quinta-feira, 2 de março de 2017

Comunidade judaica se revolta e cancela palestra de Bolsonaro


A comunidade judaica brasileira mostrou que é muito mais coerente que seu equivalente evangélico no país, composto lamentavelmente por muita gente hipócrita que diz que defende o direito à vida mas apoia desavergonhadamente um político que defende a tortura e a ditadura.

A matéria é do Congresso em Foco:

Reação da comunidade judaica leva a suspensão palestra de Bolsonaro no clube Hebraica


O rabino Michel Schlesinger justificou o cancelamento: “O judaísmo tem tradição de debate. Mas a liberdade de expressão não pode servir de plataforma para a propagação de ideologia discriminatória e apologética à ditadura”

A reação da comunidade judaica levou o clube judaico Hebraica a suspender palestra com o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) marcada para março. Além de postagens nas redes sociais, um abaixo-assinado com 2.700 assinaturas pediu o cancelamento do evento por conta dos valores defendidos pelo deputado, que é pré-candidato a presidente da República em 2018. A informação foi publicada nesta terça-feira pelo jornal Folha de S.Paulo.

O deputado está sendo processado na Câmara pelas acusações de homofobia e defesa da tortura. Em discussão com a deputado Maria do Rosário (PT-RS), também foi acusado de fazer apologia ao estupro. O deputado nega as acusações. A palestra foi planejada pelo empresário Alexandre Nigri. Dois dias depois de perceber a reação negativa, anunciou o cancelamento do evento.

O organizador ao abaix0-assinado, Mauro Nadvorny, comentou a reação: “Tomou essa proporção por tudo de ruim que representa o Bolsonaro. Um racista, misógeno, antissemita, pensar em ser recebido em um clube da comunidade é, por si só, terrível”. Ele acrescentou que o episódio remete ao holocausto: “Quando Hitler começou, também teve apoio de judeus”.

O presidente da Hebraica, Avi Gelberg, disse que o convite ainda não havia sido oficializado. “Após conversa com a equipe do deputado, definimos que seria mais adequado fazer um evento com todos os pré-candidatos, num modelo equilibrado e democrático, como sempre agimos”, disse.

O rabino Michel Schlesinger apoiou o cancelamento: “O judaísmo tem tradição de debate. Mas a liberdade de expressão não pode servir de plataforma para a propagação de ideologia discriminatória e apologética à ditadura”.



Um comentário:

  1. A Hebraica tem todo o direito de convidar quem bem entender para palestrar, mas a justificativa do rabino é capenga, já que marxistas (gente que não tem apreço pela democracia) foram convidados a palestrar no clube. Quanto ao Mauro Nadvorny, Bolsonaro deveria processá-lo pelas acusações de racismo e antissemitismo.
    Policarpo

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