sexta-feira, 16 de abril de 2010

Perícias do desabamento da Renascer e do metrô são suspeitas

Eu gostaria muito de não ter que ficar postando notícias tão desagradáveis sobre pessoas e igrejas que se dizem cristãs, mas infelizmente tenho sido atropelado pelos fatos, o que me obriga a ficar publicando essas coisas como a notícia abaixo, da Folha de S. Paulo de hoje:


Peritos do IC são suspeitos de vender laudos


Corregedoria e Promotoria investigam se policiais venderam laudos para favorecer o Consórcio Via Amarela e a Igreja Renascer

Perícias envolvem o acidente na obra do metrô, quando 7 pessoas morreram em 2007, e da queda do teto do templo no Cambuci, com 9 mortes

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
ROGÉRIO PAGNAN
DA REPORTAGEM LOCAL

Ao menos quatro peritos do IC (Instituto de Criminalística) de São Paulo estão sendo investigados pela suspeita de fraude em laudos que beneficiariam o Consórcio Via Amarela, que constrói uma linha do metrô, e a Igreja Renascer em Cristo.

As investigações são conduzidas pelo Ministério Público do Estado e pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil e surgiram depois que o Gaeco (grupo especial do Ministério Público de combate ao crime organizado) identificou incongruências nas conclusões feitas pelos peritos no caso do metrô.

Nem a Promotoria nem a Corregedoria da Polícia Civil deram detalhes da investigação sob o argumento de que a divulgação poderá prejudicar a apuração dos casos.

As suspeitas apontam que laudos reduziriam a responsabilidade do consórcio pelo acidente na obra do Metrô em Pinheiros, que deixou sete mortos em janeiro de 2007, e da Renascer, em razão da queda do teto do templo no Cambuci, onde nove pessoas morreram e centenas ficaram feridas em janeiro do ano passado.

Investigação

Os laudos do IC são um dos itens da investigação da polícia para apurar a responsabilidade criminal dos envolvidos, a exemplo do que ocorreu no júri do caso Isabella Nardoni.

Pelo Ministério Público, a investigação de fraude pericial é conduzida em duas frentes: Promotoria do Patrimônio Público, que apura improbidade administrativa dos funcionários, e pelo Gaeco. Na Corregedoria, além de sindicância, há um inquérito de improbidade.

Na lista dos investigados está o perito José Domingos Moreira das Eiras. Ele foi, até dezembro do ano passado, o diretor-geral do Instituto de Criminalística e foi afastado após a suspeita de fraudes em concursos do IC revelada pela Folha.

Também são investigados os peritos Edgard Engelber, Henrique Honda e Jaime Telles. Telles assina ambos e Engelber, assina o laudo do metrô, mas nenhum dos órgãos divulgou porque Honda foi incluído no caso, já que não assina nenhum dos dois laudos sobre os acidentes.

Documento desprezado

As suspeitas no caso do metrô ganharam força depois do surgimento de dúvidas sobre a qualidade e a veracidade das informações dos peritos.

Isso levou a Promotoria a desprezar o documento na denúncia apresentada à Justiça contra diretores e funcionários do Consórcio Via Amarela (integrado pelas empresas CBPO [grupo Odebrecht], OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Alstom e do Metrô.

Em junho do ano passado, reportagem da Folha revelou que promotores e peritos do próprio Instituto de Criminalística, sob a condição de anonimato, diziam que havia informações falsas que amenizavam a responsabilidade dos diretores do Consórcio Via Amarela pelas mortes.

Agora, o processo corre o risco de ser anulado pelo Tribunal de Justiça a pedido da defesa.

Já as "considerações finais" do laudo que apurou as causas do acidente do teto da Igreja Renascer praticamente descartam qualquer culpa da igreja pelas mortes e não citam o nome da instituição. Cópia desse documento é até disponibilizada em link do site da assessoria de imprensa da Renascer.

Os peritos do Instituto de Criminalística apontaram, no trecho final do documento, que houve responsabilidade da empresa Etersul, que havia realizado uma reforma no telhado, do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura de São Paulo, por conta da falta de inspeções na segurança da estrutura. Mas em nenhum momento citam se houve falha da direção da Renascer em não fazer a manutenção do local.

Vaticano degredou padres pedófilos para o Brasil

Como nos "bons" tempos do Brasil Colônia, fomos brindados com criminosos que vieram "trabalhar" nos tristes trópicos, segundo informa notícia da Folha Online:


Igreja transferiu suspeito de abuso sexual ao Brasil


Levantamento da Associated Press em 21 países mapeou 30 casos de padres suspeitos de abusos sexuais que foram transferidos para outras nações. Dois deles se relacionam com o Brasil, informa reportagem publicada nesta sexta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

O primeiro é o do padre xaveriano Mario Pezzotti, acusado pelo americano Joseph Callander de abuso e de estupro, em 1993. Os crimes, dizia Callander, tinham ocorrido em 1959, quando estudou em um extinto colégio xaveriano do Estado americano de Massachusetts. O caso acabou num acordo indenizatório de US$ 175 mil. Na época, num bilhete, o padre disse que achara "a cura" no Brasil.

