""Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade! Os filhos dos homens se refugiam à sombra das tuas asas." (Salmo 36:7)
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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Ter menos filhos talvez seja a melhor medida contra o aquecimento global


É esta a conclusão a que chegou um grupo de pesquisadores suecos, que também sugerem o vegetarianismo como opção.

No fundo, a imagem que passam, curiosa e contraditoriamente, é a do cobertor curto que não aquece ninguém em tempos gelados como os atuais.

Leia a matéria abaixo da BBC Brasil e nos diga se você concorda ou não:

Ter menos filhos é ação mais eficaz contra aquecimento global, diz estudo

Fernando Duarte

Um estudo publicado neste mês na Suécia prega que ter menos filhos é a ação que pode ter mais impacto no combate às mudanças climáticas.

Mas os pesquisadores da Universidade Lund recomendam tal controle da natalidade apenas em países desenvolvidos, usando como argumento o fato de que nações como os EUA, por exemplo, são responsáveis pelas maiores emissões de carbono na atmosfera (16 toneladas por ano de CO2 per capita) e, por isso, teriam que fazer cortes mais drásticos para atingir "níveis seguros de emissões".

De acordo com os termos do Acordo Climático de Paris, assinado em 2015, 195 países se comprometem a limitar a média global de aumento da temperatura em menos de dois graus Celsius.

Para isso, cientistas estimam que, até o ano de 2050, o volume de emissões per capita não possa ultrapassar 2,1 toneladas de carbono (no Brasil, segundo dados do Banco Mundial, a emissão é de 2,5 toneladas).

Seth Wynes e Kimberly Nicholas afirmam que a redução não poderá ser obtida sem que famílias ou indivíduos tenham um filho a menos, apesar desta não ser a única medida recomendada.

"Não estamos sugerindo que isso vire lei ou coisa parecida. Sabemos que a decisão de ter ou não filhos é talvez a maior que alguém pode ter na vida, e que muitas pessoas não têm o clima como fator preponderante. Vejo isso mais como uma questão pessoal do que de política pública", afirmou Nicholas, em entrevista à BBC Brasil.

"Apenas quisemos mostrar o impacto que decisões pessoais podem ter nos esforços de prevenção de mudanças climáticas. É importante que as pessoas saibam dessas coisas em suas vidas. Especialmente quando mostramos que ações como a reciclagem ou o uso de lâmpadas LED", completa a especialista.

As conclusões são derivadas de análises e cálculos que, segundo os pesquisadores, levam em conta uma gama de ações individuais, das mais complexas como o controle da natalidade às mais simplórias como a reciclagem de lixo.

Wynes e Nicholas concluem, por exemplo, que ter um filho a menos contribuiria para uma redução média de 58,6 toneladas de CO2 na atmosfera por ano, uma quantidade muito maior que as outras três principais alternativas recomendadas: viver sem carro (2,4 toneladas), evitar viagens de avião (1,6) e adotar uma dieta vegetariana (0,8).

O impacto da opção por menos filhos teve como base de cálculo o total estimado de emissões dos filhos e demais descendentes divididos pela expectativa de vida dos pais.

A questão do crescimento populacional já faz parte dos debates sobre impacto humano no meio ambiente e, na última semana, um estudo publicado por acadêmicos da Universidade Stanford (EUA) culpou humanos pelo que classificou como "aniquilação biológica" - a extinção em massa de bilhões de espécies por causa da superpopulação e do consumo.

Segundo Nicholas, não há um número "mágico" de filhos a ser tidos ou evitados para obter um melhor resultado ambiental. Para Wynes, que também falou à BBC Brasil, as características de desenvolvimento dos países deve ser levado em conta no cálculo. No caso do Brasil, um país ainda em desenvolvimento, o consumo de carne e a quantidade de emissão per capita é muito inferior ao dos habitantes dos países altamente desenvolvidos. Por isso, as emissões são menores por pessoa e a diminuição no número de filhos não seria tão significativa.

