"“Como o calor em lugar seco, tu abaterás o tumulto dos estranhos; como se abranda o calor pela sombra da espessa nuvem, assim acabará o cântico dos violentos.” (Isaías 25:5)
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quarta-feira, 20 de maio de 2015

Judeus etíopes protestam contra racismo em Israel

A informação é do Opera Mundi:

Judeus etíopes realizam novos protestos contra racismo em Tel Aviv

Comunidade representada por 135 mil pessoas exige justiça social, detenção de policiais racistas e fim de discriminação em Israel

Ao menos 1.000 judeus etíopes se uniram na noite de segunda-feira (18/05) em uma nova mobilização em Tel Aviv contra a discriminação e o racismo institucional em Israel. Segundo agências internacionais, o protesto exigia “justiça social” e a “detenção de policiais racistas”.

No início deste mês, mais de 10.000 emigrantes etíopes tomaram as ruas da capital israelense. Em resposta, policiais entraram em confronto com os manifestantes, deixando dezenas de feridos.

A tensão aumentou no dia 26 de abril, quando a imprensa local reproduziu um vídeo caseiro publicado na internet que denuncia uma abordagem violenta de dois agentes policiais brancos contra um soldado negro de origem etíope na cidade de Holon, situada a sudeste de Tel Aviv.

"Cometemos um erro: não abrimos direito os olhos, nem escutamos de forma adequada, mas nós vemos enfrentar essa ferida aberta”, afirmou o presidente de Israel, Reuven Rivlin, à época.

Histórico de discriminação

Em Israel, vivem mais de 135 mil emigrantes etíopes, que chegaram ao país em duas ondas, uma em meados dos anos 1980 e outra no início de 1990, após uma decisão rabínica de que eles seriam descendentes diretos dos bíblica tribo judaica Dan. Destes, ao menos 90 mil nasceram em território israelense.

No entanto, casos de discriminação são recorrentes, já que mais da metade da comunidade vive na pobreza e sem diploma de Ensino Médio. Em janeiro de 2012, manifestantes judeus etíopes realizaram uma série de atos contra humilhações decorrentes de racismo em Israel, diante do parlamento local, o Knesset.



sábado, 18 de agosto de 2012

Patriarca da Igreja Ortodoxa Etíope morre aos 76 anos de idade

Faleceu no último dia 16 de agosto, quinta-feira, Abune Paulos, que era o patriarca da Igreja Ortodoxa da Etiópia, e o fato ocorreu na capital do país, Addis Abeba.

A Igreja Ortodoxa Etíope tem também o nome "Tewahido", que significa "feito um" ou "unificado" no idioma (exclusivamente litúrgico) Ge'ez, e faz referência à crença de algumas igrejas orientais no monofisismo, ou seja, a posição cristológica de que Jesus tem apenas uma natureza, a da humanidade absorvida pela divindade, e não duas naturezas, conforme decidido no Concílio da Calcedônia no ano 451.

A tese das duas naturezas, aceita pelas igrejas ocidentais (católica e protestante) e pela maioria das igrejas orientais (ortodoxas) se expressa na doutrina da Encarnação que foi assim definida em Calcedônia:
"Na linha dos santos Padres, ensinamos unanimemente a confessar um só e mesmo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, o mesmo perfeito em divindade e perfeito em humanidade, o mesmo verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, composto de uma alma racional e de um corpo, consubstancial ao Pai segundo a divindade, consubstancial a nós segundo a humanidade, "semelhante a nós em tudo com exceção do pecado"(Hb 4,15); gerado do Pai antes de todos os séculos segundo a divindade, e nesses últimos dias, para nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, mãe de Deus, segundo a humanidade. Um só e mesmo Cristo, Senhor, Filho Único que devemos reconhecer em duas naturezas, sem confusão, sem mudanças, sem divisão, sem separação. A diferença das naturezas não é de modo algum suprimida pela sua união, mas antes as propriedades de cada uma são salvaguardadas e reunidas em uma só pessoa e uma só hipóstase."(DS 301-302)."
A Igreja Ortodoxa da Etiópia é autônoma desde 1959, quando foi declarada independente pela Igreja Ortodoxa Copta de Alexandria, no Egito, da qual era patriarca até pouco tempo atrás Shenouda III, que morreu em março deste ano e aparece acima na foto ao lado de Abune Paulos.

