terça-feira, 8 de abril de 2008
Take care with your blog
Diário de um lunático - 5
Olá para todos, meu nome é Pedro. Talvez já tenham ouvido falar de mim. Sou o mais novo desempregado brasileiro.
Vida de desempregado é muito difícil mesmo. Dá muita preguiça levantar todo dia cedo, e procurar nos jornais o seu próximo cárcere. Não bastasse você procurar algo que vai te tomar 2/3 do seu dia, você ainda tem que vender este seu tempo precioso por preço de banana. Tem empregador que acha que todo este tempo de sua vida vale muitas vezes menos que o salário mínimo. Fazem de tudo para te explorar, ou explorar alguém. Contratam apenas estagiários, contratam sem carteira, te contratam para trabalhar 8 horas, depois te fazem trabalhar mais, adicionando horas nos maravilhosos bancos de hora que nunca te dão folga. Mas a vida é assim mesmo...
E como agora sou um desempregado, estou enviando meus currículos para todos os lados, através de qualquer meio. Inclusive a internet! É uma maravilha como este meio te proporciona resultados rápidos. Eu consegui ser rejeitado por 20 empresas em um só dia!!! Tudo isto por que eu achava justo que pelo conhecimento que eu tenho, gostaria pelo menos de ganhar 2 salários.
A internet tem seu lado ruim também. É incrível a quantidade de spams que eu recebo. É um efeito colateral: você distribui seu email para ser mais facilmente encontrado, e você acaba sendo encontrado!
Mas, entre os emails que eu recebo, estão vários emails curiosos, e que eu gostaria de comentar. Pode-se encontrar de tudo na internet, ou pelas mensagens de spam. Principalmente pornografia. Mas de vez em quando a gente recebe alguns emails que são destaque!
Outro dia recebi um email que educadamente dizia que eu iria para o inferno. É o tipo de email que todo mundo gosta de receber. Dizia para que eu me arrependesse senão viraria literalmente churrasco.
Em todo o mundo, e por 2000 anos, várias pessoas se tornaram cristãs, creio que principalmente por causa da mensagem de amor transmitida pelo cristianismo. Está certo que este mesmo cristianismo prega o inferno (pelo menos na maioria de suas denominações), mas eu tenho certeza absoluta que o inferno não foi o fator decisivo para a conversão de milhares de cristãos. Pode ter sido usado para manter eles lá, mas não para trazê-los. O que será que passa pela cabeça de tais pessoas? Que eu vou dizer: "tudo bem, desisto, não quero virar churrasco", e pronto? Onde está aquela mensagem cristã que vemos Jesus pregar na Bíblia? Eu já tive a curiosidade de ler os Evangelhos, e Jesus não manda pregar o inferno. Ele bem que repreende muita gente falado deste lugar, mas não faz disto sua mensagem evangelística. Talvez o cristianismo moderno precise de missionários menos sádicos. Assim o evangelismo talvez obtivesse um sucesso melhor do que eles esperam.
Outro email que recebi é mais legal ainda. Misturava Nostradamus com a Bíblia, e chegava a declarar que viagens ao interior oco da Terra eram feitos pelo triângulo das bermudas! Puxa, vou pegar um empréstimo e criar uma empresa de viagens para o interior da Terra!! Júlio Verne morreria de inveja de mim agora!!!
Declaração mais bombástica é que a salvação neste email é dado pela massa específica!!! Ah, temos que incluir neste cálculo, o perispírito!! É incrível, é fantástico, tão fantástico que preferi não terminar de ler o email, para que minha mente não seja prejudicada. Tem alguém muito doido escrevendo estas coisas por aí, e eu realmente não quero estar morando na mesma região que ele, quando ele der um tempo no seu computador e sair para passear. Depois desta mensagem passo até a me considerar mais normal...
Eu sou Pedro, já devem ter ouvido falar de mim. Continuo à procura de um emprego, e tomando cuidado com os spams...
segunda-feira, 7 de abril de 2008
O evangelho de Lucas - parte 19
(At 5:37) Depois dele levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e levou muitos após si; mas também este pereceu, e todos quantos lhe obedeciam foram dispersos.
