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sábado, 27 de maio de 2017

Egito ataca Estado Islâmico para vingar cristãos martirizados



Este mundo está cada vez mais louco...

A notícia é do Estadão:

Egito ataca base do EI na Líbia após 
atentado que matou 28 cristãos

Mascarados atiraram contra o ônibus que transportava fiéis a um mosteiro copta, deixando também 24 feridos; ação ocorre pouco mais de um mês após os atentados do Estado Islâmico a igrejas coptas no Dia de Ramos

CAIRO - O presidente egípcio, Abdel-Fatah al-Sissi, ordenou nesta sexta-feira um ataque aéreo contra bases de treinamento do Estado Islâmico na Líbia horas após um atentado contra cristãos coptas deixar 28 mortos e 24 feridos. Ele também apelou ao presidente americano, Donald Trump, que lidere a luta contra o terrorismo.

Homens mascarados abriram fogo com armas automáticas contra um ônibus e outros veículos que transportavam fiéis para o mosteiro copta de São Samuel, na Província de Minia. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque.

O atentado, a oeste da localidade de Al Adua, coincide com a ofensiva iniciada há alguns meses pelo braço egípcio do grupo extremista Estado Islâmico (EI) contra a minoria cristã copta no país – que representa cerca de 10% dos 90 milhões de habitantes do Egito – em meio à perda de terreno do grupo no Iraque e na Síria.

Forças de segurança iniciaram uma busca pelos agressores, montando dezenas de postos de verificação e patrulhas na estrada desértica.

O ataque ocorreu na véspera do início do mês muçulmano sagrado do Ramadã e na esteira de uma série de atentados a bomba contra igrejas cristãs coptas no Egito reivindicados pelo EI. Em 9 de abril, atentados contras as catedrais coptas de São Jorge, na cidade de Tanta, no Delta do Rio Nilo, e de São Marcos, em Alexandria, deixaram 45 mortos e um ataque suicida em 11 de dezembro contra a Igreja de São Pedro, no Cairo, matou 29 fiéis, a maioria mulheres e meninas.

Após os atentados do Domingo de Ramos, o presidente egípcio declarou estado de emergência por três meses. Na ocasião, ele acusou os jihadistas de tentar dividir o país com ataques contra minorias.

Os coptas são uma das comunidades cristãs mais importantes do Oriente Médio, e uma das mais antigas. Os muçulmanos sunitas são maioria no Egito.

A Justiça civil anunciou na semana passada o envio à Justiça militar de 48 pessoas suspeitas de envolvimento nos ataques contra as três igrejas coptas realizados desde dezembro.

Segundo a Promotoria, os acusados comandavam ou pertenciam a “duas células” vinculadas ao EI, no Cairo e no sul do Egito, e participaram em “treinamento militar em campos na Líbia e na Síria”.

Um braço do grupo extremista atua ao norte da Península do Sinai, onde ataca com frequência as forças de segurança, sobretudo desde que o Exército destituiu em 2013 o presidente Mohamed Morsi, ligado à proscrita Irmandade Muçulmana.

A comunidade cristã do Egito recebeu no mês passado o apoio do papa Francisco. Durante uma visita de dois dias, o pontífice defendeu a tolerância e o diálogo entre muçulmanos e cristãos. Fervoroso defensor do ecumenismo, Francisco reuniu-se na ocasião com o papa copta ortodoxo do Egito, Teodoro II, e com o imã Ahmed Al-Tayeb, da mesquita de Al-Azhar, a instituição mais prestigiosa do Islã sunita.

Em um comunicado, o Vaticano disse que o papa ficou “muito triste” com o “bárbaro” ataque. Em uma mensagem de condolências, o papa afirmou que continuará com sua “intervenção pela paz e a reconciliação” no Egito.

“O incidente de Minia é inaceitável para os muçulmanos e os cristãos e atenta contra a estabilidade do Egito”, afirmou o imã Al-Tayeb em um comunicado. Em sua página oficial no Facebook, a Irmandade Muçulmana disse que, como em outras ocasiões, o “derramamento do sangue egípcio é proibido” e os ataques são um “crime”.

A Igreja copta apelou, por sua vez, “por mais medidas para prevenir esses incidentes que prejudicam a imagem do Egito”.



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Atentado contra ônibus mata 23 cristãos no Egito


A trágica notícia vem da Agência Brasil:

Ataque contra ônibus de cristãos no Egito deixa pelo menos 23 mortos

Pelo menos 23 pessoas morreram nesta sexta-feira (27) e 27 ficaram feridas em um ataque feito por um grupo de homens desconhecidos contra um ônibus de cristãos no povoado de Al Adua, na província de Minia, no Sul do Egito, informou à Agência EFE e o porta-voz do Ministério da Saúde egípcio, Jaled Muyahid.

Entre os feridos, sete estão em estado grave, segundo uma fonte de segurança.

Segundo declarou essa mesma fonte à Agência EFE, o ataque aconteceu quando o ônibus, que transportava cristãos coptas, dirigia-se ao mosteiro de São Samuel, a poucos quilômetros de Al Adua.

