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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

O cachorro que trocou o pastor evangélico pelo padre



A história é antiga, a reportagem é de 2015, mas continua atual e divertida. Confira no vídeo abaixo:




domingo, 2 de julho de 2017

sábado, 22 de abril de 2017

Sobre falar, engasgar e soltar pum


Alegre o seu feriadão com a leitura divertidíssima da crônica de Luis Fernando Verissimo, publicada no Estadão em 06/04/17:

Em comum

Uma das teorias sobre o nascimento de fonemas é que o ser humano teria começado a imitar os sons dos animais, sendo a última vez em que o mundo teve uma linguagem comum

O homem é o único animal que fala pela mesma razão que é o único animal que se engasga. Algo a ver com a localização da laringe. Ou é da faringe? Enfim, algo no homem lhe dá o dom da expressão verbal que nenhum bicho tem, mas os bichos, em compensação, nunca se veem na situação embaraçosa de dizer o que não deviam ou se engasgar na mesa.

O fato também sugere uma questão: foi a necessidade que o homem — ou, mais provavelmente, a mulher — sentiu de falar que determinou a eventual localização privilegiada da laringe, ou foi o acaso da laringe humana evoluir como evoluiu que determinou a fala?

O ser humano desenvolveu a fala por um acidente anatômico e assim virou gente ou a linguagem foi uma etapa lógica da sua evolução, porque para ser gente só faltava falar?

O próprio Darwin chegou a especular que a fala começou com a pantomima, com os órgãos vocais inconscientemente tentando imitar os gestos das mãos.

A linguagem oral teria se desenvolvido porque, antes da invenção do fogo, a linguagem gestual não era vista no escuro e as pessoas, ou as pré-pessoas, não podiam se comunicar. A linguagem é filha da noite!

Teorias estranhas sobre a origem da linguagem não faltam.

No século XVII um filólogo sueco afirmou com certeza que no Jardim do Éden Deus falava sueco, Adão falava dinamarquês, e a serpente falava francês (Sempre a má vontade com os franceses).

Na sua infância — a palavra “infância”, por sinal, vem do latim “incapacidade de falar” — a humanidade não produzia palavras mas certamente produzia sons, e uma das teorias sobre o nascimento de fonemas é que o ser humano teria começado a imitar os sons dos animais para identificá-los e que esta foi a última vez em que o mundo teve uma linguagem comum.

Foi chamada de “teoria bow-wow”, e o nome já a desmentia, pois “bow-wow” é como latem os cachorros anglo-saxões, enquanto os luso-brasileiros fazem “au-au” e os japoneses, segundo os japoneses, “bau-bau”.

A única linguagem comum a toda a humanidade é a dos ruídos involuntários do nosso corpo.

Toda a espécie humana espirra e tosse da mesma maneira, não há como variar a pronúncia de um arroto e nada simboliza melhor a nossa igualdade intrínseca do que o pum, que todos dão da mesma maneira, não importa o que digam do pum alemão.

Eis uma receita para o entendimento, inclusive entre os grupos e facções em choque no Brasil de hoje, esquerda x direita, políticos x Lava-Jato etc. Todos os confrontos entre partes litigantes deveriam começar com um coro de ruídos elementares, para enfatizar nossa humanidade em comum.



sexta-feira, 9 de outubro de 2015

TJSP diz proteger direitos do animal em guarda alternada de cão em divórcio

A matéria é do próprio Tribunal de Justiça de São Paulo:

TJSP AUTORIZA GUARDA ALTERNADA DE ANIMAL DE ESTIMAÇÃO

Por maioria de votos, a 10ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou, em agravo de instrumento, que um casal em separação judicial divida a guarda do cachorro de estimação. Cada um terá o direito de ficar com o animal durante semanas alternadas.

A mulher recorreu ao TJSP após seu pedido de guarda ou visitas ao cão ser negado. Para o desembargador Carlos Alberto Garbi, relator designado do recurso, o entendimento de que o animal é “coisa” sujeita a partilha não está de acordo com a doutrina moderna.

Ele explica, em seu voto, que a noção de “direitos dos animais” tem suscitado importante debate no meio científico e jurídico a respeito do reconhecimento de que gozam de personalidade jurídica e por isso são sujeitos de direitos. “É preciso, como afirma Francesca Rescigno, superar o antropocentrismo a partir do reconhecimento de que o homem não é o único sujeito de consideração moral, de modo que os princípios de igualdade e justiça não se aplicam somente aos seres humanos, mas a todos os sujeitos viventes”, afirmou.

O magistrado cita, ainda, vários autores que abordaram o assunto e, ao final, destaca: “Em conclusão a essa já longa digressão que me permite fazer sobre o tema, o animal em disputa pelas partes não pode ser considerado como coisa, objeto de partilha, a ser relegado a uma decisão que divide entre as partes o patrimônio comum. Como senciente, afastado da convivência que estabeleceu, deve merecer igual e adequada consideração e nessa linha entendo deve ser reconhecido o direito da agravante. O acolhimento de sua pretensão tutela, também, de forma reflexa, os interesses dignos de consideração do próprio animal.”

Completam a turma julgadora os desembargadores Elcio Trujillo e Cesar Ciampolini.

Veja a íntegra do voto do relator.

Comunicação Social TJSP – PH



domingo, 12 de julho de 2015

O cão que resgatou seu dono humano da rua


A matéria foi publicada no Estadão:

Com ajuda de cachorro, artista plástico inglês que morou na rua redescobre seu talento

ANTONIO GONÇALVES FILHO

Inglês John Dolan, de 43 anos, foi dependente químico e resgatou a arte como desenhista ao ganhar George, um Staffordshire bull terrier

São muitas as histórias de pessoas que resgataram cães vadios das ruas, mas raras as de um cão que tirou delas um artista marginal. O artista inglês John Dolan, 43 anos, ex-presidiário e dependente de heroína, deve tudo a George, de fato seu melhor amigo. Hoje com sete anos, o Staffordshire bull terrier não precisa mais ficar mendigando trocados na calçada da Shoreditch High, uma rua do East End de Londres em que ele e seu dono passavam o dia inteiro para juntar algumas moedas da refeição diária.

