domingo, 26 de fevereiro de 2017

Circuito off carnaval - 16


Nosso trepidante circuito off carnaval hoje faz uma incursão-surpresa no território do inimigo rei Momo para buscar lá as lindas e antigas marchinhas e canções na bela voz sofrida de Dalva de Oliveira, ela própria um drama em vida que nada tinha ver com o carnaval.

São canções tão simples e ao mesmo tempo espetaculares que transcendem o espírito carnavalesco e até o negam (como acontece com "Bandeira Branca"). Vamos então com:

1) "Estão Voltando as Flores"


2) "Bandeira Branca" - voz de Dalva, interpretação de Adriana Esteves


3) "Máscara Negra"


4) "Folha Morta"


5) "A Noite do Meu Bem"


6) "Meu Último Fracasso"




sábado, 25 de fevereiro de 2017

Circuito off carnaval - 15


Sim, amigos antifoliões, demoramos mas chegamos para manter uma tradição muito apreciada em nosso blog durante os carnavais.

Atrasamos um pouco mas já estamos colocando o bloco na rua para oferecer música de qualidade a quem não suporta o reinado de Momo, ou prefere aproveitá-lo de outras maneiras menos, digamos, saltitantes.

Hoje conduzem nosso bloco os maravilhosos cantores do grupo norte americano The Platters, cantando seus clássicos:

1) The Great Pretender


2) Only You


3) Twilight Time


4) Smoke Gets in Your Eyes


e 5) Remember When




sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Polícia Federal indicia Malafaia por corrupção

A suprema ironia é que Malafaia ajudou a derrubar o governo do PT e o governo que ele colocou no lugar de seus inimigos terminou por indiciá-lo no crime de corrupção.

A informação foi publicada em 23/02/17 na revista IstoÉ:

Até tu, paladino da ética?

O pastor Silas Malafaia é indiciado pela Polícia Federal por ter participado de esquema de corrupção ligado a royalties da mineração

Silas Lima Malafaia “se locupletou com valores de origem ilícita”. Com esse contundente despacho, a Polícia Federal – em relatório de conclusão de inquérito obtido com exclusividade por ISTOÉ – indiciou o pastor da Assembleia de Deus por lavagem de dinheiro e participação num esquema de corrupção ligado a royalties da mineração.

Em 16 de dezembro, Malafaia havia sido alvo de condução coercitiva pela Operação Timóteo. O nome da operação se baseia em um dos livros do Novo Testamento da Bíblia, a primeira epístola a Timóteo. No capítulo 6, versículos 9-10, está escrito: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. A Polícia Federal transcreveu o trecho na representação judicial que deu origem à operação. Pelo visto, para o delegado Leo Garrido de Salles Meira, autor do indiciamento, Silas Malafaia caiu em tentação. Agora, o pastor, proverbial arauto da moral e dos bons costumes, terá de explicar aos seus fiéis seguidores porque se dobrou aos pecados da carne.

A investigação detectou que um cheque do escritório de advocacia de Jader Pazinato, no valor de R$ 100 mil, foi depositado na conta de Malafaia. Pazinato, segundo a PF, teria recebido recursos ilícitos desviados de prefeituras e repassado propina, por isso também foi indiciado por corrupção ativa e peculato. O indiciamento significa que a autoridade policial encontrou elementos para caracterizar a ocorrência de crimes. Além de Malafaia, a PF indiciou outros 49 investigados, dentre eles o ex-diretor do DNPM Marco Antônio Valadares e Alberto Jatene, filho do governador do Pará, Simão Jatene.

Em entrevista concedida após sua condução coercitiva, Malafaia argumentou que um colega de outra igreja apresentou-o a um empresário que queria lhe fazer “uma oferta pessoal”, depositada em sua conta. “Não sou bandido, não tô envolvido com corrupção, não sou ladrão”, declarou à época. Procurado, o advogado de Pazinato, Daniel Gerber, preferiu não comentar.

Ex-dirigente do DNPM, Marco Antônio Valadares foi indiciado como líder da organização criminosa, acusado de corrupção passiva e peculato, dentre outros crimes. Seu advogado, Fernando Brasil, nega o envolvimento com corrupção. “Ele foi vítima de um relatório fantasioso, baseado na divergência de valores entre o seu salário e a aquisição de um imóvel”, disse. O episódio envolvendo Alberto Jatene também chamou a atenção dos investigadores. Assessor jurídico do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, ele recebeu R$ 750 mil de Pazinato nas contas de suas empresas. Para o delegado Leo Garrido, o pagamento foi efetuado por que o cargo ocupado por ele poderia render “facilidades” ao grupo criminoso. Com base nesses elementos, a PF indiciou Alberto Jatene por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Organização criminosa

Segundo o relatório da PF, contratos fraudulentos com prefeituras eram usados para desviar recursos de arrecadação da mineração. Para isso, eram usadas empresas e escritórios de advocacia. “Considerando toda a engrenagem criminosa, com estrutura ordenada que passa por quatro etapas distintas – da captação dos contratos até o branqueamento dos valores – tendo os personagens de cada uma delas funções específicas, concluímos que são fartos os indícios da existência de verdadeira ORCRIM (organização criminosa), responsável pelo desvio de pelo menos R$ 66 milhões”, escreveu o delegado. Outra associação religiosa, a Igreja Embaixada do Reino de Deus, também recebeu valores de Pazinato: R$ 1,7 milhão, segundo a PF.