A fonte de segurança afirmou que um número indeterminado de homens armados, que estavam em quatro veículos, rodearam o ônibus e começaram a disparar enquanto o veículo circulava por um caminho perto de Al Adua, a caminho do mosteiro.

Os feridos foram levados, segundo o porta-voz, a três hospitais nos povoados de Magaga, Al Adua e Bani Mazar, na província de Minia.

O número de vítimas poderia aumentar pelo estado de saúde das pessoas feridas, segundo a fonte de segurança.

Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque e ainda não se sabe quantas pessoas contribuíram pelo ocorrido.

A minoria cristã copta foi vítima de numerosos atentados nos últimos meses, pois em 9 de abril, Domingo de Ramos, o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) cometeu dois ataques nas catedrais de São Jorge, na cidade de Tanta (delta do Nilo), e de São Marcos de Alexandria (costa mediterrânea), nas quais morreram 46 pessoas.

Além disso, em 11 de dezembro um terrorista filiado ao EI se explodiu no interior da Igreja de São Pedro, situada junto à catedral copta da capital egípcia do Cairo, e matou uns 30 fiéis, a maioria mulheres e crianças.

Os coptas egípcios representam entre 10% e 12% da população.

Edição: Graça Adjuto



domingo, 9 de abril de 2017

Atentados a igrejas coptas no Egito deixam dezenas de mortos e feridos


Por enquanto, são essas as trágicas estatísticas - ainda incertas e com base em informações que necessitam ser confirmadas - com que os cristãos no mundo todo recebem o Domingo de Ramos, uma festa de tradição católica mas que marca para toda a humanidade o início dos rituais que lembram a morte e ressurreição de Jesus Cristo.

O primeiro atentado aconteceu na igreja de São Jorge ("Mar Girgis") em Tanta, uma cidade a 120 km ao norte do Cairo, capital egípcia, e os primeiros números de vítimas apontavam 21 mortos e 53 feridos. Os dados mais recentes indicam 25 mortos e 69 feridos, e as perspectivas de atualização não são animadoras.

Depois houve um segundo atentado perto da Basílica de São Marcos em Alexandria, templo que equivale, para os coptas, ao que significa a Basílica de São Pedro no Vaticano para os católicos.

Em Alexandria, um terrorista suicida se explodiu perto da igreja no momento em que os fiéis estavam chegando para a missa, e há registro, por enquanto, de pelo menos 6 mortos e 21 feridos.

Alexandria é a sede patriarcal dos coptas, e o atual "papa" deles, Tawadros, estava no local por ocasião da explosão, mas segundo as últimas informações, não foi atingido e está sendo protegido de eventuais rescaldos terroristas.

O papa Francisco foi inteirado da triste notícia pouco antes de rezar o seu tradicional Angelus dominical na praça de São Pedro, ocasião em que fez questão de condenar o ataque terrorista e se solidarizar com os irmãos coptas.

Segundo as autoridades egípcias que estão apurando os fatos, realmente se trata de um ato terrorista, visto que na igreja de Mar Girgis foi encontrado um artefato que havia sido "plantado" no local com antecedência, a fim de que explodisse no horário da celebração religiosa que anuncia a Semana Santa, e o segundo atentado foi efetivamente perpetrado por um homem-bomba.

Em dezembro de 2016, um outro ataque reivindicado pelo Estado Islâmico deixou 29 mortos numa igreja copta do Cairo.

Aguardam-se informações no decorrer do dia, mas desejamos que haja paz no Egito.

As fontes das informações aqui coligidas são o Observador e o Times of Israel.



sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Cristãos são os reis da sucata no Egito


Não, meus amigos, esta não é a mistura do Brasil com o Egito, mas que tem gente dando novo significado à expressão "ralar o tchan" por lá, isso tem...

A matéria é da BBC Brasil:

Minoria cristã se torna 'garimpeira do lixo' em busca de ascensão social no Egito

Caroline Davie

É o cheiro nauseante e adocicado que te atinge primeiro, vindo da mistura de papelão molhado e frutas podres. Ele se mistura aos gases de emissões de veículos e ao odor da areia quente enquanto seguimos viagem por uma autoestrada do Cairo. Estamos na Cidade do Lixo.

Para alguns egípcios, porém, esse é o cheiro do sucesso.

Nosso táxi trafega pelas ruas, seguindo uma caminhão que parece sofrer para transportar sua carga de caixas de papelão compactadas.

Imagens de Nossa Senhora, Jesus e de santos decoram as fachadas de lojas e varandas de apartamento. Resíduous de sacos plásticos, papel alumínio e jornais voam com o vento, misturados à poeira urbana.

Por trás das muralhas desse subúrbio do Cairo está uma comunidade de cristãos coptas, a religião de apenas 10% dos mais de 82 milhões de egípcios. Aqui, eles são conhecidos como os Zabaleen - um termo derrogatório para definir catadores de lixo.

