quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Programa de Aécio propõe criminalizar homofobia. E agora, Malafaia?

- Desculpaí, Malafaia!
- Magoei...  #xatiado
Na atual campanha eleitoral, é notório que uma das razões mais levantadas por muitos líderes evangélicos para justificar seu apoio ao candidato Aécio Neves tem a ver com o apoio do PT e da candidata Dilma Rousseff aos movimentos homossexuais.

Até aí nenhuma novidade, não é mesmo?

O que eles talvez não saibam é que o programa de governo recentemente divulgado por Aécio Neves propõe exatamente os mesmos planos que aqueles líderes evangélicos combatem, inclusive a criminalização da homofobia e a adoção por casais homossexuais.

Pode até não estar escrito com essas exatas palavras, mas dá no mesmo. Está lá, num capítulo sobre direitos humanos de várias minorias, entre as quais os homossexuais. Basta conferir o texto e o contexto, cuja reprodução segue mais abaixo. 

Quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça!

É bom lembrar que Marina Silva foi estigmatizada no 1º turno pelas idas e vindas ao sabor das críticas que a candidata recebia de Silas Malafaia às suas posições erráticas nessas mesmas questões.

Por sinal, Jair Bolsonaro (PP-RJ), candidato mais votado a deputado federal pelo Rio de Janeiro, declarou ontem a O Globo que se sente "esnobado" por Aécio, justificando: "Acho que ele acha que tenho fama de homofóbico, de defender o regime militar e que pode perder votos".

Quem quiser ler a íntegra do programa de Aécio é só clicar aqui para baixá-lo em .pdf e, lá no tópico Cidadania, subtópico Direitos Humanos (páginas 27 a 29, das quais destacamos a página 28 abaixo), o leitor poderá constatar as seguintes propostas:
  • Apoio a linhas de pesquisa universitárias relativas à questão étnico-racial e de orientação sexual.
  • Estímulo aos movimentos de defesa dos direitos de afrodescendentes, LGBT, indígenas, quilombolas, mulheres e ciganos.
  • Organização de protocolos de prevenção ao racismo e à discriminação por orientação sexual, com participação das políticas de Justiça, Direitos Humanos, Assistência Social, Educação, Trabalho, Saúde e Igualdade Racial, em ampla parceria com a sociedade civil.
  • Ampliação da participação da Comunidade LGBT nos debates do Programa Brasil sem Homofobia, e articulação deste programa com as iniciativas estaduais e municipais.
  • Apoio a iniciativas que busquem assegurar a identidade de gênero.
  • Toda forma de discriminação deve ser tratada como crime à pessoa humana.
  • Garantia da igualdade de atenção aos processos de adoção para casais heterossexuais e homossexuais.
  • Criar Fórum Nacional de Diálogos para que a escuta das reivindicações dos movimentos sociais que lutam pela garantia de direitos de negros, indígenas, ciganos, quilombolas e LGBT sejam efetivados e garantidos.





Será que o Malafaia sabe que o Aécio também quer criminalizar a homofobia?





quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Freira Cristina estreia com cover de "Like a Virgin" de Madonna


Depois da surpresa causada e do estrondoso sucesso que a levou a vencer a versão italiana do "The Voice", a freira conhecida como "irmã Cristina" ("suor Cristiana" em italiano) acaba de lançar o primeiro videoclip que promove sua estreia no mercado fonográfico.

A canção escolhida foi nada mais, nada menos, do que a regravação do hit "Like a Virgin", sucesso de Madonna em 1984.

Resta saber se passaremos os próximos 30 anos falando dela...

Confira como ficou o resultado:




terça-feira, 21 de outubro de 2014

Leonardo Boff e o canal da Nicarágua


Matéria publicada no IHU:

O teólogo brasileiro e o canal nicaraguense

Foi o brasileiro Leonardo Boff, defensor do meio ambiente, que convenceu o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, a empreender a megaobra.

A reportagem é de Alver Metalli, publicada por Terre d'America, 15-10-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Na Nicarágua, a discussão em torno do canal interoceânico que cortará o istmo do grande lago Cocibolca é dura, mas a decisão está tomada: o canal será feito, e os trabalhos começarão em dezembro, com um porto no Oceano Pacífico.

Os pró-canal enunciam as vantagens e asseguram a viabilidade do projeto; os críticos minimizam os benefícios e acentuam os danos ambientais que ele poderia envolver; mas poucos sabem que o "inspirador" da megaobra é o teólogo da libertação e ambientalista brasileiro Leonardo Boff.

A revelação surpreendente foi feita pelo próprio presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, que até poucos anos era de posições absolutamente contrárias.

"Nem por todo o ouro do mundo, eu podia arriscar o lago com um canal... não se deve correr o risco de contaminar a maior reserva de água potável do país e da América Central." O discurso citado traz a data de 10 de maio de 2007. Ortega mudou de ideia e, com o empresário chinês Wang Jing, tornou-se o principal proponente do canal interoceânico no território nacional.

O quando e o porquê dessa reviravolta de 180 graus são revelados pela revista nicaraguense Trinchera de la Noticia, citando as palavras do próprio presidente sandinista pronunciadas há poucos dias na reunião da Conferência dos Partidos Políticos da América Latina.

Depois de um panorama histórico de Sandino à revolução, ambos propensos à grande obra, o presidente da Nicarágua admitiu que "não foi fácil o convencimento" e que "eu passei pela prova de fogo com Leonardo Boff".

