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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Ganhadora culpa loteria britânica por sua "infelicidade"


E você aí achando que ganhar na Mega-sena vai resolver todos os seus problemas, né...

A notícia é do Estadão:

Britânica que ganhou prêmio aos 17 anos quer processar loteria por 'arruinar sua vida'

Jane Park recebeu 1 milhão de euros na Euromillions; aos 21 anos, ela afirma que a empresa não deveria ter repassado o valor

A jovem Jane Park conseguiu algo improvável: aos 17 anos, ganhou 1 milhão de euros no primeiro bilhete adquirido na Euromillions, a loteria britânica. No entanto, hoje, aos 21 anos, ela afirma que o prêmio "arruinou a sua vida" e pretende processar a empresa por conceder o valor a menores de 18 anos - atualmente, a idade mínima é 16 anos.

Em entrevista ao The Mirror, Jane afirmou que o valor, em vez de deixar sua vida 10 vezes melhor, "deixou 10 vezes pior". Ela revelou que está "cansada de comprar produtos de designers famosos", "lutando para encontrar um namorado que não a queira apenas pelo dinheiro" e que vive "sobrecarregada pelo estresse de ser milionária".

A jovem afirmou que preferiria não ter ganhado o dinheiro e que, apesar dos bens materiais, sua vida está vazia. "Minha vida seria muito mais fácil se eu não tivesse ganhado. As pessoas olham para mim e pensam: 'eu gostaria de ter a vida e o dinheiro dela'. Mas elas não percebem o tamanho do meu estresse", declarou.

Antes de tornar-se milionária, Jane trabalhava meio turno em um restaurante e faturava 8 euros por hora. Quatro anos depois, após fazer um implante de silicone, adquirir um Range Rover e duas propriedades e comprar várias roupas e acessórios de marca, ela diz que o dinheiro não mudou sua vida.

A jovem teve um relacionamento de 18 meses que não terminou bem, apesar de "ter comprado um Rolex e um carro para ele". "Eu achei que isso deixaria ele feliz", declarou.

Hoje, ela voltou a morar com a mãe, que lava suas roupas. "Não há ninguém no mesmo barco que eu, ninguém me entende. Sinto-me como uma mulher de 40 anos". Apesar dos incômodos e das reclamações, quando perguntada pelo The Mirror se enão prefere doar todos os seus bens para livrar-se do peso, Jane nem hesita: "O quê? Não!".

A empresa responsável pelo prêmio afirmou ao The Mirror que quem define a idade mínima de 18 anos para receber o valor é o Parlamento britânico.



sexta-feira, 22 de julho de 2016

Clérigos sauditas proíbem Pokemon (de novo)

A informação é d'O Globo:

Religiosos árabes dizem que 'Pokémon' promove blasfêmia

Justiça na Arábia Saudita reeditou lei islâmica contra franquia da Nintendo

DUBAI, Emirados Árabes - A alta corte religiosa da Arábia Saudita reeditou uma fatwa (decreto islâmico) de 2001 segundo a qual a franquia "Pokémon" é anti-islâmica, segundo informou a mídia estatal do país nesta quarta-feira.

O decreto, porém, não citou o jogo de realidade aumentada "Pokémon Go", que se tornou uma febre mundial desde seu lançamento, no último dia 6, nos EUA. Desde então, o jogo chegou a dezenas de outros países e deve estar acessível para brasileiros nos próximos dias.

O Secretariado Geral do Conselho de Acadêmicos Religiosos comunicou que reeditou o decreto de 2001, criado na época para responder a questionamentos de muçulmanos. Segundo os clérigos, as mutações dos personagens no jogo, que recebem poderes especiais, representam uma blasfêmia por promover a teoria da evolução natural.

"É escandaloso que a palavra 'evolução' esteja tão presente nas línguas de crianças", afirma a fatwa reeditada.

O decreto também diz que o game tem outros elementos proibidos pela Lei Islâmica, incluindo "politeísmo contra Deus por multiplicar o número de divindades, e jogatina, que Deus proíbe no Corão". A fatwa acrescenta que os símbolos usados no passatempo da Nintendo promove xintoísmo, cristiandade, maçonaria e outras crenças.

