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sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Começa hoje na Inglaterra a Copa do Mundo de Rugby 2015


O mundo do rugby está hoje em festa, pela volta do esporte ao seu lar, a Inglaterra, só que desta vez para a realização da Copa do Mundo 2015.

Treze estádios serão utilizados para o evento, sendo doze na Inglaterra (três em Londres) e um em Cardiff, capital do País de Gales, um dos integrantes do Reino Unido (juntamente com Escócia e Irlanda do Norte).

A Irlanda tem uma particularidade interessante no que diz respeito ao rugby. Sua seleção é representada por jogadores da República da Irlanda (capital Dublin) e da Irlanda do Norte (capital Belfast), numa união que não é vista em nenhum outro esporte de massas e muito menos na política.

Tal fato se explica, talvez, pela importância que se dá à confraternização com o time adversário no rugby.

Apesar das partidas serem disputadas, aos olhos do leigo, com algo que ele chamaria de "truculência", o respeito e a lealdade entre os jogadores são fatores sempre incentivados e vividos na prática. Rivalidade só dentro de campo.

Assim como do futebol, a Inglaterra é o berço do esporte que nasceu na cidade de Rugby, de onde tomou seu nome.

Naquela época, se praticava um esporte parecido com o futebol moderno, onde não havia, por exemplo, limite no número de jogadores por equipe.

Por sinal, essa estranha forma de futebol primitivo havia sido proibida pelo rei Eduardo III (1312-1377), por considerá-lo um esporte "não cristão".

No começo do século XIX, o futebol estava de volta à Inglaterra, sendo disputado principalmente nos colégios.

Diz a lenda que, em 1823, um jovem estudante do colégio de Rugby, chamado William Webb Ellis, revoltado com o excessivo número de jogadores em campo e a dificuldade de praticar o jogo com os pés, pegou a bola com as mãos e saiu correndo até a linha de fundo adversária.

Teria surgido aí o esporte que hoje conhecemos como rugby, cujas regras, a exemplo do que ocorreu com o futebol, foram sendo atualizadas e fixadas com o passar do tempo. No rugby, a bola terminou oval.

Embora haja controvérsias sobre a "lenda" contada acima, não há dúvidas de que o esporte realmente nasceu em Rugby, e o troféu que é dado à seleção campeã da Copa do Mundo, não por acaso, tem o nome de William Webb Ellis.

Esta será a oitava edição da Copa do Mundo de Rugby. Nova Zelândia (os "All Blacks"), Austrália (os "Wallabies") e África do Sul (os "Springboks"), com 2 títulos cada, e Inglaterra, com 1, integram a restrita galeria de quem já levou o troféu para casa. São também as grandes favoritas para o título de 2015.

Ao seu lado, com chances de vitória, poderíamos escalar França, País de Gales e Irlanda, que correm por fora como azarões.

Ainda incipiente no Brasil, os fãs sul-americanos do esporte vão ter que torcer para a Argentina (os "Pumas"), que tem uma seleção tradicional nas competições mundiais, com alguma chance de pelo menos surpreender algum dos favoritos na edição de 2015.

A imperdível final será disputada no mítico estádio de Twickenham, em Londres, no dia 31 de outubro de 2015.

Os jogos poderão ser acompanhados, no Brasil, pela transmissão dos canais por assinatura da ESPN. A abertura do campeonato ocorre hoje às 15:45h de Brasília, com a partida Inglaterra x Fiji.

Apesar de todo o carinho que sente pela Argentina, este que vos escreve, como sempre, vestirá sua camiseta dos All Blacks e torcerá pela Nova Zelândia, a atual campeã e, a exemplo do Brasil no futebol, a seleção "queridinha" do rugby no mundo.

Se você ainda não conhece o rugby, aproveite a Copa do Mundo que começa hoje para começar a entendê-lo e apreciá-lo. 

Há grandes chances de você, no mínimo, se divertir bastante.

Hoje o troféu William Webb Ellis começa a ser assediado pelas principais seleções do mundo.




quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Futebol e triunfalismo gospel: uma combinação destinada ao fracasso?

O título deste artigo é uma pergunta porque ele não se pretende conclusivo, mas busca fomentar a discussão em torno de um fenômeno muito comum no campo desportivo atual: a união entre esporte e religião, mais especificamente entre futebol e evangélicos.

Ainda é cedo - acredito - para avaliar, com possíveis isenção e distanciamento, o desastre que foi a participação da seleção brasileira na última Copa do Mundo, realizada em solo pátrio.

A ensacolada (gíria basqueteira para "goleada") de 7x1 ainda dói demais...

Entretanto, a participação do técnico Emerson Leão no programa "Bola da Vez" do canal a cabo ESPN Brasil, algumas semanas atrás, me animou a escrever essas mal traçadas linhas, inspirado que fui por uma determinada fala do treinador em questão.

Lá pelas tantas da entrevista, Leão se queixa do papel que cabe ao técnico nos times hoje em dia, que seria - segundo ele - sempre o último a ter a oportunidade de influenciar o jogador.