Eles se estabeleceram em uma pedreira abandonada e, desde os anos 70, coletam o lixo no Cairo de graça, trazendo-o para casa para reciclar. A triagem é feita à mão - o plástico é separado do papelão, o tecido do material orgânico - antes de tudo ser vendido para o próximo estágio da "indústria do lixo" que sustenta a comunidade.

O material é pulverizado, derretifo e compactado até que só sobre material orgânico em decomposição, que serve de alimento para porcos mantidos em conjuntos habitacionais do local - e cujos grunhidos ecoam do alto dos prédios.

A Cidade do Lixo, por sinal, é um dos poucos lugares do Cairo em que se pode comer carne de porco na rua - o Egito é um país onde o islã é a religião oficial.

Hoje, as ruas estão vazias, porque é domingo. A igreja, construída em uma caverna, realiza uma missa assistida por cerca de 4 mil pessoas - bem menos que os 20 mil que se aglomeram no local em datas mais significativas do calendário cristão.

As ruas também contam com o que parece uma espécie de camelódromo: sobre tapetes, há um festival de panelas, pratos, taças de champanhe e talheres de prata.

Mas não são bancas. O guia explica para a reportagem da BBC que nenhum dos itens está à venda.

"Esses são os presentes de casamento de uma noiva. Ela os deixa na rua para mostrar aos vizinhos o quão ricos são".

A Cidade do Lixo é um lugar de oportunidades.

Os Zabaleen estão entre os melhores recicladores do mundo, e o aumento da demanda mundial por materiais reciclados fez com que novas empresas surgissem no local.

A Cidade do Lixo abriga uma série de homens jovens em ternos de grife e relógios caros. Alguns desses jovem empreendedores têm diplomas, mas, na maioria dos casos, a combinação de educação básica e uma conta bancária já resolve.

Se a posse de terras é algo complicado em termos legais, os rumores são de que, na Cidade do Lixo, o metro quadrado sai pelo equivalente a R$ 3.600.

A BBC localiza o carro de Adel antes de o encontrar - um esportivo laranja em meio às ruas empoeiradas. Ele está apenas de passagem. Deixou Cidade do Lixo para morar em um condomínio de luxo do Cairo (áreas com nomes de cartão postal de cidades ocidentais, como Beverly Hills e Hyde Park), mas seu negócios ainda estão aqui.

Ao abrir a porta de seu armazém, ele aponta para uma espécie de roda de plástico verde, tão grande como uma pessoas. "Fui o primeiro a comprar essa máquina aqui. Ela transforma garrafas plásticas em espirais de encadernação. Agora, recebo lixo do Egito inteiro", explica.

Outra máquina produz um cubo perfeitamente prensado de metal, comoposto de latas de refrigerante compactadas.

Adel vende seus produtos reciclados ao redor do mundo. Sua filha está matriculada em uma escola particular de renome do Cairo e ele é sócio de um ilustre clube da cidade. Mas a vida não é muito segura: contratos internacionais de reciclagem dependem de estabilidade e consistência, atributos que hoje estão escassos no Egito.

Socialmente, a posição de Adel é precária. A comunidade se sente discriminada.

"Não tenho vergonha de ser Zabal, mas espero que minha filha encontre outra carreira".






quarta-feira, 8 de julho de 2015

Na onda das estátuas feias, sobrou até para Nefertiti no Egito


Padrão de beleza há 3.500 anos, bem que podiam ter deixado a rainha Nefertiti curtindo seu sarcófago, não é mesmo?

A notícia é da BBC Brasil:

Autoridades egípcias viram piada na internet por estátua 'feia' de Nefertiti

O lançamento de uma réplica feia do famoso busto da rainha Nefertiti fez com que egípcios zombassem de autoridades do país nas redes sociais.

Nefertiti governou o Egito ao lado do marido no século 14 a.C. e sua beleza é lendária - o nome dela, na verdade, significa "uma bela mulher chegou".

A imagem moderna que se tem da antiga rainha foi construída a partir do busto descoberto em 1912, atualmente mantido num museu em Berlim - a propriedade do objeto é questão de debate frequente entre Egito e Alemanha.

Para os egípcios, Nefertiti continua a ser um símbolo de orgulho da história e beleza impressionantes do país. Então, quando autoridades quiseram encomendar uma estátua na entrada da cidade de Samalut, pensaram na antiga rainha.

Infelizmente, a réplica final pouco se parece com a bela rainha - e muitos passaram a lamentar o atual estado da arte egípcia. Para falar a verdade: a mulher retratada na estátua é bem feia.

"Isso é um insulto à Nefertiti e a todos os egípcios", escreveu uma mulher no Twitter.

Outro usuário escreveu: "Isso deveria ser chamado 'estátua feia, de mal gosto e sem arte'... não Nefertiti."

Muitos egípcios se sentiram ofendidos pela tentativa fracassada de replicar o busto icônico e expressaram raiva contra os escultores.