"Nosso estudo se limitou a avaliar as grandes oportunidades de redução individual de emissões em países em que há as maiores taxas per capita desse tipo de poluição. Naturalmente, escolher ter famílias menores tem um impacto menor no Brasil. Nos países mais prósperos, o consumo de carne é mais alto, e isso aumenta o gasto de água, a necessidade de pastagens e também a liberação de gases. Daí que ter um membro a menos na família em países como os Estados Unidos é relevante para o meio ambiente", diz Wynes.

Em conjunto com a redução do número de filhos, a adoção em massa de uma dieta baseada em vegetais é uma medida importante no combate ao aquecimento global, aponta Wynes. "Queremos chamar a atenção para um fator que terá influência justamente sobre o futuro das próximas gerações, que herdarão o mundo. E não mostramos apenas a questão populacional, mas também o impacto de uma dieta vegetariana e de uma vida sem carro. Elas também têm impacto positivo", conclui Nicholas.



segunda-feira, 15 de maio de 2017

Enfim uma ferramenta para comparar o tamanho real dos países

Projeção de Mercator: uma ideologia geográfica em desuso?

Manja o mapa-múndi?

Aquela projeção antiga, conhecida como Mercator, em que a parte norte parece muito maior do que o restante do planeta.

Por isso você repara que a Groenlândia é tão grande, mas tão grande que chega a sair voando pela parte de cima do mapa.

Rússia e Canadá, então, são gigantescos, mal cabem na representação geográfica. O próprio Alaska parece quase do mesmo tamanho do conjunto dos 48 Estados Unidos que formam a parte continental do país.

Hoje todo mundo sabe que não existe a possibilidade de fazer uma projeção fidedigna do mapa-múndi por uma questão muito simples: o planeta é redondo, e ao "transplantar" sua representação geográfica de 3D para 2D (do cilindro para o papel, por exemplo) é inevitável que informações importantes sejam perdidas.

O mapa-múndi, tal como o conhecemos, é criação do cartógrafo flamenco (de Flandres, hoje Bélgica) Gerhard Kramer, cujo nome foi transliterado para o latim como Gerardo Mercator, em 1569.

Por esta data, fica difícil acreditar que Mercator, já naquela época, tivesse a preocupação ideológica de criar um papa que privilegiasse os países colonizadores do Hemisfério Norte sobre os países colonizados do Hemisfério Sul, até porque as Américas eram ainda um vasto território essencialmente indígena e tampouco se havia descoberto a Austrália (cujo primeiro avistamento europeu teria se dado em 1606).

De qualquer forma, a projeção de Mercator se impôs pelo uso e pela praticidade, sobretudo na época das navegações com observação das estrelas, sextantes, mapas simples e compassos.

Para uma melhor compreensão do que dissemos acima, dê uma olhada no vídeo abaixo, intitulado "Por que todos os mapas-múndi estão errados", narrado em inglês, mas existe o recurso de legendas em português brasileiro:


Captou a mensagem?

Então...

Já que o problema é incontornável na prática, a internet agora provê uma ferramenta que vai nos ajudar a comparar o tamanho real dos países.

Trata-se do portal "The True Size" ("O Tamanho Verdadeiro"), que você pode acessar clicando aqui.

Inicialmente, você deleta os países que já estão assinalados lá clicando no botão direito do seu mouse.

Depois, você digita o nome do país que você quer comparar no campo "The True Size of..." e "arraste-o" para lá e para cá fazendo as comparações aleatórias que a sua imaginação sugerir.

Veja, por exemplo, a comparação dos tamanhos reais do Brasil e do Canadá:




E do Brasil com a Rússia:





Chega a ser divertido. E a gente aprende, o que é melhor.



domingo, 2 de abril de 2017

Seres humanos que verão o século 22 já estão nascendo. Saiba quem são:


Bem, do jeito que a coisa anda, só o fato de UM ser humano chegar ao século XXII já é lucro, não é mesmo?

A matéria é do Estadão:

A bebê que deve chegar ao século 22

Sophie, de 6 meses, tem expectativa de vida de 84,9 anos, beneficiada pela estrutura local

GENEBRA - Sophie Morelli Maguire nasceu no dia 5 de setembro de 2016 em Genebra, filha de um pai suíço e uma mãe brasileira. Sentada ao colo da bisavó paterna, de 94 anos, ela ainda não sabe, mas é uma das pessoas que terá grandes chances de estar entre as que conhecerão o século 22. Com uma das maiores expectativas de vida do mundo, as mulheres suíças que nasceram entre 2016 e 2017 são as que, pela primeira vez, têm uma perspectiva real de ainda estarem vivas quando o século 21 acabar.