Não me lembro da ordem exata, mas, segundo o treinador, o jogador sempre estaria disposto a ouvir - em primeiro lugar - seu empresário e sua família, depois o pastor, e somente a partir daí o presidente do clube e - talvez - o técnico do seu time.

A curiosa inclusão de um "pastor" entre as pessoas que o jogador de futebol consagrado mais ouve, ainda que não seja uma novidade propriamente dita, me levou a ver o desempenho da seleção brasileira na Copa 2014 com outros olhos.

Se a máxima boleira "em time que está ganhando não se mexe" é verdadeira, o mesmo se pode dizer do discurso triunfalista de certos jogadores evangélicos quando o seu time está na crista da onda.

É um tal de "Deus me abençoou" pra cá, "Deus me honrou" pra lá que fica difícil encontrar algo de concreto que realmente tenha beneficiado o jogador.

Parece que esta foi a grande influência dos jogadores evangélicos na Copa. Não vou nomeá-los porque aqui não se trata de uma crítica pessoal, mas da análise de um comportamento que merece ser melhor pensado por eles próprios.

Enquanto o time estava ganhando, ainda que a duras penas, tudo estava maravilhoso, pastor aparecia em vídeo do youtube ao lado do jogador, falando sobre sua denominação (basta procurar que você acha!), as mãozinhas eram levantadas para o céu enquanto "glórias a Deus" eram entoadas.

A partir do momento em que a Alemanha desceu a bordoada de 7x1 no Brasil, não apareceu ninguém para "glorificar a Deus" ou tentar explicar por que é que uma seleção - até então tão abençoada - sucumbiu de forma tão vexatória.

O choro compulsivo dos jogadores - durante a execução do hino nos jogos anteriores e a cobrança de pênaltis contra o Chile - se parece muito mais com a reação emotiva e sentimentaloide de alguns jovens dessa geração com o show ou a presença de seus ídolos gospel. Algo assim como se estivessem ouvindo a mais chorosa das cantoras gospel do momento.

O problema surge quando o desempenho profissional é cobrado, e isto diante da arena televisiva de bilhões de pessoas.

Não se trata mais de um recinto fechado com - talvez - algumas centenas de pessoas, em que os bordões gospel são batidos e explorados à exaustão, mas de outro tipo de batalha onde a razão deve(ria) vencer a emoção.

E foi aí que a gospelfutebolândia degringolou. Não soube responder às exigências do momento com a responsabilidade adequada que lhe era devida.

A Copa se lhes esvaiu pelas lágrimas, o tempo - implacável como o ataque alemão - não voltará mais.

Resta, portanto, a especulação: ¿ os jogadores que se dizem "evangélicos" estão ligados muito mais a uma emoção passageira (às vezes devastadora) de um discurso triunfalista do que ao culto racional pregado por Paulo em Romanos 12:1 ?

O que você acha?



Recomendamos a leitura, também, de:






terça-feira, 15 de julho de 2014

Kaká passa trote em Felipão


A charge é de um ano atrás, mas continua bem atual. Quem sabe o Kaká já tenha aprendido a disfarçar melhor quando passa um trote, né?




segunda-feira, 14 de julho de 2014

Papa não rezou pela Argentina na final da Copa

Papa "fake" não vence nem convence
A informação foi dada pelo blog do Sidney Rezende ontem, antes do jogo. Tá explicado, então:

Papa Francisco afirma que não vai orar pela Argentina na final

A seleção da Argentina sofreu um desfalque importante de última hora. Torcedor do San Lorenzo Almagro, o Papa Francisco afirmou que não vai recorrer aos céus para ver o tricampeonato da seleção do seu país.

O Pontífice prometeu neutralidade e não vai orar por nenhuma equipe. Por meio das redes sociais, Francisco elogiou a interação das pessoas nos Mundiais.

"Os Mundiais conseguiram promover o encontro das pessoas de várias nações e religiões. Que o esporte promova sempre a cultura do encontro."

Na grande final entre a Alemanha e Argentina, Francisco não assistirá à partida na companhia do seu antecessor, o alemão Bento XVI.



domingo, 13 de julho de 2014

Crise no Vaticano: só um papa será campeão hoje!


Matéria publicada no IHU:

Vaticano minimiza rivalidade de papas na final da Copa

Às vésperas do confronto entre Argentina e Alemanha na final da Copa do Mundo, o Vaticano minimizou nesta sexta-feira os rumores de rivalidade entre o papa Francisco, um argentino, e seu antecessor Bento 16, um alemão.

Em resposta à intensa especulação da mídia sobre a possibilidade de os dois verem a partida juntos, que chamou de “engraçada”, o Vaticano pediu aos torcedores que façam uma “pausa pela paz” antes da decisão de domingo para lembrar as vítimas da guerra e da pobreza.

Um funcionário do alto escalão do Vaticano, que trabalha com Francisco e com o papa emérito Bento 16, disse à Reuters que ainda não se tomou nenhuma decisão sobre como os dois passarão a noite de domingo.

Bento 16, notou a fonte, não gosta de futebol, mas acrescentou: “Vamos ver. A situação atual é inédita.”

