Comunicação visual da visita papal já está pronta.
Contrariando o movimento de alguns portugueses contrários à visita, o papa Francisco confirmou presença nas festividades do centenário das aparições da Virgem Maria em Fátima, Portugal, segundo noticia a Rádio Vaticano:
Fátima: O Papa vem para rezar com os portugueses
É o foco da visita que o Papa Francisco vai fazer a Fátima nos próximos dias 12 e 13 de Maio no contexto do centenário das aparições.
Este foi o sentido da conferência de imprensa do passado dia 10 em Fátima do reitor do santuário e coordenador geral da visita, padre Carlos Cabecinhas.
Aos jornalistas, o sacerdote apresentou a identidade visual para a visita do Papa, elaborada pelo designer Francisco Providência.
O cartaz para a visita tem uma imagem do Papa em fundo, onde se desenha um coração com a inscrição 'Papa Francisco' e 'Fátima 2017', a "assinatura motivacional" 'Com Maria peregrino na esperança e na paz' e o logótipo do centenário das Aparições de Fátima.
O reitor não adiantou pormenores sobre o programa da visita de Francisco, mas espera a afluência de uma multidão de peregrinos nesta visita papal centrada exclusivamente na Cova da Iria, e considera pouco «expectável» que surjam novidades sobre a canonização dos videntes.
Um abaixo-assinado pede que o papa Francisco não respalde com sua visita a misteriosa aparição na cidade portuguesa
JAVIER MARTÍN
O papa Francisco visitará Portugal no ano que vem para comemorar o centenário da aparição da virgem a três pastorzinhos na localidade de Fátima, segundo a Igreja Católica.
O anúncio motivou um manifesto intitulado Contra a Credibilização do “Milagre” de Fátima, que está recolhendo assinaturas via Internet para que o pontífice visite o que quiser, mas que não perpetue essa história. Já são mais de 600 assinaturas em poucos dias, entre elas a de um sacerdote, além de antropólogos e personalidades da sociedade civil, como o músico Pedro Barroso, um de seus porta-vozes.
O abaixo-assinado não se opõe à visita nem à Igreja Católica, e sim, segundo os signatários, à propagação de algo infundado. “O milagre é um embuste, uma farsa, uma má encenação com cem anos, tempo suficiente para ter desmascarado o que hoje em dia é um negócio”, declarou Barroso à agência Lusa.
“O papa Francisco é uma personalidade que merece algum respeito nosso por muitas atitudes em favor de uma Igreja mais moderna, uma Igreja de verdade, uma Igreja Católica de grande responsabilidade, e muitas vezes com intervenções sociais e públicas de grande valor. Como vai referendar uma coisa destas?”, pergunta-se Barroso.
Os signatários pedem a Francisco que, se visitar Fátima, se muna do açoite para expulsar os vendilhões do templo que, no entender deles, é o que virou o santuário edificado no lugar das supostas aparições aos pastores, visitado por milhares de pessoas anualmente.
O manifesto recomenda uma série de livros sobre o que realmente ocorreu, como Fátima Nunca Mais (1999) e Fátima S/A (2015), do padre Mário do Oliveira, signatário do manifesto, e ressalta que a época do suposto milagre era marcada por um “grande obscurantismo cultural e com evidente aproveitamento dessa rústica ignorância” por parte da Igreja
“Não é preciso um grande esforço”, diz o texto, “para chegar a esta conclusão, nem grande erudição teológica para analisar o caso. A evidência do logro fica bem clara, bastando, no essencial, ler alguns documentos oficiais e alguns livros de pessoas – algumas assumidamente católicas – com autoridade na matéria [...] para concluir pela sua total inconsistência”.
O abaixo-assinado diz que, seguindo a postura de seriedade que vem adotando em seu pontificado, “o melhor serviço que o papa Francisco prestaria à verdade histórica, seria NÃO vir a Fátima, assim desmistificando o chamado ‘milagre dos pastorinhos’, recusando colaborar com ele, ou dar-lhe o seu aval”.
Francisco será o quarto Papa a visitar Fátima, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010).
Enquanto ferve o escândalo da corrupção no Metrô de São Paulo com a denúncia da revista Istoé desta semana de que existe uma conta tucana secreta na Suíça, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, prefere ir ao cemitério de Maracaí (SP), cidade de cerca de 13.500 habitantes a 473km da capital, rezar para o "Menino da Tábua".