John ficava desenhando George, que tinha diante dele um copinho de papel com o seguinte bilhete: “Pode tirar meu retrato do modo que você quiser, mas, por favor, coloque uma moeda ou duas dentro do copo ou posso morder você”. As pessoas, de modo geral, achavam George simpático e atendiam seu pedido. Se alguém mais generoso deixava £ 10 no copo, seu dono retribuía a gentileza com um desenho do cachorro.

Fama. George, o cão sem-teto, ficou famoso na vizinhança. Todos faziam festinha para ele, que, embrulhado em trapos velhos, mal podia abanar o rabinho. A famosa dupla Gilbert e George, que tem seu ateliê também no East End londrino, sempre parava para cumprimentar o outro George e John, hoje um artista em ascensão com sua primeira individual fora da Inglaterra - marcada para o fim deste ano, em Los Angeles.

É o primeiro fruto do sucesso de sua primeira exposição, em setembro de 2013, na galeria Howard-Griffin, sobrenome do proprietário e amigo Richard, que tirou John Dolan e George das ruas ao conceder a ele um adiantamento, introduzindo o artista no mercado de arte londrino. A mostra foi um sucesso, garantindo um retorno de £ 50 mil, e a história rendeu o livro autobiográfico John & George - O Cão Que Mudou Minha Vida, que está sendo lançado pelo selo Fábrica 231, da Editora Rocco.

Cão no inverno. De Londres, por telefone, o autor contou sua história ao Caderno 2. Cauteloso e um tanto desconfiado como costumam ser viciados em heroína e ex-presidiários, John solta-se aos poucos, especialmente quando fala de arte, embora mantenha certa cautela ao tocar no passado. Preso várias vezes por roubo, John sente vergonha em admitir que era para pagar os traficantes, após ver cortado o benefício social (£ 36 semanais) que garantia comida e acomodação temporária num buraco da rua Royal Mint.

A vida já andava péssima quando John encontrou um jovem casal em igual situação, no rigoroso inverno de 2009. Ele, então, morava sozinho nessa quitinete (do Serviço Social) na Royal Mint, perto da torre de Londres. Desempregado, finalmente havia conseguido um teto após dormir anos ao relento. Becky e Sam, o casal de jovens que conheceu no metrô de Tower Hill, mendigando trocados, estava, diz ele, “precisando de uma trégua”. Becky, mais desequilibrada, certo dia topou na rua com um escocês alcoólatra que lhe ofereceu um bull terrier em troca de uma garrafa de cerveja. Ela topou o negócio com pena do bicho, deixando George de herança para John ao arranjar outro apartamento para morar.

Ele aceitou o cão, mas teve trabalho para treiná-lo. É possível imaginar o terrier, ex-guia de um escocês bêbado pelas ruas, saindo em disparada louca com seu novo dono, que tentava inutilmente segurar o cão na coleira - “e ainda por cima com uma artrite miserável”. O tornozelo piorava sensivelmente no inverno, mas John, afinal, não podia segurar as muletas e o cão ao mesmo tempo. Tentava manter o bicho ocupado com uma bola de tênis, que George não largava nem por decreto. O terrier, com marcas de maus-tratos, era totalmente diferente de Butch, o velho vira-lata companheiro do artista entre os 10 e 23 anos.

Não que a vida de Butch tenha sido melhor. Por essa época, John morava num conjunto habitacional de King Square em Islington, semelhante ou pior que as habitações populares de Arnold Circus, por onde passou. O pai, lixeiro, e a mãe, faxineira, nem tinham tempo para ver os desenhos que John fazia - “e eu sempre fui um desenhista compulsivo, desde criança”. O pai, ao chegar em casa, mudava automaticamente de canal - “não vou ver essa merda!” - só para contrariar o filho, e colocava os pés na mesa, sempre com uma cerveja ao lado.

Tédio. Longas tardes se passaram no apartamento da família Dolan com o pai “apagando” depois de tomar uma caixa inteira de cerveja, enquanto a mãe fazia faxina fora. O pequeno John passava o tempo desenhando. Entediado, escapuliu certa noite e foi com um amigo incendiar um carro no estacionamento ao lado do prédio onde morava. Foi pego em flagrante por dois policiais. Ainda por cima, acabou descobrindo que seu pai não era seu pai nem sua mãe, a mãe verdadeira. Eram seus avós. A “tia” Mary era, de fato, a sua mãe.

Não por coincidência, Mary tinha um namorado chamado Jimmy Dolan e, obviamente, não estava preparada para criar um bebê sozinha, aos 16 anos. O resto da história já foi contada em mais de um filme de Kenneth Loach, o especialista em classe operária e famílias disfuncionais da Inglaterra - com certeza o nome certo para adaptar sua autobiografia.

Ele, porém, não escreveu sua história para virar filme. Diz mesmo que nem pretende escrever outro livro. Gosta mesmo é de desenhar. Se resolveu contar sua saga foi só para “alertar outros jovens” sobre o que significa viver na rua, esmolar sob a chuva, dormir ao relento, roubar para comprar drogas e perder os dentes por causa do vício.