E aqui Ortega contou que, "há dois anos, andava por aqui o Leonardo. Já estava presente essa questão do canal, falava-se bastante. Falei com Leonardo, que é um defensor da natureza. Falando com ele, eu vinha preparado para que ele me dissesse que era uma barbaridade (a construção do canal), eu esperava isso". Mas não foi assim.

Ortega lembrou que, na visita a Manágua, Boff trazia consigo a Carta da Terra, um documento que ele mesmo havia assinado, no qual os políticos e personalidades de diversos países do continente se comprometiam a respeitar o meio ambiente e a combater as mudanças climáticas.

"Eu assinei a carta, me comprometi, mas depois os companheiros começaram a me a falar do canal, a me falar do canal, a me falar do canal..."

Ortega declara ter resistido à ideia da sua realização: "Eu tinha as minhas preocupações". Mas Boff – conta o presidente da Nicarágua – falou-lhe a respeito de megaprojetos no Brasil, hidrelétricas e obras a céu aberto na floresta.

"E me dizia que, sim, havia questionamentos, mas eles acompanharam os projetos, e o impacto que tinham dado, tinha dado vida às florestas."

Boff – relata a Trinchera de la Noticia – tinha convidado o presidente ao Brasil para ver pessoalmente as obras e constatar a sua compatibilidade ambiental. "Foi um alívio para mim", comenta o líder sandinista.

"Começamos o debate sobre o canal, e foram me persuadindo de que a única maneira pela qual a Nicarágua tem de poder enfrentar o tema da pobreza com passos mais rápidos" era precisamente o de realizar o canal interoceânico.



segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Conservadores católicos tentaram usar Bento XVI contra o papa Francisco


A matéria é da versão brasileira do El País:

Papa Francisco: “Deus não tem medo das novidades”


Jorge Mario Bergoglio reafirma sua vontade de abertura na beatificação de Paulo VI

Maioria dos bispos quer que Igreja se abra para gays e divorciados


PABLO ORDAZ

Na praça de São Pedro, sob o sol de outubro -talvez o mais charmoso de Roma- e diante de um grande retrato de Paulo VI, que neste domingo foi proclamado beato, o papa Francisco aproximou-se de Bento XVI e deu-lhe as mãos, trocaram sorrisos, deram fé pública a sua cumplicidade. Não foi -nada o é no Vaticano- um simples gesto. São algumas as vozes que indicam que, durante esta última semana, quando o Sínodo dos Bispos se dividia perante a abertura de Jorge Mario Bergoglio às novas famílias e aos homossexuais, alguns cardeais conservadores enviaram recado a Joseph Ratzinger para que apoiasse suas teorias. A resposta não deixou espaço para interpretações: "O Papa é Francisco". Um papa, que, mesmo propiciando um debate aberto sobre as questões mais delicadas da Igreja, também não se priva de colocar Deus como testemunha de sua linha: "Ele não tem medo das novidades! Por isso, continuamente nos surpreende nos mostrando e nos levando por caminhos imprevistos".

Seja obra do Altíssimo ou uma simples jogada do destino, o fato é que os 191 padres sinodais levam de volta consigo um documento de trabalho -isso, e não qualquer outra coisa, tem as conclusões do Sínodo sobre a família- que supõe uma verdadeira separação com o passado. Porque, independentemente do que a Igreja determinar em um futuro próximo sobre a comunhão dos divorciados que voltaram a casar, os casais de fato ou a forma de integrar os gays à comunidade cristã, o que certifica o chamado Relatio Synodi é uma mudança radical de olhar e de linguagem. Se, por exemplo, o bispo de Alcalá de Henares (Espanha), Juan Antonio Reig Pla, voltar a sentir a tentação no próximo domingo de dirigir-se do púlpito contra os gays, estará se posicionando muito longe da linguagem utilizada pelo Sínodo, que -muito ao contrários das teorias dele- diz que "os homossexuais têm dons e qualidades a oferecer à comunidade cristã".

Durante a cerimônia de beatificação de Paulo VI, um papa muito difícil de enquadrar em uma única fotografia, conhecido por sua oposição ao preservativo e à pílula anticoncepcional, mas também por ter pontes com outras religiões e por proclamar que a melhor forma de buscar a paz é trabalhar pela justiça, Jorge Mario Bergoglio reafirmou a bandeira que assumiu assim que chegou ao trono de Pedro: "A Igreja é chamada a encarregar-se, com presteza, das feridas abertas e a devolver a esperança a tantas pessoas que a perderam." Por isso, em seu discurso na sexta-feira para padres sinodais que exerceram sua inesperada liberdade de opinião até quase uma disputa, censurou igualmente aqueles com posições tradicionalistas que seguem atados às pedras da lei "sem se deixar surpreenderem por Deus", como aqueles que, sob a etiqueta de "progressistas", praticam uma "misericórdia enganosa que leva a esconder as feridas em vez de curá-las".

