quinta-feira, 1 de março de 2012

Presos evangélicos teriam leiloado travestis em troca de favores em presídio de Cuiabá

A informação soa tão absurda que a gente conta até 10.000 antes de divulgá-la (mesmo assim com o verbo no condicional), mas como a palavra "evangélico" no Brasil vem sendo mais associada ultimamente à "lei de Gérson" (aquela antiga do "levar vantagem em tudo"), e já existe um precedente na penitenciária de Carumbé, em Cuiabá (MT), que foi notícia no último mês de dezembro (reproduzida aqui no blog) pelo espancamento de um homossexual justamente nessa tal "ala evangélica" que tem por lá, a gente não pode duvidar de mais nada. Além disso, é preciso muito mais do que dizer que "aceita Jesus" para que um preso (ou qualquer outra pessoa) se converta e vire um "santo", mas tem "pastor" que nunca leu aquele versículo "Maldito o homem que confia no homem" (Jeremias 17:5), conforme também já repercutimos aqui no blog em outra oportunidade. Se bem que, na maioria dos casos não precisa nem ler a Bíblia, basta o bom senso. A notícia insólita da vez vem do PnB online:

Travestis eram leiloados no presídio do Carumbé, denuncia ONG

O presidente da ONG Livremente, Clóvis Arantes, denunciou em entrevista à Rádio CBN Cuiabá – AM 590, que travestis presos no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), antigo Carumbé, estavam sendo leiloados por evangélicos que se encontram presos. De acordo com Clóvis, os travestis eram usados como moeda de troca. A cada favor que um presidiário fazia para a ala evangélica, um travesti era leiloado. Por fim, os homossexuais acabavam sendo molestados pelos demais presos.

Para acabar com essa situação, a diretoria do Centro de Ressocialização de Cuiabá criou uma ala específica para abrigar os homossexuais detidos. O espaço que atualmente abriga 8 travestis foi denominado de Ala Arco Íris. Clóvis conta que visitou o lugar e que hoje os reeducandos homossexuais se sentem mais seguros.

“Agora elas podem usar brincos, deixar o cabelo comprido e estão trabalhando na Ala Arco Íris", conta Clóvis. Ele ainda complementa que outra luta está sendo travada para que as travestis possam ser chamadas pelo seu nome social.

O presidente conta que o objetivo da ONG é trabalhar para que os demais presídios de Mato Grosso também adotem a criação de uma ala específica para homossexuais para que abusos não sejam mais cometidos contra eles.



Um comentário:

  1. Pelos frutos serão conhecidos.
    Meu sobrinho saiu da cadeia, mas pelo que parece, não está com a mínima vontade de se virar na vida.

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