Mario Pezzotti saiu dos EUA para trabalhar com índios no Pará. Na Amazônia, as críticas ao clérigo geraram surpresa.

Outro caso é o do padre jesuíta Clodoveo Piazza, premiado por seu trabalho na Organização de Auxílio Fraterno, que mantém abrigos em Salvador. Italiano naturalizado brasileiro, ele chegou a ser secretário estadual de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, antes de ser alvo de denúncias de abuso e exploração sexual.

Em 2009, a Promotoria acusou a ele e a um colega de ONG com base em relatos de vítimas segundo as quais não só ambos abusavam como deixavam que estrangeiros em visita ao país o fizessem.

A escolinha do Malafaia

Vejo no blog Vergonha Gospel que a campanha do milhão do Malafaia and Murdock Inc. tá fazendo escola. Até os unicistas embarcaram na canoa furada, mas deram uma reduzida no valor. Afinal, haja grana e "unção da prosperidade" pra crente contribuir com tudo que é pastor que faz uma quermesse básica. Por isso, misturaram o Clube 700 do Pat Robertson com os 1.000 reais do M&M Inc., e da combustão espontânea saiu a campanha do cinquentinha:


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Hans Küng quer que bispos derrubem o papa

Notícia do site Terra:


Teólogo pede a clero que se rebele contra pontificado de Bento XVI


O teólogo rebelde suíço Hans Kung, suspenso do ensino, em 1979, por suas posições progressistas, instou ao clero da Igreja Católica que se rebele contra o pontificado de Bento XVI, diante dos atuais escândalos de abusos de menores envolvendo sacerdotes pedófilos.

Em carta aberta dirigida a todos os bispos do mundo e reproduzida pela imprensa europeia, Kung, criticou o pontificado de Bento XVI, que na segunda-feira completará cinco anos, considerando-o um tempo de oportunidades perdidas.

Kung, que se tornou professor ao mesmo tempo que o atual Papa, a quem conheceu em uma sessão teológica em Innsbruck (Áustria), em 1957, e com quem trabalhou entre 1962 e 1965 como conselheiro no Concílio Vaticano II e de quem se distanciou em seguida por questões doutrinárias, estimou que o Papa alemão perdeu a chance de superar os grandes desafios da Igreja, os quais enumerou em sua longa carta.

"Minhas esperanças e as de tantos católicos e católicas comprometidos infelizmente não se cumpriram (...). No tocante aos grandes desafios do nosso tempo, seu pontificado de apresenta cada vez mais como o das oportunidades desperdiçadas, não como o das chances aproveitadas", escreveu.

O teólogo analisou os recentes escândalos de pedofilia dentro da Igreja e que, segundo ele, levaram a uma "crise de confiança e de liderança sem precedentes".

"Com razão, muitos pedem um ''mea culpa'' pessoal do então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e atual Papa. Mas, infelizmente ele deixou passar a oportunidade na Sexta-feira Santa e, ao contrário, testemunhou sua inocência no domingo de Páscoa", escreveu Kung.

O professor suíço sustentou que "a política de restauração de Bento XVI fracassou. Todas as suas aparições públicas, viagens e documentos não são capazes de modificar, no sentido da doutrina romana, a postura da maioria dos católicos em questões controversas, especialmente no campo da moral sexual".

"Nem mesmo os encontros papais com a juventude, aos quais assistem, sobretudo, grupos conservadores carismáticos, podem frear os abandonos da Igreja, nem despertar mais vocações sacerdotais", comentou.

Kung instou os bispos a romperem o silêncio diante das diretrizes do Vaticano que considerem errôneas porque a obediência ilimitada se deve unicamente a Deus e não deve impedir que se diga a verdade.

"A obediência incondicional só se deve a Deus. Todos vocês, ao serem consagrados como bispos, juraram obedecer incondicionalmente ao Papa, mas não sabem que nenhuma autoridade humana merece esta obediência incondicional, só Deus. Por isso não devem sentir-se limitados por seu juramento", sustentou.

O teólogo rebelde pediu a celebração de um concílio ou pelo menos um sínodo representativo de bispos e cardeais.

"Inúmeras pessoas perderam a confiança na Igreja Católica. Para recuperá-la, só valerá abordar de forma franca e honrada os problemas e as reformas consequentes", afirmou.

Leia a íntegra da carta clicando aqui

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ética e Direito

Eu gosto muito da advocacia e do Direito. Apreço maior tenho pela ética, e por isso deixei de ganhar muito dinheiro na vida, mas não me arrependo nem um pouco. Como cristão e como amante do Direito e da Ética, sempre evitei fazer qualquer coisa que violentasse o meu senso de justiça, correção e cidadania, e nunca me faltaram a graça, o sustento e o sono dos justos, mesmo pecador injusto que sou, salvo e resgatado pelo sangue de Jesus Cristo. Por isso, sinto enorme prazer ao ler um artigo como o do Prof. Dr. Eduardo Salomão, advogado e livre-docente pela USP, publicado no Estadão de ontem, 13/04/10. Ah... não precisa ser advogado para entendê-lo e apreciá-lo:


Ética na advocacia e tragédia grega


A voz do jovem executivo passou rapidamente de amistosa a tensa: "Mas seu escritório não pode nos dar essa segurança? O advogado da outra parte já disse que dá, e precisamos soltar o dinheiro amanhã." "Impossível", respondi, explicando que o negócio que ambos queriam fazer - a venda de papéis de uma grande empresa no mercado intermediada pelo banco - esbarrava em obstáculo legal intransponível. A lei e as decisões dos tribunais diziam que não podia.

