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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Sossegai!

Há dias de muita luta em nossas vidas, há momentos terríveis que atravessamos, em que a paralisia parece que vai nos vencer. O medo toma as rédeas das nossas emoções e a atitude mais cômoda, por contraditório que pareça, é simplesmente deixar-se levar pela correnteza, inapelavelmente. Entretanto, temos que seguir em frente, não podemos olhar pra trás, pois o que passou, passou, há desafios enormes pela frente, mas, graças a Deus, a vitória é garantida. Quando nosso inconsciente se depara com estes desafios, ele provoca um curto-circuito geral, porque o que vem à frente é novo e inovador, desconhecido mas – provavelmente - infinitamente melhor do que tudo o que já vivemos, mas o nosso inconsciente é uma criança mimada e insegura, que prefere agarrar-se à falsa segurança de emoções antigas, ainda que sejam erradas, destrutivas, e carregadas de culpa.

Há esperança, todavia. Podemos optar pela verdadeira segurança, que é entregar a Deus todo o nosso caminho, o que significa certeza de abrigo, mesmo em meio à tempestade, certeza de resgate, mesmo em meio ao mar enfurecido, certeza de paz, mesmo debaixo do bombardeio incessante, certeza de salvação, mesmo vivendo num mundo destinado à perdição. O que passou, passou, não voltará, e se a sensação de paralisia é forte demais, podemos nos inspirar no que fez Paulo, durante a tempestade na viagem pra Roma, deixando de lado, por longos dias, todos os meios humanos pra tentar se salvar no barco à deriva (Atos 27:13-44). Se é esta a situação em que estamos, deixemos o barco à deriva até que o Senhor decida em que ilha nós vamos aportar, ou em que pedra o barco vai se estilhaçar, mas, em toda e qualquer situação, nós seremos salvos (Atos 27:22), e apenas o barco, a carcaça desta velha vida, naufragará.

De qualquer maneira, o sol beijará outra manhã, o mar voltará a cantar canções de ninar, o vento tornará a acariciar no seu vem e vai, e nós continuaremos vivos e de pé na presença do Senhor, eternamente. Nunca perca esta verdade do seu horizonte.

Com Cristo no barco, tudo vai muito bem...

Sossegai...


sábado, 8 de agosto de 2009

Espere no Senhor

“O SENHOR é bom
para com aqueles
cuja esperança está
nele,
para com aqueles
que o buscam;
é bom esperar
tranqüilo
pela salvação
do SENHOR.”

(Lamentações 3:25-26)


É mais fácil trabalhar do que esperar. Com freqüência é mais importante esperar do que trabalhar. Podemos confiar que Deus fará o trabalho necessário enquanto nós esperamos; mas se não estamos dispostos a esperar e insistimos em trabalhar enquanto Ele quer que estejamos quietos, podemos interferir na obra efetiva e triunfante que Ele está fazendo em nossa vida. Nossa espera pode ser o mais difícil que podemos fazer, pode ser a prova mais severa que Deus nos dá.

É verdade o que Oswald Chambers disse: “Uma das maiores tensões da vida é a tensão de esperar em Deus. Deus toma o santo como se fosse um arco que Ele estende, chegamos até certo ponto e dizemos “não posso agüentar mais”; mas Deus o continua estendendo. Ele não está buscando o nosso objetivo, mas o dEle, e a paciência dos santos é o fato de que devemos esperar até que Ele permita que a flecha voe direto ao alvo que Ele propôs. Se estivermos dispostos a lembrar sempre do chamado e da segurança que Deus nos dá, não há necessidade de nenhuma tensão enquanto estamos esperando. O tempo do “arco estendido” pode ser para nós um tempo de descanso ininterrupto, enquanto “descansamos no Senhor e aguardamos por ele com paciência” (Salmo 37:7)

A menos que a corda de um violino se estique até produzir o som desejado quando o arco se desliza sobre ela, não há música. Uma corda de violino solta, sem tensão, é inútil, está morta, não tem voz. Mas quando se estende até chegar à perfeita tensão, produz o tom correto e só então é útil para o músico.

“No eterno plano de Deus, um mês, um ano
É como uma hora de um lento mês de abril,
Que contém as sementes
daquilo que esperamos ou tememos
Para que floresça no tempo certo.”

O Todo-Poderoso pode parecer lento, mas o Seu caminho é seguro!


(“Manantiales en el Desierto”, Lettie Cowman, Ed. Vida-Zondervan, meditação de 04 de agosto)

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