quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Brasil normaliza relações com o Irã


A informação é da Agência Brasil:

Brasil poderá ampliar parcerias comerciais com o Irã

Sabrina Craide

O governo brasileiro deverá iniciar em breve tratativas para novas parcerias comerciais com o Irã. Segundo o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, o governo recebeu em novembro correspondência em que o governo iraniano manifesta interesse em desenvolver parcerias comerciais com o Brasil que envolvem produtos como tecnologia, automóveis e equipamentos brasileiros. O assunto será tratado pelos ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

“O Brasil tem uma boa relação com o Irã, que acaba de vencer a questão das barreiras, portanto, é um grande mercado para o nosso país e, óbvio, nós temos todo o interesse em ampliar esse intercâmbio", disse Braga. O assunto foi tratado na manhã de hoje (11) em uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff. Uma reunião com o embaixador do Brasil no Irã deve ser marcada para discutir a questão.

Recentemente, os Estados Unidos e a União Europeia decidiram suspender as sanções aplicadas ao Irã, logo após a Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) confirmar que o país cumpriu todas as exigências do acordo nuclear assinado em Viena. De acordo com o ministro de Minas e Energia, o Brasil tem interesse em acordos na área de energia. “Eles têm petróleo, têm muito gás, nós temos uma indústria de petróleo, temos interesses, viemos ao longo dos últimos meses tratando com iranianos a questão de refinarias no Brasil.”

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, entre 2002 e 2009, a corrente bilateral de comércio entre Brasil e Irã passou de US$ 500 milhões para US$ 1,24 bilhão. Em 2010, o Irã tornou-se o segundo maior comprador de carne do Brasil, ficando atrás apenas da Rússia.



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Papa João Paulo II teve relação "intensa" com filósofa

Já no fim da vida, João Paulo II recebeu Anna-Teresa Tymieniecka no Vaticano

A matéria é da BBC Brasil:

Correspondência revela relação ‘intensa’ de João Paulo 2º com filósofa

Centenas de cartas e fotos contam a história de uma relação próxima entre o papa João Paulo 2º e uma mulher casada, que durou mais de 30 anos.

A BBC teve acesso a parte da correspondência trocada entre o papa e a filósofa polonesa naturalizada americana Anna-Teresa Tymieniecka, que foram mantidas em segredo por anos pela Biblioteca Nacional da Polônia.

Os documentos revelam uma face pouco conhecida do pontífice, que morreu em 2005.

Não há sugestão de que o papa tenha quebrado seu celibato.

Quando ambos se conheceram, em 1973, o então cardeal Karol Wojtyla era arcebispo de Cracóvia. Como ele, Tymieniecka era polonesa e tinha vivido a ocupação nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Após a guerra ela foi estudar no exterior e veio a desenvolver carreira como filósofa nos Estados Unidos, onde se casou e teve três filhos.

Tymieniecka contatou o futuro papa sobre um livro de filosofia que ele havia escrito. Ela então viajou dos EUA até a Polônia para discutir o trabalho.

A troca de cartas começou pouco depois. As cartas do cardeal eram formais no começo, mas se tornaram mais íntimas à medida que a amizade crescia.

A dupla decidiu trabalhar em uma versão ampliada do livro do cardeal The Acting Person (Pessoa em ação, em tradução livre). Eles se encontraram por muitas vezes - às vezes com a secretária de Wojtyla presente, às vezes a sós - e se corresponderam frequentemente.

Em 1974, ele escreveu que estava relendo quatro cartas de Tymienkiecka escritas em um mês porque eram "significativas e profundamente pessoais".

No verão de 1976, o cardeal Wojtyla liderou uma delegação de bispos poloneses em um grande encontro católico nos EUA, e Anna-Teresa Tymieniecka o convidou a ficar na casa de campo da família na pequena cidade de Pomfret, em Vermont. Era o tipo de vida na natureza que o papa adorava, e as fotos feitas à época mostram o futuro papa relaxado e descontraído.

Ela aparentemente revelou sentimentos fortes pelo papa porque as cartas escritas por Wojtyla logo depois sugerem um homem lutando para definir em termos cristãos a amizade que mantinham.

Em setembro de 1976, ele escreve: "Minha querida Teresa, recebi todas as três cartas. Você escreve sobre estar arrasada, mas não consegui encontrar resposta a essas palavras."

Ele a descreve como um "presente de Deus".

"Aqui temos uma das grandes figuras públicas transcendentais do século 20, o chefe da Igreja Católica, em uma relação intensa com uma mulher casada", diz Eamon Duffy, professor de história do cristianismo na Universidade de Cambridge.

A BBC não teve acesso às cartas escritas por Tymienkiecka. Acredita-se que cópias tenham sido incluídas no arquivo da filósofa que foi vendido à Biblioteca Nacional da Polônia em 2008, seis anos após a morte dela. Mas elas não estavam lá quando a BBC consultou o arquivo. A biblioteca não confirmou a posse das cartas de Tymienkiecka.