Por causa de sua morte terrível, muitos achavam que estas pessoas tinham um pecado muito grande. Muitos sempre acreditaram que os sofrimentos de uma pessoa eram proporcionais aos pecados cometidos por elas. É por isto que os fariseus se achavam tão santos, enquanto eles condenavam os pobres, algo que faremos menção no capítulo 16 deste Evangelho. É por isto que os discípulos perguntam pelos pecados de quem certo homem nasceu cego (Jo 9:2). É por isto também que os amigos de Jó consideraram ele um grande pecador, diante de tantas infelicidades.
(Sl 91:4) Ele te cobre com as suas penas, e debaixo das suas asas encontras refúgio; a sua verdade é escudo e broquel.
domingo, 6 de abril de 2008
O evangelho de Lucas - parte 18
Estou abordando, apenas de leve, estes assuntos que mesmo os escritores profanos exaltam magnificamente, com estilo e expressão mais explêndidos. Contudo, entre leitores piedosos será bastante um simples lembrete. Ora, se a alma não fosse algo essenciado, distinto do corpo, a Escritura não ensinaria que habitamos casas de barro e que na morte migramos do tabernáculo da carne, despojamo-nos do que é corruptível para que, por fim, no último dia recebamos a recompensa, em conformidade com o que, enquanto no corpo, cada um praticou.
Ora, por certo que essas referências e semelhantes a essas, que ocorrem com freqüência, não só distinguem claramente a alma do corpo, mas ainda lhe transferem o designativo homem, indicando ser ela a parte principal. Ora,quando Paulo exorta os fiéis [2 Co 7.1] a que se purifiquem de toda impureza da carne e do espírito, ele enuncia duas partes nas quais reside a sordidez do pecado. Também Pedro, chamando a Cristo "pastor e bispo das almas" [1 Pe 2.25], teria falado improcedentemente, se não existissem almas em relação às quais desempenhasse este ofício. Nem seria procedente, a não ser que as almas tivessem essência própria, o fato de que fala acerca da eterna salvação das almas, e que ordena purificar as almas, e que desejos depravados militam contra a alma [1 Pe 1.9; 2.11]; de igual modo, o autor da Epístola aos Hebreus [13.17] declara que os pastores velam para que prestem conta de nossas almas.Com o mesmo propósito é o fato de Paulo [2 Co 1.23] invocar a Deus por testemunha contra sua própria alma, porquanto ela não se faria ré diante de Deus, se não fosse susceptível à penalidade. Isto expressa-se ainda mais claramente nas palavras de Cristo, quando ele manda que se tema àquele que, após haver matado o corpo, pode lançar a alma na Gehena de fogo [Mt 10.28; Lc 12.5]. Ora, quando o autor da Epístola aos Hebreus distingue Deus dos pais de nossa carne, como sendo o Pai dos espíritos, não poderia ele afirmar de modo mais claro a essência das almas.
Além disso, a não ser que as almas liberadas dos cárceres dos corpos continuassem a existir, seria absurdo Cristo representar a alma de Lázaro a desfrutar de bem-aventurança no seio de Abraão, e a alma do rico, por outro lado, destinada a horrendos tormentos [Lc 16.22,23]. Paulo confirma isso mesmo, ensinando que peregrinamos distanciados de Deus durante o tempo em que habitamos na carne; desfrutamos de sua presença, porém fora da carne. E, para que não me alongue mais em matéria de forma alguma obscura, acrescentarei apenas isto de Lucas [At 23.8]: ele menciona entre os erros dos saduceus o fato de não crerem na existência de espíritos e anjos.