O relatório policial foi enviado ao Ministério Público Federal. A partir dele, caberá ao procurador Anselmo Lopes decidir se apresenta ou não denúncia à Justiça. Um fato novo no decorrer das investigações, porém, vai tornar mais lento o seu desfecho. O inquérito foi enviado ao Superior Tribunal de Justiça por indícios do envolvimento de autoridades com foro privilegiado. Foram detectados pagamentos do grupo criminoso a familiares do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, Aloísio Chaves, que os investigadores suspeitam terem relação com autorizações obtidas no tribunal. Os parentes de Aloísio foram indiciados. Como conselheiros de tribunais de contas têm foro privilegiado, o caso subiu para a corte especial do STJ. Os autos chegaram no dia 17 de janeiro e foram distribuídos ao ministro Raul Araújo. As investigações, agora, ficam a cargo do vice-procurador geral da República, Bonifácio de Andrada.

A raiz de todos os males

A PF usou passagens bíblicas para dizer que o pastor Silas Malafaia “caiu em tentação” ao se locupletar de dinheiro ilícito

A trama
A Polícia Federal indiciou 50 pessoas por envolvimento em um esquema de corrupção e desvios de impostos sobre mineração, cujos valores envolvidos somam ao menos R$ 66 milhões. O caso foi batizado de Operação Timóteo

Silas Malafaia
Pastor foi indiciado por lavagem de dinheiro por ter recebido R$ 100 mil de um escritório de advocacia que estava no centro do esquema de corrupção

Marco Antônio Valadares Moreira (ex-diretor do DNPM)
Responde por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. É considerado o líder da organização criminosa

Alberto Jatene (filho do governador do Pará Simão Jatene)
Foi incluído no relatório da PF por corrupção passiva e organização criminosa. Recebeu R$ 750 mil de um dos escritórios envolvidos



Papa diz que é melhor ser ateu do que um hipócrita católico

A matéria é do Estadão:

Papa critica ‘vida dupla’ de católicos

Pontífice ressaltou comportamento de muitos católicos que vão sempre à missa, pertencem a associações, mas não levam de fato vida cristã

CIDADE DO VATICANO - Na missa matinal que costuma celebrar na Casa Santa Marta, onde se hospeda, o papa Francisco destacou ontem os escândalos ocasionados pela vida dupla de muitos católicos. “O que é o escândalo? O escândalo é dizer uma coisa e fazer outra.” O papa ressaltou o comportamento de muitos católicos que vão sempre à missa, pertencem a associações, mas não levam de fato vida cristã, são injustos com funcionários, exploram as pessoas ou mesmo fazem jogo sujo nos negócios. “Quantas vezes ouvimos dizer, por onde passamos: ‘Ser católico como aquele, melhor ser ateu’. O escândalo é isso. Destrói.”

Em um recado direto aos fiéis, o pontífice procurou ressaltar a questão do exemplo. “A todos nós, a cada um de nós, fará bem, hoje, pensar se há algo de vida dupla em nós, de parecer justos. Parecer bons fiéis, bons católicos, mas por baixo fazer outra coisa.”

O tema não é novo nas homilias de Francisco. Na mesma Casa Santa Marta, ele já havia dito no ano passado que, “se você diz que está em comunhão com o Senhor, então caminhe na luz. Mas vida dupla, não!” No Natal de 2014, em discurso à Cúria, citou 15 doenças que acometem a Igreja. Entre elas, classificou os que vivem uma vida dupla (religiosa e mundana) como “esquizofrênicos existenciais”.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Ganhadora culpa loteria britânica por sua "infelicidade"


E você aí achando que ganhar na Mega-sena vai resolver todos os seus problemas, né...

A notícia é do Estadão:

Britânica que ganhou prêmio aos 17 anos quer processar loteria por 'arruinar sua vida'

Jane Park recebeu 1 milhão de euros na Euromillions; aos 21 anos, ela afirma que a empresa não deveria ter repassado o valor

A jovem Jane Park conseguiu algo improvável: aos 17 anos, ganhou 1 milhão de euros no primeiro bilhete adquirido na Euromillions, a loteria britânica. No entanto, hoje, aos 21 anos, ela afirma que o prêmio "arruinou a sua vida" e pretende processar a empresa por conceder o valor a menores de 18 anos - atualmente, a idade mínima é 16 anos.