Marsha Malinowski, uma comerciante de manuscritos raros que negociou a venda das cartas, diz acreditar que Tymienkiecka tenha se apaixonado pelo cardeal Wojtyla logo no começo do relacionamento entre os dois. "Acho que isso se reflete completamente na correspondência", afirmou à BBC.

As cartas revelam que o cardeal deu a Tymienkiecka um de seus objetos mais preciosos, um escapulário - um colar de devoção com dois quadrados pequenos, geralmente de pano.

Em uma carta de 10 de setembro de 1976, ele escreveu: "No ano passado já estava buscando uma resposta a essas palavras: 'Eu pertenço a você', e finalmente, antes de partir da Polônia, encontrei uma maneira, um escapulário. A dimensão na qual aceito e sinto você em todo lugar em todos os tipos de situações, quando você está perto e quando está distante."

Após tornar-se papa, ele escreveu: "Estou escrevendo após o evento, para que a correspondência entre nós continue. Prometo que me lembrarei de tudo nesse novo estágio da minha jornada".

O cardeal Wojtyla tinha várias amigas, entre elas Wanda Poltawska, psiquiatra com quem trocou cartas por décadas.

Mas suas mensagens a Tymienkiecka às vezes são muito mais intensas, e em alguns pontos lutavam com o sentido da relação que mantinham.

Canonização

João Paulo 2º foi diagnosticado com mal de Parkinson no começo dos anos 1990, e passou a ficar cada vez mais isolado no Vaticano. Anna-Teresa Tymieniecka o visitava com frequência, e mandava flores e fotos de sua casa em Pomfret.

Após a última visita dele à Polônia, ele escreveu: "Nosso lar comum; tantos lugares onde nos encontramos, onde tivemos conversas tão importantes para nós, onde vivenciamos a beleza da presença de Deus".

O marido de Tymienkiecka, Hendrik Houthakker, era um conhecido economista de Harvard. Após a queda do comunismo, ele aconselhou João Paulo 2º sobre a economia dos países do leste europeu, e o papa o homenageou pelos serviços prestados.

O papa João Paulo 2º morreu em 2005, depois de um pontificado de quase 27 anos. Em 2014 ele foi declarado santo.

O processo de canonização costuma ser longo e custoso, mas o de Wojtyla levou apenas nove anos.

Normalmente o Vaticano requisita todos os escritos públicos e privados quando avalia um candidato a santo, mas a BBC não conseguiu confirmar se a correspondência com Tymieniecka foi examinada.

A Congregação para as Causas dos Santos, órgão do Vaticano responsável pelas canonizações, disse que cabe aos fieis católicos decidir sobre o envio de documentos úteis aos processos.

"Todas nossas tarefas foram cumpridas", informou o órgão, em nota. "Todos os documentos privados enviados por fieis e documentos localizados em importantes arquivos foram estudados."

Para a Biblioteca Nacional da Polônia, não foi uma relação única. A instituição diz que foi apenas uma entre várias amizades próximas que o papa teve durante sua vida.



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Igreja russa paga dívida com orações

Eu fico até com medo de republicar essa notícia aqui no Brasil, porque o que vai ter de gente fundando "igrejas" (e aproveitando as denominações já existentes) pra pagar dívidas com "orações" não tá no gibi...

A matéria é da BBC Brasil:

Igreja russa 'paga' dívida de R$ 15 mil com orações

Uma igreja ortodoxa russa encerrou uma dívida de 300 mil rublos (R$ 15 mil) em troca de orações pela saúde dos credores.

O caso envolveu a diocese, localizada na cidade de Nizhny Novgorod, a quinta maior do país, e uma construtora. A companhia havia instalado um sistema de calefação em um dos edifícios da instituição religiosa, informou o site de notícias russo Znak.

A igreja alegou, no entanto, que só tinha dinheiro para pagar metade da dívida total ─ de cerca de 916 mil rublos (R$ 46 mil).

Antes de a briga ser levada aos tribunais, as duas partes chegaram a um acordo quando os donos da construtora, que são fiéis da diocese, aceitaram eliminar parte do débito por orações.

Segundo a Justiça russa, é a primeira vez que um acordo do tipo é realizado.

O departamento jurídico da diocese afirmou ao site de notícias russo Gazeta.ru que a ideia partiu dos próprios credores. “Ficamos surpresos...Eles mesmos vieram com a sugestão", afirmou um representante da igreja.

O diretor de vendas da construtora, Andrei Lepustin, afirmou que os donos da empresa não planejam checar como o acordo será implementado.

"Respeitamos a diocese e somos todos fiéis da Igreja Ortodoxa russa", disse ele ao Gazeta.ru.

"Dependerá da consciência deles implementar (o acordo), mas confiamos neles e já sentimos os frutos das orações, na medida em que os indicadores econômicos da companhia vêm mostrando um desempenho positivo", acrescentou.



domingo, 14 de fevereiro de 2016

Morte de líder conservador da Suprema Corte deixa EUA em suspense


Morreu ontem, mais exatamente na noite de 12 para 13 de fevereiro de 2016, enquanto dormia, o Juiz Antonin Scalia da Suprema Corte dos Estados Unidos.