"Se você não sabe como fazer estátuas, não vá e faça algo tão injusto à bela Nefertiti", disse um homem no Twitter.

"Você não está apenas distorcendo o presente, mas também o passado... Eu peço que o busto original não seja devolvido da Alemanha, pelo menos lá ela tem sua dignidade", escreveu outro.

Milhares de outros egípcios estão usando a hashtag "Nefertiti" em árabe, comparando a réplica ao busto original, muitas vezes usando legendas sarcásticas.

O busto foi retirado da cidade após as criticas e será substituído por uma estátua da pomba da paz, segundo a imprensa local.‏

Internautas egípcios ironizaram: "Nefertiti antes e depois do casamento"




segunda-feira, 13 de abril de 2015

Egípcia passa 43 anos por homem para sustentar família


A matéria é do Extra:

Mulher recebe condecoração após se passar por homem durante 43 anos para trabalhar e sustentar a família

Uma mulher egípcia, que durante 43 anos se passou por homem para conseguir emprego e sustentar sua família, recebeu uma condecoração do governo da cidade de Luxor, no Egito, na última terça-feira. Sisa Abu Daooh, de 64 anos, foi honrada pela Direção da Solidariedade Social local com o prêmio de “mulher chefe de família” por seus anos de trabalho árduo para alimentar a filha e os netos. A história dela só foi descoberta no ano passado. As informações são do jornal The New York Daily News.

Sisa perdeu o marido quando ainda estava grávida da filha. Ela, que não queria pedir esmolas nas ruas, mas estava pressionada socialmente para ficar em casa, decidiu, então, se disfarçar de homem para sustentar a pequena Houda. Assim, durante 43 anos, ela trabalhou fazendo tijolos e engraxando sapatos, entre outras atividades, para ganhar dinheiro.

“Eu preferia trabalhos pesados como levantar tijolos, sacos de cimento e limpar sapatos, que mendigar nas ruas. Eu precisava ganhar a vida para mim, para a minha filha e para meus netos”, disse ela.

Ela chegou a casar a filha com um homem, quando a menina já era jovem. Porém, o rapaz ficou doente e não pôde trabalhar. Por isso, Sisa continuou sua farsa. Para não ser descoberta, ela usava roupas masculinas - incluindo turbantes - para sair de casa.

“Para me proteger dos homens e de seus assédios, e para fugir da perseguição por causa das tradições, eu decidi ser um homem. Me vestia com as roupas deles para trabalhar ao lado deles (como igual), em aldeias onde ninguém me conhecesse”, lembra.

Atualmente, Sisa diz que se mantém trabalhando como engraxate porque, assim, ganha uma “renda decente”. “Minha mãe é a única que ainda provê para a família. Ela acorda todos os dias às seis da manhã para começar a polir sapatos na estação de Luxor. Eu carrego os kits de trabalho para ela porque ela já está em idade avançada”, diz a filha Houda.

Gentil, Sisa agradece quem já ajudou em seu percurso. “Obrigado a todos que têm me ajudado. Espero ver o Egito em uma situação melhor”, diz.



sexta-feira, 2 de maio de 2014

Arqueólogos poloneses alegam haver encontrado tumba de Alexandre no Egito


Alexandre, o Grande não tem descanso. Pelo menos o que restou de seus ossos, se é que eles estão enterrados em algum lugar, não podem "dormir" em paz.

Em agosto de 2013, traçamos aqui no blog um breve perfil de Alexandre e do mistério que envolve o destino final de seu sarcófago de ouro, quando se especulou que ele estaria enterrado na Grécia.

Apesar do furor que a notícia causou mundo afora naquela época, não se soube mais dos desdobramentos da busca pela tumba perdida de Alexandre em terras gregas.

Agora vem do Egito a notícia de que Alexandre continuaria sepultado em Alexandria, último local onde se sabe que seu sarcófago esteve, até o início da era cristã.

O World News Daily Report informa que uma equipe de arqueólogos e historiadores poloneses encontrou um estranho mausoléu enquanto exploravam a cripta de uma antiga igreja cristã na cidade egípcia que leva o nome do antigo rei macedônio.

A tumba seria feita de mármore e ouro, e estaria situada numa área conhecida como Kom el-Dikka, no centro da cidade de Alexandria, apenas 60 metros distante da mesquita de Nebi Daniel.

Trata-se, segundo os pesquisadores, de um grande monumento, aparentemente selado e escondido durante o século III ou IV depois de Cristo, momento em que o cristianismo se tornou a religião hegemônica do Império Romano.

A decoração do mausoléu seria, também, uma homenagem à natureza multicultural do império conquistado por Alexandre, combinando influências artísticas e arquitetônicas de origem grega, egípcia, macedônia e persa, com inscrições em grego, além de alguns hieroglifos egípcios, mencionando que a tumba é dedicada ao "rei dos reis, e conquistador do mundo, Alexandre III".

Haveria ainda um sarcófago quebrado, feito de cristal, possivelmente danificado durante os distúrbios políticos e religiosos que sacudiram Alexandria durante o reinado de Aureliano, por volta de 270 d. C.

