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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Djokovic, o tenista holístico

holistic life

OK, nós confessamos: amamos tênis! E temos a suprema felicidade de pertencer a uma geração que pôde ver em ação - entre outros - tenistas como Bjorn Borg, John McEnroe, Jimmy Connors, Pete Sampras, Ivan Lendl, Andre Agassi, Guga Kuerten e os três gênios da atualidade, Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic.

É sobre este último a matéria publicada no Brasil Post:

Como uma 'abordagem holística da vida' transformou Novak Djokovic em campeão


Paul Vale

O campeonato de Wimbledon de 2013 foi memorável (pelo menos para os britânicos) pela quebra de um dos recordes mais notáveis do tênis - o final de uma longa espera por um campeão britânico masculino no All England Club, espera que durava desde a década de 1930.

No entanto, nas semanas antes da final, quando Andy Murray acabou sendo coroado como vencedor, a notícia que circulava era que Novak Djokovic, o atual jogador número 1 e oponente de Murray naquela final, havia visitado um templo budista em Londres para fazer sessões de meditação.

As sessões não se tratavam de um exercício religioso para o sérvio (que é membro devoto da tradicional Igreja Ortodoxa de seu país), mas faziam parte do que ele descreve como a 'abordagem holística' que ele aplica não só à vida mas ao tênis também - que inclui a prática da meditação, juntamente com o ioga, hábitos alimentares específicos, um padrão regrado de sono e, é claro, treinamento intensivo do tênis.

Nos últimos anos, Djokovic tornou-se não só um dos maiores jogadores a empunhar uma raquete, mas tornou-se também um tipo de ícone de como a consciência e bem-estar estão sendo incorporadas aos mais altos níveis de competição esportiva -- uma abordagem que permitiu ao vencedor de quatro títulos ser o favorito para a conquista de uma quinta vitória no Australian Open ainda esse mês.

Se o jovem de 27 anos nascido em Belgrado alcançou o ápice do esporte através de um estilo de vida equilibrado, o seu início no jogo foi graças a uma única pessoa, Jelena Gencic, o técnico que com toda sua experiência nutriu o talento do jovem sérvio no balneário das montanhas de Kopaonik. Djokovic explica a influência de Gencic como sendo - "uma das figuras mais importantes na minha vida" - em um dos três filmes preparados para Jacob's Creek antes do torneio em Melbourne.

Mas Gencic foi mais do que apenas um técnico, ele "cuidava de cada aspecto" da "vida profissional e privada" da futura estrela do tênis, um papel que segundo Djokovic relatou ao HuffPostUK, incluía as notas que ele tirava na escola, o tipo de música que ele ouvia até o quanto ele dormia -- uma preparação para a atitude abrangente que hoje ele adota como mantra.

Antes dos campeonatos, Djokovic usa técnicas de respiração para ajudá-lo a "alinhar os pensamentos" e "manter a compostura" - ato que ele considera parte essencial na preparação de qualquer atleta para uma competição. Isso é necessário especialmente no tênis, ele argumenta, já que o jogador precisa enfrentar sozinho "as pressões e expectativas".

Famoso por rebater com firmeza independente do nível de pressão (um aspecto psicológico do jogo enfrentado pela maioria dos jogadores profissionais), Djokovic utiliza a respiração para "atingir o nível máximo de auto-controle", apesar de admitir que essa é apenas "uma das peças do quebra-cabeça".

"Seu estilo de vida, seu treino, a forma em que você encara a vida... tudo isso é muito importante", ele diz.

A nutrição é outro aspecto que tem um papel importante na formação de um campeão.

Djokovic é famoso por adotar uma alimentação sem glúten, por ter sido diagnosticado com intolerância ao trigo em 2009. Essa revelação transformou um jogador que mostrava potencial, porém com tendência a problemas respiratórios e cansaço, em um campeão do Grand Slam.

Em seu livro de 2013, "Sirva Para Vencer", Djokovic relatou com detalhes como ele se sentia antes do diagnóstico da intolerância: "Cada vez que eu dava um grande passo em direção ao meu sonho, sentia como se houvesse uma corda amarrada em meu tórax que me puxava para trás. Fisicamente, eu não conseguia competir. Mentalmente, também não sentia que pertencia na mesma quadra que os melhores do jogo".

O diagnóstico o levou a mudar totalmente a sua alimentação, resultando em sete títulos individuais do Grand Slam e mais do que 129 semanas na primeira posição do ranking mundial da ATP. Hoje Djokovic segue uma dieta rígida de alimentos orgânicos; ele mesmo tenta preparar muitas de suas próprias refeições.

O jogador também o sono bastante regrado, tentando sempre dormir "de 8 a 10 horas por noite para recuperar e revitalizar o corpo, especialmente em época de competição".

