""A palavra é a sombra da ação." (Demócrito, fragmento 145)
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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Arte cristã de Bernini sobreviveria aos "cristãos" brasileiros de 2017?


A "crentaiada" pudica que se associa ao que há de pior no fascismo brasileiro é uma ameaça a todas as liberdades civis que a humanidade conquistou - a duras penas - nos últimos séculos.

A indecência não está na mostra de arte X ou Y que afronta este ou aquele símbolo cristão. Vai lá quem quer, já sabendo de antemão se vai se ofender ou não.

Eu jamais entraria numa exposição (seja do que for) que ofende meu sistema de crenças ou simplesmente o meu - acho eu - bom gosto, mas nem por isso vou tentar impedir que quem quer que seja exiba ou queira apreciar aquilo que eles chamam de "arte". Ou uma dobradinha. É um problema deles, simples assim. 

Eu prefiro poupar meu precioso tempo e meu suado dinheirinho, se é que me entende...

Não por acaso, antes da 2ª guerra e mesmo durante o conflito, Hitler fazia questão de rodar pela Alemanha com a sua mostra de "arte degenerada", segundo os seus dizeres.

Aquilo que hoje consideramos "arte moderna" é o que Hitler, fanzoca da arte clássica greco-romana e renascentista, chamava de "arte degenerada", mas - incrível para os padrões fascistas atuais - Hitler promovia um tour de deboche pela Alemanha mostrando o que era aceitável ou não do ponto de vista nazista no quesito "arte".

Nem isso os boçais radicais brasileiros são capazes de fazer.

Os "compenetrados" Himmler, Goebbels e - ali na frente - Hitler observam a "arte degenerada" em Munique, 1937.
Nossos censores militontos decidem o que é ruim e fazem campanha para exterminá-lo. 

Hoje, o gosto artístico de Hitler é lembrado apenas para ridicularizá-lo.

Entretanto, perceba o contraponto: Hitler aproveitava o que chamava de "arte degenerada" - principalmente o moderno expressionismo - para contrapô-la ao seu ideal "artístico" e promover sua política da eugenia, ou seja, o extermínio de tudo e todos que fogem à "normalidade" genética ou cultural da estética nazista.

Tudo termina, para o fascista, em extermínio...

O expressionismo foi o grande inimigo da "estética nazista"
Sim... "estética" nazista. É incrível como os fascistas de ontem e de hoje continuam preocupados com a "beleza", mas na verdade há outro nome para isso, bem nu e cru: fetiche!

Seguindo seu profeta mal humorado de um tal Movimento Brasil Livre, de "Kinta Katiguria", os "cristãos" brasileiros se esquecem do conselho bíblico de que "o que eles fazem em oculto, até dizê-lo é torpe" (Efésios 5:12) e se põem a divulgar o que dizem condenar, atuando mais como promotores do que censores da libido alheia.

E, para tanto, se valem do discurso pornográfico, tão afeto ao fanatismo, conforme já tivemos oportunidade de comentar aqui no blog.

Se realmente lessem a Bíblia, não divulgariam nem se importariam com essas coisas, mas não: -  é preciso militar, proibir, divulgar e coibir.

Isso, sim, tem nome: fetiche!

Os que se dizem cristãos se esquecem - convenientemente - de que Jesus veio ao mundo em carne e osso num período em que orgias de todos os tipos eram patrocinadas pelos palácios imperiais e nem por isso Ele deixou de colocar seus sacrossantos e ensanguentados pés empoeirados nas mansões de Herodes e Pilatos, para - sobretudo e sobre todos - pregar o evangelho que transformou o mundo.

Fico imaginando o que os que se dizem "cristãos" atualmente diriam quando o gênio do barroco italiano Gian Lorenzo Bernini (1598-1680), responsável "só" pelo conjunto arquitetônico da Praça e da Basílica de São Pedro, no Vaticano, entre tantas outras obras, quisesse exibir seus monumentos "O Êxtase de Santa Teresa" e o tumular "Beata Ludovica Albertoni", só para citar dois deles.

Indubitavelmente, Bernini seria apedrejado na Praça da Sé de São Paulo em 2017 como tarado.

Confira você mesmo, prezado fascista com mente poluída, o que há de errado, primeiro com a "Beata Ludovica Albertoni":


Esse olhar perdido e lânguido da beata, meu Pai do Céu, como é que pode?