O porta-voz do Vaticano disse não crer que Bento 16, atualmente com 87 anos e vivendo sua aposentadoria em reclusão em um ex-convento no Vaticano, assistirá ao jogo por causa do horário – em Roma a partida começa às 21h.

Já Francisco é fã de futebol. Ainda arcebispo de Buenos Aires, era torcedor entusiasmado do clube San Lorenzo, e foi membro honorário do time apelidado de Santos de Boedo, em função da vizinhança onde foi fundado em 1908 por um grupo de jovens que incluía um padre.

O Conselho de Cultura do Vaticano, que trabalha com esportes, classificou a especulação pré-jogo de “engraçada e divertida”, mas declarou que irá pedir um momento de silêncio no domingo para “pensar em coisas importantes” como a paz.

“Vamos fazer uma pausa pela paz”, disse o monsenhor Melcher Sánchez de Tosca y Alameda, subsecretário do conselho, anunciando a hashtag #PAUSEforPeace nas mídias sociais.

Sánchez se referia à tradição da Grécia antiga de interromper todos os conflitos durante os Jogos Olímpicos.

“Por que não para a Copa do Mundo? Por que não uma pausa, um momento de silêncio, uma trégua pela paz?”, indagou.

Um porta-voz do conselho disse que depende de cada torcedor, cada seleção e cada organização, incluindo a Fifa, se, como e quando querem observar um momento de “silêncio ou reflexão ou pausa” para lembrar os que estão sofrendo.

Por via das dúvidas, Francisco já está preparado para entrar em campo!




quarta-feira, 9 de julho de 2014

Festa alemã no Brasil


Das 31 seleções estrangeiras que vieram ao Brasil para disputar a Copa do Mundo 2014, talvez nenhuma tenha se sentido tão em casa como a alemã.

No fundo, nem eles imaginavam que a seleção brasileira jogaria tão mal e levaria a goleada impiedosa que tomou ontem no Mineirão. Mesmo assim, merecem todo nosso respeito e admiração.

Visivelmente constrangidos com o vexame brasileiro do qual foram protagonistas, voltaram ontem à noite para Santa Cruz Cabrália, na Bahia, onde esbanjam simpatia há um mês, conforme você pode ver no vídeo abaixo, produzido pela própria federação alemã e divulgado antes da partida em que atropelaram o Brasil:







quarta-feira, 2 de julho de 2014

Argentina se salva com ajuda do papa

Está explicado:





sexta-feira, 27 de junho de 2014

Ramadã desafia jogadores muçulmanos durante a Copa


A notícia é do Brasil Post:

Jogadores muçulmanos na Copa enfrentam decisão sobre ramadã

A fase de mata-mata da Copa do Mundo coincide com o início do ramadã e os jogadores muçulmanos devem decidir se vão aderir ao jejum religioso, com duração de um mês, que começa no fim de semana.

França, Alemanha, Suíça, Bélgica, Argélia e Nigéria estão entre as seleções que possuem jogadores muçulmanos, que devem optar se vão se submeter ao período de 30 dias de jejum e reflexão.

Durante o ramadã, o nono e mais sagrado mês do calendário islâmico, espera-se que todos os muçulmanos adultos e sadios deixem de comer e beber durante a luz do dia.

Esse cenário poderia causar estragos no caso de atletas de elite, com dietas cuidadosamente controladas, especialmente nas condições úmidas e quentes nas quais alguns jogos têm sido disputados no Brasil.

“O desafio principal é tentar manter a hidratação diariamente, e em segundo lugar tentar manter os níveis de energia”, disse Emma Gardner, nutricionista do Instituto Inglês do Esporte, à Reuters.

“A massa muscular também é um problema. As pesquisas apontam que as pessoas podem perder massa ao longo do período do ramadã, embora a tendência é que isso ocorra no período inicial”, disse ela.

As observações de Gardner contrastam com as feitas por Jiri Dvorak, diretor-médico da Fifa, que disse em uma coletiva de imprensa na segunda-feira que os jogadores submetidos ao jejum não teriam qualquer deterioração em sua condição física.

“Fizemos extensos estudos em jogadores durante o ramadã, e a conclusão foi que se o ramadã for acompanhado adequadamente, não há nenhuma redução no desempenho físico dos jogadores”, disse Dvorak aos jornalistas.

OZIL NÃO PODE JEJUAR

O alemão Mesut Ozil é um dos jogadores que já decidiu o que fazer.

“O ramadã começa no sábado, mas eu não vou participar porque estou trabalhando”, disse ele em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

“Para jogadores que obedecerem ao jejum durante o Mundial, o momento ideal para jogar seria no fim do dia, pois é mais perto da hora em que podem reabastecer e reidratar”, disse Gardner, que já trabalhou com um jogador de hóquei nessa situação.

“Alguns atletas optam por usar o bochecho, no qual basicamente enxaguam a boca com água, mas ingerem nada”, disse ela, que também já atuou junto ao clube inglês Blackburn Rovers.

