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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Perseguição matou 90 mil cristãos em 2016


Tragicamente, o número de muçulmanos mortos - em geral por outros muçulmanos - não é muito diferente. 

A informação é da Rádio Vaticano:

Segundo estimativas, 90 mil cristãos foram mortos em 2016

Roma (RV) – A Igreja festeja neste 26 de dezembro Santo Estêvão, o primeiro mártir. A perseguição não é um fenômeno esporádico na história do cristianismo, mas marcou profundamente a vida dos cristãos até os dias de hoje, em muitos países do mundo.

O próprio Papa tem reiterado em diversas ocasiões, que a violência contra os cristãos é mais intensa hoje do que nos primeiros tempos da Igreja.

O Diretor do Centro de Estudos Novas Religiões, Prof. Massimo Introvigne, falou à Rádio Vaticano sobre esta perseguição, baseado em estimativas que indicam que 90 mil cristãos foram mortos devido à sua fé em 2016, ou seja, um a cada seis minutos. Por outro lado, entre 500 a 600 milhões de cristãos não podem professar sua fé de modo totalmente livre no mundo de hoje:

“O reconhecido Center for Study of Global Christianity publicará no próximo mês a sua estatística 2016, que fala de 90 mil cristãos mortos pela sua fé, um morto a cada 6 minutos, um pouco menos do que os 105 mil mortos há dois anos. Deste, 70 % (63 mil), foram mortos em conflitos tribais na África. O Centro estadunidense os inclui na estatística, porque considera que em grande parte trata-se de cristãos que se recusam a pegar em armas por razão de consciência. Os outros 30%, ou seja, 27 mil, derivam, pelo contrário, de atentados terroristas, destruição de povoados cristãos, perseguições governamentais, como no caso da Coreia do Norte”.

RV: Mas, em relação aos cristãos perseguidos em todo o mundo, existe alguma estimativa?

“Confrontando as estatísticas de pelo menos três diversos Centros de pesquisa dos Estados Unidos, e também do meu, o Censur, e comparando os dados de 102 diferentes países, as estimativas variam de 500 a 600 milhões de cristãos que não podem professar a própria fé de modo totalmente livre. Sem querer esquecer ou diminuir os sofrimentos dos membros de outras religiões, os cristãos são o grupo religiosos mais perseguido no mundo. Alguém pode ficar perplexo diante das estatísticas, pois em algum lugar o Center for Study of Global Christianity nos dá esta cifra de 90 mil, enquanto outros nos falam de alguns milhares, outros ainda de algumas centenas. Quando as discrepâncias são assim grandes, é claro que estão sendo consultadas fontes diversas. Quem conta as pessoas colocadas diante - conscientemente - à trágica escolha: “Ou renegues a tua fé ou morrerás”, conta a cada ano centenas. Quem tem uma noção um pouco mais ampla: não “candidatos à beatificação”, mas pessoas que consideram que poderiam ser mortas realizando certos gestos ou práticas de fé, fala de algumas milhares. Se, porém, se fala que são mortas no sentido estreito porque são cristãs, então chegamos aos 90 mil, ou seja, um morto a cada seis minutos”.

RV: Não se pode que não recordar aquela que é a brutal perseguição contra os cristãos, e não somente, perpetrada pelo autoproclamado Estado Islâmico nos territórios conquistados. Existem exemplos de cristãos que perderam a vida por permanecerem fieis ao Senhor nestes territórios?

“Sim, nos territórios do autoproclamado Estado Islâmico existem diversos casos, entre os quais a Igreja está estudando em vista de uma possível beatificação; existem cristãos que escolheram conscientemente permanecer nestes territórios e continuar, como podiam, testemunhar a sua fé. Falando do Estado Islâmico, não devemos esquecer que o Estado Islâmico mata também muitos muçulmanos e que, em 2016, segundo as nossas estimativas, o número de cristãos mortos pela sua fé e o número de muçulmanos mortos pela sua fé – caso se fizer exceção à África, mas falamos de outros continentes, em particular a Ásia – é um número muito semelhante. Os muçulmanos, no geral, são mortos por outros muçulmanos: os muçulmanos xiitas, muçulmanos que não estão de acordo com uma certa declinação do Islã, são mortos por muçulmanos mais extremistas, como no caso do Isis”.

