sábado, 18 de junho de 2011

Líder batista dos EUA diz que existe "uma forma de homofobia" na igreja

O pastor Albert Mohler, presidente do Seminário Teológico Batista do Sul dos Estados Unidos e figura muito respeitada dentro e fora da denominação, disse no último dia 15 de junho, que os Batistas do Sul precisam se arrepender de uma “forma de homofobia” que mantém gays e lésbicas fora das suas igrejas. A declaração de Mohler foi dada quando respondia a uma pergunta de um conhecido blogueiro batista, Peter Lumpkins (vídeo abaixo), sobre se eram verdadeiros os comentários atribuídos a ele num artigo publicado em 24 de Março no Christian Science Monitor. Naquela ocasião, outro pastor batista, Jonathan Merrit, escreveu que Mohler teria dito o seguinte: “Nós temos mentido sobre a natureza da homossexualidade e temos praticado algo que somente pode ser descrito como uma forma de homofobia”, e “nós temos usado a linguagem da escolha quando está claro que a orientação sexual representa uma luta interna muito mais profunda e não meramente uma questão de escolha”.

Durante a recente Convenção anual dos Batistas do Sul (SBC - Southern Baptist Convention), o Pr. Mohler disse que “em nenhuma hipótese alguém de boa mente pode estar confundido sobre o que eu creio a respeito da homossexualidade”, porque ele já escreveu mais de 200 artigos sobre isso, mas “a realidade è que nós, como igrejas cristãs, não temos andado bem nessa questão”. Acrescentou que “os evangélicos, felizmente, têm falhado em seguir a trajetória liberal de mentir sobre a homossexualidade e sua pecaminosidade. Nós sabemos que a Bíblia claramente declara – não somente em versos isolados, mas na totalidade da sua apresentação e compreensão – o fato de que a homossexualidade não somente não representa o melhor de Deus para nós, como alguns tentam dizer, como também é pecado. Entretanto, nós como evangélicos temos uma história muito triste ao lidar com essa questão. Nós não temos falado a verdade, mas só a metade da verdade. Nós temos pregado a verdade bíblica, o que é importante, mas nós não a temos aplicado no sentido bíblico. Dizemos às pessoas que a homossexualidade é somente uma escolha quando é claro que é mais do que uma escolha. Isto não significa que seja menos pecaminoso, mas significa que não é algo que as pessoas possam simplesmente ligar e desligar. Nós não seremos pessoas do evangelho a não ser que entendamos que somente o evangelho do Senhor Jesus Cristo pode dar a uma pessoa homossexual qualquer esperança de ser liberta da homossexualidade”.

Mohler admitiu ainda que as igrejas não têm feito o seu trabalho, “já que existem aqueles que caíram na armadilha desse pecado e que estão sentadas entre nós”. Essas declarações deixaram o blogueiro Lumpkins “digerindo as informações”, já que o pastor Albert Mohler, por diversas vezes, se posicionou publicamente contra o casamento gay, a ordenação de pastores homossexuais e outros aspectos do que ele próprio chama de “normalizar o comportamento homossexual”, bem como chamou a iniciativa da Igreja Presbiteriana dos EUA em ordenar pastores homossexuais como “uma tragédia” e “um desastre teológico”. De qualquer maneira, a admissão pública de que existe um certo nível de homofobia dentro da igreja batista norteamericana, vinda de um líder dessa importância, deixou muita gente sem saber o que pensar.

Fonte: Associated Baptist Press

4 comentários:

  1. Não tenho dúvidas que a prática homossexual é pecado e abominação diante de DEUS, no entanto tolher a LIBERDADE TOTAL de um individuo declarado homossexual na igreja é sobrepujar a autoridade que temos em eventualmente julgarmos os pecadores bem como aplicarmos a devida "reprimenda" aos faltosos e errantes, tudo isso pautado no amor pelas almas, unicamente.

    Afinal de contas até o último suspiro de vida do individuo DEUS pode perfeitamente operar uma tranformação na vida destes.

    Se não existir apologia aberta ao homossexualismo por parte dos homossexuais nas igrejas que implica em rebelião generalizada e tentativas de aliciamento dos demais membros à prática não existem motivos para fechar as portas das reuniões para que eles adentrem a participem dos cultos normalmente.

    Verdade seja dita e o amor seja exercido.

    DEUS julgara a cada um RETAMENTE, pois ELE é JUSTO.

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  2. Enrolação, Helio.
    Você não tem a mínima opinião de que a prática homossexual seja pecado diante de Deus. Fala isso apenas para agradar, não sei a quem.

    Se acreditasse realmente que a homossexualidade seja pecado (como o adultério e a desonestidade também são), então não deveria compreender que exista ainda mais valor na "liberdade total do indivíduo".

    Aceitaria um pastor bígamo na sua igreja?

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  3. Caro Leandro,

    Acho que ou você não viu as aspas nas declarações da matéria acima, ou eu que não entendi o que você escreveu, porque eu estava apenas reproduzindo o que Albert Mohler falou, dentro do contexto polêmico da discussão dentro da denominação batista norteamericana, procurando não fazer nenhum juízo crítico sobre isso, exatamente para provocar este debate.

    De qualquer maneira, obrigado pelo seu comentário.

    Abraços!

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  4. Triste condição dos que condenam a homossexualidade com base em interpretações de um livro cujo cânon foi definido por homens falíveis, contém epístolas falsamente atribuídas a Paulo, além de erros, contradições, falhas e problemas gravíssimos com ética, amor, compaixão, entre outros valores, que chega a ser quase inacreditável que tantos creiam, ainda, na inspiração global desse livro.

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