(CALVINO, João. As Institutas. Edição Clássica. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. 2. ed. vol. 1, pp. 181-182)
(para ler o trecho completo da opinião de Calvino, clique aqui)
O corpo é mortal, a alma, não, e o inferno aqui é Geena, o vale da desolação de Jerusalém (o vale de Hinnom) relacionado com o culto ao deus pagão Moloque no passado, em que crianças eram sacrificadas vivas pelos judeus ímpios numa fogueira erguida em torno de uma estátua de latão do referido deus (2 Reis 16:3, 2 Crônicas 28:3). Para evitar que se ouvisse os gritos das crianças quando eram sacrificadas, os adoradores de Moloque tocavam tambores, chamados, em hebraico, de toph (תּף ), de onde vem o outro nome do vale, Tofete, onde as mesmas abominações eram praticadas (Jeremias 7:31-32). Depois do retorno do exílio babilônico, esta área foi destinada a ser um depósito de lixo da cidade, onde eram realizadas, também, algumas execuções, e representava um ambiente nocivo e pestilento, onde não raro, havia fogo queimando os restos putrefatos, daí a idéia de "inferno" que era tão clara para os ouvintes das duras palavras de Jesus. Insisto, entretanto, que o que não pode se perder nas discussões a respeito desta passagem é o temor de Deus, que é enfatizado pelo próprio Jesus ao finalizar a frase chamando a atenção para este dado importante do relacionamento com Deus (v. 5). Muitos comparam o temor com o medo, o pavor, mas deve-se ressaltar que mesmo o medo pode ser visto de maneira negativa ou positiva. Negativa, quando se trata de uma fobia, um pavor injustificado diante das circunstâncias; e positiva, quando se trata da preservação da vida. Assim, certos medos que nos acometem a todos têm uma ligação muito forte com o instinto de sobrevivência, como o medo do escuro, das serpentes, das feras, por exemplo. É neste sentido que o temor a Deus, a meu ver, deve ser entendido, como um alerta, uma advertência sobre o perigo de se não obedecer aos muitos avisos que Ele nos dá sobre nossa sobrevivência espiritual. Estranho seria se Deus não alertasse o pecador e, depois, o punisse sem qualquer advertência prévia.
Jesus prossegue sua pregação num estilo que lembra mais uma compilação do Sermão da Montanha de Mateus 5-7, criticando a ansiedade em relação à vida, insistindo que o cuidado de Deus basta para que o homem viva uma vida de paz (vv. 6-7). Convoca os seus ouvintes à fidelidade, dizendo que quem o confessasse diante dos homens também seria confessado por Ele diante dos anjos de Deus, e se o negassem, também seria negado (vv. 8-9). No versículo seguinte, Jesus fala que toda palavra contra ele será perdoada, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo, não. O que seja a blasfêmia contra o Espírito Santo tem sido questionado há milênios, com as mais diferentes versões. O "pecado imperdoável" é tema dos três evangelhos sinóticos (Mateus 12:31-32, Marcos 3:28-30, Lucas 12:10), e está relacionado especificamente ao Espírito Santo. Considerando que o ministério do Espírito Santo é convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8), tenho para mim que a blasfêmia contra Ele está relacionada com esta função que lhE é privativa. Não creio que se trate, própria e especificamente, de resistir ao Espírito Santo ou de extingui-lo. Aos tessalonicenses, Paulo recomenda que não extingam o Espírito (1 Tess. 5:19), que é um versículo isolado, sem um contexto maior que o defina, mas que, aparentemente, diz respeito aos crentes que se afastam da influência do Espírito Santo, do louvor e da adoração a Deus mediados pelo Espírito, mas não cometem um pecado imperdoável. Já Estevão, quando discursa no Sinédrio, acusa os judeus de sempre resistirem ao Espírito Santo (Atos 7:51). Entretanto, a sua prisão foi tramada por judeus leais ao Sinédrio que, exatamente, não conseguiram resistir "à sabedoria e ao Espírito com que falava" (Atos 6:10). Como Lucas também escreveu o livro de Atos, se fosse este o caso, ele certamente teria dito que ali se tratava da blasfêmia contra o Espírito Santo. Diante desta dificuldade interpretativa, pode ser que o pecado imperdoável seja uma versão mais forte (e combinada) de extinguir e resistir ao Espírito Santo, mas este é realmente um mistério que persiste até hoje no meio cristão. Deve-se ter em conta, entretanto, que Jesus está falando isto num contexto histórico muito bem definido. Assim, me parece que a idéia da Bíblia do Peregrino seja a que mais se aproxima de uma possível conclusão: "Blasfêmia contra o Espírito Santo, nesse contexto, parece significar a rejeição obstinada do seu testemunho a favor de Jesus, pelo qual a pessoa se fecha ao perdão que Jesus oferece". Russel Shedd vai um pouco além, considerando que o pecado imperdoável significa: "1) Rejeitar as mais claras provas de que as obras de Jesus que revelam a aproximação do Reino de Deus, foram feitas pelo poder do Espírito Santo; 2) Alegar que pertencem ao diabo. É sinal de endurecimento tão completo, a ponto de não existir nenhuma esperança de arrependimento e conversão (cf. Hb 6.4-6; 10.26-31); o pecador torna-se incapaz de reconhecer ou distinguir entre o divino e o diabólico". E Jesus termina este trecho de sua pregação reforçando exatamente o papel do Espírito Santo quando os cristãos fossem perseguidos: que não se preocupassem, porque o Espírito lhes diria o que deveriam falar diante das autoridades políticas e religiosas (vv. 11-12).