Em entrevista ao The Mirror, Jane afirmou que o valor, em vez de deixar sua vida 10 vezes melhor, "deixou 10 vezes pior". Ela revelou que está "cansada de comprar produtos de designers famosos", "lutando para encontrar um namorado que não a queira apenas pelo dinheiro" e que vive "sobrecarregada pelo estresse de ser milionária".

A jovem afirmou que preferiria não ter ganhado o dinheiro e que, apesar dos bens materiais, sua vida está vazia. "Minha vida seria muito mais fácil se eu não tivesse ganhado. As pessoas olham para mim e pensam: 'eu gostaria de ter a vida e o dinheiro dela'. Mas elas não percebem o tamanho do meu estresse", declarou.

Antes de tornar-se milionária, Jane trabalhava meio turno em um restaurante e faturava 8 euros por hora. Quatro anos depois, após fazer um implante de silicone, adquirir um Range Rover e duas propriedades e comprar várias roupas e acessórios de marca, ela diz que o dinheiro não mudou sua vida.

A jovem teve um relacionamento de 18 meses que não terminou bem, apesar de "ter comprado um Rolex e um carro para ele". "Eu achei que isso deixaria ele feliz", declarou.

Hoje, ela voltou a morar com a mãe, que lava suas roupas. "Não há ninguém no mesmo barco que eu, ninguém me entende. Sinto-me como uma mulher de 40 anos". Apesar dos incômodos e das reclamações, quando perguntada pelo The Mirror se enão prefere doar todos os seus bens para livrar-se do peso, Jane nem hesita: "O quê? Não!".

A empresa responsável pelo prêmio afirmou ao The Mirror que quem define a idade mínima de 18 anos para receber o valor é o Parlamento britânico.



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Imagens pop revoltam católicos de Goiânia


O caso aconteceu no ano passado e passou meio despercebido, mas ainda levanta polêmica sobre os tênues limites entre arte e blasfêmia.

A matéria foi publicada no Vice em 31/05/16:

A Justiça proibiu uma artista brasiliense de produzir e comercializar suas estátuas de santos pop

DEBORA LOPES

Ofendido, um religioso da Arquidiocese de Goiânia entrou com ação na Justiça e ganhou o caso.

Em fevereiro deste ano, religiosos se incomodaram com as imagens de santos costumizadas pela artista brasiliense Ana Smile, criadora da marca Santa Blasfêmia. Em nota publicada nesta quinta (31), o Tribunal de Justiça de Goiás proibiu a artista de fabricar e comercializar suas estátuas de gesso inspiradas em personagens da cultura pop como Mulher Maravilha, Frida Kahlo, Batman e Galinha Pintadinha. A ação foi impetrada por dom Washington Cruz, religioso da Arquidiocese de Goiânia.

Caso descumpra a ordem, Ana estará sujeita a uma multa de R$ 50 mil. A decisão obrigou também que os perfis da Santa Blasfêmia no Facebook e no Instagram fossem deletados – o que já aconteceu –, e também a retirada dos produtos de uma loja física em Brasília. A decisão cabe recurso.

Na época, o Ministério Público do Distrito Federal recebeu diversas denúncias feitas por religiosos que ficaram ofendidos com as obras. Quando o assunto viralizou na internet, Ana afirmou que estava sendo perseguida e ameaçada nas redes sociais e até mesmo pelo WhatsApp. "Recebi comentários como 'Por que você não faz uma santa com a sua cara sendo penetrada?'", disse a artista para a VICE em fevereiro.

Para Abílio Wolney Aires Neto, juiz da 9ª Vara Cível de Goiânia, ao confeccionar imagens satirizadas dos santos representantes da Igreja Católica, Ana "está deliberadamente extrapolando ao seu direito Constitucional e obstando o direito de imagem da requerente [Igreja]".

A artista Ana Smile foi procurada pela VICE, mas não atendeu as ligações até a publicação desta reportagem.



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Tim Tones e o racismo


Que os poucos cristãos evangélicos que sobraram nos perdoem, mas todos aqueles que se indignaram com Chico Anysio nos anos 80 por sua caricatura de "pastor" chamado Tim Tones, deveriam reconhecer que ele previu, anos à frente (um sinônimo para "profetizou"), a ridicularização do Evangelho levada a cabo por muitos que se dizem "evangélicos":






segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

75 anos atrás, os japoneses iam para os campos de concentração nos EUA

Crianças americanas de ascendência japonesa não ficaram livres do horror da guerra, mesmo distante dela.

A matéria é do jornal português Público, com grafia lusitana:

Japoneses-americanos recordam campos de concentração, 75 anos depois

A 19 de Fevereiro de 1942, o Presidente Roosevelt assinava um decreto para autorizar a detenção de norte-americanos de ascendência japonesa. Cerca de 120 mil passaram parte da II Guerra Mundial em campos de concentração nos EUA.