Envelhecer na Suíça é considerado pelos especialistas como um privilégio. Hoje, mais de 1,5 mil pessoas no país tem acima de cem anos, número que deve aumentar de forma exponencial nas próximas décadas. A bisavó de Sophie, Fernanda Sorg, é um exemplo claro dessa realidade. Aos 94 anos, ela vive sozinha em um apartamento em Genebra e não esconde seu orgulho em relação à independência. “Meu segredo para viver tantos anos é nunca exagerar, em nada”, disse.

Com a bisneta no colo, ela compartilha sua própria história, repleta de aventuras em uma Europa em guerra. “Meu pai era suíço. Mas ele migrou para a Itália, onde eu nasci”, contou. “Ele tinha duas lojas. Mas quando os fascistas chegaram, decidiu levar a família toda de volta para a Suíça, em 1930. Eu tinha apenas 7 anos”, disse. A viagem a um país neutro salvou a família.

Com as mãos imitando marionetes, ela brinca com a bisneta de olhos azuis e repete, espantada, a ideia de que sua herdeira poderá conhecer o século 22. Sophie é uma dessas crianças que, de fato, nasceu em um lugar privilegiado. Se permanecer na Suíça, conviverá com uma das taxas de violência absolutas mais baixas do mundo. Em 2014, foram apenas 41 homicídios, ante 59,6 mil no Brasil.

O país alpino também tem uma das rendas mais elevadas do planeta, a escolaridade está garantida pelo serviço público e observa-se uma das menores taxas de desemprego do mundo – de 3%. Em 2015, apenas 340 crianças morreram no primeiro ano de vida, uma para cada mil nascimentos. A taxa é muito inferior às 32 mortes para cada mil no mundo. Mas é o avanço na ciência e a capacidade de o Estado bancar o envelhecimento de sua sociedade que têm sido os principais motivos dessa transformação. No ano de 1900, a expectativa de vida de um suíço era de 46 anos. Em 2000, passou a 80 anos e, hoje, está em 80,7 para os homens e 84,9 para as mulheres. Apenas os japoneses têm uma taxa superior.

Hoje, 17% da população suíça – cerca de 1,4 milhão de pessoas – tem acima de 65 anos de idade. De acordo com a entidade Pro Senectute, até 2060 mais de 1 milhão de suíços terão mais de 80 anos, ante 400 mil hoje.

Na avaliação de especialistas, o que diferencia o país alpino do restante é a atenção que passou a ser dada à terceira idade. A Suíça foi eleita o melhor país para se envelhecer, de acordo com o relatório Global Age Watch 2015, um índex desenvolvido com dados disponibilizados por organizações como o Banco Mundial e as Nações Unidas.

Por cidade. Os serviços de diferentes cidades suíças também têm sido adaptados a essa nova população. Em Lugano e Ulter, por exemplo, as prefeituras planejam redesenhar um espaço urbano voltado a uma sociedade que envelhece. Já Zurique faz parte de um programa que incentiva o acolhimento de estudantes em casas de idosos que possuem quartos vazios, permitindo uma troca de alojamento por alguns serviços e ajuda. Em Genebra, festas e atividades como idas a museus e cinemas são organizadas. Um espaço chamado “cité senior” recebe toda primeira terça-feira de cada mês uma enfermeira que permanece à disposição para controlar a pressão e níveis glicêmicos, além de tirar possíveis dúvidas.



sexta-feira, 29 de julho de 2016

Busca por "anticristo" no Google Maps leva ao Templo de Salomão do Edir Macedo


Deve ser mais uma das piadas da internet, segundo o Estadão:

Google Maps dá endereço do Templo de Salomão em busca por 'anticristo'

Internautas comentaram nas redes sociais o estranho resultado; maior igreja do País se localiza no Brás, na região central da capital paulista

SÃO PAULO - Os internautas que procuram a palavra "anticristo" no buscador do Google Maps são automaticamente direcionados a um estranho resultado: o Templo de Salomão, da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), localizado no Brás, região central da capital paulista.