Para quem nunca ouviu falar dele, o "Menino da Tábua" é uma manifestação religiosa na linha dos "santos" não oficialmente canonizados pela igreja católica, fenômeno muito comum em várias localidades do interior do país, a quem a devoção popular atribui os mais variados milagres.
A matéria abaixo, do Assiscity, além de contar um pouco da história do "Menino da Tábua", diz que Alckmin visitará Maracaí hoje, 25 de agosto de 2013, para prestar homenagem ao "santo".
Resta saber que milagre ele irá pedir por lá...
Governador e 40 mil turistas religiosos deverão visitar túmulo do "Menino da Tábua", domingo
O fim de semana em Maracaí será marcado pela maior festa religiosa da cidade, que anualmente recebe caravanas de todo o País para visitar a capela no Cemitério Municipal dedicada a Antônio Marcelino, mais conhecido como o "Menino da Tábua", a quem se atribui milagres. As homenagens são feitas sempre no último domingo do mês de agosto, mas desde sexta-feira já começaram a chegar devotos à cidade.
O maior movimento de turistas é esperado para o domingo, 25 de agosto, inclusive com a presença do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que é esperado em Maracaí a partir das 10h para participar da Festa de Aniversário do Menino da Tábua. Os arredores do cemitério local são tomados por cerca de 170 barracas que vendem gêneros alimentícios, bebidas e artigos religiosos.
Além do governador Geraldo Alckmin, que antes passará por Borá e depois de Maracaí segue para Tarumã, são esperados secretários de governo, com o Silvio Torres, da Habitação, deputados Mauro Bragato (PSDB) e Vicentinho (PT), além de comitivas de prefeitos da região.
O Departamento de Comunicação Social da Prefeitura de Maracaí informou que são esperados entre 30 e 40 mil turistas. Para tentar conter tumultos comuns nos dias de romarias seja na cidade ou nas vias de acesso, a segurança será reforçada pela Polícia Militar, Polícia Rodoviária, Tiro de Guerra de Assis, Corpo de Bombeiros, Brigadistas e pela Cart – Concessionária Raposo Tavares.
QUEM FOI ANTÔNIO MARCELINO, O MENINO DA TÁBUA
Antonio Marcelino nasceu no início do século XX, filho de pais humildes, trabalhadores e moradores da zona rural do município de Cândido Mota, depois Maracaí. Ficou conhecido pela sua vida como "O menino da Tábua" devido a uma deficiência física, pois viveu toda a sua vida em cima de uma tábua, alimentando-se apenas de leite e água. Com o decorrer do tempo, seus familiares notavam que sua cabeça desenvolvia-se normalmente, enquanto seu corpo mantinha o formato físico de uma criança. Ainda em vida acredita-se que realizou vários milagres.
A foto em preto e branco acima é o retrato definitivo de uma das mais belas e - simultaneamente - trágicas páginas da história da humanidade. É que hoje faz exatos 40 anos do acidente aéreo que entrou para a História como o caso dos sobreviventes dos Andes, no dia 13 de outubro de 1972, uma sexta-feira 13 que - lamentavelmente - fez jus à superstição.
Essa é uma das histórias mais conhecidas de acidente aéreo no mundo, numa época em que era praticamente impossível que alguém sobrevivesse a tragédias com aviões.
Hoje, felizmente, a indústria aeronáutica evoluiu tanto que os acidentes se tornaram muito menos frequentes, e já não são mais raras as oportunidades em que haja um bom número de sobreviventes quando um avião sofre uma avaria qualquer.
Naquele tempo, entretanto, a notícia do desaparecimento do voo 571 da Força Aérea Uruguaia quando sobrevoava a Cordilheira dos Andes, na fronteira entre Argentina e Chile, despertou os piores temores e o longo período de buscas infrutíferas provocou a certeza de que ninguém havia sobrevivido.
O avião modelo Fairchild Hiller FH-227 transportava o time amador de rugby dos "Old Christians", do Colégio Stella Maris de Montevidéu, que disputaria uma partida em Santiago do Chile, que no dia anterior já havia feito uma parada forçada em Mendoza, na Argentina, por conta do mau tempo.
Eles não sabiam até então, mas 23 dos 78 aviões Fairchild 227 fabricados no mundo sofreram graves acidentes ao longo de sua vida (in)útil em razão de problemas de potência no motor, matando 393 pessoas no total.