Na conservadora Arábia Saudita, país onde estão situadas as cidades sagradas de Meca e Medina, cinemas são proibidos e esportes femininos são criticados como algo que promove o pecado. O governo considera a era antes do Islã como uma idade da ignorância (a religião surgiu no século VII).



sexta-feira, 5 de junho de 2015

Eduardo Cunha destrava projeto de legalização do jogo do bicho


Considerando que o deputado evangélico Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados e amigo do Malafaia, é uma espécie de primeiro-ministro do Brasil, dado o poder que amealhou, é de se estranhar que, mesmo na sua ausência, alguém da mesa diretora da Casa destrave o andamento de um projeto - no mínimo - questionável.

Parece aquela velha história: desde que excluam o número 24 do jogo (veja quem é na ilustração acima) e o premiado pague o dízimo, o "pastor" não vê nenhum mal na jogatina, né não?

A informação é do Brasil Post:

Cunha desengaveta projeto que legaliza o jogo do bicho

A Câmara dos Deputados desengavetou um projeto de Lei de 1991, que legaliza o jogo do bicho no Brasil. A medida foi autorizada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em um ato da mesa, assinado pelo 1º vice-presidente, Waldir Maranhão (PP-MA), que está no exercício da presidência. Cunha está fora do País, em missão oficial.

O ato, lido pelo deputado Vitor Valim (PMDB-CE), na sessão desta terça-feira (2), cria uma comissão especial para analisar a proposta e os projetos apensados - entre outros, há textos que legalizam bingos e cassinos em resorts. O colegiado será composto por 27 integrantes titulares e igual número de suplentes.

A tramitação do projeto, apresentado há 24 anos, foi interrompida de 1995 a 2008. Em 2009, a proposta recebeu mais um texto apensado. E, em fevereiro deste ano, foi encaminhado para a coordenação de comissões permanentes.

Na época em que foi apresentado, o autor do projeto, ex-deputado Renato Vianna (PMDB-SC), argumentou, na justificativa, que a prática persiste graças à simpatia da sociedade.

“Somente por essa realidade inquestionável, que o jogo do bicho deve ser descriminalizado, a fim de que se possa ser regulamentado e canalizados os seus benefícios para obras de interesse social, a exemplo dos demais jogos de azar.”

Ainda de acordo com ele, "a prática do jogo não ofende, não expõe a perigo de lesão ou lesa bens jurídicos fundamentais da sociedade ou do Estado, não sendo relevante, na atualidade, que o mantenha, demagogicamente, na clandestinidade”.

Um dos textos que será analisado em conjunto é do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que cria uma loteria municipal do "jogo do bicho”. Ao FatoOnline, o deputado disse estar convicto de que o jogo do bicho deve ser legalizado e controlado pelos governos municipais, facultando a estes, contudo, deixar que seja explorado, sob a forma de concessão, por particulares.

Atualmente, a prática não é crime, mas uma contravenção, com pena de 3 meses a 1 ano de prisão. Uma lei, sancionada em 2012, pela presidente Dilma Rousseff, entretanto, enquadra a lavagem de dinheiro proveniente do jogo do bicho ou de exploração de máquinas de caça níqueis, em crime, com pena de até 10 anos de reclusão.



sábado, 27 de dezembro de 2014

O Natal dos zumbis

consumismo natal
Crônica interessante de Eugênio Bucci sobre o moderno significado do Natal, sujeita a múltiplas interpretações ideológicas ao gosto do leitor, que foi publicada no Estadão de 25/12/14:

'Papai Noel, me dá um morto-vivo de Natal?'


Neste novo mundo em que as crianças aprendem inglês decorando o nome de tanques de guerra, morrer não é mais tão definitivo


Nos primórdios dessa história, as meninas pediam bonecas que abriam e fechavam os olhinhos e os meninos pediam um revólver com cinturão e coldre de couro marrom para brincar de mocinho. Nos primórdios dessa história, o emprego de Papai Noel era mais previsível. Uma cozinha em miniatura. Uma espada de plástico. Brincando, as meninas eram adestradas a ser donas de casa. Os meninos aprendiam que a hombridade pressupõe a habilidade de assassinar.

Nos primórdios, era mais fácil. Era mais fácil ser Papai Noel e, também, era mais fácil criticar o Papai Noel. Fácil até demais. O bom velhinho começou a ser contestado por vozes que não queriam que ele estivesse a serviço da mera reprodução do modo de vida viciado da mulherzinha oprimida e do macho homicida. Os ideais libertários da década de 1960 impuseram adaptações pedagógicas (e chatas) ao ofício de dar presentes. O Natal deveria ser, por que não?, um motor da construção do "mundo melhor". Surgiriam assim Papais Noéis meio de esquerda, engajados em causas como a solidariedade, a fraternidade e até mesmo a paz entre as nações.