Dentro do sarcófago haveria ainda 37 ossos, na maioria quebrados, provavelmente pertencentes a uma única pessoa adulta do sexo masculino, que, somente após a datação por carbono-14, poderá determinar a que era pertenceram.

Como você percebe, usamos e abusamos aqui de verbos no condicional, já que tudo que envolve Alexandre, o Grande, é sempre objeto de muitas especulações e falsificações.

Além disso, a notícia foi divulgada em portais um tanto quanto desconhecidos, sobre os quais, entretanto, não paira nenhuma suspeita anterior de, digamos, desinformação, mas todo cuidado é pouco.

O próprio fato de existir uma equipe polonesa investigando uma antiga igreja cristã em território copta no Egito já soa um tanto quanto estranho, convenhamos, a começar pelo fato de que os "poloneses" representam para as piadas que os americanos contam o papel que os brasileiros destinam aos "portugueses" nos seus chistes.

Piadas à parte, o Centro Polonês de Arqueologia, apesar de pouco conhecido, goza de alguma reputação não manchada até agora e - talvez - o que chama mais a atenção é o fato de que eles escavavam uma antiga igreja cristã e teriam encontrado algo totalmente inesperado.

Divulgamos a notícia com o fim de que ela seja mais conhecida e mais pessoas acompanhem o desenrolar do processo.

Aguardemos, então, maiores informações sobre o suposto achado, se é que elas algum dia virão.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Amizade de padre copta e xeque muçulmano resiste a 40 anos de intolerância religiosa no Egito

Numa região em permanente estado de guerra e num país marcado pelo ódio religioso, ainda há lugares onde cristãos e muçulmanos podem viver em paz e harmonia, segundo noticia o UOL:

No Egito deflagrado,
xeque e padre mantêm
amizade de 40 anos

Richard Furst

Às margens do Rio Nilo, no vilarejo de Qufada, município de Maghagha, no Alto Egito, vive uma dupla de amigos totalmente estranha para o país onde nasceram: Fattah Hamdi, xeque, mantêm há mais de 40 anos a amizade do padre Yoanas.

A semelhança da túnica, da barba longa e do semblante destes dois amigos escondem diferenças enormes.

De um lado, um salafista do Partido Nour, grupo islâmico ultraconservador que quer definir uma nova ordem no país de acordo com tradições do século 7. Do outro, está um sacerdote da Igreja Copta, uma das comunidades cristãs mais antigas do mundo.

No surto de violência no Egito, as propriedades cristãs têm sido alvos constantes de ataques de radicais islâmicos. Mesmo antes das manifestações pelo país, houve prisões de manifestantes lutando pela construção de novos templos.

Os cristãos compõem em torno de 10% dos quase 90 milhões de egípcios. Apesar de ser comum a amizade entre seguidores das duas religiões, as lideranças muçulmanas mantêm linha dura e proíbem a construção ou restauração de igrejas sem a aprovação de autoridades locais. Um relatório divulgado pelo governo egípcio aponta que existem duas mil igrejas no país, contra mais de 100 mil mesquitas.

"Manter a nossa amizade há mais de 40 anos é uma forma também de contribuir para a sociedade local. Ao lado disso, há fortes laços entre nossas famílias: superamos momentos pessoais juntos. Participamos de jantares do mês sagrado do Ramadã e dos almoços de Natal e Páscoa. Nossos filhos são amigos também, só não sabemos se vão seguir a vida como xeque e padre", destaca Yoana, enquanto espera Hamdi para uma reunião num campo de futebol, onde jovens muçulmanos e cristãos também têm o hábito de se encontrar para conversar.

É sexta-feira, dia de descanso nos países árabes, mas Yoanas tem agenda normal. O xeque está atrasado, porque ainda não terminou as orações semanais na mesquita.

Enquanto espera, o padre é surpreendido por uma muçulmana que pede ajuda para retirar parte de um brinquedo que feriu o nariz do filho. Yoanas chama o padre que realiza os serviços médicos na igreja: uma bolinha é retirada com uma pinça, e a mãe, que não tem contato físico com homens, balança a cabeça para agradecer o socorro.

"As relações entre muçulmanos e cristãos aqui na cidade são muito fortes. É amizade, não apenas cumprimentos pelas ruas. Se houver problemas, mesmo entre dois cristãos, viemos à igreja para ajudar a resolvê-los", diz o xeque ao se aproximar do templo e ver o atendimento médico realizado.

O xeque também é do Comitê de Reconciliação, local que trabalha de acordo com regulamentos islâmicos extremamente tradicionais.

As diferenças são colocadas de lado no dia a dia e eles parecem conversar sobre os mais diferentes temas. São a favor, por exemplo, da nova Constituição do Egito. O copta espera que essa possa ser a oportunidade de facilitar a construção de novas igrejas cristãs, algo praticamente impossível neste momento. A relação com as suas mulheres – o título religioso não os proíbe do casamento –, os filhos e os problemas da comunidade também são tratados.