Joyce Nakamura Okazaki tinha sete anos em 1942 quando a família deixou a sua casa em Los Angeles e apresentou-se num campo de internamento para americanos de ascendência japonesa no deserto californiano, durante a II Guerra Mundial. Recorda-se de quartos cheios de berços e do embaraço que sentia pelo facto de as casas-de-banho do campo de Manzanar não terem privacidade. “Tal como aconteceu na Alemanha Nazi, nós, japoneses-americanos, fomos postos em campos de concentração”, disse Okazaki, hoje com 82 anos, apesar de reconhecer que os detidos não foram mortos ou torturados.

“Mas estávamos constantemente sob ameaça se nos aproximássemos das redes de arame farpado”, recorda.

Há 75 anos, assinala-se neste domingo, o Presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt assinava a ordem executiva 9066, que autorizava a detenção dos japoneses-americanos.

Cerca de 120 mil pessoas foram detidas em dez campos devido ao receio de que os japoneses-americanos colaborassem com o inimigo. Três meses antes, os Estados Unidos tinham entrado na II Guerra Mundial após o ataque surpresa do Japão contra Pearl Harbour, no Havai.

As fotos da altura ilustram o sentimento de perda de liberdade destes cidadãos americanos: homens elegantemente vestidos, de fato e gravata, a formarem filas nas ruas das cidades, ao lado de sacos e mala, a caminho dos campos. Uma mãe de bebé ao golo debruçando-se sobre as bagagens. O pó e as camaratas. Um detido a conduzir um tractor dentro do campo. Para recordar este período da história, uma exposição fotográfica com trabalhos de nomes cimeiros como Ansel Adams e Dorothea Lange abriu na sexta-feira no Museu Nacional de História Americana em Washington DC. Entre as muitas fotografias está a que imortaliza Okazaki, abraçada à mãe e à irmã, no campo de Manzanar.

Okazaki recorda uma vida de medo no campo. “Com redes de arame farpado e torres de vigia e guardas armados, ganha-se medo”, conta à Reuters.

Paralelos com o decreto de Trump. Alguns japoneses-americanos traçam agora um paralelo entre o internamento forçado nos anos 40 do século passado e a ordem executiva do actual Presidente dos EUA, Donald Trump, que no mês passado proibiu temporariamente a entrada de pessoas oriundas de sete países de maioria muçulmana.

“Como se reage hoje à proibição dos muçulmanos é como se reagiria à prisão dos meus avós e pais há 75 anos”, afirmou em Janeiro no Congresso o representante Mark Takano, cuja família foi detida durante a II Guerra Mundial.

O antigo detido Kanji Sahara recorda a chegada a um campo no hipódromo de Santa Anita, a meia hora da sua casa em Los Angeles, quando tinha oito anos. “Disseram-nos para nos apresentarmos à nossa igreja local. Estava uns dez ou 15 autocarros lá à nossa espera”, recorda Sahara, hoje com 82 anos. “Quando saí do autocarro, conseguia ver filas e filas de estábulos e barracas no parque estacionamento. Era aí que vivíamos”, conta.

O hipódromo foi um “centro de reunião” temporário para mais de 18 mil pessoas. Entre estas estava George Takei, que se tornaria um conhecido actor da saga Star Trek.

Seis meses depois, Sahara e a sua família foram transportados para um campo permanente em Jerome, estado norte-americano do Arcansas. Desta vez, foram de comboio.

“Havia guardas nas pontas de cada carruagem e as persianas estavam baixadas”, recorda Sahara.

No entanto, o período em Jerome correspondeu a uma melhoria das condições de vida. “A primeira coisa que notei foi o número de pessoas que vivia em cada camarata, comparado com Santa Anita, onde quase não nos conseguíamos mexer”, conta Sahara.

O rapaz de ascendência japonesa e a família só foram autorizados a sair do campo em 1945, tinha Sahara 11 anos. Okazaki e a família foram libertados em Julho de 1944. Foram obrigados a jurar lealdade aos Estados Unidos para recuperar a liberdade.

Hoje, Okazaki rejeita o termo “internamento” e prefere falar de “detenção” ou de “prisão”.

“Eu não fui internada, porque sou uma cidadã americana. A definição legal de internamento refere-se a inimigos estrangeiros em tempos de guerra”, explica.

Em 1988, o Presidente Ronald Reagan assinou uma lei a conceder indemnizações aos sobreviventes. Cada um recebeu cerca de 20 mil dólares e um pedido de desculpa.



Aliás, recomendamos um grande filme sobre essa época, "Neve sobre os Cedros"





domingo, 19 de fevereiro de 2017

A Bíblia na língua dos esquimós


A informação é da Gaudium Press:

Bíblia é traduzida para o idioma dos esquimós

Toronto - Canadá (Sexta-feira, 17-02-2017, Gaudium Press) A Bíblia foi o primeiro livro impresso no mundo e já foi traduzida para inúmeros idiomas. Agora foi divulgada uma nova tradução das Sagradas Escrituras para o idioma 'inuíte', a língua dos esquimós, um dos poucos idiomas que não possuía uma versão do livro sagrado.