Sonho. John tem um sonho: continuar dormindo num lugar decente e fazer carreira como artista. Não lhe interessa tanto o dinheiro - “vivo sem ele há muitos anos”. No entanto, gostaria de ver algum dia um desenho seu ao lado dos “grandes” na Royal Academy ou mesmo na Tate. Fã da pintura de Jackson Pollock, ele, no entanto, prefere continuar fiel à figuração. Foi também essa perseverança que atraiu a atenção do marchand Richard para seu trabalho. Ele o viu pela primeira vez reproduzido num livro chamado Shoreditch Unbound, ao lado de trabalhos de Tracey Emin e da dupla Gilbert e George. Levou um ano depois disso para fazer uma oferta a John - “provavelmente para ver se eu não desistia, se era persistente”.

John desenhava os prédios e a paisagem urbana do East End, chamando a atenção de outros artistas de rua com Thierry Noir, Stik e Pablo Delgado. Tal afinidade não escapou ao marchand do artista, que convidou alguns deles para “interferir” nos desenhos de Dolan, leituras quase arquitetônicas de uma Londres cinzenta, sem cor. “Nunca desejei ser arquiteto”, diz. Não tinha grande senso de orientação. Era tão ruim em Geografia que “só por milagre conseguia achar o caminho de casa”.

O artista passou a ser muito requisitado após a primeira exposição na Howard-Griffin. Aceita encomendas, mas não gosta de desenhar retratos. O que lhe dá prazer, admite, é mesmo retratar George - e saber que seu livro foi lançado no Brasil, “país que só conheço por causa das crianças abandonadas e do futebol”.

JOHN & GEORGE
Autor: John Dolan
Tradução: Ângela Pessoa
Editora: Rocco (320 págs., R$ 34,50 )



sexta-feira, 12 de junho de 2015

Justiça catarinense reparte os cães de casal separado



Sim, às vezes a relação termina e até os animais de estimação entram na confusão, conforme mostra esta notícia do Tribunal de Justiça de Santa Catarina:

Casal entra na Justiça para brigar por partilha de cães após dissolução de casamento

A partilha de dois cachorros, em uma ação de dissolução de união estável, teve que ser decidida pela 1ª Câmara de Direito Civil do TJ. Isso porque a apelante, ré no processo, não se conformou com a posse dos animais pelo ex-cônjuge. Em suas razões, alegou que os cães ficaram com o ex-marido sob a condição de que ela pudesse visitá-los mas, após certo tempo, foi impedida de exercer esse direito por liminar que determinava seu afastamento do ex. A câmara decidiu que cada um dos cônjuges ficará com um cachorro, já que a recorrente não aceitou indenização no valor do animal, por razões sentimentais.

Para além do simples imbróglio, o desembargador substituto Gerson Cherem II, relator da matéria, chamou a atenção dos custos que uma disputa desse tipo gera para a sociedade, além de descortinar uma situação de vazio existencial, que se materializa em buscar a Justiça para decidir com quem ficarão os cachorros.

"A questão desnuda algo da crise da contemporaneidade. De fato, o amor do casal acabou e sobraram a partilha e os escombros da relação. Hoje, porém, algumas pessoas não suportam mais as frustrações típicas da vida em sociedade. E nesta angústia e perene insatisfação, entram no vórtice do egocentrismo; nada mais importa, só os próprios desejos, custe o que custar. Os seus valores dizem respeito apenas a si, numa simbiose que se autoalimenta. [¿] Volvendo ao caso, creio que a solução estaria mais para a área da psicanálise", anotou. A decisão foi unânime.



sábado, 30 de maio de 2015

7 coisas que você não sabia sobre seu veterinário

Artigo divertido (e verdadeiro, segundo meus amigos veterinários) de Paula Dias para o Almanaque Pet:

7 coisas que o veterinário pensa, mas não te fala

Levar nossos queridos pets ao veterinário é como levar uma criança pequena ao pediatra, não é? Como eles não sabem falar, nós ficamos tentando explicar os seus sintomas ao médico e fazemos inúmeras perguntas. A revista Reader’s Digest perguntou a veterinários o que mais os irritava no comportamento dos donos ou o que eles pensam durante a consulta, mas nem sempre podem falar. Veja:

1. Sabemos quando você está distorcendo os fatos…

Se seu cão tem um tumor de dois quilos pendurado em sua pele, não diga que ontem mesmo você verificou e ele não estava lá.

2. O pet está acima do peso porque você também está…

É fato que se o proprietário come em excesso, os pets são bastante propensos a ser obesos.

3. Somos um hospital veterinário, não um hotel canino…

As pessoas ficam chateadas porque os seus cães vão dormir sobre um tepetinho, e não sobre dois cobertores macios no hospital veterinário. A função da clínica é fazer o cachorro melhorar de saúde logo, para poder voltar ao aconchego do seu lar o quanto antes. Não são lugares para oferecer conforto como prioridade.

4. Você deixa seu cachorro fazer xixi por toda a sua casa?

Por que as pessoas deixam seus cães fazerem xixi por toda a sala de espera da clínica? As mesmas regras que valem na rua ou nas casas devem ser cumpridas nas clínicas.

5. “Minha maior implicância é com pessoas que não querem gastar dinheiro”

Algumas pessoas resistem a gastar dinheiro com o tratamento de seu animal de estimação porque ele foi adotado e não custou nada. Elas não pararam para pensar que um animal gera despesas.

6. Donos de animais parecem começar a falar e fazer perguntas no exato momento em que colocamos o estetoscópio no ouvido…

E isso acontece sempre, sem falhar. Parece óbvio que se você tem fones de ouvido de borracha em seus ouvidos, você não pode ouvir! Mas ninguém se dá conta disso.