"Fazendo caridade em nossa região, a gente encontrou uma forma de falar sobre religião e política sem alterar a voz. É preciso se dedicar ainda mais, nós sabemos, temos muito ainda a conversar sobre nossas doutrinas", acrescenta o padre.

A população local, formada por cerca de 220 famílias cristãs e mais de 30 mil muçulmanos, recorre constantemente às lideranças religiosas. Até em casos extremos, o xeque ou o padre são acionados pelos moradores antes mesmo do hospital ou da polícia. Qufada está distante do Cairo não só pelas quatro horas de carro, mas pelas galinhas e jumentos soltos nas ruas aonde o asfalto, o saneamento básico e a coleta de lixo ainda não chegaram.

"Todos os dias nós resolvemos problemas entre a população. Em muitos casos, uma luta ou acidente pessoal se transforma em conflito religioso, sem ter essa origem. Certa vez um cristão atropelou um muçulmano. Se a vítima tivesse morrido seria um grande problema porque as pessoas começariam a relacionar com a igreja. Nós não aceitamos qualquer opinião tendenciosa ou agressiva em favor de um grupo ou ideia", frisa o xeque.

Há diversos relatos de que líderes islâmicos incitaram atos contra cristãos, transmitindo mensagens contra coptas pelos alto-falantes de mesquitas e durante os protestos pela restituição do presidente deposto Mohamed Mursi.

Em Qufada não é diferente. Mas Hamdi diz que está pronto para subir a qualquer momento até a torre da igreja da Virgem Maria para proteger o templo do amigo Yoanas. Sobre os ataques e mortes em manifestações no Egito, o xeque abraça o padre e diz: "essas pessoas não entendem o islã, que quer dizer paz".



terça-feira, 31 de dezembro de 2013

10 antigas tradições de Ano Novo


Chega ao fim o ano de 2013, ano de conquistas e derrotas, alegrias e tristezas, umas mais, outras menos, como acontece com todos os seres humanos do planeta.

Vem aí 2014! Novos planos e antigas esperanças o aguardam, e por isso cada um de nós tem uma maneira de dar-lhe as boas vindas, embora a maneira como isso ocorre esteja padronizada mundo afora, com algumas pequenas diferenças rituais e culturais.

Hoje é um dia propício, portanto, para relembrar como antigas civilizações comemoravam o Ano Novo segundo seus costumes ancestrais.

O portal Listverse cita 10 dessas antigas tradições:

O deus babilônico
Marduque
1 - AKITU BABILÔNICO

Na antiga Babilônia, a chegada do Ano Novo era comemorada com dois eventos que ocorriam na entrada de cada semestre do calendário sumério, quando se celebrava o festival Akitu, em honra do deus supremo de sua religião, Marduque.

Akitu, em antigo sumério, significava literalmente "corte da cevada", ou "semeadura da cevada", conforme o início do semestre correspondente às etapas do seu cultivo.

Conforme você percebe, o povão bebe cerveja desde priscas eras, e a festa popular em torno do Akitu durava duas semanas.

Ao rei cabia um papel mais cerimonial, indo ao templo de Nabu onde recebia dos sacerdotes um cetro real com o qual participava de vários rituais, sendo o mais importante aquele que representava a Criação segundo as tradições religiosas sumérias.

2 - FESTIVAL EGÍPCIO DA BEBEDEIRA

De novo, o álcool. Muitos beberrões atuais se identificariam com essa festa, não é mesmo?

Na antiga mitologia egípcia, o deus-com-cabeça-de-leão Sekhmet havia decidido destruir a humanidade, no que foi impedido pelo deus-sol Rá, que lhe fez beber uma quantidade gigantesca de uma cerveja de cor vermelha, como se fosse sangue humano.

Com essa bizarra inspiração, cada Ano Novo egípcio era comemorado com uma bebedeira coletiva, em que o povo agradecia a Rá pelo estratagema utilizado para o proteger de Sekhmet.

Não era um porre, digamos, "leve". Tratava-se praticamente de um coma alcoólico, já que quando mais se bebesse, mais o indivíduo, a nação e a humanidade seriam salvos da extinção decretada por Sekhmet.

Alguns poucos egípcios permaneciam sóbrios para, no dia seguinte, acudirem e acordarem os bêbados que jaziam pelas casas, ruas e praças das cidades.

3 - NORUZ DA PÉRSIA

"Noruz" (نوروز em farsi, significando literalmente "Novo Dia") é a festa de Ano Novo da antiga Pérsia, que vem sendo comemorada há milênios, e há quem diga que em 2013 foi comemorado o 5774º Noruz da História.

Perceba que, não por acaso, o calendário judaico, contado a partir da Criação, também está no ano 5774.

O Ano Novo persa ocorre no dia 21 de março, ou na data do equinócio da primavera do hemisfério Norte, que é em torno desse dia, e se tornou uma festa muito ligada ao zoroastrismo e à fé Bahá'í.