A solução que encontramos foi uma conversa com o advogado da empresa que emitia os papéis e que deveria, em primeiro lugar, ter chamado a atenção para a falha. Quem tem experiência na profissão sabe que nessas horas não se deve esperar reconhecimento de erros, ou pedido de desculpas. Mas previa embaraço ou, um pouco pior, irritação do colega. Nada disso aconteceu: uma voz bem disposta e de polidez a toda prova me informou que seu escritório, conhecido como dinâmico na execução de negócios, documentara daquela forma diversas transações anteriores e não poderia entrar em discussões técnicas.

Renunciei ao caso. A cena se passou há alguns anos, não muitos.

Na tragédia Édipo Rei, de Sófocles, Édipo ouve de um profeta cego, Tirésias, a alusão à causa da insatisfação dos deuses e das consequentes tragédias que infelicitavam Tebas: Édipo havia assassinado seu pai, Laio, e casado com sua mãe, Jocasta, sem saber. Édipo não acredita e acusa Tirésias de mau e traiçoeiro. Seu impulso é culpar todos os que o cercam, menos a si próprio. Aos poucos percebe a verdade, quando fatos se acumulam a sua volta. Desesperado, cega os próprios olhos, entregando-se à metáfora de que, paradoxalmente, só a partir desse ato de desespero conseguiria enxergar.

O que têm que ver cenas tão diversas?

A primeira é, infelizmente, cada vez mais comum na advocacia. Nossa profissão mudou e lentamente o advogado deixou de ser visto como um profissional intelectualmente autônomo, em processo que aqui se acelerou depois da virada do milênio. Bom advogado é aquele que encontra meios de fazer um negócio acontecer, mesmo que se associando ao cliente no risco da ilicitude. Mau advogado, o que não o faz. O resultado aparece narrado na primeira história, que para antes do fim, mas pode originar investidores correndo riscos de que não foram avisados, prejuízos ao Fisco e à credibilidade das instituições econômicas, etc.

Mas de quem é a culpa? Da interposição de intermediários, como os bancos de investimento, entre o advogado e o destinatário final de seus serviços, com executivos voltados mais ao recebimento de bônus no curto prazo e menos para o interesse do próprio cliente ou do mercado que recebe os investimentos ofertados? Dos muitos escritórios de advocacia que aceitam remuneração vinculada ao sucesso da transação e o conflito de interesses que isso produz? Ou de forma mais etérea e diplomática dever-se-ia atribuir a culpa ao "mercado", que pretensamente exigiria documentos imutáveis que copiem a última transação bem-sucedida?

Assim pensaria Édipo, de Sófocles, se fosse bacharel e refletisse sobre a causa da infelicidade que o cerca, sem recurso ao autoconhecimento. E, fazendo isso, esqueceria de um princípio básico de Direito, o de que a cada privilégio corresponde um ônus.

Os advogados recebem por lei importantes privilégios que os cidadãos comuns não têm: postular perante o Poder Judiciário e aconselhar sobre o Direito aplicável a fatos concretos. Pesam ônus sobre nós para contrabalançar esses privilégios, ônus que constam de lei: segundo o Estatuto da Advocacia, em "seu ministério privado, o advogado presta serviço público e exerce função social". Atua o advogado a partir da perspectiva do interesse de uma parte, que deve defender em relação aos interesses da outra, seja essa outra parte um particular, seja o Estado. Nunca, entretanto, em detrimento do interesse público em ver as leis cumpridas.

Na essência do problema da desvalorização da advocacia está a perda de noção pelos advogados da natureza pública do serviço que prestam. Mal que se inicia com a visão de que o advogado é um mero técnico e que a qualidade de seu serviço deve ser aquilatada por sua capacidade de "fazer as transações acontecerem", segundo o lugar-comum promocional usado por muitos escritórios. Bordão justo na maioria dos casos, mas que esquece a significativa minoria de negócios que simplesmente não devem acontecer, porque na forma ou no conteúdo violam a lei.

Se o prejuízo ao interesse público que resulta desse enfraquecimento ético não for suficiente, há também grandes prejuízos privados. O cliente que vê o advogado como um simples técnico o remunera como tal, muitas vezes promovendo cotações entre escritórios que julga farão trabalho semelhante, e contratando sempre e invariavelmente o mais barato. O jovem profissional bem formado, inteligente e idealista se afasta da prática da advocacia, procurando servir o interesse público diretamente, como juiz, integrante do Ministério Público, da Defensoria Pública e carreiras afins. O resultado de todos esses fatores se soma, criando para a advocacia ambiente mais pobre em termos morais, intelectuais e econômicos.