A desidratação pode ter um efeito negativo sobre o desempenho. A perda de um ou dois por cento dos fluídos em relação ao peso leva a problemas como falta de concentração.

No entanto, a nutricionista disse que a melhor maneira de auxiliar o jogador em jejum seria consultar seu técnico para assegurar o planejamento adequado da atividade física e recuperação, com a recomendação de que treinem somente uma vez por dia.

Realimentar o corpo sob tais circunstâncias não é fácil, já que toda a ingestão diária deve ser feita à noite.

“Descobri que no intervalo do jejum, para devolver o atleta a um estado hidratado ele deve ingerir cerca de seis litro de fluídos”, disse Gardner.

"As diretrizes mandam de dois litros e meio a três litros de fluído por dia, então muitas pessoas se surpreendem ao ouvir seis", acrescentou.





segunda-feira, 23 de junho de 2014

Cuiabá respira religião durante a Copa

É o que informa o UOL Copa:

Com tradução, torcida e festa, religiosos tentam se aproximar da Copa em MT

Guilherme Costa

Minutos antes de a Nigéria chegar para treinar na UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), na véspera do confronto com a Bósnia na Arena Pantanal, um grupo de torcedores esperava a seleção africana. Eram todos brasileiros, e chamava atenção um trio envolvido em bandeiras com as cores do país africano. Arthur Marques, Camila Brígida e Graziela Gallo acompanharam a equipe nacional desde o desembarque no aeroporto em Cuiabá. Os três viajaram à capital mato-grossense como parte de um programa de uma igreja e simbolizam o quanto diferentes religiões têm feito esforços para se aproximar da Copa do Mundo de 2014.

Arthur, Camila e Graziela viajaram de Bragança Paulista para Cuiabá com passagens compradas pela comunidade religiosa que frequentam. Os três tiveram de custear despesas na capital mato-grossense – eles ficaram hospedados em aposentos da própria igreja. O trio levou panfletos em diferentes idiomas para espalhar entre torcedores das seleções que passarem pela cidade.

"Irã, Argélia, Nigéria, Rússia e Colômbia estão entre os países que mais matam cristãos no mundo, e os três últimos têm jogos da Copa em Cuiabá", relatou Graziela. Além dos panfletos e das bandeiras, o trio levou camisetas especiais à capital mato-grossense. Eles fazem parte de uma missão fundada pelo pastor Jonathan Ferreira dos Santos, que espalhou representantes em todas as sedes da Copa.

No entanto, a missão não foi a única tentativa de religiosos se aproximarem da Copa. Um grupo ligado a outra igreja realizou ações no Fifa Fan Fest e nas imediações da Arena Pantanal. Eles ofereceram pinturas de rosto e fizeram danças coreografadas.

Igrejas católicas de Cuiabá apostaram em missas traduzidas. A São Gonçalo criou cerimônia em espanhol, e a catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá fez toda a liturgia em inglês. O programa especial foi um pedido do prefeito Mauro Mendes.

No bairro Bandeirantes, um grupo montou no dia 12 de junho uma tenda para difundir o islamismo em Cuiabá. Lideradas pelo sheik Omar Omama, as pessoas distribuem livros e panfletos sobre a religião e tentam interação com o público. O material é traduzido para inglês, espanhol, russo, alemão e italiano.

Ao site "Mídia News", Omama disse que Cuiabá tem 200 famílias de origem muçulmana e outras 15 convertidas. O foco da ação, contudo, é a presença de turistas estrangeiros na cidade – sobretudo para o jogo do último sábado, disputado por Bósnia e Nigéria, dois países que têm grandes contingentes de praticantes da religião.

Na sexta-feira, jogadores da seleção da Bósnia e alguns torcedores da Nigéria estiveram na mesquita de Cuiabá. Até aqui, mais de 100 mil livros foram distribuídos pelos muçulmanos na cidade.





sábado, 21 de junho de 2014

Presidente da FIFA diz que cumpriu promessa feita ao papa

"- Conta outra, Blatter!"

Pelo jeito, o presidente da FIFA, o suiço Joseph Blatter, anda tentando limpar a sua barra em todas as esferas, inclusiva nas vaticanas, segundo noticia a Agência Brasil:

Blatter envia carta ao Papa dizendo que cumpriu promessa feita no Vaticano

O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Joseph Blatter, enviou hoje (20) carta ao papa Francisco informando que manteve a promessa feita em novembro, durante visita ao Vaticano, em novembro do ano passado.

"Por ocasião da cerimônia de abertura [da Copa do Mundo], lançamos três pombas da paz, enviando uma mensagem firme e um símbolo de esperança ao mundo todo", escreveu Blatter na mensagem ao pontífice.

Na carta, o dirigente da Fifa destacou que o Programa Aperto de Mãos pela Paz está sendo cumprido. "Antes e depois de cada partida, as duas equipes trocam um gesto pelo paz, na forma de um aperto de mãos." A iniciativa foi concebida pela Fifa e pelo Centro Nobel da Paz como um forte signo de amizade e respeito.