7. Nossa principal frustração é quando os clientes não seguem as nossas instruções depois de uma consulta…

Algumas pessoas interrompem o tratamento cedo demais ou não voltam para a consulta de retorno. Em seguida, eles se queixam de que o tratamento não funcionou!



domingo, 24 de maio de 2015

Amizade entre cães e humanos pode ser mais antiga do que se imaginava


Matéria publicada no Brasil Post:

Vínculo entre homem e cachorro pode ter mais de 27 mil anos

De acordo com a análise genômica do osso de um lobo, a relação entre seres humanos e cães pode ter começado entre 27 mil a 40 mil anos atrás. O genoma, de 35 mil anos, revela que esse lobo da Península de Taimir, na Sibéria, é o ancestral comum mais recente entre lobos modernos e cães.

Pontus Skoglund, principal autor do estudo e geneticista do Departamento de Genética da Escola de Medicina de Harvard, declarou que essa espécie específica "sobreviveu milhares de anos em convívio com neandertais na Europa e também quando os humanos modernos começaram a povoar o continente europeu e a Ásia."

Os cientistas descobriram que as raças dos cães atuais descendem de mais de um único evento de domesticação. Os lobos siberianos da pesquisa contribuíram para a ascendência de cães de altas latitudes, como o husky siberiano e o malamute do Alasca.



quarta-feira, 1 de abril de 2015

Cachorros não caem na mentira


É o que se deduz da matéria publicada pela BBC Brasil:

Cachorros sabem quando alguém é desonesto, aponta pesquisa

Melissa Hogenboom

Cachorros podem não parecer incrivelmente inteligentes quando correm atrás de seus próprios rabos, mas usam outras maneiras para demonstrar como são criaturas espertas. Uma de suas melhores qualidades é que eles estão sempre atentos aos seres a sua volta, tanto humanos como outros cães.

Muitos estudos já demonstraram que cachorros são capazes de perceber as emoções humanas. Pesquisas recentes descobriram que eles podem notar a diferença entre rostos alegres e tristes, e conseguem até demonstrar ciúme.

Mas um trabalho que foi há pouco tempo publicado na revista científica Animal Cognition revelou que os cachorros também percebem quando uma pessoa não é confiável. E uma vez que decidem que determinado indivíduo é desonesto, param de seguir suas instruções.

O estudo foi realizado na Universidade de Kyoto, no Japão, pela equipe da cientista Akiko Takaoka. Partindo da noção já comprovada de que os cães entendem quando um humano aponta algo para eles, os investigadores puderam concluir que os animais também percebem rapidamente quando o gesto de um humano é enganoso.

A equipe liderada por Takaoka realizou três rodadas de experimentos com 34 cães.

Na primeira vez, uma pessoa apontava corretamente para um recipiente que escondia comida. Mas na segunda rodada, o indivíduo indicava um recipiente que acabava se revelando vazio.

Na terceira rodada, a mesma pessoa apontava de novo para um objeto contendo comida. Mas desta vez os cachorros não respondiam ao comando daquele indivíduo. Segundo Takaoka, isso sugere que os cães se baseiam em sua experiência anterior com aquela pessoa para avaliar se se trata de alguém confiável.

Depois das três experiências, outra pessoa completamente diferente repetia a primeira rodada, e novamente os cães seguiam avidamente suas orientações.

A cientista diz ter ficado surpresa com o fato de os cachorros restaurarem sua confiança em um humano tão rapidamente.

“Os cães têm uma inteligência social mais sofisticada do que pensávamos. Isso evoluiu seletivamente na longa história que esses animais têm com o ser humano”.

Segundo Takaoka, o próximo passo de sua equipe será testar espécies relacionadas aos cachorros, como os lobos. Isso poderia ajudar a revelar “os efeitos profundos da domesticação” na inteligência social dos cães.

Previsibilidade

Para John Bradshaw, da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, a principal conclusão do estudo japonês é o fato de que cães gostam que as coisas sejam previsíveis.

Assim que os acontecimentos em suas vidas se tornam irregulares, eles procuram por atividades alternativas.

E se eles consistentemente ficam sem saber o que vai acontecer, podem se tornar agressivos ou medrosos. “Cachorros cujos donos são inconsistentes costumam apresentar distúrbios de comportamento”, afirma Bradshaw.

Cada vez mais nos convencemos de que os cães são mais inteligentes do que se acreditava no passado, mas, segundo Bradshaw, essa inteligência é diferente da nossa.

“Cachorros são muito sensíveis ao comportamento humano, mas eles têm menos pré-concepções”, diz o cientista. “Eles vivem no presente e não refletem sobre o passado de maneira abstrata, assim como também não planejam o futuro.”

Quando encontram uma situação, os cães reagem para o que está ali “em vez de pensar profundamente no que aquilo significa”.

Para Brian Hare, diretor científico da empresa americana Dognition, especializada em testes de personalidade com cachorros, esses animais claramente estão atentos quando uma pessoa gesticula para eles, e este estudo prova isso.

“Cães avaliam a informação que transmitimos com base em quão confiável ela é em ajudá-los a conseguir seus objetivos”, diz Hare.



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Papa não disse que animais vão para o céu

dogs go to heaven
Rex após ler esta matéria
A polêmica infrutífera da vez, segundo o IHU:

Papa Francisco não disse que animais de estimação vão para o céu



Quando o Papa Francisco, recentemente, procurou confortar um menino entristecido cujo cão havia morrido, o pontífice adotou a abordagem pastoral que lhe tornou famoso - dizendo ao jovem que não se preocupasse, que um dia ele iria ver o seu animal de estimação no céu.

"O paraíso está aberto a todas as criaturas de Deus", disse Francisco.

A reportagem é de David Gibson, publicada no sítio Religion News Service, 12-12-2014. A tradução é de Claudia Sbardelotto.

Foi um momento brilhante em um dia chuvoso de novembro, e a configuração na Praça de São Pedro só poliu ainda mais a reputação de Francisco como um gentil "papa do povo". A história naturalmente iluminada pelas mídias sociais tornou-se material promocional instantâneo para vegetarianos e grupos de direitos dos animais e, na sexta-feira, chegou à primeira página do The New York Times.