A diferença, no entanto, entre aquele Papa recém-chegado que falava de viajar às periferias, espirituais e humanas do mundo, para este de agora é muito maior que um ano e meio. O Sínodo, além de confirmar uma rota para a tolerância, serviu para deixar claro que Jorge Mario Bergoglio vem cumprindo o que diz. Depois de ordenar a limpeza das finanças vaticanas, de deixar muito claro com atitudes que os pedófilos e seus cúmplices serão perseguidos, agora se dedica a compassar a doutrina da Igreja a um mundo em dificuldades. Nenhum objetivo desses é fácil, e de fato muitos acreditam que seria impossível sem rachar a Igreja. Seu abraço com Bento XVI sob o olhar histórico e controverso de Paulo VI confirma aquela resposta simples dada a quem o perguntou, ao voltar do Rio de Janeiro, se sentia-se confortável com a presença de outro Papa no Vaticano: "Claro! É como ter o avô em casa". Um avô que, da velhice de seu retiro, recordou a alguns cardeais rebeldes que Roma, sob o sol de outubro, não paga traidores.



domingo, 19 de outubro de 2014

Essa incompreendida seita dos acadêmicos de Direito

Artigo interessante de Valter Camilo Junior para o Brasil Post:

Estudantes de Direito e o senso de superioridade

"Não pensei que o curso de Direito fosse mudar a sua personalidade", diz uma conhecida, num tom de lamento. Logo você, tão determinado, se deixou corromper. Mas existe uma frase de alívio, no final das contas: o Direito faz isso com as pessoas. Aquilo que não pode ser evitado não nos atormenta. Logo você... Isso significa que existe esperança.

Faz algum tempo que venho ruminando essa ideia de superioridade ostentada pelos estudantes de Direito. Não sei por onde começar, eu também sou um estudante  -  de Direito, para ser mais preciso, além de um tanto quanto redundante. Tento imaginar o que se passa na cabeça de alunos de outros cursos, como a Medicina, Filosofia, Engenharia e tantos quanto existem.

Em alguns casos é possível perceber que não se trata apenas de superioridade, mas de ignorância. "Ele está complicado demais", comentam os amigos e familiares. Complicado por que se sente superior, inalcançável. Essa é a palavra certa. Aquilo que não podemos tocar, sentir, entender  -  só Deus pode ser tão magnífico.

Mas por que o Direito? Isso é questão de linguagem. A advocacia ocupa o segundo lugar na lista das profissões que mais atraem psicopatas, conhecidos pela astúcia, destreza, inteligência e indiferença. Misture esses elementos e chegará a um resultado interessante: o curso de Direito forma intérpretes, indivíduos capazes de analisar cada proposição, fato ou evidência de modo frio e calculista.

A superioridade é aparente. Ela esconde outros sentimentos, mais profundos, mais perturbadores, mais compreensíveis: a solidão e a angústia. O distanciamento dos estudantes de Direito não acontece de forma vertical, o que comprovaria a superioridade hierárquica, mas sim de forma horizontal.

Uma pessoa complicada é, por definição, indefinível. Esse nó no nosso cérebro é perfeitamente desfeito por meio de uma ascese filosófica. O Direito está imerso em filosofia. A literatura contribui com sua imensa variedade de estilos, ideias, possibilidades. A lei, por si só, não vale nada. O que era superioridade passa a ser uma busca por compreensão.

Por isso de os alunos do curso de Direito formarem grupos, clãs cheios de mistério, cheios de si. Apenas ali podem conversar sobre o mundo, sobre as suas inquietações, sobre o tão falado Estado Democrático de Direito.

Não existe superioridade. Existe distância, um verdadeiro deserto entre as pessoas. Esse deserto não pode ser percorrido pelo simples diálogo, sem esforço, sem habilidades genuínas. A aproximação requer que uma das partes abandone a sua concepção de mundo e se entregue aos designíos alheios. Um estudante de Direito dificilmente fará isso.

E nisso parece que retornamos à ideia de superioridade. Por que defender uma forma de pensar, de agir, de se comunicar, em detrimento de amizades, diálogos e relações familiares? Isso é uma questão de fé, não de superioridade.

Mas tudo isso pode estar errado. E essa minha modéstia pode parecer falsa e proposital. Esse texto pode conter uma mensagem de superioridade. Quem vos escreve pode muito bem se sentir superior. Eu sou superior, diz o escritor de si para si. "Ele está complicado demais". Isso diz muito sobre o ser humano e pouco sobre o Direito.



sábado, 18 de outubro de 2014

O remédio que você excreta muda o sexo dos peixes


Não. Não estamos falando do Levy Fidelix, mas o seu sistema excretor elimina na natureza uma série de substâncias que alteram até o sexo dos peixes, segundo informa a BBC Brasil:

Impacto de remédios na natureza faz peixes machos ficarem femininos

Nós, seres humanos, tomamos paracetamol para dor de cabeça, contraceptivos para evitar a gravidez e Prozac para a depressão.

Mas para onde vão os resíduos destas substâncias uma vez cumprida a sua função?

O corpo humano elimina muitos dos medicamentos que ingerimos através da urina. A urina vai para os esgotos e, depois de atravessar um sistema imperfeito de purificação, os resíduos desembocam nos rios que alimentam o planeta.

Embora as concentrações de drogas na água sejam baixas, as conseqüências destas para os ecossistemas não deixam de ser preocupantes: desde peixes machos que adquirem características femininas até aves selvagens que perdem a vontade de comer, além de populações inteiras de peixes e outros organismos aquáticos dizimadas.

Diversos estudos sobre o impacto da poluição farmacêutica sobre a vida selvagem apontam que o uso crescente de drogas projetadas para serem biologicamente ativas em baixas doses pode estar causando uma crise global da vida selvagem.

"As populações de muitas espécies que vivem em paisagens alteradas pelo homem estão encolhendo por razões que não podemos explicar completamente", disse a pesquisadora Kathryn Arnold, da Universidade de York, na Inglaterra.

"Acreditamos que é hora de explorar novas áreas, como a poluição farmacêutica."

Machos femininos

Para os seres humanos, no entanto, a presença de drogas em baixa concentração na água não é um problema: seria necessário tomar entre 10 milhões e 20 milhões de litros de água da torneira para ingerir medicação suficiente para, digamos, aliviar uma dor de cabeça.