O endereço fornecido pelo Google (Avenida Celso Garcia, 605) corresponde ao do templo, inaugurado em julho de 2014. Procurado, o Google afirmou que não foi uma ação da empresa. "O que ocorre é que nossos mapas têm muitas, muitas fontes, inclusive os próprios usuários", disse, em nota.

O Google também declarou que os usuários que encontrarem erros ou imprecisões nos mapas podem informá-los à empresa pela ferramenta "reportar um problema".

Em nota, a Igreja Universal do Reino de Deus disse que o Google já está corrigindo seu mapa. Declarou, também, que "é triste perceber que ainda há espaço para a promoção de atos discriminatórios praticados por indivíduos irresponsáveis, como esse que resolveu zombar da fé dos 9 milhões de fiéis que tem o Templo de Salomão como local sagrado".

Com 100 mil metros quadrados de área construída em um terreno de 35 mil metros quadrados, o Templo de Salomão é considerado o maior do País e tem capacidade para 10 mil fiéis, além de dispor de 1,2 mil vagas de estacionamento.



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O inferno na Terra fica no Irã


Calma, gente! "Inferno" aqui quer dizer "o lugar mais quente do planeta" que, por acaso, fica no Irã. Repare que - bem perto dele - há até montanhas cobertas de neve.

A notícia é do Gizmodo Brasil:

Esta imagem mostra o lugar mais quente da Terra



Jamie Condliffe

Você está olhando para uma imagem de satélite de Dasht-e Lut, um deserto de sal no sudeste do Irã. Se você acha que ele é um pouco estranho, é porque realmente é: este é considerado o lugar mais quente da Terra.

A maior temperatura já registrada em superfície – por satélites do espaço – foi neste deserto em 2005. Ele chegou a surpreendentes 70,7ºC. Inacreditável.

Então o que vemos nesta imagem, exatamente? A Agência Espacial Europeia explica:

A área central da imagem são as longas cordilheiras paralelas esculpidas pelo vento. A área escura no leste é uma extensão das enormes dunas de areia, algumas delas chegando a 300 metros de altura. No canto superior direito, vemos uma área verde, uma água rasa que atravessa a fronteira do Irã com o Afeganistão. No canto inferior esquerdo vemos as montanhas Jebal Barez cobertas de neve.

A imagem foi capturada pelo instrumento MERIS da Envisat. E é um bom lembrete de que não devemos ficar reclamando o tempo inteiro do calor. [ESA]



segunda-feira, 17 de junho de 2013

Como as religiões se dividem na cidade de São Paulo


Leituras muito interessantes podem ser feitas a partir dos dados levantados pelo Ibope sobre a religiosidade paulistana (ou a falta dela). Os dois artigos abaixo foram publicados no Estadão de 16/06/13 nos links indicados nos respectivos títulos:


RODRIGO BURGARELLI E JOSÉ ROBERTO DE TOLEDO

São Paulo pode até ter nome de santo, mas ser católico na capital paulista já deixou há muito de ser unanimidade. Atualmente, há bairros na zona leste que têm até 12 vezes mais evangélicos do que distritos em áreas mais ricas, proporcionalmente. O líder nesse quesito é Lajeado, no extremo leste - lá, um em cada três moradores se declarou evangélico.

Os dados fazem parte de estudo do Ibope em parceria com o Estadão Dados, com base nos questionários detalhados do Censo 2010. O levantamento integra a série 96xSP, que traz reportagens sobre temas como migração e deslocamento nos 96 distritos da capital.

O mapa das religiões em São Paulo mostra que não há nenhum distrito em que os fiéis da Igreja Católica não sejam maioria. Apesar disso, o número de católicos por evangélicos varia bastante entre as regiões da cidade. Ele é maior justamente nos bairros mais ricos, como Morumbi, Itaim e Alto de Pinheiros. O líder é o Jardim Paulista, onde há 12 católicos para cada evangélico. Essa proporção diminui conforme se afasta dos bairros nobres.