Tudo indica que foi exatamente o motor fraco, associado ao cálculo equivocado dos fortes ventos contrários (que reduziram dramaticamente a velocidade real em comparação com aquela apontada pelos controles do avião), que levou os pilotos a se chocarem contra as montanhas numa área de ínfima visibilidade.
Milagrosamente, depois dos seguidos choques com a crista da montanha, que foram tirando as asas e a fuselagem traseira do avião, só sobrou o "charuto" anterior, onde se concentraram os sobreviventes.
Das 45 pessoas a bordo, (40 passageiros e 5 tripulantes), 7 desapareceram lançados aos ares nos primeiros choques e 6 morreram instantaneamente no impacto final com o solo.
Havia 32 sobreviventes quando os restos do avião "estacionaram" na neve após deslizarem por centenas de metros no local conhecido como "Glaciar de las Lágrimas", a 3.500 m de altitude sobre o nível do mar, 2 km abaixo de onde a cauda se havia despedaçado ao tocar o primeiro pico.
Na madrugada e no dia seguintes, mais 4 passageiros não resistiram aos graves ferimentos
provocados não só pelo choque como pela "avalanche" de poltronas que se amontoaram nos bancos da frente.
6 corpos dos 7 desaparecidos lançados aos ares foram encontrados por uma expedição no dia 24 de outubro, mas não havia nem sinal do avião, cujos ocupantes agonizavam num local de difícil acesso e visualização pelas equipes de resgate.
No domingo, 29 de outubro de 1972, uma avalanche soterra os sobreviventes por 3 dias, matando 8 deles que até então resistiam bravamente às intempéries e à tragédia anunciada.
Nos dias 15 e 18 de novembro, e 11 de dezembro, morrem mais 3 corajosos (até então) sobreviventes, um em cada dia.
Desde o começo, eles haviam racionado os poucos alimentos que tinham, mas diante da impossibilidade de encontrar comida animal ou vegetal no local em que estavam, são obrigados a se valer dos corpos enterrados na neve, de seus amigos e familiares, para continuarem vivos.
Talvez tenha sido o canibalismo que mais chamou a atenção do mundo do que o acidente em si, mas um dos sobreviventes, José Pedro Algorta buscou uma referência religiosa - na eucaristia católica - para justificar o ato e dar ânimo aos demais dizendo que "seus amigos lhes davam os seus corpos para sua vida física, assim como Jesus lhes havia dado o seu corpo para sua vida espiritual".
Foi esta decisão radical - verdadeira injeção de ânimo - que lhes permitiu seguirem vivos, até que três deles, Antonio Vizintín, Fernando Parrado e Roberto Canessa, inconformados com o decreto de morte certa, um dia após a última morte de um companheiro, decidem se aventurar pela cordilheira em busca de socorro, já que não havia mais esperança sequer de que alguém continue tentando encontrá-los.
Com muito esforço, eles haviam feito o rádio do avião funcionar e já sabiam que eram dados como mortos e as buscas já tinham sido suspensas.
Depois de 3 dias de caminhada, Vizintín escorrega e se machuca, voltando ao improvisado "acampamento", e depois de percorrerem 55 km, 10 dias após haverem iniciado a marcha equivocadamente para oeste (no Chile, quando seria muito mais rápido e fácil serem localizados indo para leste, na Argentina), Parrado e Canessa encontram o chileno Sergio Catalán, que chama os carabineiros para socorrerem os 16 sobreviventes.
No dia 22 de dezembro de 1972, para delírio e alívio do mundo que acompanhava o drama (inclusive deste que vos escreve, então com 9 anos de idade) termina o resgate do último sobrevivente, 72 dias após o terrível acidente.
Essa é, sem dúvida, uma das mais emocionantes, famosas e impressionantes histórias de resgate de vítimas e superação humana de que se tem notícia, razão pela qual se tornou objeto de muitos livros e filmes ao longo desses 40 anos.
Em 2010, não muito longe dali, só que no deserto de Atacama, 33 mineiros chilenos manteriam o mundo em suspense até seu resgate espetacular. Estranha (e feliz) propensão dessa região a proporcionar histórias quase inacreditáveis de sobrevivência em ambientes hostis.
Se os Andes por si só já representam um milagre da natureza, um presente de Deus para os sulamericanos, a história dos heróis uruguaios da humanidade será contada para sempre como um dos mais belos milagres que se tem notícia.