O v. 13 marca uma interrupção do discurso de Jesus quando um homem se destaca da multidão e lhe pede que ordene a seu irmão que divida com ele sua herança, ao que Jesus lhe respondeu que Ele não era juiz nem partidor de bens materiais e políticos entre os homens (v. 14). Em geral, os rabinos decidiam questões de partilha de bens herdados por irmãos segundo Deuteronômio 21:15-17, e o homem queria uma decisão favorável a ele sem levar em consideração o direito de seu irmão, o que revela a sua visão de Jesus como um líder político, dotado de poder automático que àquele homem, em especial, não interessava saber de onde vinha, desde que o Mestre atendesse aos seus interesses. É interessante comparar esta atitude com a do centurião romano (Lucas 7:1-10), que, querendo o bem do outro, via em Jesus um poder extraordinário para as coisas espirituais, e não materiais. Diante disto, a seguir, Jesus censura este apego ao materialismo, aos bens deste mundo, em detrimento dos bens espirituais futuros (v. 15) que podem não ser tão futuros assim, contando-lhes a parábola do rico que construiu um celeiro para si, crendo que seria suficiente para garantir-lhe uma vida e, principalmente, uma velhice farta e sossegada (vv. 16-21). De nada adiantaria fazer isto, se naquela noite lhe pediriam a alma. Certamente se referia também ao homem que queria a partilha dos bens com o irmão. De que adiantaria receber todos os bens, se naquela noite a sua alma seria pedida, pelo que Jesus conclui: "Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus " (v. 21).
Em seguida, Jesus retoma o tema da ansiedade pela vida, num discurso muito semelhante ao do Sermão de Montanha de Mateus 5 a 7. Nos vv. 22 a 34, Jesus chama a atenção dos seus ouvintes para a perda de tempo que é se preocupar com os bens desta vida, com o que comer, o que vestir, e se esquecer de que é Deus quem os sustenta (v. 24). De nada adianta andar ansioso pelas coisas aparentemente grandes da vida, se nem as pequenas conseguimos controlar (v. 26). Inquietar-se pelo que devemos comer ou beber (v. 29) é coisa de pagãos, não de crentes que vivem na fé de que seu Pai sabe do que eles necessitam (v. 30). Portanto, o reino de Deus deve ser buscado em primeiro lugar, e as demais coisas lhes serão acrescentadas (v. 31). A solicitude pelas coisas materiais não se justifica na vida presente, pois os cristãos vivem na presença e na esperança de uma vida que está além da compreensão deste mundo, portanto, eles devem fazer caridade, pois o seu tesouro está nos céus (v. 33-34). A ordem de Jesus ("vendei os vossos bens e daí esmola" – v. 33) contrasta com a teologia da prosperidade que prega exatamente o contrário "comprai os vossos bens e ajuntais tesouros", talvez porque quem a defende não compreedeu bem o que Jesus quis dizer com "Não temais, ó pequenino rebanho, porque o vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino" (v. 31). Aqui temos de novo o temor, como não-temor, porque Jesus está se referindo ao seu "pequenino rebanho", aquelas pessoas que decididamente resolveram segui-lo sem impor condições e, por isso, nada têm a temer. Jesus lhes conta então a parábola do servo vigilante (vv. 35-40), sobre o servo fiel que espera diligentemente a volta do seu senhor, para que não seja pego desprevenido quando ele regressa. Indagado por Pedro sobre se esta parábola se dirigia apenas aos discípulos ou a todos (v. 41), e Jesus não lhe responde diretamente, mas com outra parábola muito parecida, reforçando a idéia do "mordomo fiel e prudente, a quem o senhor confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo" (v. 42), em contraste com aquele que abusam do poder que lhes foi delegado e crêem que tudo podem fazer na ausência do mestre (v. 45). Ao primeiro, lhe serão confiados todos os bens (v. 44); e o segundo será punido e lançado junto com os infiéis (v. 46), sendo punido com muitos açoites (v. 47). Jesus faz uma ressalva para aquele que "não soube a vontade de seu senhor e fez coisas dignas de reprovação", o qual "levará poucos açoites" (v. 48), o que abre uma exceção para quem ignorava a vontade do seu senhor. Significaria isto que "Deus não leva em conta os tempos da ignorância" (Atos 17:30)? Que "poucos açoites" seriam estes? Estas são questões de difícil interpretação. Russel Shedd diz que "o contraste é feito entre os líderes irresponsáveis (vv. 45-47) e os crentes mal instruídos que viveram no egoísmo e duvidaram das promessas gloriosas; todos receberão o justo castigo no tribunal de Cristo (cf. 2 Co 5.10). Maior privilégio demanda maior responsabilidade". Talvez "responsabilidade" seja a palavra-chave para se entender este versículo. Quanto maior o conhecimento de Deus, maior a responsabilidade do crente no uso e no compartilhar dos dons que Deus lhe deu.
Por fim, Jesus continua na sua linha dura de discurso, dizendo que veio para lançar fogo sobre a terra e que Ele queria que já estivesse a arder (v. 49). Tudo indica que Ele está se referindo ao Espírito Santo, com que batizaria os crentes, junto com fogo, conforme Lucas já tivera oportunidade de relatar nos dizeres de João Batista (Lucas 3:16), após a sua morte, ressurreição e ascensão aos céus. É o fogo do juízo, que cabe ao Espírito Santo convencer o homem (João 16:8). Jesus se refere, em seguida, ao batismo de sangue a que ainda devia se submeter (v. 50), e que não traria paz à terra, mas divisão (v. 51). Após sua morte e ressurreição, o povo judeu, e, por conseqüência, o mundo todo veria famílias divididas entre aqueles que creram em Jesus e os que não creram (vv. 52-53). Lucas termina o capítulo 12 com Jesus dizendo que todos que estavam ali e o ouviam sabiam como interpretar os sinais do tempo, para saber se haveria bom ou mau clima, mas não sabiam discernir os sinais espirituais de um novo tempo que estava se instaurando na Terra (vv. 54-56). Era tempo, portanto, de pôr-se de acordo com Deus, como faria toda pessoa que tivesse pouca ou nenhuma razão num caso que fosse apresentado ao juiz. Tão logo pudesse, deveria fazer um acordo com a parte contrária, nem que fosse no caminho para a audiência com o juiz (vv. 57-59). Assim, os ouvintes de Jesus deviam se apressar e fazer um acordo com Deus, o Justo Juiz (Salmo 7:11, Jeremias 11:20, 2ª Timóteo 4:8). Jesus era (e continua sendo) o caminho para a paz com Deus (João 14:6).
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Diário de um lunático - 4
Olá para todos, eu sou Pedro, o mais novo desempregado. Vão ouvir falar de mim, principalmente se você faz parte de algum departamento de recursos humanos. É por isto que eu fiquei alguns dias sem atualizar meu diário, pois eu ainda estava reunindo coragem para fazer o que tinha que fazer. Ah, eu também estava curtindo minhas férias forçadas, já que agora vou demorar pelo menos mais 2 anos para ter umas férias remuneradas. Eu gostava de meu último emprego, sério mesmo. Mas infelizmente alguns donos de empresa acham que podem viajar a vontade, gastando seu rico dinheirinho, que não haverá problema algum. No fim das contas, quem paga o pato somos nós, os infelizes empregados.