A solução reside numa palavra de três letras: "não." Precisamos reaprender essa palavra simples e usá-la com parcimônia, mas firmeza, sempre que o interesse público de que somos depositários exigir. Não a materiais de oferta de investimentos que omitem a verdade sobre a empresa em que se investe, a planejamentos fiscais que escondem, em vez de evitar o tributo que é devido, a interpretações da lei que ignoram sua letra e espírito, para levar em conta apenas o interesse financeiro imediato do cliente de ocasião.

Porque a alternativa é a tragédia grega.

Já fiscalizou o seu político hoje?

Em ano eleitoral, todos temos que investigar e pensar bem antes de votar, principalmente aqueles candidatos que pretendem se reeleger. Por isso reproduzo a matéria abaixo, do Estadão, que mostra os muitos mecanismos disponíveis na rede para controle das contas públicas e consulta de dados patrimoniais dos políticos, a fim de que cada um de nós possa exercer plenamente a sua cidadania:


Web tem arsenal para eleitor fiscalizar político



Ferramentas eletrônicas, disponibilizadas por entidades que lutam pela transparência, vão ajudar na escolha de candidatos.

Moacir Assunção - O Estado de S.Paulo

Nas próximas eleições, mais do que em qualquer outra da história do País, o eleitor terá à disposição um grande número de ferramentas eletrônicas para conhecer melhor e fiscalizar os políticos que disputarão cargos públicos, podendo punir nas urnas os candidatos desonestos.

Com o avanço da organização da sociedade civil e as exigências de mais transparência nas relações do Estado com a sociedade, aliados à comodidade da internet, o pleito de outubro deverá ser marcado por uma incomum possibilidade de conhecer o patrimônio, o que pensam e como votam os candidatos.

Dessa forma, o eleitor estará muito melhor qualificado para escolher ou descartar pretendentes aos cargos públicos.

"A preocupação com a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos têm evoluído de forma significativa. Muitas formas de informação entre sites, blogs e listas públicas surgiram nos últimos anos, mas temos a consciência de que não é a maioria da população que tem acesso a isso, embora este grupo tenha papel decisivo na eleição", ponderou o economista Gil Castelo Branco, coordenador do site Contas Abertas (www.contasabertas.uol.com.br), que esmiúça e explica o orçamento público federal, permitindo avaliar sua aplicação.

Claudio Weber Abramo, presidente da Transparência Brasil (www.transparencia.org.br), concorda com Castelo Branco. "O eleitor votará melhor quanto mais tiver informação sobre os candidatos. Os sites de fiscalização jogam luz sobre os políticos e ajudam a formar a opinião dos cidadãos que participarão da eleição." Sites como o da Transparência Brasil permitem, por meio do Projeto Excelências, saber muito mais sobre a vida de senadores, deputados federais, estaduais e vereadores dos principais municípios, inclusive com notícias de jornal sobre corrupção. Ainda neste portal, o projeto Às Claras (www.asclaras.org.br) permite saber quem financia quem nas campanhas políticas, com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Se o interesse do eleitor é fiscalizar prefeitos, o site da Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo, www.amarribo.org.br) permite baixar gratuitamente o livro O Combate à corrupção nas Prefeituras do Brasil, que ensina, passo a passo, como montar uma organização não governamental (ONG) especializada em análise de gastos públicos em nível municipal e denúncias de transgressores.

"Já temos 190 entidades fundadas a partir do exemplo da Amarribo pelo País e queremos chegar, até o próximo ano, a 300. Até hoje, quase 1,7 mil municípios do Brasil nos procuraram para saber como foi a nossa luta e de que forma podem organizar a luta para fiscalizar prefeituras e câmaras em sua cidade," contou o presidente da ONG, Jorge Donizetti Sanchez.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A mentira da unção

Algum tempo atrás, um vídeo de Davi Silva tendo uns piripacos numa ministração da Casa de Davi em Londrina (PR) provocou polêmica na rede, pelo seu testemunho um tanto quanto esdrúxulo, e também por manifestações físicas (muito mal ensaiadas e desempenhadas, por sinal) que se assemelhavam mais a um terreiro de umbanda:



O espetáculo grotesco parecia mais uma farsa, por mais que a gente não quisesse admitir que alguém que diz falar em nome do Senhor cometesse tal blasfêmia. Pois, infelizmente, nossos piores temores foram confirmados. Vejo hoje no blog do Pastor Valdir que Mike Shea (líder da Casa de Davi) e o próprio Davi Silva publicaram um vídeo em que este último diz que muitos dos seus testemunhos e práticas eram, na verdade, mentira...


o texto na íntegra está no site da Casa de Davi

Triste, não? Repare na ênfase reiterada que Mike Shea dá, no seu discurso, à expressão "custe o que custar". Parece que muitos evangélicos não se satisfazem mais com o sacrifício único e insubstituível de Jesus, Aquele que, verdadeiramente, não mediu custos para nos salvar. 

Da mesma maneira, é estranho que tantos "pastores" preguem exclusivamente sobre o "sobrenatural" e não consigam enxergar o que está acontecendo um palmo à frente do nariz. 

É lamentável que muitos crentes aceitem esses testemunhos como verdadeiros sem nenhuma reserva crítica, um mínimo de discernimento cristão, quando tudo indica que eles servem apenas para autoafirmação de uma autoridade espiritual inexistente ou para recreação e entretenimento de almas perdidas. 