O extremo da zona leste concentra menos católicos do que qualquer outra área da capital, mesmo tendo níveis de renda similares a distritos das zonas sul e norte. A menor taxa é de Lajeado, onde há quase 1 evangélico para cada católico. A explicação, segundo especialistas, está na distribuição histórica dos templos religiosos em São Paulo.

"A zona leste, a partir da Avenida Celso Garcia, tem uma tradição antiga de igrejas evangélicas. A primeira igreja pentecostal de São Paulo é a Congregação Cristã do Brasil, no Brás. Ela foi fundada por italianos, mas já na década de 1950 parte dos milhares de nordestinos que vinham para São Paulo ocupar os bairros mais ao leste dessa área já frequentava esses cultos", explica o professor emérito de Antropologia da USP, João Baptista Borges Pereira.

Segundo ele, as igrejas pentecostais e neopentecostais são especialmente atraentes para imigrantes de menor renda porque foram mais bem-sucedidas em atrair esse público, tanto por seu discurso de prosperidade quanto por sua importância como referência social para os recém-chegados.

"O pentecostalismo é uma religião urbana, ligada ao modo de vida capitalista e ao trabalhador assalariado", complementa o professor de Teologia da PUC-SP, Edin Sued.









Enquanto isso, a região mais agnóstica é a Bela Vista, na região central; para especialista, cultura local influi na formação

Os dados do Ibope também mostram que São Paulo tem seu próprio "Bible belt" - ou "cinturão da Bíblia", termo usado tradicionalmente para descrever a zona mais religiosa dos Estados Unidos. Na capital, os bairros que têm mais pessoas que se declararam adeptas de alguma religião são Água Rasa, Vila Formosa e Mooca, todos no início da zona leste. Os distritos no entorno, indo ao norte até a Vila Medeiros, também concentram essa característica.

Nesses bairros, a maior parte dos fiéis é católica, seguida por evangélicos e espíritas. No líder, Água Rasa, apenas 4% dos seus moradores declararam ser ateus ou agnósticos.

O contraste é grande quando o número é comparado com a Bela Vista, na região central. Lá, essa taxa é quatro vezes maior - ou seja, praticamente um em cada cinco moradores não segue nenhuma religião.

Para o professor João Baptista Borges Pereira, da Universidade de São Paulo (USP), o "Bible belt" paulistano tem essa característica por causa da própria cultura do bairro. "São locais onde há pouca imigração recente, e os moradores costumam ter uma tendência maior de permanência. Assim, cria-se uma religiosidade de bairro, onde a igreja vira um centro social e uma referência para a sociabilidade local", explica.

Diversidade. O mapa da religião revela que existem comunidades fortes concentradas em certos bairros. Uma das mais famosas delas são os judeus. Dos 34 mil judeus que vivem na capital, cerca de 10 mil moram nos distritos de Santa Cecília e Consolação, onde fica o bairro de Higienópolis. Há também números relevantes em outros distritos de maior renda, como Jardim Paulista e Perdizes, e também no Bom Retiro, um dos primeiros locais a receber imigração judaica em São Paulo.

Os espíritas - que compõem a terceira maior comunidade religiosa paulistana, com 448 mil adeptos - estão mais concentrados no Tatuapé, Mooca e Água Rasa, onde mais de 10% dos moradores declararam seguir esse credo. É nessa região que fica o Centro Espírita Perseverança, um dos mais tradicionais de São Paulo.

Já a maioria dos muçulmanos - são cerca de 6 mil na capital - está no Pari, tradicional bairro comercial que abriga uma das principais mesquitas da cidade. Os budistas (são 63 mil) se concentram na Saúde, Jabaquara e Liberdade, distritos que também têm porcentual relevante de imigrantes orientais, como japoneses e chineses.