Tudo ia bem até que, no bojo da chamada revolução tecnológica, viria uma mudança súbita para desorientar os pais que se recusavam a dar bonequinhas submissas às filhas e armas de brinquedo aos filhos. Pretensamente modernos, esses pais queriam dar presentes educativos. No dia de Natal, davam joguinhos eletrônicos embrulhados em papéis metálicos, crentes de que estavam abrindo os caminhos do futuro tecnológico para as novas gerações. Depois, vendo os filhos brincarem com as novíssimas invenções, ficavam estarrecidos. Viam que, em lugar de um reles "revolvinho" de espoleta, tinham presenteado seus herdeiros com gincanas de dizimar "terroristas árabes" com uma pistola 9mm numa mão e um AK47 na outra.

O teatro da guerra que horrorizava os adultos tinha se tornado o passatempo mais excitante das crianças. Nesse embalo, a indústria dos games virou uma febre transnacional, suplantou a indústria do cinema, transformou o mundo inteiro num cassino (em que os impúberes apostam em dinheiro), estetizou a violência, violentou a estética e revogou a noção que tínhamos da morte. Neste novo mundo em que as crianças aprendem inglês decorando o nome de tanques de guerra, morrer não é mais tão definitivo. Se o jogador leva um tiro na cara, ele vai lá e "compra" novas vidas. A vida é uma mercadoria. Os inimigos também contam com o mesmo recurso. Depois de exterminados, ressurgem das trevas, ainda mais ameaçadores. Saídos das profundezas da feitiçaria imemorial, os mortos-vivos ingressaram na indústria do entretenimento para dar vida nova, e múltipla, ao cassino infanto-juvenil em que o planeta se converteu.

Os mortos-vivos são o ideal de beleza e de rentabilidade da indústria do entretenimento. São eles também que ensinam a arte bélica de viver. Graças aos zumbis, as crianças aprenderam que morrer é uma intercorrência descartável, como esfolar o joelho. A morte não é mais uma fronteira simbólica. O zumbi se afirma, agora, como a síntese perfeita de um tempo que se crê inesgotável e invencível. O morto-vivo materializa a condição humana que nos resta.

Já tivemos outros mitos igualmente macabros para animar as fantasias modernas. O Frankenstein de Mary Shelley, por exemplo, produziu com pedaços de cadáveres a criatura viva que o destruiu, na mais célebre metáfora da ciência como força destrutiva. Nascido como ficção na 1.ª Guerra, Frankenstein antecipou o pesadelo da 2.ª Guerra, que traria a inauguração da bomba atômica e as doutrinas que pregavam o genocídio. O monstro de Frankenstein, é claro, também virou máscara de brinquedo de criança e fantasia de carnaval.

Outro mito moderno é o Conde Drácula, de Bram Stocker. O mais famoso vampiro da literatura, Drácula perdura até hoje como a melhor tradução dos que se fartam da energia alheia sem ter de trabalhar. Drácula é aquele a quem o dinheiro nunca falta, aquele que dorme durante o dia e ataca suas vítimas durante noitadas de gozo letal. Também virou brinquedo de criança e adorno carnavalesco.

O interessante é que os dois mitos, o nobre Drácula e a criatura de Frankenstein, são, eles também, precursores do morto-vivo. Um e outro estão além da morte. Não podem morrer, simplesmente. Parecem condenados a não morrer jamais. Também como os zumbis, não existem para assombrar, mas apenas para divertir a humanidade carente de divindades que não seja o Papai Noel (que, aliás, também pode ser visto como uma espécie abobada de morto-vivo).

Os zumbis, contudo, não têm a aura do Drácula ou do monstro de Frankenstein. Não têm uma personalidade individual. Não têm sequer nome e sobrenome. São a massa indiscriminada, o populacho, o proletariado. São mendigos, porteiros, prostitutas, marginais. Em campeões de bilheterias nos cinemas, os zumbis extasiam os adolescentes. Depois, viram games cultuados em todos os continentes. Outras vezes, são os games que inspiram longas-metragens, como no já "clássico" Resident Evil.