Para a Copa do Mundo no Brasil, a Fifa lançou ainda campanha contra o racismo e a discriminação no futebol. O objetivo é incentivar os torcedores a publicarem selfies com a mensagem #SayNoToRacism (Diga não ao racismo) nas redes sociais. Milhares de pessoas já responderam ao apelo, entre elas os jogadores Lionel Messi, da Argentina, Steven Gerrard, da Inglaterra, e Samuel Eto’o, da Seleção de Camarões, a fim de mostrar a união da comunidade esportiva.

"Como homem de fé e como presidente da Fifa, envio à Vossa Santidade as minhas mais fervorosas e sinceras saudações pessoais, bem como aquelas de toda a família do futebol", conclui Blatter.



quarta-feira, 18 de junho de 2014

Bento XVI explica o futebol

Artigo escrito em 1985 pelo então cardeal Joseph Ratzinger (depois entronizado como papa Bento XVI) sobre o futebol e a Copa do Mundo, redescoberto pelo prof. Nahor Lopes de Souza Junior em seu excelente blog sobre filosofia, história e religião:

O futebol segundo Joseph Ratzinger / Bento XVI

Em 1985, o então cardeal Joseph Ratzinger (hoje o papa emérito Bento XVI), publicou um texto sobre o futebol, partindo da seguinte pergunta: por que este esporte é capaz de envolver tantas pessoas?

O texto se encontra no livro "Cercate le cose di lassú" ("Buscai as coisas do alto"), publicado em 1986, um pouco antes do início da Copa do Mundo de 1986, no México.




Regularmente a cada quatro anos, a Copa do Mundo de futebol demonstra ser um evento que atrai centenas de milhões de pessoas. Nenhum outro evento no mundo consegue ter um efeito tão grande, o que demonstra que este evento esportivo toca algum elemento primordial da humanidade, e há que se perguntar sobre o que se fundamenta todo esse poder de um jogo. O pessimista vai dizer que é como na Roma antiga.

A palavra de ordem da massa era: panem et circenses, pão e circo. O pão e o jogo seriam, então, o conteúdo vital de uma sociedade decadente que não tem outros objetivos mais elevados. Mas, mesmo se fosse para aceitar essa explicação, ela não seria absolutamente suficiente. Deveríamos nos perguntar mais uma vez: no que reside o fascínio de um jogo que assume a mesma importância do pão? Poderíamos responder, mais uma vez fazendo referência a Roma antiga, que a demanda por pão e jogo era na verdade uma expressão do desejo por uma vida paradisíaca, uma vida de saciedade sem preocupações e liberdade desmedida. Porque é isto que se entende em última análise com o jogo: uma atividade totalmente livre, sem propósito e sem limitações, ao mesmo tempo que envolve e ocupa todas as forças do homem. Neste sentido, o jogo seria uma espécie de tentativa de retorno ao paraíso perdido: a fuga da seriedade escravizante da vida cotidiana e da necessidade de se ganhar o pão, para viver a livre seriedade de tudo que não é obrigatório e, portanto, belo.

Assim, o jogo vai muito além da vida cotidiana. Mas, sobretudo nas crianças, tem também o caráter de um exercício para a vida. Ele simboliza a própria vida, e a antecipa, por assim dizer, de um modo livremente estruturado. Parece-me que o fascínio pelo futebol está essencialmente no fato de que ele conecta esses dois aspectos de uma forma muito convincente.

Ele força o homem a impor-se uma disciplina de modo a obter mediante treinamento um controle sobre si próprio; com o autocontrole, a superioridade e com a superioridade, a liberdade. Além do mais lhe ensina uma harmonia disciplinada: como um jogo de equipe obriga a inserção do indivíduo na equipe. Une os jogadores em torno de um objetivo comum; o sucesso e o fracasso de cada um está diretamente ligado ao sucesso e o fracasso do todo.

Além disso, ele ensina uma leal rivalidade, onde a regra comum que se impõe é o elemento que liga e une na oposição. Por fim, a liberdade do jogo, se este se desenvolve corretamente, anula a seriedade da rivalidade. Ao assisti-lo os homens se identificam com o jogo e com os jogadores, e participam de modo pessoal na harmonia e na rivalidade, na seriedade e na liberdade: os jogadores se tornam um símbolo da própria vida; que por sua vez tem um impacto sobre os demais. Eles sabem que os demais homens se representam neles e se sentem confirmados. Claro que tudo isso pode ser contaminado por um espírito comercial, submetido à seriedade sombria do dinheiro, que converte o jogo em uma indústria e cria um mundo fictício de proporções assustadoras.

Mas, nem mesmo este mundo fictício poderia existir sem o aspecto positivo que é a base do jogo: o exercício para a vida e a superação da vida em direção ao paraíso perdido. Em ambos os casos, se trata de buscar uma disciplina da liberdade; de exercitar em si próprio a harmonia, a rivalidade e o acordo na obediência à regra.

