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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Indonésia tem montanha onde sexo casual é ritual "abençoado"


A Indonésia é o país que tem a maior população muçulmana no mundo, mas pelo jeito não está livre da superstição.

A matéria é da BBC Brasil:

A montanha remota que atrai indonésios em busca de relações sexuais com desconhecidos para ritual

Rebecca Henschke

Gunung Kemukus é uma montanha em Java, a principal ilha da Indonésia, que a cada 35 dias recebe muçulmanos de todo o país para participar de um ritual insólito.

O evento acontece em uma data auspiciosa segundo o ciclo Wetonan, que sobrepõe os cinco dias do antigo calendário javanês aos sete dias do calendário moderno (7x5=35).

Quando a escuridão cai no misterioso local, os peregrinos acendem velas e se sentam em esteiras ao redor das sagradas árvores dewadaru e das raízes retorcidas de enormes figueiras.

Na montanha "mágica", há um túmulo no qual se acredita estarem guardados os restos mortais de um legendário príncipe e de sua amante.

Adultério em troca da boa sorte

"O jovem príncipe Pangeran Samodro fugiu com a rainha Nyai Ontrowulan, que era sua madastra", conta Keontjoro Soeparno, psicólogo social da Universidad Gadjah Mada em Yogyakartax, na Indonésia.

"Eles se esconderam em Gunung Kemukus."

Até o dia em que, flagrados durante uma relação sexual, foram assassinados e enterrados no cume da montanha.

Os peregrinos acreditam, assim, que se cometerem adultério nesse local serão "abençoados com boa sorte", explica Seoparno, que estudou o ritual durante 30 anos.

Por isso, Gunung Kemukus é também conhecida como a "montanha do sexo".

Regras do jogo

O ritual começa com orações e oferendas de flores ao túmulo de Pangeran Samodro e Nyai Ontrowulan.

Em determinado momento, os peregrinos devem banhar-se em um dos dois riachos sagrados da montanha. E, em seguida, fazer sexo com uma pessoa desconhecida.

"Para receber bênçãos e dinheiro, é preciso fazer sexo com alguém que não seja seu marido ou mulher. Tem de ser alguém que você não conheça", destaca Soeparno.

"Além disso, deve ser em Juman Pon (quando a sexta-feira coincide com Pon, um dos cinco dias do calendário javanês). A relação sexual tem de acontecer a cada 35 dias sete vezes consecutivas, de forma que dure em torno de um ano", explica.

"Se por algum acaso não seja possível completar as sete vezes, é preciso começar tudo de novo. Essa é a parte difícil, especialmente para quem não é tão jovem."

"O compromisso entre os dois é muito significativo: eles têm de trocar telefones e endereços, e combinar aonde vão se encontrar da próxima vez."

Comida e teto

As noites mais concorridas podem reunir até 8 mil peregrinos.

"A maioria é dona de pequenos negócios. Eles esperam que, se completarem o ritual, suas vendas vão melhorar, vão ganhar muito dinheiro e terão muito sucesso", afirma Soeparno.

Desde a década de 90, a montanha ganhou uma pequena infraestrutura para acomodar a multidão.

Além do santuário, há um restaurante onde é possível comprar chá, macarrão e amendoim. Na parte de trás dele, é possível alugar um dos dois pequenos quartos.

Vejo uma mulher de véu e um homem, ambos com cerca de 50 anos, sumindo atrás de uma cortina para completar o ritual em um dos quartos. Ao tentar entrevistá-los, eles fogem, e a dona se aproxima para pedir que deixemos o local.

"O que acontece é que eles só estão juntos aqui na montanha. Se aparecerem na TV e seus respectivos cônjuges souberem disso, terão problemas. Aconteceu isso antes com o ex-proprietário desse restaurante: um homem apareceu na TV falando com uma mulher em uma noite e seus familiares o viram. A família ficou arrasada e o casal se divorciou", afirmou.

Anteriormente, os casais faziam sexo ao ar livre, mas depois começaram a alugar quartos por valores irrisórios.

Em segredo

Dentro do santuário, Pak Slamat está lendo o Alcorão. Quando terminar, vai procurar uma amante.

"Aqui há muitas pessoas que te dizem que funciona, que antes de vir aqui seu negócio não estava dando certo e depois se recuperou. Deve ser controlado por Alá (Deus). Não há ninguém maior do que Alá", afirma.

"Se vejo uma mulher que esteja disponível, me aproximo dela. Não ligo só para a aparência. O que vem de dentro é o mais importante. Já que estamos fazendo sexo com um objetivo, nossa motivação interna deve ser a mesma", acrescenta.