Os 56 mil adeptos de religiões afro-brasileiras, como umbanda e candomblé, estão mais espalhados pela capital. Em distritos com grande herança de comunidades africanas, como Tucuruvi e Carrão, cerca de 2% dos seus moradores se declararam adeptos dessa religião. / R. B. e J. R. T.



domingo, 1 de abril de 2012

Mapa-múndi da religião

O jornal canadense National Post do dia 23/03/12 publicou um infográfico muito interessante sobre as principais religiões do mundo (ateus incluídos), que merece ser visto, revisto e analisado. Inclusive fica a dica - para quem disponha dos meios necessários - para adaptá-lo ao idioma português. Ainda que as legendas estejam em inglês, o mapa é de fácil compreensão e dá uma visão estatística geral de como se distribuem as principais religiões do mundo, como cristianismo, islamismo, hinduísmo, judaísmo, budismo, etc., em suas mais conhecidas vertentes. É curioso perceber, por exemplo, que ainda existem 500 milhões de indígenas que praticam as suas crenças aborígenes espalhados pelo globo (100 milhões deles na África), ou que os ateus representam apenas 13% daqueles que declaram não seguir nenhuma religião, seja por indiferença ou hostilidade. São muitos os dados inusitados, que cada olhar particular poderá identificar, mas destacamos apenas alguns deles:

1) no mapa da religiosidade, o Brasil é considerado um país mais religioso do que os Estados Unidos e a Índia;
2) os pentecostais (sem distinção para com os neopentecostais), ainda que sejam maioria entre os evangélicos brasileiros, respondem por cerca de 16% do total global de protestantes;
3) outro fenômeno religioso tipicamente brasileiro, o espiritismo, aparentemente é estatisticamente desprezível a nível mundial, a não ser que esteja incluído em "novos movimentos religiosos";
4) curiosa e contraditória com a conclusão acima, portanto, a indicação de que existem ainda 745 samaritanos no mundo (a não ser que queiram perpetuar o exemplo da parábola do bom samaritano) ...

E por aí vai... tire as sua próprias conclusões clicando na imagem abaixo para ver o mapa em escala legível:


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Restam 154 mil cristãos em Israel e 80% deles são árabes

O órgão responsável pelo censo demográfico de Israel revelou no último mês alguns dados interessantes sobre a composição populacional do país, especificamente no quesito "religião", que tem tudo a ver com a chamada "Terra Santa". 

Os cristãos residentes em Israel somam hoje 154.000 almas, ou seja 2% da população total do país. 80% deles são árabes, sendo o restante composto, em sua maioria, por parentes cristãos de judeus israelitas, geralmente de procedência russa. 

A cidade que tem a maior população cristã é Nazaré, seguida por Haifa e Jerusalém. 

A taxa de crescimento, entretanto, é menor do que a dos judeus e dos muçulmanos, sendo estes últimos os que têm a maior taxa de natalidade em Israel. Por outro lado, os cristãos detêm um maior nível econômico e educacional do que seus conterrâneos de outras religiões. 

Esses são alguns dos dados publicados pelo The Jerusalem Post e que podem ser vistos no vídeo abaixo, e que mostram que os cristãos estrangeiros que visitam Israel deveriam pensar melhor que os seus irmãos por lá são - na imensa maioria - árabes que certamente nunca receberão uma visita de Renê Terra Nova nem de tantos outros "pastores" judaizantes que grassam no Brasil.





sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Um planeta só para 7 bilhões de pessoas

A ONU comunicou que na próxima segunda-feira, dia 31 de outubro de 2011, a população global atingirá o emblemático (e cabalístico) número de 7.000.000.000 de pessoas. É zero pra caramba só pra escrever esses 7 bilhões. Pensando nisso, a BBC lançou um aplicativo daqueles que servem não só pra matar o tempo com uma bobeira qualquer, mas também para saber quantas pessoas havia no mundo no dia em que você nasceu, além de saber em que número ordinal você se encaixa nesse "chutômetro". De acordo com essas estatísticas super confiáveis, por exemplo, este que vos escreve acaba de descobrir que é o 77.022.204.716º ser humano que pisou nessa terra abençoada por Deus. Como não jogo na loteria, este número não vai me servir pra nada, mas até que é simpático. Pensar que antes de mim viveram no planeta 77 bilhões de pessoas não vai mudar em nada o meu sono, mas pensar e minimizar os estragos que 7 bilhões de pessoas já estão causando a um mundo de recursos escassos, o único habitável neste imenso cosmos, isto deve preocupar e interessar a cada um de nós. Você pode acessar o aplicativo-passatempo da BBC clicando aqui. Está em inglês, mas basta informar a sua data de nascimento e seja feliz!