Scalia faleceu aparentemente de causas naturais menos de um mês antes de completar 80 anos de idade, o que ocorreria no próximo dia 11 de março.

Nascido em Trenton (New Jersey), filho de imigrantes italianos católicos, Antonin Scalia desenvolveu uma brilhante carreira jurídica, formando-se em Direito na prestigiada Harvard Law School, trabalhando como advogado depois em um escritório de Cleveland (Ohio), dando aulas nas Universidades de Virginia e Chicago, até começar uma carreira como juiz federal na Corte de Apelações do Circuito de Washington (DC) em 1982, função para a qual foi nomeado pelo então presidente norteamericano Ronald Reagan.

Foi o mesmo Reagan que - em 1986 - o indicou para substituir a vaga deixada na Suprema Corte pela aposentadoria do seu então presidente, Warren Burger. Seu nome foi confirmado pela unanimidade do Senado e Scalia se tornou o primeiro Juiz de origem italiana naquele Tribunal.

Ao longo de sua judicatura na Suprema Corte dos EUA, Scalia se tornou conhecido por suas opiniões firmes e algumas vezes ferozes (segundo seus inimigos), além de liderar a defesa das hostes conservadoras em assuntos-tabu como aborto, liberdade religiosa, imigração e questões de gênero, raça e orientação sexual.

A Suprema Corte é composta por 9 Juízes (chamados de "Justice" em inglês cada um deles), e as causas polêmicas que lá chegaram ao longo dessas décadas sempre foram decididas por apertada maioria de votos, geralmente 5 a 4 para um lado ou outro, como aconteceu na recente autorização constitucional para o casamento gay, no caso Obergefell v. Hodges, promulgada em 26 de junho de 2015, que contou com forte oposição do "Justice" Antonin Scalia.

(No Brasil os juízes das Cortes Superiores - STF, STJ, etc. - são chamados de "Ministros" - o Supremo Tribunal Federal é o equivalente brasileiro da Suprema Corte americana)

A vaga deixada pelo finado Juiz se torna, agora, alvo de profundas discussões na sociedade americana. Afinal, 2016 é um ano eleitoral e o último ano do governo de Barack Obama, o que representa - quase certamente - a derradeira oportunidade que ele tem de indicar um jurista mais afinado com suas posições liberais.

Por enquanto, os republicanos têm a maioria dos votos no Senado, e - antes que o corpo de Scalia esfriasse - já fizeram questão de dizer que só vão aceitar a nomeação de alguém afinado com o seu conservadorismo.

Já os democratas, partido que pode continuar na presidência após as eleições de 2016 com Hillary Clinton ou Bernie Sanders, querem que as instituições sejam respeitadas e o Senado cumpra sua função de arguir em sessão pública o nomeado por Obama, aceitando-o ou rejeitando-o, independentemente do calendário eleitoral.

Os pré-candidatos republicanos à Presidência dos EUA, cuja liderança momentânea está com Donald Trump, são vistos com menos chances de vencer o pleito que se realizará em novembro, mas já se movimentam no sentido de impedir que Obama preencha a vaga de Scalia com alguém que não tenha as suas mesmas opiniões conservadoras.

São muitos e variados os cenários possíveis. Alguns comentaristas dizem que Obama pode nomear um latino ou um afroamericano para a Suprema Corte, o que deixaria os republicanos numa tremenda saia justa se o rejeitassem.

Outros comentam que a tática de protelar a votação do nome indicado por Obama pode significar um futuro revés para os republicanos, pois existe a possibilidade de maioria republicana no Senado se esfacelar em 2017, e isto deixaria um eventual novo presidente também democrata com chances de nomear e aprovar um Juiz ultraliberal.

O presidente Obama fez um pronunciamento à nação por rede nacional de televisão ontem à noite, elogiando a carreira pública de Scalia, mas aproveitou a oportunidade para, ainda que de maneira rápida, deixar claro que não vai se abster de sua prerrogativa de indicar o próximo integrante da Suprema Corte.

Enquanto isso, a sociedade americana verá capítulos político-ideológicos dignos dos melhores thrillers de Hollywood.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

O encontro do papa com o patriarca ortodoxo russo em Cuba


Ontem, 12 de fevereiro de 2016, foi um dia histórico para a cristandade. Depois de séculos de separação, o papa Francisco se encontrou com o patriarca Kiril, da Igreja Ortodoxa Russa, no aeroporto de Havana, capital de Cuba, conforme vínhamos divulgando aqui no blog nos últimos dias.

Com cerca de 200 milhões de fiéis, a Igreja Ortodoxa Russa é a maior dentre as comunidades ortodoxas orientais, e até ontem, era a mais reticente em conversar com os católicos, devido ao cisma de 1054, que afastou definitivamente os patriarcados ortodoxos do Oriente do papado de Roma.