Pak Slamat é casado e tem três filhos. Sua mulher não sabe onde ele está - ela acredita que ele esteja na mesquita, rezando.

"Ela não teria permitido que eu viesse para cá, mas o importante é que eu estou fazendo isso pelo bem dos negócios."

Milhares chegam sozinhos em busca de um acompanhante. Os que estão no meio do ritual devem encontrar o(a) mesmo(a) acompanhante das vezes anteriores.

Sem laços

No santuário também está Ibu Winda, uma mulher de 60 anos vestida com uma blusa florida dourada, uma minissaia curta, meias de prata e uma jaqueta de couro. Ela ostenta um batom vermelho brilhante e seu rosto está todo maquiado.

"Tenho quatro filhos, além dos netos. Se meu marido me pergunta, digo que estou trabalhando para meu negócio funcionar bem. Se eu lhe dissesse que viria a Kemukus, ele não me permitiria vir", diz ela.

Nos últimos dez anos, Winda, que tem uma barraca de frutas no povoado onde mora, vem à "montanha do sexo" para se encontrar com o mesmo homem.

"Ele me disse que se ficasse com ele por pelo menos três anos, me levaria a Meca (Arábia Saudita) para fazer a peregrinação do Hajj (a maior importante do Islã). Ele chegou, inclusive, a vir me buscar no meu povoado. Mas eu tenho uma família, por isso só falamos por telefone. Quando viemos aqui, nos comportamos como marido e mulher", diz.

"Desde que comecei a vir com ele, meus negócios vão de vento em popa. Bendito seja Alá", completa.

Mistura javanesa

Mulheres com véus e outras com pouca roupa se misturam a homens de meia idade. Eles vão formando pares, ora debaixo de árvores ou dos bares de karaokê. O ritual, porém, não é uma prática do Islã.

Na verdade, restringe-se à Indonésia, e trata-se de uma mescla de tradições religiosas com influências islâmicas, hindus, budistas e animistas conhecido popularmente como kejawen.

Nos últimos anos, com o país caminhando rumo ao Islamismo mais ortodoxo, o governo local vem tentando encorajar uma versão mais "familiar" do evento, mais afinada aos preceitos do Islã.

As autoridades preferiam que o aspecto sexual do ritual fosse negligenciado, mas não decidiram proibi-lo.

"Esse é um lugar de turismo religioso; a religião é formada por crenças e tradições, incluindo as de nossos ancestrais", diz M. Suparno, coordenador de turismo de Gunung Kemukus.

Passagem do tempo

Até os anos 80, não havia nem restaurantes nem bares na "montanha do sexo". Só árvores.

Mas na década seguinte, Gunung Kemukus desenvolveu, inclusive, uma "zona vermelha".

Na medida em que a noite avança, as pessoas se dirigem aos bares de karaokê que se localizam ao longo dos becos perto do santuário e do túmulo. Em um deles, seis homens estão em um sofá vendo uma mulher cantar e dançar de uma maneira muito sexual.

"Costumava ser diferente. As pessoas realmente tinham relações sexuais ao ar livre. Mas o governo local decidiu que isso não era uma boa ideia e instalou cabanas de bambu. Como resultado, a prostituição tomou conta", diz Soeparno.

O professor calcula que cerca da metade das mulheres que vão à montanha são trabalhadoras do sexo.

Ritual valioso

Em todo o caso, o santuário tornou-se muito valioso em outro sentido.

Os aldeãos locais começaram a cobrar por cada veículo que entrava na área. O governo local, por sua vez, cobrava taxas tanto dos peregrinos quanto dos proprietários dos restaurantes e quartos.

Com o aumento da popularidade do ritual, o departamento de turismo passou a ganhar cada vez mais dinheiro.

Em 2014, as autoridades abriram uma clínica especializada em tratar doenças venéreas, distribuir preservativos e fazer testes de HIV.

"Quando uma tradição é praticada por tanto tempo, não é possível livrar-se dela. A prostituição brotou dessa tradição e pensei que necessitávamos de uma clínica para lidar com as consequências. Assim, podemos tornar algo negativo em positivo", indica Mohammad Rahmat, que trabalha para o governo local.

Resultados

Na "montanha do sexo", existem várias maneiras para que alcançar a "meta".

Mulheres como Dian não têm muito problema.

Com um pano rosa na cabeça e jeans, está cercada por um grupo de homens em jaquetas de couro em meio a nuvem de fumaça.