No caso dos peixes, a história é outra.

O biólogo John Stumper, da universidade britânica de Brunel, foi um dos primeiros a estudar os peixes machos com características femininas descobertos na década de 90.

"A primeira coisa que descobrimos foi que havia muitos peixes nos rios que tinham proteína do sangue que é comumente conhecida como a gema. A síntese desta proteína no fígado é controlada pelo (hormônio) estrogênio", disse a Stumper à BBC.

Ele explica que mesmo os peixes machos - que não produzem quantidades significativas de estrogênio e, portanto, não têm gema - apresentavam uma alta concentração dessa proteína. "Especialmente aqueles que habitavam os rios perto de uma estação de tratamento ", notou Stumper.

"Uma vez que eram os machos que estavam se tornando mais femininos e não o contrário (fêmeas adotando características mais masculinas), achamos que a causa poderia ser o estrogênio."

Stumper estava certo: estudos posteriores confirmaram que essas mudanças estavam relacionadas à presença de resíduos de contraceptivos na água.

"Em nível molecular, os peixes são extremamente semelhantes a nós", disse o biólogo. Assim, quase todos os fármacos para seres humanos têm um efeito sobre os peixes.

Impactos

De acordo com um relatório da Agência Federal Ambiental da Alemanha, as drogas para os seres humanos que mais causam desequilíbrios ambientais são os hormônios, antibióticos, analgésicos, antidepressivos e drogas para combater o câncer.

Entre os medicamentos veterinários, o relatório destaca os hormônios, antibióticos e parasiticidas.

Assim como os hormônios sexuais sintéticos, os antidepressivos se dissolvem em gordura, não na água. Por isso, podem entrar na corrente sanguínea dos organismos expostos à água contaminada.

Leia mais: Conheça cinco animais transgênicos e entenda argumentos contra e a favor de seu uso

Um estudo de Kathryn Arnold que deve ser publicado no fim deste mês sugere que este fator está afetando o comportamento e a capacidade dos estorninhos, um tipo de pássaro, de se alimentar.

Arnold e colegas da Universidade de York analisaram como o Prozac impacta essas aves, que se alimentam de lagartas, vermes e moscas em áreas próximas a estações de tratamento de resíduos.

Estes organismos, por sua vez, se alimentam de alimentos encontrados na área - em geral, contendo altos níveis de fármacos, principalmente Prozac.

"No inverno, as aves tendem a consumir um bom café da manhã, beliscar ao longo do dia e comer bem antes de escurecer", disse a pesquisadora.

Sob o efeito do antidepressivo, elas não faziam isso: em vez de duas grandes refeições, elas comiam esporadicamente ao longo do dia e, no cômputo geral, comiam menos.

"Esse comportamento pode afetar o seu peso, os riscos que decidem correr ou não para obter alimentos e como se socializam", afirma a cientista.

"São variações pequenas e sutis mudanças que vão se somando e, no fim, podem comprometer a sobrevivência de uma espécie."

Uso excessivo?

Se o problema tem origem na água de resíduos, talvez a solução passe por reduzir a presença de farmacêuticos que vai parar em rios e córregos.

Pode-se, por exemplo, desenvolver métodos mais eficientes de tratamento da água. Mas esta pode ser uma solução cara e gerar um gasto de energia muito elevado.

Ole Phal, professor da Universidade de Glasgow Caledonian, defende uma abordagem que inclua uma discussão sobre a produção e o uso de medicamentos.

"Estamos tomando (medicamentos) demais? Estamos utilizando-os corretamente? Existe alguma maneira de se desfazer deles que seja mais benéfica para o meio ambiente?", questiona Phal.

"Precisamos refletir sobre o nosso uso de drogas farmacêuticas."



sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Dalits católicos querem ser vistos e tocados na Índia


Matéria publicada no IHU em 15/10/14:

Os dalits católicos levantam a voz e criam uma igreja dentro da Igreja

Ontem, na capital da Índia, os católicos dalits inauguraram uma igreja dentro da Igreja católica. Os líderes leigos tomaram a iniciativa e colocaram em funcionamento a ‘Bharatiya Dalit Igreja’ na Índia. Uma iniciativa que conta com o apoio da maioria dos sacerdotes e religiosos. Os católicos da casta dos intocáveis, que representam 70% da Igreja católica na Índia, querem que sejam considerados e que se respeite sua voz no seio eclesial.

A reportagem é do sacerdote John Buckthese, publicada por Religión Digital, 11-10-2014. A tradução é do Cepat.

“Para pregar a Boa Nova aos Dalits” (Lc 4,18)

‘Bharatiya Dalit Igreja’ (BDC) (Bharatiya significa Índia, a palavra ‘Dalit’ se refere à comunidade marginalizada). A Igreja nova, iniciada pelos católicos Dalits na Índia, está comprometida em pregar a ‘Boa Notícia’ de Jesus Cristo aos dalits, a casta hindu que é discriminada e marginalizada socialmente e economicamente.

Visão da igreja Dalit

Evangelização aos Dalits, os chamados intocáveis, rejeitados constantemente, perseguidos, envergonhados e conduzidos à margem da sociedade. A pregação do Evangelho de Cristo significa restaurar a dignidade e a identidade dos dalits à imagem e semelhança de Deus (Gênesis, 1, 27).