É incrível como os chefes se dão algumas liberdades que os míseros mortais não podem. Meu último chefe podia gritar em qualquer volume. E isto era engraçado, por que a gente acompanhava em primeira mão as fases da empresa.
No início era "Eu te mandei fazer isto?", ou "Eu não quero saber de problemas! Resolva!", depois foi passando para o "Nós podemos conversar sobre isto melhor", "Eu sei que seu salário atrasou este mês, e eu fico pessoalmente perturbado com isto". Alguns dias depois, a coisa fica mais interessante: "Olha, estou com várias propostas nas minhas mãos, esperando apenas a aprovação dos clientes. Se eu vender tudo isto, nós já temos 120.000 R$ garantidos", e a melhor de todas: "Buááááá, eu apliquei todo meu dinheiro nesta empresa para que vocês pudessem trabalhar aqui com todas as condições possíveis, Buááááá".
Ultimamente o chefe estava ficando mais religioso. Era comum escutar às vezes um "Aleluia". Só que ele era a pessoa religiosa mais estranha que eu já vi. Era católico, que agia como evangélico gritando Aleluia, e vivia com idéias espíritas. Aliás, isto envolveu um evento estranho naquela empresa.
Certo dia, fomos chamados para o refeitório, por que um senhor espírita iria fazer uma apresentação. Nos disseram que ele tinha vindo para "trazer luz" para a empresa. Apesar de estar mesmo difícil para a empresa pagar suas contas de energia, achei que a expressão era engraçada. Pessoalmente nunca tinha ouvido da boca de um espírita tal expressão, achei que era algo mais relacionado com misticismo oriental.
Fomos para o pátio. O senhor se dizia médium, e ele teria psicografado as letras das músicas que ele iria tocar. Eu sempre achei interessante como que os médiuns espíritas pareciam gostar deste papel de marionetes. Você nunca encontra uma estória ou uma letra de música feita pelo próprio médium, elas são sempre feitas por espíritos. Parece que você só fica culto depois que morre.Não era o caso daquele espírito. Acho que pegamos um espírito no início de sua evolução musical. O médium também não ajudava muito. E aquela platéia toda sentada diante dele, mantendo o silêncio por respeito, era uma visão cômica até, quando me lembro hoje disto. Talvez os 2 espíritas que trabalhavam conosco eram os únicos realmente empolgados com a apresentação.
O senhor então tentou cantar umas 3 músicas que o espírito lhe enviou, depois ele partiu para uma espécie de palestra de apologia ao espiritismo. Imediatamente me veio à mente alguns apologistas espíritas que me deparei por aí. Por definição, o apologista espírita deixa de ser espírita para ser apologista. Não espere conversar com um apologista espírita em tom respeitoso, a primeira coisa que ele perde é o respeito. Espere uma conversa respeitosa com espíritas comuns, não com os apologistas. Outra coisa a se lembrar é que, algumas idéias espíritas básicas, como a reencarnação, podem ser a coisa mais simples de se entender. No momento que você disser que discorda dela, e começar a apontar falhas, a resposta padrão é que você não conhece a doutrina. Dependendo das falhas que você apontar, eles podem apontar o que você errou, mas geralmente vão dizer que você não conhece a literatura deles, e gentilmente (desde que não sejam apologistas) vão te encaminhar para alguns livros deles, o que é uma ótima estratégia de doutrinação. Por fim, por mais que digam que não defendem dogmas, não acreditem neles. Por isto, não falei nada naquela palestra. Eu já estaria errado mesmo. Talvez daqui a 100 vidas eu entenderia tudo aquilo.
Ele contou seu histórico de questionar por que alguns nascem doentes, por exemplo. Disse que como obteve uma resposta satisfatória dos espíritas, se tornou um. Um médico poderia lhe dar uma explicação melhor, na minha opinião. Agora ele acredita que o sofrimento na verdade não é um sofrimento, é uma coisa boa, que ajuda as pessoas a evoluírem. Tudo é bom! Então dando todas estas voltas, eles chegaram ao mesmo ponto que eu: que tanto faz, não existe nada bom ou ruim. Só não se deram conta disto. Ironia do destino.A palestra começou a ficar interessante quando o senhor começou a ver espíritos. Para nossa felicidade eles estavam um pouco tímidos, só apareceram para nosso ilustre visitante. Foi então que eu me perguntei se o ilustre John Nash de certo filme que vi não teria sido também um médium. Tudo é possível.