Dica do Gizmodo



sábado, 17 de setembro de 2011

Groenlândia está cada vez menos branca no mapa

Quando observamos o mapa-múndi, de vez em quando reparamos que existe uma ilha branca enorme a leste da América do Norte, na área do círculo polar ártico, que talvez seja branca - pensamos - exatamente por estar coberta de gelo. Essa nossa imaginação visual instantânea correspondia à verdade até algum tempo atrás, quando mal ouvíamos falar de aquecimento global. Chamamos a ilha de Groenlândia (no Brasil) e de Gronelândia (em Portugal), que corresponde ao dinarmaquês Grønland, vertido ao inglês como Greenland. Como você já deve ter percebido, significa "terra verde". Logo, por que será que não existia nada verde no mapa da Groenlândia? É que a ilha foi batizada pelos primeiros colonizadores escandinavos, e diz a lenda que o pioneiro Erik, o Vermelho, após ser banido da Noruega por assassinato, e da Islândia pelo mesmo crime algum tempo depois, impedido de voltar para o continente europeu, foi parar na desconhecida ilha, isso por volta do ano 1000 d. C. Aí mandou emissários de volta a Islândia para buscar mais colonos, e para despertar neles a cobiça, adotou o nome fake de "Terra Verde" para a ilha, quando pouco havia de verde por lá. Como você percebe, a propaganda enganosa há muito tempo faz bobos no mundo. E olha que naquela época nem tinha como reclamar ao Procon ou voltar atrás depois de chegar na terra ilha verde coberta de gelo...

Não adiantou muito, entretanto. Mil anos depois, a Groenlândia tem hoje uma população de cerca de 60.000 pessoas, dos quais 88% são da etnia aborígine inuit ou mestiços, e os restantes 12% europeus. A ilha tem atualmente o status de "nação constituinte autônoma" do Reino da Dinamarca, isso desde 1979. Entretanto, a fama geográfica de "grande ilha branca" vai descongelando, o que não é nenhum motivo de alegria. Com o aquecimento global, as geleiras estão derretanto, os glaciares vão recuando, e até surgiu uma nova ilha, batizada convenientemente de "Ilha do Aquecimento". Essa triste constatação está na mais recente edição do renomado Atlas Time (veja na imagem abaixo como era antes e como ficou agora), onde a outrora maciçamente branca Groenlândia vai ganhando cada vez mais novas cores, o que é uma ameaça terrível para o aumento do nível do mar e todas as consequências nefastas para o mundo daí advindas. Repare a nova ilha do "Aquecimento" (“Uunartoq Qeqertoq" no idioma groenlandês) do lado das letras "Gr" da expressão "Greenland Sea". Talvez um dia as cores verde e marrom tomem conta de toda ilha, mas se e quando este dia chegar, provavelmente não haverá mais seres humanos para explorar o que é que se escondia debaixo do gelo. Triste assim...

Fontes:
Wikipedia
Discover Magazine


domingo, 4 de setembro de 2011

Mapa histórico do nascimento, expansão e recuo das religiões

No mapa animado abaixo, um pequeno panorama em 90 segundos do nascimento, expansão, recuo e guerras das principais religiões do mundo ao longo de 5.000 anos da história da humanidade, que ajuda a entender a importância das diferentes religiões no processo civilizatório de todo o globo, apesar de todas as barbaridades que foram cometidas em seu nome. Cada vez que eu vejo gráficos como este eu me espanto ao ver como 5.000 anos é - relativamente - muito pouco tempo na escala universal, e - de uma hora para outra, assim na base do pop out - houve essa explosão de inteligência concentrada no Médio Oriente, traduzida em escrita, arte e religiões, considerando ainda que a extinta religião egípcia (dos faraós) não é contemplada no mapa. Parece estranho, portanto, que as pesquisas sobre a origem do homem estejam quase que exclusivamente concentradas no aspecto evolutivo biológico, e quase não se ouça falar em investigações científicas sobre o "surgimento" da inteligência na Terra. Teria sido por geração espontânea? (estou sendo irônico...) De qualquer maneira, o mapa dinâmico da "geografia da fé" abaixo (com legendas em inglês, mas facilmente compreensível) é muito interessante:

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