Embora evangelizada desde o século IX via Kiev, hoje na Ucrânia, a Rússia somente teve o seu patriarcado autocéfalo (reconhecido como independente pelas demais comunidades ortodoxas) em 1589, com Job sendo o primeiro Patriarca de Moscou e de todas as Rússias.

A Igreja Ortodoxa Russa se tornou, com o avançar dos séculos, a comunidade cristã mais representativa do Oriente, passando a se considerar como a verdadeira sucessora de Roma no imaginário cristão, e imiscuindo-se cada vez mais na política, tanto que o nome do imperador russo (tsar, tzar ou czar) deriva da palavra latina Caesar ("César").

Perseguida durante a etapa comunista da União Soviética (1917-1991), os ortodoxos russos não perderam sua força e hoje têm uma relação bastante próxima com o presidente Vladimir Putin, a quem muitos atribuem um certo "empurrãozinho" para que a reunião de ontem acontecesse.

Coube ao presidente de Cuba, Raúl Castro, servir como uma espécie de "testemunha" para a declaração conjunta dos dois pontífices. O texto integral está no portal da Rádio Vaticano.

Afinal, política, religião e diplomacia continuam fazendo o planeta girar a seu bel prazer desde que o mundo é mundo.

Kiril é o atual patriarca de Moscou, e coube a ele o privilégio de se encontrar com o papa Francisco ontem em Havana, pondo fim a uma separação que remonta à Idade Média.

O encontro dos dois líderes foi bastante fraternal e amistoso, conforme se pode ver no vídeo abaixo, e a melhor conclusão dele foi dada pelo papa Francisco, que disse que "a unidade se faz caminhando".

De fato, a jornada para a reconciliação entre as duas confissões é longa e dura, mas o primeiro e significativo passo foi dado ontem em Cuba.






sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Zika promove agitação política e religiosa no Brasil


Não são só as águas paradas que estão sendo agitadas no país, segundo o que se depreende da matéria publicada no HuffPost Brasil:

Dilma pede que igrejas mobilizem fiéis na luta contra o Aedes aegypti

Paulo Victor Chagas

A presidente Dilma Rousseff fez nesta quarta-feira (10) um apelo a todas as igrejas cristãs para que mobilizem os fiéis no combate ao mosquito transmissor do vírus Zika.

Dilma recebeu esta tarde, no Palácio do Planalto, líderes de diferentes denominações religiosas para pedir que ajudem na orientação à sociedade sobre o trabalho para eliminar os criadouros do Aedes aegypti, que também transmite a dengue e a febre chikungunya.

A presidente destacou que as lideranças religiosas possuem credibilidade para engajar os fiéis no combate ao inseto, evitando o acúmulo de água parada em casa. Segundo o governo, dois terços dos focos do mosquito estão localizados em residências.

Mais cedo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) lançaram a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016, cujo objetivo é alertar sobre o direito de todas as pessoas ao saneamento básico e debater políticas públicas e ações que garantam a integridade e o futuro do meio ambiente.

De acordo com o bispo dom Flávio Irala, presidente do Conic, Dilma lançou fez o convite e lançou um “desafio” para que as congregações ajudem na mobilização. “Historicamente, somos deficitários quanto à questão do saneamento básico. Mas a gente vê uma grande vontade e um grande investimento que já tem sido feito pelo atual governo no sentido de resolver esse sério problema”, disse.

O bispo disse que o cuidado com o espaço comum também é de responsabilidade dos moradores, e não somente do Poder Público, e que o objetivo da campanha é fazer um “grande chamado” para que os cristãos participem dos conselhos municipais e cobrem melhorias no saneamento. Segundo o presidente da Aliança Batista do Brasil, Joel Zeferino, o tema ainda é um “grande problema” que não foi resolvido no Brasil.
“Antes da epidemia do Zika, nós temos milhares de outros problemas relacionados ao saneamento básico. As crianças ainda morrem de diarreia. Embora o Brasil tenha uma grande cobertura de água potável, ainda há locais onde as pessoas não têm acesso à água potável, e isso também mata as pessoas. É preciso que a sociedade cobre dos Poderes Públicos, sobretudo os municipais, sobre o investimento de recursos para solucionar o problema”, disse.
O arcebispo núncio apostólico da Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, Tito Paulo Tuza, disse que vai orientar os padres da sua religião, que possui cerca de 200 mil fiéis, para que dediquem cinco minutos de cada celebração a orientarem as pessoas sobre a necessidade de se evitar o acúmulo de lixo e de água parada em casa.

Aborto

Diante do aumento dos casos de microcefalia em bebês filhos de mulheres que contraíram o vírus Zika, o debate sobre o aborto voltou à tona entre especialistas e religiosos. As lideranças das igrejas disseram que o tema não foi tratado na reunião com Dilma, mas concordaram com a urgência de se aprofundar no assunto.