Recentemente estudiosos e biblistas do Alasca, Nunavut e da Groenlândia se reuniram em Toronto, Canadá, para o primeiro congresso sobre a tradução da Bíblia para este idioma, que é usado pelos habitantes do Ártico além de aproximadamente 30 mil esquimós que vivem no Canadá, no Alasca e na Groenlândia.

A tradução demandou um trabalho de 30 anos. Em 2012 a Bíblia havia sido traduzida para um dialeto do 'inuíte', o 'inuktitut'. "Traduzir os textos sagrados em vários dialetos locais ajuda a conservá-los e transmiti-los às futuras gerações", afirmou Rejean Lussier, um dos estudiosos que participaram do projeto.

De acordo com os responsáveis pelo projeto, nenhum livro contribuiu tanto para a alfabetização e a conservação da língua tradicional da população do Ártico como a Bíblia. (EPC)



sábado, 18 de fevereiro de 2017

O bacharel mulato e filho de padre que peitou D. Pedro I e as agruras do séc. XIX

Pelo jeito, o mundo não mudou nada desde então.

Talvez tenha até perdido muito em senso de humor, segundo se depreende do artigo de Mary del Priore em História Hoje:

O bacharel mulato que desafiou D. Pedro I

No Brasil imperial, época de mudanças, um personagem importante invadiu a cena: o mulato. Em seu clássico Sobrados e Mocambos, Gilberto Freyre foi dos primeiros a observar fenômeno: ele era uma força nova e triunfante. Segundo Freyre, o mulato vinha se constituindo em elemento de diferenciação da sociedade rural e patriarcal no universo urbano e individualista. Ele estaria se integrando, ou melhor, se acomodando, entre os extremos: o senhor e o escravo. A urbanização do Império, a fragmentação das senzalas em quilombos, o crescimento de alforrias e a inserção nos cargos públicos e na aristocracia de toga, deu visibilidade aos mulatos, “aos morenos”.

Nos jornais, notícias e avisos sobre “Bacharéis formados”, “Doutores” e até “Senhores Estudantes”, principiaram, desde os primeiros anos do século XIX a anunciar o novo poder daqueles que agiam e se expunham em becas escuras. “Trajes de casta capazes de aristocratizar” seus portadores, diz Freyre. Muitos não dispunham de protetores políticos para chegar à Câmara nem subir à diplomacia. Muitos estudaram ou se formaram graças “ao trabalho de uma mãe quitandeira ou um pai funileiro”. Outros faziam casamento com moças ricas ou de famílias poderosas. Mas eram visíveis em toda a parte.

É o mesmo Gilberto Freyre quem conta o exemplo de José da Natividade Saldanha, bacharel mulato e protagonista de uma história surpreendente. Filho de padre, Saldanha estudou para padre no Seminário de Olinda, mas rebelou-se contra o Seminário. Durante a Revolução Pernambucana, em 1817, ele deixou a cidade com os familiares e rumou para Coimbra, a fim de continuar os estudos. Na volta ao Recife, se insurgiu contra Dom Pedro I e sua constituição. Foi eleito secretário do governo de Manoel de Carvalho Paes de Andrade e encontrava tempo para escrever relatórios sobre a revolução, pensando em deixar para a posteridade as informações do acontecido. Com a derrota dos insurretos, Natividade Saldanha fugiu.

Na primeira tentativa frustrada de refugiar-se na França, perdeu o navio e escondeu-se novamente em Olinda. O cônsul americano James Hamilton Bennet o ajudou na fuga para Filadélfia, Estados Unidos, onde sofreu discriminação, por ser mulato. Viajou, então, para a França, onde conseguiu um passaporte português. Sob perseguição do governo brasileiro, ele foi expulso do país pela polícia local. Foi à Inglaterra e, de lá, à Venezuela, onde sofreu privações. Na Venezuela, Natividade Saldanha conheceu o General Abreu e Lima, que o encaminhou a Simon Bolívar. Conseguiu, então, exercer a advocacia naquele país. Ali, comentou a sentença de um juiz branco, Mayer, na qual ele, Saldanha era chamado de mulato. E retrucou:
”[…] Esse tal mulato Saldanha era o mesmo que adquirira prêmios quando ele, Mayer tinha aprovação por empenho e quando o tal mulato recusava o lugar de auditor de guerra em Pernambuco, ele, Mayer, o alcançava por bajulação”.
Saldanha abandonou Caracas e foi à Colômbia pela selva, passando a residir em Bogotá, onde passou a ensinar Humanidades. Soube, então, que tinha sido condenado à morte por enforcamento no Brasil. Tomando conhecimento que um antigo amigo exercia atividade no tribunal que o condenou, enviou-lhe uma procuração com os seguintes termos:
“Pela presente procuração, por mim feita e assinada, constituo por meu bastante procurador na Província de Pernambuco ao meu colega Dr. Tomaz Xavier Garcia de Almeida, para em tudo cumprir a pena que me foi imposta pela Comissão Militar, podendo este morrer enforcado, para o que lhe outorgo todos os poderes que por lei me são conferidos.
Caracas, 3 de agosto de 1825.
Texto de Mary del Priore. “Histórias da Gente Brasileira: Império (vol.2)”, Editora LeYa, 2016.



