domingo, 26 de junho de 2011

Evangélicos vão à parada gay e não apanham

Ao contrário do que aconteceu com um grupo de evangélicos que foi fazer um protesto pacífico na Marcha para Jesus na última quinta-feira, 23 de junho, e foram agredidos por "seguranças gospel", além de terem seu material destruído ou "apreendido", outro grupo de evangélicos foi à parada gay hoje e, segundo consta, ninguém bateu neles nem roubaram seus folhetos evangelísticos. Confira a notícia do UOL Notícias:

Evangélicos vão à Parada Gay para tirar homossexuais do 'mau caminho'

Guilherme Balza
Do UOL Notícias
Em São Paulo


Com panfletos e pregações, um grupo de quatro evangélicos batistas de Santo André (SP) resolveu ir à Parada Gay para tentar livrar os homossexuais de uma vida de “sexo livre”, “prazeres vazios” e “vícios” e encaminhá-los ao que chamam do caminho correto indicado por Jesus, longe da homossexualidade.

“Aqui é um momento de diversão passageira, vazia. É uma alegria repleta de vícios, bebida e sexo livre. Depois que passa tudo isso, o que fica? A frustração. A verdadeira alegria é Jesus”, disse Ivo Navarro, 44. “Eu buscava aquilo, mas quando descobri Jesus vi que a vida não é isso”, afirmou, em tom de pregação.

Navarro disse concordar com a avaliação de lideranças evangélicas, como o pastor pentecostal Silas Malafaia, que vê na homossexualidade sintoma de atuação do satanás. “Eu acho que é [coisa do diabo]. Eu vejo como uma escolha, mas se você ler a palavra de Deus ele não aceita a homossexualidade”, disse.

O batista também é contra a união entre pessoas do mesmo sexo. “Não sou a favor. Você tem útero, vagina? Deus te fez homem. Você deve se aceitar assim”, acrescentou, apontando para uma colega do grupo que diz ter abandonado o lesbianismo após o contato com a igreja.

“Tinha 20 anos e só me relacionava com mulheres. Daí me encontrei com Deus. Foi de repente. A vida que eu estava levando era vazia. Tive um sonho que abriu meus olhos”, conta a jovem, que não quis se identifica, sobre o processo que o levou a abandonar a homossexualidade.

Ela conta que teve vários relacionamentos com mulheres , mas o único duradouro foi o último, de um ano e meio. “O namoro homossexual sempre dura pouco”, afirmou, recebendo apoio de uma outra integrante do grupo, Maria Grisante, 48, que faz um trabalho de “conversão” de travestis em Santo André.

Navarro, que esteve na Marcha para Jesus na última quinta-feira, disse que recebeu algumas provocações durante a parada, mas que não pretende desistir. Durante uma panfletagem, ele conta que só teve o seu panfleto aceito após aceitar receber uma camisinha da outra pessoa. “Vou guardar, não vou usar”, disse.

Um comentário:

  1. esta claro, visivelmente que as igrejas não pregam o conceito bíblico, mas o conceito humano ou melhor o preconceito humano.

    É possível sim falar contra a homossexualidade como pecado sem expressar ódio, mas isso só é possível usando a palavra de Deus somente, sem levar para o púlpito seus preconceitos, e ideias próprias, se esvaziando de si mesmo e permitindo que apenas o Santo Espírito fale e o homem carnal esteja mudo.

    Ódio, raiva, revolta, é sentimento humano não vem de Deus, esvazie-se!

    Pregar a Bíblia sem Jesus é inútil por isso as igrejas estão falhando, você encontra o milagre mas não tem Jesus, o vazio continua.

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