Este, por sua vez, foi o quinto patriarca da Igreja Ortodoxa na Etiópia, comandando cerca de 45 milhões de fiéis no país e em boa parte do mundo onde a diáspora etíope está presente.



domingo, 12 de fevereiro de 2012

Minas de ouro da rainha de Sabá teriam sido descobertas

A Bíblia é pródiga em relatos sobre a riqueza (e a beleza) da rainha de Sabá, que, encantada com as histórias que ouvia a respeito de Salomão, vai em caravana visitá-lo levando presentes preciosos e ouro, muito ouro... (1ª Reis 10 e 2ª Crônicas 9). Em 2ª Crônicas 9:9 está registrado que ela presenteou Salomão com 120 talentos de ouro, o que - traduzindo a medida antiga - equivaleria a mais de 4 toneladas (4.112,64 kg, para ser mais preciso). Era ouro pra dedéu. Apenas para se ter uma ideia, fazendo uma comparação completamente inapropriada, essa quantidade de ouro seria negociada hoje no Brasil pelo valor de mais de R$ 390 milhões. Salomão deve ter ficado tão impressionado com a quantidade de ouro que recebeu da rainha que, ao compor - inspiradamente - o salmo messiânico (de nº 72 no saltério), diz que o Salvador prometido (o Rei que haveria de vir, personificado posteriormente em Jesus Cristo) merece o ouro de Sabá (v. 15). A Bíblia não dá mais detalhes sobre a rainha de Sabá, o Alcorão também faz alguma referência sem acrescentar mais nada, e a lenda diz que ela chegou a se envolver romanticamente com Salomão, e ao retornar para seu país teria tido um filho dele, dos quais seriam descendentes os atuais judeus etíopes. Inclusive a célebre dinastia de imperadores etíopes (propositalmente chamada de "salomônica"), cujo último imperador foi Hailé Selassié (1892-1975), invocava essa ancestralidade judaica. Curiosamente, o nome de batismo de Selassié era Tafari Makonnen, e era conhecido como "Ras" ("príncipe") Tafari. Qualquer semelhança com o movimento rastafári de Bob Marley não é mera coincidência, se é que você está se perguntando isso agora. Selassié foi venerado como o "Leão de Judá" e a "Raiz de Davi" do século XX, o Jah (aquele da Tribo de Jah). Como você já deve ter desconfiado, Hailé Selassié (que significa "O Poder da Trindade" em etíope) é tido pelo movimento rastafári como o Messias prometido, o Jesus Cristo encarnado. Pelo menos isso deve ter inspirado os jamaicanos a comporem bons reggaes.

Pois bem, deixando essas curiosidades histórico-musicais ao abrigo da fumaça jamaicana, imagina-se que o território do antigo reino de Sabá equivaleria modernamente à região ocupada por Etiópia, Eritreia, Somália e Iêmen. Por muito tempo, se pensava que era apenas um reino mítico, que desafiava a historicidade bíblica, já que havia pouquíssimas evidências (além da tradição oral etíope) que comprovassem cabalmente que o relato do Velho Testamento corresponde, de alguma maneira, à verdade dos fatos de 3.000 anos atrás. Parece que essa dúvida está chegando ao fim e - se a descoberta for realmente confirmada - os céticos terão que engolir em seco mais esse atestado arqueológico de veracidade bíblica. É que o British Museum está patrocinando a escavação do platô de Gheralta, no norte da Etiópia, e a arqueóloga que comanda a expedição, Louise Schofield (foto acima), informa em matéria publicada hoje, 12/02/12, pelo jornal britânico The Guardian, que os esforços da equipe finalmente descobriram uma enorme e antiga mina de ouro, ao lado das ruínas de um templo e das marcas de um campo de batalha. Diz a arqueóloga: "uma das coisas que eu sempre adorei na arqueologia é a maneira com que ela pode se vincular com lendas e mitos. O fato de que nós podemos ter encontrado as minas da rainha de Sabá é algo extraordinário". Tudo começou com uma "estela", uma rocha em formato de cubo com pouco mais de 6 metros de altura, esculpida com um sol e uma lua crescente, "que representavam o selo do reino de Sabá", segundo Schofield. Ela se engatinhou por baixo da rocha, com medo de uma cobra enorme que lhe avisaram que vivia ali, e ficou cara a cara com uma antiga inscrição no idioma que o povo de Sabá falava. Ali perto foram encontradas partes de colunas e pedras talhadas de um templo enterrado na areia, que parece ter sido dedicado à deusa Lua, que era a principal divindade de Sabá no séc. VIII a. C., em razão de uma vitória obtida numa batalha a poucos metros dali. Ainda que algumas pessoas do local até hoje procurem esporadicamente por ouro naquela região, ninguém nunca percebeu que havia uma mina de ouro (arqueológico, pelo menos) embaixo de alguns metros de terra. Talvez o que assustasse os garimpeiros fosse o fato de que muitos urubus ficavam exatamente em cima desse monte, como que guardando uma história ancestral. Ainda não é possível se dizer o tamanho exato da mina, apenas se imagina que ela seja gigantesca, dadas as características de seu portal, e uma escavação muito mais aprofundada será iniciada em breve, se houver recursos que a financiem. Parece que finalmente descobriram onde ficavam as lendárias minas do Rei Salomão.





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