De acordo com Joel Zeferino, a Aliança Batista do Brasil ainda não tem uma posição a respeito do tema.
“Nós entendemos que este é um tema que precisa ser discutido com a sociedade de forma muito democrática e aberta, e sobretudo, é preciso incluir nesse debate as mulheres que sofrem esse aborto e sobretudo as mulheres de periferia das nossas cidades, as mulheres negras, que são aquelas que de fato fazem esses abortos ilegais. Todos falam a respeito do tema, menos as mulheres que sofrem esse aborto, então é preciso empoderá-las”, afirmou.
“Tudo isso é um processo que precisamos tratar com urgência da questão, mas ainda não temos nenhuma discussão feita”, disse Flávio Irala, bispo da Diocese Anglicana de São Paulo. Já a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia proíbe todos os casos de aborto, com exceção de quando as mulheres correm risco de morrer.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Patriarca ortodoxo russo visitará o Brasil

A informação é da Agência Brasil:

Patriarca da Igreja Ortodoxa começa amanhã viagem pela América Latina

Ana Cristina Campos

O patriarca ortodoxo russo Kirill fará visita a Cuba, Paraguai e Brasil entre os dias 11 e 21 deste mês. Na primeira parada, em Cuba, ele terá um encontro histórico com o papa Francisco no dia 12, no Aeroporto de Havana.

Segundo o Vaticano, será “o primeiro encontro da história” entre os dois principais dirigentes cristãos do Ocidente e do Oriente, separados desde o Grande Cisma de 1054 que dividiu a cristandade.

A reunião ocorrerá durante uma visita à América Latina do patriarca Kirill e da viagem ao México do papa Francisco, que será entre os dias 12 e 18.

O encontro terá início com uma reunião de duas horas e será concluído com a assinatura de uma declaração comum. O chefe das Relações Exteriores da Igreja Ortodoxa russa, metropolitano Hilarion de Volokolamsk, informou que o tema das perseguições aos cristãos será central na conversa entre os líderes. Ele disse esperar que o encontro entre Francisco e Kirill “abra uma nova página nas relações entre as Igrejas”.

“A situação atual no Oriente Médio, no Norte e no Centro da África e, em outras regiões, onde extremistas estão perpetrando um verdadeiro genocídio contra a população cristã, tem requerido medidas urgentes e cooperação mais próxima entre as igrejas. Nesta trágica situação, é necessário colocar de lado as desavenças internas e unir esforços para salvar a cristandade nas regiões onde está sujeita a mais severa perseguição”, afirmou o chefe das Relações Exteriores da Igreja Ortodoxa russa.

Durante sua estada em Cuba, está planejada a visita do patriarca russo ao ex-presidente Fidel Castro e ao atual dirigente Raúl Castro. No domingo (14), Kirill vai celebrar missa em uma igreja ortodoxa russa em Havana e seguirá para o Paraguai, onde será recebido pelo presidente Horacio Cartes, segundo o metropolitano Hilarion.

Brasil

No dia 19, o patriarca Kirill estará em Brasília e, de acordo com a Igreja Ortodoxa russa, será recebido pela presidenta Dilma Rousseff. A Secretaria de Imprensa da Presidência da República não confirma o encontro.

No dia 20, o líder da Igreja Ortodoxa russa estará no Rio de Janeiro onde rezará missa no Corcovado. No dia seguinte, ele conclui, em São Paulo, a viagem pela América Latina.

Edição: Talita Cavalcante



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Implicações diplomáticas do encontro do papa com o patriarca ortodoxo russo


A matéria é do IHU:

Santa teimosia. A diplomacia do encontro entre o Papa e Kyrill


"Que este encontro ocorra em Cuba – ilha um tempo símbolo da guerra fria que estava para transformar-se em conflito nuclear, se não tivesse sido pela audaz e profética intervenção do Papa Francisco, caiu outro muro simbólico, é um daqueles sinais dos tempos que é preciso captar: como teria sido possível prosseguir na denegação de um abraço entre irmãos na mesma fé, quando até aguerridos inimigos históricos decidem voltar a se falar? Ali, no aeroporto daquela ilha, se manifestará a eficácia da convicção do Papa Francisco, que possamos definir santamente teimosa: entre irmãos cristãos não se pode não encontrar-se", observa Enzo Bianchi, prior do Mosteiro de Bose, teólogo leigo, em artigo publicado por Repubblica, 07-02-2016. A tradução é de Benno Dischinger. 


Eis o artigo.


Não o acaso, não as coincidências, mas o paciente trabalho de tantas pessoas, as preces de muitos fiéis, a resoluta vontade dos dois primazes e as circunstâncias históricas fizeram, sim, que este abraço ocorresse não na Europa, ante as multidões ortodoxas ou católicas movidas pelo extraordinário evento, mas na ilha do Caribe, num aeroporto, lugar laico por excelência, ágora da era contemporânea, espelho evocativo de viagens, de chegadas e partidas, onde as pessoas se cruzam, mas não se conhecem, mas também lugar simbólico de decolagens para novos horizontes e perspectivas.