E depois, se os seus olhos ainda puderem ver tamanha afronta à sua "fé", horrorize-se com "O Êxtase de Santa Teresa":


Esse "êxtase", esse anjo com cara de safado, essa flecha, sei não...


Que horror, oh, que horror...

Mas, poxa, Bernini, e esse "Rapto de Prosepina" que fica na Galleria Borghese de Roma?



E a Santa Bibiana com seus raios dourados na igreja que lhe é dedicada em Roma, hein, Bernini?



Ah, Bernini, seu tarado! Como ousas ofender nossos sacrossantos olhos castos?

Ai, minha Santa Rita do Passa Quatro, dá um "passa moleque!" nesse tarado que só pensa naquilo...

E, por gentileza, mal humorados de plantão, nos poupem dos seus comentários supostamente indignados.

Aos "cristãos" que queiram discutir a questão de maneira mais apaixonada e aprofundadamente teológica, recomendamos o excelente ensaio crítico de Mario Persona, no seu blog "O que respondi?", intitulado "Devo protestar contra a exposição de arte LGBT?".

E não se esqueçam de atirar a primeira pedra, ok?!



terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Edir Macedo ataca "50 Tons de Cinza"

50 tons de cinza
Edir Macedo com medo dos "50 Tons de Cinza"

Alguma coisa estranha está acontecendo com certos "pastores" mundo afora. 

Ou eles deliram com os "50 Tons de Cinza" e não podem confessar, ou temem perder dinheiro com o lançamento do filme baseado no livro de mesmo título, que estreia depois de amanhã, 12 de fevereiro de 2015.

Ontem mesmo, comentamos aqui sobre o "batismo" do livro promovido pelo pastor americano Ed Young Jr. em sua Fellowship Church no Texas.

Agora é a vez de - nada mais, nada menos - Edir Macedo desancar o filme em artigo publicado no seu blog, redigido com a colaboração de Evelyn Higgibotham.

DEMÔNIOS DA PERVERSÃO


No texto, Edir prediz um tremendo sucesso de bilheteria para o filme, e o atribui aos "demônios da perversão" que são responsáveis, segundo ele, pelos "momentos picantes" que geram um "inferno emocional".

Esses mesmos demônios estariam, segundo o bispo da universal, prontos para invadir as almas de milhões de pessoas que ousarem ir ao cinema ver "50 Tons de Cinza", porque - como ele afirma - elas passariam a "patrocinar a indústria mundial da perversão demoníaca".

MEMÓRIA CURTA


Macedo termina o texto ameaçando seus fiéis que eventualmente não resistirem à tentação de ir ao cinema nos próximos dias, citando o trecho bíblico de Mateus 18:6-7, que encerra com "ai do homem pelo qual vem o escândalo".

Bem seletiva a memória dele, que se esquece tão facilmente dos escândalos que ele já protagonizou.

Aí você se pergunta porque raios o Edir anda lendo essas coisas, não é mesmo?

Deixando o fetiche de lado, parece que a razão está no próprio artigo, quando ele diz:
Se você quer saber o que é o verdadeiro prazer no casamento, então leia o livro “Casamento Blindado” e tenha a vida amorosa que Deus planejou para você.
"Casamento Blindado" é o livro escrito pela filha e pelo genro de Edir, que também vende como água na seca de São Paulo e, é claro, o link para comprá-lo você encontra no blog do paizão-sogrão.

Fetiche, ah, o fetiche! Como vende...



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Pastor americano "batiza" o livro "50 tons de cinza"

Ed Young Junior é o pastor da Fellowship Church de Grapevine, subúrbio de Fort Worth, no Texas, igreja formalmente ligada à Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, embora hoje eles façam questão de não divulgar este liame.

Chegadaço numa controvérsia, é difícil defini-lo com pastor evangélico, mas ele se enquadra nessa nova geração de líderes americanos que dão muito valor ao glamour, à aparência e à popularidade, como Joel Osteen e Steven Furtick, que apresentam, com o perdão da palavra, uma espécie de versão metrossexual do evangelho.

Ternos caros, roupas de grife, sorrisos brilhantes, um jeitão de boneco Ken da Barbie e uma tez de popstar os ajuda a pregar suas ideias a milhares de pessoas dentro de seus templos e milhões que atingem pela televisão.