Jesus histórico viveu como qualquer homem, sofreu como um dalit, porque Jesus foi rejeitado pela sociedade, ridicularizado pelas autoridades, desprezado pelos líderes religiosos e torturado até a morte. Jesus sofreu como a comunidade dalit está sofrendo na sociedade, ao longo da história e agora, especialmente dentro da Igreja católica na Índia.

‘O sofrimento’ é considerado como uma norma, característica e uma lei não escrita para os dalits na Índia e isso nós também vemos na vida de Jesus até a morte, e continua ainda, passados 2000 anos. Jesus sofre a cada dia conosco (dalits) e sua promessa de estar conosco até o fim dos tempos é a garantia de sua participação contínua com o sofrimento dos dalits, que se pode chamar ‘dalitness’, que significa característica dos dalits’.

Jesus em seu ministério público se identificou com os ‘dalits’ de seu tempo e de sua sociedade e se solidarizou com os samaritanos e gentios. Ele sentou e comeu junto com os gentios, pecadores e publicanos. (Mc 2, 15-16). Sua relação e a atitude para com os povos marginalizados, com os samaritanos, mulheres, com os pobres, cegos e coxos não era uma atitude do povo da Judeia. O próprio Jesus atualmente continua se identificando com os dalits que estão sofrendo por razões sociais, econômicas e também pela religião católica onde estão marginalizados sem respeito e dignidade.

A Esperança dos Dalits

A ressurreição de Jesus Cristo é o grande sinal de esperança para os dalits, que de fato poderia realizar seu sonho de liberdade e a justiça no futuro. Jesus Cristo está conosco, animando e fortalecendo-nos para continuar sua luta contra a injustiça e a opressão. Levantando-se de entre os mortos, Jesus demonstrou que a morte não é a última palavra; então, os males e as injustiças não podem e não terão a vitória final. Isto nos dá a esperança de que a luta dos dalits contra a injustiça e a opressão não é uma batalha perdida. Surgirá um dia e os dalits poderão ascender com Jesus para uma existência mais humana, mais livre e mais digna.

Até na hora da morte, os dalits são separados dos católicos de outras castas.
Foto: BBC News
O Sonho dos Dalits

Nosso sonho é criar uma sociedade prevista pelo Dr. R. R. Ambedkar, onde todos são iguais, ‘o reino de Deus’ assim como Jesus pregou. Aqui, homens e mulheres de boa vontade, sem nenhuma discriminação de casta, cor e raça trabalharão juntos como uma só família para realizar o sonho.

Recursos dos Dalits

Recuperar a identidade perdida, restaurar a rica história e cultura dos dalits na Índia pelo caminho da ética, da moral e dos valores cristãos.



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Acorda, pastor!


Tem muito pastor que finge que está acordado, mas na verdade está dormindo e roncando em serviço, viu... e ainda levanta a sobrancelha deste jeito quando alguém lhe chama a atenção (risos).




Políticos e eleitores preferem fazer a dança da chuva em SP


Secas são contingências do clima, cíclicas e esperadas, apesar dos dissabores que causam. 

Politicamente, pertencem mais ao terreno da (boa) administração do que ao da meteorologia.

Basta lembrar os "coronéis da seca" que se perpetuaram no Nordeste ao longo dos séculos.

Quando esses fenômenos naturais se aliam (e se retroalimentam) com a substituição de matas nativas por infinitos canaviais, o resultado - no médio e longo prazo - é a desertificação. 

Não só de terras, mas sobretudo de homens e ideias, como já advertíamos 4 anos atrás, no artigo "A síndrome do turista paulista".

Nada mudou...

Talvez nem os tucanos sobreviverão ao semiárido paulista que se avizinha.

Os "coronéis da seca", esses velhos carcarás, já estão devidamente instalados no seu novo ambiente, mais ao Sul do país.

Parece que o "choque de gestão" de 20 anos (indo para 24) - do PSDB no Estado de São Paulo - eletrocutou a água do seu território e levou junto o senso crítico dos seus eleitores.

Ah! Os dividendos de mais de R$ 537 milhões que a Sabesp distribuiu aos seus acionistas foram pagos religiosamente em março de 2014, caso você seja um dos poucos felizardos nessa vertente paulista da literatura de cordel. 

12.230.807 de vidas secas eleitores paulistas foram às urnas no 1º turno de 2014 para não só sufragar como conceder mais 4 anos a essa brilhante gestão, que certamente vai lhes ensinar a bater tambor na encruzilhada pra trazer a chuva de volta, já que o bom senso mandou avisar que não retorna mais a essas tórridas terras tucanas.

Sim! Por ação, votação ou omissão, você também é responsável!

Deixe São Pedro em paz...

 A penosa e escaldante informação vem do Estadão:

Vereadores e diretor da Sabesp rezam por água em Franca

Rene Moreira

Na cidade do interior de São Paulo, a companhia passou a divulgar listas diárias com dezenas de bairros prejudicados

FRANCA - Em Franca (SP), a falta de água levou a uma situação impensada. Na região, rica em recursos hídricos, a seca reduziu em 45% a vazão do Rio Canoas - o principal manancial da cidade - e em 65% a do Córrego Pouso Alegre, o outro que completa o abastecimento. Ao visitar o Canoas e saber que os cortes de água começariam nesta quarta-feira, 15, o vereador e pastor Otávio Pinheiro (PTB), pediu para rezar solicitando a ajuda divina por chuva.

Acompanhado de outros 12 vereadores e do diretor da Sabesp, Rui Engracia, com uma Bíblia nas mãos ele orou na estação de captação. "Fiquei muito assustado quando vi aquela situação, com o rio baixo e cheio de terra", justificou. "A gente já estava rezando nos templos, mas agora resolvemos pedir a ajuda de Deus daqui mesmo. Não tem como não se desesperar".