Aquela disponibilidade patenteada pela presença de observadores do patriarcado de Moscou no Concílio Vaticano II, aquele auspício levado a Roma pelo metropolita Nikodim falecido entre os braços de João Paulo I, aquele elo cultivado de uma parte e da outra pela ex-cortina de ferro de modo particularmente intenso após a queda do regime soviético, aquele desejo alimentado pelos esforços de João Paulo II e pela sabedoria de Bento XVI é hoje uma realidade, ao mesmo tempo fruto de anos laboriosos e germe de messes ainda mais abundantes.

João Paulo II havia sonhado com a viagem a Moscou e foram feitas tentativas significativas, mas sempre se confrontara com a recusa da igreja ortodoxa russa que repetia: “os tempos não estão maduros”. De fato, a memória dos conflitos patriótico-religiosos entre a Polônia católica e a Rússia ortodoxa e a defesa dos uniatas greco-católicos na Ucrânia da parte de um Papa polaco não dissipava a desconfiança. Fora projetado um encontro no mosteiro beneditino de Pannonhalma na Hungria, depois na Áustria, alguns haviam ventilado o encontro em torno ao Sudário em Turim... mas, de fato nenhuma hipótese resultara praticável.

O que, então, acelerou este encontro, preparado com discrição há meses, mas anunciado no último momento? Quem segue desde o início o intensificar-se das relações entre Roma e Moscou, quem conhece o que anima simples trocas de cortesias ou mensagens aparentemente rituais de vizinhança e fraternidade, pode pesar o alcance deste encontro além de todo cálculo geo-religioso ou de realpolitik.

É um encontro que é fruto de sapiente tessitura diplomática, mas antes e mais ainda de uma consciência compartilhada: os cristãos devem prestar contas de suas divisões e dos esforços para superá-las não por uma instância internacional, mas pela precisa vontade de seu único Senhor. As recaídas concretas também fora do espaço eclesial existirão, certamente, e serão extremamente significativas, mas mais decisivas ainda serão as consequências no plano do diálogo ecumênico e da busca da unidade dos cristãos.

Não se falará de problemas teológicos – por isso faz anos que a comissão mista católico-ortodoxa, e nenhuma igreja ortodoxa particular é habilitada a diálogos teológicos bilaterais – mas, sobretudo dos problemas onerados de sofrimento dos católicos e dos ortodoxos na Ucrânia e dos cristãos perseguidos no Oriente Médio, os quais pedem solidariedade e ajuda.

É significativo, em todo caso, que a Igreja greco-católica na Ucrânia tenha adotado somente agora, após vinte e dois anos, o que tinha sido firmado entre católicos e ortodoxos em Balamand, em 1993: “a recusa do unitarismo como método de busca da unidade de pesquisa da unidade porque oposto à tradição comum das nossas igrejas”.

Também o metropolita Hilarion, ao apresentar o evento, recordou que motivos de tensão permanecem, sobretudo na intricada questão ucraniana, bem como impulsos à solidariedade se fazem urgentes nos Países onde os cristãos, independentemente de sua confissão, são vítimas de arbitrariedades, violências e perseguições.

Mas, na ótica cristã, o principal fator de aproximação não são as adversidades que surgem dentro ou fora do espaço eclesial, nem as oportunidades estratégicas de hipotéticas santas alianças, e sim a vontade de restabelecer aquela comunhão fraterna que é grande sinal que caracteriza os discípulos de Cristo.

Uma concórdia não “contra”, não em oposição a inimigos externos, mas fruto de uma comum conversão ao Senhor da paz e da unidade. Os cristãos não procuram a unidade porque assim lhes convém a ser muito mais numerosos, mais fortes de modo a contar mais plenamente entre os poderosos deste mundo: a procuram porque é a precisa vontade do próprio Jesus, e, segundo os Evangelhos, é o último preceito por Ele confiado aos seus discípulos.

É fácil imaginar que este encontro terá um peso considerável também sobre os trabalhos do próximo sínodo pan-ortodoxo: não porque expressão de alguma ingerência do bispo de Roma nas questões internas ao cristianismo do Oriente, mas porque capaz de favorecer um clima de diálogo e de recíproca compreensão também no interior da própria ortodoxia.

Não por nada, o primeiro a alegrar-se por este anúncio foi precisamente o patriarca ecumênico Bartholomeos. A nítida cordialidade de relações subitamente instaurada entre Francisco e Bartholomeos – o primus inter pares da ortodoxia – poderá agora caracterizar também as relações com o primaz da Igreja ortodoxa com o maior número de fiéis. Uma vez que dois guardiões se cruzam e dois corações se falam, de fato, é difícil que o gelo e a distância voltem a fazer sentir seu desconforto.