Isto fica mais claro no vídeo em que Davi Silva dá seu testemunho na Igreja Batista da Lagoinha, contando que "foi curado de síndrome de Down" (?!?!?!). 

Ora, qualquer pessoa de mediana instrução sabe que a síndrome de Down é uma anomalia genética, provocada por três cromossomos 21 (um a mais do que o normal), e dizer que precisa ou deva ser curada não deixa de revelar um enorme preconceito, pois a quase totalidade das famílias - muitas evangélicas - que têm um portador de Down em casa sabem que eles são uma bênção de Deus nas suas vidas e não a consideram uma "doença". 

Logo, fica difícil sustentar uma "cura" como essa, pois revela de duas uma: ou ignorância ou mentira. Se bem que não se pode descartar a hipótese das duas coisas ocorrerem simultaneamente...


De qualquer maneira, a mentira não subsistiu. 

Apesar de discordar dos métodos tanto de Mike Shea (e seu evangelho judaizante) como de Davi Silva, peço a Deus que dê a ambos, e àqueles que os seguem (ou seguiam) a verdadeira conversão a Cristo, que dispensa espetáculos, unções inventadas, entretenimentos e shofares. 

Temo, entretanto, que muitos dos "testemunhos" que vemos e ouvimos todos os dias nas igrejas pelo Brasil provenham da mesma origem: o pai da mentira (que sequer foi mencionado no vídeo da "retratação"). 

Se a contrição de Davi Silva é arrependimento ou remorso, ele se entenderá com o Senhor. 

A seu favor conta o fato de ter se retratado publicamente, mas se sofre de mitomania, deveria procurar tratamento especializado. 

Há esperança para você, Davi! 

 É sintomático que a igreja evangélica brasileira goste muito de alguns dons do Espírito Santo, como operação de milagres, profecias e falar em línguas, mas se esqueça completamente do dom de discernir espíritos que está no mesmo versículo (1 Coríntios 12:10).


É possível ser cético e religioso ao mesmo tempo?

Artigo de Marcelo Gleiser na Folha de S. Paulo do último domingo, 11/04/10:

Mitos, ciência e religiosidade

É possível ser uma pessoa espiritualizada e cética

Começo hoje com a definição de mito dada por Joseph Campbell, uma das grandes autoridades mundiais em mitologia: "Mito é algo que nunca existiu, mas que existe sempre". Sabemos que mitos são narrativas criadas para explicar algo, para justificar alguma coisa. Na prática, não importa se o mito é verdadeiro ou falso; o que importa é sua eficiência.

Por exemplo, o mito da supremacia ariana propagado por Hitler teve consequências trágicas para milhões de judeus, ciganos e outros. O mito que funciona tem alto poder de sedução, apelando para medos e fraquezas, oferecendo soluções, prometendo desenlaces alternativos aos dramas que nos afligem diariamente.

A fé num determinado mito reflete a paixão com que a pessoa se apega a ele. No Rio, quem acredita em Nossa Senhora de Fátima sobe ajoelhado centenas de degraus em direção à igreja da santa e chega ao topo com os joelhos sangrando, mas com um sorriso estampado no rosto. As peregrinações religiosas movimentam bilhões de pessoas por todo o mundo. É tolo desprezar essa força com o sarcasmo do cético. Querendo trazer a ciência para um número maior de pessoas, eu me questiono muito sobre isso.

Como escrevi antes neste espaço, os que creem veem o avanço científico com uma ambiguidade surpreendente: de um lado, condenam a ciência como sendo materialista, cética e destruidora da fé das pessoas. "Ah, esses cientistas são uns chatos, não acreditam em Deus, duendes, ETs, nada!"

De outro, tomam antibióticos, voam em aviões, usam seus celulares e GPSs e assistem às suas TVs digitais. Existe uma descontinuidade gritante entre os usos da ciência e de suas aplicações tecnológicas e a percepção de suas implicações culturais e mesmo religiosas. Como resolver esse dilema?

A solução não é simples. Decretar guerra à fé, como andam fazendo alguns ateus mais radicais, como Richard Dawkin, não me parece uma estratégia viável. Pelo contrário, vejo essa polarização como um péssimo instrumento diplomático. Como Dawkins corretamente afirmou, os extremistas religiosos nunca mudarão de opinião, enquanto um cientista, diante de evidência convincente, é forçado eticamente a fazê-lo. Talvez essa seja a distinção mais essencial entre ciência e religião: o ver para crer da ciência versus o crer para ver da religião.

Aplicando esse critério à existência de entidades sobrenaturais, fica claro que o ateísmo é radical demais; melhor optar pelo agnosticismo, que duvida, mas não nega categoricamente o que não sabe. Carl Sagan famosamente disse que a ausência de evidência não é evidência de ausência. Mesmo que estivesse se referindo à existência de ETs inteligentes, podemos usar o mesmo raciocínio para a existência de divindades: não vejo evidência delas, mas não posso descartar sua existência por completo, por mais que duvide dela. Essa coexistência do existir e do não-existir é incômoda tanto para os céticos quanto para os crentes. Mas talvez seja inevitável.