Na cidade, a Sabesp não assumiu oficialmente o racionamento, mas divulgou uma lista com dezenas de bairros que estão com corte de água. O diretor da companhia também já informou que a quantidade captada hoje é insuficiente para abastecer toda a cidade e, por isso, 27 caminhões-pipa têm buscado água o dia todo em represas da região para completar os reservatórios. Ele reclama que na cidade o consumo médio diário é de 170 litros de água por dia por habitante, enquanto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que 110 litros seriam suficientes.


Agora vai!






Matéria divulgada no IHU aponta para a mesma linha de raciocínio:

'Única alternativa para a falta d´água em SP é rezar', diz engenheiro

O professor da Unicamp Antônio Carlos Zuffo, especialista em recursos hídricos, alerta que a engenharia já esgotou sua capacidade de solucionar a crise de abastecimento de água que atinge o estado de São Paulo, e que só resta aos paulistas apelar para a espiritualidade. "Se não ocorrer chuva, a solução que nós temos no curtíssimo prazo é voltar a fazer novena e procissão pedindo chuva porque a engenharia não dispõe mais de meios.”

A reportagem foi publicada pela Rede Brasil Atual, 10-10-2014.

O nível do reservatório Cantareira, que abastece grande parte da capital, bateu novo recorde negativo na quinta-feira (8), e chegou a 5,3% de sua capacidade total.

Zufo, ouvido pela TVT, aponta que o estoque de água do Cantareira é alarmante, e que, pelos seus cálculos, o reservatório do chamado volume morto vai secar por volta dos dias 13 ou 14 de novembro. Ainda segundo o professor, as obras anunciadas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) como forma de solucionar o problematrarão soluções efetivas apenas daqui a quatro ou cinco anos.

De acordo com o MPE, a Sabesp já conhecia o risco da estiagem que afeta o abastecimento desde 2012, pois, em relatório à bolsa de Nova York, reconhece o risco de uma estiagem como a atual.

Sobre os riscos para a saúde da população, Antônio Carlos Zuffo acredita que “se diminuir a disponibilidade hídrica para a população, é claro que vai haver aumento de problemas de saúde, principalmente doenças gastrointestinais”.

Além da própria falta de água para consumo humano, a crise no abastecimento, criada a partir da falta de planejamento do governo estadual, poderá causar graves problemas em outros setores.

Cenários

Segundo Zuffo, as consequências do desabastecimento devem atingir também a atividade econômica em curto prazo. "Primeiro, com a paralisação da produção industrial, seguida por desabastecimento de produtos nas prateleiras e demissões nas fábricas, causando portanto um problema social. E com o desemprego vem a violência, que nós já conhecemos", prevê o professor.

Ele finaliza lembrando que faltou ao governo do estado atentar para os muitos sinais de que a atual crise já havia sido prevista, inclusive pela própria Sabesp, que em 2012 alertou a seus acionistas, em Nova York, que a situação caminhava para a escassez de recursos.

“A renovação da outorga de captação de água do sistema Cantareira, em 2004 – a resolução conjunta entre a Agência Nacional de Águas e o Departamento de Águas e Energia Elétrica, órgão estadual – previa uma curva de aversão ao risco, que permitiria controlar a quantidade de água a ser retirada do sistema. Se esse alerta de risco tivesse sido obedecido nós não estaríamos nesta situação hoje”, conclui.



quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Cresce o número de testamentos com novos tipos de "família"

Matéria publicada na Exame:

Nº de testamentos cresce 30% com 'novas famílias'

Os três anos representam um aumento significativo se comparados ao período de 2003 a 2009, quando cresceu apenas 17%.

Mônica Reolom

São Paulo - João (nome fictício), de 75 anos, e sua mulher, de 65, não têm filhos. Sem sucessores, os dois decidiram fazer um testamento para destinar todo o patrimônio deles a instituições de caridade. "Já que somos sozinhos, tivemos de pensar para onde vai a herança", explica João.

O casal se encaixa em um dos perfis mais comuns entre testadores - o de pessoas sem herdeiros que deixam os bens a entidades assistenciais - identificados em levantamento nos cartórios de São Paulo.

De 2010 a 2013, o número de testamentos lavrados no Estado cresceu 30%, passando de 6.700 para 8.519. Os três anos representam um aumento significativo se comparados ao período de 2003 a 2009, quando cresceu apenas 17%.

Além desse perfil, também estão em destaque pessoas que tiveram mais de um casamento e possuem filhos de cônjuges diferentes e casais homoafetivos que querem preservar os direitos dos companheiros.

"O Código Civil é bastante tradicional, então prestigia o que se entende por família no sentido mais usual da palavra. Essas novas configurações de família não estão contempladas pelo direito sucessório", explica Carlos Brasil Chaves, presidente do Colégio Notarial do Brasil em São Paulo (CNB-SP), entidade que reúne os tabeliães de notas e foi a responsável pela pesquisa.

Chaves atribuiu às novas formas de família, além de um maior esclarecimento da população em relação aos próprios direitos, o aumento do registro de testamentos. "É o ato jurídico mais poderoso do cidadão para fazer valer o que entende como justo", afirma.