Que, enfim, este encontro ocorra em Cuba – ilha um tempo símbolo da guerra fria que estava para transformar-se em conflito nuclear, se não tivesse sido pela audaz e profética intervenção do Papa Francisco, caiu outro muro simbólico, é um daqueles sinais dos tempos que é preciso captar: como teria sido possível prosseguir na denegação de um abraço entre irmãos na mesma fé, quando até aguerridos inimigos históricos decidem voltar a se falar? Ali, no aeroporto daquela ilha, se manifestará a eficácia da convicção do Papa Francisco, que possamos definir santamente teimosa: entre irmãos cristãos não se pode não encontrar-se.

Lembrando-se das palavras de Jesus “Se alguém te pede andar uma milha, anda com ele duas” (MT 5, 41) – Francisco não solicitou que o patriarca se movesse para ele indo a Roma – como já fizeram todos os outros patriarcas – não solicitou ir à Rússia, suscitando talvez a sensação de triunfo sobre o antigo inimigo soviético desaparecido, mas disse: onde o patriarca quiser, quando quiser, como quiser. Uma autêntica obediência ao Evangelho e nada mais.



terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Circuito off carnaval - 14


Sim, meus caros antifoliões, chegamos ao último dia do já nosso já consagrado circuito off carnaval. Tristeza para alguns, alívio para outros (a maioria, imaginamos - risos).

Encerramos nossas atividades "fora-Momo!" de 2016 com John Williams, responsável por muitas das mais conhecidas trilhas de filmes eternizados em nossos corações e mentes.

Nascido em 8 de fevereiro de 1932, Williams completou 84 anos de idade ontem e segue firme na ativa, dando uma roupagem moderna, colorida e popular à música clássica, que é o que ele sabe fazer melhor.

No começo de sua carreira, ele compôs a trilha sonora de séries de televisão, como "Perdidos no Espaço" e "Terra de Gigantes", mas foi no cinema que sua obra realmente se agigantou e se popularizou, rendendo-lhe o recorde de 50 indicações ao Oscar, com 5 vitórias.

Difícil resumir a história de John Williams na música que embala tantos filmes, mas tentamos fazer uma pequena seleção abaixo, desde o violino chorando em "A Lista de Schindler", passando pelo suspense eletrizante de "Tubarão" até a "Marcha Imperial de Guerra nas Estrelas", que curiosamente homenageia Darth Vader, um dos maiores vilões já vistos nas telonas.

Desfrutemos, então, do talento de John Williams:


"A Lista de Schindler"


"A. I. - Inteligência Artificial"


"JFK - A pergunta que não quer calar"


"E. T. - O Extraterrestre"


"O Destino do Poseidon"


"Esqueceram de Mim"


"O Império do Sol"


"Jurassic Park"


"Harry Potter"


"Superman"


"Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida"


"Tema principal de Guerra nas Estrelas"


"Tubarão"


"Amistad"



"Marcha Imperial de Guerra nas Estrelas"




segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Circuito off carnaval - 13


Nosso trepidante circuito fora das hostes carnavalescas hoje percorre o maravilhoso território da autêntica música gospel norte-americana, que pouco ou nada tem a ver com o estilo musical que atualmente copia seu nome no Brasil.

Deixamos nossos leitores embevecidos na companhia da vibrante voz de Yolanda Adams cantando "Victory", talvez seu maior sucesso:




Você também pode ouvir Yolanda Adams cantando "I Believe I Can Fly" (de R. Kelly) na melhor tradição do "rhytm and blues":




Voltando ao gospel, Yolanda Adams cantou "I Love The Lord" no tributo a Whitney Houston por ocasião do NAACP Awards em 2012:



Em resumo, Yolanda Adams sabe cantar...



domingo, 7 de fevereiro de 2016

Circuito off carnaval - 12


Retomamos hoje o nosso saltitante circuito off carnaval, a nossa tentativa hercúlea e quixotesca de sair um pouco da mesmice e fanfarrice do reinado de Momo em terras tupiniquins.

Para tanto, tomamos o túnel do tempo e voltamos às décadas de 1960 e 1970 no Brasil, primeiro com Rita Lee fazendo o vocal d'Os Mutantes, cantando "Panis et Circenses" numa apresentação ao vivo na TV francesa em 1969:



Em 2004, na gravação do DVD da MTV, Rita Lee revisitou o sucesso do início da carreira:




Voltando agora à década de 1970, viajamos no tempo para ouvir "Secos e Molhados", na voz perfeita de Ney Matogrosso, cantando "Flores Astrais" em 1974:




Um pouco antes, em 1973, os "Secos e Molhados" se apresentaram num programa em espanhol da então TV Tupi, chamado "Siempre en Domingos", cantando "Sangue Latino":



Sim, é isso mesmo o que você viu, na década de 1970 havia programas em castelhano na televisão brasileira, além de talento e criatividade na música que se produzia por aqui.