Há apenas um problema: aparentemente nada disso aconteceu.


Sim, uma versão dessa citação foi proferida por um papa, mas foi dita décadas atrás por Paulo VI, que morreu em 1978. Não há nenhuma evidência de que Francisco repetiu as palavras durante a audiência pública no dia 26 de novembro, como tem sido amplamente relatado, e nem estava lá um menino de luto por seu cão morto.

Então, como poderia tal fábula ter sido tomada tão rapidamente como verdade?

Parte da resposta pode ser o tema da catequese do papa para a multidão naquele dia, que se centrava nos fins dos tempos e na transformação de toda a criação em um "novo céu" e uma "nova terra". Citando São Paulo, no Novo Testamento, Francisco disse que "não se trata de aniquilar o cosmos e tudo o que nos circunda, mas de levar todas as coisas à sua plenitude de ser".

A trilha digital de "migalhas de pão", em seguida, parece levar a uma reportagem italiana que estendeu a discussão de Francisco de uma criação renovada à questão de saber se os animais também irão para o céu.

"Um dia vamos ver nossos animais de estimação na eternidade de Cristo", dizia a reportagem citando as palavras de Paulo VI a um menino desconsolado anos atrás.

A história foi intitulada, de uma forma um pouco enganadora: "Paraíso para os animais? O papa não descarta". No entanto, não ficou claro a qual papa o autor da reportagem se referia.

No dia seguinte, 27 de novembro, uma história no jornal italiano Corriere della Sera escrita pelo veterano vaticanista Gian Guido Vecchi foi mais adiante com a manchete: "O papa e os animais de estimação: 'O paraíso está aberto a todas as criaturas'".

Vecchi contou fielmente o discurso do papa sobre uma nova criação e também citou a observação de Paulo VI.

Mas a manchete colocou essas palavras na boca de Francisco, e isso tornou-se a história.

A versão italiana do Huffington Post foi adiante e publicou um artigo citando Francisco como dizendo: "Vamos ir para o céu com os animais" e afirmou que o papa estava citando São Paulo - não o Papa Paulo VI - como base para consolar um menino que perdeu seu cachorro. (Essa história, por sinal, não está em lugar algum na Bíblia.)

A lenda urbana tornou-se desenfreada uma semana depois, quando foi traduzida para o inglês e foi propagada pela imprensa britânica, que cita São Paulo, dizendo que "Um dia vamos ver nossos animais novamente na eternidade de Cristo", ao mesmo tempo que afirma que Francisco acrescentou a frase: "o paraíso está aberto a todas as criaturas de Deus".

O que abasteceu o meme foi o fato de que Francisco foi fotografado aceitando um presente de dois burros de uma empresa de promoção do uso de leite de burra para crianças alérgicas ao leite de vaca - e Francisco disse que sua própria mãe deu-lhe leite de jumenta quando ele era bebê.

As mídias sociais e outros meios de comunicação, em seguida, adotaram a história, misturando ainda mais com as declarações e a cronologia. Tornou-se uma confusão calorosa de uma história que também provocou mais um debate teológico gerado por um papa que já era conhecido por suas controvérsias.

Quando o The New York Times saiu com a história, juntamente com a contribuição de especialistas em ética e teólogos, tornou-se verdade do evangelho.

Os programas de televisão discutiram o avanço teológico do papa, as agências de notícias criaram galerias de fotos dos papas com animais bonitinhos, e outros usaram a história como ponto de partida para discutir o que outras religiões pensam sobre animais e a vida após a morte. Na revista America, o reverendo James Martin escreveu um ensaio discutindo as implicações teológicas das declarações de Francisco e qual o nível de autoridade que elas podem ter. Foi tudo muito interessante e esclarecedor, mas tudo com base em um mal-entendido.

Uma série de fatores provavelmente contribuíram para esse desastre jornalístico:

  • A história tinha tanta coisa relacionada: Francisco tem o seu nome papal em homenagem a São Francisco de Assis, o santo padroeiro do ambientalismo, aquele que notoriamente considerava os animais como irmãos e irmãs.
  • O Papa Francisco está também preparando um grande documento de ensino sobre o meio ambiente, e quase desde o dia em que foi eleito, em 2013, ele salientou o dever cristão de cuidar da criação.
  • Francisco também abençoou o cão-guia de um cego logo depois que ele foi eleito, uma imagem de efeito que foi muitas vezes utilizada em conexão com estes últimos relatórios de sua preocupação com os animais.
  • Além disso, os meios de comunicação e o público estão tão preparados para ouvir Francisco dizer coisas novas e desconsiderar costumes convencionais que a história era boa demais para ser verificada; ela se encaixa com o padrão.
  • Na maioria dos relatos, os comentários de Francisco também foram comparados com as declarações do seu antecessor, Bento XVI, que insistiu que os animais não têm alma. Esse aparente contraste combina com a narrativa comum que coloca o mais conservador Bento XVI contra o supostamente liberal Francisco.


Isso pode ser verdade em algumas áreas, mas provavelmente não quando se trata de animais.

Adicionando insulto à injúria, o artigo do NY Times citou São João Paulo II, dizendo em 1990 que os animais têm alma e estão "tão perto de Deus quanto os homens". Mas isso, também, era citação falsa, como a crítica de mídia, Dawn Eden, explicou no website GetReligion.

Por outro lado, deveria ter havido sinais de avisos: Francisco faz careta para a moderna tendência de favorecer os "pets" em detrimento das pessoas, e ele criticou a grande quantidade de dinheiro gasto pelas sociedades ricas com os animais, enquanto as crianças passam fome.

Além disso, a enorme popularidade do papa levou a pelo menos uma outra instância de mito construído: reportagens no ano passado disseram que Francisco estava escapando do Vaticano durante a noite para alimentar os sem-teto nos arredores de Roma.