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Testemunhas de Jeová no meio da confusão entre Índia e Paquistão


De maneira inadvertida, por causa de um hino e do furor nacionalista, as Testemunhas de Jeová terminaram se envolvendo no imbroglio da ópera bufa e tragicômica que Índia e Paquistão insistem em encenar.

Detalhe sinistro: além da população gigantesca nos dois lados, os países em questão têm um arsenal militar imenso que dispõe de bombas atômicas.

A notícia foi publicada no Estadão em 16/02/17:

Cantar o hino pode passar a ser obrigatório 
a estudantes indianos

Buscar formas para reforçar o nacionalismo indiano passou a ser uma preocupação do governo de Narendra Modi

Primeiro, foi o cinema. Agora, as escolas. A execução do hino nacional passou a ser um dever na Índia antes de cada sessão de cinema desde o fim do ano passado, com prisão de quem teimar em ficar sentado. Agora, o governo quer expandir a medida para as escolas.

O problema é que a obrigação de cantar o hino é incompatível com uma norma de mais de 30 anos que isenta crianças pertencentes a alguns credos, como as Testemunhas de Jeová, de entoar o hino. O argumento é que isso equivaleria a uma forma de adoração.

A Suprema Corte quer revisar o julgamento de 1986 que favoreceu as crianças dessa corrente religiosa. A decisão de então considerou que forçá-las a cantar o hino seria ilegal. Segundo o jornal Indian Express, o tribunal afirma que a discussão, neste momento, é necessária porque “é extremamente importante estimular um senso de nacionalismo desde a infância”.

Buscar formas para reforçar o nacionalismo indiano passou a ser uma preocupação do governo de Narendra Modi desde a escalada na violência na Caxemira, em julho. As tensões entre a Índia e o Paquistão foram elevadas após a operação de repressão de forças indianas contra a dissidência na parte da Caxemira controlada por Nova Délhi. Os dois países, donos de armas nucleares, disputam o território.

Em setembro, os cinemas paquistaneses pararam de exibir filmes da Índia em “solidariedade” às Forças Armadas do país. As relações pioraram mais quando militantes mataram 18 soldados em um ataque a uma base do Exército indiano que a Índia atribui aos paquistaneses. Em resposta, a Índia realizou “ataques cirúrgicos” na Caxemira administrada por Islamabad, uma manobra que o Paquistão repudiou.

A disputa na indústria do entretenimento cresceu. A Associação Indiana de Produtores Cinematográficos, uma entidade pequena de cineastas, proibiu seus membros de contratarem atores paquistaneses. A mídia indiana, ainda em setembro, noticiou que o líder de um partido regional de direita, Maharashtra Navnirman Sena, deu um prazo de dois dias para atores paquistaneses deixarem a Índia ou serem “empurrados para fora”.



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Papa irá a Fátima para celebrar centenário das aparições de Maria


Comunicação visual da visita papal já está pronta.

Contrariando o movimento de alguns portugueses contrários à visita, o papa Francisco confirmou presença nas festividades do centenário das aparições da Virgem Maria em Fátima, Portugal, segundo noticia a Rádio Vaticano:

Fátima: O Papa vem para rezar com os portugueses

É o foco da visita que o Papa Francisco vai fazer a Fátima nos próximos dias 12 e 13 de Maio no contexto do centenário das aparições.

Este foi o sentido da conferência de imprensa do passado dia 10 em Fátima do reitor do santuário e coordenador geral da visita, padre Carlos Cabecinhas.

Aos jornalistas, o sacerdote apresentou a identidade visual para a visita do Papa, elaborada pelo designer Francisco Providência.

O cartaz para a visita tem uma imagem do Papa em fundo, onde se desenha um coração com a inscrição 'Papa Francisco' e 'Fátima 2017', a "assinatura motivacional" 'Com Maria peregrino na esperança e na paz' e o logótipo do centenário das Aparições de Fátima.

O reitor não adiantou pormenores sobre o programa da visita de Francisco, mas espera a afluência de uma multidão de peregrinos nesta visita papal centrada exclusivamente na Cova da Iria, e considera pouco «expectável» que surjam novidades sobre a canonização dos videntes.

