven Claes e Johan Bellemans, do Hospital da Universidade de Leuven, na Bélgica, sugerem que este ligamento pode ter um papel importante na recuperação de uma das lesões mais comuns de joelho ligada à prática de esportes.

Os médicos afirmam que, apesar de já existirem algumas pistas sobre a existência do ligamento, esta é a primeira vez que sua estrutura e propósito são estabelecidos claramente.

A sugestão da existência deste ligamento em particular foi divulgada pela primeira vez pelo cirurgião francês Paul Segond em 1879, mas, por muitos anos, a estrutura não foi investigada mais a fundo.

Agora, trabalhando com base em estudos de outros cientistas, os médicos belgas dizem ter conseguido mapear o ligamento, que vai do lado mais externo do osso da coxa (fêmur) para a tíbia.

No entanto, especialistas afirmam que mais estudos são necessários para provar a relevância da descoberta para pessoas que tem que passar por cirurgias no joelho.

'Compreensão'

Há quatro ligamentos principais no joelho, se cruzando entre o fêmur e a tíbia para garantir a estabilidade e evitar movimentos excessivos de nossos membros.

Mas a anatomia da articulação é considerada complexa e vários grupos de cientistas e especialistas têm explorado as estruturas menos definidas da articulação há algum tempo.

"Se você olhar para a história (da pesquisa nesta área), sempre houve uma compreensão velada de que alguma coisa estava acontecendo daquele lado do joelho, mas este trabalho finalmente nos dá uma compreensão melhor. Acho muito animador, não há dúvida de que eles descobriram uma estrutura anatômica muito importante", afirmou Joel Melton, cirurgião no Hospital Addenbrooke, de Cambridge, na Grã-Bretanha.

Os médicos belgas usaram técnicas de dissecação microscópica para examinar 41 joelhos e conseguiram identificar o ligamento em 40 amostras.


De acordo com os médicos, a presença deste feixe de tecido pode ajudar na compreensão e tratamento de uma lesão muito comum em esportistas, o rompimento do ligamento cruzado anterior.

Esta lesão é comum em pessoas que giram sobre o próprio eixo enquanto praticam esportes, atletas e jogadores de basquete, de futebol e esquiadores. Um rompimento pode ocorrer quando a pessoa muda de direção rapidamente ou para repentinamente, o que causa dor, inchaço e a redução dos movimentos no joelho.

Apesar da melhora nas técnicas de cirurgia para recuperação desta lesão, entre 10% e 20% das pessoas que passam pelo procedimento não têm uma recuperação total.

Claes e Bellemans acreditam que uma lesão no ligamento anterolateral pode ser, em parte, responsável por isso. Os médicos até lançaram a hipótese de que algumas pessoas podem lesionar o ligamento anterolateral e o ligamento cruzado anterior ao mesmo tempo.

Os estudos biomecânicos realizados pelos belgas sugerem que um rompimento neste novo ligamento pode ser também o responsável por pequenas fraturas que, anteriormente, foram atribuídas ao ligamento cruzado anterior.

Enquanto que alguns especialistas elogiam a descoberta, outros preferem ser mais cautelosos.

Gordon Bannister, professor de ortopedia da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, afirmou que, "sem dúvida isto é uma pesquisa muito interessante do ponto de vista anatômico, mas, no momento, não é um grande avanço clínico".

"O papel (do novo ligamento) nas lesões no joelho é uma hipótese perfeitamente razoável para ser estudada, mas o passo mais importante é ver se alguma intervenção ao ligamento realmente faz uma diferença maior para os pacientes", afirmou.

Cirurgia

Claes e Bellemans já começaram a explorar a possibilidade de tratamento e até já oferecem reparos no novo ligamento em certos casos.

Os próximos passos serão aperfeiçoar as técnicas de tratamento monitorar os pacientes para verificar se a mobilidade deles melhorou de forma permanente.

"Nós, cirurgiões, poderemos ter que repensar o que sabemos sobre as lesões comuns do ligamento cruzado anterior. Apesar de termos esclarecidos o propósito deste ligamento e seu papel em lesões comuns, agora precisamos descobrir e ter certeza de quando é melhor uma intervenção cirúrgica", afirmou.

"Estudos no longo prazo nos darão a resposta e, esperamos, nos permitirão aperfeiçoar técnicas minimamente invasivas para dar a nossos pacientes uma recuperação melhor", acrescentou.



sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A igreja transparente


Não, não estamos falando da qualidade de uma igreja, por mais que seja desejável vê-la transparente em seus procedimentos, mas nos referimos à arquitetura.

Obs arquitetos belgas Pieterjan Gijs e Arnout Van Vaerenberg tiveram a brilhante ideia de construir uma capela de 10 metros de altura, com 100 ripas de madeira e 2000 colunas de aço, na região de Limburg, no seu país natal.

Até aí, nada muito diferente do que é feito no resto no mundo. Só que o projeto belga, depois de executado, mostrou que a pequena igreja, além de se integrar perfeitamente à paisagem que a cerca, pode ser vista de vários modos, dependendo do ângulo do observador.

Aí, dependendo de onde você a vê, ela pode se apresentar maciça ou transparente, ao gosto do freguês.

Trata-se, portanto, de uma questão de perspectiva, não só do ponto de vista do desenho original, mas também no sentido figurado, afinal qual é a sua perspectiva da igreja?

Não por acaso, portanto, a belíssima construção teve seu projeto batizado de "Lendo nas Entrelinhas".

E aí, captou?








terça-feira, 13 de março de 2012

Incêndio criminoso mata imã em mesquita belga

O mundo parece que caminha a passos largos para uma guerra religiosa, com consequências imprevisíveis e catastróficas para todos os lados envolvidos, como mostra o atentado ocorrido no início da noite de ontem numa mesquita muçulmana em Anderlecht, na Bélgica. A notícia está no JBOnline:

Incêndio criminoso em mesquita mata imã na Bélgica

Um imã morreu e outra pessoa ficou ferida depois que um homem ateou fogo nesta segunda-feira a uma mesquita de Anderlecht, na região de Bruxelas, em um ato que destruiu grande parte do prédio, informou a polícia local. "Um suspeito foi detido na região", disse uma porta-voz policial, Marie Verbeke, que informou que o imã morto, nascido em 1965, sucumbiu por asfixia devido à inalação de fumaça.

Os serviços de socorro receberam uma ligação por volta das 18H45 local (14h45 de Brasília) pedindo ajuda. Uma pessoa sofreu lesões leves por intoxicação devido à fumaça provocada pelas chamas, acrescentou. "Uma testemunha viu uma pessoa atear fogo", disse a porta-voz, acrescentando que "houve muitos danos, aparentemente toda a mesquita ou quase toda queimou".

Segundo o prefeito de Anderlecht, citado pela agência Belga, o incêndio foi causado pelo lançamento de um coquetel molotov. Anderlecht, situado a oeste da capital belga, abriga uma considerável população de imigrantes, principalmente muçulmana. A ministra belga do Interior, Joëlle Milquet, se mostrou "comovida pelos fatos ocorridos" e condenou o ataque com "firmeza e indignação".Um imã morreu e outra pessoa ficou ferida depois que um homem ateou fogo nesta segunda-feira a uma mesquita de Anderlecht, na região de Bruxelas, em um ato que destruiu grande parte do prédio, informou a polícia local. "Um suspeito foi detido na região", disse uma porta-voz policial, Marie Verbeke, que informou que o imã morto, nascido em 1965, sucumbiu por asfixia devido à inalação de fumaça.



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