João concorda: "Hoje existe casamento entre pessoas do mesmo sexo e elas podem adotar um filho. Então fazer um testamento é uma prática que deve ser estimulada principalmente em uniões não tradicionais, que muita gente ainda não aceita na sociedade. É uma forma de garantir os direitos para quem conviveu com você."



terça-feira, 14 de outubro de 2014

Vaticano busca reaproximação com divorciados e homossexuais


A informação é do Jornal do Brasil:

Postura mais branda para homossexuais e divorciados em documento do Vaticano

Apresentado nesta segunda-feira, documento mostra uma igreja mais compassiva e menos acusatória

Divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Vaticano, um documento aponta uma postura mais branda da Igreja Católica em relação aos homossexuais e aos casais divorciados, casados novamente ou não. Em um trecho, o documento afirma que os homossexuais “têm dons e qualidades a oferecer à comunidade cristã” e questiona se a Igreja “não poderia garantir um espaço de fraternidade dentro da comunidade”.

Apesar de o texto esboçar uma aceitabilidade por parte da Igreja, ainda não sinaliza nenhuma mudança na postura de condenação de atos homossexuais. A declaração parece ser o início de uma discussão que procura criar um espaço fraternal para os homossexuais, mas sem “abdicar da doutrina católica sobre família e matrimônio”.

Adotando uma posição menos condenatória, o documento questiona se as comunidades religiosas estariam prontas para acolher os homossexuais “garantindo a eles um espaço maior em nossas comunidades” e continua: “Muitas vezes essas pessoas desejam encontrar uma igreja que seja um lar acolhedor”.

O documento destaca ainda a posição da Igreja em relação aos filhos de casais do mesmo sexo, concluindo: “Sem negar as questões morais relativas às uniões homossexuais é reconhecido que há casos em que o apoio mútuo para o sacrifício constitui um valioso apoio para a vida dos parceiros. Além disso, a Igreja tem uma atenção especial às crianças que vivem com casais do mesmo sexo, insistindo que deve sempre colocar as necessidades e direitos das crianças em primeiro lugar”.

Divorciados

Já na questão do divórcio o documento se estende para os casais divorciados e aqueles que em que um dos pares, ou os dois, se divorciaram anteriormente. O documento afirma que deve haver, por parte da Igreja e da comunidade católica, um “acompanhamento” desses casos, para fortalecer os preceitos da fé cristã.

Nos casos de divorciados que não voltaram a se casar “devem ser encorajados a encontrar o alimento que os sustenta em seu estado. A comunidade local e os pastores devem acompanhar essas pessoas com cuidado, especialmente quando há crianças ou grave a sua situação de pobreza”.

Já sobre os divorciados que voltaram a se casar, o documento sublinha que é preciso que o sacerdote e a comunidade tenham uma carga de respeito e discernimento, “evitando qualquer linguagem e atitude que faz com que se sintam discriminados”. O documento que esse cuidado não enfraquece a fé cristã e a “indissolubilidade” matrimonial, “mas expressa a caridade”.

Sobre a questão da comunhão para os divorciados as opiniões se dividiram. Segundo o documento, enquanto uns apontavam para o fundamento teológico da eucaristia, outro pediam uma “maior abertura para as condições específicas quando se trata de situações que não podem ser dissolvidas, sem causar novas injustiças e sofrimentos”. O documento afirma que um “possível acesso aos sacramentos” deve ser precedido de um caminho penitencial sob a responsabilidade do bispo diocesano.

A Terceira Assembléia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sobre a Família começou no dia 7 e terminará no dia 19 de outubro, com a beatificação do papa Paulo VI. Temas como as novas realidades familiares foram discutidas durante o encontro.

O documento apresentado nesta segunda-feira foi preparado após uma semana de discussões com a presença de 200 bispos, e será a base para as duas ultimas reuniões com o Papa Francisco. O objetivo é aprofundar a reflexão entre os católicos antes do segundo e definitivo sínodo no ano que vem.



segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ateus e religiosos se parecem quando fazem julgamentos morais

Matéria publicada no Brasil Post:


Ciência: religiosos e ateus são igualmente propensos a fazerem coisas erradas, diz pesquisa


Macrina Cooper-White

Te cuida, bancada evangélica! A ciência comprova: ao contrário do que parece, religiosos não são mais certinhos que os céticos.

É o que revela uma nova pesquisa que deve criar polêmica: religiosos e ateus são igualmente inclinados a fazerem coisa errada.

“Pelo que sabemos, é o primeiro estudo que aborda diretamente como a moral afeta a experiência diária das pessoas”, disse por escrito Linda Skitka, psicóloga da Universidade de Illinois em Chicago e coautora de um artigo descrevendo a pesquisa.

Para a pesquisa, uma equipe de pesquisadores liderada pelo psicólogo Wilhelm Hofmann, professor da Universidade de Colônia, na Alemanha, recrutou 1.252 pessoas entre 18 e 68 anos.

Os participantes completaram um questionário para indicar seu nível de religiosidade – desde “nem um pouco” até “muito” religiosos. O levantamento também mostrou onde eles se posicionavam no âmbito político, desde “muito progressista” até “muito conservador”.

Em seguida, os entrevistados receberam questionários por sms cinco vezes ao dia, por três dias.

Nessas perguntas, homens e mulheres descreveram qualquer ato moral ou imoral cometido ou presenciado nos últimos 60 minutos – exemplos incluíam “dei um sanduíche extra que levava comigo a um mendigo”, ou “peguei meu filho adolescente olhando pornografia pesada.” Para cada ato, eles descreveram o que tinha acontecido e como se sentiram sobre o fato.

O que os pesquisadores descobriram? Pessoas religiosas e não-religiosas cometeram aproximadamente o mesmo número de atos imorais. Além disso, nenhuma diferença foi identificada entre progressistas e conservadores.