De Lisboa, o nosso correspondente Domingos Pinto.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Papa é oficialmente convidado para celebrar os 500 anos da Reforma Protestante

É o que informa o IHU:

Igreja Evangélica alemã faz convite histórico ao Papa Francisco


Pela primeira vez desde a Reforma, a Igreja Evangélica na Alemanha, que representa a grande maioria dos protestantes alemães, convidou o papa a visitar o país, local onde a se iniciou a Reforma. Uma delegação ecumênica da Alemanha visitou o Papa Francisco no Vaticano em 6 de fevereiro como parte da comemoração do 500º aniversário do evento religioso que dividiu o cristianismo ocidental. 

A reportagem é de Gerard O’Connell, publicada por America, 06-02-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.


“Papa Francisco, o senhor desencadeou um sentimento de bondade e misericórdia a todas as pessoas” e “como irmãs e irmãos em Cristo estamos felizes pela clara orientação que nos tem dado”, disse o Bispo Heinrich Bedford-Strohm antes de fazer o convite a Francisco. Bedford-Strohm preside o Conselho da Igreja Evangélica (Evangelische Kirche in Deutschland – EKD) na Alemanha.

O Cardeal Reinhard Marx, presidente da Conferência dos Bispos Católicos Alemães, acompanhava a delegação. Marx sublinhou a significação histórica do convite e expressou a esperança fervorosa de que o papa possa respondê-lo.

O Papa Francisco já participou de uma comemoração católico-luterana conjunta em torno da Reforma em Lund, na Suécia, em outubro do ano passado, mas este convite é mais significativo ainda.

Embora não tenha dado uma resposta ao convite durante a audiência, é possível que o Papa Francisco o aceite. Ele conhece a Alemanha, fala alemão e está ciente da importância do convite.

Saudando a delegação alemã em sua biblioteca particular, Francisco procurou impulsionar os esforços em direção à unidade dos cristãos. Ao considerar uma iniciativa ecumênica, convidou os evangélicos e católicos a se perguntarem: “Podemos partilhar junto com os nossos irmãos e irmãs em Cristo? Será que conseguiremos percorrer mais um outro trecho do caminho juntos?”

“Temos o mesmo batismo: devemos andar juntos, sem nos cansar”, disse Francisco. Não tem caminho de volta no trajeto para a unidade, garantiu o papa à delegação; os católicos e os evangélicos devem “continuar a testemunhar juntos o Evangelho e continuar no caminho da unidade plena”.

O papa descreveu as “diferenças” que ainda existem entre as igrejas em questões como a fé e a moral como sendo “desafios” no percurso à unidade visível almejada pelos fiéis. “Os casais que pertencem a confissões diferentes” sentem particularmente “a dor” da divisão, disse, aludindo ao problema de as famílias não poderem participar juntos da Eucaristia.

O pontífice convidou os católicos a evangélicos a trabalharem para “superar os obstáculos ainda existentes”, perseverando com “oração incessante (...) com todas as nossas forças” e “intensificando o diálogo teológico e reforçando a colaboração entre nós”.

Bedford-Strohm disse ao papa: “Às vezes é uma realidade dolorosa nas famílias: casais que compartilham filhos, netos e amigos ficam divididos na mesa do Senhor”. Ele reconheceu que foi feito um progresso “no espírito da reconciliação”, acrescentando que as igrejas estão trabalhando juntas “para encontrar o caminho para uma parceria eucarística ainda maior”.

Falou que esse tema surgiu em vários diálogos com o Vaticano. O Cardeal Marx confirmou essa iniciativa em uma coletiva de imprensa em Roma com os líderes evangélicos alemães ocorrida na sequência do encontro com o papa. Ele falou que ambos os lados estão trabalhando juntos para “descobrir se podemos alcançar uma linha comum”.

O Papa Francisco saudou o fato de que os católicos e os evangélicos estão comemorando os eventos históricos da Reforma juntos “a fim de pôr, mais uma vez, Cristo no centro das nossas relações”. Ele lembrou que, no fundo, os reformadores estavam “animados e inquietos” sobre como “indicar a estrada para Cristo”. Disse que isso deveria estar no centro dos esforços católicos e evangélicos, hoje, quando caminham na direção da unidade.

O Papa Francisco deu as boas-vindas a uma iniciativa evangélico-católica conjunta na Alemanha para realizar uma cerimônia de Penitência e Reconciliação porque “curar a memória, testemunhar a Cristo” é uma tarefa ecumênica.

Na coletiva de imprensa, Annette Kurschus, da delegação alemã, salientou a importância da “diversidade reconciliada” e enfatizou que a visita ecumênica a Roma – “a cidade global do catolicismo” –, no 500º aniversário da Reforma, também tem uma “significação” para o mundo protestante no percurso à unidade.