Talvez ao refletirmos sobre essas coisas, poderemos novamente aprender com o jogo uma lição de vida, porque nele está evidente algo fundamental: o homem não vive só de pão, o mundo do pão é apenas o prelúdio da verdadeira humanidade no mundo da liberdade. A liberdade por sua vez se nutre da regra, da disciplina, que ensina a harmonia e a rivalidade leal, a independência do sucesso exterior e da arbitrariedade, e torna-se assim realmente livre. O jogo, uma vida. Se formos mais fundo, o fenômeno de um mundo apaixonado por futebol pode nos dar muito mais do que só um pouco de diversão”.

Fonte: Tempi (original em italiano)



sábado, 14 de junho de 2014

Rússia promove Copa 2018 a partir de hoje no Rio


Uma boa dica para quem mora ou está de passagem pelo Rio de Janeiro, segundo a Agência Brasil:

Próxima sede da Copa, Rússia abre no Rio espaço para divulgar sua cultura

Alana Gandra

A Casa da Rússia, montada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) para divulgar aspectos culturais do país entre os brasileiros, durante a Copa do Mundo, será inaugurada nesta noite, apenas para convidados – a abertura ao público está prevista para este sábado (14), ao meio-dia.

No local, foram instalados telões para que os visitantes possam acompanhar, em tempo real, todos os jogos do torneio.

A Rússia será a sede do próximo Mundial, em 2018, e é uma das 32 seleções que disputam no Brasil a Copa deste ano. A seleção russa está no Grupo H, ao lado das equipes da Bélgica, da Argélia e da Coreia do Sul. A primeira partida será terça-feira (17), às 19h, na Arena Pantanal, em Cuiabá, contra a Coreia do Sul.

O presidente do Comitê Organizador da Copa de 2018, Aleksey Sorokin, que chegará ao Rio para a abertura da Casa da Rússia, espera o comparecimento em massa ao local de torcedores dos diversos países que passem pelo Rio de Janeiro no período do Mundial de Futebol.

A coordenadora da Casa da Rússia, Helena Korpusnko, disse à Agência Brasil que seus compatriotas querem ver o que acontece nesta Copa, para “pegar o melhor da experiência brasileira. E também torcer pela Rússia”.

A russa Olga Temnik, que veio pela primeira vez ao Brasil, disse que está adorando o país e que não tem palavras para descrever as belezas do Rio de Janeiro. “E os brasileiros são muito sorridentes, receptivos. Qualquer dúvida que eu tenha na rua, eles me explicam. Tudo com a simpatia brasileira”. Para Olga, o fato de a Copa ser no Brasil contribui para aumentar o clima de alegria. Ela torcerá, primeiro pela Rússia e, em segundo lugar, pelo Brasil, “é claro”. A jovem russa disse que, na primeira oportunidade, pretende voltar ao Brasil, “porque amou o país”.

"Melhor é impossível", afirmou Maria Tarasova, que também faz a primeira viagem ao Brasil, país que sempre quis conhecer. Indagada se pretendia voltar depois da Copa, com mais calma, para conhecer outros pontos turísticos brasileiros, Maria respondeu que gostou tanto que “queria morar aqui”. Como veio a trabalho, ela ainda não teve tempo de arranjar um pretendente, mas ressaltou que já aprendeu algumas palavras em português. Segundo Maria, os homens que tem visto no Rio são “muito gatos”.

Quem for à Casa da Rússia a partir de amanhã poderá saborear pratos típicos especiais da culinária russa. O cardápio inclui o estrogonofe russo tradicional, servido com purê de batata, em vez de arroz; blini, uma espécie de panqueca típica, pirozhki, e um pastel que pode ter recheio doce, além de salgados diversos.

A carta de bebidas inclui a vodca Tsarskaya, considerada uma das melhores do mundo, com a qual serão feitos drinques variados, e a cerveja Báltica, uma das melhores da Rússia. As bebidas poderão ser degustadas diariamente, até a meia-noite, quando se encerrarão as atividades diárias na Casa da Rússia.

Produtos característicos do país, como as matryoshkas, bonecas que são colocadas umas dentro das outras, estarão à venda no local, além de bebidas, camisetas, bonés e canecas.

A Casa da Rússia, que funcionará até 13 de julho, data de encerramento do Mundial, deve receber a visita do presidente Vladimir Putin, em data próxima da final do torneio.



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Surdocego pede a Deus para "assistir" Brasil x Croácia e consegue


Esta é uma daquelas boas histórias sobre pessoas que se doam para facilitar a vida de outros que têm sérias limitações para desfrutar de um simples prazer nacional: ver um jogo do Brasil na Copa.

Carlos é um rapaz surdocego que não pode propriamente "ver" a partida, e passou a semana orando para que Deus lhe permitisse encontrar uma maneira de "assistir" Brasil x Croácia no jogo inaugural da Copa do Mundo 2014.

Foi aí que entraram seus amigos Helio Fonseca de Araújo e Regiane Cunha Pereira, que encontraram uma maneira simples e - ao mesmo tempo - engenhosa de transmitir a Carlos a emoção de um jogo real.

Veja no vídeo abaixo como o Helio (meu xará) e a Regiane desenvolveram o generoso e bem-sucedido projeto:




quinta-feira, 12 de junho de 2014

Gênio da estatística diz que Brasil será campeão da Copa


A informação é do blog do Guga Chacra. A conferir dia 13 de julho de 2014:

Por que gênio da estatística dos EUA prevê que Brasil será campeão e a Itália, um fiasco?