PASTOR FASHION


Young Jr. chegou ao ponto de lançar um portal específico para vender produtos fashion para que os pastores possam se vestir com o que há de mais "cool" nas tendências da moda, o PastorFashion.com.

Você, amigo pastor evangélico descolado, já tem onde fazer a transformação do seu visual, portanto.

Neste fim de semana que passou, conforme previamente anunciado, Ed Young organizou uma cerimônia em sua mega-igreja para "batizar" o livro "50 Tons de Cinza", best seller erótico que vem fazendo a cabeça de milhões de leitoras mundo afora.

Segundo alegou o pastor americano, a iniciativa foi para "trazer à vida a realidade do plano de Deus" para ajudar as pessoas a distinguirem o que é fantasioso do que é real.

EPIDEMIA CULTURAL


Acrescentou que "há uma epidemia cultural lá fora que vem embrulhada em completa fantasia. O livro "50 Tons de Cinza" é uma tentativa pervertida de aprisionar leitores e levá-los ao engano do que significam intimidade e conexão. É uma distorção patética de uma realidade mais poderosa sobre relacionamentos. Deus não é anti-sexo, e Ele não é cinza no que se refere a relacionamentos".

Ninguém entendeu direito o que ele quis dizer com "Deus não ser cinza no que se refere a relacionamentos". Haveria um arco-íris na jogada?

Bom, de qualquer maneira, suspeita-se que o pastor não deva estar nada contente por não ter faturado muita grana vendendo o livro "50 Tons de Cinza" no seu site, ainda mais com o filme inspirado nele que estreia nas telonas no próximo dia 12 de fevereiro, e promete ser um arraso nas bilheterias dos cinemas.

Talvez o melhor nome para isso tudo seja "fetiche".




segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Vereador capixaba quer proibir noivas sem calcinha


A notícia parece mais uma daquelas de 1º de abril, tal é a capacidade que tem de, digamos, se auto-satirizar, mas parece que é verdadeira (veja o vídeo abaixo), e vem de um vereador de Vila Velha (ES), o sargento Ozias Zizi, do PRB, partido ligado à igreja universal. 

Tudo indica que Zizi é evangélico, já que um dos seus projetos de lei foi a super útil instituição do "Dia da Música Gospel" naquela cidade. 

Agora o nobre edil quer aparecer com o projeto de lei que proíbe as noivas de casarem sem calcinha nas igrejas de Vila Velha. 

Resta saber quem é que vai conferir se elas estão ou não obedecendo à proveitosa lei, obviamente se for aprovada. 

A informação vem da Folha Vitória:

Vereador de Vila Velha quer proibir que noivas se casem sem calcinhas

O vereador Ozias Zizi (PRB), autor de projetos polêmicos, lançou mais um que já está dando o que falar. O parlamentar protocolou projeto que proíbe que mulheres sem calcinhas se casem em cerimônias religiosas nas igrejas do município de Vila Velha.

A iniciativa foi tomada depois que a mania ganhou a Internet como simpatia para prolongar a duração do matrimônio. O parlamentar considera um desrespeito aos princípios religiosos. Os decotes das noivas também serão proibidos e só vão poder atingir até o meio das costas.

O vereador justifica que como agente público precisa intervir para evitar que esses modismos tomem conta das cerimônias realizadas em igrejas católicas e evangélicas do município. "O casamento não se apega a usar ou não a peça íntima. Mas a igreja, independente do credo religioso, é um local sagrado. Se a pessoa acha que ele pode casar de qualquer jeito que faça em uma praia ou num retiro", justificou.

Nas ruas é difícil achar alguém que queira casar sem calcinha. O membro da ONG Transparência Capixaba Edmar Camata critica a proposta e lembra quais são os deveres dos parlamentares.

"O vereador tem constitucionalmente papéis básicos que são legislar e fiscalziar o poder Executivo. Obviamente pegar questões que não afetam o dia a dia da sociedade na nossa opinião passa bem longe da tarefa do vereador", disse.

Para o pastor Enoque de Castro, o projeto do vereador de Vila Velha é "ridículo" e essa fiscalização não deve ser feita pela igreja. Ele não vê problemas nas noivas casarem sem a peça. "Tem pessoas que fazem opção de não usar roupa íntima. Isso não tem nada a ver. É um absurdo ter que fiscalizar uma coisa dessas, saber ou não se alguém está com a roupa íntima".





segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Você é o que você sonha

Não, este não é um artigo de trololó gospel. É sobre a "ciência dos sonhos" a matéria da LiveScience traduzido por Natasha Romanzoti e publicado no HypeScience:

7 fatos incríveis sobre os sonhos

Nem todo mundo que dorme, apaga. Não se você considerar as células do cérebro que se ativam para produzir os sonhos às vezes vivos, e por vezes absolutamente assombrados que ocorrem durante o estágio de sono do movimento rápido dos olhos (REM).