Dian já completou seu ritual, mas voltou ao local para agradecer.

"Vim porque no passado minha vida era muito difícil", diz.

"Meu marido me deixou e tenho três filhos, dois adotados e um nosso", acrescenta.

"Meus amigos me disseram que minha vida ficaria mais fácil se viesse aqui. E depois de cumprir o ritual, muitas coisas mudaram. Sinto que agora tudo está realmente mais fácil; não é como antes. O resultado foi positivo", conclui.



sábado, 17 de janeiro de 2015

Brasileiro condenado por tráfico será executado na Indonésia neste domingo

indonesia
A informação é da Agência Brasil:

Indonésia nega pedido de Dilma e brasileiro será executado domingo


Yara Aquino

Em conversa por telefone, a presidenta Dilma Rousseff fez, na manhã de hoje (16), um apelo ao presidente da Indonésia, Joko Widodo, em favor dos brasileiros Marco Archer Cardoso Moreira, que está preso naquele país por tráfico de drogas e deve ser executado no próximo domingo (18), e de Rodrigo Muxfeldt Gularte, condenado pelo mesmo crime. Widodo respondeu que não poderia atender ao apelo de Dilma, apesar de compreender a preocupação dela com os cidadãos brasileiros.

O presidente indonésio ressalvou que todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme as leis do país e que os brasileiros tiveram garantido o devido processo legal. As informações estão em nota divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República.

“A presidenta ressaltou ter consciência da gravidade dos crimes cometidos pelos brasileiros. Disse respeitar a soberania indonésia e de seu sistema judiciário, mas, como chefe de Estado e como mãe, fazia esse apelo por razões eminentemente humanitárias”, diz a nota. Dilma ainda lamentou profundamente a decisão de Widodo e disse que a execução do brasileiro vai gerar comoção no Brasil e terá repercussão negativa para as relações entre os dois países.

O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, informou que o governo brasileiro convocou duas vezes o embaixador da Indonésia no Brasil para transmitir o desejo da presidenta Dilma de conversar com Widodo. O primeiro pedido foi feito há cerca de uma semana. Segundo Garcia, a execução do brasileiro criaria uma “sombra” na relação entre os dois países.

“Não houve sensibilidade por parte do governo da Indonésia para o pedido de clemência do governo brasileiro. Tanto em relação a Archer, quanto a Goularte. Em princípio, para Marco Archer, a execução deve se dar à meia-noite de domingo, hora de Jacarta, e 3h da tarde na hora de Brasília”, disse. Garcia disse ainda que esperar “que um milagre possa resolver essa situação”

O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, está preso na Indonésia desde 2003, condenado por tráfico de drogas. Ele pode ser o primeiro brasileiro executado por crime no exterior. Outro brasileiro, Rodrigo Gularte, de 42 anos, também está no corredor da morte na Indonésia, por tentar entrar no país, em julho de 2004, com seis quilos de cocaína escondidos em uma prancha de surfe.

De acordo com as leis da Indonésia, a única forma de reverter uma sentença de morte é o presidente do país aceitar um pedido de clemência. A prmeira vez que o governo brasileiro pediu clemência para Archer foi em marco de 2005, no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ontem (16), a organização não governamental (ONG) Human Rights Watch informou que a Indonésia vai executar domingo (18), por fuzilamento, Archer e mais cinco prisoneiros também condenados à morte por tráfico de drogas.



sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Tsunami na Ásia, 10 anos depois

Asia Indonesia

Por volta das 8 horas da manhã do dia 26 de dezembro de 2004, um terremoto de estimados 9,3 graus na escala Richter, com epicentro no litoral da Indonésia (a 160 km da costa Oeste da ilha de Sumatra, com 30 km de profundidade), desencadeou o tsunami mais mortífero de que se tem notícia, varrendo do mapa regiões inteiras dos países do Oceano Índico.

Para se ter uma ideia da magnitude desse sismo, basta lembrar que o maior terremoto já registrado atingiu 9,5 graus na escala Richter, no Chile em 1960, e a energia liberada em 2004 equivalia a 1.500 vezes à da bomba atômica despejada sobre Hiroshima em 1945.

Milhares de turistas se levantaram cedo para curtir o belo dia de sol nas paradisíacas praias de Phi Phi e Phuket, na Tailândia, enquanto milhões de habitantes locais, além daqueles da Indonésia, Índia, Malásia, Sri Lanka, Bangladesh e Ilhas Maldivas, se preparavam para um dia comum de fim de ano.