Analistas de política americana, com anos de experiência, podem ter acertado que Barack Obama venceria as eleições presidenciais em 2012. Mas nenhum deles conseguiu a proeza de acertar as porcentagens e o resultado em todos os Estados americanos. Apenas um gênio da estatística, chamado Nate Silver, na época atuando como blogueiro de números do New York Times, gabaritou os resultados em todos os lugares.

Atualmente, Silver, em parceria com a ESPN, tem um site (FiveThirtyEight) no qual continua suas previsões estatísticas. Seu foco, neste momento, é a Copa do Mundo. E ele criou um modelo estatístico chamado SPI (Soccer Power Index) para calcular quem deve ser o campeão mundial. E ele crava que o Brasil tem 45% de chance de ser o campeão mundial, bem à frente da Argentina, em segundo, Alemanha e Espanha.

O principal motivo de o Brasil ser favorito é a questão de a seleção ser praticamente imbatível quando joga em casa. A última derrota relevante da seleção brasileira foi 1975 – o Brasil perdeu em 2002 para o Paraguai em amistoso sem importância depois do penta.

De acordo com o modelo, o Brasil tem 99% de chance de se classificar na primeira fase, 80% nas oitavas, 70% nas quartas, 57% na semi e 45 de ser campeão. A Argentina tem 93% na primeira fase, 67% nas oitavas, 47% nas quartas, 28% na semi e 13% de vencer a final.

A Alemanha tem 89%, 69%, 45%, 20% e 11% respectivamente.

A Espanha tem 79%, 45%, 30%, 18% e 8%.

Curiosamente, o Chile, e não a Holanda, deve ser o adversário do país nas oitavas. E a Itália seria apenas o 17o país com maiores chances de ser campeão do mundo. A final deve ser Brasil versus Argentina.



quarta-feira, 11 de junho de 2014

Arcebispo de York aconselha britânicos a não criticarem o Brasil

Com a Copa do Mundo começando na próxima quinta-feira em terras brasileiras, o arcebispo anglicano de York, Dr. John Sentamu, aconselhou os britânicos a olharem para o próprio umbigo antes de criticarem a desigualdade social no Brasil.

York é tradicionalmente considerada como a segunda diocese mais importante da comunhão anglicana, atrás apenas da de Cantuária, cujo bispo é o chefe da Igreja da Inglaterra.

Dr. John Tucker Mugabi Sentamu nasceu na Uganda, mas após ser perseguido pelo então ditador Idi Amin Dada (de triste memória), se refugiou no Reino Unido em 1973, onde estudou Teologia em Cambridge e, a seguir, foi ordenado sacerdote anglicano ate chegar a ser o 94º bispo de York em 2005.

Discursando na International Fairness Conference ("Conferência Internacional sobre Justiça") que acontece em York ontem, 9 de junho de 2014, o arcebispo fez questão de ressaltar o crescimento alarmante da pobreza no Reino Unido:
"Nós não precisamos ser presunçosos quando estamos aqui nesta maravilhosa cidade de York, com sua beleza, história, cultura, e muitas excelentes instalações para os seus cidadãos e visitantes ... Não só aqui em York, mas nas cidades, vilas e campo, neste país e em toda a União Europeia próspera, há aqueles para quem o quadro é muito diferente."
Dr. John Sentamu insistiu em que se dê atenção às muitas áreas britânicas que estão experimentando a pobreza, a educação de má qualidade, o desemprego, altos níveis de criminalidade e o isolamento.
Acrescentou ainda à sua crítica a constatação da desigualdade no acesso à saúde e ao bem-estar das crianças, a falta de emprego e renda para os mais jovens, alertando que essas questões devem ter prioridade nas políticas públicas.

O arcebispo culpou a desigual distribuição de renda por todos esses males, ressaltando que as grandes diferenças nos rendimentos fazem com que a sociedade se torne “mais antissocial”, o que “enfraquece os laços de cuidado, gentileza e confiança entre nós”.

O prelado concluiu dizendo que “se nós queremos uma sociedade mais feliz e menos dividida, então um passo importante à frente seria reduzir as diferenças de rendas entre ricos e pobres”, aconselhando os britânicos a olharem para os seus próprios problemas antes de criticarem o Brasil.

Talvez a iniciativa do arcebispo de York sirva para amenizar o complexo de vira-latas que muitos brasileiros reforçam nessa época de Copa do Mundo, ao se compararem com outros países.