Por que algumas pessoas têm pesadelos, enquanto outras passam suas noites com tranquilidade? Assim como o sono, os sonhos são fenômenos misteriosos. Mas conforme os cientistas são capazes de explorar mais profundamente a nossa mente, eles estão encontrando algumas respostas. Confira um pouco do que sabemos sobre o que se passa na terra dos sonhos:

1 – Sonhos têm significado

Se você sonha em ganhar na loteria ou se acidentar, você deve se preparar para alguma dessas coisas? Se você respondeu “sim”, você não está sozinho.

Pesquisadores descobriram que as pessoas têm fé em seus sonhos, e julgam os que se encaixam com suas próprias crenças como mais significativos do que aqueles que vão contra essa corrente.

“Interpretações psicólogas do significado dos sonhos variam muito”, disse o pesquisador Carey Morewedge. “Mas nossa pesquisa mostra que as pessoas acreditam que seus sonhos fornecem informações significativas para si e seu mundo”.

Em um estudo, 182 pessoas de Boston, EUA, imaginaram que um desses quatro cenários aconteceu na noite anterior a uma viagem agendada: nível de ameaça nacional foi elevado; eles conscientemente pensavam que seu avião ia cair; eles sonharam com um acidente de avião, ou um acidente de avião de verdade ocorreu na rota que eles pretendiam tomar.

Os resultados mostraram que o sonho com o acidente de avião era o que mais provavelmente afetava os planos de viagem do que qualquer outro pensamento sobre uma falha ou um aviso do governo. O sonho também produziu um nível similar de ansiedade que a queda real.

Em outro estudo, 270 homens e mulheres completaram uma pesquisa online em que eles foram convidados a se lembrar de um sonho que tiveram sobre uma pessoa que eles conheciam.

As pessoas atribuíram mais importância aos sonhos agradáveis sobre uma pessoa que gostavam do que com uma pessoa de que não gostavam. E estavam mais propensas a relatar um sonho negativo como mais significativo se era sobre uma pessoa de que não gostavam do que com um amigo.

2 – Pesadelos violentos: alertas de saúde

Como se os pesadelos não fossem ruins o suficiente, um distúrbio raro do sono leva as pessoas a “atuar” seus sonhos, às vezes com movimentos violentos, chutes e gritos.

Segundo estudos, tais sonhos violentos podem ser um sinal precoce de desordens do cérebro, incluindo mal de Parkinson e demência. Os resultados sugerem que estágios iniciais dessas doenças neurodegenerativas podem começar décadas antes de uma pessoa ser diagnosticada.

3 – Pessoas noturnas = mais pesadelos

Ficar acordado até tarde tem suas vantagens, mas sonhos bons não é uma delas. Uma pesquisa publicada esse ano revelou que as corujas são mais propensas do que quem acorda cedo a experimentar pesadelos.

No estudo, 264 estudantes universitários classificaram quantas vezes tiveram pesadelos em uma escala de “0″ (que significa “nunca”) a “4″ (que significa “sempre”). Os tipos mais noturnos tiveram uma média de 2,10, em comparação com os tipos matutinos que tiveram uma média de 1,23.

Os pesquisadores disseram que a diferença era significativa, mas que eles não sabiam o que causava essa ligação entre hábitos de sono e pesadelos. Entre suas ideias, está o hormônio do estresse, cortisol, que atinge seu pico de manhã, logo antes de uma pessoa acordar, um momento em que estamos mais propensos ao sono REM, fase do sonho. Se a pessoa ainda estiver dormindo nesse momento, talvez o aumento do cortisol possa provocar sonhos vívidos ou pesadelos.

4 – Sonhos podem resolver problemas

Os cientistas há muito se perguntam por que nós sonhamos, com respostas que vão desde a ideia de Sigmund Freud de que os sonhos satisfazem nossos desejos até a especulação de que essas viagens melancólicas são apenas um movimento rápido dos olhos, ou sono REM.