230.000 MORTOS E DESAPARECIDOS


Esses foram os países mais atingidos pelo tsunami asiático de 2004. Até hoje não se sabe o número exato de pessoas que morreram quando o vagalhão foi embora, deixando um rastro de morte e dor sem precedentes na história da humanidade.

Embora tsunamis sejam relativamente comuns no Oceano Índico, aquele de 2004 atingiu proporções até então desconhecidas pelo ser humano. O mundo foi pego de surpresa com a extensão da tragédia.

Estima-se que cerca de 230.000 vidas foram tragadas pelas gigantescas ondas que devastaram a região, mas nunca se chegou, nem se chegará a um número definitivo, já que só a Indonésia, país mais atingido, encerrou suas estatísticas oficiais adicionando ao número de mortos os 70.000 desaparecidos em relação aos quais não havia mais qualquer esperança de serem encontrados.

A onda que atingiu a província de Aceh na Indonésia tinha 24 metros de altura no litoral, chegando a subir a 30 metros no interior da ilha, conforme os obstáculos que ia encontrando.

Europeus e americanos de Norte a Sul acordaram naquele dia, muitos ainda tentando se refazer da ressaca das compras e das bebidas e comidas de Natal, já com as imagens do tsunami na televisão e nos portais da web. Quem viu, jamais se esquecerá.

O tsunami do Japão em 2011 (na região litorânea de Sendai) foi mais acompanhado em tempo real pela audiência mundial do que aquele de 2004, mas a tragédia japonesa terminou com cerca de 13.300 mortos e 16.000 desaparecidos. Em comum entre ambas o horror, ah, o horror...

O RESCALDO DA TRAGÉDIA


Se há uma única coisa boa que se possa extrair do tsunami de 2004, além da solidariedade global que se seguiu na ajuda às vítimas, é justamente a maneira como os países limítrofes ao Oceano Índico desenvolveram uma rede conjunta de acompanhamento, controle e alarme a respeito dos terremotos e tsunamis, que certamente evitará que as perdas humanas se repitam nessa proporção pantagruélica.

Como efeitos colaterais curiosos do terremoto de Sumatra, o sismo alterou em 2,5 cm a posição do Polo Norte, além de ter encurtado os dias em 6,8 microsegundos. Embora as mudanças sejam imperceptíveis, a Terra ficou um pouco mais redonda e passou a girar um pouco mais rápido em torno do seu eixo.

Os terremotos e os tsunamis continuarão afligindo e atingindo o Sudeste da Ásia e adjacências, pois são fenômenos incontornáveis da natureza, mas podemos ter um fio de esperança de que muito mais vidas serão poupadas quando o próximo acontecer.

São muitas as imagens do tsunami disponíveis na internet, mas ficaremos com o trailer do (altamente recomendado) filme "O Impossível" (2012), que conta a história real de uma família espanhola que sobreviveu completa ao cataclisma de 2004,  película esta que conseguiu captar não só o terror daquele dia como o espírito de solidariedade da espécie humana que se seguiu.

Devia ser assim sempre, mas na maioria das vezes só quando a dor atinge níveis inimagináveis não se vê mais nenhuma diferença entre nós.




segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Exorcismo dá grana na Indonésia

"Desencapetamento" é uma atividade rentável em qualquer lugar do mundo e em qualquer religião, conforme mostra artigo publicado no IHU:

Exorcismo é negócio lucrativo na Indonésia

O indonésio, que já está até aqui com engarrafamentos, enchentes e outros problemas de infraestrutura, vem buscando a ajuda de exorcistas e xamãs para lidar com outro entrave ao crescimento: os jinns, seres sobrenaturais acusados de provocar pandemônio em canteiros de obras e afugentar operários.

A reportagem é de James Hookway, publicada pelo The Wall Street Journal e reproduzida pelo jornal Valor, 27-11-2012.

Várias vezes ao ano, Agus Yulianto dirige um de seus carros esportivos até uma nova obra no centro de Jacarta, abate um búfalo com um facão e enterra a cabeça do bicho entre os alicerces do edifício. Tudo para apaziguar os espíritos, mais conhecidos no mundo ocidental como "gênios".

Quanto cobra? Um bilhão de rúpias, ou algo como US$ 104.000, incluindo o búfalo. É cerca de US$ 20.000 a mais do que cobrava no ano passado. "O negócio vai bem", disse Yulianto, que tem 50 anos e é mais conhecido como Ki Joko Bodo: um dos xamãs mais famosos da Indonésia.