As informações aqui divulgadas foram publicadas originalmente no Christian Today.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Fortaleza terá missas em 5 idiomas durante a Copa


Notícia publicada n'O POVO ONLINE:

Capital terá missas em 5 idiomas

As missas serão celebradas em alemão, espanhol, francês, inglês e italiano em nove igrejas de Fortaleza
Fortaleza terá calendário especial de missas celebradas em cinco idiomas estrangeiros durante a Copa do Mundo. Iniciativa do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o projeto Copa da Paz pretende oferecer momentos de espiritualidade aos visitantes das cidades-sede. O cronograma das missas está disponível em folder, cuja versão online está disponível no site da Arquidiocese (www.arquidiocesedefortaleza.org.br)
De 14 de junho a 4 de julho, as missas serão celebradas em alemão, espanhol, francês, inglês e italiano em nove igrejas da cidade definidas pela Arquidiocese de Fortaleza, sempre às 9h e 11 horas. Os horários foram estabelecidos de modo a não prejudicar a participação dos turistas nos jogos.

O objetivo do projeto, realizado em todas as cidades-sede, é “acolher bem” todos que vierem ao evento, diz padre Gilson Soares, coordenador da Pastoral do Turismo na Arquidiocese de Fortaleza.(Joyce Lopes/ Especial para O POVO)

SERVIÇO
Missas em idiomas estrangeiros
14/6 (sábado) - 11 horas

Inglês - Catedral 
Espanhol - Cristo Rei
Francês - São Vicente
17/6 (terça) - 11 horas
Inglês - Catedral 
Espanhol - Nossa Senhora da Saúde e Cristo Rei

21/6 (sábado) - 11 horas
Inglês - Catedral 
Francês - Nossa Senhora de Fátima
Alemão - Santa Edwiges 
22/6 (domingo) - 11 horas
Inglês - Catedral 
Francês - São Vicente
Alemão - Santa Edwiges 
Espanhol - São Benedito

24/6 (terça) - 11 horas
Inglês - Catedral 
Francês - São Vicente
Espanhol - Santa Edwiges 
29/6 (domingo) - 9 horas
Inglês - São Vicente 
Espanhol - Nossa Senhora da Saúde
Espanhol - Carmo 
Francês - Nossa Senhora de Fátima
Italiano - Santa Luzia 
4/7 (sexta) - 11 horas
Inglês - Catedral 
Espanhol - Cristo Rei
Italiano - Carmo 
Francês - São Vicente
Espanhol - São Benedito 



sexta-feira, 6 de junho de 2014

Chilenos invadirão o Brasil durante a Copa


Isso se eles conseguirem passar pelas obras em Cuiabá. Não deixe de ver também o vídeo pra lá de motivacional dos mineiros chilenos resgatados em 2010, em apoio à sua seleção, que segue logo abaixo da matéria da BBC Brasil:

Caravana de 3 mil chilenos cruzará os Andes de carro para ver Copa

Marcia Carmo

Uma caravana de mais de três mil chilenos cruzará os Andes e invadirá três Estados brasileiros para acompanhar a Copa do Mundo.

Serão cerca de 800 veículos e 10 mil quilômetros de viagem no total, a partir de 7 de junho. A "Caravana Santiago Brasil 2014" atravessará o Chile e a Argentina e partes do interior do Brasil. Juntos, os carros formarão uma fila, que terá também trailers e vans.

O tamanho da procura surpreendeu até o mesmo o criador da ideia, lançada no Facebook em outubro do ano passado.

"Pensamos que seríamos dez carros, no máximo. E agora é muito mais e não para de crescer", disse à BBC Brasil Alberto Schmidt, de 34 anos.

"Por questão de segurança, eu e minha mulher queríamos companhia para chegar ao Brasil e apoiar a 'Roja'", disse ele, referindo-se ao apelido carinhoso que os chilenos dão à sua seleção. A palavra significa "vermelho" em espanhol, a cor da camiseta do time.

Schmidt é empresário e disse ter abandonado o trabalho de design e construção de estandes de exposições para organizar a empreitada. O casal viajará com uma filha de dois anos, e a maioria dos integrantes da caravana levará mulher e filhos, disse ele.

"Somos torcedores comuns de norte a sul do Chile e só queremos aproveitar a oportunidade de ver a Copa ser perto, na nossa região. Muitos que integram nossa caravana estarão saindo pela primeira vez do país", disse.

"Não ouvimos falar de nada parecido com a nossa caravana em todos os lugares que estivemos no Brasil. Seremos a maior caravana do mundo para apoiar a 'Roja'. Tudo que queremos é que ela seja campeã mundial", disse.

Infraestrutura

Schmidt esteve três vezes no Brasil para preparar a viagem. E, como muitos, reclamou de como o país está "caro" e de problemas com infraestrutura.

Disse ter tido dificuldades para usar celulares em estradas e observou várias obras atrasadas. Algumas, contou, causaram engarrafamentos em Cuiabá, onde o Chile estreará contra a Austrália no dia 13, na Arena Pantanal.

O Chile jogará também contra a Espanha no Rio de Janeiro e contra a Holanda em São Paulo.

"Nós, integrantes da caravana, vamos nos comunicar com walkie-talkie. E para estarmos seguros contra imprevistos na estrada já sabemos quem são os mecânicos e médicos no grupo", disse.

Questionado se previa problemas de comunicação com a população local, Schmidt respondeu: "O português não é muito diferente do espanhol e quando falamos devagar todos entendem".

No total, a viagem de ida e de volta durará mais de 20 dias.








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