Pelo menos parte da razão para sonharmos pode ser o pensamento crítico, de acordo com a psicóloga Deirdre Barrett. Ela descobriu que os sonhos podem nos ajudar a resolver quebra-cabeças que nos assolam durante o dia.

De acordo com Barrett, é o aspecto visual e muitas vezes ilógico dos sonhos que os tornam perfeitos para o tipo de pensamento “fora do comum” que é necessário para resolver alguns problemas.

“Seja qual for o estado em que estamos de sono, nós ainda estamos trabalhando nos mesmos problemas”, disse Barrett, acrescentando que os sonhos podem ter evoluído para uma outra finalidade, mas provavelmente foram aperfeiçoados ao longo do tempo para várias tarefas, inclusive ajudar a “reiniciar” o cérebro e resolver problemas.

5 – Homens têm mais sonhos eróticos

Nenhuma surpresa aqui: os homens são mais propensos do que mulheres a sonhar com sexo. Pior: as mulheres são mais propensas a ter pesadelos.

Em um estudo com quase 200 homens e mulheres com idades entre 18 a 25 anos, a psicóloga Jennie Parker descobriu que os pesadelos das mulheres podiam ser divididos em três categorias: sonhos temerosos (ser perseguida ou ter a vida ameaçada), sonhos que envolvem a perda de um ente querido, ou sonhos confusos.

“Se as mulheres têm que relatar o sonho mais importante que já tiveram, elas são mais propensas do que os homens a relatar um pesadelo muito perturbador”, disse Parker. “As mulheres relatam mais pesadelos, e seus pesadelos são emocionalmente mais intensos que os dos homens”.

Isso não significa que as mulheres não “se divertem” em seus sonhos. Um estudo apresentado em 2007 revelou que, dos cerca de 3.500 relatos de sonhos, aproximadamente 8% continham algum tipo de atividade sexual. O sonho sexual mais comum envolvia penetração, seguido de proposições sexuais, beijos, fantasias e masturbação.

6 – Você pode controlar seus sonhos

Se você estiver interessado em sonhos lúcidos, melhor começar a jogar videogame. Ambos representam realidades alternativas, de acordo com Jayne Gackenbach, psicóloga canadense que estuda o assunto. É claro que eles não são completamente iguais; enquanto os videogames são controlados por computadores e consoles, os sonhos surgem da mente humana.

“Os jogadores são usados para controlar seus ambientes de jogo, de modo que isso pode se traduzir em sonhos”, diz. Sua pesquisa mostrou que as pessoas que frequentemente jogam videogames são mais propensas a ter sonhos lúcidos onde se veem fora de seus corpos, e também são mais capazes de influenciar seus sonhos, como se controlassem um jogo.

Esse nível de controle também pode ajudar os jogadores a tornar um pesadelo horripilante em um sonho tranquilo. Esta espécie de controle poderia ajudar veteranos de guerra que sofrem de síndrome do estresse pós-traumático (TEPT).

7 – Sonhos podem nos ajudar a relaxar

Cientistas descobriram que durante a fase de sonho do sono (também chamada de sono REM), os nossos cérebros mostram uma diminuição dos níveis de certas substâncias químicas associadas ao estresse.

“Sabemos que durante o sono REM há uma diminuição acentuada dos níveis de norepinefrina, um produto químico do cérebro associado ao estresse”, disse o pesquisador Matthew Walker. “Ao reprocessar experiências emocionais anteriores neste ambiente neuro-quimicamente seguro de norepinefrina baixa durante o sono REM, acordamos no dia seguinte e essas experiências foram ‘amolecidas’ em sua força emocional. Nos sentimos melhores sobre elas, sentimos que podemos lidar com esses problemas”, explica.

As conclusões do estudo podem explicar porque pessoas com síndrome do estresse pós-traumático (TEPT), como veteranos de guerra, tem tanta dificuldade em se recuperar de experiências dolorosas e sofrem pesadelos recorrentes. Também pode ser uma explicação para o motivo pelo qual sonhamos – para nos sentirmos melhores e lidarmos melhor com nossos problemas.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ciência explica caso do "fantasma tarado" que molestava vovó inglesa

A notícia é do LiveScience, traduzida por Bernardo Staut para o HypeScience:

Caso do “fantasma tarado” é explicado

Uma mulher britânica afirma que ela foi tocada e apalpada por uma presença invisível durante a noite, e suspeita que o autor seja um fantasma pervertido.