A ciência caminha por meio do acúmulo de observações e provas concretas, replicáveis por grupos diferentes. A experiência religiosa é individual e subjetiva, mesmo que, às vezes, seja induzida em rituais públicos. Como escreveu o psicólogo americano William James, a verdadeira experiência religiosa é espiritual e não depende de dogmas. Apesar de o natural e o sobrenatural serem irreconciliáveis, é possível ser uma pessoa espiritualizada e cética.

Einstein dizia que a busca pelo conhecimento científico é, em essência, religiosa. Essa religião é bem diferente da dos ortodoxos, mas nos remete ao mesmo lugar, o cosmo de onde viemos, seja lá qual o nome que lhe damos.

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA) e autor do livro "Criação Imperfeita"

Jesuítas produzem filme sobre a devassidão dos papas da era Borgia

Notícia da Folha de S. Paulo do último domingo, dia 11/04/10:


Padre jesuíta produz filmes em Hollywood


Fundador de empresa diz buscar conteúdo amplo nas produções, mas com "moral"

Além de material original, como "The Borgia Popes", produtora faz filmes educativos e industriais "para pagar as contas"

JOHN ANDERSON
DO "NEW YORK TIMES", EM LOS ANGELES

É o final do século 15 e a duquesa rebelde Caterina Sforza, cujos filhos foram sequestrados por Cesare Borgia, levanta a saia da muralha de seu castelo e grita para 15 mil homens das tropas dele que avançam sobre o local: "Idiotas! Não acham que posso ter mais filhos?".

Mais tarde, com o castelo em escombros, é capturada, estuprada e enviada a Roma, onde o pai de Borgia ocupa um cargo de alto escalão: papa. É material provocante para um filme, com certeza. Especialmente um feito por jesuítas.

"The Borgia Popes" é só um dos projetos da Loyola Productions, produtora sem fins lucrativos, da Califórnia, pertencente a membros da Companhia de Jesus, ordem católica romana de padres e monges cujos membros, ao menos nesse caso, prefeririam não ser vistos como estando à cata de adeptos.

"Em reuniões, dá para ver que pensam: "Estão tentando nos converter'", diz o padre Eddie Siebert, fundador da empresa. "É frustrante, não revelo quem sou até me conhecerem -nem me apresento como padre jesuíta. Tende a assustar."

Fundada em 1534 pelo militar e teólogo basco Inácio de Loyola, os jesuítas já se envolveram em algumas controvérsias: o papa João Paulo 2º reprimiu a ordem na década de 1980 pela independência, dedicação ao ativismo social e pelos questionamentos teológicos.

Conta de luz

"Sobrevivemos graças a pessoas generosas e trabalhando sem parar", diz Siebert, que, para enfrentar a concorrência, também precisa buscar financiamento. "É o que eu faço, mas não em tempo integral."

Mas o fato de ser padre encerra vantagens. "Quando há um bom executivo católico na Sony, aceitam me receber em uma reunião. Às vezes me levam a sério, às vezes dizem: "Que beleza, padre, continue com o bom trabalho'", diz.

"Tento dar conta dessa situação desajeitada de ser um jesuíta espiritualmente fortalecido que comanda uma produtora que quer produzir material de vanguarda. É complicado."

Sediada em um edifício comercial em Culver City, a Loyola produz alguns conteúdos "apenas para pagar a conta de luz". Tem filmes educativos, industriais e a série mais popular da empresa, "Who Cares About the Saints?" (quem se importa com os santos?), promovida pelo sistema de distribuição da Loyola, por universidades católicas, colégios, paróquias, pela Loyola Press e, claro, pela Amazon.com.

Embora Siebert diga que quer criar conteúdos "amplos" ("não necessariamente doutrinais ou dogmáticos"), há moral por trás das produções.

"Espero que haja mesmo. De outro modo, qual seria a razão da existência dela?", pergunta Meyer Shwarzstein, da Brainstorm Media, parceira da produtora no seriado "Something to Talk About" (algo do que falar).

Veterano produtor, Shwarzstein ajuda a desenvolver o drama"Mercy Adjacent" (anterior à série "Mercy"), sobre capelães em um hospital da Nova Orleans pós-Katrina.

"Fui criado em uma família judaica praticante e me interesso por religião. Acho fascinante em "Mercy Adjacent" que nossa sociedade é muito aberta, mas há um desconforto incrível quando o tema é religião."

Tesouros ocultos

Enquanto isso, a Loyola desenvolve projetos adequados à TV. "The Real Deal" (a realidade de fato) traz um dia em que as comunicações por satélite foram interrompidas exceto por mensagens de celular com estatísticas desanimadoras sobre como o mundo está. "Hidden Treasures of the Jesuits" (tesouros ocultos dos jesuítas) traz de obras de arte a artefatos ligados à ordem, como a arma que foi usada no assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando -e levou à Primeira Guerra- ou a tela de Caravaggio descoberta em uma residência paroquial de Dublin.

E há "The Borgia Popes", que Siebert compara à série "The Tudors" -que foi exibida no Brasil pelo People+Arts- mas sem o teor sexual. O filme está sendo escrito pelo monge jesuíta e vice-presidente criativo Michael Breault.