A celebração dura 13 dias, durante os quais a primavera recomeça a cobrir a terra com vegetação e flores, simbolizando um renascimento.

Até hoje, o Noruz é muito celebrado mundo afora, especialmente no Irã, onde vive boa parte dos seguidores das religiões que o festejam.

4 - FESTA DA CIRCUNCISÃO

A festa da circuncisão era uma tradição da Igreja cristã primitiva, uma espécie de continuação do Natal.

Como a lei judaica mandava circuncidar os meninos ao oitavo dia do nascimento, quando começou a tradição de se comemorar o Natal em 25 de dezembro, em seguida veio a ideia de se celebrar o dia da circuncisão do menino Jesus.

Por isso mesmo, o dia 1º de janeiro, instituído como início do Ano Novo por Júlio César em seu calendário juliano de 46 a. C., passou a ser coincidente com a festa da circuncisão, que ainda é celebrada em comunidades ortodoxas orientais, luteranas e anglicanas ao redor do mundo.

A tradição foi se perdendo na igreja católica até que, em 1974, o papa Paulo VI decretou o dia 1º de janeiro como o "Dia Mundial da Paz".

5 - HOGMANAY DA ESCÓCIA

Hogmanay é uma antiga tradição escocesa de se celebrar com fogueiras o último dia do ano e a virada para o ano seguinte.

O registro mais antigo da festa é de 1604, mas há quem diga que o Hogmanay remonta às eras pagãs da Escócia, antes do advento do cristianismo em terras britânicas.

O fogo é o grande personagem do evento, sendo conduzido em tochas e bolas pelas ruas, simbolizando o retorno do Sol, e continua a ser comemorada na Escócia.

6 - FESTA ROMANA DE JANO

Jano (ou Janus), era o deus romano de duas caras, associado às transições da vida, entre passado e futuro.

Como o próprio nome indica, o nome "janeiro" para o primeiro mês do ano deriva da palavra "Jano".

Não por acaso, portanto, o primeiro dia de janeiro era dedicado ao deus Jano.

Os antigos romanos acreditavam que tudo o que se semeava naquele dia duraria o ano todo.

Por isso mesmo, era um costume deles dar presentes e comida, abster-se de ações e pensamentos maus, e ser cordial uns para com os outros.

7 - CRIOS E IASION DA GRÉCIA

Crios e Iasion eram associados à chegada do Ano Novo na antiga Grécia.

Crios era um dos doze titãs clássicos da mitologia grega, vinculado à constelação de Áries, a primeira que aparecia no céu quando começava a primavera, o que remetia o imaginário popular à entrada em uma nova estação.

Iasion era um semideus, filho de Zeus com uma de suas muitas amantes. Iasion era amante também de Deméter, a deusa grega da agricultura e das estações do ano.

A depravação dos deuses gregos era tanta que Deméter teve uma filha com seu irmão Zeus: Perséfone. 

Isso explica porque Zeus teria matado Iasion, fazendo com que o povo passasse a celebrar a tragédia romântica de Iasion e Deméter na chegada da primavera.

8 - A LENDA CHINESA DE NIAN

Todas as grandes cidades do mundo onde há uma comunidade chinesa relevante sabem o que é celebrar o Ano Novo chinês, que segue seu calendário próprio.

Trata-se de uma festa onde a cor vermelha predomina e se celebra a lenda de Nian, que seria um monstro submarino que, todo dia de Ano Novo, vinha ao continente para devorar pessoas e animais.

Os antigos chineses então se refugiavam nas montanhas, onde esperavam estar a salvo de Nian, que em chinês significa "Ano".

Um dia, entretanto, um velhinho de barbas apareceu numa vila na noite de Ano Novo, pedindo comida e abrigo, e só uma viúva também já idosa o acolheu em meio ao caos.

Em retribuição ao gesto caridoso da viúva, o velhinho prometeu que Nian jamais voltaria e decorou a vila toda com velas e lanternas vermelhas, preparando ainda fogos de artifício para "recepcionar" o monstro quando ele aparecesse.

Todo aquele rebuliço de cores, luzes e sons fizeram com que o monstro se assustasse e sumisse, mas a tradição deveria ser repetida a cada virada de ano.

9 - NEMONTEMI E QUAHUITLEHUA DOS AZTECAS

Os antigos aztecas, povo aborígene do território onde hoje está o México, tinham duas datas específicas para marcar o último e o primeiro dia do ano.

Havia um intervalo de 5 dias entre o último e o primeiro dia do ano. Esse interstício se chamava Nemontemi, e correspondia a um período considerado peculiarmente azarado e perigoso, já que os maus espíritos varriam a terra buscando a quem tragar.

Os aztecas então se recolhiam a suas habitações, fazendo o máximo de silêncio para não atrair as assombrações.

Findo o Nemontemi, começava o primeiro mês do ano para os aztecas, chamado de Quahuitlehua, que correspondia ao final da estação seca e ao início do plantio das novas culturas.