O Terra preparou um belo infográfico para celebrar a data, e abaixo seguem dois vídeos, o primeiro da reconstituição do acidente no filme "Vivos" ("Alive" - 1993) e o segundo um excelente documentário ("Estou Vivo: Milagre nos Andes") na íntegra do History Channel:
Último grupo de sobreviventes na última noite no avião,
felizes por saber que seriam resgatados na manhã seguinte.
Versículo-Chave: “Porque aprouve a Deus que nele residisse toda a plenitude” (Colossenses 1:19)
Meditação: O próprio Cristo é o maior milagre de todos os tempos. A encarnação, como o milagre central da história, ajuda-nos a interpretar os milagres realizados pelo “Eu Sou”, Yaveh conosco (Êxodo 3:15). Esses atos especiais do poder de Deus, presente, conosco no Emanuel, foram sinais, prodígios e maravilhas do Todo-Poderoso Senhor de toda a criação. Não são infrações da lei natural, mas intervenções de uma lei mais alta de amor, que veio ao encontro da necessidade humana. Todos os milagres de Jesus faziam parte do negócio do seu Pai que ele veio realizar, como Deus encarnado. Cada obra poderosa foi para que alguém, seus seguidores e todo o Israel conhecesse o “Eu Sou!” (Yaveh). Alguém disse que os milagres de Jesus foram e são o toque de jantar, chamando-nos ao banquete preparado para que participemos com ele.
A pergunta é: ainda acontecem milagres? Sim! O milagre da vida, da salvação, da transformação da personalidade e das intervenções específicas de cura e bênção. Um exame dos milagres leva-nos ao tipo de fé que diz que tudo é possível para o viver diário e para nossas necessidades. O grande Médico ainda realiza curas físicas, emocionais, e espirituais por meio do Espírito Santo.
Pense nas necessidades das pessoas no contexto do poder miraculoso que está à nossa disposição. Fyodor Dostoievsky tinha razão, ao dizer: “A fé que a pessoa realista tem não surge dos milagres, mas sim os milagres é que surgem da fé”. Cremos que a fé vem do resultado da atenção que o Espírito nos leva a dispensar ao amor e perdão da cruz; essa fé, então, ousa crer que, como milagres de Deus, podemos esperar milagres ao nosso redor e ter prazer especial neles.
Pensamento do dia: “O próprio Jesus foi um milagre singular, convincente e permanente” (Ian Maclaren)
(Lloyd John Ogilvie, “O que Deus tem de melhor para a minha vida”, Ed. Vida, meditação de 08 de março)
Marcos 5:21-43 apresenta-nos duas mulheres doentes: uma menina de doze anos e uma mulher adulta, doente há doze anos.
A filha de Jairo está à morte. O pai vem ao encontro de Jesus, clamando por sua vida. Pergunto: tomando a menina como símbolo da nossa alma, conseguimos sentir quando nossa “criança interior” adoece? Temos um “lado pai” que cuida do nosso interior, que vai em busca da vida abundante em Cristo?
Dessa vez Jesus não faz um milagre à distância. Vai até a casa da menina. A restauração da alma ferida é um processo a realizar na intimidade, no “quarto-interior”.
No caminho, é tocado por uma mulher doente. Algo se esvai nessa mulher – perde sangue e recursos há doze anos. Segundo a lei da época, está impura, proibida de ter vida afetiva. Está sem abraços, marginalizada.
Talvez também estejamos assim na nossa adultez – fizemos tudo que sabíamos, gastamos toda a nossa sabedoria, nosso dinheiro, nossa educação, mas nada estancou a dor da alma. Será que nos arriscamos, como essa mulher, a quebrar os tabus e expor nossa dor? Jesus identifica e abençoa essa mulher que ousa. Bela combinação de atividade de Jesus e atividade humana na busca da cura.
Então chegam os pessimistas de plantão para anunciar que a menina já morreu. Também conhecemos o que em nós diz: “não adianta mais, já morreu”. E Jesus responde, encorajando: “não tenhas medo, somente fé”. Novamente, este é o requisito: fé.
O Evangelho relata como Jesus, acompanhado de poucos, chega à casa de Jairo, retira os pranteadores e, num ambiente de calma e intimidade, cuida da menina. Para tratar nossa criança interior, precisamos escolher apenas o essencial. E o toque restaurador de Jesus Cristo curará o que está ferido e moribundo dentro de nós.
(“Devocionais para Todas as Estações”, Ed. Ultimato, meditação de 28 de janeiro)