O papa pessoalmente desmascarou esse boato em uma entrevista em março passado, dizendo que a ideia "nunca passou pela minha cabeça" e que "descrever o papa como sendo espécie de super-homem, um tipo de estrela, parece ofensivo para mim".

Talvez ele terá que dar outra entrevista para esclarecer essa última história e para oferecer seus reais pensamentos sobre os animais de estimação e o paraíso.



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Acorda, pastor!


Tem muito pastor que finge que está acordado, mas na verdade está dormindo e roncando em serviço, viu... e ainda levanta a sobrancelha deste jeito quando alguém lhe chama a atenção (risos).




segunda-feira, 4 de novembro de 2013

SP já tem "capela ecumênica" para adeus a animais de estimação


A informação foi publicada no blog Conversa de Bicho do Estadão:

Hospital veterinário em São Paulo cria espaço para o dono se despedir do animal

Por mais que muitas vezes sabemos que a eutanásia aliviará o nosso melhor amigo de uma situação de sofrimento e que o procedimento será aplicado por ele estar em uma condição irrecuperável, a dor da perda é muito grande.

Por acreditar que o dono tem um vínculo importante com o seu melhor amigo e que o pet também tem esse laço com o seu proprietário, o Hospital Veterinário Santa Inês criou um espaço ecumênico para que, em casos que não haja mais tratamentos para o animal, ele e seu dono tenham um momento tranquilo e reservado para dizer adeus.

A Sala Ecumênica conta com uma estrutura adaptada para dar conforto para o proprietário e para os animais durante a eutanásia assistida. Construída em uma área interna, mas isolada da rotina do hospital, conta com cadeiras, mesa de granito, sistema de controle de temperatura e suporte hospitalar, garantindo a tranquilidade aos membros da família. Não há custo para utilizar o local e velar o bicho.


“Criamos esse espaço porque vimos a necessidade de haver um lugar calmo para deixar o dono à vontade para se despedir do amigo, com todo o respeito que ambos merecem”, explica Eduardo Pacheco, diretor clínico do Hospital Veterinário Santa Inês.

Para oferecer um serviço completo, o hospital firmou parceria com o Pet Memorial, empresa especializada em cremação de animais de estimação e que está no mercado há mais de 12 anos prestando esse suporte aos donos. Caso haja interesse, o proprietário pode contratar o serviço de cremação, que é feita de forma individual, e até adquirir uma bela urna para guardar as cinzas do pet.

Outra opção é o encaminhamento do corpo, após refrigeração, para as empresas Loga ou Ecourbis. Elas recolhem semanalmente os bichos que morrem em clínicas e hospitais, por serem considerados resíduos sólidos de saúde. Após a coleta, eles são levados para uma usina de incineração coletiva e é cobrada uma taxa pelo serviço.

Segundo a lei, a responsabilidade de destinação final de um animal morto é do proprietário, mas existe a certeza que depois de tantos anos juntos, dar um fim digno ao melhor amigo é algo importante e ameniza o sentimento de ter perdido um companheiro.

Mais informações: www.santainesvet.com.br



terça-feira, 30 de julho de 2013

O último adeus canino

Hoje faz uma semana que meu fiel cachorro da raça samoieda se foi.

Tempo ainda não suficiente para nos acostumarmos à dor de sua ausência, mas é chegado o momento de lhe prestar uma homenagem, a exemplo do que já foi feito aqui com seus irmãos das raças golden retriever (o River) e kuvasz (o Jordan).

O nome de pedigree dele era Yerik, e nós passamos a chamá-lo de Erick. Para quem não conhece a raça, os samoiedas são originários da Sibéria, terra de seus amigos huskies, mas com um temperamento muito mais carinhoso e dependente do que seus conterrâneos de olhos azuis.

Ambas as raças são exímias puxadoras de trenó, o que obviamente não lhes traz nenhum serviço ou benefício num país tropical. O Erick, entretanto, sempre fazia questão de ir à frente puxando a guia quando saíamos para passear. O instinto mandava.

Lá pelas tantas, depois de um belo passeio, fazia questão de pedir colo, e apesar dos seus 25 - 30 kg de peso, eu fazia questão de carregá-lo por alguns metros, para que ele se sentisse importante e protegido.

Foi um amigo fiel por quase 13 anos de vida. Nos últimos 3 anos, quando já era o último sobrevivente dos cães da casa, usufruiu de todas as regalias de morar num lar onde era o centro das atenções, e sabia retribuir todo o carinho que lhe era dedicado.

Que saudade enorme deixou esse "ursinho" branco com a língua de fora sempre sorridente. A foto abaixo conseguiu capturar muito do seu comportamento dócil.



Inteligente ao extremo para um cão, sabia se comunicar com todos, revelando-nos as suas mais estranhas vontades e entendendo tudo o que lhe era dito, mantendo acesa minha suspeita empírica de que os cães só não aprendem a se comunicar com os humanos de uma maneira muito mais eficaz porque a sua expectativa de vida é relativa e comparativamente baixa.

Se pudessem viver uns 40 a 50 anos com qualidade, talvez descobríssemos uma nova forma de comunicação inter-espécies.

De qualquer maneira, com o Erick, despeço-me também da espécie canina. Aos 50 anos de idade recém-completados, tive o privilégio de sempre ter um cão ao lado, com a consciência tranquila de que todos foram muito bem tratados.

Agora, devo admitir que não tenho mais condições de cuidar deles com a atenção que eles sempre mereceram. É preciso saber decidir quando por fim a um grande prazer.