RV: O que mais toca neste caso das perseguições?

“Dois pontos. O primeiro é que um pouco em todos os países cresce a intolerância e a intolerância é a entrada para a discriminação que depois, por sua vez, é a entrada para as perseguições. E depois o comportamento calmo, nobre, muitas vezes exemplar de minorias cristãs submetidas a todo tipo de opressões, mas que somente em casos raríssimos responderam à violência com a violência, enquanto na maior parte dos casos testemunharam serenamente a sua fé, muito frequentemente perdoando seus perseguidores e rezando por eles”.

(je/dd)



quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Como era gostoso o nosso comunismo

Nosso não, mas o comunismo da Coreia do Norte e da Romênia da década de 1970. O vídeo de 1978 abaixo é uma raridade, um dos melhores registros da capital nortecoreana Pyongyang, até hoje praticamente invisível aos olhos do mundo. A cerimônia filmada é a chegada do ditador romeno Nicolae Ceaușescu à Coreia do Norte, isso no dia 20 de maio de 1978, quando ele é recebido por seu colega Kim Il-Sung, pai do recentemente também morto ditador Kim Jong-Il, cujo funeral rendeu cenas de histeria coletiva largamente mostradas e comentadas no mundo todo (segundo vídeo abaixo). O primeiro vídeo, entretanto, mostra como a "espontaneidade" dos nortecoreanos é bem ensaiada. Nem Hollywood faria melhor, não é verdade? Apesar do povo se comportar como um belo cordeirinho, nem sempre as coisas dão certo nos "paraísos" comunistas, como foi o caso de Ceaușescu, executado junto com sua mulher Elena Petrescu no Natal de 1989, após uma revolta popular. Kim Il-Sung teve melhor sorte, morrendo de parada cardíaca aos 82 anos de idade, em 1994, para azar de seu povo...







terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Coreia do Norte não quer ver árvores de Natal no lado Sul da fronteira

Parece que a cruzada dos militantes ateus contra os símbolos religiosos ganhou um aliado inusitado e um tanto quanto indesejável: a Coreia do Norte. O país, uma das últimas ditaduras comunistas do mundo, dirigido com mão de ferro por Kim Jong-Il, que decide o destino de cerca de 24 milhões de norte-coreanos, está irritadíssimo com a colocação de várias árvores de Natal do lado da Coreia do Sul ao longo da (literalmente) minada fronteira entre os dois países, tecnicamente em guerra desde 1953, quando - no auge da Guerra Fria - foi assinado o cessar-fogo entre o Sul, o Norte e as potências aliadas a cada um deles. Não está claro se se trata de uma iniciativa governamental, embora deva haver, digamos, um "dedo" oficial da Coreia do Sul ao permitir que três árvores de natal - na forma de torres de metal estilizadas - fossem montadas ao longo da explosiva fronteira, programadas para serem iluminadas a partir do próximo dia 23 de dezembro, e assim ficarão por 15 dias. A Coreia do Norte já tratou de protestar, dizendo que se trata de "propaganda", uma "guerra psicológica" que poderá trazer consequências imprevisíveis para a relação entre os dois países. Por via das dúvidas, a contraparte do Sul já garantiu reforço militar às "árvores", enquanto se especula que outros grupos sul-coreanos estão armando - em ritmo de urgência - novos aparatos natalinos para serem montados em outras áreas da fronteira. Quem diria que uma árvore de natal poderia ser o estopim de uma guerra? Esperamos (e oramos) mesmo que seja um sinal de paz!

Fonte: Lighting



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