As pessoas revelaram ter praticado mais boas ações do que maldades, e disseram ter tido conhecimento de mais maldades do que boas ações.

Os pesquisadores também identificaram que as pessoas que se beneficiaram de boas ações frequentemente as “retribuíram”, fazendo algo bom para alguém em outro momento.

As únicas diferenças entre os religiosos e os não-religiosos foram notadas em como eles se sentiram e descreveram atos morais.

As pessoas religiosas se mostraram mais propensas em expressar orgulho quando praticavam atos morais, gratidão quando eram beneficiadas por atos morais, e culpa e desgosto em relação aos imorais.

Os conservadores e progressistas divergiram sobre os tipos de atos morais nos quais se concentravam.

“Os liberais mencionam mais frequentemente fenômenos morais relacionados à justiça e à honestidade”, disse à revista LiveScience o coautor do estudo Dan Wisneski, psicólogo e professor da Saint Peter’s University em Jersey City, Nova Jersey.

“Conservadores mencionam mais frequentemente fenômenos morais relacionados à lealdade e à deslealdade ou à santidade e degradação”.

Embora essas conclusões possam fornecer uma pequena pista sobre nosso nível de moralidade, os psicólogos esperam conduzir mais pesquisas via smartphones para descobrir mais sobre como interagimos uns com os outros no mundo real.

O estudo foi publicado em 12 de setembro pela revista Science.




domingo, 12 de outubro de 2014

Aprenda a evitar o bloqueio criativo


Dicas interessantes de Adriana Scarabelli, publicadas na Oficina da Net:

Como evitar o bloqueio criativo?

Acho que não tem algo pior para qualquer Design que o Bloqueio Criativo. Ele pode chegar em qualquer momento, pode durar um tempo indefinido, e pode te trazer muitos atrasos nos projetos em andamento.

O bloqueio criativo é o pior dos momentos que um designer pode passar. A sensação é bem desagradável e momentaneamente muito desconfortável. Para evitarmos o bloqueio criativo, no mínimo temos que termos uma boa noite de sono. Nada melhor do que acordar de bem com a vida, para acordarmos com a criatividade aflorada.

Não existem regras e nem um método correto para ter criatividade. A inspiração não é algo que possamos ligar e desligar quando precisamos. Mas nem sempre temos a melhor ideia, ou talvez nenhuma dela. Acho que não tem algo pior para qualquer Design que o Bloqueio Criativo. Ele pode chegar em qualquer momento, pode durar um tempo indefinido, e pode te trazer muitos atrasos nos projetos em andamento.

Para quem trabalha com criação, sabe que não tem como trabalhar no automático o tempo todo. Mas nem sempre todos os diretores e nem mesmo os clientes são capazes de entender ou aceitar o Bloqueio Criativo. Nesta matéria cito 9 dicas que eu criei para ajudar a Vencer o Bloqueio Criativo, e abrir a mente para ideias brilhantes. Lembrando que, não existe fórmula certa para a inspiração, siga as dicas para aprender elevar a sua criatividade. Mais não siga a risca nenhum delas.

Alegre o seu Ambiente de Trabalho

O local de trabalho de um criativo nunca pode ser nada parecido com uma clinica. Nada de cores únicas, abuse nas cores. Dê vida ao seu Ambiente de Trabalho, assim a inspiração vai estar por toda parte.

Anote Tudo

Papel e Lápis é um acessório que deve estar sempre a mão. Além de rabiscar as ideias, não se esqueça de anotar tudo o que vier em sua mente. Num processo de criação, qualquer detalhe vai fazer toda a diferença, e você pode ter ela a qualquer momento. Anote tudo em linhas separadas e depois tente juntar tudo, a grande ideia pode estar na junção das pequenas.

Não Siga Regras

A criatividade, assim como tudo na vida, não tem regra e nem mapa para ser seguido. Nunca tente recriar algo que deu certo uma vez. E nem tanto, refazer todo o processo já feito para chegar em um ótimo resultado. Inove e ignore passos dados no passado.

Mude a Rotina

Vá a lugares diferentes, rabisque um projeto num bar, restaurante, parque ou metro. Novas ideias podem estar em qualquer lugar, se permita encontra-lás. Conheça novos tipos de artes e culturas. Assim ficará mais fácil encontrar fontes de inspiração inusitadas.

Termine Tudo o que Começou

Nenhum ideia pode ser considerada ruim. Algumas são excelentes, outras simples, porém agradáveis. Então nunca desista de um processo criativo pela metade, de qualquer forma ele já faz parte do projeto.

Consulte Outras Áreas

Pesquise e tente tirar o melhor que puder de projetos de áreas diferentes da sua. Fotografia, moda, cinema, decoração, entre outros. A inspiração que você procura, pode estar em qualquer lugar.

Mude de Ponto de Vista

Se nada esta dando certo, tente olhar de uma maneira diferente. Mude o angulo, olhe de cabeça para baixo ou até mesmo recortados e misturados.

Relaxe

Ninguém é um poço de criatividade, após trabalhar em muitos projetos seguidos de uma pausa. Pare e dedique um tempo a você.

Faça no Dia Seguinte

Separe as ideias boas das ruins. Para isso, não tente resolver tudo no mesmo dia. Quando o projeto começar dar um engasgada pare. Vá passear ou dormir e volte o projeto no dia seguinte.

Espero que as dicas ajudem, aceito sugestões então comentem abaixo Beijos e até a próxima matéria :)



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