Chegou a hora, portanto. Com o Erick digo adeus também, em grande estilo, à espécie canina, na esperança de que cães e humanos sejam os melhores amigos para sempre.






sexta-feira, 5 de julho de 2013

Câmara quer tornar crime maus tratos a cães e gatos

Se aprovada a lei, imbecis e idiotas que torturam animais domésticos ou envenenam o cachorro (ou o gato) do vizinho terão que pensar duas vezes antes de cometer o ato covarde. A notícia é da Folha de S. Paulo:

Comissão da Câmara torna crime maus tratos contra cães e gatos

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara aprovou nesta terça-feira (2) um projeto que criminaliza maus-tratos praticados contra cães e gatos.

O texto segue para votação no plenário da Câmara. Pela proposta, quem provocar a morte dos animais será punido de 3 a 5 anos de prisão. Para quem cometer crime culposo (sem intenção), a punição será de três meses a um ano, além de multa.

Se a morte do animal for provocada por veneno, fogo, asfixia, espancamento, arrastamento, tortura ou outro meio cruel será considerado como situação agravante, elevando a pena de 6 a 10 anos de prisão. O projeto prevê ainda a aplicação da pena em dobro se o crime for cometido por duas ou mais pessoas ou pelo proprietário ou responsável pelo animal.

Há ainda punição para quem deixar de prestar assistência ou socorro a cão ou gato, promover luta entre cães.

Atualmente, a Lei 9.605/98 prevê sanções penais e administrativas a condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. De acordo com essa lei, os maus-tratos contra animais silvestres, domésticos ou domesticados devem ser punidos com detenção de 3 meses a um ano, e multa.

O período de detenção é aumentado de um sexto a um terço, se o animal morrer. Sofre a mesma pena quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.



quarta-feira, 26 de junho de 2013

O bom pastor alimenta suas ovelhas




Siga o exemplo!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Não é fácil a vida de cachorro no Irã

O Irã não deve ter problemas mais sérios para resolver, segundo se depreende da notícia publicada no Estadão de 08/06/13:

Regime iraniano persegue até os cachorros

Animais são vistos como impuros pelo Islã e considerados uma futilidade da cultura ocidental

No Irã, o cachorro não é o melhor amigo do homem. O regime iraniano voltou a combater a posse de cães, vistos como impuros pelo islamismo. No entanto, o farmacêutico Soroush Mobaraki, dono de pet shop em Teerã, diz que as vendas estão aquecidas, apesar do medo de que os bichos sejam apreendidos e seus donos, multados. "Vendemos 20 cães por mês, mas sei de outros lugares que vendem muito mais", diz.

Durante décadas, ter um cachorro em casa era uma raridade. Cães de guarda, pastores e de caça sempre foram aceitos, mas, nos últimos anos, as autoridades se assustaram com a quantidade de gente de classe média que adquiriu um bicho de estimação para imitar a cultura ocidental.

"As pessoas querem ter um cachorro por status, do mesmo jeito que querem ter um carro de luxo", afirma Mobaraki. Os clérigos andam furiosos com os iranianos que vestem seus cães com roupas e acessórios ocidentais e desfilam com eles em carrões. "No Ocidente, muita gente tem mais amor por seus cachorros do que por mulheres e filhos", disse o aiatolá Naser Shirzi. A declaração, assim como um decreto emitido por ele, levou o Ministério da Cultura e da Orientação Islâmica a proibir todos os meios de comunicação de veicular comerciais sobre animais de estimação. A restrição, adotada em 2010, obrigou muitos criadores a manter seus cães escondidos.

A polícia já reforçou a repressão aos cães e tem abordado pessoas que passeiam com os animais na rua. "Carros transportando cães também serão apreendidos", anunciou, em abril, o vice-chefe da polícia iraniana, Ahmad Reza Radan, segundo a agência Fars.

Ativistas dos direitos dos animais questionam a legalidade da lei e acusam o governo de promover uma apreensão generalizada de cães e de levá-los para "locais não revelados". "As pessoas estão sendo informadas de que seus animais serão mortos e não recebem documento confirmando a apreensão", diz Bahar Mohebi, diretor de um hospital veterinário de Teerã.

As ameaças da polícia parecem ter realmente assustado os donos de cães, levando-os a passear com seus animais em áreas isoladas ou a optar por atendimentos veterinários em casa. A proibição de anúncios relacionados a animais levou muita gente a recorrer à internet.

"A maior parte dos clientes visita o nosso site para escolher o cachorro que quer comprar", diz Mobaraki. As transações online intensificaram-se depois que parlamentares apresentaram, em 2011, um projeto de lei proibindo a presença de cães em locais públicos sob a alegação de que os animais representam um "problema cultural".

Os iranianos hoje encontram na rede escolas de adestramento e hotéis para cachorros. Páginas temáticas em redes sociais também são comuns. A situação, porém, tem aspectos negativos. Há casos de anúncios falsos, que postam fotos de belos animais. Ao receber o bicho, porém, o cliente descobre que não foi o cão que escolheu. / TRADUÇÃO DE ALEXANDRE HUBNER



domingo, 17 de fevereiro de 2013

Como trolar um golden retriever



Quem tem ou já teve um cachorro da raça golden retriever sabe muito bem como eles fazem jus ao "retriever" do nome e vão atrás de qualquer coisa que você jogar para que eles busquem. Só que às vezes algum problema acontece no meio do caminho, como mostra o vídeo abaixo:




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Dono abandona cachorro "gay"

Pedimos desculpas antecipadas pelo título bizarro desta matéria, mas é que tem gente tão estúpida no mundo que consegue transferir seus preconceitos, medos e fantasmas para os animais.

Isso é - infelizmente - fácil de observar naqueles sujeitos que maltratam e espancam os animais dos quais deveriam cuidar, mas há sempre quem exagere nas suas fobias.