Segundo antropólogos, o jinn - que no Alcorão é descrito como um ser feito de "fogo sem fumaça" - parece exercer mais influência do que nunca na Indonésia. É que o crescimento econômico do país de maioria muçulmana estaria expulsando os espíritos de lugares onde eles tradicionalmente viviam, levando incorporadoras a pagar uma bolada a Yulianto e a outros xamãs para conseguir alguma proteção contra um possível revide dos demônios.

"Isso é muito comum aqui", disse um executivo indonésio de uma consultoria imobiliária estrangeira em Jacarta. "Os clientes dizem que não acreditam, mas querem aparecer fazendo o que é visto como certo".

A crença em espíritos e feitiçaria é incrivelmente comum entre os 240 milhões de habitantes da Indonésia. É fruto, em parte, de velhas tradições pré-islâmicas do lugar. Mais da metade dos indonésios que participaram de uma pesquisa recente feita pelo centro de estudos americano Pew Research Center disse que acredita em gênios; 69% dizem acreditar em magia negra e bruxaria.

Essa crença pega gente de todos os estratos sociais. Em 2009, o presidente Susilo Bambang Yudhoyono reclamou que certos adversários estavam usando magia negra contra ele. Ano passado, quando um vigia em Bandung foi demitido por ter chutado uma estudante fantasiada de espírito, milhares de indonésios saíram em sua defesa. Alguns até criaram uma página no Facebook para ajudar o segurança a se defender. Para eles, o vigia estava apenas fazendo seu trabalho.

À medida que a Indonésia - um dos países do mundo que mais crescem - vai enriquecendo, a tendência das pessoas é buscar com mais frequência alguma forma de ajuda sobrenatural, explica Mary Steedly, professora de antropologia da Universidade de Harvard e estudiosa do tema.

"É um fenômeno urbano, uma coisa de classe média que está associada com a modernidade e o progresso", disse Steedly. "Não tem nada a ver com a retomada de velhas tradições. É uma maneira de lidar com um presente que não para de mudar e com um futuro incerto".

Para quem não pode pagar por alguém famoso como o xamã Yulianto - que, é bom lembrar, já protagonizou vários filmes de terror nacionais -, há classificados nas últimas páginas de revistas como a "Misteri", que traz as últimas notícias sobre a impressionante fauna de assombrações, vampiros e, claro, jinns da Indonésia. Ao lado de anúncios de cremes para aumentar os seios e de pílulas para turbinar a virilidade, xamãs barateiros oferecem feitiços e encantamentos a preços módicos para, entre outras coisas, causar impotência no marido que trai a mulher.

"Há muita gente perdida na Indonésia", disse o editor da "Misteri", Yon Bayu Wohyono, na redação da revista, um prédio de dois andares com vista para um fétido canal. "O que fazemos é dar um meio de escape, só isso".

Em sua mansão nos subúrbios de Jacarta, o xamã Yulianto diz acreditar que a onda de investimento estrangeiro que está inundando a Indonésia, assim como a influência de facções árabes mais conservadoras do islamismo em algumas partes do país, só vão aumentar a demanda por seus serviços. "A ponte entre os dois mundos - entre humanos e jinns - está sendo quebrada", disse. "Eu posso ajudar os espíritos a aceitar o que está acontecendo."



sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Transou com uma vaca? Agora case-se com ela!

Ngurah Alit é um rapaz de 18 anos de idade entrou numa confusão animal num vilarejo da ilha de Bali, na Indonésia.

É que ele foi pego no flagra enquanto praticava sexo com uma vaca das bucólicas redondezas.

Temerosos de que o bestialismo flagrado trouxesse alguma maldição para a vila, o conselho local condenou o jovem a se casar com a vaca.

Feitos todos os preparativos, o rapaz não aguentou a emoção (ou o ridículo) do momento e desmaiou.

Pior destino teve a vaca, que estava só pastando quando foi atacada sexualmente, e depois do "casamento" arranjado, a afogaram sumariamente.