Talvez, depois que a Globo destruiu a Tupi e a concorrência em geral, monopolizando e uniformizando o discurso supostamente cultural que impõe ao país, chegamos a este poço sem fundo da imbecilidade imperando em todas as áreas do Brasil, vide o funk e  os Big Brothers da vida.



sábado, 6 de fevereiro de 2016

Encontro histórico do papa com o patriarca ortodoxo russo será em Cuba


A informação é da Agência Brasil:

Reunião do papa e do patriarca russo vai se centrar na perseguição aos cristãos

O encontro histórico entre o papa Francisco e o patriarca ortodoxo russo Kirill, que ocorrerá no dia 12 deste mês em Havana vai se centrar na perseguição aos cristãos, informou hoje (5) o chefe das Relações Exteriores da Igreja Ortodoxa russa, metropolitano Hilarion de Volokolamsk.

“O tema das perseguições aos cristãos será central neste encontro”, disse Hilarion, em entrevista coletiva sobre a visita do patriarca russo em países da América Latina.

Nesta reunião, também serão abordados temas referentes a relações bilaterais e política internacional. “O encontro terminará com a assinatura de uma declaração conjunta”, acrescentou Volokolamsk.

Será “o primeiro encontro da história” entre os dois principais dirigentes dos cristãos do Ocidente e do Oriente separados, desde o cisma de 1054 que dividiu a Igreja Católica em duas, informou o Vaticano.

O encontro ocorrerá à margem de uma visita à América Latina do patriarca Kirill, cuja igreja conta com 130 milhões de fiéis, e da viagem ao México do papa Francisco, que guia 1,2 bilhão de católicos.

Segundo o porta-voz, o patriarca russo não queria que o encontro ocorresse na Europa. “Foi precisamente com a Europa, que está vinculada à grave história de separação e conflitos entre os cristãos.”

O representante da Igreja ortodoxa disse esperar que o encontro entre Francisco e Kirill “abra uma nova página nas relações entre ambas as Igrejas”.

*Com informações das agências Sputnik e Lusa



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Autora de "Harry Potter" inventa escola de bruxos na Amazônia



Parece que o Brasil está crescendo de importância no universo harrypotteriano, essa máquina interminável de ganhar dinheiro mesmo depois do fim da série de livros e filmes. 

Alguns dias atrás, ficamos sabendo da versão turística de Hogwarts em Campos do Jordão (SP); agora é a vez de J. K. Rowling, escritora da saga infanto-juvenil, inventar uma escola de bruxos na Amazônia, segundo informa a revista Galileu:

J.K. Rowling revela escola de magia no Brasil

De acordo com o site Pottermore, o colégio Castelobruxo está localizado na Amazônia

Jovens brasileiros que sempre sonharam em ser bruxos, renovem suas esperanças! Em um evento da saga Harry Potter, um mapa com nomes e localizações de quatro escolas de magia e bruxaria foi exibido e, sim, há uma escola para bruxos no Brasil!

De acordo com o mapa, a escola Castelobruxo fica na Amazônia, protegida por caiporas, e recebe estudantes de todos os países da América do Sul. O conteúdo revelado faz parte do Pottermore, um site idealizado pela escritora J.K. Rowling, que publica novidades e conteúdo exclusivo sobre o universo que ela criou.

As outras escolas anunciadas foram a Ilvermorny (Estados Unidos), Uagadou (África do Sul) e Mahoutokoro (Japão). Estas se somam às já conhecidas Hogwarts (Reino Unido), Beauxbatons (França) e Durmstrang (leste europeu, localização precisa desconhecida).

Confira abaixo uma tradução livre do texto descritivo sobre Castelobruxo, publicado no Pottermore:

“A escola brasileira de magia, que recebe estudantes de todos os países da América do Sul, pode ser encontrada nas profundezas das florestas tropicais amazônicas. Para os poucos trouxas que já colocaram os olhos no fabuloso castelo, ele aparenta ser apenas uma ruína (o mesmo truque usado por Hogwarts; opiniões sobre quem inventou o truque são divididas). Castelobruxo é um imponente edifício quadrado de pedras douradas, muitas vezes comparado a um templo. O perímetro da escola é protegido por caiporas, seres espirituais pequenos e peludos, extremamente travessos, que saem de seus esconderijos à noite para proteger os estudantes e as criaturas que vivem nas florestas. Numa visita a Hogwarts, a ex-diretora da escola, Benedita Dourado, ouviu o diretor da escola inglesa, Armando Dippet, reclamar do Pirraça, o poltergeist. Morrendo de rir, ela ofereceu o envio de algumas caiporas à Floresta Proibida para “mostrar o que era problema de verdade”. Dippet recusou.

Os estudantes de Castelobruxo usam vestes verdes e são muito habilidosos com Herbologia e Magizoologia. A escola também tem programas de intercâmbio muito populares entre os estudantes europeus interessados em estudar a magia na fauna e flora da América do Sul. Em Castelobruxo se formaram muitos bruxos conhecidos, como um dos mais famosos boticários do mundo, Libatius Borage (autor, entre outros trabalhos, de “Estudos Avançados de Poções”, e “Soros Asiáticos”), e João Coelho, capitão do time de quadribol mundialmente conhecido Tarapoto Tree-Skimmer (Rasa-árvores de Tarapoto), sediado no Peru.”



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