"É difícil dar uma fórmula geral para o sucesso", ele diz, "mas eu acredito que um estilo de vida holístico, equilibrado é a melhor abordagem que se pode ter [no esporte]. Por outro lado, também é o mais complexo e requer muito tempo para entender quem você é, qual o seu caráter e os aspectos do seu caráter que precisam ser fortalecidos".

Ele conclui dizendo: "Isso é importante não só para ser o melhor atleta possível, mas também a melhor pessoa possível".

Nos vídeos 'Made By Films' de Jacob's Creek, Djokovic revela histórias inéditas sobre a sua vida, celebrando as pessoas, lugares e paixões que fizeram dele o campeão de tênis que é hoje.



segunda-feira, 10 de junho de 2013

Final de Roland Garros é interrompida por manifestantes contra casamento gay


Rafael Nadal se tornou ontem o maior vencedor da história do tradicionalíssimo torneio de Roland Garros, em Paris, mas o tenista por pouco não perde a concentração e o jogo (e sabe-se mais o quê) por causa da invasão da quadra por 7 manifestantes contra a recente aprovação do casamento gay na França.

A notícia é do UOL:

Sete pessoas são detidas após protesto contra casamento gay na final de Roland Garros

A final masculina de Rolang Garros entre Rafael Nadal e David Ferrer, neste domingo, foi interrompida por alguns instantes por manifestantes em Paris. Com sinalizadores e máscaras, membros de um grupo que se intitula 'Hommen' invediram a quadra em uma manifestação contra a aprovação do casamento gay no país.

Segundo a polícia francesa, sete pessoas foram formalmente detidas na noite deste sábado após os protestos. Cinco outros foram liberados após inquérito.

Pela internet, o grupo 'Hommen' se disse responsável pelo protesto e disseram ser o 'símbolo da resistência ao casamento gay'.

Em maio deste ano, o presidente francês François Hollande sancionou a lei que oficializa o casamento entre pessoas do mesmo sexo no país. A decisão gerou uma série de grandes e, muitas vezes violentos, protestos na França.

Os seguranças de Roland Garros entraram em ação logo que dois homens sem camisa saltaram das arquibancadas e interromperam a partida, logo após o fim do sexto game do segundo set. Um dos manifestantes, usando uma máscara branca, levava um sinalizador aceso e correu em direção ao espanhol Rafael Nadal, mas acabou interrompido por um segurança.

Antes disso, quatro manifestantes foram retirados do estádio e outros seis expulsos de uma quadra próxima. Todos levavam cartazes com os dizeres "Demita-se Hollande", pedindo a saída do presidente.

"Esse tipo de situação é lamentável, mas foi muito bem controlada controlada pelo nossos seguranças. Peço desculpas aos dois jogadores. Na hora, você fica desesperado, mas fomos rapidamente tranquilizados", declarou Gilbert Ysern, diretor do torneio. "São todos vagabundos", completou, em referência aos manifestantes.

Esta não é a primeira vez em que uma final de Roland Garros é interrompida por invasão de quadra. Quatro anos atrás, na edição de 2009 do torneio, um fã interrompeu a partida em uma tentativa de colocar um chapéu em Roger Federer, durante a vitória do suíço sobre Robin Soderling.





sexta-feira, 6 de julho de 2012

Cara, isso dói...

crédito: BuzzFeed
Não bastou ao tenista francês Jo-Wilfried Tsonga ter perdido a semifinal esta tarde em Wimbledon para o britânico Andy Murray por 3 sets a 1 (com parciais de 6-3, 6-4, 3-6 e 7-5), mas ele levou a pior bolada que qualquer atleta masculino pode levar em esportes com a redonda: é a chamada "bola nas bolas". Ainda bem que não precisou chamar o massagista...









terça-feira, 3 de abril de 2012

Djokovic sabe escrever em português





O tenista sérvio que é o atual nº 1 do mundo (e figuraça de plantão), Novak Djokovic, mostrou no torneio ATP 1000 de Miami, do qual foi tricampeão no último domingo, que também sabe alguma coisa de português, ainda que seja na base dessa praga universal chamada "ai se eu te pego" do Michel Teló. Assista o vídeo abaixo até o final e confira:





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Não tomarás o nome de Deus em vão

Tenha muito cuidado quando você tomar o nome de Deus em vão... a resposta pode ser instantânea:





segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Novak Djokovic, o anjo ortodoxo

Que Novak Djokovic, o tenista sérvio que é atualmente o número 1 do ranking da ATP, é uma "figuraça", isto ninguém pode negar. 

A simpatia e o carisma que ele mostra nas quadras e na vida são fartamente conhecidos por todos que acompanham o tênis. 