Em produções cada vez mais requintadas, os mortos-vivos são o nosso melhor paradigma. Em forma de um game ou de um DVD, chegaram hoje a milhões de lares, trazidos no saco do Papai Noel. Agora, em vez de aprender a ser dona de casa passiva (no caso das meninas) e a ser rápido no gatilho para matar os adversários (no caso dos meninos), as crianças brincam de estar vivas e mortas ao mesmo tempo, como se entre viver e morrer não houvesse mais uma diferença substantiva. Numa era em que o passado é uma obra de ficção e o futuro é necessariamente pior do que os dias atuais, o presente se expande numa embriaguez vazia, tendo a diversão como o único denominador comum. Viver para se divertir é o quanto basta. E só para se divertir vale a pena morrer.

Os mortos-vivos desbancaram a Barbie e o Durango Kid e nos proporcionam um feliz Natal.


zumbi papai noel




quinta-feira, 8 de julho de 2010

Pergunte ao polvo

Devido ao sucesso do polvo Paul, já são muitas brincadeiras em que você pode fazer suas perguntas virtuais ao célebre cefalópode no site (por enquanto em espanhol) Pregunta al Pulpo Paul. O esquema é simples, é só colocar as duas alternativas que te deixam em dúvida que o polvo Paul resolve o problema pra você. Já até sacanearam perguntando quando o Corinthians será campeão da Libertadores. Confira a resposta abaixo:

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A invasão dos pixels

E se de repente aqueles joguinhos pré-históricos do Atari (Tetris, PacMan, Frog, Space Invaders, etc.) criassem vida e resolvessem atacar Nova York? Descubra como seria isso vendo o vídeo abaixo:

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Pastor não aceita dízimo de loteria

Calma, gente! Isto não aconteceu no Brasil. 

Tem muito pregador televisivo que adoraria receber o dízimo da megasena acumulada, mas o fato aconteceu na Flórida (EUA), em julho de 2008. Robert Powell ganhou 6 milhões de dólares na loteria local, e quis dar o dízimo (algo em torno de 600 mil dólares, hoje equivalentes a pouco mais de 1 milhão de reais) à Primeira Igreja Batista de Orange Park, que frequentava à época, segundo noticiou o site First Coast News

O pastor David Tarkington, entretanto, rejeitou a oferta, dizendo educadamente que a Igreja em questão não aceita dízimos oriundos de prêmios ganhos na loteria. 

Já o pastor Lorenzo Hall, da Igreja da Santidade Divina El-Beth disse que é contra a loteria, mas se algum dos membros da igreja ganhasse o prêmio, ele esperaria que entregasse o dízimo, porque 600 mil dólares serviriam para fazer muitas coisas boas, sem especificá-las. 

O pastor Hall fez questão de frisar, ainda, que não pergunta onde é que os membros da igreja conseguem seu dinheiro, o que me lembra uma história que teria acontecido na Roma Antiga, quando o imperador Vespasiano, preocupado com o desequilíbrio orçamentário, resolveu tributar as latrinas (banheiros) públicas. 

Seu filho, Tito, ficou indignado com a fúria arrecadadora do pai e com a cobrança do tributo, a que chamou de "dinheiro sujo". 

Vespasiano, então, pediu-lhe uma moeda e, levando-a ao nariz, disse em bom latim: "pecunia non olet" ("o dinheiro não tem cheiro").


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Qual a idade da sua memória?

O jogo está em japonês, mas não tem segredo, usa algarismos arábicos e todo mundo vai entender.

Faça este teste, que vai mostrar se seu cérebro é jovem ou mais velho do que o resto do seu corpo.

Como jogar:

1. Clique no link abaixo;

2. Quando abrir a página, tecle 'start;'

3. Aguarde 3, 2, 1. São várias contagens regressivas conforme o seu sucesso no jogo.

4. Memorize a posição dos números e clique nos círculos, sempre do menor para o maior número, começando pelo ZERO, se ele estiver presente. O jogo não espera você clicar toda a sequência pra dizer se está certo ou errado. Assim que você erra ele encerra aquela fase e parte pra próxima.

5. No final do jogo, o computador vai dizer a idade do seu cérebro. Tá tudo em japonês, mas os algarismos da idade da sua memória vão ficar bem claros. Concentre-se bem e vá à luta, pois o que vale é a primeira tentativa, não vá ficar treinando pra tentar diminuir a idade da tua memória, ok!

Jogo da Memória

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