Por fim, o senhor foi embora, e todos nós pudemos voltar ao nosso feliz trabalho injusto. A empresa não sobreviveu muito tempo depois desta visita, o que não deixou de ser curioso.
Eu sou Pedro. Preciso de emprego, então se ouvir falar de mim, fale de mim para quem possa me oferecer um...
O evangelho de Lucas - parte 17
quinta-feira, 3 de abril de 2008
O ano de Herodes
Há algo de podre ameaçando a infância em terras tupiniquins. Olavo Bilac não deve ter pensado nisso quando escreveu "criança, não verás país como este!". Abramos os olhos, então. Já que boa parte dos evangélicos do país não consegue ser fiel a Deus e à Sua Palavra, sejamos pelo menos fiéis aos fatos: talvez tenhamos que declarar 2008 como o ano de Herodes no Brasil.
Os gritos do silêncio
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Carta aos Romanos - 18
Por fim, Paulo comunica aos romanos os seus planos futuros de viagem. Já fazia tempo que queria muito ir visitá-los, mas ainda não havia sido possível (v. 22). O seu trabalho já se esgotara na Ásia Menor (v. 23), já havia cumprido sua missão, e agora importava ir até a Espanha, quando, de passagem, visitaria a igreja de Roma (v. 24). Queria desfrutar "um pouco" da companhia dos irmãos (v. 25), sem saber, talvez, que lá morreria martirizado. Paulo comenta, então, que está retornando à Judéia (v. 25), levando os donativos dos crentes da Macedônia e da Acaia aos irmãos de Jerusalém, que passavam necessidades (v. 26). Isto faziam os crentes de origem grega porque se sentiam devedores aos judeus (v. 27), e queriam agradecer-lhes com seus bens materiais. Obviamente, este era um conselho também aos crentes gentios de Roma, que, mesmo que seus irmãos de origem judaica não precisassem, que se sentissem devedores a eles por todo o passado de eleição de Israel como povo de Deus. Paulo pede, ainda, orações para que seja livre da perseguição dos judeus quando retornasse à Judéia (v. 31), e que fosse bem recebido pelos irmãos cristãos, tudo para que, em seguida, pudesse partir para Roma em paz (v. 32). Mal sabia ele que seria vítima da perseguição e que sua chegada a Roma seria na condição de preso do evangelho. (Efésios 4:1, Filemon 13). Paulo ainda foi avisado pelo profeta Agabo assim que chegou em Cesaréia (Atos 21:11), Lucas tentou dissuadi-lo (Atos 21:12), mas o apóstolo sabia, no seu íntimo, que o único caminho que tinha a seguir era ir até Jerusalém, e de lá até Roma.
A moda agora é vestir laranja
Quem lançou a campanha foi um escultor dinamarquês, chamado Jens Galschiot, pedindo que, em que todo o mundo, as pessoas vistam uma peça de roupa que seja da cor laranja, normalmente relacionada à vestimenta dos monges budistas. A matéria da Folha de S. Paulo de hoje está transcrita no Forum Atos, e eu acho que a gente pode ajudar praticando e divulgando essa idéia simples, pacífica e de bom gosto, para que todas as pessoas que querem viver num mundo melhor e mais justo, possam participar, mostrando a nossa indignação contra toda forma de violência que quer calar um país, uma nação e uma religião. O mundo todo eles não conseguirão calar.
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terça-feira, 1 de abril de 2008
O evangelho de Lucas - parte 16
Políticos que sobem, viadutos que caem
O cacique da Folha
Créu gospel
Escrevo-vos para despedir-me, parece que o fim definitivamente chegou.
Inventado o "créu gospel", só o arrebatamento nos resta...
Já fui!!!