Aí começava também um ritual bárbaro. Para assegurar o favor dos deuses da chuva, que regaria suas plantações, os aztecas sacrificavam crianças por afogamento, dentro do ritual a que chamavam Atlchualco, ou "compra da água".

Ainda bem que certos costumes foram extintos.

10 - DIA DA SENHORA NA INGLATERRA

Até 1752, o dia 25 de março marcava o início do Ano Novo na Grã-Bretanha, com exceção da Escócia, que tinha a sua própria tradição das fogueiras, acima descrita.

Também conhecido como o "Dia da Anunciação", o Dia da Senhora ("Lady Day") tinha inspiração cristã e marcava o dia em que o arcanjo Gabriel visitara Maria para avisá-la do nascimento de Jesus Cristo, exatos 9 meses depois, no Natal.

A tradição se alargou tanto que o dia passou a marcar também o "aniversário" da expulsão de Adão e Eva do paraíso, do assassinato de Abel por Caim, do "sacrifício" de Isaque por Abraão, da decapitação de João Batista e Tiago e da libertação de Pedro da prisão.

A superstição era tal envolvendo o "Lady Day" que alguns "profetas do fim-do-mundo" do século X predisseram que o mundo acabaria na data em que o Dia da Senhora coincidisse com a Sexta-Feira Santa, o que veio a acontecer no ano 970, mas o mundo continua de pé desde então.

Até hoje, 31 de dezembro de 2013. Feliz 2014!



sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Sobre besouros rola-bosta e gente feita de pó (das estrelas)


Interessante artigo do NYT traduzido e publicado na Folha de S. Paulo, com surpreendente destaque para o escaravelho rola-bosta (leia e entenderá):

Maioria dos átomos que compõem os humanos foi produzida em estrelas

DENNIS OVERBYE
DO "NEW YORK TIMES"

Em 1929, o astrônomo Harlow Shapley, da Universidade Harvard, afirmou: "Nós, seres orgânicos que nos descrevemos como humanos, somos feitos da mesma matéria que as estrelas". Foi uma observação surpreendente, considerando que, na época, ninguém nem sequer sabia o que fazia as estrelas brilharem.

Trinta anos ainda se passariam até Geoffrey e Margaret Burbidge, William Fowler e Fred Hoyle, em artigo que se tornaria clássico, demonstrarem que os átomos que nos compõem não apenas são os mesmos que os das estrelas: a maioria deles foi, na verdade, produzida em estrelas. Começando pelos primordiais hidrogênio e hélio, elementos mais densos como ferro, oxigênio, carbono e nitrogênio foram gerados numa série de reações termonucleares e então espalhados pelo espaço quando essas estrelas morreram e explodiram como supernovas, num frenesi termonuclear final.

Notícias divulgadas recentemente me lembraram disso. Uma delas envolvia escaravelhos, que, aparentemente, orientam-se pela luz da Via Láctea.

A outra foi o anúncio de que astrônomos identificaram a origem da existência do ouro no Universo em um cataclismo conhecido como explosão de raios gama.

Edo Berger, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, no Massachusetts, disse que a explosão pode ter criado uma quantidade de ouro equivalente à massa de 20 Luas da Terra.

As próprias estrelas de nêutrons são frutos de cataclismos: explosões de supernovas que podem espremer o espaço para fora de átomos e comprimir uma massa maior que o Sol numa bola de 32 quilômetros de diâmetro.

Berger sugeriu que, de fato, é possível que todo o ouro do universo tenha sido produzido por colisões entre estrelas de nêutrons. Isso nos traz de volta ao escaravelho, o humilde rola-bosta.

Esses seres, que vivem das fezes de animais maiores, têm um problema. A partir do momento em que um escaravelho encontrou esterco e rolou um pouco para formar uma bola, ele precisa tirar a bola do local, rolando-a em linha reta para longe da pilha de esterco, senão outros escaravelhos virão roubá-la.

Como os besouros fazem isso, mesmo em noites sem luar, têm sido um mistério.

Em janeiro, uma equipe de pesquisadores suecos e sul-africanos revelou que os escaravelhos coprófagos africanos podem usar a Via Láctea para se orientar.

Os pesquisadores descobriram que, quando eram colocados pequenos "chapéus" nos escaravelhos, impedindo-os de enxergar o céu, ou quando nuvens ocultavam as estrelas, os escaravelhos andavam a esmo.

Mas eles não se desviam do caminho em noites estreladas.

Seria difícil imaginar uma conexão entre o microscópico e o macroscópico e entre o espaço interno e o sideral mais bela que essa ou que tão bem induz um sentimento de humildade.

Os antigos egípcios consideravam os escaravelhos sagrados por sua capacidade de gerar vida a partir de dejetos.

O escaravelho era símbolo da renovação eterna e da vida que nasce da morte.

Os egípcios usavam representações de escaravelhos como amuletos.

Em um dos símbolos máximos de reciclagem, alguns desses amuletos eram feitos de ouro.



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