A Loyola é autônoma em relação à Igreja ao menos financeiramente. Mas recebe outro tipo de apoio. "Aqui é possível comandar uma produtora e ser padre também", diz Siebert, que é jesuíta há 25 anos e diplomou-se em cinema pela Universidade Loyola Marymount.

Tradução de CLARA ALLAIN

Universal ensina a arrecadar dinheiro na crise

Notícia da Folha Online (a íntegra dos vídeos pode ser vista lá):


Em vídeo, Bispo da Universal ensina a arrecadar durante a crise


da Reportagem Local

Um vídeo entregue ao Ministério Público de São Paulo por um ex-voluntário da Igreja Universal revela a pregação combinada entre os bispos da cúpula da igreja para obter dízimos dos fiéis em meio à crise econômica de 2008.

As gravações são de duas reuniões feitas por videoconferência, conduzidas pelos líderes na sede, em São Paulo, e acompanhadas em tempo real nos Estados.

Segundo a reportagem de Rubens Valente publicada nesta terça-feira na Folha, as reuniões foram coordenadas pelo bispo Romualdo Panceiro, considerado o segundo nome mais importante na igreja e apontado pelo líder Edir Macedo como o seu sucessor.

Em um dos vídeos, Panceiro orienta outros bispos a recorrerem a trechos da Bíblia nos quais se narra que o personagem biblíco Isaac, para escapar de uma grande fome, recebeu orientação divina para semear no solo ruim, e por isso foi agraciado.

A outra gravação mostra o bispo Romualdo contando que um carro-forte que transportava R$ 52 mil arrecadados pela igreja entre os fiéis havia sido assaltado na Grande SP por um grupo de 15 homens armados. Ele atribui a autoria do crime a policiais e narrou que os pastores e bispos deveriam buscar contato com a criminalidade.

Vídeos

Veja a seguir a íntegra dos vídeos, que foram entregues ao Ministério Público pelo ex-voluntário da Universal e ourives Eduardo Cândido da Silva. Ele obteve os CDs de um amigo, um ex-pastor regional que hoje atua em outra igreja.

O ourives move uma ação para o ressarcimento de R$ 232 mil referentes a supostos cheques sem fundos passados por pastores pela venda de joias.

Outro lado

A Igreja Universal do Reino de Deus informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os fiéis têm "liberdade absoluta" e "da maneira que acharem correta" para fazer ou não doações financeiras à igreja.

"Como já explicado reiteradas vezes à Folha de S. Paulo, a Iurd é uma denominação evangélica neopentecostal que possui como doutrina a Teologia da Prosperidade. Ou seja, acredita na intervenção divina também para o bem-estar material do homem. O exercício de fé pregado por seus bispos e pastores tem como único fundamento a prática dos ensinamentos da Bíblia", informou a igreja, em nota.




segunda-feira, 12 de abril de 2010

Cardeal diz que pedofilia não tem nada a ver com celibato

Notícia do site R7:

Cardeal relaciona pedofilia com homossexualidade

Bertone afirmou no Chile que o Vaticano tomará novas iniciativas contra a pedofilia

O cardeal, Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, disse nesta segunda-feira (12) em Santiago (Chile) que a pedofilia entre os sacerdotes tem mais a ver com a homossexualidade do que com o celibato.

O cardeal afirmou que o Vaticano tomará novas iniciativas surpreendentes contra a pedofilia.

- Muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas outros comprovaram e me disseram recentemente que há relação entre a homossexualidade e a pedofilia. Isso é verdade, este é o problema.

O segundo no poder do Vaticano que realiza uma visita oficial ao Chile afirmou que o papa Bento 16 tomará ainda outras iniciativas contra as denúncias de pedofilia.

- Não posso antecipar, mas estão sendo pensadas outras ações que irão surpreendê-los.

Bertone lembrou que o papa Bento16 pediu perdão pelos abusos cometidos por religiosos em vários discursos.

Assassinato de líder racista sulafricano teria motivação homossexual


A notícia do Estadão abaixo pode mostrar apenas uma cortina de fumaça para acobertar o crime de ódio, mas a gente nunca pode perder a capacidade de ser surpreendido pelas notícias (e pelas verdades que se escondem atrás das versões) que nos atropelam a cada minuto. Entretanto, a se confirmar a história, será mais uma a confirmar a teoria de que por trás dos preconceitos mais arraigados se escondem os fetiches e as taras mais sublimadas. Infelizmente. 

Morte de líder pró-apartheid teria motivação sexual 

  A polícia sul-africana admitiu ontem, pela primeira vez, que investiga a possibilidade de haver uma motivação sexual para o assassinato do líder supremacista branco Eugene Terreblanche, morto a pauladas na semana passada. 

A defesa dos acusados alega que eles estavam se protegendo das "investidas homossexuais de Terreblanche". "Há um forte componente de sodomia que levou ao homicídio", disse Puna Moroko, um dos advogados dos dois negros, um de 27 e outro de 15 anos, que trabalhavam para o fundador do Movimento de Resistência Africâner (AWB). 

Terreblanche foi morto no dia 3, na casa dele, no vilarejo de Ventersdorp, norte do país. Ele foi encontrado na cama com as calças abaixadas até os joelhos. No chão do quarto foi encontrado um preservativo usado. No início, a polícia negou que houvesse um preservativo na cena do crime. Ontem, porém, o tenente Jan Mabula, um dos responsáveis pela investigação, disse que "nenhuma hipótese está descartada". 