Doris Birch, uma avó de Herne Bay, na Inglaterra, afirma que “é como um polvo. Começou meses atrás. Eu estava deitada na cama quando senti um par de mãos sinistras. Eu chutei freneticamente e ele foi embora. Na segunda vez eu atirei o edredom no chão”.

E aconteceram várias vezes desde então. Imaginando que a experiência talvez fosse causada pelas cobertas, Birch tentou dormir sem edredom, e até trocou o colchão. Mas a coisa continuou. A blogueira Alexandra Holzer sugeriu que a melhor forma para investigar o fenômeno seria com um caçador de fantasmas e um conhecimento maior da história da casa. Ela deu a entender que Birch estava sendo atormentada pelo fantasma de um pervertido sexual que abusou de outras mulheres no passado. Mesmo a morte não pode parar o rapaz, e seu espírito ainda abusa de avós durante o sono.

Essa pode ser a explicação, mas antes de chamar caçadores para lidar com o abuso além do túmulo, Birch talvez se interesse por uma explicação mais plausível, uma do livro “Investigação Científica Paranormal”, de Benjamin Radford.

Na verdade, relatos de fantasmas que apalpam não são tão raros assim. Enquanto a maioria das notícias de fantasmas envolvem figuras borradas ou pontos brancos, em fotografias ou pessoalmente, muitas aparecem como a de Birch, que não vê, mas sente a presença à noite.

Crença e psicologia geralmente têm um papel importante nos fenômenos de fantasmas. A melhor pista para entender o que acontece no quarto de Birch é o fato de que as sensações ocorrem sempre à noite, quando ela está dormindo ou quase dormindo ou acordando.

Psicólogos sabem que o cérebro é muito suscetível a alucinações e sonhos lúcidos durante esses momentos, em que a consciência diminui. As pessoas geralmente têm visões quando estão acordando ou quase dormindo. Isso não é mais real do que um sonho, mas pode causar medo e preocupação se a pessoa acredita que as experiências são fruto de um fantasma ou entidade ruim.

Elas geralmente descrevem essas situações como assustadoras, paralisantes, marcantes, e como sendo puxadas ou seguradas por uma força invisível. Muitas também estão convencidas de que estavam completamente acordadas. O relato de Birch bate com esse fenômeno, que tem sua relação com o mito da sucubus: um demônio feminino sensual que abusa dos homens quando estão dormindo.

É importante notar que muitas pessoas completamente sãs e racionais têm essas experiências. O estudioso de lendas David Hufford, em seu livro “O terror que vem a noite”, estima que 15% das pessoas têm esse tipo de experiência alguma vez na vida. Os “ataques” são resultado de funções comuns cerebrais, e a forma e as especificidades são produto do sistema de crenças da pessoa.

Essa explicação psicológica – em oposição à paranormal – também responde dois aspectos da experiência de Birch. O estranho fenômeno parou assim que ela chutou, porque estava completamente acordada no momento. É por isso também que trocar o colchão não levou o fantasma embora; o problema não estava nele, nem na casa, mas nos distúrbios de sono.

Não é surpresa que as pessoas que não possuem conhecimento de psicologia interpretem suas experiências como reais, assustadoras, e causadas por um fantasma. Ironicamente, os caçadores de fantasmas acabam pondo mais fogo nos medos como o de Birch do que ajudando. E no final, a verdade é mais confortante do que acreditar que você está sendo apalpado por um fantasma de um pervertido desencarnado.



terça-feira, 15 de novembro de 2011

Propaganda eleitoral erótica do Putin

OK, você tem razão, o título deste texto fica péssimo em português, mas na Rússia o que manda é o erotismo na campanha eleitoral. O Partido Rússia Unida, do ex-presidente e atual primeiro-ministro Vladimir Putin, na prática o manda-chuva do país, anda mal nas pesquisas de popularidade, e o jeito foi apelar para o erotismo, como na propaganda mostrada no vídeo abaixo, em que um casal aproveita a cabina eleitoral pra fazer... sexo! (votando no Putin, obviamente). Antes que você se escandalize com isso, vamos pensar um pouco mais a respeito. O que é melhor? Que um casal de eleitores faça sexo na hora da votação, ou que os políticos eleitos façam com o povo uma certa coisa impublicável que aproveita parte do sobrenome do primeiro-ministro russo, como costuma acontecer no Brasil?





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