Apesar de ser uma região de maioria muçulmana, a notícia do Digital Journal não fala nada sobre qualquer implicação religiosa no triste acontecido.



terça-feira, 25 de outubro de 2011

Grupo de mulheres indonésias defende sexo grupal no harém



O bicho tá pegando na Indonésia, o maior país muçulmano do mundo, em que um grupo de mulheres seguidoras da religião editou uma espécie de manual que incentiva o sexo grupal para maridos polígamos, a fim de - supostamente - atender os desejos do homem, evitar a violência contra as esposas e manter a harmonia familiar. A reação vem das próprias autoridades políticas e religiosas do país, conforme informa o UOL Notícias:

Guia sexual para esposas muçulmanas estimula o prazer em grupo

Paula Regueira Leal

Jacarta, 25 out (EFE).- Uma associação indonésia de esposas muçulmanas, que propõe a submissão da mulher para combater o divórcio e a violência doméstica, editou uma guia que estimula o sexo em grupo para fortalecer os casamentos polígamos, assunto que gerou rejeição de entidades muçulmanas e de direitos humanos.

"Islamic sex, fighting Jews to return Islamic sex to the world" (Sexo islâmico, combatendo os judeus para devolver o sexo islâmico ao mundo, em livre tradução) é o título do manual de 115 páginas que foi distribuído entre as mais de 1 mil fãs na Indonésia, Malásia e Cingapura pelo "Obedient Wives Club", ou seja, Clube da Esposas Obedientes.

A organização alcançou notoriedade ao defender que as mulheres devem se comportar como prostitutas especialistas na cama para atender os desejos dos maridos e manter a união familiar.

A espécie de 'Kama Sutra' para preservação do casamento oferece, sem conter nenhuma fotografia ou desenho, instruções sobre como entreter, obedecer e dar prazer aos maridos.

Com este intuito pedagógico, a associação pretende melhorar o desempenho das mulheres que só oferecem 10% do desejo de seus cônjuges, segundo o texto.

A imprensa local revelou trechos do manual, apesar de "a leitura ser restrita as integrantes do clube", revelou à Agência Efe a diretora da associação na Indonésia, Gina Puspita.

"Alá garantiu ao homem a possibilidade de ter sexo simultâneo com todas suas esposas. Se a mulher assim agir, o sexo será melhor", diz um dos capítulos do guia, que estimula as mulheres a manter relações com seus maridos e com suas demais esposas.

Vários países muçulmanos mantêm a poligamia, prática pela qual os homens muçulmanos podem se casar com mais de uma mulher sempre que possuam meios para sustentá-las.

O livro mostra em outros capítulos como as mulheres podem satisfazer seus maridos descrevendo atos sexuais e defendendo que o sexo é uma forma de prece.

A fundadora do grupo, Maznah Taufik, considera que as separações são resultado do fracasso das mulheres em dar prazer a seus maridos.

"O abuso doméstico acontece porque as esposas não obedecem aos maridos. O homem é o responsável pelo bem-estar da mulher, mas ela deve escutá-lo e obedecê-lo", disse Taufik à imprensa.

O manual recebeu duras críticas de inúmeros grupos muçulmanos, organizações de direitos humanos e até mesmo de ministros.

A responsável pela associação feminista Empower criticou a visão "atrasada e estreita" do papel da mulher no guia.

"É realmente um insulto ao movimento de defesa dos direitos da mulher. Avançamos o suficiente para que as mulheres não sejam mais tratadas como meros objetos sexuais", defendeu.

Ratna Osnan, líder do grupo muçulmano Irmãs no Islã, denunciou que "os homens que abusam costumam utilizar o comportamento de suas esposas como justificativa de seus atos embora sejam sua responsabilidade".

O ministro de Assuntos Islâmicos da Malásia, Jamil Khir Baharom, anunciou que irá analisar o conteúdo do livro para determinar se é pornográfico ou ofensivo ao islã.

Na Indonésia - o país com mais muçulmanos do mundo onde 80% de seus 240 milhões de habitantes praticam esta religião - o clube se nega a fornecer mais detalhes sobre um guia de "uso privado e exclusivo".



quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Anjo cai do céu na Indonésia

O que tem de satélite, dinheiro, meteoro e anjo caindo do céu ultimamente não é brincadeira. O touch down celestial da vez vem de Jacarta, capital da Indonésia, onde algumas pessoas garantem que uma câmera de segurança de uma praça gravou o momento em que uma luz em forma de anjo cai do céu, se "agacha" no chão e depois dá um salto, tudo muito rápido. O incidente teria acontecido no último dia 11 de setembro. Deve ser mais um desses virais que vão povoar a net pelos próximos anos, atendendo este desejo constante de novidade. Só que o mês de setembro de 2011 foi campeão neste tipo de "estrelas cadentes". O povo tá com uma criatividade fora do comum. Confira os vídeos abaixo, numa versão normal e em outra com câmera lenta. Até que a ideia é simpática, mas cheira a uma montagem barata. De qualquer maneira, tire as suas próprias conclusões:






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