Parece ser este o caso de um cidadão do Tennessee, nos Estados Unidos, que viu - horrorizado - seu cachorro macho (o pobrezinho aí da foto) tentando cobrir outro macho da mesma espécie.

Supondo que seu pitbull era Lassie, o sujeito não teve dúvida e o abandonou à própria sorte. Foi recolhido pela carrocinha da cidade (não está especificado o local) e, devido à falta de espaço, seria sacrificado no dia seguinte.

Foi aí que uma alma caridosa se condoeu da situação do cão e a publicou no facebook, pedindo adoção. Imediatamente, houve milhares de compartilhamentos e interessados no resgate, e o pitbull foi adotado (e salvo) afinal.

Qualquer pessoa que crie cachorros com o mínimo de seriedade, sabe que quando há dois ou mais machos no mesmo recinto, eles tratarão de estabelecer quem é que manda no território, ou seja, quem é o famoso "macho-alfa".

Para tanto, antes de chegarem às vias instintivas - e indesejáveis - da agressividade animal, os cães machos estabelecem, digamos, "jogos de autoridade" entre si até definir quem é o manda-chuva.

Nessas atividades - nem tão lúdicas assim - um dos recursos é um macho "cobrir" o outro. Ao fazer isso, ele está tentando impor a sua autoridade sobre o outro macho. Não significa que ele quer ser chamado de Lassie a partir de então.

Logo, só um imbecil vai abandonar o seu cão porque ele é "gay". Sorte dele que ainda não existe carrocinha para recolher esse tipo de gente das ruas.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O bispo mata-cachorros do Chile

O bispo católico de Punta Arenas, no Chile, Bernardo Bastres (que não merece o título de "Dom"), justifica a matança de cães sob o argumento de que “Deus criou todas as coisas e as colocou à disposição do ser humano, esse é um princípio do Gênese, tudo está ao nosso serviço, e, portanto, também podemos nos desfazer problemas criados pela natureza”

Parece que o bispo católico parou a leitura da Bíblia no Gênesis, pois se tivesse chegado até o último versículo do livro de Jonas, leria a resposta de Deus ao profeta fujão:
"E eu, será que não vou ter pena de Nínive, esta cidade enorme, onde moram mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem distinguir a direita da esquerda, além de tantos animais?"
(Jonas 4:11 - Edição Pastoral católica)
Do jeito que a coisa anda pelos lados do Vaticano, eles não precisam mais de inimigos externos. Aliás, cá entre nós, o mesmo pode se dizer dos evangélicos brasileiros...

Será que é pedir demais que o papa exigisse - além de um exame de proficiência bíblica - uma análise psiquiátrica antes de nomear um bispo? A notícia é do Opera Mundi:

Cidade chilena vive matança de dezenas de cães após declarações de bispo

Dom Bernardo Bastres citou a Bíblia para justificar morte de cachorros de rua que supostamente atrapalham cidadãos

Dezenas de cachorros apareceram mortos durante este final de semana nas ruas da pacata cidade de Punta Arenas, no extremo sul do Chile. Ainda não está claro como esses animais morreram, mas organizações denunciam possível envenenamento.

A matança vem apenas poucos dias depois das declarações de um bispo local que citou a Bíblia para justificar o assassinato de cães de rua. Em artigo no jornal regional Hoy por Hoy na última quarta-feira (09/01), dom Bernardo Bastres lembrou que existem cidades na Europa com autonomia para eliminar os cachorros de rua quando eles são um incômodo para a sociedade.

“Deus criou todas as coisas e as colocou à disposição do ser humano, esse é um princípio do Gênese, tudo está ao nosso serviço, e, portanto, também podemos nos desfazer problemas criados pela natureza”, afirmou o religioso. Ele queria que as autoridades chilenas sacrificassem os cães sem donos.

Revoltados com a morte dos cachorros, dezenas de pessoas se reuniram neste domingo (13/01) em frente à catedral da cidade e responsabilizaram o bispo pelo ocorrido. Os manifestantes impediram a realização da missa e informaram que vão se concentrar novamente nesta segunda (14/01) no local.

“Hoje (13/01), voluntários da nossa organização descobriram que havia cachorros mortos no centro de Punta Arenas e o que encontramos foi trágico e horroroso”, contou Valéria Muñoz, da UDDA (União de Defesa do Direito Animal na sigla em espanhol).

Os corpos de dezenas de cães estavam empilhados em caminhões da polícia militar chilena. “Mais de 15 cachorros foram retirados do centro da cidade e do bairro de San Miguel. Segundo informaram os carabineiros, também se retiraram animais do bairro Pedro Aguirre Cerda”, acrescentou a ativista.

Dom Bernardo Bastres negou nesta segunda-feira (14/01) as acusações de que estaria envolvido com a matança e lamentou as possíveis consequências de suas declarações. "Eu acho que as pessoas que mataram esses animais são pessoas desequilibradas. Não existe espaço dentro de qualquer sistema democrático para o povo fazer a justiça em suas mãos", disse ele.

O religioso se reuniu nesta segunda (14/01) com grupos de defesa dos direitos animais. Ambos realizaram um comunicado conjunto, no qual repudiam a matança dos cães e também os danos infligidos à catedral no protesto deste domingo (13/1). Além disso, eles pedem a investigação das mortes.

“A presente mesa concorda com a necessidade de modificação da atual gestão de cães pela cidade e sugere a criação de um mecanismo de registro, cadastro e esterilização dos animais de rua, como também a fiscalização e possível punição para donos irresponsáveis”, diz o comunicado.

Segundo a Secretaria Regional da Província de Magallanes, existem aproximadamente 12 mil cachorros de rua na capital Punta Arenas, número bastante superior à média entre as capitais provinciais chilenas, de 7,5 mil – excluindo Punta Arenas, a média das capitais diminuiria para 5,5 mil, segundo a Secretaria.



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