Agora, ele tem um outro lado que pouca gente conhece, que é a sua devoção à religião cristã ortodoxa, como se pode perceber do vídeo abaixo, em que ele agradece à torcida greco-cipriota de seu adversário Marcos Baghdatis (da porção grega do Chipre), dizendo que nunca tinha acontecido aquilo com ele, ou seja, a torcida do adversário festejando-o, o que ele atribui ao fato de todos serem "irmãos ortodoxos". 

O Estadão de ontem trouxe uma matéria bastante interessante sobre este lado religioso de Novak Djokovic, que pode ser lida na íntegra no site do Estadão, mas também abaixo está o trecho que dá destaque ao fato de Djokovic ter uma forte relação com a igreja ortodoxa sérvia:








Aos 24 anos, completados em maio, como Novak administra a pressão de estar na cúpula do tênis mundial? "A fama não o intimida. É um verdadeiro showman que cresce diante das massas", diz Nenad Zimonjic, tenista de 35 anos, número 3 no ranking de duplas, que jogou algumas partidas com Djokovic. Mas Novak é também um cristão devoto, que leva sempre na carteira uma imagem do arcanjo São Gabriel, patrono de sua família, e uma pulseira com o nome de dez santos para os quais reza antes de cada partida. Em Kosovo, suposta pátria sagrada dos sérvios, o tenista contribuiu com dezenas de milhares de euros para a causa servo-ortodoxa, com ajudas ao mosteiro de Gracanica ou às igrejas de Hilander e dos Santos Arcanjos em Pizren. Um gesto pelo qual a Igreja Ortodoxa Sérvia o recompensou outorgando-lhe sua maior honraria, a Ordem de São Sava.

Nole vive em Monte Carlo, longe do fisco sérvio, como tantos atletas de elite. Mas essa distância não mudou seu coração. Seu pai, Srdjan, um ex-jogador de futebol e ex-esquiador, é de Zvecan, uma pequena cidade no norte de Kosovo, e criou seu filho no amor da Sérvia. Novak não o decepcionou. Depois que o governo em Pristina proclamou a independência em fevereiro de 2008, Novak visitou a região e reafirmou sobre o terreno que Kosovo é parte da Sérvia. Isso lhe valeu uma ameaça de morte de extremistas kosovares albaneses que lhe obriga a se movimentar com uma escolta policial cada vez que ele chega a seu país. Uma amarga experiência que o levou a evitar declarações políticas. Agora, ele se expressa com a raquete. Cada vitória na pista é um tributo à Sérvia.

"É verdade. Novak é um anjo para 99% dos sérvios, um verdadeiro um ícone, alguém que lhes dá alegria", diz Nebojsa Mandrapa, jornalista esportiva de Belgrado. "Neste país, empresários falam sobre Djokovic em seus almoços, vendedores discutem seu revés no mercado e crianças o imitam na escola. Esta é Novaklandia, e nós amamos isso."



terça-feira, 29 de março de 2011

Djokovic joga tênis em cima do avião

Tudo bem, trata-se só de uma propaganda com efeitos especiais e, ao que parece, o carismático tenista sérvio Novak Djokovic, atual nº 2 do mundo no ranking da ATP, realmente ficou em cima da asa do avião para gravar a publicidade. Como tudo que envolve o Djokovic, não deixa de ser uma boa diversão. Confira:

domingo, 25 de maio de 2008

Adieu, Guga!

É uma pena que toda grande história tenha que ter um fim, que nossos ídolos esportivos se despeçam, e hoje chegou ao final a carreira de Gustavo Kuerten no tênis. Lá em Paris, no Grand Slam de Roland Garros, onde assombrou o mundo em 1996, ele deu adeus às quadras. O resultado e o adversário pouco importam. O manezinho que saiu da ilha de Santa Catarina para conquistar o mundo é um daqueles casos raríssimos de um brasileiro que vence na vida, contra todas as adversidades. Talento nato num esporte considerado de elite, Guga ganhou Roland Garros 3 vezes e, depois do Masters Cup conquistado em Lisboa no fim de 2000, foi o nº 1 do ranking da ATP por 42 semanas, o que o deixa entre os maiores tenistas de todos os tempos. No Olimpo do esporte brasileiro, tem a feliz companhia de Maria Esther Bueno, cujo auge se deu na década de 60, em que pouca gente acompanhava o que acontecia no mundo, e o tênis era um esporte essencialmente amador. Vencido pelas dores no quadriu, Guga teve que enfrentar seu longo adeus, ensaiando retornos com tentativas de recuperação e volta por cimia. Não deu certo, infelizmente, mas nem precisava. Guga merece todo o nosso carinho, e o nosso agradecimento por ter-nos dado tantas alegrias num país que não dá a mínima para o esporte que não seja o futebol.

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