domingo, 13 de maio de 2012

Mamma Butterfly



"Madama Butterfly" é uma ópera em três atos, composta originalmente em dois atos pelo italiano Giacomo Puccini, com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, que estreou no teatro Scala de Milão em 17 de fevereiro de 1904. É um dramalhão e tanto que conta uma história trágica que pode, efetivamente, ter acontecido no Japão no final do século XIX, período em que os Estados Unidos - com a sutileza que lhes é característica - forçaram o império japonês a se abrir para o mundo.

O enredo se baseou no drama de David Belasco, o qual por sua vez se inspirou numa história escrita pelo advogado americano John Luther Long, que - com o perdão do spoiler - retrata uma época real em que militares da Marinha norteamericana eram enviados ao Japão para reforçar os laços diplomáticos, e para atingir mais rapidamente este fim, se casavam com jovens japonesas, em relações meramente de conveniência.

Num brevíssimo resumo da ópera, "Madama Butterfly" é Cio-Cio-San ("Butterfly" ou "Borboleta"), uma gueixa japonesa que se casa ainda adolescente com o oficial americano Benjamin Franklin Pinkerton. Madame Butterfly não se dá conta de que o casamento é uma farsa diplomática. Após idas e vindas, que incluem uma viagem de 3 anos do marido ao seu país natal, período em que ela teve um filho dele, no final Pinkerton regressa dos Estados Unidos casado com uma americana de nome Kate, para formalizar o divórcio de Cio-Cio-San e levar seu filho consigo ao Ocidente. Diante da inevitável destruição de seu mundo e da fantasia romântica - além da honra ultrajada - Cio-Cio-San não vê outra saída senão entregar seu filho a Kate e praticar o suicídio ritual seppuku (ou hara-kiri).

Não é, portanto, uma ópera com final feliz para comemorar o Dia das Mães, mas mesmo assim espelha a história verdadeira de muitas mães nesse mundo, que se anulam a ponto de dar a própria vida (no sentido figurado ou não) pelos seus filhos. O belíssimo final - brilhantemente modernizado e estilizado - da ópera no vídeo abaixo, encenada no Metropolitan Opera House de Nova York em março de 2009, com Patricia Racette no papel principal, fica como homenagem do blog ao amor sacrificial de todas as mães do mundo.





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