A Igreja Evangélica na Alemanha é uma federação de igrejas e denominações luteranas, reformadas (calvinistas) e protestantes unidas regionais na Alemanha, com aproximadamente 24 milhões de membros. Ao saudar o papa, Bedford-Strohm disse: “As nossas igrejas sentem uma responsabilidade especial em desenvolver o ecumenismo, uma vez que as divisões começaram conosco na Alemanha”.

A EKA busca “um diálogo mais profundo” com a Igreja Católica “sobre o batismo e sua significação para os próximos passos ecumênicos” e deseja “seguir uma nova abordagem para garantir que o diálogo não fique estagnado”, acrescentou.

Tanto o papa quanto o bispo destacaram a importância de os católicos e evangélicos darem um testemunho comum a Cristo num mundo marcado pela violência e polarização. Francisco disse que “o chamado urgente de Jesus à unidade” convida os membros de ambas as igrejas a agirem juntos “quando vivenciamos graves dilacerações e novas formas de exclusão e marginalização”. Aqui “a nossa responsabilidade é grande”, disse.

O Bispo Heinrich Bedford-Strohm concordou, acrescentando: “Onde são negadas a misericórdia e a compaixão, o ‘pecado social’ ameaça a vida humana consecutivamente”. Ele observou que “alguns agora aspiram conter a nossa humanidade dentro de muros. Um novo populismo em diferentes países glorifica o país dos seus apoiadores e exclui grandes grupos de pessoas”.

Ele destacou também a situação dos refugiados e migrantes – uma questão cara ao Papa Francisco. Disse que “em 2017, as igrejas cristãs deveriam erguer suas vozes juntas no mundo inteiro no intuito de encorajar os nossos países a demonstrar solidariedade com os refugiados do terror e da guerra, e a distribuir os fardos da maneira mais ampla possível”.



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Americano rouba US$ 7 bi porque "Jesus queria que ele ficasse rico"

Já publicamos vários artigos comentando sobre esta estranha predominância do "pensamento mágico" no meio evangélico brasileiro, importado em larga escala dos EUA, discurso que é filho bastardo da "teologia da prosperidade" importada de lá e ao qual damos o nome de "triunfalismo" e abordamos por vários ângulos, como em:

As jumentinhas de Balaão (agosto de 2009)

O conto do bilhete premiado (agosto de 2009)


Pirlimpimpim gospel (julho de 2010)

Sentimentalismo gospel (fevereiro de 2011)


Crendices quânticas (setembro de 2013)


Agora chega dos Estados Unidos uma notícia publicada no UOL Tabloide que dá uma ideia de até onde esse delírio pode chegar:

Homem diz que roubou US$ 7 bilhões porque Jesus quer que ele fique rico

Um norte-americano acusado de ter acumulado US$ 7 bilhões (cerca de R$ 21,8 bilhões) em transferências fraudulentas afirmou, em audiência na Justiça, que só roubou o dinheiro porque Jesus queria que ele ficasse rico.

John Michael Haskew, morador de Lakeland, na Flórida (EUA), foi preso em dezembro do ano passado depois de ter feito transferências bancárias fraudulentas de uma "renomada instituição financeira" para sua própria conta.

Haskew precisava de dinheiro para pagar uma dívida com o governo federal. O americano usou um esquema para fazer mais de 70 transferências que acumularam um total de US$ 7 bilhões.

Segundo os investigadores da polícia, Haskew afirmou que acreditava que merecia o dinheiro porque "Jesus quer que todos sejam ricos". O fraudador disse que com o esquema criminoso iria conseguir "obter a riqueza que Jesus criou para ele e que pertencia a ele".

Apesar de toda sua "fé", Haskew pode ser condenado a até cinco anos de prisão e terá de pagar uma multa de até US$ 250 mil (cerca de R$ 780 mil).



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Adeus, Al Jarreau!


Faleceu ontem, 12/02/17, em Los Angeles, California, o grande cantor Al Jarreau, faltando exatamente um mês para que ele completasse 77 anos de idade.

Um dos maiores intérpretes de jazz, rhythm and blues e soul music que esse mundo já teve a oportunidade de ver e ouvir, o americano nascido em Milwaukee, Wisconsin, deixa uma obra imensa de rara qualidade para as novas e futuras gerações apreciarem um estilo todo dele de cantar.

Descanse em paz, Al Jarreau!

Em sua homenagem, abrindo esta porta imorredoura da saudade, ouçamos então "Mornin'" (1983):


"We're in This Love Together" (1981):


"After All" (1984):


E de brinde, encerramos com "Summer Breeze", executada por Al Jarreau na companhia do não menos talentoso George Benson, gravada ao vivo no festival de Montreux em 2007:


Ou cantando "Flor de Liz" com Djavan:


Sim, meus amigos, Al Jarreau, Djavan e George Benson são retratos saudosos de um tempo em que o bom gosto musical quebrava quaisquer barreiras e imperava no planeta Terra.



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