Os rumores ganharam ainda mais força depois que a polícia formalizou contra os dois negros a acusação de injúria, que no direito sul-africano envolve algum tipo de abuso sexual da vítima.

O AWB divulgou nota ontem refutando as especulações sobre a morte de seu líder e voltou a acusar Julius Malema, presidente da Liga Jovem do Congresso Nacional Africano (CNA), partido governista. 

Segundo os extremistas, Malema é responsável pelo crime porque sempre canta em seus comícios a música Shoot the boer ("Atire no bôer"), que prega a violência contra os fazendeiros brancos. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os tucanos são cheirosos

Tucanos gostam de perfumes caros. É o que informa a colunista da Folha de S. Paulo, Eliane Cantanhede, durante a cobertura do congresso do PSDB que sacramentou a pré-candidatura de José Serra à Presidência da República no último sábado, 10 de abril. Tentando disfarçar que a política brasileira fede de cabo a rabo e de fio a pavio, a jornalista disse que o PSDB é um "partido de massa cheirosa", ao contrário das massas reunidas por outros partidos, que não cheirariam tão bem assim. Indisfarçável, entretanto, é a euforia da colunista em meio aos tucanos. Como diz a sabedoria do povão malcheiroso, ela estava feliz como um pinto no lixo...


Papas ateus querem prender papa católico

Os líderes da "religião ateia", Richard Dawkins e Christopher Hitchens, não perdem uma oportunidade de aparecer, conforme a notícia da BBC abaixo:

Intelectuais britânicos querem prisão do papa por abusos na Igreja


Dois renomados intelectuais britânicos expressaram sua intenção de processar o papa Bento 16 pelo seu papel nos casos de abusos sexuais envolvendo padres da Igreja Católica em diversas partes do mundo.

Os escritores Richard Dawkins e Christopher Hitchens disseram que moverão um processo contra o papa tanto na Justiça da Grã-Bretanha, país que o pontífice visitará em setembro, quanto na Corte Penal Internacional.

Dawkins, biólogo de formação, é um conhecido autor de livros que questionam a validade e a veracidade das religiões. Seu trabalho mais conhecido, Deus, um Delírio, vendeu mais de 1,5 milhão de cópias e virou um best-seller publicado em mais de 30 países.

Hitchens é filósofo e cientista político pela Universidade de Oxford, e colunista de diversas publicações, como Vanity Fair, Harper's e Granta.

A argumentação jurídica seguiria a mesma lógica da ação que culminou com a prisão do ex-ditador chileno Augusto Pinochet durante sua visita a Londres em 1998.

Os pensadores alegam que o pontífice "não é imune à prisão no Reino Unido" porque, apesar de ser o chefe do Vaticano, não é um chefe de Estado reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU).

"Acredito que a Justiça britânica rejeitará (o argumento de imunidade do papa)", disse o advogado especializado em direitos humanos que representará os escritores, Mark Stephens.

"Se o papa viesse em visita de Estado, normalmente um chefe de Estado teria imunidade soberana. O que defendo é que ele não é um soberano, não é chefe de Estado, por isso não pode se valer dessa defesa."

Dawkins e Hitchens e seu advogado crêem que podem acusar o papa de crime contra a humanidade.

Escândalos

Bento 16 tem sido alvo de críticas diante das inúmeras denúncias de abusos de menores que surgiram, porque ele chefiava o braço da Santa Sé responsável pela disciplina.

Em muitos casos o papa, então cardeal Joseph Ratzinger, é acusado de omissão. Mas no fim da semana passada veio a público uma carta de 1985 em que ele resiste à ideia de destituir das funções sacerdotais o padre americano Stephen Kiesle, acusado de abuso sexual.

O então cardeal Ratzinger afirmou na carta que o "bem da Igreja universal" precisava ser levado em conta em um ato como a destituição das funções sacerdotais.

O Vaticano confirmou a assinatura do cardeal no documento, revelado pela agência de notícias Associated Press.

Em resposta à divulgação da carta, o porta-voz do Vaticano disse que o documento foi apresentado "fora do contexto".

Pornografia pára metrô na Suécia

A notícia é do site Vírgula... imagine se a moda pega...

Funcionário viciado em pornografia trava metrô na Suécia

Um controlador de tráfego metroviário na Suécia conseguiu travar a circulação de trens por causa do excesso de pornografia. Segundo a polícia da cidade de Gavle, o trabalhador, de 52 anos, infectou o sistema de gerenciamento do metrô com uma avalanche de vírus provenientes de sites eróticos.

Indignada, a direção da companhia emitiu um comunicado oficial ao funcionário dizendo que milhares de passageiros foram prejudicados por causa de seu vício em pornografia. E disse ainda que faz tempo que o funcionário tem apresentado baixo rendimento porque fica cansado demais para trabalhar depois de tanto entretenimento na internet.

Segundo o tabloide The Sun, um condutor de trens confirmou que o homem dormia em sua sala e esquecia de liberar os trens para entrar na estação.

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